Esqueça a guerra híbrida, companheiro. É a guerra arcaica que mais nos massacra

Por Moisés Mendes – O Brasil deixou explicações pelo caminho, no século 20, porque parte da esquerda precisava ir sempre à Grécia Antiga para discorrer sobre coisas não resolvidas em Barbacena, Sorocaba ou Quaraí. As tentativas de compreender nossos problemas ficavam mais sofisticadas. É um cacoete persistente, mantido pelo escapismo dos que atribuem quase tudo às batidas das asas das borboletas em Nova York. Podemos tentar mudar. O Brasil talvez seja melhor explicado se em 2024 parte das esquerdas finalmente deixar de ver digitais estrangeiras em todos os nossos dilemas, atrasos e sofrimentos. O mantra hoje poderia ser esse: o nosso fascismo não é uma invenção da guerra híbrida, companheiro. É uma criação do Brasil arcaico, meu amigo. Dilma foi derrubada pelo Brasil arcaico. Lula foi preso pelo law fare produzido aqui. É o Brasil arcaico que destrói a Amazônia e mata yanomamis. Esse Brasil arcaico junta grileiros, fazendeiros, banqueiros, Fiesp, militares, milicianos, chefes religiosos. E quase não precisa dos guerreiros invisíveis de guerras híbridas. Dilma foi golpeada pelo Brasil machista que tem coronéis, milicos e Deus acima de tudo. São os que tentam inviabilizar Lula de novo com a ajuda dos donos arcaicos das corporações de mídia. O Estadão é parte da explicação do Brasil arcaico, e não da guerra híbrida. Atribuir quase tudo a fatores sobre os quais não teríamos qualquer controle nos deixa preguiçosos. E nos acovarda diante da guerra suja interna. Que foi misógina contra Dilma. Que é rasamente preconceituosa, antes até de ser ideológica, contra Lula. O racismo que alguns dizem não ser estrutural não depende de guerra híbrida. Nem a homofobia de agressores com mandato e foro privilegiado. O absolutismo religioso é produto brasileiro, com selo de autenticidade. O diabo sabe. O dízimo que sustenta estruturas do fascismo não depende do PIX das guerras híbridas. Sergio Moro pode ter tido colaboração americana, mas é ingênuo pensar que trabalhava em Curitiba a serviço da CIA ou do FBI para destruir nossas empreiteiras. É uma desculpa atenuante das nossas responsabilidades. Moro, os golpistas de 2016, o centrão, a bancada do PL, os militares que saltaram fora do golpe de 8 de janeiro, todos são personagens do Brasil arcaico. Bolsonaro não foi uma invenção da guerra híbrida e de maquinações internacionais. Foi apenas uma aberração verde-amarela, e eleita, potencializada pela capacidade da extrema direita de lidar melhor do que as esquerdas com todas as novas formas de comunicação de massa. Javier Milei, que não existia nem como expressão política de quinta categoria há três anos, não é uma invenção da guerra híbrida. É uma construção das urgências e dos desatinos da Argentina, e para que se repetisse lá, contra o kirchnerismo, o que fizeram aqui contra o lulismo. A guerra permanente contra Lula é feita com armas nacionais. Nenhum guru de guerras híbridas orientou a direita brasileira a apoderar-se do orçamento e a dizer que o Congresso pode governar tanto quanto Lula. Não foi a guerra híbrida que fragilizou os sindicatos e quase amordaçou as forças políticas nas universidades. Não há guerra híbrida que explique as bancadas de militares, delegados, pastores e correlatos no Congresso. Que 2024 nos acorde dessa sesta, desse consolo dormente de buscar explicações conspiratórias longe de nós para as anomalias que nós criamos. Que assumamos que Lula depende de base social e de ativismo político local, paroquial, municipal, para poder governar, ou não haverá valentia capaz de gerir o assédio do centrão. Que aceitemos que Alexandre de Moraes não pode fazer tudo sozinho. Que abandonemos o lugar confortável que coloca as culpas em conspirações vindas de um exterior às vezes imaginário. As esquerdas não podem reproduzir, em versões só aparentemente espertas e complexas, visões semelhantes às da extrema direita antissistema. Os conspiradores externos não podem tudo, nem com centenas de Steves Bannons com seus Carluxos e suas milícias digitais. O Brasil analógico, atrasado, agrário, supremacista, articulado nos subterrâneos e nas superfícies com a Globo, não precisa tanto dos serviços de Steve Bannon. Os interesses estrangeiros e a guerra híbrida não matam 10 mulheres brasileiras por dia. Não provocam centenas de agressões diárias a negros e gays. Não assassinam negros em favelas. Não continuam massacrando indígenas na Amazônia. O Brasil preguiçoso, muitas vezes sem coragem (também dentro das instituições) para enfrentar o poder arcaico, busca consolar-se com as conspirações dos poderes externos. É cômodo, é enganosamente mais elaborado, é até mais charmoso. A direita brasileira, engolida pela extrema direita, agradece e se diverte. Porque saber que a CIA não mandou matar Marielle. Que Lula não foi preso pelo FBI. Que o 8 de janeiro não foi acionado por controle remoto de Washington. Não tirem protagonismo das nossas elites bandidas e das nossas bandidagens arcaicas. Não caiam na armadilha de atribuir crimes a inimigos que nunca conseguiremos punir.

