Neymar é multado em R$ 16 milhões por lago artificial em mansão

Em 22 de junho, as autoridades constataram, após denúncias com base em postagens nas redes sociais, “várias infrações ambientais” na luxuosa propriedade O Ministério Público multou o craque Neymar em R$ 16 milhões pela construção sem licença ambiental de um lago artificial em sua mansão em Mangaratiba, no litoral do estado do Rio de Janeiro, informaram autoridades nesta segunda-feira (3). Após “constatar a prática de infrações ambientais na obra de construção de um lago artificial na mansão do jogador”, a Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba aplicou quatro multas, informou a prefeitura da cidade em um comunicado. “As sanções somam mais de 16 milhões de reais”, acrescentou. O valor das multas foi definido pela Procuradoria-Geral de Mangaratiba, município turístico localizado a cerca de 130 quilômetros do Rio onde fica a mansão do camisa 10 do Paris Saint-Germain, após avaliação de laudo elaborado por autoridades ambientais. Entre as “dezenas de infrações” detectadas, estão a “realização de obra sujeita a controle ambiental sem autorização”, “captação e desvio de água de rio sem autorização” e “movimentação de terras e supressão de vegetação sem autorização”, segundo a nota. Neymar tem 20 dias para recorrer da sanção, cujo valor inicialmente estava fixado em 5 milhões de reais. Em 22 de junho, as autoridades constataram, após denúncias com base em postagens nas redes sociais, “várias infrações ambientais” na luxuosa propriedade, onde trabalhadores construíam um lago artificial e uma praia. As autoridades isolaram o local e ordenaram que todas as atividades cessassem, mas a mídia brasileira informou que Neymar havia dado uma festa lá e tomado banho no lago. A assessoria de imprensa de Neymar não respondeu a um pedido de comentário da AFP. Neymar, de 31 anos, está se recuperando de uma cirurgia no tornozelo direito, a que foi submetido em Doha em março. O atacante não joga desde fevereiro e surgiram dúvidas sobre sua permanência no PSG. O camisa 10 comprou a mansão de Mangaratiba em 2016. Segundo a mídia brasileira, ela ocupa 10 mil metros quadrados de terreno e inclui heliporto, spa e academia. Fonte: Carta Capital

Brasil aplica 4 x 0 no Chile em último amistoso antes da Copa do Mundo feminina

Seleção embarca nesta segunda-feira (3) para o mundial na Austrália; despedida foi em clima de festa em Brasília A seleção brasileira feminina aplicou uma goleada contra o Chile, neste domingo (02), no Mané Garrincha, em Brasília, e embarca para a Copa do Mundo na Austrália e Nova Zelândia em clima de festa. O jogo terminou 4 a 0 para as brasileiras, com gols de Gabi Nunes, Duda Sampaio, Luana e Geyse. Cerca de 16 mil pessoas assistiram ao último amistoso. Marta, artilheira da seleção, entrou aos 29 minutos do segundo tempo, após pedidos da torcida. A treinadora Pia Sundhage planejou deixar a jogadora descansar, já que ela se recupera de uma lesão. Mas a treinadora acabou não resistindo aos gritos da arquibancada e chamou a goleadora para a reta final do jogo. A estreia do Brasil será no dia 24 de julho, às 08h (horário de Brasília), no estádio Hindmarsh, em Adelaide, na Austrália, contra a seleção do Panamá. O grupo ainda tem Jamaica e França. A seleção dessa vez embarca com nomes muito experientes no elenco, como a craque Marta, eleita seis vezes como melhor jogadora do mundo, e a goleira Bárbara. Mas também tem 11 atletas que vão disputar pela primeira vez uma Copa do Mundo Pia Sundhage, que já levou os Estados Unidos ao vice-campeonato mundial em 2011 e comandou também o time de seu país natal, a Suécia, chega pela primeira vez ao Mundial no comando do Brasil. Ao anunciar o nome das escolhidas, ela mostrou otimismo, e disse que o Brasil está entre as dez seleções que chegam com chance de conquistar o troféu Apoio presidencial Neste sábado(01), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o treinamento da seleção brasileira, no Mané Garrincha,  e defendeu maiores investimentos no futebol de feminino. Elogiou o trabalho da CBF no incentivo aos clubes femininos pelo país e afirmou que a expansão do futebol entre as mulheres precisa de mais divulgação. “Eu sonho que um dia o futebol feminino possa lotar os estádios como o futebol masculino. É um trabalho de politização da sociedade, é um trabalho de divulgação, é um trabalho de convencimento”, analisou. Lula também defendeu que o Brasil tem condições para sediar a Copa do Mundo de futebol feminino em 2027. Ele afirmou que o país tem estrutura para receber o tornei, e seria a mesma que foi utilizada na Copa do Mundo de 2014. O presidente disse que se sente frustrado com os acontecimentos que antecederam o mundial de 2014 aqui no Brasil. Naquela época, o país foi tomado por manifestações contra a realização do evento e as remoções das populações para execução de obras vinculadas ao projeto. “O ano de 2013 foi um inferno nesse país, e a Copa do Mundo foi banalizada, porque nem os patrocinadores divulgavam a Copa do Mundo corretamente. Foi uma Copa do Mundo sem ter clima, muito negativo. Tudo se dizia que havia corrupção nos estados, e não se provou corrupção. Já faz 10 anos que houve a Copa do Mundo, e em nenhum estado foi provado que houve corrupção, mas as denúncias aconteceram. Dessa vez parece que vai ser mais fácil, porque a gente não tem mais que gastar dinheiro para fazer estádio”

