Na estreia do Brasileiro, Cruzeiro perde para o Flamengo e Atlético vence o Avaí

O Urubu venceu de virada a Raposa e o Galo garantiu três ponto em cima do Leão da Ilha O Cruzeiro conheceu sua primeira derrota na temporada 2019 ao levar virada do Flamengo na noite deste sábado, no Maracanã, pela rodada de abertura do Campeonato Brasileiro. O time celeste até saiu na frente, com gol de Pedro Rocha, aos 39min da etapa inicial, mas levou o empate no minuto seguinte, em finalização de Bruno Henrique. No segundo tempo, Bruno Henrique voltou a balançar a rede e Gabriel fechou a vitória rubro-negra em 3 a 1. Na próxima quarta-feira, feriado do Dia do Trabalhador, o Cruzeiro enfrentará o Ceará, às 19h15, no Mineirão, pela segunda rodada do Brasileiro. Por sua vez, o Flamengo visitará o Internacional no mesmo dia, às 16h, no Beira-Rio, em Porto Alegre. FLAMENGO 3X1 CRUZEIRO FLAMENGO César; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Everton Ribeiro (Juan, aos 45min do 2ºT), Arrascaeta (Diego, aos 29min do 2ºT) e Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Abel Braga CRUZEIRO Fábio; Edilson, Dedé, Murilo e Dodô; Henrique e Lucas Romero (Lucas Silva, aos 23min do 2ºT); Pedro Rocha (Rafinha, aos 24min do 2ºT), Rodriguinho (Thiago Neves, aos 16min do 2ºT) e Marquinhos Gabriel; Fred Técnico: Mano Menezes ATLÉTICO Vitória no Brasileiro quebra sequência ruim e traz alívio ao Atlético E o Galo fez o dever de casa, batendo a equipe catarinense por 2 a 1 no Horto, com gols de Fábio Santos e Ricardo Oliveira. Brizuela marcou para o Leão da Ilha, num lance confuso, com interferência do árbitro de vídeo. O jogo foi marcado por protestos da torcida do lado de fora do Independência. Organizadas do Atlético optaram por não ir para a arquibancada e permaneceram do lado de fora do estádio, com faixas pedindo a saída de jogadores como Elias e Cazares do elenco. O próximo compromisso do Atlético é fora de casa. No dia 1º de maio, o Galo terá o trabalho de enfrentar o Vasco no Rio de Janeiro, às 21h30, no Estádio São Januário. ATLÉTICO 2 X 1 AVAÍ ATLÉTICO: Victor; Guga, Leonardo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Elias (Vinícius, 21’/2ºT), Luan e Geuvânio; Chará (Jair, 32’/2ºT) e Ricardo Oliveira (Zé Welison, 46’/2ºT). Técnico: Rodrigo Santana AVAÍ: Vladimir; Iuri, Marquinhos Silva, Betão e Paulinho; Mosquera (André Moritz, 27’/2º T), Pedro Castro, Matheus Barbosa e João Paulo, Gegê (Jones Carioca, 29’/2ºT) e Getúlio (Brizuela, no intervalo) Técnico: Geninho
Galo x Nacional: Atlético perde outra e está eliminado na Libertadores

– Time mineiro teve atuação ruim, pouco atacou e acabou sofrendo mais uma derrota – O Atlético está eliminado da Copa Libertadores. O Galo precisava de uma vitória sobre o Nacional-URU, nesta terça-feira, para manter a esperança de classificação às oitavas na última rodada. Mas, sem encontrar o caminho do gol, ainda foi castigado com o gol de Carballo aos 41 minutos da segunda etapa. O time uruguaio garante a vaga à próxima fase, se juntando ao Cerro Porteño, o outro que avança do grupo E. O alvinegro ainda terá que ir à Venezuela, cumprir tabela diante do Zamora. GOL No lançamento de Zunino, Carballo tocou por cobertura, na saída de Victor, aos 41 min do segundo tempo, fazendo o gol da vitória uruguaia. ÁRBITRO O argentino Fernando Rapallini não se envolveu em polêmicas, e aplicou cartões em jogadas mais ríspida, sabendo conduzir bem a partida. TORCIDA O Mineirão não esteve tão cheio como nos duelos anteriores na Pampulha, mas a torcida gritou e empurrou o time o tempo inteiro. Da esperança, aos xingamentos, a torcida não poupou o ex-técnico Levir Culpi, o meia Cazares e a diretoria. A torcida do Nacional, que marcou presença fez a festa no Mineirão. PRÓXIMOS JOGOS No sábado, às 19h, o Atlético estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Avaí, no Independência. Pela Libertadores, a rodada derradeira do grupo acontece no dia 7 de maio, contra o Zamora, na Venezuela, só pra cumprir tabela.
