MEC faz propaganda com jovem negra de mão branca e é acusado de racismo

– Propaganda do Ministério da Educação foi compartilhada nas redes sociais para divulgar o último dia de inscrições para concorrer a bolsas que dão 50% ou 100% para cursos de uma instituição privada; mas os internautas denunciaram que na foto a mensagem retratava uma aluna que entra na faculdade negra e sai branca quando diplomada – Uma peça de propaganda do Ministério da Educação sobre o Prouni foi denunciada por racismo na internet. Uma jovem negra aparece segurando o diploma, mas a mão que segura o canudo é branca. A propaganda foi compartilhada nas redes sociais para divulgar o último dia de inscrições para concorrer a bolsas que dão 50% ou 100% para cursos de uma instituição privada. Para os internautas, a mensagem subliminar é retratar um aluno que entra na faculdade negro e sai branco quando diplomado. Além da imagem, a postagem vem acompanhada de um vídeo com a mesma foto, mas desta vez sobre o rosto da jovem negra com penteado afro se sobrepõe o de uma branca com cabelos lisos. Três reações no Twitter ganharam destaque na enxurrada de respostas críticas à peça publicitária. Uma delas diz: “Ganhe um diploma e troque a cor da pele”. A outra: “Opa, MEC racista: tá tendo”. Em nota, o MEC justificou a estratégia da propaganda era “enfatizar que as oportunidades são iguais para todos os candidatos, e a linguagem escolhida foi a sobreposição de imagens que demonstram a variedade de cor, raça e gênero”.

Grupo PET Artes Música da Unimontes promove seminário sobre educação musical infantil

“Educação Musical Infantil: Planejamento e Propostas Práticas”. Este é o tema central da oficina e palestra que serão realizadas nesta quinta-feira (13/6), na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O assunto será abordado no I Seminário do Grupo PET (Programa de Educação Tutorial)¨ Artes/Música da Unimontes. O evento contará com a presença da professora doutora Angelita Vander Broock Shultz, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), referência nacional em Educação Musical Infantil. As atividades são gratuitas, direcionadas para professores, estudantes e pesquisadores da área de música na educação. O seminário é uma iniciativa do Departamento de Artes, com o apoio da Pró-Reitoria de Ensino da Unimontes. A programação será desenvolvida no auditório do prédio 2, do campus-sede. De 13 às 17 horas, a professora Angelita Broock Shultz ministrará a oficina “Musicalização infantil: propostas práticas para educadores”. Às 19 horas, ela profere a palestra “Preciso preparar uma aula de música para crianças. E agora?”. As vagas para a oficina são limitadas. As inscrições devem ser feitas pelo link: www.seminariopetartesmusica.eventbrite.com.br. No mesmo endereço, podem ser obtidas outras informações sobre o evento. Via Ascom/Unimontes

Ex-ministros da Educação se reúnem e lançam nota em repúdio às políticas de Bolsonaro