“Mina extremamente embriagada”: Revelados áudios usados para condenar Robinho

Áudios de conversas entre o ex-jogador Robinho com amigos foram revelados, nesta quarta-feira (14), no podcast “Os grampos de Robinho”, do site UOL. O material serviu como peça-chave do Ministério Público italiano na acusação de estupro contra o ex-atleta. Vale destacar que, apesar de Robinho ter sido condenado a nove anos de prisão, ele continua em liberdade no Brasil. Em uma determinada parte das conversas captadas pela Justiça italiana em 3 de janeiro de 2014, Robinho negou as acusações e riu: “Por isso que eu estou rindo, eu não estou nem aí. A mina estava extremamente embriagada, não sabe nem quem que eu sou”. O brasileiro ainda disse que iria bater na vítima: “A mina sabe que tu não fez porra nenhuma com ela, ela é idiota? A gente vai dar um soco na cara dela. Tu vai dar um murro na cara, vai falar: ‘Porra, que que eu fiz contigo?’”. Em outro momento, Robinho confirmou que viu seus amigos fazendo sexo com a mulher que os acusa de estupro e incrimina os companheiros: “Os muleques que estão f… Olha como Deus é bom. Eu nem toquei na menina, agora eu vi o Rudney rangando ela, e os outros caras rangando ela. Então os caras que rangaram ela vão se f…”, disse. “Se ela for acusar, ela vai acusar o Claytinho (Clayton Florêncio dos Santos) que tocou nela. De resto, ninguém tocou nela”. Já nas conversas com Ricardo Falco, o ex-atacante reforçou que não conhece a vítima e comenta o que iria dizer caso fosse chamado para depor: “Primeiro, o bagulho faz há um ano. Segundo: não toquei nem nessa menina. Quem tocou nela está lá no Brasil. Vai atrás do pessoal que está lá no Brasil. Ah, quer ir atrás dos caras, pô, vai lá no Brasil lá, irmão. Vai lá no Brasil. O importante é que eu nem conheço essa mina, nem conheço ela. Vê se ela tem meu telefone, se ela já me beijou. Nem conheço.” Robinho, no entanto, expressou preocupação com a possibilidade da notícia se espalhar pela mídia: “Mas não vai dar nada. Agora se sair no jornal, vou apelar com esses cara”. Ele ainda tentou tranquilizar os amigos afirmando que ninguém vai dizer que eles tiveram envolvimento no episódio. “Ninguém vai dizer que vocês fez porra nenhuma com a mina, nem tu (Ricardo Falco) nem o Jairo. Pros moleque vai, pro Seu Claytinho, pro Seu Galan, pro Seu Alex. O Galan não, ele não fez nada, mas se a mina botou o nome dele, vou fazer o quê? Agora Claytinho, Rudney e Alex, tá morto”, disse Robinho. Confira:

