Montes Claros recebe Feira de Empregabilidade com mais de 400 vagas de emprego e estágio

Nesta quinta-feira (15), a rede Grau Técnico Montes Claros (MG) promoverá a Feira de Empregabilidade, oferecendo mais de 400 vagas de empregos e estágios. A ação, que é gratuita, acontece das 9h às 16h horas, no Grau Técnico, localizado na Avenida João XXIII, 585, Edgar. Além da entrega dos portfólios, os interessados irão contar com orientações e palestras voltadas à temática da ação e vacinação de hepatite, DT, febre amarela, influenza, bivalente e meningite, em parceria com a Secretaria de Saúde. “Temos como objetivo principal aproximação das empresas com a comunidade. No momento, iremos possibilitar diversas atividades de capacitação como palestras sobre marketing pessoal, empregabilidade e inteligência emocional e competitiva. Será um verdadeiro sucesso”, explicou Hamilton dos Santos, responsável pela Agência de Emprego da unidade. Nesta edição, a Feira de Empregabilidade conta com a parceria de mais de cinco empresas participantes: Olá Telecom, Center Pão, Oi Fibra, CIEE, Shopping da Limpeza, VGX, Prefeitura de Montes Claros, ACI, Secretaria de Saúde, VIP, PROE Estágio e Quality Coach Serviço: Feira de Empregabilidade de Montes Claros Quando? 15 de junho, quinta-feira, das 9h às 16h Onde? Grau Técnico – Avenida João XXIII, 585, Edgar
STF proíbe destruição de provas obtidas na Operação Spoofing

Em julgamento virtual, Plenário confirmou determinação para preservação do material obtido a partir de ataques de hackers. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou, na sessão virtual finalizada em 12/6, liminar deferida pelo ministro Luiz Fux para impedir a destruição de provas obtidas a partir de ataques hackers a celulares de autoridades públicas envolvidas na Operação Lava-Jato. A decisão monocrática foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 605, ajuizada em 2019 pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), em meio a notícias de que o então ministro da Justiça Sérgio Moro, um dos alvos dos hackers, teria ordenado a destruição das provas da chamada Operação Spoofing. Os diálogos foram revelados pelo site Intercept Brasil e, em 23 julho de 2019, a Polícia Federal prendeu quatro suspeitos de hackear os celulares de autoridades. Três dias depois, Moro teria informado que daria início ao descarte das mensagens apreendidas com os suspeitos presos. Por unanimidade de votos, o Plenário seguiu o voto do relator atual da ação, ministro Dias Toffoli, no sentido de referendar a liminar. A corte confirmou o entendimento de que a destruição de provas pode frustrar a efetividade da atuação da Justiça, contrariando preceitos constitucionais como o Estado de Direito e a segurança jurídica. Além disso, também comprometeria a formação do convencimento do STF sobre a licitude dos meios de obtenção desses elementos de prova.
BH publica lei que proíbe nome de torturadores da ditadura em ruas e imóveis

Legislação agora permite mudança na identificação de alguns espaços públicos Antes de receber o nome de Dona Helena Greco, viaduto se chamava Marechal Castelo Branco — Foto: Reprodução/Google Street View O prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman (PSD) sancionou, no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (14), um projeto de lei aprovado em dois turnos na Câmara Municipal que restringe nomes de locais públicos como ruas, bairros e imóveis na capital. A medida busca proibir homenagens a pessoas que cometeram torturas na época da ditadura militar. Pela nova lei, que foi proposta pelo vereador Pedro Patrus (PT), abre-se uma brecha para alterar logradouros públicos que façam menção ou homenagem a “autores das graves violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar”, ou também que mencionem datas referentes a este período. Até a publicação desta lei, a legislação da capital impede a mudança de nome oficialmente outorgado há mais de 10 anos, exceto quando há a duplicidade de nome, e se o homenageado for pessoa condenada judicialmente por crime hediondo, por crime contra o estado democrático, a administração pública ou os direitos individuais. Já para dar nome a local não identificado, a legislação continua proibindo homenagens a pessoas vivas, além de letras isoladas ou em conjuntos que não formem conteúdo lógico, ou com números não considerados em expressões relativas a datas, e também com palavras, expressões ou nomes estrangeiros que dificultem a legibilidade e assimilação pela população, salvo quando adaptados à grafia do idioma latino ou do anglo-saxão. Militantes homenageados Se a partir de agora pessoas envolvidas com violação dos direitos humanos podem não aparecer em logradouros públicos na capital, uma pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriu que a capital tem 200 ruas com nomes de militantes que lutaram contra o regime militar. A pesquisa teve quatro etapas e investigou dados sobre a forma como se deram as homenagens aos militantes políticos de oposição à ditadura nas vias de Belo Horizonte e a relação da população desses locais com esses atos, analisando aspectos da construção da memória social sobre o período. A maioria das ruas que homenageiam os militantes políticos estão localizadas na periferia da capital mineira, em regiões que fazem limite com cidades da região metropolitana. Muitos logradouros estão em bairros novos que permitiam novas nomeações. Os moradores destas ruas geralmente sofrem com brigas políticas entre municípios sobre de quem seria a responsabilidade das questões de infraestrutura dessas vias, já que uma cidade joga a responsabilidade para a outra. O Tempo
