Minas confirma 1ª morte por dengue em 2024; 14 óbitos suspeitos são investigados

Mais de 11,4 mil mineiros já tiveram a doença transmitida pelo mosquito Aedes neste ano A primeira morte por dengue em Minas foi confirmada nesta segunda-feira (22). A vítima morava em Monte Belo, no Sul de Minas. A idade e o sexo não foram informados. Outros 14 óbitos suspeitos estão em investigação. O balanço sobre o atual cenário das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti está no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Apenas nesses 22 dias de janeiro, mais de 11,4 mil casos de dengue já foram confirmados no território mineiro. Em relação à chikungunya, 3 mil pessoas ficaram doentes e uma morreu. Dois óbitos suspeitos aguardam o resultado de exames. Quanto ao vírus zika, são dois casos prováveis, sem morte. Uma coletiva de imprensa para detalhar o atual cenário das doenças e as ações que têm sido adotadas foi convocada para esta terça (23). As informações serão dadas pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti.

Morre em Montes Claros a escritora Amelina Chaves, aos 92 anos de idade

Hoje a cidade de Montes Claros se despede da escritora Amelina Chaves – uma mulher das letras que escreveu páginas de densidade geraizeira, de entusiasmo, de alegria e de força, não só na cena cultural, mas na sua própria vida.Com 32 livros publicados, Amelina tinha muitos dons, mas se dedicou-se de forma apaixonada à escrita. Contou histórias, inventou outras, atendendo públicos de todas as idades. Todas as suas publicações vinham recheadas do seu espírito e da sua poesia. Grande representante da cultura popular, sua obra tem uma veia interiorana, marcada por sua visão humanista e pela valorização da simplicidade. Detentora de vários prêmios literários, pertenceu a Comissão Mineira de Folclore pelo seu trabalho na cultura popular. Membro da Academia Montes-clarenses e da Academia Feminina de Letras de Montes Claros, sempre esteve cercada da família e dos amigos. A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Cultura expressa seu pesar nesta hora, reverenciando a sua passagem por esta terra que declarava sua, agradecendo por ter transformado suas palavras em um grande canto de amor à arte, as gentes e a cultura popular norte-mineira. Montada no cavalo de Guimaraes Rosa, segundo ela, desbravou o sertão. E nas asas que nos deu, com suas páginas, seguiremos com ela, homenageando e revivendo os seus caminhos. Por Júnia Rebello – Secretaria Municipal de Cultura de Montes Claros

