Mourão recebe apelido “Paquita da Ditadura” e vira meme na internet

Vice presidente anda ultimamente nostálgico com o período da ditadura militar e alertando sobre a fantasiosa “ameaça comunista” – (Foto: Reprodução/Twitter) O vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos), que saiu em defesa dos atos golpistas e recentemente alertou sobre a fantasiosa “ameaça coumunista no país”, rendeu memes e entrou para os assuntos mais comentados do Twitter após bloquear um perfil que o apelidou de “paquita da ditadura”. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o internauta Jakson Lenon postou uma montagem de Mourão vestido de paquita e um trecho da música da paquitas de Xuxa Meneghel. “É tão bom, bom, bom, bom/ Quem quer pão, pão, pão, pão/ Bom estar contigo na televisão.” Veja as reações: Paquita da ditadura? Eu sabia de Tchuchuka de Capitão. As duas são boas. https://t.co/83MnsLyKf6 — Chico Pinheiro (@chico_pinheiro) November 29, 2022 Paquita da Ditadura, né? ???? pic.twitter.com/Dccfq1LXpl — Cesar Calejon (@cesarcalejon1) November 28, 2022 Paquita da Ditadura e a Xoxa do Nazismo pic.twitter.com/DylmpeXu4R — Claudiāo Política a BBB ???????????????????????????????????????????????? (@claudiofalatudo) November 28, 2022 Sério que o Mourão não quer ser chamado de Paquita da Ditadura? pic.twitter.com/esowsq0BKt — Helô ❤️☮️???????? (@helmarc1) November 28, 2022
PT pede na justiça anulação do leilão das Ceasa Minas

Equipe de transição apresentou ofício à Casa Civil pedindo a interrupção do processo de concessão das Centrais de Abastecimento em Minas O Partido dos Trabalhadores entrou com ação na justiça pedido a anulação do edital que prevê a realização do leilão da Ceasa Minas marcado para o dia 22 de dezembro. Dentre as justificativas apresentadas pelo PT, estão irregularidades no processo de licitação. Segundo a ação, o patrimônio imobiliário da Ceasa está subavaliado, enquanto a avaliação apresentada ao BNDES é R$ 169.230.000,00, o valor real dos imóveis seria de R$ 470.753.000,00, segundo laudo pericial que consta em processo no Ministério Público do Tribunal de Contas da União. A peça também cita denúncia de servidores do Ceasa Minas de que o edital de leilão da companhia teria sido compartilhado em grupos de Whatsapp antes da publicação oficial e o início do cronograma de privatização, oferecendo informação privilegiada ao referido grupo de empresários. A ação é assinada pela presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann, pela deputada estadual Beatriz Cerqueira, pela deputada estadual eleita Macaé Evaristo, pelo deputado federal Rogério Correia e por Gleide Andrade, membro da executiva nacional do partido. “Várias são as razões, mas sobretudo porque nós não podemos privatizar a principal companhia de abastecimento do estado de minas gerais. É bom lembrar que todas as políticas públicas, quando nós falamos de políticas estruturantes de incentivo a agricultura familiar, doação de cestas básicas emergenciais, manutenção do estoque de segurança alimentar, educação para consumo, educação alimentar, combate à desnutrição….Todas essas ações só são possíveis porque nós temos o centro de abastecimento e equipamentos que somente através da Ceasa. (…) Como é que nós íamos distribuir alimentos para os mais pobres se nós tivéssemos uma empresa de abastecimento privatizada, ou seja, que tivesse receber para fazer isso? (…) Privatizar o Ceasa vai em contramão de tudo que o presidente Lula defende, que é a retomada de políticas sociais de combate à fome e combate à miséria”, afirmou Gleide Andrade. Itatiaia
Confira os pesquisadores e parlamentares de MG nomeados para a equipe de transição de Lula

