Suicídio de escrivã alerta para assédio e problemas de saúde mental na PC em MG

MG é o segundo estado com mais casos de suicídios entre policiais civis; foram três mortes em 2021, número inferior somente ao de SP, com oito O autoextermínio de uma escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais, lotada em Carandaí, na região da Zona da Mata, com circulação de áudios indicando pressão psicológica e assédio moral acendem um alerta para um quadro muito mais profundo dentro da corporação: falta de estrutura e consequente deterioração da saúde mental dos servidores. Segundo o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), isso ocorre em função de uma soma de fatores: falta de equipamentos e as condições inadequadas de serviços das delegacias e de cerca de 7 mil servidores na instituição. O levantamento feito pelo sindicato indica que são 10 mil policiais civis na ativa, número inferior ao necessário, de 17.500. Situação esta que, segundo o sindicato, potencializa os casos de assédio moral e leva os servidores a quadros clínicos de adoecimento mental. “Esse é um grande problema. Nem todos conseguem suportar essa pressão. Só neste ano, tivemos quatro suicídios entre servidores da Polícia Civil”, alerta Wemerson Oliveira, presidente do Sindpol-MG. A servidora morreu no último final de semana em Barbacena, na região do Campo das Vertentes. Áudios e vídeos compartilhados por ela apontam para um possível cenário de assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho e ingerência de seus superiores. Uma situação, que segundo o Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindep-MG), acomete outros servidores que atuam na mesma delegacia onde atuava a escrivã, na cidade de Carandaí. “Os policiais estão adoecendo de forma muito perigosa e o cuidado com a saúde mental de nossos profissionais não tem chamado a atenção das autoridades responsáveis. A polícia está doente e quem deveria cuidar desses valorosos policiais está fingindo não ver”, destaca o sindicato. Conforme o levantamento feito pelo Anuário de Segurança Pública, divulgado em 2022, Minas Gerais é o segundo Estado com mais casos de suicídios entre policiais civis. Em 2021, último ano analisado pelo estudo, foram três mortes, número inferior somente do estado de São Paulo, com oito. O levantamento considera os dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e/ou Defesa Social, além das polícias Civil e Militar. “É uma situação que vai além do salário ruim. Hoje tem policial que precisa comprar material para conseguir trabalhar, precisa tirar dinheiro do próprio bolso. Além disso, tem os coletes vencidos, armamentos ruins e que não atendem as necessidades de uma polícia que é investigada, sem contar a falta de servidores. Tudo isso colabora para esse adoecimento psicológico”, detalha Wemerson Oliveira, presidente do Sindpol-MG. As circunstâncias da morte da servidora são investigadas, conforme indica o Sindep.  Áudios e vídeos com as denúncias dos episódios de violência são analisados pela associação. Em um destes materiais, inclusive, a escrivã teria sido vítima de assédio moral, machismo e de ameaças. O suspeito das violência teria sido um servidor com cargo superior ao exercido por ela. “Eu te chamei de piranha. Risos. É muito cabecinha fraca, é muito cabecinha fraca. (….) Eu não bato em mulher, mas se você fosse homem, uma hora dessa, ou eu ou você, estava morto”, indica trecho de um dos vídeos recebidos pelo sindicato. Com o material, além da apuração das denúncias, o Sindep-MG cobra por uma audiência pública para discutir o assunto. A associação quer que os suspeitos de terem assediado e ameaçado a servidora expliquem as denúncias. O encontro, segundo o Sindep, deve ser feito junto a autoridades públicas, além de amigos e familiares da escrivã. “O sindicato está fazendo o seu papel que é de cobrar providências. Lamentavelmente existem mais pessoas no limite do suportável. O Estado precisa encarar a saúde mental dos profissionais de segurança como prioridade”, completa. Investigação da morte A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, após o ocorrido, abriu um procedimento disciplinar e um inquérito policial para apurar as denúncias referentes aos fatos. “A Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), por meio da Inspetoria-Geral de Escrivães, além de uma equipe da Diretoria de Saúde Ocupacional (DSO), do Hospital da Polícia Civil (HPC), estão no município de Carandaí para acolhimento e atendimento dos servidores”, disse a instituição, em nota, que prestou condolências aos familiares, amigos e colegas da escrivã. Problema recorrente “O que aconteceu com a Rafaela é um problema real, não pontual, e o meio, muitas vezes, se rebela contra as pessoas que denunciam”, alerta um policial civil que, por medo de represálias, pediu para não ser identificado. O servidor, que atua em uma cidade do interior de Minas, está de licença psiquiátrica após ser diagnosticado com transtornos de ansiedade e depressão. “Além de serem ignoradas, as pessoas que são diagnosticadas com problemas de saúde mental passam a ser mal vistas. São julgadas como pessoas fracas e que não querem trabalhar, que inventam desculpas”, conta. Desde o diagnóstico, o policial civil começou a frequentar sessões de terapias. As consultas, segundo ele, se tornaram necessárias para conter os sintomas que teriam sido provocados pelas condições precárias de trabalho, que contemplam desde os problemas de infraestrutura até a falta de profissionais. “Quase todo mundo que eu conheço está doente de alguma forma, uma investigadora está em tratamento e com queda de cabelo”, detalha. Conforme o servidor, um dos principais problemas enfrentados pelos profissionais é a sobrecarga de trabalho. Jornadas para cobrir buracos, com horas extras não pagas e sem compensação em descanso, são algumas das questões recorrentes e que violam o artigo 58 da Lei Orgânica da Polícia Civil de Minas Gerais. “Eu já trabalhei mais de 40 horas semanais por anos, sem receber por isso ou compensar. E quando decidi não estender mais a jornada, fui mal avaliado, disseram que eu não era prestativo e não cumpria o pronto atendimento, apesar de serem horas extras sem remuneração e compensação”, aponta. Ainda de acordo com o policial, essas violências podem ser ainda mais frequentes com outros servidores. “Se no meu caso, que tive