Paratleta mineira é convocada para mundial em Paris

Izabela Campos recebe apoio do Programa Bolsa Atleta e vai competir em duas modalidades no evento teste de olho nas Paralimpíadas de 2024 A paratleta de Belo Horizonte Izabela Campos, de 42 anos, foi convocada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para defender o país no Mundial de Atletismo. A competição será disputada em Paris, França, de 8 a 17/7. Izabela compete na categoria F11, para atletas com deficiência visual quase total, e vai disputar as provas de arremesso de peso e lançamento de disco, na qual é especialista. Ela faz parte da delegação junto a outros 50 paratletas e 11 atletas-guia que vão participar do evento que serve de preparação para as Paralimpíadas de Paris, em 2024. Izabela é beneficiária do Programa Bolsa Atleta oferecido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG), por meio da Subsecretaria de Esportes (Subesp), na categoria Nacional. Ela recebe R$ 1,5 mil a cada dois meses para ajudar a custear treinamentos e competições. “A expectativa para Paris é a melhor possível. Sigo trabalhando para alcançar e melhorar minhas marcas. Estou muito feliz, agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram. Treino de segunda a sábado no período da manhã, no Centro de Treinamento da UFMG, e posso garantir que o esforço vale a pena”, comemorou. História Deficiente visual desde os 15 anos após contrair sarampo aos sete, Izabela encontrou no esporte sua realização. “O esporte foi um divisor de águas na minha vida. Tudo que tenho e que aprendi foi me dado por meio dele. Às vezes me pego pensando o que seria de mim se não tivesse começado. Vem em minha cabeça algumas ideias, mas nenhuma delas me leva aos lugares e vivências que o esporte me proporcionou. Ou seja, ele me transformou em uma pessoa melhor em todos os aspectos da minha vida”, celebrou. A coroação com a convocação vem junto a um 2023 de grandes resultados, já que alcançou a melhor marca da carreira. Caso confirme a ida a Paris, disputará sua quarta Paralimpíada, além de ter ido a dois Jogos Parapan-americanos e a cinco edições do mundial. “Participei do último mundial realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Mas a competição que mais me marcou foram os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, onde ganhei a minha primeira medalha paraolímpica”, relembrou. Programa de incentivo  Relacionado entre as políticas públicas da Sedese-MG, o programa Bolsa Atleta apoia financeiramente atletas e paratletas que atuam em modalidades olímpicas, paralímpicas e algumas não olímpicas. O programa ajuda a pagar inscrições em competições, transporte, hospedagens, alimentação, aquisição de materiais e equipamentos para os treinamentos. Interessados em solicitar a política pública devem acessar o edital publicado anualmente no site: www.social.mg.gov.br. Competição  O Mundial de atletismo de Paris é o primeiro após os Jogos de Tóquio 2020 e deve ser o maior evento paralímpico a ocorrer na capital francesa antes dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. A competição será realizada no Estádio Charlety, que já sediou etapas do Grand Prix da modalidade. Em Paris 2023, a Seleção Brasileira de atletismo contará com uma delegação maior do que em Dubai (EAU) 2019, quando o país participou com 43 atletas. Na ocasião, os brasileiros fizeram a melhor campanha da história do país na competição, na segunda colocação do quadro geral, com 39 medalhas no total: 14 de ouro, nove de prata e 16 de bronze. O desempenho superou o resultado da edição de Lyon 2013, que até então era a melhor, com 16 ouros, dez pratas e 14 bronzes, na terceira posição geral. O atletismo é um dos esportes mais vitoriosas do país. Na história dos Jogos Paralímpicos, a modalidade é a que obteve a maior quantidade de medalhas, com 170 pódios no total. Agência Minas

Ronaldo ‘Fenômeno’ é bi-rebaixado na Espanha – Por Blog do Paulinho

Em desempenho ‘fenomenal’, o Valladolid empatou em três a três com o Espanyol e ‘conquistou’, em três anos de gestão Ronaldo ‘Fenômeno, o segundo rebaixamento em ‘La Liga’. Um Bi que só não foi Tri porque entre os dois fracassos o clube se viu obrigado a disputar a segunda divisão. O Valladolid selou seu destino ao permitir-se transformar em vitrine do ex-jogador. Aliás, menos do que isso. O correto seria tratá-lo como ‘balão de ensaio’, espécie de laboratório para testes de atletas que não vingaram em lugar nenhum. No Brasil, também pelas mãos de Ronaldo, o Cruzeiro segue pelo mesmo caminho. Só não está pior porque é muito maior do que o ‘irmão’ espanhol. Aos poucos, o ‘fenômeno’ está se desfazendo, com enorme lucro, dos percentuais que amealhou do clube a custo ínfimo, sob promessa de concluir o restante do pagamento somente se houver lucro na operação. Segundo o balanço de 2023, em 2022 houve prejuízo. Certamente não para o bolso de Ronaldo, seja pela valorização do que já revendeu ou pela generosidade dos intermediários com quem negociou. Blog do Paulonho