Cruzeiro vence Deportivo Lara e mantém 100% de aproveitamento na Libertadores

– Clube celeste controlou duelo em Cabudare e garantiu mais um triunfo – Sem cinco jogadores que participaram da conquista do título mineiro no último sábado, o Cruzeiro entrou em campo e voltou a vencer pela Copa Libertadores. Com gols de Fred e Sassá, o time celeste derrotou o Deportivo Lara por 2 a 0, no Estádio Metropolitano de Lara, em Cabudare, na Venezuela, em duelo pela quinta rodada do Grupo B. Com a vitória, o Cruzeiro mantém os 100% de aproveitamento na competição sul-americana e segue na luta pela melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. O time celeste já está classificado para as oitavas de final como líder de sua chave. O Cruzeiro agora volta suas atenções para a disputa do Campeonato Brasileiro. O time celeste estreia na competição nacional em duelo contra o Flamengo, neste sábado, às 21h, no Maracanã. O próximo e último compromisso do clube pela fase de grupos da Libertadores está marcado para o dia 8 de maio (quarta-feira), contra o Emelec, às 19h15, no Mineirão. O jogo Em estádio sem torcida, uma vez que o Deportivo Lara cumpre punição imposta pela Conmebol, o Cruzeiro dominou a partida desde os primeiros minutos. O time de Mano Menezes avançou a marcação, controlou a posse de bola e, com muito volume, assustou o goleiro Carlos Salazar em mais de uma oportunidade nos 25 minutos iniciais. Aos 15′, Orejuela recebeu lançamento de Rafinha e foi derrubado por Di Renzo na linha da pequena área. Os jogadores do Cruzeiro cobraram muito um pênalti no colombiano, mas o árbitro Gery Vargas mandou seguir a partida. Aos 22′, foi a vez de Lucas Silva testar de longe. Ele recebeu pela direita, fintou o marcador e finalizou para importante defesa do arqueiro venezuelano. Salazar, no entanto, não conseguiu impedir o gol de Fred. Thiago Neves serviu o camisa 9 na entrada da área. Aos 30′, ele avançou, encontrou espaço ao fintar o marcador e finalizou no ângulo esquerdo. A bola ainda bateu no travessão antes de estufar as redes. 1 a 0. O Deportivo Lara ensaiou uma reação, diante do relaxamento natural do Cruzeiro, mas a finalização de Di Renzo, aos 41′, passou à esquerda do gol de Fábio. À frente do placar, o Cruzeiro mudou a estratégia na volta do intervalo. O time celeste deu mais espaço para os venezuelanos, recuou a linha de marcação e buscou jogar em velocidade no erro do adversário. Desta forma, aos 20′, Marquinhos Gabriel quase marcou. O camisa 20 saiu da direita, tabelou com Fred, que fez belo trabalho de pivô, e finalizou de dentro da área. Salazar realizou excelente defesa, quase que à queima-roupa. O segundo gol celeste não demorou a sair. Se na primeira etapa o árbitro Gery Vargas deixou de marcar pênalti em Orejuela, no tempo final ele não cometeu o mesmo erro. Aos 31′, Marquinhos Gabriel recebeu lançamento de Lucas Silva, partiu em velocidade e serviu Jadson – que havia substituído Thiago Neves – na entrada da área. O meio-campista foi derrubado pelo carrinho de Miers. O juiz apontou para a marca da cal sem hesitar. Na cobrança, Sassá deslocou o goleiro e marcou. 2 a 0. Com a vitória, a Raposa manteve os 100% de aproveitamento na Libertadores e seguirá brigando pela melhor campanha geral na fase de grupos. DEPORTIVO LARA-VEN 0X2 CRUZEIRO DEPORTIVO LARA-VEN Carlos Salazar; Jefre Vargas, Giácomo Di Giorgi, Marcos Miers e Leonardo Aponte; Jorge Yriarte (Otero), Bernaldo Manzano, David Centeno e Gonzalo Di Renzo (Figueroa); Lorenzo Frutos (Vargas) e Jaime Moreno. Técnico: Leonardo González CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Rafinha (David), Thiago Neves (Jadson) e Marquinhos Gabriel; Fred (Sassá). Técnico: Mano Menezes Gols: Fred (aos 30’1ºT) e Sassá (aos 32’2ºT) Motivo: quinta rodada do Grupo B da Copa Libertadores Estádio: Metropolitano de Lara, em Cabudare (Venezuela) Data e horário: 23 de abril de 2019 (terça-feira), às 17h (de Brasília) Árbitro: Gery Vargas (Bolívia) Assistentes: Jose Antelo e Edwar Saavedra (ambos da Bolívia)
Ciranda de técnicos começa antes mesmo do início do Brasileirão