BH tem jornada pela cidadania de pessoas LGBTI+ durante todo o mês de junho

Programação do evento conta com mais de 20 atividades gratuitas, entre debates e ações culturais Durante todo o mês de junho, quando se comemora o orgulho LGBTI+, acontece na capital mineira uma jornada pela cidadania. O evento tem o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade sobre a diversidade sexual e de gênero e evidenciar as pautas da população. Organizada pelo Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos/MG), a atividade conta com debates, rodas de conversa e intervenções artísticas. A jornada termina com a realização da 24ª Parada do Orgulho LGBTI+ de Belo Horizonte, no dia 9 de julho, a partir das 11h, na Praça da Estação. “São mais de 20 atividades para reivindicar a nossa história e a nossa vida. É um mês muito importante para a população LGBTI+. Porque é um momento de memória, luta, comemoração da nossa própria sobrevivência e também de demonstrações culturais de tudo o que podemos fazer”, explica Carol Sol, do Cellos/MG e uma das coordenadoras do evento. Os principais temas abordados durante as atividades são justamente os mais sensíveis à população, que ainda vive submetida ao preconceito e à negação de direitos. Saúde, educação, comunicação e troca de experiências coletivas e individuais são pautados em toda a programação. No dia 26 de junho, por exemplo, acontece uma mesa de debates com mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais. A jornada também tem como marca a realização de atividades culturais e esportivas, como a gaymada, feiras, o “futsapa” e o “futboy”. No dia 25 de junho, no Mercado da Lagoinha, acontece a feijoada do Cellos/MG, com uma premiação de 24 pessoas que lutam pela cidadania LGBTI+ e homenagens às matriarcas trans. Para a organização, esse conjunto de ações ajuda a avançar na conscientização sobre uma das principais demandas da população, que é o acesso às políticas públicas. “O mês do orgulho não é só pra gente receber presentes e festas. Não queremos apenas celebrar. Também é momento de reivindicar políticas públicas, que é o que precisamos. Muitas vezes dizem ‘LGBTI+ morrem cedo, principalmente se for trans’. Acontece que a gente envelhece e precisamos de políticas públicas para envelhecermos bem”, explica Carol Sol. Mulher trans assume Diretoria LGBTI+ da PBH Pela primeira vez na história, uma mulher transexual estará à frente da Diretoria de Políticas para a População LGBTI+ da Prefeitura de Belo Horizonte. A abertura da jornada, no dia 2 de junho, foi marcada pela realização de uma atividade de posse popular de Gisella Lima, que assumiu o cargo no dia 25 de abril deste ano. Gisella possui uma longa trajetória em defesa dos direitos humanos e, antes de assumir a pasta, foi Conselheira Municipal e Estadual dos Direitos da Mulher e integrante do Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT do Estado de Minas Gerais (2016-2017). “Ainda