 Em encontro realizado na USP, comandantes da pasta desde 1991 denunciaram o desmonte da educação promovido pelo governo Seis ex-ministros da Educação divulgaram uma nota em que mostram “grande preocupação” com as políticas do governo de Jair Bolsonaro (PSL) para a área. O texto foi divulgado após encontro no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) nesta terça-feira (04). Os ex-ministros José Goldemberg (1991-92), Murilo Hingel (1992-95), Cristovam Buarque (2003-2004), Fernando Haddad (2005-2012), Aloísio Mercadante (2012-2014 e 2015-2016) e Renato Janine Ribeiro (2015) argumentam que o governo tem atuado de forma “sectária, sem se preocupar com a qualidade e a equidade do sistema [educacional]” e acusam a gestão Bolsonaro de enxergar a educação como uma ameaça. Eles também defendem, no documento, o “respeito à profissão docente” e a autonomia universitária, condenando o que chamaram de “censura inaceitável” aos professores e o corte de recursos da educação básica e superior implementado governo federal no mês de abril. Após o encontro, em entrevista a jornalistas, Goldemberg, que também foi reitor da USP, enfatizou a importância de se garantir a autonomia financeira das universidades. O ministro lembrou que 35% de todas as pesquisas feitas em território nacional partem da USP, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Unicamp, instituições que possuem autonomia tanto financeira, como de gestão. O professor Murilo Hingel, à frente da pasta durante a presidência de Itamar Franco, demonstrou preocupação com a sinalização da desvinculação dos gastos obrigatórios com educação feita pelo governo recentemente. “Estes recursos são absolutamente indispensáveis. Não há educação de qualidade se não houver recursos disponíveis. Não há professores eficientes se não houver professores bem remunerados”, contestou. Em resposta a questionamentos de jornalistas, o ex-ministro declarou que acredita haver interesses de grandes grupos empresariais no processo de desmonte da educação implementado pelo governo federal. :: Como a associação liderada pela irmã de Paulo Guedes se beneficia de cortes no ensino :: Já Cristovam Buarque, que presidiu a pasta no início do governo Lula, disse que não esperava tamanho retrocesso na área. “Nós estamos aqui porque sentíamos uma ameaça, mas o que está acontecendo é pior do que muitos de nós imaginávamos”, disse. Buarque classificou a política atual do governo como “ignorância, obscurantismo e privatismo misturados em um liquidificador”. Para o ex-candidato a presidência, Fernando Haddad, que comandou o ministério por seis anos e meio, “O Brasil foi um dos últimos países a acordar para a agenda da educação”, tendo para isso o marco da Constituição de 1988. “Nenhum de nós tratou a educação como política de governo ou ideológica”, disse ele se referindo às gestões dos ministros presentes. “Nós fazemos um chamamento à nação para que as políticas educacionais sejam realçadas à condição de política de Estado. Elas não podem ser objeto de rinha partidária”, concluiu o petista. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi tema da intervenção de Mercadante. Ele lembrou das emendas constitucionais que tramitam no Congresso e visam alterar o funcionamento da política. Para ele, o Fundeb precisa avançar no sentido da “redução das assimetrias e da valorização dos docentes”, garantindo igualdade de condições de acesso a educação e de remuneração dos professores da educação básica. O ex-ministro também lembrou das manifestações em defesa da educação ocorridas nos dias 15 e 30 de maio. Último a se pronunciar, Janine argumentou que, apesar das muitas divergências entre os presentes na mesa, havia ali o consenso da importância da educação pública para o desenvolvimento do país. Na opinião do ex-ministro de Dilma Rousseff, o governo Bolsonaro vai na contra-mão desse consenso, enxergando a educação “não como promessa, mas como ameaça”. “Eles associam a educação a essa imoralidade que nós chamamos de liberdade”, concluiu. Os ministros anunciaram também a criação do Observatório da Educação Brasileira, que deve se reunir periodicamente, de início para debater três temas: o Fundeb, a autonomia das universidades federais e a igualdade de acesso à educação. O grupo se colocará “à disposição para dialogar com a comunidade acadêmica e científica, sociedade e entidades representativas da educação, parlamentares e gestores, na perspectiva de aprimorar a qualidade da política educacional”. Confira na íntegra a nota divulgada pelos ex-ministros da educação: Nós, ex-ministros da Educação que servimos o Brasil em diferentes governos, externamos nossa grande preocupação com as políticas para a educação adotadas na atual administração. Nas últimas décadas, construiu-se um consenso razoável sobre a educação, que se resume numa ideia: ela é a grande prioridade nacional. Contingenciamentos ocorrem, mas em áreas como educação e saúde, na magnitude que estão sendo apresentados, podem ter efeitos irreversíveis e até fatais. Uma criança que não tenha a escolaridade necessária pode nunca mais se recuperar do que perdeu. A morte de uma pessoa por falta de atendimento médico é irreparável. Por isso, educação e saúde devem ser preservadas e priorizadas, em qualquer governo. Uma educação pública básica de qualidade forma bem a pessoa, o profissional e o cidadão para desenvolverem, com independência e sem imposições, suas potencialidades singulares. A educação é, ainda, crucial para o desenvolvimento social e estratégico da economia do Brasil. A economia não avança sem a educação, que é a chave para nosso país atender às exigências da sociedade do conhecimento. O consenso pela educação como política de Estado foi constituído por diferentes partidos, por governos nas três instâncias de poder, fundações e institutos de pesquisa, universidades e movimentos sociais ou sindicais. Em que pesem as saudáveis divergências que restaram, foi uma conquista única, que permitiu avançar no fortalecimento da educação infantil, na universalização do ensino fundamental, na retomada da educação técnica e profissional, no esforço pela alfabetização e educação de adultos, na avaliação da educação em todos os seus níveis, na ampliação dos anos de escolaridade obrigatória com aumento expressivo das matrículas em todos os níveis de ensino, na expansão da pós-graduação, mestrado e doutorado e, consequentemente, na qualidade da pesquisa e produção científica realizada no Brasil. É impressionante que, diante de um assunto como a educação que conta