Atlético e mais dois da Série A estão sem técnico a poucos dias da estreia; Mano, no Cruzeiro, é o mais longevo Além do Galo, Goiás e Vasco ainda buscam um treinador O Campeonato Brasileiro começa no próximo fim de semana e parte dos clubes ainda está em busca da contratação de um técnico. A poucos dias da estreia, Atlético-MG, Goiás e Vasco estão sem treinador, enquanto na tarde deste segunda-feira, (22) o Ceará anunciou Enderson Moreira para o cargo. A tradicional ciranda de técnicos começou mais cedo. Em vez de os profissionais perderem o emprego depois de resultados ruins no início do Campeonato Brasileiro, agora foi a vez do ciclo de demissões ter início durante os Campeonatos Estaduais. Dos 20 times da Série A, oito já trocaram de técnico até agora na temporada. As derrotas nas finais dos estaduais custaram a demissão de três treinadores só no último domingo. Lisca foi desligado do Ceará, Alberto Valentim caiu Vasco e Mauricio Barbieri deixou o Goiás. Todos perderam a decisão para os principais rivais locais. “Não faltou empenho e profissionalismo da minha parte. Deixo o clube com a certeza de que montamos um bom grupo e que ele tem condições de fazer uma campanha digna das tradições do Goiás no Brasileiro”, disse Barbieri, que lamentou ter deixado o cargo após conseguir um aproveitamento de 73% dos pontos. Outro clube com o cargo vago no comando é o Atlético-MG. A diretoria anunciou há quase suas semanas a saída de Levir Culpi, logo depois de derrota por goleada por 4 a 1 na Copa Libertadores para o Cerro Porteño, no Paraguai. A solução para a lacuna deve ser tirar um treinador que esteja empregado em outra equipe. Depois de tentar sem sucesso conversar com Tiago Nunes, do Athletico-PR, a equipe vai negociar com Rogério Ceni, do Fortaleza. “Nós vamos trabalhar dentro daquilo que for melhor para o Atlético, porque, se não for assim, vamos ter que trabalhar só com banco de dados de profissionais que estão, eventualmente, fora do mercado. Futebol nunca foi assim”, afirmou o diretor de futebol do Atlético-MG, Rui Costa. Quem também passou por trocas recentes no comando foram outros quatro times da Série A. O São Paulo afastou André Jardine em fevereiro e passou a contar com Cuca a partir de abril. A Chapecoense trouxe Ney Franco para substituir Claudinei Oliveira, o Bahia trocou Enderson Moreira por Roger Machado e o Botafogo escolheu Eduardo Barroca após demitir Zé Ricardo. A solução para quem está o cargo de técnico vago pode ser recorrer justamente a quem perdeu emprego recentemente. O Ceará, por exemplo, apostou na contratação de Enderson Moreira, demitido pelo Bahia no fim de março. O Vasco tem como principal alvo Dorival Junior, que dirigiu o Flamengo no fim do ano passado, e Jair Ventura, desligado do Corinthians em dezembro. Outro nome cotado para essas equipes é o de Vanderlei Luxemburgo, sem clube desde o trabalho no Sport, encerrado em outubro de 2017. Exceção O técnico mais longevo da Série A é Mano Menezes, do Cruzeiro, que está no cargo desde julho de 2016 e conquistou quatro títulos, com duas Copas do Brasil e dois Campeonatos Mineiros. Apenas nesse mesmo período o São Paulo, por exemplo, teve sete treinadores diferentes (Edgardo Bauza, Ricardo Gomes, Rogério Ceni, Dorival Junior, Diego Aguirre, André Jardine e Cuca). A rotatividade intensa dos técnicos levou a CBF a propor para o Brasileirão deste ano o limite de apenas uma troca permitida no comando de cada uma das equipes ao longo da competição. A sugestão, no entanto, acabou recusada pela maioria dos clubes em votação realizada em fevereiro. Estadão Conteúdo
Cruzeiro empata com Atlético e conquista o bicampeonato mineiro

