Emelec x Cruzeiro: Raposa mantém 100% e tem a melhor campanha geral

Com gol de Rodriguinho, equipe celeste ficou muito próxima de assegurar sua classificação às oitavas de final da Libertadores Um time confiante, consistente e imbatível até o momento em 2019. O Cruzeiro foi até Guayaquil com a missão de colocar um pé nas oitavas de final da Copa Libertadores e concluiu o objetivo com perfeição. Um gol “nojento” de Rodriguinho sacramentou o triunfo sobre o Emelec por 1 a 0, em jogo realizado na noite desta quarta-feira. Resultado que faz os celestes dispararem na ponta do grupo B, com nove pontos e possuir, simplesmente, a melhor campanha geral da Libertadores, com três vitórias, quatro gols e nenhum tento sofrido até então. O Cerro Porteño também venceu todos os seus jogos, mas perde no saldo de gols. Sofreu um e marcou quatro. O Libertad, do Paraguai, pode chegar a nove pontos. Joga nesta quinta contra o Rosario Central, mas também já teve a defesa vazada, O Cruzeiro chegou ainda à terceira vitória seguida na fase de grupos da Libertadores, fato que não acontecia desde 2001. Mesmo que os equatorianos tenham intensificado os ataques na segunda etapa, as chances reais de gol foram praticamente nulas. Um jogo bem ao estilo de Mano Menezes. Dinâmica mantida e um golpe preciso para derrubar o rival. O gol O Cruzeiro chegou ao gol aos 37 min do 1ºT. Após cobrança de falta, Henrique deu uma casquinhada de cabeça e a bola sobrou para Rodriguinho, na esquerda, dar um leve toque por cima do goleiro Dreer. Foi o gol de número 300 do Cruzeiro em Copas Libertadores, ficando atrás apenas do Palmeiras, com 314. Esse também foi o sexto gol de bola parada ou escanteio do Cruzeiro na temporada. Atuação do árbitro O trio liderado por peruano Víctor Carillo foi bastante firme e mostrou precisão em lances complicados na partida, como as anulações dos gols de Cruzeiro e Emelec na partida. Destaque do jogo Rodriguinho está jogando de terno. A qualidade do meia é inegável. Ele chegou ao seu terceiro gol na Libertadores mostrando frieza para finalizar e ainda deu um drible desmoralizante em Guerrero, do Emelec, na segunda etapa. O homem está voando e ainda possui uma assistência. Comportamento da torcida A torcida equatoriana compareceu ao George Capwell, mas segue na bronca com o Emelec, que segue sem vencer na Copa Libertadores desde 2017 e não conseguiu marcar um gol sequer na atual edição da Libertadores. Próximo ao fim do jogo, a torcida do Emelec atirou objetos no gramado do estádio George Capwell, como copos de água e até uma caixa. Os equatorianos deverão ser punidos por isso. Polêmica O jogo teve um princípio de confusão após o lateral-esquerdo Dodô chutar a bola em cima de um jogador equatoriano. O cruzeirense tomou um cartão amarelo por isso. Próximo adversário O Cruzeiro volta a campo no sábado (6), quando encara o América, às 19h, no Mineirão, pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro. A Raposa venceu o jogo da ida por 3 a 2, no Independência, e está com um pé na decisão do Estadual. Pela Libertadores, o time volta a campo na quarta (10), contra o Huracán-ARG, às 19h15, no Mineirão, pela quarta rodada, e pode selar a vaga na decisão. Fonte: O Tempo

Galo x Zamora: Atlético flerta com vexame, mas consegue virada incrível

Time mineiro perdia por 2 a 0 em um primeiro tempo horrível, mas conseguiu a vitória por 3 a 2 na etapa final e deixou seu torcedor aliviado Com pouca técnica e muita raça, o Atlético saiu de uma iminente eliminação precoce na Copa Libertadores para uma virada incrível nesta quarta-feira, no Mineiro, pelo grupo E da competição. O Zamora abriu 2 a 0 no primeiro tempo mas, na etapa final, o Galo encontrou forças para fazer o 3 a 2. Com o resultado, o alvinegro, que tinha perdido os dois primeiros jogos, para Cerro Porteño e Nacional, faz seus primeiros três pontos na chave. Os gols Após boa jogada de Maza, Gallardo subiu em meio à zaga do Galo e abriu o placar para os venezuelanos aos 16 min. No fim da primeira etapa, a defesa atleticana vacilou na linha de impedimento e Paiva ampliou, aos 43 min. O Atlético descontou no início da segunda etapa, aos 5 min, com Maicon Bolt, após cruzamento de Luan, e foi buscar o empate aos 26 min, com Vinícius. A virada se deu aos 35 min, dos pés de Fábio Santos. O árbitro O boliviano Gery Vargas não marcava qualquer falta, deixando o jogo correr. Mas, nas faltas mais ríspidas, ele não economizava no cartão. Foi o que aconteceu com Óscar Hernández, amarelado duas vezes e, consequentemente, expulso. Torcida Pediu raça antes, se irritou com os erros infantis da equipe na segunda etapa, inclusive vaiando o time na volta do segundo. Mas, como é de costume, ela acreditou na virada, apoio e foi fundamental na virada. Curiosidade Quando a bola rolou no Mineirão, o Zamora tinha acabado de encerrar o jogo contra o Deportivo La Guaira, na Venezuela, pelo campeonato local. O time alternativo foi goleado por 4 a 0. Próximos jogos No próximo domingo, o Atlético briga por uma vaga na final do Campeonato Mineiro diante do Boa Esporte, às 16h, no Mineirão. O primeiro jogo ficou 0 a 0 e o Galo se classifica com um novo empate. Pela Libertadores, já tem jogo na outra quarta-feira, contra o Cerro Porteño, no Paraguai. Fonte: O Tempo