Abertas as inscrições para o Ensino Infantil nas escolas municipais

A Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inicia nesta quinta-feira, 4, o cadastro escolar para preenchimento de vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIS) para crianças que irão cursar o Maternal I (nascidos entre 01/04/2021 e 31/03/2022), nas 25 unidades que dispõem do curso, e para preenchimento de vagas no Maternal II (nascidos entre 01/04/2020 e 31/03/2021) nas unidades conveniadas. O prazo de cadastro vai até 19 de janeiro. As crianças nascidas a partir de 01/04/2022 podem ser cadastradas no CEMEI São Francisco de Assis (Rua Acesso, nº 113 – Vila São Francisco de Assis), que possui vagas disponíveis e destinadas ao atendimento nesta faixa etária. As inscrições permanecem abertas para as crianças de 4 e 5 anos que irão estudar o 1º e 2º períodos da pré-escola. Já para alunos concluintes que perderam o prazo anterior e para vagas remanescentes das séries intermediárias do Ensino Fundamental, o cadastro poderá ser feito no período de 05 a 12 de janeiro de 2021. Como se cadastrar O cadastro pode ser feito pela internet, por meio do endereço: https://saber.montesclaros.mg.gov.br/, ou presencialmente nos guichês da Coordenadoria de Cadastro Escolar situados na sede da UAI da Nova Prefeitura (Avenida Governador Magalhães Pinto, 4000, Jaraguá I), ou ainda, na própria unidade escolar onde deseja estudar. A distribuição das vagas é feita com base no endereço da família, sendo facultado ao responsável a escolha de até duas unidades escolares de preferência, observando o polo de distribuição dos CEMEIs. As informações registradas no cadastro serão confirmadas por meio de documentos comprobatórios que deverão ser apresentados no ato da matrícula. Relação de CEMEIs que atenderão o Maternal I: CEMEI Alegria de Viver (Bairro Renascença) CEMEI Amiguinhos da Adelour (Bairro de Lourdes) CEMEI Amiguinhos da Vila (Vila Guilhermina) CEMEI Aninha Ribeiro (Vila Exposição) CEMEI Branca de Neve (Bairro São Geraldo II) CEMEI Deputado Antônio Pimenta (Bairro Santa Rita) CEMEI Ruth Tupinambá (Bairro Santa Rita I) CEMEI Dr. Ivan Lopes (Bairro Jardim Brasil) CEMEI Major Prates (Bairro major Prates) CEMEI Manoel Caribé Filho (Bairro São Judas) CEMEI Maria de Lourdes Antunes Pimenta (Bairro São Judas) CEMEI Mundo da Criança (Bairro Renascença) CEMEI Nossa Senhora da Conceição (Vila Áurea) CEMEI Novo Delfino (Bairro Novo Delfino) CEMEI Padre Murta (Bairro Vera Cruz) CEMEI Paulo Freire (Bairro Village do Lado II) CEMEI Professora Maria da Conceição Almeida Costa (Bairro Cintra) CEMEI Professor Hamilton Lopes (Bairro São João) CEMEI Rosita Aquino (Bairro Monte Sião IV) CEMEI São Judas (Bairro São Judas) CEMEI Solar de Jesus (Bairro São Geraldo I) CEMEI Professor Raimundo Neto (Bairro Chiquinho Guimarães) CEMEI CEMEI Udilma Porto de Sousa (Bairro Santo Amaro) CEMEI Luizinha Gonçalves (Vila Atlântida) CEMEI Santa Rafaela (Bairro Santa Rafaela)