Entre os quase 300 nomes divulgados pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) para compor a equipe de transição para o governo Lula, muitos deles são de pesquisadores e deputados federais mineiros. Tarefa desafiadora O Gabinete de Transição pode nomear, por lei, 50 integrantes para cargos de comissão com a tarefa de realizarem relatórios e apontamentos para o novo governo. Contudo, pode ainda requisitar servidores públicos e contar com colaboradores voluntários, que são a maioria da lista já divulgada. Os 31 grupos técnicos são coordenados pelo ex-ministro Aloizio Mercadante, do Partido dos Trabalhadores, e têm um intenso trabalho a fazer. Até 30 de novembro, devem entregar um diagnóstico preliminar, com alertas dos órgãos de controle, análise da estrutura de cada área e uma lista com sugestões de atos normativos que devem ser revogados a partir de janeiro de 2023. O relatório final deve ser apresentado em 11 de dezembro e já deve conter uma base para a próxima gestão: análise dos programas da atual gestão, programas das gestões do PT que foram descontinuados, além de análises de contratos, de parcerias, reorganização de estruturas e medidas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. Confira os nomes das mineiras e mineiros que estão na tarefa: CENTRO DE GOVERNO – Reginaldo Lopes: deputado federal (PT). ORGANIZAÇÃO DA POSSE – Gleide Andrade – Secretária nacional de Finanças do PT, natural de Divinópolis. CIDADES – Bella Gonçalves – Deputada estadual eleita em Minas Gerais pelo PSOL. Atualmente, é vereadora em Belo Horizonte. Lutadora pelo Direito à Cidade. Lésbica e cientista política. – Geraldo Magela: ex-deputado federal, ex-deputado distrital e ex-secretário de Habitação do Distrito Federal. Funcionário concursado do Banco do Brasil desde 1979. Natural de Patos de Minas. COMUNICAÇÃO SOCIAL – André Janones: deputado federal por Minas Gerais desde 2019, reeleito em 2022. Advogado e influenciador digital. – Tereza Cruvinel: jornalista. Trabalhou em diversos veículos de comunicação. Foi presidenta da Empresa Brasileira de Comunicação no governo Lula. CRIMES CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay): é advogado criminalista. Natural de Patos de Minas, CULTURA – Áurea Carolina: deputada federal por Minas Gerais. Como parlamentar, destacou-se no enfrentamento à censura e na defesa das políticas públicas de cultura. DESENVOLVIMENTO REGIONAL – Newton Cardoso Jr.: deputado federal (MDB) – Paulo José Carlos Guedes: deputado federal (PT) DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME – André Quintão – deputado estadual em Minas Gerais pelo PT. Foi Secretário Municipal de Desenvolvimento Social de Belo Horizonte, vereador da capital por dois mandatos e também secretário de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social. – Patrus Ananias: deputado federal por Minas Gerais pelo PT e ex-ministro do Desenvolvimento Social. DIREITOS HUMANOS – Duda Salabert: deputada federal eleita (PDT). EDUCAÇÃO – Luiz Cláudio Costa: professor e pesquisador na Universidade Federal de Viçosa, onde foi reitor. Foi secretário-executivo do Ministério da Educação. – Macaé Evaristo: ex-secretária municipal de Belo Horizonte e deputada estadual eleita. É mestre em Educação (UFMG) e professora efetiva da rede municipal de ensino de Belo Horizonte. – Ana Pimentel: deputada federal eleita (PT). IGUALDADE RACIAL – Martvs das Chagas: secretário de Planejamento de Juiz de Fora, foi diretor de Fomento na Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura, secretário nacional de Ações Afirmativas e ministro de Promoção da Igualdade Racial. – Nilma Lino Gomes: ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Foi a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade pública federal, ao ser nomeada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em 2013. É professora titular emérita da Faculdade de Educação da UFMG. – Dandara Tonantzin: deputada Federal eleita (PT). INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS Subgrupo de micro e pequena empresa – Tatiana Conceição Valente: coordenadora do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, militante da economia solidária e