Foi no sufoco, com protagonismo do VAR, ‘lei do ex’ decisiva e em pleno Independência. Após sair atrás no marcador, o Cruzeiro buscou o empate por 1 a 1 com o Atlético neste sábado e conquistou o título do Campeonato Mineiro pela 39ª vez na história. Fred, de pênalti – marcado com auxílio da arbitragem de vídeo -, fez para o time celeste, aos 35’ da etapa final. Elias havia aberto a contagem ainda no primeiro tempo. No primeiro tempo, o Cruzeiro apostou em ataques pelo lado esquerdo e levou perigo ao gol adversário. Mas foi o Atlético que abriu o placar. Após boa jogada de Chará pela esquerda, Ricardo Oliveira finalizou, para defesa de Fábio. Elias atacou a bola no rebote e cabeçeou para o fundo das redes. Na etapa final, Mano Menezes promoveu as entradas do atacante Pedro Rocha e do meia Thiago Neves. E foi justamente numa jogada do ex-gremista que o zagueiro Leonardo Silva deu um carrinho e tocou com a mão na bola. Após consulta ao monitor do VAR, o árbitro Leandro Bizzio Marinho assinalou pênalti – convertido por Fred. Daí em diante, o Cruzeiro se fechou para suportar a pressão adversária. E conseguiu. Agora, as equipes voltam as atenções para a Copa Libertadores. Nesta terça-feira, às 21h30, o Atlético faz jogo decisivo contra o Nacional-URU, no Mineirão, pela quinta rodada do Grupo E. O time alvinegro precisa vencer para manter o sonho de avançar às oitavas de final. No mesmo dia, às 17h, o Cruzeiro visita o Deportivo Lara, no Estádio Metropolitano de Lara, em Cabudare, na Venezuela. Com 12 pontos ganhos nas quatro primeiras rodadas, o time celeste já tem a liderança do Grupo B garantida. O jogo Os dois treinadores fizeram mistério antes da final e surpreenderam na escalação. No Atlético, Leonardo Silva foi mantido no lugar do vetado Réver. Na vaga de Cazares, vetado por dores musculares, o escolhido foi Geuvânio, que jogou pelo lado direito. Com isso, Luan atuou centralizado e o colombiano Chará pela esquerda. No Cruzeiro, Mano Menezes colocou Dodô no time titular. Egídio ficou no banco de reservas. O jogo começou quente. Logo aos 2′, o árbitro Leandro Bizzio Marinho foi acionado pelo VAR para rever lance de Geuvânio. O atleticano cometeu falta dura em Dodô e levou o cartão amarelo. E foi dos pés do camisa 49 do Galo que surgiu a primeira jogada de perigo do jogo. Ele arrancou pela direita, deixou o marcador para trás e cruzou rasteiro. Ricardo Oliveira finalizou e acertou o travessão. No rebote, Luan chutou para fora. O time celeste tentou suas primeiras investidas pelo lado esquerdo do ataque. No primeiro cruzamento, Fábio Santos cortou antes de Rodriguinho finalizar. No segundo, que veio rasteiro, Igor Rabello tentou cortar e acertou a bola no travessão de Victor. Com mais posse de bola, o Cruzeiro seguiu insistindo pelo mesmo setor. Guga ficou sobrecarregado, já que a participação de Geuvânio na marcação foi praticamente nula. No lado alvinegro, muita dificuldade para a criação de jogadas. A marcação celeste, bem encaixada, dava poucos espaços ao Galo. Quem mais conseguiu se sobressair foi o meia-atacante Geuvânio, com boas arrancadas pela direita. Se entrar na defesa do Cruzeiro estava complicado, o Atlético precisava encontrar o adversário desarrumado. E foi assim que aconteceu o primeiro gol do jogo. Robinho perdeu a bola para Fábio Santos na lateral. O camisa 6 lançou Chará, que driblou a marcação e conseguiu dar belo passe para Ricardo Oliveira avançar livre. O centroavante finalizou na saída de Fábio, que fez grande defesa. No rebote, Elias apareceu rapidamente pelo meio da área e cabeceou para o fundo das redes: 1 a 0. Depois do gol, o Atlético recuou as linhas e deixou o rival com a bola. O Cruzeiro não conseguiu criar muito. Rodriguinho, responsável pela criação no meio-campo celeste, não teve sossego da marcação de Zé Welison e pouco produziu. Mesmo assim, numa rara escapada, finalizou da entrada da área. A bola desviou na defesa, mas Victor conseguiu segurar. Ainda no fim da etapa inicial, o Galo quase ampliou. Geuvânio deu belo drible em Dodô e finalizou de fora da área. Fábio, com bela defesa, espalmou para escanteio. O segundo tempo começou com o Atlético recuado e o Cruzeiro com a posse de bola. Logo no início, Robinho quase empatou em cobrança de falta que passou muito perto do gol de Victor. O jogo na etapa final não teve muita sequência. O árbitro Leandro Bizzio Marinho acionou o VAR muitas vezes, irritando jogadores e torcedores no Horto. O Atlético