MST completa 40 anos de luta pela distribuição de terras no país

Movimento atualmente está presente em 24 estados A luta pela terra sempre esteve presente na história do Brasil, fruto da concentração de terras desde o período colonial. Revoltas, guerras e repressão marcaram a disputa pela sobrevivência no país, como as lutas camponesa, indígenas e quilombolas.  No final da década de 1970, ressurgiram as ocupações de terra por camponeses, principalmente na região sul, em meio à forte repressão da ditadura. E a sociedade brasileira se organizava pela redemocratização. Em 22 de janeiro de 1984, em Cascavel, no Paraná, camponeses, pequenos agricultores, posseiros e excluídos rurais se juntaram no 1º Encontro Nacional dos Sem Terra. Esse evento marcou a fundação do maior movimento social pela distribuição de terras do país, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). Para o professor da Universidade de Brasília e pesquisador sobre a questão agrária no país Sérgio Sauer, o MST ampliou as suas lutas ao longo desses 40 anos. “A organização que luta pela terra se ampliou para outras lutas: luta por educação, luta por saúde, luta por condições dignas de vida no campo. A garantia de vida no campo passa pelo acesso acesso à terra, mas acesso com dignidade, crédito, assistência técnica, condições saudáveis de produção, portanto menos violência e assim por diante.” Mas a violência do campo sempre acompanhou a luta pela terra. Só em 2022, 70 pessoas foram mortas em conflitos agrários, segundo a Comissão Pastoral da Terra. O professor Sérgio Sauer destaca que a impunidade impede a diminuição dessa violência. Já Ceres Hadich, integrante da Direção Nacional do MST, afirma que essa é uma estratégia do agronegócio contra os excluídos do campo. “Ao longo desses 40 anos, perpassaram a história do nosso movimento, nesse processo de tentar impedir a ação da organização popular a partir do uso da força e da violência. E também seguem resistindo, por meio da ação do estado, seja por meio das milícias organizadas, ou mesmo dos fazendeiros e da força do agronegócio, hoje cada vez mais organizada e violenta no campo brasileiro.” O pesquisador Sérgio Sauer ressalta que a reforma agrária ainda é uma demanda social frente às desigualdades existentes no campo. “Do ponto de vista mais estrutural, econômico e social, a reforma agrária continua sendo uma demanda social. Onde se tem, de um lado, mais ou menos um milhão de famílias assentadas em projetos de reforma agrária, tem pelo menos outro um milhão, um milhão e meio de famílias sem terra ou com menos terra do que o mínimo necessário para viver.” E o movimento dos sem terra cresceu e se organiza hoje em 1900 associações, 185 cooperativas e 120 agroindústrias para produzir e comercializar os produtos da reforma agrária. Ceres Hadich afirma que o MST amadureceu e adaptou seus instrumentos de luta. “Um amadurecimento do MST em relação à necessidade de calibrar melhor, a gente poderia dizer na roça, né, amolar melhor as nossas ferramentas de luta para poder fazer o nosso pleito render. A cada momento histórico, se organizou para poder fazer com que nossos objetivos de fato se realizassem, a nossa luta fosse cumprida em concordância aos nossos princípios, que também se mantiveram ao longo desses 40 anos.” Segundo o MST, o movimento atualmente está presente em 24 estados, com 400 mil famílias assentadas e 70 mil acampadas. Agência Brasil

Garantido espaço para pessoas com deficiência em show de Roberto Carlos em Montes Claros

Organizadores descumpriam lei do vereador Rodrigo Cadeirante na venda dos ingressos, mas voltaram atrás depois de repercussão negativa * Por Waldo Ferreira Depois de intensa movimentação, em que acionou órgãos da administração municipal, Ministério Público e Justiça, o vereador Rodrigo Cadeirante garantiu a aplicação da Lei 5.605 no show do cantor Roberto Carlos, marcado para ocorrer em Montes Claros, no Ginásio Poliesportivo, no dia 8 de março. A lei, de autoria de Rodrigo, prevê a obrigatoriedade de reserva de espaços e assentos específicos para a pessoa com deficiência em eventos promovidos no município de Montes Claros, além de o local escolhido ter boa visibilidade, ser sinalizado e sem obstrução das saídas, em conformidade com as normas de acessibilidade. O autor da lei teve que entrar em ação porque recebeu denúncias de que a organização do show estava descumprindo a legislação. O próprio Rodrigo Cadeirante foi à loja autorizada a comercializar os ingressos, localizada no Shopping Montes Claros, e constatou a veracidade das denúncias. Em seguida, ele entrou em contato com a produção de Roberto Carlos, informando a existência da lei e exigindo seu cumprimento. Além disso, o vereador protocolou ofícios ao prefeito Humberto Souto, à Procuradoria Geral do Município, à Secretaria Municipal de Esportes, ao Ministério Público e ao Procon. A pressão deu resultado. Em contato com o órgão de defesa do consumidor, a organização do espetáculo se comprometeu a cumprir integralmente a lei, assegurando às pessoas com deficiência, além da gratuidade, todos os outros direitos, incluindo acompanhante – quando a deficiência assim exigir. Segundo o diretor do Procon de Montes Claros, Alexandre Braga, os organizadores alegaram que havia uma dúvida sobre como proceder, pois os municípios têm legislações diferentes sobre o tema. A lei prevê, ainda, que 20% da carga de ingressos devem ser reservados a esse público. “Eles garantiram que todas as pessoas nessa condição que quiserem ir ao show terão seu direito assegurado, bastando para isso apresentar os documentos de identidade e da entidade representativa das pessoas com deficiências”, informou Braga. “Jamais permitiria que na minha cidade, justamente no Dia internacional da Mulher, àquelas com deficiências, ou qualquer outro PCD (Pessoa com Deficiência), tenham seus direitos violados”, reforçou Rodrigo Cadeirante. * Jornalista