Conheça Roberto Marques, artista que tem ajudado a embelezar Montes Claros

Autodidata, pintor, escultor e desenhista, Roberto Marques é um dos últimos entalhadores da região. Trabalha com diversos materiais, mas sua maior habilidade é com a madeira, por onde conta as histórias do povo dos Gerais. Ao realizar seus entalhes em troncos de árvores caídos ou comprometidos, Roberto Marques, de Montes Claros/MG, enfoca diversos temas, como Catopês, Marujos e Caboclinhos. Também produz móveis rústicos e divãs que ornamentam e embelezam espaços públicos e áreas verdes da cidade. Um de seus principais méritos está em retirar o melhor da matéria-prima com a qual trabalha. Isso significa conhecer a madeira e dialogar com ela, entendendo as suas potencialidades. A arte de entalhar é a de desenvolver a sensibilidade de perceber as características e reentrâncias dos veios da madeira e das sutilezas de suas variações de cor para obter efeitos que contribuam com o resultado final da peça. Assim, Roberto Marques consegue que cada nova obra seja a expressão visual do conceito e da imagem que deseja transmitir. Nascido em Montes Claros, Roberto Marques mudou-se para Brasília em 1970, onde começou a trabalhar em agências de publicidade e nos jornais correio Braziliense, jornal de Brasília, Diário de Brasília, Departamento de Turismo do Distrito Federal (DETUR) e editoras gráficas, onde adquiriu vasta experiência neste ramo. Durante este período frequentou o atelier de artistas plásticos como o de Agadman, de Paulo Yulovich, do pintor e escultor peruano Barrenecheia (professor da Fundação Cultural do Distrito Federal). De volta à sua cidade natal, em 1983, monta a primeira escola de Arte e Ofícios de Montes Claros com a artista plástica Márcia Prates e outros artistas, promovendo um intercâmbio com os professores Carlos Wolney, Thais Helt e Odila Fontes da escola Guignard de Belo Horizonte. Em seguida voltou a trabalhar nos jornais da cidade, como o Jornal do Norte e Jornal de Notícias, e participou da vários movimentos culturais como Mostra de Cinema super 8, do movimento em defesa do pequi. Durante este período participou de vários salões e exposições de arte. Editou a revista Memória de Montes Claros, fundando em parceria com os jornalistas Elton Jackson e Reginauro Silva a Revista Tempo, o Caderno de cultura Catibum e o Jornal Minas ao Norte, este de curta duração. Em 2008 assumiu o cargo de Chefe de Divisão da Secretaria Municipal de Cultura de Montes Claros, ao lado do Secretário Ildeu Braúna, sendo idealizador e colaborador de vários projetos culturais de resgate e valorização do patrimônio histórico como a Banda Municipal de Música, construção do corredor Cultural Padre Dudu, festa de Agosto e Temporada de Forró com um novo formato onde palcos e arenas ficaram espalhadas por avenidas praças e ruas da cidade. Promoveu o Réveillon no Interlagos e esteve inserido na implantação do projeto Memória de Montes Claros –PROMOC, na gravação do primeiro CD dos grupos de Catopés Marujos e Caboclinhos, no projeto Circuladô com a proposta de levar oficinas de arte e artesanato para bairros e distritos da cidade, na criação do Núcleo de Estudo da Cultura Negra – NECUM. GALERIA DE ARTE A CÉU ABERTO – Com o objetivo de embelezar e deixar a cidade mais atrativa, o prefeito Humberto Souto contratou, no seu primeiro mandato, artistas plásticos para transformar Montes Claros numa verdadeira galeria de arte a céu aberto. Dentre eles, Roberto Marques, que foi responsável pela reconstrução do tradicional e famoso “Chinelão”, que foi recolocado no Trevo do Aeroporto. Além da criação da obra “A Gosto”, que foi fixada na Praça Portugal, homenageando os catopês, marujos e caboclinhos, e da confecção de móveis rústicos e divãs que ornamentam e embelezam os espaços públicos e áreas verdes de Montes Claros, bem como, do portal do Parque Guimarães Rosa e das placas dos demais parques municipais da cidade. É dele também a obra Caminho dos Gerais, que retrata um pouco da história da cidade até a chegada da viação. Através de uma árvore morta na Rodoviária de Montes Claros, foi esculpido temas alusivos ao meio de transporte e devolvendo para a própria Rodoviária, em forma de arte, um monumento retratando um pouco da nossa história, começando com a navegação a vapor pelo Velho Chico, que era a única alternativa para abastecer Montes Claros com sal, algodão e demais mercadorias vindas da capital Salvador; depois, os tropeiros, que traziam os mantimentos que vinham pelo rio São Francisco e outros lugares para Montes Claros; até a chegada da locomotiva, com a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1926, que desenvolveu ainda mais esta cidade, que é privilegiada por ser o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil.