Torcida do São Paulo arremessa objetos contra Bolsonaro no Morumbi

Ex-presidente resolveu assistir ao jogo do clube paulista contra o Sport e reação dos torcedores ultrapassou as vaias e xingamentos Prestes a ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente Jair Bolsonaro resolveu testar sua popularidade nesta quinta-feira (1) e compareceu ao estádio do Morumbi, na capital paulista, para assistir ao jogo do São Paulo contra o Sport, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Acompanhado do governador Tarcísio Gomes de Freitas, o ex-mandatário teve uma recepção “calorosa” dos torcedores do time tricolor. Faixas com os dizeres “Fora Bozo”, “Bolsonaro porco maldito” e “Bolsonaro racista cagão”, ainda do lado de fora do estádio, já passaram o recado. Já do lado de dentro, o grito era o clássico “Ei, Jair, vai tomar no cu”, enquanto o ex-presidente se mantinha discreto num dos camarotes do Morumbi, tirando fotos com alguns admiradores e seguidores extremistas. No final da partida, quando Bolsonaro saia do camarote para deixar o estádio, torcedores revoltados com a presença do ex-presidente passaram a xingá-lo ainda mais e ainda arremessaram objetos contra ele, impondo uma humilhação histórica àquele que se intitulava como “capitão do povo”. “Vai tomar no cu!” e “Filho da puta!” eram alguns dos gritos entoados pelos são-paulinos, enquanto copos voavam na direção do ex-mandatário. Assista Bolsonaro sendo muito “bem” tratado pela torcida do São Paulo há pouco. Escute os “elogios”. pic.twitter.com/wudtIAXLFj — GugaNoblat (@GugaNoblat) June 2, 2023

Abel Ferreira arranca celular de repórter da Globo e tenta apagar imagens

A cena ocorreu enquanto o diretor executivo Anderson Barros, do Palmeiras, questionava o quarto árbitro Ronei Cândido sobre o gol de Rony anulado Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, teve um desvario fascista após o empate do seu time com o Atlético-MG, por 1 a 1, neste domingo, no Mineirão. Ele tomou o celular da mão do repórter Pedro Spinelli, da TV Globo, quando fazia um registro na parte interna do estádio, e tentou apagar um vídeo em que ele tentou presentear o membro da equipe de arbitragem com uma camisa do Palmeiras. O árbitro recusou a oferta. A cena ocorreu enquanto o diretor executivo Anderson Barros, do Palmeiras, questionava o quarto árbitro Ronei Cândido sobre o gol de Rony anulado. Ronei ainda tentou fazer com que o técnico conduzisse Anderson Barros para o vestiário para encerrar as queixas à equipe de arbitragem. Sem gostar da postura, o dirigente foi em direção ao quarto árbitro para tentar prosseguir com o debate, que ocorria de forma educada. Ao ver jornalistas registrando as cenas, Abel Ferreira tomou o celular das mãos do repórter Pedro Spinelli, da TV Globo, e tentou apagar o registro. Críticas ao futebol brasileiro Logo em seguida, Abel Ferreira ficou ainda mais irritado ao perceber que a reportagem da Itatiaia havia flagrado o seu gesto desrespeitoso. O treinador do Palmeiras, então, acusou o jornalista de ser o culpado de “o futebol brasileiro estar assim”. Desculpas Na coletiva após o jogo, Abel Ferreira pediu desculpas por ter excedido e tratou o episódio como “coisas que se passam”: “Fazer um esclarecimento, uma vez que todo mundo aqui gosta de transformar um copo d’água em uma tempestade. Passou-se aqui uma discussão, uma confusão ali no túnel, entre nosso diretor esportivo e um dos assistentes da arbitragem. E tinha ali, não sei se repórteres, a filmarem tudo. Eu peço desculpas se me excedi. São coisas do futebol, isso é muito nosso, mas infelizmente hoje todos têm câmeras. Peço desculpas se me excedi. Há coisas que a imprensa não tem que saber. Mas antes que vire uma tempestade, são coisas que se passam, então essa introdução, esclarecimento”. Com informações da Rádio Itatiaia