cooperativista. INFRAESTRUTURA – Alexandre Silveira: senador por Minas Gerais, ex-deputado federal e advogado. Foi secretário estadual de Saúde em Minas Gerais. – Maurício Muniz: ex-ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República. JUVENTUDE – Miguel Ângelo: deputado federal eleito (PT). – Moara Saboia – Vereadora em Contagem pelo PT. Mulher, negra, militante e estudante. Ex-presidenta da União Nacional dos Estudantes. MINAS E ENERGIA – Anderson Adauto: ex-ministro dos Transportes durante o primeiro mandato do presidente Lula. Foi prefeito de Uberaba por dois mandatos e deputado estadual em Minas por 16 anos, de 1987 a 2003. – Odair Cunha: deputado federal (PT). MULHERES – Eleonora Menicucci: professora, mineira e ex-ministra, já comandou a Secretaria de Políticas para as Mulheres brasileira, durante o primeiro governo Dilma. Filiada ao Partido dos Trabalhadores. POVOS ORIGINÁRIOS – Célia Xakriabá: deputada federal eleita por Minas Gerais, é professora ativista indígena do povo Xakriabá em Minas Gerais. Integra a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade. RELAÇÕES EXTERIORES – Romênio Pereira: secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, natural de Patos de Minas. SAÚDE – Bruno Farias: deputado federal eleito (Avante). – Weliton Prado: deputado federal (Pros). TRABALHO – Patrícia Vieira Trópia: doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, docente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia. Presidiu a Associação Brasileira de Estudos do Trabalho. – Sandra Brandão:é economista, mestre em Economia pela Unicamp. – Rogério Correia: deputado federal (PT). TURISMO – Luis Tibé: deputado federal (Avante) Via Brasil de Fato
Brasil vence retranca da Suíça e se classifica às oitavas da Copa do Mundo

A Seleção Brasileira ia empatando sem gols contra uma fechada Suíça na tarde desta segunda-feira, quando Casemiro desencantou e fez um golaço no segundo tempo para garantir o placar de 1 a 0, na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo do Catar, no estádio 974. Com isso, o Brasil conquistou a classificação antecipada às oitavas de final. Sem Neymar e Danilo, lesionados, o técnico Tite escalou Éder Militão e Fred, mas a Seleção teve muitas dificuldades de superar a retranca suíça, com apenas uma chance no primeiro tempo, em belo cruzamento de Raphinha para Vinicius Júnior, que finalizou errado. Na etapa complementar, depois de iniciar mal e com muitos erros de passe, a amarelinha chegou a marcar em golaço de Vini, mas o VAR anulou por impedimento de Richarlison. Foi somente aos 37 minutos que a bola sobrou para Casemiro, que, em belo chute de trivela, estufou as redes. Com o resultado, o Brasil é o líder do grupo G, com seis pontos em dois jogos, seguido por Suíça (três), Camarões (um) e Sérvia (um). Na última rodada da fase de grupos, o Brasil enfrenta a seleção africana, enquanto Sérvia e Suíça duelam entre si, ambos os jogos na sexta-feira, às 16h (de Brasília). O jogo Primeiro tempo morno Depois de minutos iniciais de pressão brasileira, Alisson quase comprometeu ao tocar errado em saída de bola, que caiu nos pés do adversário. No entanto, a defesa tirou na sequência. Aos 12 minutos, Paquetá deu belo toque para Richarlison, que foi até a linha de fundo e cruzou procurando Vinicius Júnior, mas a defesa tirou. Pouco depois, Casemiro fez falta em Embolo de frente para a área, um pouco longe do gol. Na cobrança, a jogada ensaiada acabou não dando certo. A Seleção seguiu tocando na tentativa de chegar ao ataque, com poucos espaços dados pelos suíços. Richarlison teve uma chance na frente de Sommer, mas a bola escapou. Enquanto isso, a defesa brasileira parecia nervosa, com alguns erros de passe e problemas na saída, principalmente pelo lado direito. Aos 26 minutos, em construção ofensiva, Raphinha recebeu pelo lado direito e fez belo cruzamento para Vini Jr., que finalizou para grande defesa do goleiro, no primeiro