Polo farmacêutico de Moc deve gerar 3,5 mil vagas de empregos nos próximos anos

Cidade do Norte de Minas é referência na fabricação de medicamentos Maior cidade do Norte de Minas e a sexta no ranking estadual, com 417 mil habitantes, Montes Claros se consolida cada vez mais como polo farmacêutico. Sete empresas de grande e médio portes do ramo atuam na cidade, que deve criar pelo menos 3,5 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos. Mas vale ressaltar: a indústria e o comércio estão à procura de profissionais qualificados para atuar no mercado de trabalho. A (outra) boa notícia é que quem está de olho nas oportunidades de emprego não precisa ir longe para se capacitar. Também conhecida como grande polo universitário, Montes Claros é referência na oferta de cursos que atendam às demandas das empresas. O potencial farmacêutico do município começou ainda na década de 1970, com a chegada da fabricante de medicamentos Valleé, que criou 620 empregos na época. A empresa foi vendida por R$ 1,2 bilhão. A negociação serviu de chamariz para outras fábricas importantes, como a MSD Brasil (biofarmacêutica com foco em vacinas), Novo Nordisk (produção de insulina), Hipolabor (genéricos) e Eurofarma (medicamentos). O projeto mais recente é justamente o da Eurofarma. A fábrica ainda está em construção, com investimento de R$ 1,8 bilhão apenas na primeira fase do complexo de 500 mil metros quadrados no município. A expectativa é gerar 600 empregos diretos e 1,5 mil indiretos. A nova unidade vai atender todo o Brasil e também países da América Latina. Em pleno funcionamento está a fábrica da Novo Nordisk, desde 2007. Responsável pela geração de 1,6 mil empregos diretos, o empreendimento tem um investimento médio anual de R$ 150 milhões. As exportações são levadas para mais de 70 países. “Somos a maior fábrica de insulina da América Latina, que é responsável pela produção de 25% da insulina produzida mundialmente pela empresa”, disse o vice-presidente corporativo, Reinaldo Costa. De olho no futuro, a Novo Nordisk informou que realiza estudos para ampliação da capacidade produtiva da unidade. O projeto está em fase de análise. Graduação Dentre as instituições de ensino superior na cidade estão as Faculdades Unidas do Norte Minas (Funorte), que oferecem graduações em Farmácia, Biomedicina, Nutrição, diversas engenharias, dentre outros cursos cuja mão de obra está sendo mais demandada pelo polo farmacêutico. Pioneira em ensino superior privado no Norte de Minas, a Funorte tem um complexo de dez unidades educacionais distribuídas nas quatro principais cidades da região (Montes Claros, Januária, Janaúba e Pirapora). São mais de 50 cursos presenciais, remotos e EAD em todas as áreas do conhecimento: saúde, exatas, humanas, sociais aplicadas e tecnologia, informática e comunicação. Foi a primeira instituição a ofertar o curso de Medicina Veterinária no município. Segundo o secretário de comunicação de Montes Claros, Alessandro Freire, uma das preocupações é a formação de profissionais para atender essa expansão. “Tenho a certeza que com essas empresas chegando, as instituições (de ensino superior) vão começar a formar mão de obra ainda mais qualificada”. da redação com Hoje em Dia