Conselheiros tutelares de Montes Claros serão empossados no dia 10

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Montes Claros marcou para dia 10, as 8h30, no prédio da Câmara Municipal, a posse dos 20 conselheiros eleitos para o mandato de quatro anos. Eles foram diplomados no dia 29 de novembro. Montes Claros passa a contar com quatro Conselhos Tutelares, instalados na Vila Guilhermina e Cândida Câmara, apesar dos pedidos para serem instalados em bairros mais distantes da área central como forma de maior acesso da população. Os empossados são Leonardo da Silva Prates, Rita de Cássia de Jesus Neves, Maria de Lourdes Gino Ferreira, Sara de Jesus Pereira da Silva, Luciano de Sá Santos, João Batista Ferreira de Freitas, Luciana de Jesus Santos Cardoso, Gustavo Cruz Mendes, Matheus Maia Abreu Lopes, Helen Shalomania Fonseca de Medeiros, Camila Lima Oliveira, Gilmar Nicodemos Ramos, Ilma Thiago dos Santos Lopes, Crislaine Fernandes Oliveira dos Santos, Fabilce Jaqueira Almeida, Kamila Georgia de Paula Antunes, Bruna Cristina Alves, Katherinne Stefanny Silva Alves, Júnia Marise Fagundes Magalhães e Zenaide Alves Barbosa. “O Conselho Tutelar tem a missão de cuidar, fiscalizar e olhar para a criança e para os direitos das crianças e dos adolescentes, dialogando acerca das dificuldades, das vulnerabilidades, da prevenção e da reparação de casos de violência junto à comunidade”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro.

Morre Zagallo, lenda do futebol brasileiro, aos 92 anos

O ex-jogador e técnico Mario Jorge Lobo Zagallo, lenda do futebol e único tetracampeão do mundo, faleceu nesta sexta-feira (5) aos 92 anos, confirmou uma nota publicada em sua conta oficial no Instagram. “É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo”, informa o breve comunicado sobre o falecimento do ídolo. “Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas”, acrescenta a nota. A causa da morte não foi divulgada. Zagallo, único a participar de quatro das cinco Copas do Mundo vencidas pelo Brasil (dois títulos como jogador e outros dois como treinador e assistente técnico – esteve internado em agosto no Rio de Janeiro devido a uma infecção urinária. Mas o ex-atacante da Seleção já tinha passado por outros problemas de saúde anteriormente. Após a morte de Pelé, em dezembro de 2022, ficou hospitalizado durante duas semanas por uma infecção respiratória. Como ponta-esquerda, ao lado do ‘Rei’, o ‘Velho Lobo’ fez parte da Seleção Brasileira que conquistou as Copas de 1958 e 1962. Além disso, foi o treinador do Brasil no título de 1970, assistente técnico no tetra, em 1994, e técnico no Mundial de 1998, que terminou com a derrota brasileira para a França na final. Os únicos outros dois nomes a ganhar a Copa do Mundo como jogador e treinador são o alemão Franz Beckenbauer (1974 e 1990) e o francês Didier Deschamps (1998 e 2018). – “Pilar histórico do esporte” – O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues, decretou luto oficial de sete dias pelo falecimento de Zagallo. “A CBF e o futebol brasileiro lamentam a morte de uma das suas maiores lendas, Mário Jorge Lobo Zagallo. A CBF presta solidariedade aos seus familiares e fãs neste momento de pesar pela partida deste ídolo do nosso futebol”, declarou Rodrigues em nota. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) também lamentou o falecimento da “lenda do futebol e único tetracampeão”, em uma publicação no X (antigo Twitter). Vários clubes brasileiros começaram a render homenagens ao ídolo em suas redes sociais. “Nos deixou um herói que moldou a história do futebol brasileiro. Mario Jorge Lobo Zagallo entra para a eternidade como um revolucionário, um pilar histórico do esporte”, diz a nota publicada pelo Flamengo. Por sua vez, o Grêmio se despediu do “Imortal das quatro linhas, um símbolo do futebol brasileiro”. “Marcou história no nosso futebol, como atleta, treinador e dirigente”, destacou o São Paulo. “Zagallo Eterno tem 13 letras. O nosso Rei Pelé te espera no reino sagrado. Obrigado por tudo, Velho Lobo!”, escreveu o Santos.