Cortes levam IFNMG a demitir terceirizados e reduzir frota

O Instituto Federal do Norte de Minas Gerais decidiu emitir oito funcionários terceirizados, reduzir o uso de luz e água, e ainda parar a sua frota de veículos no campus de Montes Claros por causa dos cortes determinados pelo Ministério da Educação. O diretor geral Renato Cota explica que foi obrigado a adotar essa medida como forma de garantir as atividades até o final do ano, nisso incluiu rever vários atos para economizar os recursos. Desde o dia 30 de abril, quando o Ministério da Educação bloqueou 30% do orçamento anual do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) previsto para 2019, em um montante de mais de R$15 milhões, houve o prejuízo direto no atendimento aos mais de 25 mil alunos do IFNMG nas regiões do norte e nordeste de Minas e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Essa medida inviabiliza o pagamento de despesas básicas com o custeio da instituição como água, energia elétrica, telefone, contratos de limpeza e segurança, combustível e manutenção de veículos. Outros importantes gastos, como auxílios aos estudantes, bolsas de pesquisa e extensão, e viagens técnicas, também serão revistos e correm o risco de serem cortados. O IFNMG oferta dezenas de cursos técnicos, superiores, de especialização, de capacitação e mestrado para uma região que por muitos anos esteve carente de oportunidades de estudo e de formação profissional. O Instituto continua empenhado em sua missão de contribuir para transformação social por meio de uma educação pública, gratuita e de qualidade. Os bloqueios são de R$14.597.156,00 referentes ao custeio e R$737.971,00 de investimentos. Os cortes levaram a Diretoria de Gestão de Pessoas do IFNMG realizar uma ação para sensibilizar os servidores da unidade sobre a importância do trabalho de cada um e para contribuir com a melhoria do engajamento, o cumprimento da missão e visão institucionais e a preservação dos valores do IFNMG. A expectativa é de que os servidores percebam o valor do seu esforço para todos que se beneficiam da existência da instituição. A atividade é resultado de um projeto que começou a ser pensado durante o curso “Imersão Gerencial Criativa – IGC”, que foi aplicado aos servidores ocupantes de cargos de liderança na Reitoria, em fevereiro deste ano. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Governo Bolsonaro vai cortar mais 2,7 bolsas, ultrapassando 6 mil somente neste ano

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) do Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de 2,7 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Nos cortes anunciados nesta terça-feira (4) estão 2.331 bolsas de mestrado, 355 de doutorado e outras 58 de pós doutorado. Em maio, cerca de 3,4 mil bolsas já haviam sido cortadas pelo órgão. Desta forma, o congelamentos chegam a 6,1 mil bolsas somente em 2019. A nova medida representa um bloqueio de R$ 4 milhões. De acordo com o diretor de Gestão, Anderson Lozi, os congelamentos deste ano somam uma economia de aproximadamente R$ 300 milhões. Ele não descartou novos cortes no futuro.