apostava nas jogadas pelo lado direito. As triangulações com Guga, Elias e Geuvânio funcionavam, mas o time não conseguia concluir as jogadas. Mano Menezes apostou na entrada de Pedro Rocha no lugar de Marquinhos Gabriel. Na primeira vez que recebeu a bola, o atacante dominou e finalizou na rede pelo lado de fora. Luan sentiu contusão e deu lugar a Vinicius. No Cruzeiro, Thiago Neves foi o escolhido para entrar no lugar de Romero. A equipe celeste ficou mais ofensiva. Rodrigo Santana, do Atlético, foi obrigado a mexer mais uma vez. Geuvânio pediu substituição. Maicon Bolt entrou em seu lugar. Logo após o gol, Mano recompôs a equipe com a entrada de Lucas Silva no lugar de Rodriguinho. A cartada final de Rodrigo Santana no Galo foi a entrada do jovem Alerrandro no lugar de Zé Welison. O Atlético foi para o abafa no fim. De todas as formas, o Galo tentava chegar na área celeste. Experiente, a equipe cruzeirense soube controlar bem as ações e esfriou o jogo até o fim para conquistar o bicampeonato estadual. ATLÉTICO 1 X 1 CRUZEIRO Atlético Victor; Guga, Leonardo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Alerrandro, aos 40/2°T); Geuvânio (Maicon Bolt, aos 27/2°T), Luan (Vinicius, aos 22/2°T), Elias e Chará; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana Cruzeiro Fábio; Edilson, Dedé, Leo e Dodô; Henrique e Lucas Romero (Thiago Neves, aos 26/2°T); Robinho, Rodriguinho (Lucas Silva, aos 35/2°T) e Marquinhos Gabriel (Pedro Rocha, aos 20/2°T);
Salários e condições de trabalho ruins são entraves ao futebol feminino

Para as atletas do futebol, em um país que ainda insiste que o esporte não foi feito para mulheres, a realidade não seria diferente No geral, em qualquer profissão e todos os cargos, a diferença salarial de homens para mulheres no Brasil chega até a 53%. Para as atletas do futebol, em um país que ainda insiste que o esporte não foi feito para mulheres, a realidade não seria diferente. Em média, as jogadoras brasileiras ganham de um a dois salários mínimos, segundo pesquisa divulgada pelo UOL Esportes em 2017. Os estudos revelaram que entre as jogadoras dos times brasileiros que disputam a série A, os salários mensais máximos chegavam a 5 mil reais naquele ano, com um agravante: a maioria das atletas sequer tinha garantias trabalhistas com os clubes, sem carteira assinada ou contratos que formalizassem sua relação com o time. Realidade vivenciada por atletas de todo o mundo. Apesar de serem exceções à regra e faturarem alto, atletas como Marta e a americana Alex Morgan, por exemplo, têm salários que giram em torno de 1,5 milhão por ano. Números que representam menos de 5% do valor que Messi recebe hoje, jogando pelo Barcelona (cerca de 47 milhões). Recentemente, a revista francesa France Football divulgou um comparativo de salários entre as jogadoras e os jogadores em todo o mundo. A relação demonstrou que até mesmo a jogadora mais bem paga do futebol feminino, a norueguesa Ada Hegerberg (atacante eleita a melhor do mundo em 2018), chega a ganhar menos que os jogadores da Série A do Brasileirão. O salário de 144 mil reais anuais não supera a média de 208 mil reais entre os jogadores brasileiros e é 325 vezes menor que o de Messi, também eleito o melhor do mundo no ano passado. O quanto isso afeta o futebol feminino? Em entrevista à imprensa espanhola no dia 14 de março, a atacante brasileira Andressa Alves, que atua no Barcelona, enfatizou as condições ruins de trabalho para as atletas do futebol feminino e pediu reconhecimento. Realidade comum no Brasil e em outros lugares do mundo, mesmo jogando no profissional, Andressa chegou a ficar alguns meses sem receber. No esporte que já lida com resistência, machismo e preconceito, a desvalorização de salários e a falta de condições dignas de trabalho é um desincentivo à prática. Em ano de Copa do Mundo, em que a modalidade está em voga, é importante que a profissionalização do esporte seja colocada mais em pauta. Muito tem se falado sobre o incentivo ao futebol feminino. As próprias organizações do futebol têm traçado diretrizes para que a modalidade seja mais valorizada e para que haja reconhecimento do público. Ações de marketing, novos patrocínios, apoio da mídia contribuem para que o futebol feminino seja notado. Mas o respeito e reconhecimento precisam também partir de dentro dos clubes e das organizações que representam as atletas. A regularização e a formalização das relações de trabalho trazem segurança às profissionais. Um fator básico e essencial para que se garanta dedicação exclusiva, melhora de desempenho e um futebol de fato profissionalizado.