temos muito que avançar. Meu objetivo como gestora não será de caminhar isolada. Uma das nossas prioridades é aproximar a diretoria da população e dos movimentos sociais. Fazer com que a população também participe das construções de políticas públicas e abrir um espaço de diálogo”, afirmou. História Em 1969, os bares, em geral, eram proibidos de vender bebidas alcoólicas para homossexuais. Porém, no Stonewall Inn, em Nova York, tinha um acordo com a polícia e a venda era permitida. Por isso, o  local se tornou ponto de referência e considerado seguro pela população LGBTI+. No dia 28 de junho daquele ano, a polícia descumpriu o combinado e entrou no bar, ameaçando clientes e funcionários. Indignados, gays, lésbicas, transexuais e drag queens se rebelaram contra o abuso e reagiram. Na ocasião, 13 pessoas foram presas, o que ampliou a mobilização, que durou mais de cinco dias. Em referência a data, passou-se a celebrar a resistência da comunidade no mês de junho e em especial no dia 28, Dia do Orgulho LGBTI+. Para saber mais, acompanhe o perfil do Cellos/MG nas redes sociais. Confira a programação completa da jornada Confira a programação completa da jornada 2/07/2023 – Posse Popular de Gisella Lima 7/06/2023  às 19h – Ação Liberdade de Imprensa 12/06/2023 às  10h e 17h30 – Ação Sta. Casa (saúde) 13/06/2023 às  10h e 17h30 – Ação Sta. Casa (saúde) 14/06/2023 às 19h – Evento de saúde integral, na Faculdade Santa Casa 14/06/2023 de 14h às 17h – formação com gestores da Santa Casa. 15/06/2023 – Audiência Pública sobre Políticas Públicas de educação e LGBTs – ALMG 15/06/2023 às 16h – LabPop, na ALMG 16/06/2023 às 9h – roda de conversa na UFMG 16/06/2023 às 17h – Feira Não Binarie no Teatro Espanca 17/06/2023 às 22h – Festa de Abertura Oficial da Jornada com a presença da cantora Julia Santos 20/06/2023 às 19h – Cine Diversidade no Cine Santa Tereza 22/06/2023 às 18h – Ato inter-religioso no Mercado da Lagoinha 21/06/2023 às 19h –  Justiça em Foco: Política LGBT e Justiça 23/06/2023 às 18h – Futebol (trans) no Parque Municipal 23/06/2023 – Athenas Festa 24/06/2023 às 20h-  Roda de Conversa com a deputada estadual Lohanna e festa da abertura da semana do orgulho em Divinópolis. 24/06/2023 às 22h – Festa do Orgulho 24/06/2023 às 10h – Futsapas no Parque Municipal 25/06/2023 – Feijoada e Prêmio (homenagem as matriarcas) 26/06/2023 às 16h30 – Atividade com a ONU mulheres na ALMG 26/06/2023 às 19h – Reunião especial na ALMG 27/06/2023 às 13h –  Longeviver na PBH 27/06/2023 às 19h – Live com Família Positiva “Direitos, acesso e cidadania LGBTQIAPN+” 28/06/2023 às 11h – Entrevista coletiva no sindicato dos jornalistas 28/06/2023 às 19h – Dia do Orgulho na CMBH 29/06/2023 às 19 – Lançamento do livro digital “Toda Pessoa é uma Invenção” no auditório da PBH 30/06/2023 às 17h – LBT ocupa a cidade, Praça Sete 30/06 às 19h – Evento BALLROOM 06/07/2023 – Roda de Conversa “Arte Drag BH” 09/07/2023 – Parada LGBT