chute a gol do jogo. Poucos minutos depois, Raphinha arriscou de fora, mas nas mãos de Sommer. Aos 38 minutos, a Suíça chegou com perigo pelo lado esquerdo com Rodríguez, cruzando para Vargas, que girou na marcação, e a bola acabou ficando com Alisson. No final do primeiro tempo, o Brasil tentou chegar principalmente pelo alto, em escanteio e, após um rápido apagar de luzes do estádio, o primeiro tempo acabou zerado. Gol anulado e Casemiro decide No retorno do intervalo, Tite promoveu a entrada de Rodrygo no lugar de Lucas Paquetá. Aos cinco minutos, em jogada pela esquerda, ele acabou atingido por Rieder, que foi amarelado. Pouco depois, Widmer recebeu lançamento na direita e cruzou rasteiro, para Xhaka, que tentou finalizar, mas Marquinhos travou no carrinho, em chance perigosa dos suíços. Depois de outro erro de Alisson na saída de bola, quase complicando a defesa brasileira, Vini Jr. recebeu pela esquerda e cruzou colocado para Richarlison, que não chegou dentro da área a tempo. Bruno Guimarães, então, entrou no lugar de Fred. Aos 18 minutos, Rodrygo ganhou a bola no meio-campo e deixou de calcanhar para Casemiro, que lançou para Vini Jr. na esquerda. O atacante dominou, invadiu a área e chutou na saída de Sommer, abrindo o marcador. No entanto, após análise do VAR, o lance foi anulado por impedimento de Richarlison. Pouco depois, Vini acabou derrubado bem perto da área por Akanji, do lado esquerdo, mas, na cobrança da falta, a defesa tirou. Até que, aos 37 minutos, Marquinhos abriu para Vini na esquerda, que cortou para o meio e tocou para Rodrygo. O camisa 21 tocou de primeira para Casemiro, que pegou de trivela e mandou uma bomba para o gol de Sommer, que nada pôde fazer. O Brasil cresceu no jogo e chegou mais uma vez, com Rodrygo, mas o goleiro fez a defesa. O camisa 21 ainda teve outra chance, na frente do gol, mas o chute acabou travado. FICHA TÉCNICA BRASIL 1 X 0 SUÍÇA Local: Estádio 974, em Doha (Catar) Data: 28 de novembro de 2022, segunda-feira Horário: 13h (de Brasília) Árbitro: Ivan Barton (El Salvador) Assistentes: Zachari Zeegelaar (Suriname) e Said Martinez (El Salvador) VAR: Drew Fischer (Canadá) Cartões amarelos: Rieder (Suíça); Fred (Brasil) GOL: Brasil: Casemiro, aos 38 minutos do 2º tempo. BRASIL: Alisson; Militão, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro (Alex Telles); Casemiro, Fred (Bruno Guimarães) e Lucas Paquetá (Rodrygo); Vinícius Jr, Raphinha (Antony) e Richarlison (Gabriel Jesus). Técnico: Tite. SUÍÇA: Sommer; Widmer (Frei), Akanji, Elvedi e Rodríguez; Freuler, Xhaka, Rieder (Steffen), Sow (Aebischer) e Vargas (Fernandes); Embolo (Seferovic). Técnico: Murat Yakin.
Montes Claros realiza o Dia Internacional para a não violência Contra as Mulheres

DIA LARANJA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Shopping Popular recebeu ação na última sexta-feira Nesta sexta, 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres e Meninas (que a ONU recomenda que seja celebrado no dias 25 de cada mês), a Prefeitura de Montes Claros, através do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (CRAM) da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, e em parceria com a Casa da Esperança, Conselho da Mulher e a União Popular de Mulheres (UPM), promoveu um ação de conscientização no Shopping Popular. Durante toda a manhã do “Dia Laranja”, quem passou pelo local pôde receber informações sobre os tipos de violência mais comuns sofridos pelas mulheres, os serviços de apoio disponibilizados pelo Município e os principais canais de denúncia. “Venha conosco alaranjar, espalhe laranja e exija o fim da violência. É dever de toda a sociedade o combate à violência contra nossas mulheres e meninas”, destacou Tatiane Ferreira Leite, coordenadora do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (CRAM). Denúncias de violência contra mulheres podem ser feitas pelos telefones 180 (Disque Denúncia) e 100 (Disque Direitos Humanos).