Minas registra maior abertura de empresas e Vale do Jequitinhonha se destaca

Com as ações voltadas ao desenvolvimento econômico lideradas pelo Governo de Estado, a região foi a que mais cresceu percentualmente em relação ao ano anterior Minas Gerais encerrou o ano de 2023 com um total de 85.904 novas empresas constituídas em todo o estado. O número representa um crescimento de 10,54% em relação a 2022, quando foram registrados 77.716 novos empreendimentos. Isso significa que, no último ano, por dia foram abertos 235 novos negócios em Minas e, por hora, dez empresas. O desempenho, que é recorde, é o melhor desde 2019. Entre os destaques ficou a região do Jequitinhonha/Mucuri, com alta de 18,45%. O resultado reflete o trabalho que o Estado tem desenvolvido para impulsionar a localidade, com políticas públicas e ações estratégicas como o Vale do Lítio. Analisando apenas o mês de dezembro, o avanço é ainda mais marcante. O mês fechou com 6.537 novas empresas abertas em todas as regiões do estado, uma alta de 16,19% em relação ao mesmo período de 2022 (5.626 registros). O governador Romeu Zema comemora o resultado e reforça que sua gestão trabalha firme para que Minas Gerais se mantenha como o estado amigo do empreendedor. “Os mineiros já estavam cansados de tanta burocracia, e o governo tem o papel de facilitar e não atrapalhar o desenvolvimento. Esses números provam que as pessoas estão mais confiantes e dispostas a investir seus empreendimentos no estado. Desejo boa sorte a todos os novos empresários mineiros e para os trabalhadores. Que 2024 seja um ano de ainda mais prosperidade para todos”, afirma. Um novo Jequitinhonha Os dados constam no relatório anual de registros mercantis da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg). Em 2023, no Jequitinhonha/Mucuri foram criadas 1.907 novas empresas. Se levarmos em consideração apenas dezembro, em relação ao mesmo período de 2022, o aumento foi ainda mais significativo: 30,43%. As políticas públicas na região estão entre as prioridades da atual gestão. Entre as iniciativas de destaque, o Vale do Lítio, formado por 14 cidades, já atraiu R$ 5,5 bilhões em investimentos e a geração de cerca de 10 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos. Na esteira desse investimento, o Governo de Minas trabalha para ampliar o acesso à região. Após a inauguração do projeto, houve a viabilização de nova rota aérea com voos diretos de Belo Horizonte para Salinas, município que compõe o Vale do Lítio, e para 2024 está previsto o início de mais uma, rumo a Araçuaí. Empreendedorismo e prosperidade Acompanhando esse desenvolvimento econômico e visando proporcionar mais qualidade de vida aos moradores, no fim de dezembro de 2023, foi assinado um convênio inédito, pelo Programa de Regularização Fundiária Urbana Minas Reurb, com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Baixo Jequitinhonha (Cimbaje) que prevê a emissão de 10 mil títulos de propriedade às famílias. Foi nesse contexto que a designer de interiores Sâmara Guedes decidiu investir na região, justamente, com um empreendimento especializado em acabamentos para construção civil. Além da expectativa de demanda gerada pela regularização de imóveis, ela também conta que o projeto do