Governo Lula retifica elogio de Bolsonaro ao torturador major Curió

Três anos após ex-presidente Bolsonaro chamar major Curió de “herói”,  governo Lula restabelece a verdade em respeito a vítimas A Secretaria de Comunicação Social (Secom), ligada à Presidência da República, publicou na tarde desta segunda-feira (12) o direito de resposta a uma publicação feita na gestão de Jair Bolsonaro (PL) que exaltava o coronel da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, conhecido como major Curió, um dos mais notórios torturadores da ditadura militar. A retificação foi determinada pela 8ª Vara Cível Federal de São Paulo a pedido das famílias das vítimas do militar, que morreu em agosto de 2022. “É com satisfação que fazemos esta reparação histórica”, declarou em nota a Secom, comandada pelo ministro Paulo Pimenta (PT). “O governo federal tem total concordância com a ordem judicial que determinou o restabelecimento da verdade e dignidade das vítimas ao determinar a publicação do desagravo”, completou. Na postagem feita em 5 de maio de 2020, o perfil oficial da Secom em uma rede social mostra o presidente Bolsonaro sorrindo ao lado de Major Curió. Com o título “Presidente Bolsonaro recebe tenente-coronel que combateu a guerrilha comunista do Araguaia”, a publicação diz que “A Guerrilha do Araguaia tentou tomar o Brasil via luta armada”. E continua: “A dedicação deste e de outros heróis ajudou a livrar o país de um dos maiores flagelos da História da Humanidade: o totalitarismo socialista, responsável pela morte de aprox. 100 MILHÕES (sic) de pessoas em todo o mundo”. Réu por assassinato, tortura e ocultação de cadáver O coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, mais conhecido como Major Curió, morreu em 17 de agosto de 2022 aos 87 anos. Ex-oficial do Centro de Informações do Exército (CIE) e ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI), foi um dos principais responsáveis pela repressão à Guerrilha do Araguaia, nos anos 1970, durante a ditadura. Uma de suas últimas aparições públicas foi no Palácio do Planalto. Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro, defensor do regime autoritário, o recebeu. Curió foi o primeiro réu, no Brasil, devido a crimes cometidos por agentes do Estado na ditadura, e respondeu por assassinato, tortura e ocultação de cadáveres na Guerrilha do Araguaia. O Ministério Público Federal apresentou seis denúncias contra ele, mas nenhuma foi adiante. Além disso, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro, em 2010, por não investigar as responsabilidades no caso Araguaia. Curió revelou ao jornal O Estado de S. Paulo, em 2009, que 41 militantes do Araguaia foram executados quando já estavam presos, sem oferecer perigo. Nos anos 1980, ele foi enviado pelo governo para a região de Serra Pelada, no Pará, no período de intensa exploração do ouro. Foi prefeito de uma cidade que leva o seu nome, Curionópolis (PA), e deputado. Curió comandou centro de tortura No relatório da Comissão Nacional da Verdade, de 2014, há detalhes da mecânica utilizada pelos militares envolvidos em uma série de violações de direitos. Sebastião Moura era um dos militares à frente da Casa Azul, um centro clandestino de tortura, localizado em Marabá, no sudeste do Pará, que hoje abriga a sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). As torturas seguiam um manual elaborado pelo Centro de Informações do Exército (CIE), intitulado Contraguerrilha na Selva. Segundo o documento, no ato da prisão, o guerrilheiro era obrigatoriamente interrogado e, nesse momento, era também espancado, furado com baionetas e até arrastado pela mata. Depois, era conduzido a uma base distrital para outro interrogatório, em que era novamente torturado e até morto. Edição: Nicolau Soares

Presidente da Comissão Europeia para Lula: ‘Você trouxe o Brasil de volta’

Ursula von der Leyen e Lula se encontram nesta segunda-feira (12/6), no Palácio do Planalto A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teceu elogios a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em encontro com o presidente do Brasil nesta segunda-feira (12/8), no Palácio do Planalto, em Brasília. Para Ursula, Lula “trouxe o Brasil de volta ao cenário mundial”. “Vamos respirar uma nova vida à nossa parceria. Primeiramente, com uma coordenação mais forte em ações climáticas, de comércio e energias renováveis. Também expressei nosso apreço pela condenação do Brasil quanto à participação da Rússia na Ucrânia”, destacou ela. President @LulaOficial you brought Brazil back to the global stage. Let’s breathe new life into our partnership. With, first, stronger cooperation on climate action, trade & renewables. I also expressed our appreciation of Brazil’s condemnation of Russia’s war on Ukraine. pic.twitter.com/wg7PuCFaA8 — Ursula von der Leyen (@vonderleyen) June 12, 2023 O encontro entre Lula e Ursula durou cerca de uma hora. O presidente brasileiro expôs as preocupações do país com “o instrumento adicional ao acordo apresentado pela União Europeia em março deste ano, que amplia as obrigações do país e as torna objeto de sanções em caso de descumprimento”. “A premissa que deve existir entre parceiros estratégicos é a da confiança mútua e não de desconfiança e sanções. Em paralelo, a União Europeia aprovou leis próprias com efeitos extraterritoriais e que modificam o equilíbrio do acordo. Essas iniciativas representam restrições potenciais às exportações agrícolas e industriais do Brasil”, afirmou Lula. No caso, ele se referia à norma aprovada pelo Parlamento Europeu, em abril, que proíbe a venda no continente de produtos oriundos de desmatamento em florestas. Há uma lista de produtos primários na lei: gado, madeira, soja, café, cacau, borracha e dendê. Qualquer outro produto que seja alimentado (no caso da soja, por exemplo) ou derivado dessas commodities também estão contemplados no texto, como couro, chocolate, móveis, carvão vegetal, produtos de papel impresso e derivados de óleo de palma. ‘Impossível de aceitar’ Em entrevista no fim de abril, Lula já havia dito que a atual proposta era impossível de aceitar. Os europeus buscaram estabelecer requisitos sustentáveis mais duros, que apresentaram no início deste ano. O acordo tem padrões de sustentabilidade que não são vinculantes (ou seja, obrigatórios), por isso os blocos estão negociando o termo adicional, chamado de “side letter”, que torna esses compromissos ambientais uma exigência. (Com Folhapress)