Lula diz que responsabilidade do 8 de Janeiro foi de Bolsonaro

Em entrevistas sobre o 1º ano dos ataques a prédios públicos, o petista disse que o ex-presidente planejou os atos, mas não assumiu O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 6ª feira (5.jan.2024) que seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), planejou e não assumiu os ataques extremistas do 8 de Janeiro, em Brasília. Declarou que Bolsonaro “não aceitou” o resultado da eleição presidencial de 2022. Os atos extremistas completam 1 ano na 2ª feira (8.jan). … O presidente deu entrevistas ao jornal O Globo e ao portal de notícias brasiliense Metrópoles. Trata-se de um esforço de marketing do petista e de vários integrantes do governo e do STF (Supremo Tribunal Federal) na véspera do evento que vai lembrar o 8 de Janeiro “Eu acredito que tenha um responsável direto que planejou tudo isso e que covardemente se escondeu e saiu do Brasil com antecedência, que foi o ex-presidente da República. É sabido que ele não aceitou nossa vitória, tentou desmoralizar o tempo inteiro a justiça eleitoral, tentou desmoralizar todas as instituições possíveis. Ele planejou isso. Covardemente, não teve coragem de assumir. Saiu e deixou os mandantes dele aí para cumprir”, disse o chefe do Executivo ao Metrópoles. O presidente afirmou ao portal de notícias que o governo está apurando quem financiou os ataques e os acampamentos pelo Brasil. Declarou querer que a justiça seja feita para que ninguém “ouse dar um golpe em um processo democrático”. “Eu acho que tem um culpado e é ele. Porque ele falou disso antes, durante todo o mandato e depois. Só não teve coragem de assumir porque fugiu com antecedência. Aliás, não teve a grandeza de dar posse ao presidente eleito, que no caso fui eu”, disse. Em entrevista ao O Globo, também publicada nesta 6ª, o chefe do Executivo afirmou que havia “um pacto” entre Bolsonaro e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). “Eu estava no hotel assistindo a eles queimando ônibus, carros e a polícia acompanhando sem fazer nada. Havia na verdade um pacto entre o ex-presidente da República [Jair Bolsonaro], o governador de Brasília [Ibaneis Rocha] e a polícia, tanto a do Exército quanto a do DF [Distrito Federal], além de policiais federais participando. Aquilo não poderia acontecer se o Estado não quisesse que acontecesse”, declarou. O jornal O Globo não relata se indagou ao presidente a respeito de eventual punição a Ibaneis ou provas contra o governador de Brasília, que ficou afastado por determinação do STF, foi investigado e retornou ao cargo. Lula disse não ter recebido informações corretas sobre o potencial das ameaças dos ataques extremistas. Relatou que viajou teria o interior paulista “tranquilo”, acreditando que os acampamentos de opositores em quartéis seriam desmobilizados. O chefe do Executivo estava em Araraquara (SP) na data. “Não tive as informações corretas de que tinha possibilidade de acontecer aquilo. O que eu tinha era que os acampamentos estavam acabando. Mas depois fiquei sabendo que no sábado começou a chegar gente de ônibus nos acampamentos. Mas não imaginei que pudesse chegar a invasão aqui”, afirmou ao O Globo….