Bolsa Família potencializa acesso ao mercado de trabalho formal

Estudo revela que 44,7% dos ‘filhos do Bolsa Família’, beneficiários dependentes de 7 a 16 anos em 2005, estiveram na Relação Anual de Informações Sociais Ser beneficiário do Bolsa Família é a oportunidade que famílias de baixa renda tem para alcançar melhores condições de vida e um emprego formal, comprova o estudo do IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social) em parceria com a Oppen Social e FGV-EPGE (Escola Brasileira de Economia e Finanças, da Fundação Getúlio Vargas). O estudo “Condições de acesso ao mercado de trabalho formal: uma análise dos beneficiários de 2005 do PBF” indiciou que 44,7% de beneficiários dependentes do Bolsa Família em 2005 foram encontrados na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), entre 2015 e 2019. A Rais é um relatório oficial do Ministério do Trabalho sobre o mercado de trabalho formal. O percentual se refere a 5,2 milhões de “filhos do Bolsa Família” – encontrados no relatório de um universo de 11,6 milhões de beneficiários- que acessaram o mercado de trabalho formal no período ao menos uma vez. Foi considerado dependente quem tinha de 7 a 16 anos em 2005. A metodologia utilizada cruzou a base de dados de pagamento do Bolsa Família e da Rais. Com isso, os pesquisadores observaram também a qualidade dos empregos alcançados por este montante que foi beneficiário do Bolsa Família. Para a comparação, o número de não beneficiários encontrados na RAIS entre 2015 e 2019, é composto por 13,1 milhões. Entre outros resultados apresentados estão: Se olharmos apenas para indivíduos com superior completo e compararmos o nível de remuneração daqueles que foram beneficiários e dos que não foram, é notável que o rendimento médio é menor para o universo de interesse: 53,8% dos que foram beneficiários recebiam até 2 salários mínimos, enquanto esse percentual era de 33,6% para não beneficiários. Os percentuais que recebiam acima de 4 salários mínimos são de 12,2% e 29,1%, entre beneficiários e não beneficiários, respectivamente; Sobre a qualidade da ocupação, enquanto praticamente 50% dos beneficiários estão entre as 20% ocupações com menor qualidade, 32% dos não beneficiários estão nelas. Se considerarmos as 20% ocupações com maior qualidade, enquanto 2,2% dos beneficiários estão nelas, esse percentual é de 9,4% entre os não beneficiários; A maior escolarização desloca beneficiários e não beneficiários das microempresas, elevando, principalmente, a ocupação na administração pública. Diferenças relevantes ocorrem entre aqueles com fundamental completo, em que é possível verificar maior atuação dos beneficiários (8,8%), em relação aos não beneficiários (4,7%), em atividades de Agropecuária. Ainda, uma menor atuação relativa em atividades da Administração Pública: 3,2% dos beneficiários estão nessa atividade, enquanto dos não beneficiários são 15,8%. Com superior completo, a maior concentração dos beneficiários está na Administração Pública (27,1 %) e a maior concentração de não beneficiários está em empresas de grande porte (29 Sobre o porte das empresas dos egressos do Bolsa Família, considerando beneficiários dependentes (de 7 a 16 anos do PBF em 2005) e não beneficiários (entre 2005 e 2019) que tinham a mesma faixa etária em 2005, temos: Estes dados revelam que o Bolsa Família, criado pela primeira gestão do presidente Lula em 2003, é fundamental para a emancipação das pessoas. Atualmente, mais 21,1 milhões pessoas são beneficiárias. Com o pagamento extra de R$ 150 para crianças de 0 a 6 anos, o valor médio pago no primeiro mês de retorno do programa sob Lula em seu terceiro mandato foi de R$ 670,33. Ainda que o objetivo não seja o emprego formal, mas sim a transferência de renda, os dados que apontam que os egressos do Bolsa Família têm conseguido se estabelecer no mercado formal de trabalho demonstram os benefícios paralelos trazidos no bojo de avanços sociais que permitem o programa. O emprego conquistado por estes jovens representa que o Bolsa Família é fundamental para as famílias que, em certas circunstâncias, podem se reestabelecer para não depender mais do programa – que considera uma renda por cada pessoa da família de até R$ 218 por mês para ter acesso ao benefício. Ainda que os empregos ocupados pelos chamados “Filhos do Bolsa Família” estejam nas parcelas de remuneração mais baixas, a seguridade que traz a formalidade oferece um nível superior de conquistas asseguradas pela acesso à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Confira a íntegra do estudo clicando aqui.