Luiza Trajano humilha Campos Neto durante encontro empresarial

A empresária e dona do Magazine Luiz, Luiza Trajano, impôs uma humilhação pública ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante encontro do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, realizado nesta segunda-feira (12). Durante sua fala, Luiza Trajano deu uma aula para Campos Neto sobre a importância do varejo para vários setores da economia brasileira. Além disso, Trajano ressaltou que “nem sempre um remédio amargo resolve a inflação”. “A nossa realidade é diferente. O varejo puxa tudo: a indústria, a construção, ele puxa tudo. Nós estamos tendo excesso de produtos. As indústrias não têm onde colocar. Nem sempre esse remédio amargo resolveu a inflação. Nós já tivemos muitos remédios amargos. Então, se eu estou defendendo [queda dos juros] é por causa da pequena e média empresa. Se o senhor olhar o balanço da nossa empresa, nós temos dívida a longo prazo… apesar de que o lucro, quando você considera os juros que temos… as despesas financeiras subiram para 32% para qualquer um de nós”, explicou Trajano Em seguida, Luiza Trajano afirma que a queda de juros é uma demanda de todo o setor varejista e é aplaudida pelos presentes. “Ninguém aguenta isso. Vem um efeito americano… durante a pandemia, o mercado vendeu muito, pós-pandemia é outra realidade. Então, eu queria te pedir: por favor, dê um sinal de abaixar esses juros. A pequena e média empresa não está aguentando mais. Estou te pedindo. Está todo mundo assim. [Se dirigindo ao público] Vocês aplaudem, porque nos bastidores todo mundo falou a mesma coisa, agora vocês falem isso”, declarou Trajano sob aplausos. Fortemente constrangido, Campos Neto começa a responder com a sua habitual fala repleta de termos técnicos, mas ele logo é interrompido por Luiza Trajano. “Eu quero te pedir, em nome dos brasileiros: você dá um sinal de abaixar esses juros. Mas não é 0,25%, que é muito pouco”. Enquadrado, Campos Neto ensaia uma nova resposta, mas é confrontado por Luiza Trajano. “Nós fazemos um pacto de não subir produto. Concordam, gente? Eles baixam os juros e nós fazemos um pacto”, diz Trajano, que é interrompida por um assessor que fala algo sobre a agenda de Campos Neto. A empresária ironiza: “Na hora em que aperta, os assessores mandam recado”, ironizou Trajano, levando o público aos risos. Confira a fala de Luiza Trajano no vídeo abaixo:  Luiza Trajano, do @magalu, fez hoje uma forte crítica à taxa básica de juros, a Selic, mantida em 13,75% ao ano, durante evento do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, ao lado do presidente do BC, Roberto Campos Neto: "Vai ter muita gente quebrada".#ForaCamposNeto pic.twitter.com/TZ16XL157m — Alexandre Wolkoff (@PAWM81) June 13, 2023  