Cruzeiro vence o Atlético e agora joga por empate para ser bicampeão do Mineiro

Deu Raposa no primeiro clássico da decisão do Campeonato Mineiro. O segundo jogo será no Independência Jogo teve duas expulsões, gol da equipe celeste anulado pelo VAR e duas reclamações do Galo em lances de pênalti não marcado e escanteio inexistente Em jogo com alguns lances polêmicos, a equipe celeste venceu o Atlético por 2 a 1 no Mineirão, com gols de Marquinhos Gabriel e Leo – Ricardo Oliveira descontou. Com o resultado positivo no Gigante da Pampulha, os comandados de Mano Menezes precisam de apenas um empate no jogo da volta, que acontecerá no Estádio do Independência, no próximo sábado, dia 19, às 16h30, para conquistar o título. O Atlético ficou na bronca com a arbitragem. No fim do primeiro tempo, o dono do apito, Wagner do Nascimento Magalhães, não viu pênalti de Dedé sobre Igor Rabello. O segundo gol do Cruzeiro, marcado por Leo, de cabeça, surgiu após um escanteio inexistente. Os dois lances foram flagrados pela TV. Já o Cruzeiro teve um gol anulado pelo VAR. Após cobrança de escanteio, a bola resvalou no braço de Fred e morreu no fundo das redes. A vantagem do empate na decisão agora fica com o Cruzeiro. Em caso de igualdade no jogo da volta, a equipe celeste conquista o bicampeonato. Já o Atlético precisa da vitória por ao menos um gol para levantar a taça, uma vez que fez melhor campanha na fase inicial. Primeiro tempo Mandante neste domingo, o Cruzeiro foi quem tomou a iniciativa no duelo inicial da decisão do Mineiro. Aproveitando a fragilidade defensiva do Atlético pelo lado direito de defesa, o time de Mano Menezes buscou intensificar as ações com Marquinhos Gabriel. Apesar disso, quem assustou primeiro foi a equipe alvinegra. Aos 4’, Luan testou de fora de área, e Fábio fez importante defesa. A Raposa respondeu aos 9’, em tentativa de Robinho pelo lado direito. A bola acabou saindo pela linha de fundo. Em jogo que o beneficiava, uma vez que conquistou a vantagem de jogar por dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de gols na decisão do Mineiro, o Atlético buscou ganhar a posse de bola na base da vontade e desacelerar o jogo sempre que possível – nas reposições de bola e faltas sofridas, especialmente. Por outro lado, o Cruzeiro encontrava dificuldade para fazer a transição ofensiva, desenvolver seu jogo e construir jogadas de perigo real. O jogo voltou a ganhar ritmo quando os ânimos se esquentaram dentro de campo. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães precisou distribuir quatro cartões amarelos nos cinco minutos finais do primeiro tempo por uma série de desentendimentos. Foram para o vestiário amarelados Fred e Henrique, pelo Cruzeiro, e Luan, Ricardo Oliveira e Maicon Bolt, pelo Atlético. O tempo inicial se encaminhava para o final sem gols quando a principal jogada ofensiva do Cruzeiro funcionou. Aos 45, Fred deu passe para Marquinhos Gabriel, que, livre da marcação de Guga, avançou até a entrada da área e finalizou com força. A bola ainda desviou em Leonardo Silva – que havia errado o passe no início da jogada – antes de morrer do lado esquerdo do gol de Victor. 1 a 0. Ainda deu tempo para o Atlético reclamar de pênalti. Aos 49’, Dedé puxou a camisa de Igor Rabello dentro da área, mas o árbitro não marcou e apitou o fim da etapa inicial sem consultar o árbitro de vídeo. Segundo tempo A volta do intervalo manteve a temperatura dos minutos finais do primeiro tempo. Logo aos 3’, Marquinhos Gabriel avançou pela esquerda, foi até a linha de fundo e tocou atrás para Fred, na risca da pequena área. O camisa 9 finalizou, mas a bola explodiu na defesa. A resposta veio aos 8’, quando Fábio salvou finalização de Vinícius, e depois aos 10’, com o gol do empate. Chará recebeu na área, pela esquerda, e cruzou para Ricardo Oliveira, livre de marcação, igualar o placar no Mineirão. 