TRE une ações pela cassação de Moro e dá aval para depoimentos de testemunhas

Desembargador rejeitou, porém, pedidos de busca e apreensão e de quebra dos sigilos telemático, bancário e fiscal. O desembargador Mario Helton Jorge, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, decidiu nesta terça-feira 13 analisar em conjunto duas ações de investigação contra o senador Sergio Moro (União-PR). Uma das peças foi apresentada pela federação PT/PV/PCdoB e a outra pelo PL paranaense. Jorge autorizou, também, a produção de provas nos processos, para a qual devem ser ouvidas pelo menos dez testemunhas. Em linhas gerais, o PL sustenta ter havido “desequilíbrio eleitoral” devido a supostas irregularidades na campanha de Moro, a começar por sua filiação ao Podemos. A sigla de Jair Bolsonaro questiona o fato de o ex-juiz ter se lançado pré-candidato à Presidência e depois ter migrado para o União Brasil a fim de concorrer a senador. A filiação ao União para chegar ao Congresso configuararia, segundo o PL, o uso de “estrutura e exposição de pré-campanha presidencial para, num segundo momento, migrar para uma disputa de menor visibilidade, menor circunscrição e teto de gastos vinte vezes menor”. Gastos de campanha de Moro também são contestados. O pleito da federação encabeçada pelo PT parte de uma argumentação semelhante. A peça sustenta haver indícios de que Moro utilizou recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, além de “movimentações financeiras suspeitas”, para projetar sua imagem de pré-candidato, “independentemente do cargo em disputa”. Diz, ainda, haver indícios de “inúmeras ilicitudes que afrontam expressamente as normas eleitorais, além de poderem configurar ilícitos comuns, a serem apurados pelos órgãos competentes”. O TRE-PR rejeitou os pedidos de busca e apreensão e de quebra dos sigilos telemático, bancário e fiscal. Autorizou, no entanto, a requisição de informações e documentos ao Podemos e ao União Brasil. As ações defendem a cassação de Moro e a declaração de sua inelegibilidade pela Justiça Eleitoral. Nos autos, a defesa do senador afirmou que o conteúdo da pré-campanha esteve “em acordo com a legislação eleitoral” e que “nenhum ato de pré-campanha foi identificado o intuito de promover ou solicitar pedido de votos”.
CPMI dos atos golpistas quebra sigilo telefonico de Bolsonaro

Além disso, Anderson Torres, Mauro Cid e outros dois assessores do ex-ocupante do Planalto terão seus aparelhos investigados Parlamentares que integram a CPI mista dos atos golpistas de 8 de janeiro aprovaram a quebra do sigilo do celular de Jair Bolsonaro, seu ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros dois assessores. As informações são do jornal O Globo. A comissão também decidiu que convocará personagens centrais para investigar os ataques terroristas às sedes dos Três Poderes, incluindo Torres e Cid. As convocações dos generais Walter Braga Netto e Augusto Heleno, ex-ministros de Bolsonaro, também foram aprovadas. Além disso, os deputados e senadores aprovaram solicitações para convocar o terrorista bolsonarista George Washington de Oliveira, que foi preso após uma tentativa de atentado com tanques de combustível próximo ao aeroporto internacional de Brasília, em dezembro. No entanto, outros personagens tiveram seus requerimentos rejeitados. O general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e o ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, que estava no comando da agência em 8 de janeiro, não serão convocados. A oposição pretendia chamá-los para emplacar a tese fantasiosa de que o governo Lula se omitiu.