AGU admite tentativa de censura nas universidades

O advogado-geral da União, André Mendonça, disse que o órgão solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que as polícias façam operações dentro de universidades para coibir “viés ideológico” de professores. Para ele, esse tipo de operação não significa censura. Mas ele quer impedir que os mestres militem. “Professores precisam ter um comportamento imparcial, tem assunto polêmico, é natural que se debata. Agora, o que não pode haver é uso de professor sendo tendencioso.” Disse. Agora, o ministro poderia aproveitar para explicar quem vai definir o que é ser imparcial: o presidente de extrema direita, seus ministros militares, ou o guru Olavo de Carvalho? PSOL QUER QUE AGU EXPLIQUE DEFESA DE POLÍCIA NAS UNIVERSIDADES O PSOL pediu nesta quarta-feira (29) a presença do advogado-geral da União, André Mendonça, na Comissão de Educação para prestar esclarecimentos sobre o parecer favorável ao desencadeamento de operações policiais nas universidades para coibir atos com viés ideológico. Por meio do Twitter, o deputado federal Marcelo Freixo (PSol/RJ) afirmou que “esse é um ato típico de ditaduras e não vamos admiti-lo”. Informação divulgada nesta terça-feira (28) revela que o governo Jair Bolsonaro (PSL), por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize realização de operações policiais em universidades públicas e privadas para apurar irregularidades eleitorais. “Professores precisam ter um comportamento imparcial, tem assunto polêmico, é natural que se debata. Agora, o que não pode haver é uso de professor sendo tendencioso. Seja professor de direita ou de esquerda, que não atue como militante, sem carga ideológica”, disse Mendonça ao blog da Andreia Sadi, no G1. Marcelo Freixo ✔@MarceloFreixo Bom dia! Nós do PSOL pedimos a convocação na Comissão de Educação do advogado-geral da União, André Mendonça, que pediu operações policiais nas universidades pra “coibir viés ideológico”. Esse é um ato típico de ditaduras e não vamos admiti-lo. 3,133 8:24 AM – May 29, 2019 Twitter Ads info and privacy 532 people are talking about this Leia a íntegra do texto

O “padrão Fifa” chegou – Por Fernando Brito, do Tijolaço

Jair Bolsonaro escreveu no Twitter que jamais imaginaríamos “uma manifestação expressiva a favor de reformas consideradas impopulares”. Não mesmo, em condições normais. Leva tempo até que as pessoas cheguem, por ódio, por louvor da estupidez, defenderem o que é ruim para elas mesmas. É preciso reunir muito recalque, é preciso criar culpados acessíveis, destes que não têm poder para defender-se e, ainda assim, tirarem-lhe as poucas defesas que possam ter. É preciso encontrar heróis antiheróis que não salvam, mas punem; que não erguem, destróem; que tranformem a exceção da pena na regra da prisão. É preciso inverter a máxima de culpa dispensa ser provada, pois a inocência não pode existir no outro, apenas em nós mesmos ou na nossa turma. Fiszemos uma longa caminhada até o dia de ontem, quando uma turba furiosa arrancou a faixa onde se lia “em defesa da educação”. Ali se poderia ler “em defesa da civilização”, “em defesa da humanidade”, “em defesa da razão” e seria arrancada do mesmo jeito, por “crime ideológico”. Não precisamos  de nada disso, afinal. Precisamos da eficiência que nos dizem como deve ser: não é preciso aprender, não é preciso pensar, não é preciso conviver. Progresso é bom comportamento, ciência é Fé e inteligência é obedecer. Criou-se um passado inexistente, o da ditadura honrada, que “não roubava”, enquanto o país era roubado, e que “dava segurança”, em meio a prisões, sequestros, torturas e assassinatos. Foi sendo invertida a direção dos nossos desejos, de modo que o futuro passou a significar andar para trás. Trocado o sinal, nada mais natural de que os “de bem” sejam maus, para que os brutos é que mereçam o amor, para que a arma seja o símbolo da vida, para que virtuoso seja o vício do fútil, do caro e do eu. O resto fica por conta da “tecnologia”, que substitui magicamente não apenas o saber humano como seu prórpio julgamento. Afinal, tudo é medido pelo número de “likes”, de “memes”, de “curtidas”. Viralizar, que vem de vírus e deveria significar doença, passou a ser a medida da inteligência, do talento e da adequação de cada pessoa ao mundo. Cinco, seis anos depois, o “padrão Fifa” está aí: fazemos o que mandam, como mandam, para que tudo fique exatamente como querem que fique e não como queríamos – e já nem queremos mais? – que fosse. As escolas que deveriam ser perfeitas, aniquilem-se; os hospitais que deveriam ser o céu, destruam-nos; as casas que deveriam ser boas e para todos que precisassem de uma, que se arruinem em obras paradas. Arrancarem a faixa “em defesa da educação” é apenas uma chocante alegoria do que deixamos arrancarem de nossas vidas e de nosso país.