Maior solista do futebol, Messi define e mantém a Argentina viva na Copa

O extraordinário é o comum para Lionel Andrés Messi, 35. Com a Argentina cada vez mais próxima de entrar no modo desespero, ele mudou de posição, colocou o jogo debaixo do braço e deixou sua seleção mais perto da classificação na Copa do Mundo do Qatar. Isolado, muito na frente e quase sem ser acionado nos primeiros 45 minutos, ele recuou após o intervalo. Com a bola passando mais pelo seu pé, a Argentina dominou a partida, mas não conseguia marcar. Era preciso um lance individual Messi arrancou da intermediária aos 19 da etapa complementar. Chutou cruzado e rasteiro da entrada da área. Os argentinos no estádio de Lusail neste sábado (26), explodiram em um urro coletivo de alívio na mesma proporção que de felicidade. Foi o momento que em que a vitória se tornou possível. O placar final foi 2 a 0 sobre o México pelo Grupo C do Mundial. Isso significa que na última rodada, a Argentina será primeira da chave se bater a Polônia, a depender do resultado da Arábia Saudita contra os mexicanos. Pode até se classificar em segundo com um empate, também dependente de combinação de placares e gols marcados pelas outras equipes. Messi evitou que sua seleção voltasse ao modo destrutivo da era Jorge Sampali, encerrada com o fracasso no Mundial da Rússia, de 2018. Torneio marcado pelas trocas constantes na escalação e as confusas táticas do treinador. Havia sido assim de novo neste ano, na derrota para a Arábia Saudita na estreia. Scaloni havia dito que a Argentina, apesar do revés, manteria sua maneira de jogar neste sábado. Era com esse esquema que tinha permanecido 36 jogos invicta. Mas Messi não via a cor da bola. Foi apenas ao abrir mão disso que a equipe melhorou e conseguiu chegar ao resultado. Porque Messi sem a bola é como tirar o piano de Beethoven, deixar Paulinho sem a viola, impedir Gardel de cantar. Quando ele teve a bola, a Argentina venceu. O México era o adversário ideal para os sul-americanos em um momento decisivo. Todas as vezes que a equipe encontrou este mesmo rival em partidas importantes de Mundial, ganhou. Foi assim nas oitavas de final de 2006 e 2010. Lionel Scaloni arriscou na escalação. Manteve o esquema de jogo, de movimentação e posse de bola, mas mudou quase a metade dos titulares em relação à derrota na estreia para a Arábia Saudita. Foram cinco trocas, todas do meio-campo para trás. Entraram os laterais Montiel e Acuña, o zagueiro Lisandro Martínez e os volantes Guido Paredes e Alexis MacAllister.
Juíza duvida que Chico Buarque é autor de ‘Roda viva’ e decide a favor de Eduardo Bolsonaro

A juíza substituta do 6º Juizado Especial Cível da Comarca de Capital Lagoa, Monica Ribeiro Teixeira, indeferiu o pedido de Chico Buarque, que processou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por usar a canção “Roda Viva” como trilha sonora em post nas redes sociais. A publicação do filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) exibia a imagem de simpatizantes do chefe do Executivo processados por atentarem contra a democracia e concluía que “o Brasil está sob censura”. De acordo com informações do colunista Ancelmo Gois, do Globo, Monica Ribeiro argumentou na decisão que falta comprovação de que “Roda Viva” é mesmo de Chico Buarque. João Tancredo, advogado do artista, recorreu da decisão. Segundo dados do Ecad, “Roda Viva” está entre as 13 músicas mais regravadas de Chico Buarque. Além disso a canção, que foi lançada em 1968, soma 67 regravações cadastradas DCM
Governo Zema é investigado por favorecimento de mineradoras na Serra do Curral

