Ex-assessor relata relacionamento homossexual com Jair Renan, filho de Bolsonaro

Jair Renan, o 04, e pai Jair Bolsonaro. | Foto: Reprodução/Instagram

“Eu tinha um relacionamento íntimo com ele, romântico”, afirmou Diego Pupe Antigo assessor de Jair Renan Bolsonaro, Diego Pupe disse que manteve um relacionamento “amoroso e romântico” com o filho de Jair Bolsonaro (PL) com Ana Cristina Siqueira Valle, fruto do segundo casamento do ex-presidente.. “Eu tive um relacionamento com o Renan, do qual não falei para ninguém ainda. Eu estava esperando todo esse ‘auê’ da polícia, mas logo logo eu vou falar sobre isso, tá bom? Eu tinha um relacionamento íntimo com ele, romântico”, disse Pupe depois de prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na tarde desta quinta-feira (14). O relato foi publicado no Metrópoles. No final do mês passado, Jair Renan, o filho 04 de Bolsonaro, foi alvo de busca e apreensão pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Dot/Decor), unidade da PCDF. A Operação Nexum cumpriu outros quatro mandados de busca e apreensão, e dois de prisão preventiva por crimes contra a fé pública e associação criminosa, além de prejuízo do erário do Distrito Federal. Pupe afirmou a policiais civis ter ouvido de Maciel Carvalho, 41 anos – empresário de Jair Renan – a ordem para transferir a empresa RB Eventos a outra pessoa. Naquela época, o filho de Bolsonaro era investigado pela Polícia Federal pelos supostos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo a firma. Antes da mudança de dono, a RB funcionou no mesmo endereço da 357 Cursos, empresa de aulas de tiro que era comandada por Maciel. Continua após a publicidade Este ano, Jair Renan transferiu a RB Eventos para Marcos Aurélio Rodrigues, parceiro comercial de Maciel e dono da 357. A Polícia Civil suspeita que Rodrigues seja um laranja em um esquema ilegal. Não houve pagamento pela movimentação, além de a firma ter faturado R$ 4 milhões em um ano. Danilo Gentili zomba de Bolsonaro após suposto caso gay de filho ser exposto O apresentador se utilizou de uma fala do ex-presidente para ironizar situação revelada sobre seu filho ’04’ https://t.co/E2sxLqLEZk pic.twitter.com/47bXUWdf1o — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 15, 2023 Durante a noite dessa quinta-feira (14), o apresentador Danilo Gentili resolveu fazer piada com uma situação para lá de polêmica envolvendo a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, um ex-assessor de Renan Bolsonaro, Diogo Pupe, revelou ao portal “Metrópoles” que teria tido um envolvimento romântico com o filho “04” de Jair. Sem perder muito tempo, Danilo Gentili decidiu publicar uma alfinetada ao ex-presidente. O apresentador postou uma foto de Jair Bolsonaro e escreveu por cima: “‘Ter filho gay é falta de porrada!’“. Internautas aproveitaram o ensejo para relembrar outras falas problemáticas de Jair Bolsonaro sobre ter filho gay. “Bolsonaro: ‘prefiro filho morto em acidente a um homossexual’“, publicou um usuário do Twitter. “‘Ex-assessor afirma que teve um relacionamento romântico com Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente’. O pai já disse que preferia um filho bandido a um filho gay“; “O 04 não era o pegador do condomínio? Se bem que até o pai teve uma experiência no exército, o Aristides“, declararam alguns usuários do microblog. Surfando na onda de “A Fazenda”, um internauta comentou: “Uma semana antes o namorado de Jair Renan conseguiria uma vaga em ‘A Fazenda 15’“. “Duvido ter uma série com uma reviravolta maior que essa kkkkkk“; “Não queremos ele na sigla LGBT“; “Poxa, parece que um ‘fraquejou’ né?“; “Pelo visto a ‘fraquejada’ não foi só com o Carluxo né. Avisa que não queremos ele na comunidade“, comentaram usuários das redes sociais. O que aconteceu foi que Diogo Pupe prestou um depoimento para a Polícia Civil do Distrito Federal para falar sobre investigação na qual Renan Bolsonaro está envolvido. Logo após prestar os devidos esclarecimentos, o ex-assessor do “04” de Bolsonaro concedeu uma entrevista exclusiva ao portal “Metrópoles”, e falou sobre essa surpreendente relação com o filho do ex-presidente. “Eu tive um relacionamento com o Renan, do qual não falei para ninguém ainda. Eu estava esperando todo esse “auê” da polícia, mas logo logo eu vou falar sobre isso, tá bom? Eu tinha um relacionamento íntimo com ele, romântico“, revelou Diogo. A notícia caiu como uma bomba nas redes sociais e está dando o que falar.