governo envolvendo o recurso mineral já tem sido um grande atrativo. “Com a demanda de mão de obra para o trabalho nas empresas de extração do lítio, muitas residências foram e estão sendo construídas para a acomodação dos trabalhadores, além de hotéis e restaurantes, o que gerou um acréscimo de desenvolvimento no setor da construção civil”, comenta. Ela inaugurou a empresa em dezembro de 2023, no município de Araçuaí, onde Sâmara reconhece que a demanda de emprego já supera a oferta de mão de obra, especialmente na construção, sinal de uma prosperidade muito aguardada pelos mineiros do Jequitinhonha. “Quanto mais estratégias econômicas o governo criar para o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha, maior será o crescimento das empresas na região. Visto que as pessoas passarão a procurar uma melhor qualidade de vida, consumindo mais e diversificando o comércio local”, completa Sâmara. Crescimento em todo o estado Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passalio, a abertura de empresas é um dos indicadores mais importantes do desenvolvimento econômico e gera uma rápida resposta na melhoria da qualidade de vida da população mineira. “Esse resultado positivo em 2023 é um dos frutos da política do Governo de Minas voltada para a simplificação e facilitação para quem quer empreender. No caso do Jequitinhonha, trata-se de uma inversão muito significativa de panorama: de uma região quase abandonada durante outras gestões, está agora, progressivamente, se tornando um dos grandes motores do crescimento mineiro”, destaca. Ainda conforme o relatório da Jucemg, todas as regiões do Estado tiveram alta na abertura de empresas em 2023 na comparação com o ano anterior. Após o Jequitinhonha/Mucuri, aparecem Triângulo (12,85%), Norte de Minas (12,02%), Noroeste (11,89%), Central (11,26%) e Alto Paranaíba (11,16%). Na sequência, estão Sul de Minas (10,18%), Rio Doce (9,26%), Centro-Oeste (6,81%) e Zona da Mata (4,77%). “São 8.188 novas empresas registradas a mais que em 2022, um salto espetacular. Esse resultado reflete a disposição da Jucemg em facilitar a vida de quem quer empreender e prosperar em Minas. E aponta para nosso propósito de transformar a Jucemg na mais inovadora, resolutiva, sustentável e admirada junta comercial do país”, diz a presidente da Jucemg, Patricia Vinte Di Iorio. O balanço anual também informa o volume de empresas abertas por município. Belo Horizonte lidera o Top 10, com 21.948 novas empresas constituídas no período. Em seguida, aparecem: Uberlândia (5.116); Contagem (2.968); Juiz de Fora (2.351); Montes Claros (1.888); Uberaba (1.819); Betim (1.351); Divinópolis (1.246); Governador Valadares (1.226); e Ipatinga (1.130). Em relação aos encerramentos, o ano de 2023 apresentou um total de 48.959 registros baixados em Minas, contra 46.564 extinções em 2022, representando uma variação de 5,14%. Ou seja, o número de empresas abertas (85.904) foi quase duas vezes maior que a quantidade de negócios fechados. A disponibilização do balanço total dos registros mercantis teve início em 2019. O levantamento considera empresas de qualquer porte, com exceção dos microempreendedores individuais (MEIs), cujas inscrições são realizadas diretamente no Portal do Empreendedor,