Cruzeiro surpreende e contrata atacante Pedro Rocha

‘É cabuloso’: Pedro Rocha responde publicação feita pelo Cruzeiro no Instagram. “Sou cabuloso ou não?”, questionou o perfil da Raposa na postagem em que oficializou a contratação do atacante. O jogador respondeu: “É cabuloso”, seguido de emojis da Raposa e com as cores do clube. Revelado pelo Grêmio, velocista de 24 anos, que pertence ao Spartak Moscou, firma contrato por empréstimo válido até o final da temporada O Cruzeiro acertou com o Spartak Moscou, da Rússia, o empréstimo do atacante Pedro Rocha, de 24 anos, até dezembro. Atacante do Grêmio em grande parte da campanha que deu ao Tricolor o troféu da Libertadores de 2017, Pedro Rocha é sonho antigo da diretoria do Cruzeiro. Em julho de 2018, o agente do jogador chegou a revelar ao Superesportes uma oferta do clube celeste ao Spartak. Na ocasião, a negociação não caminhou pelos valores exigidos pelos russos. Já em 24 de janeiro, o vice-presidente de futebol Itair Machado admitiu que o clube buscava viabilizar os valores para reforçar o setor de ataque do Cruzeiro. Na ocasião, além de Pedro Rocha, ele citou Keno, ex-Palmeiras e hoje no Pyramids, do Egito. “Confesso que estamos atentos ao mercado. A gente só não traz o Keno e o Pedro Rocha agora por causa do número. A gente, inclusive, está tentando viabilizar esse número. Para você contratar, você precisa primeiro do dinheiro”, afirmou. O Cruzeiro só poderá inscrever Pedro Rocha na Libertadores a partir das oitavas de final. Nessa fase, a Conmebol permite até cinco modificações da lista original. Renato Kayzer, relacionado com a camisa 22, não faz mais parte do elenco celeste, já que foi emprestado à Ponte Preta até dezembro. Conhecido pelas características de habilidade e velocidade, Pedro Rocha foi importante nos títulos do Grêmio na Copa do Brasil de 2016 e na Copa Libertadores de 2017. No torneio nacional, ele marcou dois gols no primeiro jogo da decisão, contra o Atlético, no Mineirão (vitória por 3 a 1). Já pela competição continental, contabilizou quatro tentos em seis partidas, antes de ser vendido ao Spartak Moscou por 12 milhões de euros (R$ 45 milhões), no fim de agosto de 2017. Com a camisa tricolor, Rocha conseguiu números expressivos para um atacante que se posiciona nos extremos de campo: 32 gols e 19 assistências em 126 jogos. No Spartak, que investiu pesado em sua contratação, o jogador balançou a rede apenas uma vez em 17 apresentações. Ficha de Pedro Rocha Nome: Pedro Rocha Neves Data de nascimento: 01/10/1994 Local: Vila Velha-ES Altura: 1,78m Clubes: Juventus-SP (2013), Grêmio (2015 -2017), Spartak Moscou (2017-2019), Cruzeiro (desde 2019) Títulos: Copa do Brasil 2016 e Copa Libertadores 2017 Fonte: Superesportes