RECORDE – Brasil resgatou 3,1 mil trabalhadores escravizados em 2023

Apesar de falta de fiscais, essa é a maior marca anual desde 2009. Em Minas Gerais, 643 trabalhadores flagrados em situação análoga à escravidão foram resgatados O Brasil resgatou, em 2023, 3.151 trabalhadores em condições análogas à escravidão. O número é o maior desde 2009, quando 3.765 pessoas foram resgatadas. Apesar dessa alta, o dado mostra como o país regrediu no período recente porque o número de auditores fiscais do trabalho está no menor nível em 30 anos. Com esses dados, subiu para 63,4 mil o número de trabalhadores flagrados em situação análoga à escravidão desde que foram criados os grupos de fiscalização móvel, em 1995. O trabalho no campo ainda lidera o número de resgates. A atividade com maior número de trabalhadores libertados foi o cultivo de café (300 pessoas), seguida pelo plantio de cana-de-açúcar (258 pessoas). Entre os estados, Goiás teve o maior número de resgatados (735), seguido por Minas Gerais (643), São Paulo (387) e Rio Grande do Sul (333). Por trás das estatísticas, restam histórias de abuso nos campos e nas cidades que mostram como o trabalho análogo à escravidão ainda é recorrente no Brasil. Em fábricas improvisadas, em casas de alto padrão, nas plantações, crimes continuam a ser cometidos. “Foram 30 anos sem ganhar salário. Até chegou um ponto de ela não querer deixar mais que eu comesse, que eu tomasse café. Eu só podia ir para meu quarto tarde da noite, não podia conversar mais com ninguém”, contou uma trabalhadora idosa resgatada, entrevistada pela TV Brasil em março do ano passado. Ela acabou morrendo de uma parada cardiorrespiratória antes de receber qualquer indenização da Justiça. “Acordava de manhã e só ia dormir quase meia-noite. Sem contar que eles me xingavam muito, ficavam falando palavrão. Ficavam xingando minha raça, me chamando de negra e aquelas coisas todas. Quando foi um belo dia, apareceu a Polícia Federal e aí ocorreu tudo”, conta outra trabalhadora entrevistada pela TV Brasil, que ainda aguarda indenização. Essas duas mulheres foram resgatadas do trabalho doméstico. Problemas Um dos desafios para que o resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão continue crescendo é a falta de auditores fiscais. “Era esperado até [esse problema] porque, nos últimos quatro ou cinco anos, não tivemos ações diretas de combate ao trabalho escravo. Então, foram represando muitos pedidos de ajuda por parte de trabalhadores que estavam em situação análoga à de trabalho escravo. Por isso, a gente não vê como surpresa, mas sim, vê ainda como uma carência. Porque temos poucos auditores do Ministério do Trabalho fazendo as fiscalizações”, diz Roque Renato Pattussi, coordenador de projetos no Centro de Apoio Pastoral do Migrante. O Ministério do Trabalho e Emprego reconhece a falta de pessoal. Ele, no entanto, afirma que o governo conseguiu aumentar o número de resgates mesmo com o número de auditores fiscais do trabalho no menor nível da história. “É uma prioridade da Secretaria de Inspeção do Trabalho fiscalizar, num sentido amplo, o trabalho doméstico e, especificamente, casos de trabalho escravo doméstico. Temos menos de 2 mil auditores fiscais do trabalho na ativa. Esse é o menor número desde a criação da carreira, em 1994. Mesmo assim, conseguimos entregar, em 2023, o maior número de ações fiscais”, destaca.