Governo Zema propõe aumento de impostos para cerveja e smartphone

Dois meses após conceder benefícios substanciais às locadoras de veículos, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, está promovendo um projeto de lei que visa aumentar os impostos sobre produtos considerados supérfluos. O projeto em questão modifica a legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se aprovado, implicará na implementação de uma alíquota adicional de 2% na tributação de mercadorias como cerveja, smartphones e até mesmo ração para animais de estimação. A expectativa do governo é arrecadar anualmente entre R$ 800 milhões e R$ 1,2 bilhão com essa proposta, uma quantia equivalente ao valor das isenções fiscais concedidas às empresas em aliança com o governo, especialmente às locadoras de veículos. Os recursos provenientes desse aumento de impostos estão destinados ao Fundo de Erradicação da Miséria (FEM). Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o projeto tem sido alvo de críticas, inclusive de parlamentares pertencentes à base de apoio de Romeu Zema. Durante as discussões na Comissão de Fiscalização Financeira, o deputado Noraldino Júnior (PSC) expressou sua discordância em classificar a ração para animais como produto supérfluo, chamando a medida de “covardia” e argumentando que a ração é essencial para a alimentação de animais de estimação. Do partido Republicanos, o deputado Doorgal Andrada também não manifestou apoio ao projeto e prevê desafios para sua aprovação, destacando a estranheza do mesmo e questionando a definição de “supérfluo” para a maioria dos produtos. Além das críticas dentro da Assembleia, entidades fora dela também rejeitaram a proposta do governo. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que normalmente apoia Romeu Zema, emitiu uma nota de repúdio ao texto e à ideia de aumentar os impostos sobre a população, afirmando que essa medida prejudicaria o setor produtivo industrial, diversos segmentos da economia e todos os consumidores mineiros. É importante destacar que essa repercussão negativa ocorre durante a viagem internacional de Romeu Zema, que está na Europa desde o dia 5 e tem seu retorno previsto para esta sexta-feira. Até o momento da publicação deste artigo, o governo de Minas Gerais não havia se pronunciado em resposta às críticas. A oposição na Assembleia, com o objetivo de questionar a destinação dos recursos arrecadados para o FEM, denunciou que, no ano passado, o governo Zema utilizou parte do montante do fundo, que deveria ser destinado à erradicação da miséria, para cobrir despesas que não estavam relacionadas ao fundo. Isso incluiu o direcionamento de R$ 40 milhões para operações de servidores da Minas Gerais Administração e Serviços SA (MGS), R$ 2,5 milhões para comissões e R$ 291 milhões para o transporte escolar. O líder da oposição, Ulysses Gomes, relembrou também a aprovação anterior de um projeto que concedeu anistia às locadoras de veículos, um tema que foi votado a pedido do próprio governador: — Esse mundo não gira, capota. O governo abre mão de arrecadação para os próximos quatro anos uma quantia de R$ 3,5 bilhões e a mentira de dois meses atrás que o estado poderia abrir mão de arrecadação, que o estado está bem. Agora está mal e precisa de uma arrecadação. É relevante observar que desde 2011, a Constituição de Minas Gerais prevê a cobrança adicional no ICMS, uma medida que foi mantida ao longo dos governos subsequentes, incluindo o governo de Fernando Pimentel, do PT, e Romeu Zema em 2019. No entanto, o projeto atual não estabelece um prazo de validade como os anteriores, propondo um aumento fixo que poderia elevar a tributação de produtos com alíquotas atualmente em 25% para até 27%. A lista de produtos que seriam afetados por esse aumento de impostos inclui: Cervejas sem álcool e bebidas alcoólicas, exceto aguardentes de cana ou de melaço; Cigarros, exceto os embalados em aço, e produtos de tabacaria; Armas; Refrigerantes, bebidas isotônicas e bebidas energéticas; Rações tipo pet; Perfumes, águas-de-colônia, cosméticos e produtos de toucador, exceto xampus, preparados antissolares e sabões de toucador de uso pessoal; Alimentos para atletas; Telefones celulares e smartphones; Câmeras fotográficas ou de filmagem e suas peças ou acessórios; Equipamentos para pesca esportiva, exceto os de segurança; Equipamentos de som ou de vídeo para uso automotivo, incluindo alto-falantes, amplificadores e transformadores. Vale destacar que em julho deste ano, a Assembleia Legislativa já havia aprovado benefícios tributários para as locadoras de veículos, o que gerou críticas relacionadas a doações de campanha e à concessão de descontos substanciais a empresas do setor. Continua após a publicidade Em nota, o governo de Minas Gerais argumentou que a redução de alíquotas tributárias para o setor de locadoras está em vigor desde 2004, sendo adotada em 15 unidades federativas. Embora a nota não mencione a mudança legislativa atual, destaca a importância de manter as locadoras no estado Fonte: O cafezinho