O dia em que Reinaldo marcou um gol contra a ditadura militar

 Há 40 anos, na Copa da Argentina, o atacante que comemorava gols com punho cerrado desafiou o comando do regime militar  Reinaldo repete o gesto do punho cerrado em frente ao Mineirão.PEDRO SILVEIRA  Era o gol de empate do Brasil. Foram poucos segundos para tomar uma decisão importante: erguer o braço direito, com o punho cerrado, ou “deixar pra lá”? Aos 21 anos, Reinaldo Lima, mineiro de Ponte Nova, já era o craque do Atlético-MG. Chegou à Copa do Mundo de 1978 como camisa 9 da seleção brasileira, que estreou no torneio em 3 de junho daquele ano, contra a Suécia, em Mar del Plata. O time escandinavo abriu o placar. Mas, aos 45 minutos do primeiro tempo, Toninho Cerezo cruzou da direita, Reinaldo se antecipou ao zagueiro Roy Andersson e empurrou para as redes. O ato que se seguiu ao gol foi encarado como uma afronta aos governos militares espalhados pela América do Sul. Uma decisão por impulso. Mas também por rebeldia. Inspirado no movimento dos Panteras Negras e na dupla John Carlos e Tommie Smith, os atletas negros americanos que protestaram contra o racismo na Olimpíada de 1968, Reinado comemorava seus gols com o punho em riste. “No meu caso, era um gesto socialista, em protesto pelo fim da ditadura”, conta. Ele já havia acirrado sua postura combativa ao regime militar no Brasil três meses antes da Copa, quando alegou ter sido impedido de disputar a final do Campeonato Brasileiro diante do São Paulo por causa de uma punição manobrada entre cartolas e o Governo. Naquela época, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) era comandada por militares, sob a presidência do almirante Heleno Nunes. Reinaldo foi suspenso após julgamento por uma expulsão que acontecera no mês anterior. O centroavante, que não era visto com bons olhos por Nunes e seus subordinados, se convenceu de que o regime estava por trás da suspensão e passou a ser ainda mais crítico à ditadura. Por ter seu inconfundível talento reivindicado na Copa pelo clamor popular, acabou convocado pelo treinador Cláudio Coutinho, que era capitão do Exército. Antes do embarque para a Argentina, jogadores e comissão técnica da seleção foram recebidos pelo presidente Ernesto Geisel no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Em discurso oficial, o general deixou implícita uma mensagem opressiva: “Ponham de lado os sentimentos pessoais e façam do time um conjunto que realmente possa trazer a vitória”. Ao cumprimentar Reinaldo, relata o ex-jogador, Geisel teria transmitido a ordem de forma mais clara: “Vai jogar bola, garoto. Deixa que política a gente faz”. Mais tarde, na concentração, André Richer, chefe da delegação brasileira, comunicou a Reinaldo que tanto a CBD quanto o regime militar consideravam o gesto ao celebrar os gols “revolucionário demais”. A recomendação era para que não repetisse aquele tipo de comemoração nos campos argentinos nem tecesse comentários sobre política em entrevistas. A Argentina que recebia pela primeira vez um Mundial sofria com as violentas consequências do golpe militar liderado em 1976 pelo general Jorge Videla, que, décadas depois, seria condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos durante seu Governo. Nesse contexto, a Copa tinha um enorme peso político para os argentinos. Reinaldo sabia que seu gesto repercutiria muito além do campo de futebol. Hesitou ao empatar o jogo contra os suecos. Porém, a cena do punho erguido, que durou pouco mais de dois segundos, ficou marcada como o momento mais emblemático de sua trajetória na seleção brasileira. “Quando o presidente [Ernesto Geisel] falou aquilo, eu fiquei meio assim, pensativo. Mas, na hora que fiz o gol, não teve jeito. Levantei o braço, não resisti… E aí já era.” Depois do jogo, no hotel da seleção, Reinaldo lembra ter recebido um envelope anônimo da Venezuela. Era, segundo ele, um documento com informações em espanhol sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em um acidente de carro, dois anos antes. Se deu conta, então, de que poderia estar no radar da Operação Condor, aliança entre ditaduras sul-americanas para perseguir opositores dos regimes militares. “Fiquei aterrorizado, mas não contei a ninguém a respeito do documento”, diz o ídolo atleticano, que foi barrado do time titular por Coutinho depois do empate com a Espanha. Tinha problemas físicos desde a preparação para a Copa. Treinava de calças compridas para esconder o inchaço no joelho. Mas acredita ter ido para a reserva por determinação do almirante Heleno Nunes, que, após o duelo contra os espanhóis, cobrou publicamente da comissão técnica mexidas na equipe. O Brasil avançou até a segunda fase do Mundial. Para se classificar à final, dependia que o Peru não fosse goleado pela Argentina. Os donos da casa venceram por 6 a 0, em uma partida cercada pela suspeita de suborno aos peruanos. Minutos antes do apito inicial, Videla adentrou o vestiário dos visitantes, deixando encabulados os jogadores que vestiam o uniforme. Nenhum deles jamais admitiu ter recebido dinheiro para entregar o jogo, mas alguns justificariam, nas décadas seguintes, que o encontro com o general teria desestabilizado a equipe. “Aquilo foi um desrespeito ao futebol”, afirma Zico, que, assim como Reinaldo, também perdeu a posição no time brasileiro durante a Copa. “Tanto que o povo do Peru recebeu sua seleção arremessando moedas.” “O corpo fascista do país começou a me minar. Não só moralmente, mas com assédio de todo o tipo. Falavam que eu era cachaceiro, maconheiro, viado. Fui massacrado sozinho” No fim das contas, Videla e todo o governo militar argentino festejaram o primeiro título mundial, conquistado em cima da Holanda. Já Reinaldo tão cedo não encontraria motivos para comemorar novamente. Mal retornou ao Brasil e pegou um avião em direção aos Estados Unidos, onde voltou a operar o joelho. Aproveitou o período de recuperação para entregar o documento que havia recebido na Argentina ao cantor e compositor Gonzaguinha, outro desafeto da ditadura, que morreu em 1991 sem nunca ter revelado ao amigo jogador o destino do material contido no envelope. Geisel, o general que apertou sua mão antes da Copa e o aconselhara a