Moraes manda recado a quem comemorar ataques golpistas de 8 de janeiro

Ministro, que investiga 1.345 processos criminais dos invasores, reforçou que celebrar tentativa de golpe também é cometer um crime Na próxima segunda-feira (8), os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 completam um ano. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou um recado a quem comemorar os atos. “Qualquer pessoa que pretenda comemorar o dia 8 estará comemorando um crime, porque estará comemorando uma tentativa de golpe”, disse o ministro em entrevista à Veja. Seria importante que essas pessoas tenham muito cuidado com o que vão fazer. Depois vão acusar o Ministério Público e o Poder Judiciário de serem rigorosos demais. Não se comemora tentativa de golpe. Não se comemora tentativa de derrubar dos Poderes constituídos. Isso é crime também. Moraes é relator de 1.345 processos criminais que investigam a invasão e destruição da sede dos Três Poderes em Brasília. O ministro é um dos principais alvos de discurso de ódio e ameaças dos grupos que realizaram os ataques golpistas. Nesta quinta-feira (4), o ministro descobriu que um dos planos dos bolsonaristas em 8 de janeiro de 2022 era enforcá-lo na Praça dos Três Poderes. Segundo Moraes, financiadores do acampamento em frente ao Quartel-General (QG) do Exército haviam determinado três destinos para ele, que à época estava em viagem com a família pela Europa. Ato em repúdio Na data em memória ao 8 de janeiro, o Governo Federal está organizando um ato em repúdio aos ataques golpistas. A cerimônia será chamada de “Democracia Restaurada” e contará com a presença do presidente Lula (PT), do presidente do Senado, presidente da Câmara e presidente da Suprema Corte, além de ministros e autoridades. No dia seguinte ao ato, na terça-feira (9), o Supremo também vai inaugurar a exposição “Após 8 de Janeiro: Reconstrução, memória e democracia” no edifício-sede do STF. A mostra será aberta ao público, funcionando das 13h às 17h. A cerimônia de abertura será feita pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso; EXTREMA DIREITA VÍDEO: Assista à declaração dramática de Moraes sobre “ser enforcado” Ministro do STF e do TSE, que foi o fiel da balança na contenção do golpe de Estado tentado por bolsonaristas, falou sobre o plano para matá-lo. Veja o trecho Às vésperas de completar um ano do ataque bolsonarista que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, a notícia do dia foi a entrevista do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, aos repórteres Mariana Muniz e Thiago Bronzatto, do diário carioca O Globo, na qual o magistrado, que foi o fiel da balança na contenção do levante criminoso, contou detalhes sobre o plano da extrema direita, que inclusive queria assassiná-lo. “Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, contou. Agora, o vídeo com o trecho dramático da entrevista foi disponibilizado. Moraes parece frio e tranquilo narrando o que foi descoberto nos inquéritos que preside no STF, mas as informações são chocantes e mostram o nível de violência e incivilidade dos seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Veja o trecho com a declaração: GRAVÍSSIMO! O que Alexandre de Moraes relata é gravíssimo e tudo isso com o envolvimento direto da Abin, do governo Bolsonaro. Não podemos subestimar a agressividade, a violência e a ligação com setores poderosos dessa turba que invadiu Brasília. SEM ANISTIA! pic.twitter.com/yjtrcU1ydO — Ivan Valente (@IvanValente) January 4, 2024

Trump, Clinton e Príncipe Andrew: nomes da lista de Epstein são revelados

Registros de voo de avião usado em esquema de tráfico de crianças jogam suspeita em figurões da política Uma nova lista de documentos revelada pela Justiça dos EUA mostra que dois ex-presidentes do país viajaram em diversas ocasiões com o bilionário pedófilo Jeffrey Epstein no ‘Lolita Express’. O ‘Lolita Express’ era o avião usado por Epstein e por sua mulher, Ghislaine Maxwell, para traficar menores de idade – muitas vezes abaixo dos 13 anos de idade – para prática de pedofilia. Entre os amigos de Epstein localizados no processo como viajantes do Lolita Express estão John Doe 36, também conhecido como Bill Clinton, e Donald Trump. Clinton nega ter ido às ilhas de Epstein, mas uma das vítimas de tráfico humano afirma que o ex-presidente dos EUA esteve no local e a conheceu lá. Trump sempre foi muito próximo de Epstein e Maxwell, e chegou a visitá-los em pelo menos sete ocasiões entre 1993 e 1997, segundo os logs de viagem. Epstein foi preso, mas se matou na cadeia em 2019, antes que fizesse um acordo para revelar as práticas em sua ilha particular localizada nas Ilhas Virgens dos EUA. Entre 20 e 100 mulheres menores de idade foram traficadas para as ilhas de Epstein, onde acabam vivendo como escravas sexuais do bilionário e de seus colegas. Uma delas acusa o príncipe Andrew, da família real britânica, de ter sido um dos que se beneficiaram do esquema. De acordo com a imprensa local, o nome de Trump e Clinton nos logs de viagem não implicam o envolvimento dos ex-presidentes com os crimes de Epstein. Ron DeSantis, candidato republicano que desafia Trump na campanha presidencial, já está acusando seu colega de partido de envolvimento no esquema de pedofilia.