Brasil tem ambiente propício para a manipulação de jogos, diz pesquisador

O doutor Felippe Marchetti analisa, no Bate Papo 65, a integridade no esporte no Brasil e as consequências dos recentes casos de manipulação de jogos por quadrilhas de apostadores Vermelho – O recente escândalo envolvendo quadrilhas que manipulam partidas de futebol no Brasil despertou um novo problema a ser enfrentado pelas autoridades brasileiras. Como preservar a integridade esportiva e a credibilidade do futebol nacional diante dos ataques destes grupos criminosos foi o tema central do programa Bate Papo 65, que acontece toda quarta Youtube. Para compreender essas questões, Carlos Albérico entrevistou Felippe Marchetti, doutor em Integridade do Esporte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os debatedores analisaram como as recentes investigações do Ministério Público Federal de Goiás (MP-GO) desnudaram a atuação de grupos criminosos que aliciam atletas vulneráveis para manipular jogos e lucrar rios de dinheiro. Marchetti também sugeriu como promover medidas de integridade que visem proteger o esporte. Operação Penalidade Máxima Em fevereiro, o MP-GO deu início a Operação Penalidade Máxima que colocou o futebol, “um patrimônio cultural de todos os brasileiros”, segundo Felippe Marchetti, em meio às investigações do Ministério Público de Goiás. A Operação, deflagrada em 14 de fevereiro, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), de Goiás, cumpriu um mandado de prisão temporária e nove de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com as investigações deste primeiro desdobramento, o grupo criminoso teria atuado em, no mínimo, três partidas da série B, do campeonato brasileiro de 2022. Naquele momento, os investigadores identificaram movimentações de R$600 mil entre os criminosos e atletas aliciados. Segundo o MP-GO, a estimativa é de que os apostadores teriam um lucro aproximado de R$2 milhões. Em abril, a operação chegou a uma segunda etapa e cumpriu outros três mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão. Os agentes suspeitam que o grupo criminoso tenha concretamente atuado em, pelo menos, cinco jogos da série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2022, bem como em cinco partidas de campeonatos estaduais. Em maio, o Ministério Público de Goiás denunciou à Justiça 16 pessoas por fraude para manipular 13 partidas de futebol (8 do Campeonato Brasileiro da primeira divisão de 2022, um da série B de 2022 e quatro campeonatos estaduais, em 2023). Em São Paulo, a polícia civil também investiga ao menos 18 casos de fraude envolvendo jogos do brasileirão feminino e torneios menores da Federação Paulista. Brasil, um ambiente propício a proliferação da manipulação Segundo Marchetti, o ambiente no Brasil é propício à proliferação deste tipo de crime. “O futebol brasileiro apresenta debilidades que o tornam suscetível à ocorrência desse tipo de crime – desde a vulnerabilidade econômica e social dos atores esportivos até problemas de governança e de gestão nas entidades de administração do esporte”, diz o pesquisador. Marchetti alerta para a reação impensada de criticar apenas os atletas neste momento inicial. “O que a gente tem visto muito na mídia, atualmente, é uma questão de apontar o dedo para o atleta”, disse. “Claro que eles cometeram um erro, até mesmo um crime. Mas o cenário que temos no Brasil é um cenário de extrema suscetibilidade destas pessoas”, argumentou Marchetti. Segundo o pesquisador, 95% dos atletas do país ganham menos de R$ 5 mil/mês. Pior: “aproximadamente 87% deles ganha até um salário mínimo. Grande parte destes atletas, mais da metade deles tiveram alguma espécie de atraso salarial nos últimos dois anos”. Para Marchetti, esses aspectos tornam a grande massa de atletas do país muito suscetível à manipulação. “Ao mesmo tempo que esses valores são pagos a eles como salário, uma partida manipulada pode render cerca de US$ 20 mil”, diz. Regulamentação A regulamentação ou proibição das apostas pelo Estado não é a melhor solução, segundo o pesquisador, já que sites hospedados no exterior seguirão sendo ofertadas no Brasil. Devido à crescente expansão do mercado, as apostas esportivas tiveram permissão para operar no Brasil a partir da sanção da lei 13.756, assinada pelo golpista Michel Temer, em 2018. No entanto, a lei previa que o setor fosse regulamentado nos quatro anos seguintes, o que não foi respeitado pelo último governo, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na prática, sem a regulamentação, esse mercado segue livre de qualquer tipo de imposto, e operando sem regras. As empresas operam com CNPJs de fora do país, a maioria em offshores, como em Curaçao, um paraíso fiscal no Caribe. Em novos debates sobre a reforma tributária, prevista para o segundo semestre, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que a pasta calcula em até R$15 bilhões o volume de imposto a ser arrecadados com a regulamentação das casas de apostas. De acordo com os dados do Banco Central, no primeiro semestre de 2023, cerca de US$2,7 bilhões (cerca de R$13 bilhões) foram enviados ao exterior como apostas esportivas. Estimativas dão conta de que o setor faturará R$ 20 bilhões, em 2023. Em 2018, as casas de apostas movimentavam R$2 bilhões. Não é de hoje Os problemas com as apostas não são recentes. “Casos de manipulação vem ocorrendo desde 2015 e as divisões mais afetadas eram a segunda, terceira divisão de campeonato paulista; campeonato estadual do Rio Grande do Norte; campeonato cearense. Normalmente com equipes pequenas, sem visibilidade na mídia”, diz Felippe Marchetti. De acordo com o pesquisador, as federações não tomaram as precauções necessárias. “Usando uma expressão bem popular: as federações acabaram passando muito pano para esse tipo de situação e não tomaram as medidas necessárias”. Para Marchetti, essa inércia dos organizadores do futebol desinibiu os criminosos que começaram a escalar até as ligas mais importantes, cujos valores das apostas são maiores. “Eles [criminosos] começaram [a atuar] ali numa segunda, terceira divisão dos campeonatos estaduais, vai pra primeira divisão num estado que não tem tanta tradição no futebol, depois vai para a primeira divisão de um campeonato estadual importante. No final, começa a atuar na série D e foram escalando até a primeira divisão”, disse no Bate Papo 65. Apesar de não