Ditadura e futebol mineiro: histórias de luta, poder e censura seguem vivas

 – DITADURA MILITAR – 55 anos depois –  Ex-jogadores, ídolos, jornalistas e historiadores relembram como os anos de chumbo influenciaram o principal esporte de Minas Gerais entre 1964 e 1985 Há exatos 55 anos, em 31 de março de 1964, o Brasil começou a viver sob o regime militar com o general Castelo Branco assumindo o comando depois da deposição de João Goulart. Foi um período de forte repressão e limitação de liberdades que durou até 1985, com a eleição indireta de Tancredo Neves à presidência da República. Nesse cenário, o futebol nacional se tornou uma das plataformas utilizadas como propaganda da ditadura. Em Minas Gerais, não foi diferente. De forma direta ou indireta, envolveram-se e foram envolvidos nesse ambiente grandes ídolos, clubes, Federação Mineira de Futebol (FMF) e o próprio Mineirão. “A criação da Loteria Esportiva, em 1970, do Campeonato Brasileiro, em 1971, e a nomeação do Marechal Heleno Nunes para a presidência da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, antiga CBF), em 1975, são fatos que demonstram que o futebol se tornou um campo de distensão do poder dos militares”, relata o professor Euclides Couto, pós-doutor em história pela Universitat Ramon Llull, de Barcelona. Segundo o pesquisador, a primeira vez em que a ditadura se fez perceber no futebol de Minas Gerais foi na nomeação do coronel José Guilherme Ferreira, em 1966, para a presidência da FMF. O mandatário recém-empossado era chefe do Gabinete Militar e braço direito do então governador Magalhães Pinto, homem-forte do regime no estado e que até hoje dá nome ao Mineirão. Reinaldo e a resistência Reinaldo durante comemoração pelo Atlético com punho cerrado (Foto: Arquivo EM)O punho cerrado erguido a cada comemoração de gol fazia explodir em alegria milhares de torcedores do Atlético no Mineirão durante os anos 1970 e 1980. Ídolo maior do clube, Reinaldo não era apenas a referência de uma geração. Por meio de um gesto aparentemente simples, o ex-jogador sintetizava a resistência ao golpe militar. “Meu gesto era um alento aos socialistas, um sinal de apoio e unidade perante uma causa”, explicou, em trecho publicado na biografia Punho Cerrado. O ano de 1978 foi marcante para Reinaldo. As grandes atuações no Atlético o garantiram na lista de convocados pelo capitão do Exército e técnico da Seleção Brasileira, Cláudio Coutinho, para a Copa do Mundo na Argentina. O ativismo político, entretanto, incomodava o poder. Ainda no Brasil, o jogador relata no livro um encontro com Ernesto Geisel, no qual recebeu um recado bem claro: “O general, com sua farda verde-oliva, disse que eu jogava muito bem, mas que eu não deveria falar de política porque disso eles cuidavam. Tudo isso em um tom imperativo e firme”. As advertências seguiram quando André Richer, chefe da delegação, pediu o fim da comemoração com o punho cerrado, conta Reinaldo. A tentativa de inibi-lo não funcionou. Na Argentina – que também vivia em regime ditatorial –, o atacante marcou, como de praxe, e não hesitou ao erguer o punho. Nos jogos seguintes, amargou o banco de reservas. Daí em diante, as perseguições – seja na Seleção, seja por parte da CBD nas campanhas de vice-campeonato brasileiro do Atlético, em 1977 e 1980 – continuaram. De “revolucionário”, Reinaldo passou a ser associado às drogas e ao alcoolismo. A amizade com o radialista Tutti Maravilha, assumidamente homossexual, ainda repercutiu negativamente numa sociedade homofóbica. “Transar com o Tutti, minha gente, seria o mesmo que cometer um incesto. Se saio à noite com mulheres, sou boêmio. Se não saio, sou viado. O que fazer?”, ironizou o ex-jogador, em entrevista à Revista Placar, em 1981. Em 1982, Reinaldo ficou fora da Copa do Mundo da Espanha após atritos com o técnico Telê Santana. Leia a matéria completa do Superesportes AQUI