STF condena por cinco crimes o primeiro réu do 8 de janeiro

Aécio Lúcio Costa Pereira é ex-funcionário da Sabesp e foi preso em flagrante dentro do Congresso pela Polícia do Senado; veja como votou cada ministro O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no final da manhã nesta quinta-feira (14), para condenar por cinco crimes o primeiro réu julgado pelos atos do 8 de janeiro. Os ministros em sua imensa maioria votaram para enquadrar o primeiro réu, o bolsonarista Aécio Pereira, 51, pelos crimes de associação criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, imputados a ele pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Aécio Lúcio Costa Pereira é ex-funcionário da Sabesp (companhia de saneamento de São Paulo) preso em flagrante dentro do Congresso pela Polícia do Senado. O julgamento começou na quarta (13) e foi retomado nesta quinta. São quatro ações penais incluídas na pauta das sessões extraordinárias da corte dedicadas ao caso. O julgamento foi agendado pela ministra Rosa Weber e ocorreu no plenário do STF, presencialmente. Os votos No primeiro dia, o relator, ministro Alexandre de Moraes, apresentou seu voto, e pediu pela condenação a uma pena de 17 anos, sendo 15 anos e 6 meses em regime fechado e multa por participação ativa nos atos golpistas do 8 de janeiro. “É extremamente grave a conduta de participar da operacionalização de concerto criminoso voltado a aniquilar os pilares essenciais do Estado Democrático de Direito e danos gravíssimos ao patrimônio público. Tudo porque não aceitou o resultado das eleições e por isso queria o fim da democracia com a prática de um golpe de Estado”, diz Moraes em trecho do voto. Confira os detalhes do voto pela condenação feito por Moraes: associação criminosa armada: 2 anos; abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 5 anos e 6 meses; golpe de Estado: 6 anos e 6 meses; dano qualificado pela violência: 1 ano e 6 meses e 50 dias de multa deterioração de patrimônio tombado: 1 ano e 6 meses e 50 dias de multa; Por fim, Aécio pagaria mais de R$ 44 mil de multas além de ficar 15 anos e seis meses em regime fechado, além de um ano e meio em regime aberto. Resta o voto dos outros ministros. O voto inacreditável de Kassio Nunes Marques Kassio Nunes Marques, divergiu de Moraes e votou pela condenação do primeiro réu julgado no caso a uma pena de 2 anos e 6 meses, em regime aberto, descontado os meses que ele já ficou preso. Para Kassio, o fato de os atos não terem tido a ‘possibilidade real’ de derrubar a democracia brasileira seria o suficiente para concluir que aqueles invasores criminosos e que desejavam um golpe de Estado não estavam, de fato, tentando um golpe de Estado. Por analogia, seria como dizer que um assaltante de banco que tentou roubar o estabelecimento financeiro com uma faca de plástico não tentou, de fato, roubar o banco. “É preciso que a conduta tenha ao menos o potencial de atingir o plano concreto o resultado pretendido, ainda que não venha a ocorrer. Os atos não tiveram o alcance de abolir o Estado de Direito. O mesmo princípio foi usado pelo magistrado para rejeitar a condenação por associação criminosa e golpe de Estado. A acusação não logrou reunir na instrução do feito elementos de prova suficientes de que o réu preso no Congresso Nacional esteve associado de forma organizada e estável com fim específico de praticar uma série de crimes indeterminados”, disse Kassio em seu voto absurdo usando um argumento pífio. Continua após a publicidade Votos com o relator Já Cristiano Zanin votou para condenar o réu a 15 anos de prisão. Destes, seriam 13 anos e seis meses de reclusão, 1 ano e seis meses de detenção. Além disso, Zanin estipulou o pagamento de multa no valor de R$ 30 milhões. A seguir, André Mendonça defendeu a condenação do réu a uma pena de 7 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de associação criminosa e abolição violenta do Estado democrático de Direito. Ele descartou a condenação pelo crime de golpe de estado, o que gerou discussão entre os ministros Alexandre Moraes, Gilmar Mendes e Zanin. Edson Fachin seguiu integralmente o voto de Moraes. Depois, votou Luís Roberto Barroso. Gilmar Mendes e Rosa Weber votaram com o relator. Veja o resumo dos votos abaixo: Alexandre de Moraes (relator) – condenar por 5 crimes e pena de 17 anos de prisão Nunes Marques – condenar por 2 crimes e pena de 2 anos e meio de prisão Cristiano Zanin – condenar por 5 crimes e pena de 15 anos de prisão André Mendonça – condenar por 4 crimes e pena de 7 anos e 11 meses de prisão Fachin – condenar por 5 crimes e pena de 17 anos de prisão Barroso – condenar por 4 crimes e pena de 11 anos de 6 meses de prisão Luiz Fux – condenar por 5 crimes e pena de 17 anos de prisão Toffoli – condenar por 5 crimes e pena de 17 anos de prisão Cármen Lúcia – condenar por 5 crimes e 17 anos de prisão Gilmar Mendes – 17 anos de prisão (com relator) Rosa Weber – 17 anos de prisão (com relator)