A Polícia Federal investiga irregularidades no processo de licenciamento ambiental lançado pelo Governo de Romeu Zema para a atividade de mineradoras na Serra do Curral, em Belo Horizonte. Segundo o laudo produzido pelo setor técnico-científico da PF, o edital publicado pela Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais) teria rebaixado critérios de avaliação e acelerado etapas da licitação. O relatório das investigações, iniciadas em 2020, é de maio de 2022 e foi reportado pela Folha de São Paulo nesta quarta-feira (23). Segundo a avaliação do relatório assinado pelos peritos criminais Marcus Vinícius Tavares da Silva e João Luiz Moreira de Oliveira, “os tempos observados entre o requerimento de lavra e a concessão de lavra ou entre [protocolar o pedido para] a licença ambiental e a concessão de lavra, outorgada pela ANM [Agência Nacional de Mineração], foram menores do que aqueles observados para projetos similares”. Na investigação, as mineradoras Gute Sicht e Fleurs teriam obtido autorização da Semad para operação sem apresentarem nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) estudos ambientais para a mitigação do impacto causado pela exploração da Serra. Em nota, a Semad alega que “os processos de licenciamento ambiental são sempre conduzidos com transparência e seguindo os ritos determinados pelas normas”. No órgão, porém, o clima é de tensão. O subsecretário da pasta, Alexandre de Castro Leal, chegou a registrar boletim de ocorrência para apurar o vazamento do documento ao MP e à imprensa, mesmo sua publicação sendo prevista no Portal da Transparência. Precedentes O relatório da PF ocorre em meio a sucessão de denúncias. Em setembro deste ano, a deputada federal Áurea Carolina (PSOL-MG) protocolou uma Notícia de Fato junto ao Ministério Público de Minas Gerais solicitando a investigação de Charles Soares de Sousa, ex-superintendente Regional de Meio Ambiente. Antes de ser nomeado ao cargo, ele atuou informalmente como assessor na fiscalização do Termo de Ajustamento de Conduta para exploração da Serra, mesmo sem exercer nenhum cargo administrativo, segundo documentos fornecidos pelo próprio órgão regional. Charles, que é Policial Militar, também prestou serviços à Fleurs como Engenheiro Sanitarista e Ambiental em 2019. À época, a mineradora já era investigada pela PF por irregularidades em outros projetos, atuando junto da Gute Sicht que acumula, por sua vez, R$ 6,5 milhões em multas ambientais aplicadas pela prefeitura de Belo Horizonte. O destino da Serra do Curral tem gerado amplo debate entre ambientalistas, políticos e sociedade civil. Localizada entre os municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará, a fauna e a flora da região são reconhecidas por sua importância como bem ambiental, histórico e cultural dos mineiros. Apesar de ser desde 1995 considerada símbolo da região, apenas alguns segmentos da Serra são tombados. Na contramão da Prefeitura de Belo Horizonte, que busca em representação no STF (Supremo Tribunal Federal) ampliar o perímetro da proteção, Romeu Zema defende abertamente a atividade das mineradoras. Em maio deste ano, Zema nomeou a prima do diretor-executivo da Tamisa, Marília Palhares Machado, para o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, órgão responsável por conceder licença para mineração na Serra do Curral baseado no projeto minerário que prevê extrair 31 milhões de toneladas de minério de ferro ao longo de 13 anos. Somente no final de 2021 o Governo de Minas assinou cinco acordos autorizando a operação de mineradoras em Minas, aumentando as suspeitas de favorecimento das empresas licenciadas.