Vini Jr. tem postura firme após novo episódio racista e peita dirigente

Vítima de grave episódio racista no último domingo (21) na Espanha, o jogador Vinícius Júnior demonstrou postura firme e decidida após tentativas do presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, de transferir ao atleta responsabilidade pelo caso. “Quero ações e punições. Hashtag não me comove”, disse o brasileiro em postagem no Twitter. A mensagem veio após publicação de Tebas, na sequência da agressão sofrida pelo jogador. Vini Jr., como é conhecido, foi ofendido por muitos torcedores do Valencia, na partida contra o Real Madrid, time do brasileiro, no último domingo. Boa parte da arquibancada gritou “mono” (“macaco”, em espanhol) para agredir o jogador. “Antes de criticar e ofender a liga espanhola, é necessário que você se informe adequadamente. Não se deixe manipular e procure entender bem as competências de cada um e o trabalho que temos feito juntos”, postou o dirigente ainda no domingo. Tebas voltou a usar o Twitter para atacar o jogador brasileiro nesta segunda-feira. Negando o óbvio, ele disse que a Espanha e a liga de futebol do país não são racistas. E, numa tentativa de minimizar os episódios, disse que a liga denunciou nove casos de racismo na atual temporada, sendo oito contra o jogador brasileiro, dizendo que o racismo é “extremamente pontual”. A postura do dirigente não surpreende. Advogado especialista em causas esportivas, ele está no cargo de presidente da liga desde 2013, e jamais adotou postura combativa em casos de racismo. Espanhol nascido na Costa Rica, já se declarou abertamente como apoiador do Vox, partido de extrema direita espanhol com ligações diretas com o bolsonarismo. Racistas seguem impunes no futebol espanhol Como destacou o jogador, “o trabalho” da liga espanhola no combate ao racismo se resume, basicamente, na criação de hashtags. Não foi tomada qualquer medida efetiva para combater os ataques reiterados sofridos por Vini em estádios e em outros locais na Espanha. Os clubes envolvidos e agressores não sofreram qualquer punição relevante. “Mais uma vez, em vez de criticar racistas, o presidente da LaLiga aparece nas redes sociais para me atacar. Por mais que você fale e finja não ler, a imagem do seu campeonato está abalada”, disse Vini, também pelo Twitter. “Omitir-se só faz com que você se iguale a racistas. Não sou seu amigo para conversar sobre racismo”, prosseguiu. O episódio gerou reações vindas de todas as partes do mundo, vindas de dentro e de fora do futebol, com enorme apoio à postura do atleta brasileiro. Todos os principais clubes do país se manifestaram denunciando o racismo, pedindo respostas e oferecendo palavras de carinho ao jogador. Após participar da reunião do G7 no Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou sobre o caso e pediu que as entidades responsáveis pelo futebol tomem medidas efetivas. “Eu penso que é importante que a Fifa, a Liga espanhola, as ligas de outros países tomem sérias providências. Não podemos permitir que o fascismo e o racismo tomem conta dentro dos estádios de futebol”, disse. "O racismo não pode tomar os estádios" O presidente Lula condenou o racismo de torcedores europeus contra o jogador de futebol brasileiro @vinijr. Esta não é a primeira e nem a segunda vez que Vini Jr. é vítima de racismo em campo.#BrasildeFato ???? https://t.co/F0E6CCRj4g pic.twitter.com/y1SBLbm8NU — Brasil de Fato (@brasildefato) May 22, 2023 De acordo com o jornalista Jamil Chade, do Uol, o Ministério das Relações Exteriores vai convocar a embaixadora espanhola para falar sobre o tema, pedindo o fim da impunidade aos responsáveis pelos ataques a Vini. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, confirmou que vai notificar autoridades espanholas. O Valencia, clube cujos torcedores atacaram o jogador no último domingo, afirmou em comunicado oficial que vai vetar a presença no estádio dos envolvidos no episódio de maneira vitalícia. Entretanto, até esta segunda, apenas um dos muitos agressores tinha sido identificado. O Real Madrid, clube de Vinícius, informou que acionou a Procuradoria-Geral da Espanha para providências, destacando que considera que os ataques constituem crime de ódio e discriminação. O presidente do clube, Florentino Pérez, se reuniu com o jogador nesta segunda-feira (22). El presidente del Real Madrid se ha reunido con @ViniJr para mostrarle su apoyo y su cariño, para informarle de todos los pasos que se están realizando en su defensa y para confirmarle que el club llegará hasta las últimas consecuencias ante una situación tan repugnante de odio. pic.twitter.com/vu18Lf0nif — Real Madrid C.F. (@realmadrid) May 22, 2023 Apesar da postura do clube em defesa do jogador, o futuro de Vini, um dos atletas mais talentosos do futebol na atualidade, pode ser longe do Real Madrid e da Espanha. Em uma das mensagens após o ataque sofrido ontem ele afirmou que pode deixar o clube e o país: “Sou forte e vou até o fim contra os racistas. Mesmo que longe daqui”. Brasil de Fato