Polícia Federal visita Carlos Jordy; bolsonaristas tremem – Por Altamiro Borges

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (18) ação de busca e apreensão em endereços do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Ela foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em telefonemas e mensagens gravados de um fascistinha de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro. As medidas foram cumpridas no âmbito da Operação Lesa Pátria, que investiga quem insuflou, financiou e organizou os ataques terroristas do 8 de janeiro às sedes dos três Poderes, em Brasília. As investigações da PF apontaram “fortes ligações” entre o suplente de vereador Carlos Victor, vulgo CVC, com o atual líder bolsonarista na Câmara Federal. Segundo a PF, há indícios de que Carlos Jordy orientava CVC e “tinha o poder de ordenar as movimentações antidemocráticas, seja pelas redes sociais ou agitando a militância da região”. O comparsa de Campos dos Goytacazes tinha ao menos 15 grupos de WhatsApp com mensagens de teor golpistas. Numa das mensagens coletadas, de 1º de novembro de 2022, quando ocorriam os criminosos bloqueios de estradas em vários estados, CVC pergunta ao deputado: “Bom dia meu líder. Qual direcionamento você pode me dar? Tem poder de parar tudo”. Em outra, de 17 de janeiro de 2023, quando CVC já estava foragido da polícia, Jordy fez contato telefônico com o criminoso. “Como parlamentar, representante da população brasileira, ao tomar conhecimento do destino do foragido seu dever como agente público seria comunicar imediatamente a autoridade policial”, apontou a PF no pedido feito a Alexandre de Moraes.Orientava um “grupo expressivo” de terroristas Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que apoiou a solicitação, as provas coletadas comprovam que o bolsonarista, “além de orientar um grupo expressivo de pessoas, tinha o poder de ordenar as movimentações antidemocráticas, seja pelas redes sociais ou agitando a militância da região”. Em sua decisão, o ministro do STF autorizou, além das buscas, a quebra dos sigilos telefônicos e telemáticos dos dispositivos apreendidos. Desesperado, o deputado metido a valentão tentou posar de vítima. Afirmou que sofre perseguição. As provas sobre os atos criminosos de Carlos Jordy são robustas e podem até resultar em pedido de prisão, o que apavora muitos bolsonaristas que também tiveram papel ativo na preparação dos atos golpistas de 8 de janeiro. Conforme registra matéria da Folha, “apesar do diagnóstico de que a ação não tem grande impacto na imagem do grupo político encabeçado por Bolsonaro, a operação teve o efeito de espalhar medo entre aliados do ex-presidente”. Celular de Jordy apavora o clã Bolsonaro “O temor foi ampliado pelo fato de o celular de Jordy ter sido apreendido, além de outros documentos que estavam em seus endereços. Como o deputado é líder da oposição na Câmara e tem bom trânsito com toda base bolsonarista, a PF pode ter acesso a diálogos dele com a maioria dos integrantes oposicionistas da Casa”. Um dos que parece desesperado é o senador Flávio Bolsonaro, o filhote 01 do “capetão”. De imediato, ele saiu em defesa do golpista Carlos Jordy e atacou Alexandre de Moares. Para ele, é “”óbvia a perseguição política combinada com sorriso de vingança no canto da boca”. Outro pimpolho mimado do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também defendeu Jordy – esquecendo-se que no passado chegou a insinuar que ele seria “cheirador de cocaína” e oportunista político. De forma empolada, ele postou nas redes sociais. “Ouvi o exposto pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Seguindo sua linha de exposição mais uma vez ignora-se solenemente a Constituição e deflagra-se mais um capítulo do rumo assombroso para onde caminha o Brasil. Minha solidariedade a você, sua esposa e filhinha”. O que faz o medo! *  Altamiro Borges é editor do Blog do Miro

Vinícius Júnior volta a ser alvo de racismo em clássico entre Atlético e Real

Partida foi válida pelas oitavas de final da Copa do Rei Vinícius Júnior voltou a ser alvo de racismo em dia de dérbi madrilenho. Antes do início da partida entre Real Madrid e Atlético de Madrid desta quinta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Rei, um grupo de torcedores colchoneros cantaram “Vinícius é um macaco” nas redondezas do Metropolitano, estádio do Atlético e palco do jogo, conforme mostrado em vídeo gravado e divulgado pelo site “The Athletic”. O jornal espanhol “AS” também relatou o ocorrido e disse que os gritos começaram quando o ônibus do Real Madrid se aproximou do estádio. No sistema de alto-falantes, uma mensagem alertou sobre as possíveis punições para atos de racismo no local. “Insultos, cantos racistas e violência verbal ou física são puníveis por lei. Estamos aqui para assistir a um grande jogo, e os torcedores também fazem parte disso. Pedimos que ajudem o clube demonstrando respeito”, dizia o aviso. A violência no Metropolitano não foi apenas verbal. Paco Arosa, um jornalista da rede televisiva TVE, ficou ferido depois de ser atingido na cabeça por um pedaço de gelo enquanto cobria a festa da torcida colchonnera no momento em que o ônibus do Atlético entrava no estádio. Fora isso, não foram registrados outros incidentes deste tipo. (Estadão Conteúdo)

PF prende envolvido em assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira, diz Dino