Insatisfeitos com Bolsonaro, militares antecipam transição para Lula

Dos três comandantes das Forças Armadas, dois enfatizaram a Bolsonaro que os pedidos de intervenção militar “não têm base legal”. Os atos, além do mais, “estariam gerado problemas de segurança e discussões internas dentro das corporações”. As Forças Armadas estão fartas dos atos golpistas que tomaram os portões dos quartéis após as eleições. Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PL), na quinta-feira (24), no Palácio da Alvorada, os comandantes do Exército, Marco Freire Gomes, da Marinha, Almir Garnier, e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista, cobraram uma posição do governo. Conforme o relato da CNN, a reunião durou duas horas. Dos três comandantes, dois enfatizaram a Bolsonaro que os pedidos de intervenção militar “não têm base legal”. Os atos, além do mais, “estariam gerado problemas de segurança e discussões internas dentro das corporações”. Era visível a insatisfação com o silêncio do presidente, que chegou a ficar 20 dias em reclusão. Bolsonaro ouviu que, sim, há “militares inconformados” com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, em 30 de outubro. Esses militares “estariam fomentando os protestos, com a participação de parentes e amigos”. Mas, de acordo com os comandantes, esta não é a posição da cúpula das Forças Armadas, que vai seguir a Constituição. Num segundo momento da reunião, Bolsonaro autorizou a participação das Forças Armadas na transição de governo. O Exército ficará responsável pelo cerimonial militar, enquanto a Aeronáutica passará a coordenar “as tratativas para segurança do espaço aéreo no dia da posse”. Já a Marinha vai preparar as honras a chefes de Estado no Itamaraty. Nesse ponto, os comandantes comunicaram a disposição em entregar seus cargos antes mesmo da posse de Lula, marcada para 1º de janeiro. A Aeronáutica, por exemplo, marcou para 23 de dezembro a cerimônia de transmissão do cargo. Segundo o Estadão, “as demais Forças pretendem fazer o mesmo em datas diferentes. Assim, a passagem de bastão de um governo para o outro começaria pelas Forças Armadas”. Bastaria Lula nomear os próximos comandantes. A proposta não é comum. Em geral, o novo ministro da Defesa assume o posto e, só então, nomeia os comandantes militares. Um fato, porém, cristalizou a ideia de antecipar a transição: a cúpula militar é unânime no repúdio à escalada golpista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que apresentou uma representação fraudulenta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a fim de questionar o resultado do pleito. Na opinião de generais ouvidos pela Folha de S.Paulo, “a ação pode inflamar ainda mais as manifestações em frente aos quartéis”. Em resumo: os militares são gratos pela deferência com que o governo Bolsonaro os tratou nos últimos quatro anos, mas não querem ser vistos como braços armados de um líder ou de um movimento antidemocrático. O golpismo, mais uma vez, perdeu a batalha.
Arte e história do povo Xakriabá – Por Manoel de Freitas

Foto aérea da Casa de Cultura: em formato de oca, foi edificada para fortalecer tradições do povo Xakriabá Muito antes do descobrimento do Brasil, a arte estava presente na essência dos primeiros habitantes do território. Na atualidade, o país tem cerca de 300 etnias indígenas, diferindo entre si pelos costumes estampados em cores, adornos e ritos. Para mergulhar nesse universo onde impera a ancestralidade, O NORTE fez várias incursões às terras do Povo Xakriabá, no Alto Médio São Francisco. Na primeira de duas reportagens especiais retratamos a Casa de Cultura Xakriabá, na Aldeia Sumaré, construída para resgatar e fortalecer costumes e tradições desse que é o maior grupo étnico de Minas Gerais, segundo a UFMG com mais de 10 mil indígenas distribuídos em 37 aldeias. Igualmente, enfoca a cerâmica trabalhada pelas mãos de Nei Leite Xakriabá, da Aldeia Barreiro Preto, pós-graduado em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG. Resgate de tradições Para fortalecer o conjunto das estruturas sociais, religiosas e artísticas da maior nação indígena de Minas, em 2004 foi proposta a criação, na Aldeia Sumaré I, da Casa de Cultura Xakriabá. Isso, graças à celebração de diversas parcerias, entre as quais a UFMG, Associações Indígenas e a Província de Modena, que participou com o financiamento através da Emília Romagna, situada no Norte da Itália. A edificação, em formato de oca, com cobertura em palha de buriti desenhando um cocar (adorno de pena usado na cabeça), no dizer do cacique Domingos Nunes de Oliveira, “abriu espaço para que as lideranças das diversas aldeias