Justiça suíça anula condenação de Cuca em caso de estupro de 1987

Julgamento à revelia levou à extinção do caso, porém Cuca não foi inocentado no mérito O Tribunal Regional do distrito administrativo de Berna-Mittelland, na Suíça, anulou a sentença que havia condenado Alexi Stival, o Cuca, então jogador e hoje técnico de futebol, por ter mantido relações sexuais com uma menor de idade sob coerção durante uma excursão do Grêmio ao país europeu em 1987. Em novembro do ano passado, a juíza Bettina Bochsler acatou a argumentação da defesa de Cuca de que ele foi condenado à revelia, sem representação legal, e que poderia ter um novo julgamento. Só que o Ministério Público suíço alegou que isso não seria possível dado que o crime estava prescrito, então sugeriu a anulação da pena e a extinção do processo. A defesa de Cuca afirma ter reunido provas suficientes para provar que ele não estuprou Sandra Pfäffli, 13, na noite do dia 30 de julho de 1987, quando a jovem foi ao quarto onde ele e três colegas de time estavam no Hotel Metropole de Berna. No dia 28 de dezembro, a juíza deu o caso por concluído e ainda determinou o pagamento de 13 mil francos suíços (R$ 75 mil) em indenização a Cuca pelo caso, valor que caiu para 9.500 francos (R$ 55,2 mil) após desconto de custos processuais do caso julgado em 15 de agosto de 1989. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (3). Relembre o caso O Grêmio foi jogar um torneio chamado Copa Phillips em Berna (Suíça) no fim de julho de 1987. Treinado por Luiz Felipe Scolari, o time venceu o Benfica por 2 a 1 no dia 29. No dia seguinte, à noite, a polícia foi ao Hotel Metropole de Berna, onde o time estava, e leva presos os jogadores Alex Stival (Cuca), Henrique Etges, Fernando Castoldi e Eduardo Hamester. Acusação  Segundo o juiz Jürg Blaser, eles teriam cometido ato sexual sob coerção com Sandra Pfäffli, de 13 anos, filha de um funcionário do hotel. A garota disse à polícia que foi ao quarto dos jogadores com dois amigos para pedir autógrafos, camisas e flâmulas, mas acabou abusada quando eles deixaram o local. O Grêmio afirmou inicialmente que ela apenas esteve lá para pedir os brindes, mas Henrique e Eduardo confessaram ter feito sexo com Sandra de forma consensual. Fernando e Cuca negaram participação desde o começo. Ao jornal suíço Blick, Sandra disse que três jogadores a imobilizaram e um a estuprou, que segundo ela poderia ser Cuca. Nos depoimentos, ela não o identificou ao ver fotos. Ao “Jornal dos Sports”, Cuca disse que ela não aparentava a idade e que subira para fazer sexo com um de seus colegas, que não nomeou. A prisão dos jogadores Os jogadores foram levados para prisões separadas e acabaram soltos após um mês, passada a instrução inicial do processo, e levados para o Brasil pelo advogado Luiz Carlos Pereira Silveira Martins, o Cacalo, vice jurídico do Grêmio à época. Eles pagaram fiança de US$ 1.500 cada (R$ 20 mil hoje, em valores corrigidos pela inflação americana). Condenação O processo seguiu seu curso e, em 1989, Cuca, Henrique e Eduardo foram condenados a 15 meses de prisão e uma multa de US$ 8.000 (R$ 106 mil hoje). Eles foram enquadrados por “fornicação com crianças” e “coerção”, mas isentados de acusação de violência, pelo que a promotoria queria uma pena de 10 anos. Já Fernando pegou 3 meses e multa de US$ 4.000 (R$ 53 mil hoje) como cúmplice, por ter ficado segundo o juiz monitorando a porta do quarto