Jogadores de Cruzeiro e América são citados na Operação Penalidade Máxima

Richard, do Cruzeiro, Nino Paraíba, Marlon, Matheusinho e Dadá Belmonte, do América-MG são citados em investigação de manipulação de resultados, mas ainda não foram investigados A Operação Penalidade Máxima II, que investiga manipulação de resultados no esporte, segue investigando diversos atletas que atuam em clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Até o momento, o caso mais grave é o do zagueiro Eduardo Bauermann, do Santos. Diante das citações e investigações do Ministério Público de Goiás (MP-GO) a respeito de atletas que estariam envolvidos em esquema de apostas, o Cruzeiro resolveu afastar ‘preventivamente’ o volante Richard e o América avalia afastar quatro jogadores do elenco: os laterais Nino Paraíba e Marlon, o meia Matheusinho e o atacante Dadá Belmonte. Desses, Paraíba já teve o afastamento confirmado pelo Coelho. O jogador Richard ficou de fora da partida desta quarta-feira (10), diante do Fluminense, às 21h30, no Mineirão, pela quinta rodada do Brasileirão. O comunicado foi feito através das redes sociais da equipe: “O Cruzeiro comunica que o atleta Richard está afastado preventivamente das atividades da equipe de futebol profissional”, postou o clube, sem entrar em detalhes sobre a situação. Nino Paraíba Nino Paraíba foi o primeiro jogador afastado do Coelho. Nesta quinta-feira (10), o clube confirmou afastamento preventivo por conta das investigações. “O América Futebol Clube informa que o atleta Nino Paraíba está afastado preventivamente das atividades do futebol. O clube está acompanhando os desdobramentos da Operação Penalidade Máxima 2, do Ministério Público de Goiás, em relação aos demais atletas que tiveram os nomes envolvidos neste lamentável episódio”, escreveu o clube. Segundo a reportagem, as denúncias envolvendo Nino Paraíba e Dadá Belmonte são referentes ao período em que eles jogavam em outros clubes. O lateral defendia o Ceará, enquanto o atacante atuava pelo Goiás. Eles não foram denunciados formalmente, mas o MP-GO segue investigando o envolvimento desses e outros atletas no esquema. Dadá Belmonte e Nino Paraíba são citados como participantes do esquema. A despeito disso, não há reproduções de conversas envolvendo os dois atletas do América. Em conversas com apostadores – que foram denunciados duas vezes pelo Ministério Público nas fases existentes da investigação – há uma lista com o nomes de Nino. O jogo entre Cuiabá e Ceará é um dos citados pelo MP-GO. Os nomes de Nino Paraíba e Richard, do Cruzeiro, estão juntos na aposta “casada” – o que é feito para elevar a possibilidade de multiplicação dos ganhos. Nino Paraíba teve conversas interceptadas pelo MP por meio do celular do intermediário que buscou a confirmação para ser punido com um cartão amarelo no jogo. O ex-jogador do Ceará, atualmente no América, responde aos intermediários: “Qual foi a vez que eu fiz e não tomei?”