O sertanejo universitário é produto do lado mais sombrio do agronegócio

A hegemonia do sertanejo universitário no cenário musical brasileiro atual não é produto do talento dos cantores do aludido gênero musical, mas de uma estrutura econômica por trás destes cantores. O sertanejo surgiu no Brasil em meados do século XX, onde seus artistas cantavam as agruras e os lamentos do campo e da vida rural. Com o processo de urbanização do país em decorrência do desenvolvimento industrial, a música sertaneja tradicional sofreu uma paulatina transformação e já nos anos 1990, o romantismo urbano suplantou a beleza e a pureza do autêntico sertanejo do campo. Todavia, o que turbinou o sertanejo universitário foi o investimento milionário do agronegócio, que quis criar a imagem do homem de bem e do campo que sustenta a cidade, quando, na verdade, 75% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros são oriundos da agricultura familiar, ou seja, do pequeno lote de terra. O agronegócio, basicamente, volta-se para exportação, o que é de conhecimento público e notório. O filme “os filhos de Francisco”, que retrata a heróica saga da dupla sertaneja Zezé di Camargo, quis passar a imagem da meritocracia da vida no campo, fazendo as pessoas acreditar que as ligações telefônicas de um pai abnegado por seus filhos às rádios provocaram o seu sucesso. Milhões de pessoas viram este filme nas telas de cinema. Entretanto, isto fica apenas no cinema, não condiz com a realidade. O que ocorre na indústria fonográfica é o famigerado “jabá”, que é uma importância em dinheiro que os produtores pagam para veicularem suas músicas. A empresária da polêmica cantora Anita declarou em entrevista que viralizou que, enquanto tenta pagar um “jabá” para tocar as músicas de seus artistas numa rádio, o agronegócio já as comprou. O resultado é que, em 2021, das dez músicas mais tocadas no aplicativo de música spotify, nove eram sertanejos universitários, com suas músicas cantadas no mesmo timbre e com as mesmas letras: balada, bebedeira e traição. Ademais, existe um lobby fortíssimo do agronegócio na política nacional. Para que se tenha uma idéia, em 2014, a JBS patrocinou a campanha de 11 partidos políticos e a bancada ruralista fez 24 dos 27 senadores eleitos. Isto mesmo que vocês leram. Não há uma bancada roqueira, funkeira, pagodeira, etc, mas há uma bancada ruralista, que possui como trilha sonora o sertanejo universitário. Tudo isto produz uma indústria cultural, a famigerada “modinha”. Não é um sucesso orgânico, natural, é produzido. Como vocês acham que qualquer dupla sertaneja, hodiernamente, já possui ônibus, jatinhos e milhares de seguidores em suas redes sociais logo no começo de suas carreiras? Fruto de seus talentos? Não. Fruto do investimento pesado do agronegócio, que vê no sertanejo universitário uma forma de alienar as pessoas com letras açucaradas e despolitizadas, ao passo que violam a legislação ambiental, expandem a fronteira agrícola, invadem terras indígenas, promovem o garimpo e assassinam os povos nativos. Vocês acham que os cantores sertanejos são bolsonaristas por acaso? E o que vemos hodiernamente é o fim do autêntico sertanejo, da música que retratava a vida do campo, dando lugar a uma música urbana, cada vez mais pop e com riffs que lembram mais um pop rock medíocre. Ademais, o agronegócio compra espaço na mídia (o agro é pop, lembram?), promovem feiras pecuárias, onde promovem duplas sertanejas de “bons moços”, e agroshows, onde dão visibilidade aos cantores sertanejos. Mais que isto, compram emissoras de TV e colocam suas músicas em novelas. Quando um artista de outro gênero poderia ter este privilégio? Um  cantor de samba oriundo do morro, um roqueiro de uma banda de garagem? Por mais que tenham um talento superior, não conseguirão emergir na superfície da indústria fonográfica. Embora sejam esmagadoramente reacionários e “contrários” à polêmica e desconhecida (inclusive por eles), são os cantores que mais recebem recursos públicos, pois, como veio à tona, sabe-se que recebem dinheiro de prefeituras pequenas que equivalem ao orçamento anual de suas pastas de saúde e educação. Por todas as razões expostas anteriormente, é uma luta desigual com os demais gêneros, não pelo talento, o qual poucos possuem, mas pelo investimento extraordinário do agronegócio. Mais que isto, a dobradinha agronegócio/sertanejo universitário está promovendo um morticínio da cultura, uma vez que festas tradicionais do São João nordestino estão tomadas por estas duplas, ao passo que o forró perde espaço, só para citar um exemplo. Não é diferente em outras festas tradicionais que nada tem a ver com o gênero, tal como o carnaval. Espero que, com o que veio à tona, este assalto à cultura e ao dinheiro do contribuinte, a máscara destes falsos moralistas e pseudocantores seja retirada de modo que possamos expor a sujeira por trás deste sucesso. Particularmente, não escuto destes cantores, pois sei que cada clique representa uma parcela do morticínio cultural e da devastação do meio ambiente. Tiago Cardoso, Geógrafo.