Chico Buarque é o novo ganhador do Prêmio Camões de literatura

 Compositor é o primeiro músico a ser eleito pelo principal troféu literário da língua portuguesa Escolhido por unanimidade, o cantor, compositor e escritor Chico Buarque é o novo vencedor do Prêmio Camões de Literatura, o principal de língua portuguesa, anunciou o júri na tarde desta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, informa a Folha de S. Paulo. Entregue anualmente em reconhecimento à obra completa de um autor de qualquer país de língua portuguesa, o último brasileiro a vencer o prêmio havia sido Raduan Nassar, em 2016, autor de “Lavoura Arcaica” e “Um Copo de Cólera”. Segundo o escritor Antonio Cícero, membro do júri, o prêmio a Chico Buarque é um reconhecimento que vai além de sua obra literária e se estende à música. “Evidente que esse prêmio é um reconhecimento pela poesia dele nas letras de música, que também são literárias, não só pelos livros. São poemas. Grandes poemas. A música ‘Construção’, por exemplo, é um poema até raro de se fazer”, analisa. Chico receberá € 100 mil (R$ 452 mil).

Livraria manda obra de Kafka para Weintraub com corte de 25%

Gostou, Ministro (sic)?

Não é do Kafta, Ministro (sic)… Via Conversa Afiada É verdade esse “bilete”! A livraria Leonardo da Vinci, do Rio de Janeiro, mandou uma edição do livro A Metamorfose, do escritor tcheco Kafka, para o ministro da Educação Abraham Weintraub. A edição, no entanto, veio com um detalhe a mais. Ou a menos, por melhor dizer. A obra foi enviada serrada. Um bilhete encaminhado junto com o presente explicava a escolha. “Conhecendo seu apreço pela educação, em especial pela leitura de Franz Kafka, tomamos a liberdade de enviar para a vossa excelência um exemplar de uma nova edição do grande clássico do escritor tcheco de expressão alemã. Antecipadamente, pedimos desculpas pelo corte de 25% no livro, mas a situação das livrarias brasileiras está difícil. Temos certeza que isso não impedirá a leitura atenta e apaixonada.”

Deputados do PSL querem cobrança em universidade pública

PSL apresentará PEC para cobrar mensalidade de universitário que tiver condições, diz Bivar Em meio às manifestações país afora contra o bloqueio de verbas na educação , os deputados do PSL decidiram nesta quarta-feira apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que estudantes com condições financeiras paguem mensalidade nas universidades públicas, disse à Reuters o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE). “A gente está pretendendo que uma parte da universidade seja custeada, paga por alunos que têm condições. Por exemplo, se cortou 30%, vamos colocar 30% dos estudante que pagam”, disse. (…) Bivar disse que vai pedir apoio ao presidente Jair Bolsonaro para a aprovação proposta, mas não pretende falar nesta quarta-feira com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre a matéria. Durante audiência na Câmara dos Deputados, Weintraub disse que é contra a cobrança de mensalidade em universidades federais. (…) Bivar defendeu as declarações dadas mais cedo por Bolsonaro , em viagem aos Estados Unidos. Ele chamou de “idiotas úteis”, “imbecis” e usados como “massa de manobra” os estudantes que participam nesta quarta dos protestos em todo o país contra o bloqueio de verbas no Ministério da Educação. “O presidente tem suas convicções, e dentro de suas convicções, ele entende que todo o sistema universitário tem um viés ideológico muito marcante. As pessoas que têm vindo à rua, muitas vezes, não são nem universitários. Isso é uma das razões para dizer que são massa de manobra”, disse ele, para quem a universidade, “como um todo, precisa ser revista”. (…) Via Conversa Afiada