. Ainda não há, nas investigações, comprovações de depósitos por parte dos apostadores. A quadrilha adotava o seguinte método: prometia uma quantia e pagava um adiantamento. Os valores oferecidos e comprovados passam da casa de R$ 1 milhão. Dadá Belmonte Na aposta envolvendo Dadá Belmonte, ex-atacante do Goiás, não houve lucro por parte da quadrilha. Isso porque o zagueiro Eduardo Bauermann, que integrava o jogo múltiplo, não foi expulso. Por sua vez, Belmonte foi expulso na partida contra o Fluminense. Em diálogos, os apostadores afirmam que o prejuízo girou em torno de R$ 800 mil nesta operação específica. “Os outros dois jogadores que foi o da Dadá Belmonte, você pode olhar aí o Dadá Belmonte (…) o Eduardo Bauerman não foi expulso, ele foi expulso depois que o juiz apitou o jogo. Não adianta nada”, diz o intermediário denunciado. O jogo em questão, que o hoje atacante do América foi expulso, é o da 37ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A do ano passado. A rodada tem outros jogos investigados: Botafogo x Santos (para Eduardo Bauermann ser expulso), e Palmeiras x Juventude (para que o lateral Moraes tomasse um cartão amarelo). Dadá Belmonte não atua pelo América desde a estreia na Copa do Brasil, no dia 12 de abril. O último jogo de Nino Paraíba pelo Coelho foi a derrota no fim de semana contra o Cuiabá. Richard vive boa fase no Cruzeiro. O volante participou das últimas seis partidas da Raposa – cinco delas como titular. Marlon e Matheusinho De acordo com a reportagem, o nome do lateral-esquerdo Marlon foi citado por aliciadores no documento do MP-GO, assim como o do meia Matheusinho. Operação Penalidade Máxima II A Justiça de Goiás acatou nova denúncia oferecida pelo Ministério Público do estado (MP-GO) no âmbito da Operação Penalidade Máxima II, que investiga a manipulação de resultados no futebol com o envolvimento de jogadores e intermediários. Agora, os 17 citados são réus e têm um prazo de dez dias para responder as acusações. Desses, cinco são atletas profissionais. A decisão é da 2ª Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Capitais do Estado de Goiás. Eduardo Bauermann (Santos) Victor Ramos (à época na Portuguesa) Igor Carius (à época no Cuiabá) Paulo Miranda (à época no Juventude) Fernando Neto (à época no Operário-PR) Outros quatro jogadores colaboraram com as investigações e não foram denunciados pelo MP-GO. Onitlasi Moraes Rodrigues Júnior (à época no Juventude), Kevin Lomónaco (Bragantino), Nikolas Santos de Farias (Novo Hamburgo) e Emilton Pedroso Domingues (Inter de Santa Maria) receberam valores e concordaram com a manipulação, mas auxiliaram o órgão público nas investigações. Em 16 de março, a Justiça do estado de Goiás já havia aceitado a denúncia da primeira fase da mesma operação. Além de acatar a denúncia nesta terça-feira (9), a Justiça manteve a prisão preventiva dos seguintes denunciados: Bruno Lopez de Moura (apontado como chefe do esquema), Thiago Chambó Andrade (aliciador/intermediário) e Romário Hugo dos Santos (ex-jogador e também aliciador).