Rússia se diz pronta para negociar acordo de paz na Ucrânia

Lavrov destacou os esforços de paz que vêm sendo empreendidos pelos países do Sul Global Moscou considerará todas as propostas sérias para resolver o conflito na Ucrânia se elas atenderem aos interesses legítimos da Rússia, afirmou o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, durante conversas com o Ministro das Relações Exteriores de Mianmar, Than Swe. “Estamos prontos para considerar quaisquer propostas sérias que levem em conta as realidades no terreno e os interesses legítimos básicos da Federação Russa”, disse o ministro russo em suas observações iniciais. Ele afirmou que alguns países do Sul Global já enviaram iniciativas à Rússia para resolver o conflito na Ucrânia “aparentemente motivados por sinceras intenções.” CONTINUA APÓS O ANÚNCIO Lavrov também destacou que Moscou valoriza muito a “posição ponderada, equilibrada e objetiva dos amigos de Mianmar em relação ao que está acontecendo na Ucrânia.”

Justiça confirma devolução de valores cobrados indevidamente pela Copasa

Se você é de Montes Claros certamente notou, durante o ano de 2023, uma diminuição considerável nas suas contas de água, com alguns moradores até mesmo recebendo sua cobrança zerada, em alguns meses. Isto ocorreu devido a uma ação civil pública ajuizada pela Prefeitura de Montes Claros, através do seu procurador-geral, Otávio Rocha, que gerou um pedido do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG), acolhido pela 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Montes Claros. A ação pleiteava a devolução de valores cobrados indevidamente dos consumidores pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), sem autorização do Poder Público Municipal, entre os meses de março de 2019 e julho de 2021. Nesta semana, essa história teve mais um capítulo: a Copasa recorreu da decisão, levando para a segunda instância. A sessão de julgamento aconteceu nessa terça, 12, na 2ª Câmara Cível, em Belo Horizonte, e o resultado foi, mais uma vez, uma vitória para o povo de Montes Claros, já que a decisão foi confirmada, e assim os valores devolvidos aos consumidores não voltarão para a Copasa. Continua após a publicidade O procurador Otávio Rocha comemorou a decisão, e lembrou que essa sessão foi uma das últimas com a participação do desembargador Afrânio Vilela, que vai assumir nos próximos dias a vaga de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). “Na oportunidade, fiz constar os parabéns ao novo ministro, em nome do Município de Montes Claros, fazendo votos para que ele represente bem a justiça mineira no STJ”, concluiu. Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, condena Aécio a 17 anos de prisão