Governo Lula implementa nova política de alfabetização para crianças brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira (12/6), por meio do Ministério da Educação (MEC), o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, uma nova política de alfabetização que visa garantir que todas as crianças brasileiras estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental. A iniciativa tem como base a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) e contará com um investimento de mais de R$ 2 bilhões ao longo de quatro anos. O objetivo principal é assegurar que todas as crianças brasileiras estejam plenamente alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental e também recuperar o aprendizado de todas as crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano, que foram impactadas pela pandemia. A nova política é baseada em cinco eixos principais: gestão e governança, formação de profissionais de educação, infraestrutura física e pedagógica, reconhecimento de boas práticas e sistemas de avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios também terão papéis e responsabilidades definidos. Durante a cerimônia de lançamento no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Lula assinou o Decreto que institui o Compromisso. A partir da publicação oficial do documento, os estados e municípios poderão aderir à política por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec). Nos próximos 90 dias, espera-se que haja colaboração entre os entes federados para a formulação da política em cada território. No entanto, é importante destacar os desafios que serão enfrentados. Muitos municípios enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para implementar a alfabetização, enquanto os governos estaduais nem sempre se veem como responsáveis por garantir esse direito. Além disso, o MEC tem falhado em seu papel de coordenação, assistência técnica e financeira. Dados da pesquisa Alfabetiza Brasil, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que em 2021, 56,4% dos alunos que concluíram o 2º ano do ensino fundamental foram considerados não alfabetizados com base no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Um estudo internacional conduzido pelo Inep, o Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS), revelou que o Brasil ficou atrás de apenas cinco países em uma avaliação internacional de alfabetização realizada em 65 nações. A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, ressalta a importância da alfabetização para o desenvolvimento pleno das crianças e afirma que é responsabilidade de todos garantir esse direito. Estudos já mostraram que a não alfabetização causa perdas de potencial econômico e pressiona a demanda por serviços sociais. Cidadãos alfabetizados têm o dobro da renda. Cidadãos alfabetizados têm o dobro da renda dos não alfabetizados, além de terem mais oportunidades de emprego e acesso a melhores condições de vida. Para garantir o sucesso da nova política de alfabetização, serão adotadas estratégias de formação continuada para os profissionais da educação, com foco na prática pedagógica e no uso de métodos eficazes de ensino da leitura e escrita. Também serão implementadas ações para fortalecer a gestão escolar, garantindo que as escolas tenham a estrutura necessária para o ensino adequado, incluindo recursos didáticos e materiais de apoio. O reconhecimento de boas práticas será um elemento importante na política de alfabetização. Serão identificadas e divulgadas experiências exitosas de alfabetização em diferentes partes do país, de modo a incentivar a replicação dessas práticas e o aprendizado entre as redes de ensino. Outro ponto relevante é o estabelecimento de sistemas de avaliação para monitorar o progresso da alfabetização. Serão definidos indicadores e instrumentos de avaliação para acompanhar o desempenho das crianças, permitindo identificar eventuais dificuldades e direcionar as intervenções necessárias. A nova política de alfabetização do governo Lula representa um esforço significativo para enfrentar o desafio da não alfabetização no país. Ao priorizar a educação desde os primeiros anos de escolaridade, busca-se garantir que todas as crianças tenham as habilidades básicas de leitura e escrita, proporcionando um futuro mais promissor e igualitário. É importante ressaltar que o sucesso dessa política dependerá da efetivação das medidas propostas, do compromisso dos gestores públicos, da