Montes Claros registra menor inflação do ano

Os preços dos gêneros básicos que compõem a Ração Essencial Mínima tiveram queda de -0,65% (Larissa Durães) Conforme o IPC, maio registrou o índice de 0,23% contra 0,37% do mês de abril. Dados do Setor de Índice de Preços ao Consumidor do Departamento de Economia da Unimontes (IPC/MOC) mostraram que maio de 2023 registrou, até o momento, o menor índice de inflação em Montes Claros, Norte de Minas. Conforme o IPC-MOC, maio registrou o índice de 0,23% contra 0,37% do mês de abril. Acumulando no ano uma inflação de 2,32%. Segundo a economista, Vânia Vilas Bôas, contribuíram para esta redução dois grupos dos sete que fazem parte do IPC; o Grupo Habitação registrou o gás de cozinha com uma queda de 7% na cidade. “Além disso, alguns materiais de construção como esquadrilhas e revestimentos”, explica Vilas Bôas. Outro importante destaque foi o Grupo Transportes, que registrou em quase todo o mês de maio a redução os combustíveis (diesel, etanol e gasolina). “Com isso consolidamos um cenário de expectativas mais favoráveis”, comenta a economista. ALIMENTAÇÃO O grupo que mais comprometeu o orçamento do montes-clarense foi o de alimentação. Muitos itens alimentares continuam em alta, como os hortifrútis granjeiros em decorrência de sazonalidades, períodos em que a safra está comprometida. A cozinheira, Vanda Dantas, conta que ao fazer a compra de alimentos percebeu certa baixa, “mas não o suficiente pra gente evitar ter que diminuir a qualidade, o produto ou até mesmo a marca”, destaca. “Se chego pra comprar alcatra e tá caro, compro acém, ou um frango, que é mais em conta”, diz. Para ela, esse sobe e desce não está ajudando muito. “Um dia a gasolina tá cara, outro, abaixa, e aí sobre de novo, fazendo com que os preços mudem pra baixo e pra cima também. Então, não estou vendo tantas vantagens, ainda”, afirma. No entanto, a economista faz notar que alguns itens já começam a ter uma queda perceptível, como o óleo de soja que tem sido um grande vilão desde o começo da pandemia, e que já caiu quase 40%. Outro exemplo dado por Vânia, são algumas carnes, principalmente a carne bovina. Ela explica ainda que neste grupo, por exemplo, tem o açúcar e café, que tiveram redução. “Mesmo que alguns ainda não percebam, é um cenário que deslumbra que possamos ter mais reduções agora a partir do segundo semestre e se isso se concretizar vai se transformar em uma expectativa positiva para a população”, destaca a economista. PREÇOS Os preços dos gêneros básicos, que compõem a Ração Essencial Mínima, tiveram queda de -0,65% em maio de 2023, após terem ficado em 1,41% em abril deste ano. O trabalhador local que recebe uma renda bruta de R$ 1.320 utilizou, em maio, 37,46% de seu salário para a compra dos treze produtos da cesta básica (CB). Gastando assim, R$ 494,42 em oposição a R$ 497,68 do mês anterior. Após a aquisição da CB, restou ao trabalhador a quantia de R$ 825,58 para as demais despesas, como moradia, saúde e higiene, serviços pessoais, lazer, vestuário e transporte. O Norte

Ronaldo ‘Fenômeno’ é bi-rebaixado na Espanha – Por Blog do Paulinho

Em desempenho ‘fenomenal’, o Valladolid empatou em três a três com o Espanyol e ‘conquistou’, em três anos de gestão Ronaldo ‘Fenômeno, o segundo rebaixamento em ‘La Liga’. Um Bi que só não foi Tri porque entre os dois fracassos o clube se viu obrigado a disputar a segunda divisão. O Valladolid selou seu destino ao permitir-se transformar em vitrine do ex-jogador. Aliás, menos do que isso. O correto seria tratá-lo como ‘balão de ensaio’, espécie de laboratório para testes de atletas que não vingaram em lugar nenhum. No Brasil, também pelas mãos de Ronaldo, o Cruzeiro segue pelo mesmo caminho. Só não está pior porque é muito maior do que o ‘irmão’ espanhol. Aos poucos, o ‘fenômeno’ está se desfazendo, com enorme lucro, dos percentuais que amealhou do clube a custo ínfimo, sob promessa de concluir o restante do pagamento somente se houver lucro na operação. Segundo o balanço de 2023, em 2022 houve prejuízo. Certamente não para o bolso de Ronaldo, seja pela valorização do que já revendeu ou pela generosidade dos intermediários com quem negociou. Blog do Paulonho