O relator atribuiu ao réu os crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito, dano qualificado, golpe de estado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou pela condenação de Aécio Lúcio Costa Pereira pelas invasões e depredações das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro. O relator atribuiu ao réu os crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito, dano qualificado, golpe de estado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Somadas, as penas chegam a 17 anos de prisão, sendo 15 anos e seis meses de detenção e 1 ano e seis meses, além de 150 dias multa, sendo considerado o valor de um terço do salário mínimo (R$ 434) por cada dia. Isso não quer dizer que Aécio Lúcio foi condenado. Ainda faltam os votos dos outros dez ministros da Corte. A pena de reclusão é aplicada a condenações mais severas e normalmente é cumprida em estabelecimentos de segurança máxima ou média. A detenção é aplicada para condenações mais leves e não admite que o início do cumprimento seja em regime fechado. Moraes determinou assim a aplicação das penas por cada um dos cinco crimes: 5 anos e seis meses de reclusão por abolição violenta do Estado democrático de direito; 6 anos e seis meses de reclusão por golpe de estado; 1 ano e seis meses e 150 dias multa por dano qualificado; 1 ano e seis meses por deterioração do patrimônio tombado; e 1 ano e seis meses por associação criminosa armada. Ao defender a condenação dos envolvidos na invasão e depredação e invasão em Brasília, o ministro disse que “o terraplanismo e o negacionismo obscuro de algumas pessoas faz parecer que no dia 8 de janeiro tivemos um domingo no parque”. “Às vezes o terraplanismo e o negacionismo obscuro de algumas pessoas faz parecer que no dia 8 de janeiro tivemos um domingo no parque. As pessoas vieram, pegaram um ticket, entraram na fila assim como fazem no Hopi Hari em São Paulo ou na Disney. ‘Agora vamos invadir o Supremo e quebrar alguma coisinha aqui. Agora vamos invadir o Senado. Agora vamos invadir o Palácio do Planalto. Agora vamos orar da cadeira do presidente do Senado’. É tão ridículo ouvir isso”, afirmou. O julgamento desta tarde é o primeiro das mais de 1,3 mil denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Outros três réus ainda deverão ser julgados nesse primeiro lote de casos em sessões previstas para esta quinta-feira (14). Após o anúncio do voto do ministro Alexandre de Moraes, a presidente da Corte, Rosa Weber, anunciou o intervalo da sessão, que volta com a leitura do voto do revisor da ação, Kassio Nunes Marques. Pela ordem desse rito, Cristiano Zanin dá seu parecer na sequência.

Hoje é o dia de levantar nossos copos em homenagem à cachaça e à cultura brasileira

BEBIDA TÍPICA – No Dia da Cachaça, conheça um pouco da história da bebida e marcas produzidas por assentamentos da reforma agrária Criado pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) em 5 junho de 2009, durante a feira Expocachaça, em Belo Horizonte, o Dia Nacional da Cachaça é comemorado em 13 de setembro. A popular “pinga”, que tem muitos outros nomes populares, confunde-se com a própria história do Brasil. “Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro.” Cachaça é coisa séria. A definição do parágrafo anterior consta do decreto 6.871, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2009, durante seu segundo mandato. A bebida “típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil” tem até um dia próprio: 13 de setembro. A origem da data, inclusive, mostra como a cachaça (em alguns lugares conhecida por pinga – ou por apelidos carinhosos, como “caninha”, “marvada”, “mé” e muitos outros) está diretamente ligada à história do Brasil. A referência é o ano de 1661. Sim, isso mesmo, mais de 360 anos atrás. É muito provável que a cachaça tenha sido criada ainda no século XVI, por negros escravizados em fazendas de cana e engenhos de açúcar. Por muito tempo considerada uma bebida que não era adequada à nobreza, ela foi proibida pela corte portuguesa, visando proteger a bagaceira, destilado de uva tradicional do país, da concorrência do aguardente nascido na colônia. Entre idas e vindas na proibição da produção da bebida, houve uma rebelião, que, não por acaso, foi mais tarde batizada de Revolta da Cachaça. No Rio de Janeiro, onde legislação local permitia a fabricação e a venda, a reclamação era contra altos impostos. Após muitos meses, a cachaça voltou a ser permitida definitivamente em 13 de setembro de 1661, daí a data. Produtos da reforma agrária Vencidos todos os preconceitos e proibições, a cachaça hoje é orgulho nacional. Encontrada em diversas formas e cores, ela é consumida pura; com gelo, limão e açúcar, na tradicionalíssima caipirinha; em outros drinks; e é usada também em receitas. Em suma, uma bebida versátil. Nas prateleiras do Armazém do Campo, por exemplo, são encontradas marcas que já se tornaram tradicionais, produzidas por camponeses de assentamentos da reforma agrária: Campesina; Vidas Secas – Lula Livre!; Veredas da Terra; Camponeses… A lista de rótulos é grande. Produzida pela Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória (Copavi) no assentamento Santa Maria em Paranacity (PR), a cachaça da marca Camponeses, artesanal e orgânica, é armazenada em diferentes tipos de barris antes de ser engarrafada: amburana, bálsamo, carvalho e aço. São 25 famílias envolvidas na produção de 15 mil litros da bebida por ano. “A cana de açúcar orgânica, após colhida, é transportada até a agroindústria. Passa pelo processo de moagem, filtragem do caldo e depois vai para tanques de fermentação. Após a fermentação, é colocada no alambique para destilação. Terminado o processo de destilação temos a cachaça, que é colocada nos barris para armazenamento. Após seis meses ou mais, a cachaça é padronizada e destinada para o envase e segue para o estoque e venda”, conta Valmir Stronzake, um dos produtores. Outra marca reconhecida em várias partes do país é a Veredas da Terra, que vem dos assentamentos Estrela da Terra e Darcy Ribeiro, em Montes Claros (MG). Além de ser oferecida nas lojas do Armazém do Campo, ela é enviada ao Rio Grande do Sul, onde é trocada por produtos como suco de uva e arroz. “Para nós é muito satisfatório, você ser reconhecido nos estados onde passa. Falam ‘Veredas’, o povo já conhece bastante, é um produto bem conhecido. É muito satisfatório para nossa cooperativa ter produtos que são reconhecidos no Brasil inteiro”, orgulha-se um dos produtores, Rodrigo Tiago. Via Brasil de Fato