mobilização da sociedade e da destinação adequada de recursos para a área educacional. A alfabetização é um direito fundamental das crianças e um investimento essencial para o desenvolvimento do país. Além das medidas já mencionadas, a nova política de alfabetização do governo Lula também se compromete a fortalecer a parceria entre a família e a escola. Reconhece-se que a participação ativa dos pais ou responsáveis no processo de alfabetização é fundamental para o sucesso das crianças. Serão promovidas ações para engajar as famílias, oferecendo orientações sobre como apoiar o aprendizado em casa e incentivando a participação nas atividades escolares. Para atender às demandas específicas de crianças com necessidades especiais, serão implementadas estratégias de inclusão e acessibilidade, garantindo que todas as crianças tenham igualdade de oportunidades para desenvolver suas habilidades de leitura e escrita. A política de alfabetização também contempla o uso de tecnologias educacionais como recursos complementares ao ensino presencial. Serão exploradas ferramentas digitais, jogos educativos, aplicativos e plataformas online que possam enriquecer o processo de aprendizagem, tornando-o mais dinâmico e atrativo para as crianças. Além disso, o governo Lula pretende estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e organismos internacionais, buscando recursos e expertise adicionais para fortalecer a política de alfabetização. O diálogo e a colaboração entre diferentes atores serão fundamentais para o sucesso da iniciativa. A nova política de alfabetização também se alinha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em particular o ODS 4, que busca assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos. O Brasil, ao investir na alfabetização, contribui para o cumprimento desses objetivos globais e para a promoção da igualdade de oportunidades e do desenvolvimento humano. É importante ressaltar que a política de alfabetização é uma das diversas iniciativas do governo Lula voltadas para a melhoria da educação no país. Ela se integra a um conjunto de ações mais abrangente, que envolve desde a valorização dos professores até a ampliação do acesso à educação em todas as etapas,
Moraes quer julgar réus por atos antidemocráticos em até seis meses

Ministro do STF quer julgar pelo menos 250 casos graves de participação nos atos antidemocráticos que resultaram na depredação dos edifícios dos Três Poderes O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (13/6), que pretende julgar em até seis meses 250 réus que estão presos por suspeita de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. Segundo o magistrado, esse conjunto envolve a investigação dos crimes considerados mais graves no episódio, que resultou na destruição dos prédios dos três Poderes. A declaração foi dada em evento promovido pela revista Piauí e pelo YouTube. O ministro não detalhou como será a fase em que serão produzidas provas e colhidos depoimentos, mas apontou que concentrará as ações junto aos seus juízes auxiliares. “Não vou dizer que em seis meses estarão todos os projetos acabados. Não conseguimos terminar o finalzinho do recebimento da denúncia porque alguns foram trocando de advogados. Sempre há alguns problemas. Pelo menos aproximadamente 250 [ações penais], que são dos crimes mais graves e dos que estão presos, eu vou encerrar. O Supremo vai encerrar”, ressaltou Moraes. Atualmente, 253 pessoas estão presas por suposta participação nos atos antidemocráticos, sendo 186 homens e 67 mulheres. Ao todo, 1.390 foram denunciados e 1.246 deste total se tornaram réus no STF. Para esses casos mais graves, Alexandre de Moraes também destacou que definiu com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a análise das ações penais ocorra em blocos de 30 investigados. PGR apresentou denúncias As primeiras denúncias contra os golpistas foram apresentadas pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos. A manifestação da PGR é pela condenação dos réus por crimes, como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado, como emprego de violência, uso de material inflamável e deterioração do patrimônio tombado. A maior parte dos julgados responde em liberdade pelos crimes, mas, se condenados, podem ser presos novamente. O Supremo afirmou que os casos estão sendo analisados individualmente. Porém, devido à quantidade de pessoas, o voto do ministro relator segue o mesmo padrão em todas as ações.