1 a 1. Durou pouco o placar igual no Gigante da Pampulha. O responsável por voltar a deixar o Cruzeiro na frente do marcador foi Leo, segundo maior zagueiro artilheiro da história celeste. Aos 15’, Robinho cobrou escanteio, Dedé desviou e a bola sobrou limpa para o camisa 3. Na frente de Victor, ele que não desperdiçou. 2 a 1. Mais uma vez os atleticanos reclamaram muito de irregularidade. A TV mostrou que a bola desviou em Marquinhos Gabriel antes de sair para escanteio. Para tentar aproveitar ainda mais a fragilidade defensiva no setor direito da defesa do Atlético, Mano Menezes promoveu a estreia de Pedro Rocha. Ele entrou aos 22’ na vaga de Rodriguinho. Marquinhos Gabriel foi deslocado para o centro. Apesar da tentativa, quem levou susto foi o Cruzeiro. Aos 28’, Ricardo Oliveira recebeu lançamento livre de marcação na meia-lua, avançou e bateu. A bola acabou passando por cima do travessão de Fábio. O Cruzeiro esperava uma chance para matar o jogo. Num contra-ataque, Fred achou Marquinhos Gabriel finalizou e Victor salvou. Na cobrança de escanteio, Fred subiu livre, tocou para o gol e correu para comemorar o terceiro gol celeste. No entanto, após chamado do árbitro de vídeo e consulta de Wagner do Nascimento Magalhães, o lance foi anulado. A bola resvalou no braço direito do atacante e morreu no fundo das redes. O Atlético teve a chance do empate. Após boa jogada, Geuvânio cruzou e Chará finalizou da entrada da pequena área para fora. O fim de jogo ficou quente. Em poucos segundos, Edilson, Marquinhos Gabriel e Rafinha levaram cartão amarelo. No lance seguinte à falta, Rafinha fez nova falta e levou o segundo amarelo e, consequentemente, foi expulso. Na confusão, Adilson, do Atlético, também foi expulso. Foi a última emoção do clássico quente que terminou com festa da torcida celeste no Mineirão. Diretor confirma que Galo vai mandar segundo jogo da final no Independência Cruzeiro mandou a partida deste domingo no Mineirão, enquanto o Atlético voltará para o Horto Independência O segundo jogo da final do Campeonato Mineiro já
Após goleada sofrida no Paraguai, Levir Culpi é demitido pelo Atlético

Treinador não resistiu à derrota para o Cerro Porteño por 4 a 1 no Paraguai O Atlético demitiu o técnico Levir Culpi nesta quinta-feira. O treinador não resistiu à goleada sofrida pelo Galo para o Cerro Porteño, por 4 a 1 em La Nueva Olla Azulgrana, em Assunção, no Paraguai, pelo Grupo E da Copa Libertadores. Com a derrota, a situação do alvinegro ficou extremamente complicada na competição. O auxiliar Luiz Roberto Matter também deixa o clube. O treinador não conseguiu dar padrão de jogo à equipe. O Atlético de Levir mostrou muita desorganização e dependência de boas atuações individuais, principalmente de Luan, Cazares e Ricardo Oliveira. Defensivamente, o time tem sérias dificuldades na bola aérea e, especialmente no jogo contra o Cerro, cometeu várias falhas individuais. Levir Culpi voltou ao Atlético em outubro do ano passado. Foram 31 jogos nesta passagem pelo clube, com 18 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, 52 gols marcados e 28 gols sofridos. No ano passado, o treinador ajudou o Atlético a garantir a classificação para a fase preliminar da Copa Libertadores. Em 2019, depois de passar com dificuldades pelos uruguaios Danubio e Defensor, o Galo chegou à fase de grupos e teve muitas dificuldades. Em quatro partidas, foram três derrotas e apenas uma vitória, na base do sofrimento, sobre o Zamora-VEN, no Mineirão. No Campeonato Mineiro, o Atlético avançou com a primeira posição geral e está na decisão contra o Cruzeiro. O Galo pode empatar os dois jogos ou ter vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols para conquistar o título.