Indigenista brasileiro e jornalista inglês foram mortos a tiros em junho de 2022, no Amazonas A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (18), um dos envolvidos no assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, mortos a tiros na região do Vale do Javari, no Amazonas, em junho de 2022. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, nas redes sociais. “Foi preso pela Polícia Federal mais um envolvido na organização criminosa que perpetrou os homicídios contra Bruno Pereira e Dom Phillips. Mais informações em breve”, anunciou. Bruno e Dom foram assassinados durante uma expedição a trabalho na região da que é cenário de conflitos e diversos crimes, como tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal. Os corpos deles foram queimados e enterrados Bruno foi morto com três tiros, sendo um deles pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa, o que também qualifica o crime. Dom foi assassinado apenas por estar com Bruno, de modo a garantir a impunidade pelo crime anterior, segundo o MPF. Dom era correspondente do jornal britânico The Guardian. Veio para o Brasil em 2007 e viajava constantemente para a Amazônia, relatando a impactos das mudanças climáticas sobre a floresta e sobre os povos indígenas indígenas. Ele e Bruno se conheceram em 2018, durante uma reportagem. A dupla fazia uma expedição de 17 dias pela Terra Indígena Vale do Javari, onde há indígenas isolados. Bruno era apontado como um dos principais indigenistas brasileiros, tendo atuado na feiscalização de grileiros, madeireiros, garimpeiros e invasores. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a área em que a dupla navegava é “palco de disputa entre facções criminosas que se destacam pela sobreposição de crimes ambientais, que vão do desmatamento e garimpo ilegal a ações relacionadas ao tráfico de drogas e de armas”. De acordo com o depoimento do pescador Amarildo da Costa Oliveira, preso e levado a júri popular no Amazonas, as mortes são de responsabilidade de Jeferson da Silva Lima, também conhecido como Pelado da Dinha. Além dos dois, Oseney da Costa de Oliveira, irmão de Amarildo e conhecido como Dos Santos, estão presos e também serão levados a julgamento.