Mineração – Empreendimento em Riacho dos Machados e Porteirinha tem olhar social

Além da atividade econômica, a Mineradora Equinox Gold, que explora a Mineração Riacho dos Machados, investe em projetos sociais com foco na diversidade e inclusão. O empreendimento, localizado nos municípios de Riacho dos Machados e Porteirinha, desenvolve trabalho junto com a comunidade voltado para a responsabilidade social Segundo informa o gerente-geral Herbert Guido Ernesto, a unidade de Porteirinha apoiou seis iniciativas nesse sentido. Uma das entidades beneficiadas é a Associação Clube Feliz Idade, que trabalha com atividades sociais para idosos. O patrocínio será usado nos projetos Cozinha Feliz e Banda FIP. A presidente da Associação, Sêlva Faria, diz que o aporte de recursos vai possibilitar diversificar o trabalho de assistência. “A gente quer fazer receitas para diabéticos, investir na cozinha sem açúcar, sem glúten, uma cozinha mais saudável”, informa. Sobre o incremento à banda, ela acredita que o recurso disponibilizado vai melhorar a qualidade das apresentações, pois, segundo Sêlva, os instrumentos são poucos atualmente, além de estarem defasados. “Olha, nós ficamos felizes em receber o apoio da Equinox Gold. Estamos muito satisfeitos, na maior expectativa. Agora, nós poderemos entrar nesta magia dos sabores, dos sons, dos ritmos, e convidar todo mundo para experimentar as nossas receitas e dançar ao som da nossa banda, se Deus quiser”, comemora. Ernesto explica que os projetos foram selecionados através dos fundos do Idoso (FI) e da Infância e Adolescência (FIA). Somente em 2022 foram destinados R$ 325 mil para as iniciativas selecionadas em Porteirinha. De acordo com ele, a intenção é ampliar esses investimentos em 2023. JOVEM APRENDIZ – Um dos resultados da política de inclusão desenvolvida pela Equinox Gold é o aumento da participação feminina. Por isso, a edição do projeto Jovem Aprendiz deste ano selecionou 15 mulheres para compor o time da unidade. Com isso, jovens de 18 a 22 anos têm a oportunidade de desenvolver habilidades e competências dentro do ambiente de trabalho. Segundo a analista de recursos humanos e gestora do Jovem Aprendiz, Ana Paula Caetano, o projeto está em fase de ambientação, com aulas teóricas em parceria com a plataforma Rede Cidadã. Uma das selecionadas, Maria Júlia mora em Riacho dos Machados e considera esse momento uma grande oportunidade para sua inserção no mercado de trabalho, adquirir experiência e crescer profissionalmente. “Espero ampliar meus conhecimentos, descobrir novas habilidades, aprimorá-las e criar uma possibilidade maior de sucesso na carreira”, projeta.

PF e Receita fazem operação contra a Saritur por sonegação

A Polícia Federal e a Receita Federal realizam, nesta terça-feira (6), a operação “Ponto Final”, que busca combater “organização criminosa dedicada a praticar fraudes contra a Previdência Social, a ordem tributária nacional e ao processo de execução”. Segundo a PF, os crimes são cometidos por uma empresa que atua no setor de ônibus de Belo Horizonte e região metropolitana. São cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, em Belo Horizonte, Brumadinho, Montes Claros, Nova Lima e Sabará, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte. Participam da operação 43 integrantes da Receita Federal (auditores-fiscais e analistas-tributários) e 95 policiais federais. Ainda de acordo com a PF, sócios desse aglomerado econômico “constituíram e vem constituindo empresas com a finalidade de explorar prestação de serviços públicos de transporte coletivo na região metropolitana de Belo Horizonte”. “A questão é que essas empresas não estão recolhendo os tributos devidos, o que configura a prática reiterada de crimes contra a ordem tributária e contra a Previdência Social. Mesmo com certidão de dívida ativa junto a União, elas vêm contratando com a administração pública mediante a interposição de consórcio, o que possibilita burlar a legislação pátria que exige certidão negativa de execução patrimonial para participar de certames licitatórios”, explica a PF. A possível sonegação praticada pelas empresas já supera a quantia de R$ 735 milhões e a Procuradoria da Fazenda Nacional vem propondo ações de execução em desfavor dessas empresas.  “Apesar da grande arrecadação do grupo econômico, não há êxito no recebimento dos impostos gerados pela atividade de serviço público, em razão da celebração, pelos investigados, com  instituição financeira, de um contrato de cessão fiduciária de direitos creditórios, desviando-se, assim, a receita advinda da bilhetagem eletrônica da prestação do serviço público de transporte coletivo, o que impede sua distribuição nas contas bancárias das concessionárias e inviabiliza medidas judiciais de bloqueio de dinheiro em contas”, diz a nota da PF. Os sócios das empresas investigadas são integrantes da mesma família e se alternam nos quadros societários das empresas. Eles poderão responder pelos crimes de sonegação fiscal, de sonegação de contribuição previdenciária e de promover organização criminosa, cujas penas máximas somadas chegam a 18 anos de prisão para cada um deles. O nome da operação Ponto Final faz uma alusão à última parada de veículo de transporte coletivo e, com a deflagração da operação, para que seja o fim da atividade criminosa de sonegação fiscal e fraude em processo de execução das empresas. Veja a nota na íntegra: “Sobre a “Operação Ponto Final”, deflagrada hoje pela Polícia Federal, esclarecemos que não há, nem nunca houve, qualquer fraude contra a Previdência Social ou a Ordem Tributária. Os impostos e contribuições devidos sempre foram fielmente declarados à Receita Federal. A inadimplência do pagamento – decorrente da crise financeira geral do setor econômico de transporte de passageiros (iniciada em 2013 e agravada pela pandemia de COVID-19) – já teve seu valor apurado e foi transacionado com a Receita Federal. Os pagamentos estão rigorosamente em dia. Grimaldi & Rodrigues Advogados” O Tempo