Cruzeiro vence América e amplia vantagem na semifinal do Mineiro

 – Em tarde de Fred, com três gols, Raposa bate Coelho por 3 a 2 e pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta para se classificar à final . Equipes voltam a se enfrentar no sábado, às 19 horas, no Mineirão  O Cruzeiro ampliou a vantagem sobre o América ao vencer o clássico deste domingo por 3 a 2, no Independência, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro. O grande destaque da partida foi o atacante Fred, que marcou os três gols celestes e assumiu a artilharia do Estadual, com 10 tentos. Descontaram para o Coelho o zagueiro Diego Jussani e o atacante Jonatas Belusso, ambos em finalização de cabeça. No próximo sábado, às 19h, Cruzeiro e América voltam a se enfrentar, desta vez no Mineirão. Como terminou a primeira fase com campanha superior à do Coelho, o time comandado pelo técnico Mano Menezes avançará à decisão mesmo se perder por um gol de diferença. Antes de pensar no segundo duelo do regional, a Raposa terá compromisso contra o Emelec pela terceira rodada do Grupo B da Copa Libertadores, às 21h30 desta quarta-feira, no Estádio George Capwell. A delegação embarca em voo fretado para Guayaquil, no Equador, na tarde desta segunda. O jogo Tanto América quanto Cruzeiro precisaram efetuar mudanças em suas escalações. Givanildo Oliveira trocou o lesionado Juninho por Christian, além de manter Ronaldo na vaga do lateral-direito Leandro Silva, em tratamento de estiramento muscular na coxa esquerda. Já Mano Menezes, por orientação do departamento médico, poupou Edilson e Rodriguinho. Os respectivos substitutos foram Orejuela e Rafinha. Os números do primeiro tempo calculados pelo Footstats mostraram vantagem cruzeirense na posse de bola (52,74% a 47,26%) e em troca de passes (266 a 195). No quesito finalizações houve empates: seis para cada lado, sendo apenas uma em direção ao gol. Foi justamente o faro de artilheiro que fez a diferença aos 17min. Após passe de Rafinha nas costas do lateral-direito Ronaldo, Egídio apareceu na linha de fundo e cruzou no segundo poste para Fred balançar a rede: 1 a 0. No segundo tempo, Givanildo Oliveira tentou dar velocidade ao ataque americano colocando Neto Berola no lugar de Felipe Azevedo. Só que uma falha na intermediária do campo de defesa acabou custando caro à equipe. Aos 6min, Zé Ricardo errou domínio de bola, foi pressionado por Marquinhos Gabriel e Robinho e acabou desarmado. Livre na ponta esquerda, o camisa 19 cruzeirense tocou rasteiro para Fred fazer o segundo de dentro da grande área: 2 a 0. O América deu indícios de que poderia buscar uma reação aos 11min. Em escanteio cobrado por João Paulo, o zagueiro Diego Jussani subiu mais que Egídio e cabeceou no ângulo esquerdo de Fábio: 2 a 1. Givanildo até colocou sangue novo na equipe, com a entrada de França na vaga de Matheusinho, mas o Coelho não transformou a supremacia na posse de bola em finalizações de perigo contra o goleiro Fábio. O Cruzeiro, por outro lado, continuou explorando os ataques pelas beiradas de campo. Aos 27min, Dedé deu chutão, Marquinhos Gabriel passou pelas costas de Ronaldo e conseguiu alcançar a bola na linha de fundo. O passe rasteiro para o meio da área encontrou Fred, que marcou o terceiro dele no clássico e o 10º no Campeonato Mineiro: 3 a 1. Tudo indicava que a Raposa levaria vantagem confortável para a segunda partida, mas o Coelho se manteve vivo na semifinal ao fazer o segundo gol em cabeceio de Jonatas Belusso, após nova assistência de João Paulo: 3 a 2. Agora, o time americano terá de conseguir uma façanha para ir à final: ganhar por dois gols de vantagem no Mineirão. AMÉRICA 2X3 CRUZEIRO AMÉRICAFernando Leal; Ronaldo, Paulão, Diego Jussani e João Paulo; Christian e Zé Ricardo; Marcelo Toscano (Jonatas Belusso, aos 31min do 2ºT), Matheusinho (França, aos 24min do 2ºT) e Felipe Azevedo (Neto Berola, no intervalo); Júnior ViçosaTécnico: Givanildo Oliveira CRUZEIROFábio; Orejuela, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Romero; Rafinha (Vinícius Popó, aos 39min do 2ºT), Robinho e Marquinhos Gabriel (Jadson, aos 32min do 2ºT); Fred (Sassá, aos 35min do 2ºT)Técnico: Mano Menezes Gols: Diego Jussani, aos 11min do 2ºT (AME); Fred, aos 17min do 1ºT; aos 6min e aos 27min do 2ºT (CRU) Cartões amarelos: França, aos 29min do 2ºT (AME); Robinho, aos 2min, Egídio, aos 37min, Orejuela, aos 44min do 2ºT (CRU) Motivo: jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro Estádio: Independência Data: domingo, 31 de março de 2019 Árbitro: Marcelo de Lima Henrique Assistentes: Bruno Boschilia e Felipe Alan Costa de Oliveira Árbitro de vídeo (VAR): Wagner do Nascimento Magalhães Assistente do VAR: Carlos Berkenbrock Público: 6.746 Renda: R$ 99.035,00