Donald Trump se entrega à Justiça americana e ficará sob custódia

O Judiciário acusará formalmente o ex-presidente dos EUA de ter guardado ilegalmente documentos de segurança nacional – O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Partido Republicano) se entregou nesta terça-feira (13) à justiça americana e está sob custódia. O Judiciário acusará formalmente o ex-mandatário norte-americano de ter guardado ilegalmente documentos de segurança nacional quando deixou o cargo e mentiu para autoridades que tentaram recuperar o material. O indiciamento de um ex-presidente dos EUA por acusações federais não tem precedentes na história americana. Fotos incluídas na acusação mostram caixas de documentos armazenadas no palco de um salão de baile, em um banheiro e espalhadas pelo chão de um depósito. De acordo com a acusação, Trump conspirou com Walt Nauta, um assessor, para manter documentos confidenciais e escondê-los de um grande júri federal. Nauta, que trabalhou para Trump na Casa Branca e em Mar-a-Lago, deveria aparecer com Trump. Será a segunda visita de Trump à Justiça nos últimos meses. Em abril, ele se declarou inocente das acusações estaduais em Nova York por conta de um pagamento clandestino a uma estrela pornô. Trump proclamou repetidamente sua inocência e acusa o governo do presidente democrata Joe Biden de atacá-lo. Ele chamou o procurador especial Jack Smith, que lidera a acusação, de “odiador de Trump” nas redes sociais na terça-feira. ???????? URGENTE: Donald Trump se entrega e está sob custódia da justiça americana. O ex-presidente americano será acusado formalmente pela justiça sobre o caso dos documentos sigilosos que estavam em sua casa. pic.twitter.com/5ri3hM9e7r — Eixo Político (@eixopolitico) June 13, 2023
Paratleta mineira é convocada para mundial em Paris

Izabela Campos recebe apoio do Programa Bolsa Atleta e vai competir em duas modalidades no evento teste de olho nas Paralimpíadas de 2024 A paratleta de Belo Horizonte Izabela Campos, de 42 anos, foi convocada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para defender o país no Mundial de Atletismo. A competição será disputada em Paris, França, de 8 a 17/7. Izabela compete na categoria F11, para atletas com deficiência visual quase total, e vai disputar as provas de arremesso de peso e lançamento de disco, na qual é especialista. Ela faz parte da delegação junto a outros 50 paratletas e 11 atletas-guia que vão participar do evento que serve de preparação para as Paralimpíadas de Paris, em 2024. Izabela é beneficiária do Programa Bolsa Atleta oferecido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG), por meio da Subsecretaria de Esportes (Subesp), na categoria Nacional. Ela recebe R$ 1,5 mil a cada dois meses para ajudar a custear treinamentos e competições. “A expectativa para Paris é a melhor possível. Sigo trabalhando para alcançar e melhorar minhas marcas. Estou muito feliz, agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram. Treino de segunda a sábado no período da manhã, no Centro de Treinamento da UFMG, e posso garantir que o esforço vale a pena”, comemorou. História Deficiente visual desde os 15 anos após contrair sarampo aos sete, Izabela encontrou no esporte sua realização. “O esporte foi um divisor de águas na minha vida. Tudo que tenho e que aprendi foi me dado por meio dele. Às vezes me pego pensando o que seria de mim se não tivesse começado. Vem em minha cabeça algumas ideias, mas nenhuma delas me leva aos lugares e vivências que o esporte me proporcionou. Ou seja, ele me transformou em uma pessoa melhor em todos os aspectos da minha vida”, celebrou. A coroação com a convocação vem junto a um 2023 de grandes resultados, já que alcançou a melhor marca da carreira. Caso confirme a ida a Paris, disputará sua quarta Paralimpíada, além de ter ido a dois Jogos Parapan-americanos e a cinco edições do mundial. “Participei do último mundial realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Mas a competição que mais me marcou foram os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, onde ganhei a minha primeira medalha paraolímpica”, relembrou. Programa de incentivo Relacionado entre as políticas públicas da Sedese-MG, o programa Bolsa Atleta apoia financeiramente atletas e paratletas que atuam em modalidades olímpicas, paralímpicas e algumas não olímpicas. O programa ajuda a pagar inscrições em competições, transporte, hospedagens, alimentação, aquisição de materiais e equipamentos para os treinamentos. Interessados em solicitar a política pública devem acessar o edital publicado anualmente no site: www.social.mg.gov.br. Competição O Mundial de atletismo de Paris é o primeiro após os Jogos de Tóquio 2020 e deve ser o maior evento paralímpico a ocorrer na capital francesa antes dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. A competição será realizada no Estádio Charlety, que já sediou etapas do Grand Prix da modalidade. Em Paris 2023, a Seleção Brasileira de atletismo contará com uma delegação maior do que em Dubai (EAU) 2019, quando o país participou com 43 atletas. Na ocasião, os brasileiros fizeram a melhor campanha da história do país na competição, na segunda colocação do quadro geral, com 39 medalhas no total: 14 de ouro, nove de prata e 16 de bronze. O desempenho superou o resultado da edição de Lyon 2013, que até então era a melhor, com 16 ouros, dez pratas e 14 bronzes, na terceira posição geral. O atletismo é um dos esportes mais vitoriosas do país. Na história dos Jogos Paralímpicos, a modalidade é a que obteve a maior quantidade de medalhas, com 170 pódios no total. Agência Minas