Finalíssima do Campeonato Mineiro entre Atlético e Cruzeiro será no sábado, dia 20

A Federação Mineira de Futebol (FMF) confirmou o sábado, dia 20, como a data da finalíssima do Campeonato Mineiro entre Atlético e Cruzeiro. O jogo está marcado para começar às 16h30. O estádio no qual será disputada a partida ainda não foi definido pelo clube mandante, o Galo. Segundo a FMF, o Atlético tem até o dia 15 para decidir se atuará no Independência ou no Mineirão. O primeiro jogo será disputado neste domingo, às 16h, no Mineirão, com mando do Cruzeiro. Os ingressos já estão à venda tanto para a torcida do Cruzeiro (clique aqui e leia) quanto para os atleticanos (veja os preços). A Globo, que detém os direitos de transmissão do Campeonato Mineiro, havia solicitado a quarta-feira (dia 17) como data do jogo final, conforme informou o Superesportes. A TV, contudo, ouviu os clubes. As partes chegaram a um acordo de que o sábado seria a melhor data. A finalíssima não ocorrerá no domingo (dia 21) porque Cruzeiro e Atlético entram em campo pela Copa Libertadores na terça-feira, dia 23. A Raposa viaja para enfrentar o Deportivo Lara, na Venezuela, às 21h30. No mesmo horário, o Galo pega o Nacional, no Mineirão. Por ter feito a melhor campanha na primeira fase do Estadual, o Atlético tem a vantagem de jogar por dois empates ou por vitória e derrota pelo mesmo placar na decisão. Não há possibilidade de decisão por pênaltis na final do Campeonato Mineiro.
Cruzeiro x Huracán: Raposa goleia, se classifica e mantém a melhor campanha

Time estrelado não teve dificuldades para derrotar os argentinos no Mineirão e chegar a sua quarta vitória O Cruzeiro é o time de melhor campanha da Libertadores, com quatro vitórias em quatro jogos. Mas é mais do que isso, é a melhor equipe do futebol brasileiro. A atuação contra o Huracán foi decisiva mais uma vez. Dois nomes charam atenção e mostraram que são mesmo os destaques individuais do forte grupo celeste, Fábio e Fred. Fred fez três gols e chamou a responsabilidade toda para ele. Mostrou presença de área, bom aspecto físico e a fome de gol que se espera dele. O centroavante não havia marcado ainda na Libertadores com a camisa estrelada. Quando o Huracán teve alguma chance, poucas, é verdade, tinha o goleiro Fábio, que fez duas defesas que mostram o porque ele é o melhor goleiro do Brasil há anos. Foi decisivo e evitou tentos que poderiam atrapalhar a fácil vitória azul. Mas o jogo foi tranquilo. O ataque celeste tem feito até o técnico Mano Menezes “se estranhar”. O time criou novamente fácil diante do Huracán, com muita velocidade, troca de posições. Marquinhos Gabriel um grande destaque. Ele passa despercebido e o fez novamente, mas Lucas Romero é um monstro no meio de campo. Com desarmes precisos e muita velocidade, o volante é o dono do meio de campo estrelado.