Atlético empata com Boa na partida de ida pela semifinal do Mineiro

 – Com resultado, Galo conta com nova igualdade para avançar à final do Estadual – Novidade na semifinal do Campeonato Mineiro, árbitro de vídeo foi decisivo em VarginhaVAR O VAR foi o protagonista do primeiro jogo da semifinal do Campeonato Mineiro, neste sábado, em Varginha. O árbitro de vídeo foi determinante em dois lances de gols do Atlético contra o Boa Esporte e fez o time alvinegro perder o volante Zé Welison expulso. O VAR foi homologado em Varginha na sexta-feira, e utilizado pela primeira vez no futebol mineiro neste sábado, na primeira partida da semifinal do Campeonato Mineiro. O árbitro de vídeo foi o responsável em alterar duas marcações de campo e confirmar uma. Foram dois gols anulados e uma expulsão alteradada. Primeiro , o VAR anulou o primeiro gol do Galo, marcado por Maicon Bolt em cruzento de Ricardo Oliveira. Em princípio, o trio de arbitragem no campo assinalou gol válido. Entretanto, Traci foi chamado por Heber Roberto Lopes, responsável por comandar o VAR no Melão. Após cerca de dois minutos, o lance foi invalidado aos 28 do primeiro tempo. Pouco depois das reclamações, teve um segundo lance decisivo. Luan finalizou para o fundo das redes. O auxiliar já havia marcado impedimento de Maicon Bolt. Traci ficou na dúvida, acionou os VAR e foi informado que o atleta estava em posição irregular, confirmando assim a anulação do segundo tento. No segundo tempo a situação foi diferente, mas o VAR foi determinante mais uma vez. Zé Welison deu entrada forte no rival. O juiz marcou apenas falta e aplicou o cartão amarelo. A bola não voltou a jogo, quando Traci foi chamado pelo VAR para observar o lance. Com ajuda da televisão, o juiz voltou atrás e aplicou o cartão vermelho direto para o volante do Galo, deixando o clube com um jogador a menos.

Cruzeiro derrota Deportivo Lara e lidera o Grupo B da Libertadores

 Time celeste ampliou vantagem na liderança do Grupo B, com seis pontos  Não foi de goleada, como nos últimos três jogos na temporada, mas o Cruzeiro voltou a vencer nesta quarta-feira. Com gols de Rodriguinho e Jadson, o time celeste bateu o Deportivo Lara por 2 a 0, no Mineirão, e garantiu o segundo triunfo no Grupo B da Copa Libertadores. Com a vitória, o Cruzeiro se isolou na liderança de sua chave. O time de Mano Menezes – que nesta quarta-feira cumpriu suspensão e assistiu ao jogo dos camarotes – tem seis pontos, quatro a mais do que o Emelec, segundo colocado. Deportivo Lara e Huracán, na terceira e quarta posição, respectivamente, somam um cada.Depois da partida pela Libertadores, o Cruzeiro volta suas atenções para o Campeonato Mineiro. O primeiro jogo da semifinal do Estadual, diante do América, está marcado para o próximo domingo, às 16h, no Independência. O próximo duelo pelo torneio sul-americano é contra o Emelec, em 3 de abril (quarta-feira), às 21h30. A partida está marcada para o estádio George Capwell, em Guyaquil, no Equador. O jogoComo esperado, o Deportivo Lara se fechou em duas linhas de quatro e esperou o Cruzeiro atacar nos primeiros minutos de jogo no Mineirão. Bem organizado como de costume, o time de Mano Menezes aproveitou falha de marcação dos adversários para abrir o placar antes dos 10 minutos da partida. Aos 6’, Robinho tocou para Fred, que serviu Rodriguinho, dentro da área, com precisão. O meia só tirou do goleiro para marcar. 1 a 0. Assim como na goleada por 5 a 0 contra o Patrocinense, no último sábado, pelo Campeonato Mineiro, o Cruzeiro seguiu pressionando para tentar ampliar o placar ainda na primeira etapa. Aos 24’, o time celeste chegou a marcar, com Fred, mas o bandeira Claudio Urritia assinalou impedimento de Marquinhos Gabriel no início da jogada. O meia, contudo, estava em posição legal. O clube celeste seguiu sem sofrer sustos até o fim do tempo inicial, mas também não levou mais tanto perigo ao Deportivo Lara. Menos cautelosos, os venezuelanos voltaram do intervalo buscando chegar na área de Fábio. Ainda que tenha demonstrado grande dificuldade para construir jogadas, a equipe aproveitou o espaço dado pelo Cruzeiro, aos 11’ do segundo tempo, para testar o goleiro celeste, que realizou defesa importante na finalização de Yriarte. Como resposta, o clube celeste voltou a pressionar o Lara. Depois de várias tentativas em uma blitz ofensiva, o Cruzeiro quase marcou aos 29’. Edilson cruzou da direita, Fred ganhou pelo alto e cabeceou no canto, mas a bola saiu pela linha de fundo. Para tentar aumentar o número de jogadores no ataque, Sidnei Lobo, que substituiu Mano no banco de reservas, colocou David na vaga de Marquinhos Gabriel. A estratégia funcionou. Aos 49′, Jadson, que também havia entrado no segundo tempo, recebeu assistência de Fred na entrada da área e fechou o marcador. 2 a 0. O resultado garantiu ao Cruzeiro a liderança isolada do Grupo B da Copa Libertadores. CRUZEIRO 2X0 DEPORTIVO LARA-VEN CRUZEIROFábio; Edílson, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Romero; Robinho (Rafinha), Rodriguinho (Jadson) e Marquinhos Gabriel (David); FredTécnico: Sidnei Lobo (Mano Menezes suspenso) DEPORTIVO LARA-VENSalazar; Vargas, Miers, Di Giorgi e Aponte; Yriarte, Manzano, Centeno e Anzola; Frutos (Arrieche) e Di Renzo (Freddy Vargas)Técnico: Leonardo González Gols: Rodriguinho (aos 6’1ºT) e Jadson (49’2ºT) Cartões amarelos: Dedé (Cruzeiro); Di Giorgi, Miers e Manzano (Deportivo Lara) Público Presente: 39.595 Público Pagante: 33.293 Renda: R$ 1.169.104,00 Motivo: segunda rodada do Grupo B da Copa Libertadores Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data e horário: 27 de março de 2019 (quarta-feira), às 21h30 Árbitro: Piero Maza (CHI) Assistentes: José Retamal e Claudio Urrutia (CHI)