promovessem mais ainda o repasse de técnicas de artesanato dos mais velhos aos mais jovens, que já ocorria de geração a geração entre o Povo Xakriabá”. Mais ainda, todo o processo de construção da Casa de Cultura, onde os indígenas celebram seus rituais, foi trabalhado com os professores de artes e cultura da etnia, com interação do Curso de Formação Intercultural de Professores Indígenas, da UFMG. Ao mesmo tempo, a parceria possibilitou a construção de três casas de artesanato dentro do seu território, erguidas tanto na Aldeia Sumaré, como nas Aldeias Pedra Redonda e Riacho dos Buritis, nas quais é reservado espaço para as atividades de resgate da tradição artesanal e costumes. Na verdade, conjunto de ações objetivando o reconhecimento da sua identidade étnica e valorização da sua cultura, através do resgate e revigoramento de diferentes tipos de habilidades. “Uma das mais originais do país” Durante três dias, O NORTE acompanhou equipe do Minas Indígena, do governo do Estado, em incursão na Terra Indígena Xakriabá. A ação teve como objetivo assegurar aos indígenas de suas diversas aldeias o acesso à Carteira Nacional do Artesão, através de parceria com o Programa Brasileiro de Artesanato. É que, segundo a diretora do programa, engenheira civil Adélia Maia, “a arte indígena de Minas é considerada uma das mais originais do país, despertando o interesse nacional e internacional”. No seu modo de pensar, Adélia Maia, que responde por diversas ações do governo de Minas no território Xakriabá, “o artesanato para os indígenas vai muito além da produção para se ter um retorno financeiro, pois retrata uma expressão própria, passada e aperfeiçoada de geração a geração”. Opinou que “na Terra Indígena Xakriabá temos uma coletânea de artes únicas, produzidas por integrantes de quase todas as famílias, a rigor diferentes técnicas que abrangem múltiplos materiais, como, por exemplo, penas, sementes, argila, folhas, madeira e osso”. Explicou a diretora do Minas Indígena que “mesmo o conhecimento sendo recebido por transferência ancestral, a criatividade é nitidamente perceptível em cada peça, em cada arte”. E lembrou que “muitas delas, principalmente as cerâmicas, combinam a arte tradicional com expressões típicas do Cerrado norte-mineiro em diferentes e belas matizes”. Cerâmica: prática ancestral Exatamente um mês após sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, o indígena Vanginei Leite Silva, o Nei Leite Xakriabá, presidente da Associação dos Artesões Xakriabá, falou a O NORTE sobre seu trabalho e a importância da arte na preservação da cultura de seu povo. Tema que, por sinal, detalhou em “Arte Indígena Xakriabá: com um pé na aldeia e outro pé no mundo”. Aos 41anos, o professor de artes é reconhecido nacionalmente promove oficinas e expõe sua produção, especialmente moringas com tampas em formato de animais do Cerrado, em feiras e exposições. É casado com a também ceramista Ivanir Bezerra de Oliveira Silva, de 34 anos, que igualmente concentra sua produção na Aldeia Barreiro Preto. “A cerâmica Xakriabá, essa arte indígena, foi uma prática muito presente na minha comunidade no passado, mas devido às violências que meu povo teve que enfrentar, como proibição de falar a língua nativa, bem como de praticar várias manifestações culturais, a cerâmica também sofreu esses impactos, se enfraquecendo, porque os índios passaram a substituí-la pelos objetos da indústria, comprando plástico e alumínio”. Nei explicou que em 2001, na Terra Indígena Xakriabá, o pote era o único objeto que circulava nas aldeias, porque era usado para esfriar água. Mas que, com a chegada da energia elétrica o pote perdeu espaço para a geladeira. “Quando cheguei à escola procurei as pessoas mais velhas para conversar e aprender com eles as técnicas, ainda que vários ceramistas antigos não estivessem mais produzindo, mas que ainda guardavam na memória esses saberes”. Assim, “colocamos em prática os ensinamentos, ou seja, retomamos uma técnica que não era utilizada há mais de 40 anos, circulando nas casas novamente, e, também, como era tradição antigamente, voltou a ser presenteada às pessoas nos casamentos, porque naquele tempo, quando uma moça passava convidando para o casamento, recebia a cerâmica Xakriabá para utilizar em casa, o pote, a panela, a sopeira, o prato”. Explica que passou a usar na cerâmica os traços da pintura corporal, como feito pelos mais velhos, buscando melhorar o acabamento, colocando nas peças as tampas que eram figuras dos animais do Cerrado. Como exemplo, citou que as moringas antes tinham tampas simples, “mas como minha mãe fazia muitos bichos, e ainda faz, então aprendi com ela