Por dia, pelo menos dois veículos são removidos por transporte clandestino em MG

Ao todo, de janeiro a 20 de dezembro do ano passado, o DER-MG fez 2.900 ações de fiscalização e fez 800 remoções de ônibus, vans e automóveis Por Juliana Siqueira, José Vitor Camilo e Alice Brito – O Tempo O período de férias tem preocupado o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), que foca ações especiais para combater o transporte clandestino no Estado. Todos os dias, pelo menos dois veículos são retirados das rodovias mineiras por estarem realizando viagens irregulares intermunicipais de passageiros. Ao todo, de janeiro a 20 de dezembro do ano passado, o órgão realizou 2.900 ações de fiscalização e fez 800 remoções de ônibus, vans e automóveis. A situação, porém, pode ser ainda pior nesta época, quando há maior circulação nas vias. Os números de apreensões preocupam especialistas, já que as viagens clandestinas aumentam a probabilidade de acidentes, mortes e prejuízos nas vias. Por outro lado, passageiros se dizem cada vez mais atraídos pelos valores mais baixos das passagens compradas online e sem verificação de segurança, o que aponta para uma realidade que tende a se intensificar negativamente ao longo do tempo, conforme especialistas. A situação do transporte clandestino é ainda mais preocupante na região metropolitana, no trajeto entre Belo Horizonte e Juiz de Fora e na região de Montes Claros, conforme Cristiano Coelho, diretor de Operação Viária do Departamento do DER-MG. São justamente nesses trechos que as fiscalizações são ainda mais rigorosas e têm mostrado resultados assustadores: ausência de condições mínimas de segurança nos veículos, motoristas sem autorização para esse tipo de trabalho e divergências em relação à lista de passageiros e horários/itinerários. Os veículos removidos são levados para um pátio do DER-MG mais próximo, e a empresa, mesmo que irregular, precisa dar condições para que os passageiros cheguem no destino em um veículo autorizado. O infrator está sujeito à multa de R$5.046. “Temos toda uma programação interna para a realização das blitze, para não divulgar e flagrar esses veículos. Muitas empresas não seguem os requisitos mínimos para o transporte de passageiros. Há ocorrências de pneus carecas, condutores desautorizados, entre outras”, detalha Coelho. Apesar de o DER-MG afirmar que faz a sua parte e de remover veículos sem condições de trafegar, o que se vê no Estado ainda é insuficiente, de acordo com o especialista em trânsito com ênfase em condução segura em rodovias, Rodrigo Mendes. Para ele, falta “pegar mais pesado” com o transporte irregular. “Infelizmente, é um número superbaixo. Em princípio, parece um número satisfatório, mas é mascarado, devido à falta de fiscalização no Estado”, diz. Segundo o especialista, é preciso considerar que Minas Gerais tem 853 municípios, uma malha de mais de 35 mil quilômetros e ainda detém a segunda maior frota do país, com mais de 13 milhões de veículos emplacados. “Hoje em dia, com o avanço de novas plataformas virtuais de viagem de longa distância em ônibus, estamos vivendo o momento de maior precarização deste serviço, que é de extrema importância e igual risco, já que estamos falando de vidas sobre rodas. Se de um lado uma viagem chega a custar de 60 a 70% menos que na rodoviária, obviamente, em algum momento essa conta não fechará, e, para compensar, algum local deixará de receber investimentos”, ressalta Mendes. O valor mais baixo das passagens é também classificado como um dos agravantes para o fortalecimento do transporte clandestino, conforme Alysson Coimbra, diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra). “Ao buscar o menor preço para o usuário, existe a privação de protocolos fundamentais para a segurança. Os veículos podem não estar com manutenção em dia, o motorista pode não ser preparado para a função ou estar em jornada extra em viagens longas, sem rodízio”, analisa ele. Os riscos, porém, parecem não preocupar tanto os usuários. Entrevistados pela reportagem afirmam que o valor da passagem — e não a segurança da viagem — são o fator determinante para optarem pela compra de um bilhete em detrimento de outros. Há aqueles usuários que afirmam que sequer observam qual a empresa que oferece o serviço ou mesmo as condições dos ônibus. “Ultimamente, olho a passagem mais barata e vou”, confessa Karine Xavier, de 21 anos. A mesma observação é feita por Jaqueline Fernandes, também de 21 anos. “Olho o preço mais baratinho, mais em conta. É nesses mesmos que vou”, diz ela, que admite, porém, que as condições desses veículos “baratinhos” não são boas e que ela chega a sentir medo, já que presenciou vários deles estragando nas rodovias. Prejuízos por todos os lados Especialista em segurança, Silvestre Andrade ressalta que esse temor tem mesmo razão de ser. Segundo ele, o transporte clandestino “esparrama problemas e custos para todos os lados”. Além da questão do aumento do número de acidentes e de mortes, veículos em condições precárias e rotas alternativas para escapar da fiscalização, ele afirma que há outros reflexos que trazem à tona o tamanho do problema no Estado. “Quando se tem esse tipo de veículo, você está minando o serviço regular e dificultando a viabilização dele, economicamente falando. Além disso, eles estão à margem do controle, geralmente são ônibus velhos não fiscalizados, não há pagamento de impostos. Acidentes também causam custos elevados com pessoal, recuperação de vias, hospitais, entre outros”, ressalta. “São problemas para todos os lados”, conclui. Dicas para reconhecer transporte clandestino – Sempre desconfie de valores de passagem muito abaixo do habitual – Procure saber sobre a empresa e exija toda a documentação atualizada do DER e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), caso for interestadual. – Exija o seguro viagem e nota fiscal do bilhete – Observe pneus, estado de conservação geral, cinto de segurança individual para todos os passageiros e saídas de emergência – Procure empresas que tenham autorização do DRE (acesse o site www.der.mg.gov.br, abra a aba transportes, clique em Consulta de Transporte Fretado e digite o nome da empresa ou a placa do veículo) – No momento da viagem, verifique se o motorista tem autorização para a função – Confirme se