Seleção Brasileira – As duas faces de um Brasil entediante

 Com treinadores pressionados antes de competições importantes, as seleções masculina e feminina de futebol capricham no discurso, mas decepcionam na prática Mesmo invicta após a Copa do Mundo, a seleção brasileira masculina inspira desconfiança. A menos de três meses da estreia na Copa América, o time que não disputa amistosos no Brasil há mais de dois anos não encanta nem deslancha. O empate contra o Panamá e a vitória de virada sobre a República Tcheca, ambos em solo europeu, expuseram uma performance que coloca em xeque as possibilidades de título na competição sediada em seus domínios. Sem Neymar, a equipe voltou a apresentar dificuldades para envolver adversários tecnicamente inferiores. A lua de mel de Tite, quase uma unanimidade antes da Copa, e a torcida, cada vez mais afastada da seleção, chegou ao fim. E os sinais de evolução já não são tão visíveis como no início de sua trajetória no comando. Apesar do desempenho nada empolgante, Tite mantém um discurso de confiança. Porém, até mesmo o tom professoral, recheado de expressões técnicas que consagraram o vocabulário titês, como “extremos desequilibrantes” para se referir a pontas rápidos e habilidosos, dá indícios de desgaste. A eliminação para a Bélgica nas quartas do Mundial transformou o personagem por vezes cativante construído pelo treinador em uma caricatura que remete aos palestrantes motivacionais. Pressionado pela cultura resultadista e o imediatismo do futebol, embora resultados não sejam exatamente um problema na sequência de sete vitórias e um empate pós-Copa, Tite entende que o jogo sem brilho se encaixa em um processo de renovação da equipe. “O momento é de dar oportunidade aos jovens. Seria anormal se a gente tivesse dando espetáculo”, justifica o técnico. Depois da Copa, nomes como Arthur, David Neres, Paquetá e Richarlison ganharam espaço com Tite. Mas a incorporação de jovens jogadores ainda é tímida, visto que a comissão técnica não abre mão de preservar a base do time que, um ano atrás, conciliava performance com resultado. Aposta em novidades e reformulações profundas que costumam marcar os desfechos dos ciclos de Copa vão de encontro à filosofia de Tite. Em 2006, Dunga assumiu o lugar de Parreira com perfil linha-dura e um grupo de jogadores com mais comprometimento que talento. Quatro anos mais tarde, Neymar iniciaria seu reinado sob a batuta de Mano Menezes, que foi substituído pelo pragmatismo de Felipão. O retorno de Dunga, que chegou a empolgar nos primeiros amistosos, resultou em fracassos em duas Copas América. Tite apagou o incêndio, acertou em cheio ao preencher a lacuna da camisa 9 com Gabriel Jesus e converteu, em menos de dois anos, uma equipe desacreditada em favorita para o Mundial. O “fato novo” de seu primeiro começo de ciclo poderia ser Vinicius Junior, que, aos 18 anos, virou titular do Real Madrid. No entanto, o atacante rompeu ligamentos do tornozelo antes de se apresentar à seleção principal. Poderia, sobretudo, ser uma alternativa para suprir a ausência de Neymar, novamente lesionado às vésperas de uma competição importante. Contra o Panamá, o pior jogo da era Tite, o Brasil exibiu problemas na criação de jogadas e, com uma linha de defesa inédita, também sofreu com uma velha fragilidade. O gol panamenho, ainda que impedimento, saiu da mesma bola aérea que foi determinante para o tropeço na estreia da Copa, diante da Suíça, e a eliminação para os belgas. Paralelamente aos ajustes táticos, Tite precisa lidar com o momento de baixa vivido por alguns de seus homens de confiança na Europa, como Casemiro, Miranda, Philippe Coutinho e Marcelo, reserva no Real e ausente da última convocação. Má fase no feminimoA entressafra também atinge outra seleção que, além do desempenho, amarga maus resultados. Uma semana antes da Copa América, o Brasil estreia contra a Jamaica no Mundial feminino, em junho. Treinada por Vadão, a equipe vem de oito derrotas em nove jogos, sua pior sequência na história. Dependente das jogadoras mais experientes, como Marta e Cristiane, de 33 anos, e Formiga, que, aos 41, se encaminha para sua sétima Copa, o time não deu mostras de reação no último torneio que disputou. Três derrotas em três jogos, pouca inspiração e nenhuma consistência tática. “Nós demos uma estacionada, enquanto outros países evoluíram na modalidade”, explica Vadão, sem entrar em detalhes sobre os motivos de não conseguir fazer a seleção jogar melhor nem mesmo com a maior jogadora de todos os tempos (Marta) à disposição. O coordenador Marco Aurélio Cunha adota um discurso semelhante. “Temos enfrentado as grandes seleções do mundo. Os resultados não vêm da noite pro dia.” Por sua vez, a seleção de Tite acumula testes contra adversários frágeis, dando continuidade à política da CBF que privilegia o faturamento com amistosos no exterior ao critério técnico para escolha de rivais que imponham de forma mais fiel o nível exigido em competições. Além da fase de estagnação, a única coincidência que une as seleções masculina e feminina, ainda bem distante das estruturas, remuneração e premiação oferecidas aos homens, é o fato de serem administradas por uma confederação que coleciona mais processos de dirigentes envolvidos em escândalos de corrupção do que triunfos no campo. Em duas semanas, o Coronel Nunes, alçado à presidência da CBF depois do banimento de Marco Polo Del Nero, passa oficialmente o bastão para Rogério Caboclo. Caberá ao antigo braço direito de Del Nero decidir sobre o futuro de dois treinadores questionados. Os “fatos novos” de seu ciclo como máximo cartola do futebol brasileiro dependem do sucesso – ou do fracasso – na Copa América e na Copa do Mundo feminina. Brasil El País