Pobreza cresce nos Estados Unidos e alcança 12,4% dos habitantes

Norte-americanos viram a desigualdade crescer entre 2021 e 2022 A taxa de pobreza nos Estados Unidos, medida pela SPM (Medida de Pobreza Suplementar), registrou um aumento alarmante em 2022, chegando a 12,4% da população, em comparação com os 7,8% registrados no ano anterior (2021). Essa drástica elevação na taxa de pobreza tem gerado preocupações no país norte-americano. Continua após a publicidade Um dos grupos mais afetados por essa tendência é o das crianças, onde a pobreza mais do que dobrou, passando de 5,2% em 2021 para 12,4% em 2022. Esse aumento na pobreza infantil é alarmante, uma vez que representa um retrocesso significativo nas condições de vida das futuras gerações. Diversos fatores têm contribuído para esse cenário. Primeiramente, o aumento no custo de vida, incluindo habitação, alimentação e combustíveis, que tem impactado diretamente a capacidade financeira das famílias americanas. Além disso, o fim de programas de auxílios implementados durante a pandemia, que proporcionavam suporte financeiro a famílias de baixa renda, agravou a situação econômica de muitos americanos. Uma família nos Estados Unidos é considerada pobre pela SPM se uma casa alugada com quatro pessoas tiver uma renda anual inferior a US$ 34.518. Essa linha de pobreza também foi ajustada devido à inflação, que aumentou a partir de US$ 31.453 em 2021 para US$ 34.518 em 2022. O impacto da inflação é uma das razões para a elevação da linha de pobreza e, consequentemente, da taxa de pobreza no país. A Casa Branca, por sua vez, observa que os números de 2023 indicam uma melhora na situação, com uma redução na inflação e um aumento na renda média das famílias. No entanto, ressalta que o aumento da pobreza em 2022 se deveu principalmente ao fim dos programas de auxílio para crianças, já que o parlamento americano não quis renová-los.