Mais de 50 partidas do Brasileirão não terão transmissão televisiva

 Palmeiras e Athletico-PR não entraram em acordo até o momento com o Grupo Globo pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro deste ano e, por isso, 52 partidas do campeonato nacional não terão transmissão em nenhum canal. Ambos os clubes não acertaram compromisso com TV Aberta (Globo) e pay-per-view (Premiere), apenas com TV fechada (Turner).  Na temporada 2019, o torneio terá a estreia do Esporte Interativo na transmissão, o que dividirá os times e deixará a maior parte das partidas sem nenhuma emissora.O Palmeiras mantém a posição de não comentar as negociações em andamento e parece não ter pressa em definir sua situação. O clube fechou com o Esporte Interativo em detrimento do SporTV e agora teria de aceitar a proposta da Globo para TV aberta e pay-per-view. O mesmo ocorre com o Athletico-PR. Procurados pelo Estadão, os dois clubes preferiram não se manifestar sobre o tema.Pela Lei Pelé, uma partida só pode ser transmitida se houver a anuência das duas equipes que estiverem em campo. Parte dos clubes da Série A aceitou a proposta do Esporte Interativo/Turner (Athletico-PR, Bahia, Ceará, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos) e com isso apenas os jogos entre esses times, um total de 42, poderão exibidos pelos canais Space e TNT.Já o SporTV assinou com 13 equipes (Atlético-MG, Avaí, Botafogo, CSA, Chapecoense,Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, São Paulo e Vasco) e poderá exibir 156 partidas, nas combinações entre esses times. Claro que tanto o SporTV quanto a Turner poderão escolher quais jogos vão exibir entre os que possuem os direitos.Mas dos 380 jogos programados para o Campeonato Brasileiro neste ano – a competição começa em 28 de abril -, 52 não terão qualquer transmissão televisiva. São as partidas que envolvem Palmeiras ou Athletico-PR contra os 13 times que assinaram com o SporTV. Nos anos anteriores, todas as partidas eram exibidas pelo Canal Premiere, mas agora esses 52 jogos não terão TV.Para a Globo, a situação ainda pode ser contornada e mesmo que o Brasileirão comece dessa maneira, caso Palmeiras ou Athletico-PR cheguem a um entendimento com TV aberta e o pay-per-view, a situação vai se normalizar no decorrer do campeonato. Mas de qualquer forma o torcedor já pode ir se preparando para uma nova forma de ver o campeonato nacional.IMPACTO NO CARTOLASem os acertos de Palmeiras e Athletico-PR, o Cartola, “um game online no qual os usuários, chamados de cartoleiros, escalam as equipes de atletas do Brasileirão”, não terá as escalações das duas equipes a cada rodada. Assim, o torcedor que optar por escalar atletas de um time que vai enfrentar Palmeiras ou Athletico-PR, poderá ganhar a pontuação desses atletas.“O Cartola vai funcionar de acordo com os direitos contratados com os clubes da série A. As negociações seguem em andamento e não temos necessariamente um deadline para encerrar as conversas. Contudo, estamos aptos, no decorrer dos entendimentos, para qualquer mudança no game que se faça necessária – o que seria uma questão técnica de desenvolvimento”, explica a Unidade de Esporte do Grupo Globo.DIREITOS DE TV NO BRASILEIRÃOClubes assinados com SporTVAtlético-MG, Avaí, Botafogo, CSA, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, São Paulo e VascoJogos no SporTV – 156Clubes assinados com Esporte Interativo/TurnerAthletico-PR, Bahia, Ceará, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e SantosJogos no Space / TNT – 42Clubes assinados com Globo e Pay-per-viewAtlético-MG, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, CSA, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Internacional, Santos, São Paulo e Vasco