Cidades em Minas podem agendar instalação da nova parabólica digital

Essa substituição de parabólicas é necessária porque, em breve, as parabólicas tradicionais deixarão de funcionar Mais 14 cidades em Minas Gerais já estão na lista para ofertar a famílias de baixa renda o kit com a nova parabólica digital. As novas cidades se juntam a outros 22 municípios mineiros que tiveram o agendamento liberado em julho. O serviço é gratuito para pessoas inscritas em algum programa do governo federal (CadÚnico) e que têm a parabólica tradicional funcionando em casa. O trabalho é realizado pela Siga Antenado. Essa substituição de parabólicas é necessária porque, em breve, os equipamentos antigos deixarão de funcionar, o que acarretará corte do acesso à TV de quem não fizer a substituição pela antena digital. O modelo tradicional corre o risco de interferência no sinal da TV quando a tecnologia 5G for ativada em sua cidade ou região. Como o sinal do 5G é transmitido na mesma frequência da parabólica tradicional, poderão ocorrer chuviscos, chiados, a imagem pode travar e até ser interrompida. As exceções para a troca são aqueles que utilizam outros sistemas de transmissão para assistir à televisão, como antena digital tipo espinha de peixe (instalada no telhado da casa), antena digital interna e TV por assinatura. O CEO da Siga Antenado, Leandro Guerra, cita os benefícios da nova antena: “A nova parabólica digital oferece melhor qualidade de imagem e de som, programação regional e vai continuar sendo gratuita, como sempre foi”, afirma. “É muito importante que as pessoas procurem nossos canais de atendimento quanto antes para saber se têm direito ao kit gratuito”. Outras 169 cidades de Minas Gerais aguardam a liberação do agendamento para instalação do kit gratuito. A previsão é de que, no final, 120,6 mil famílias tenham direito à instalação gratuita em Minas. Para saber se tem direito ao kit gratuito, o beneficiário deve entrar em contato pelo número 0800 729 2404 ou pelo site, com o número do CPF ou do NIS em mãos. Siga Antenado A Siga Antenado é uma instituição não governamental criada por determinação da Anatel. Sem fins lucrativos, a entidade é a responsável por apoiar a população de menor renda durante a migração do sinal de TV utilizado pelas parabólicas tradicionais (Banda C) para o sinal das parabólicas digitais (Banda Ku). Cidades com agendamento aberto em MG na 4ª fase do programa: Alpinópolis Antônio Carlos Araxá Barbacena Bela Vista de Minas Bicas Cachoeira de Minas Cascalho Rico Catas Altas da Noruega Conceição dos Ouros Diamantina Goianá Guarda-Mor Ibertioga Itabira Itaverava Ituiutaba João Monlevade Lavras Muriaé Nova Era Nova Serrana Paracatu Patos de Minas Pouso Alegre Rio Piracicaba Santa Rita de Ibitipoca Santa Rita do Sapucaí Santana dos Montes São José da Barra Teófilo Otoni Tiradentes Ubá Vargem Bonita Varginha Vazante

Marquinhos decide, e Brasil vence o Peru nas eliminatórias da Copa

O zagueiro apareceu nos instantes finais e conquistou a vitória para a Seleção Nesta terça-feira (12), a Seleção Brasileira foi até Lima, enfrentar o Peru pela segunda rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida onde as seleções não conseguiram muito aproveitar as oportunidades, Marquinhos , um dos líderes do novo elenco, salvou o jogo nos instantes finais com um gol de cabeça. O Brasil venceu por 1 a 0. Nos primeiros 45 minutos, o Brasil foi superior ao Peru. Assim como na primeira partida de Diniz, a Seleção dominou as ações ofensivas e chegou a abrir o placar com um gol de Richarlison, mas acabou sendo anulado por estar impedido. Os donos da casa ainda chegaram ao gol de Ederson com certo perigo, mas assim como os brasileiros, não foram efetivos. Com isso, o jogo foi em 0 a 0 para o intervalo. No segundo tempo, o cenário foi parecido. O Brasil criou mais e as melhores chances da partida, mas não conseguiu aproveitar com efetividade. Já o Peru, que contou com o estádio lotado, teve ainda menos oportunidades de abrir o placar. Nos minutos finais, Marquinhos aproveitou um cruzamento de escanteio, e conquistou os três pontos para a Seleção, e o jogo terminou 1 a 0 para a equipe de Diniz. Agora, a Seleção volta a jogar somente no mês de outubro . Diniz vai fazer uma nova convocação para que o Brasil enfrente a Venezuela no dia 12, na Arena Pantanal, em Cuiabá, e também jogue contra o Uruguai no dia 17, mas desta vez em Montevidéu, no Uruguai. Estas serão as 3° e 4ª rodadas das eliminatórias. Muitos torcedores criticaram o fato de Diniz ter demorada para fazer substituições, colocando somente Gabriel Jesus na metade do segundo tempo. Próximo dos 40 minutos do segundo tempo, entraram também Joeliton, Vanderson e Martinelli. Raphael Veiga também entrou no lugar de Neymar já nos acréscimos. No entanto, essa é uma característica do treinador, principalmente no início do seu trabalho. O comandante gosta de dar tempo ao seu ‘grupo preferido’ tomar forma e aprender a jogar junto.