Nicolás Maduro virá ao Brasil para posse de Lula

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, virá ao Brasil para a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (1°), em Brasília. Segundo o colunista Lauro Jardim, do Globo, uma portaria assinada pelo atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, revoga a proibição do presidente venezuelano de entrar em solo brasileiro. A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta quinta-feira (29). A medida hostil ao líder do país foi assinada pelo então ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 2019, logo após Jair Bolsonaro ter assumido o poder.

Governo de Cuba denuncia censura do Twitter

Bruno Rodriguez Parrilla (Foto: Reuters/Stringer) O governo cubano frequentemente acusa as redes sociais, especialmente o Twitter, de possibilitar a chamada “guerra virtual” contra o sistema socialista de Cuba. O governo cubano revelou nesta quarta-feira (28) que o país recebeu “indícios de censura” da rede social Twitter e destacou que o FBI, dos Estados Unidos, “está atuando como guardião de um vasto programa de vigilância e censura das redes sociais” contra Cuba. O jornal Granma, porta-voz do partido comunista no poder, informou que “documentos vazados para jornalistas mostram que as agências de inteligência dos EUA, o Pentágono e o Departamento de Estado americano coordenaram ações de guerra psicológica com o Twitter”. “Ao mesmo tempo, o FBI pagou à empresa para responder aos seus pedidos”, ressaltou o jornal. A publicação divulgou ainda uma mensagem do chanceler Bruno Rodríguez, citando declarações públicas do editor da Substack, Matt Taibbi, que revelou que “na longa lista de contas que o Twitter recebeu com indícios de censura, há usuários cubanos, marcados para moderação ou execução digital”. De acordo com Rodríguez, Taibbi afirmou que “o governo dos Estados Unidos estava em contato constante não apenas com o Twitter, mas com praticamente todas as empresas de tecnologia importantes, como Facebook, Microsoft, Verizon, Reddit, Pinterest e muitas outras”. O governo cubano frequentemente acusa as redes sociais, especialmente o Twitter, de possibilitar a chamada “guerra virtual” contra o sistema socialista de Cuba. Recentemente, acusou o Twitter e uma seção do Facebook de lançar “ações de censura contra a mídia pública e os usuários cubanos”. “Eles rotularam publicações que tiveram seu alcance limitado nas redes e eliminaram relatos críticos às operações desestabilizadoras contra nosso país. Foi uma ação seletiva e coordenada que viola o direito à livre expressão dos cubanos e que expressa a subordinação dessas empresas a os caprichos dos políticos dos EUA”, disse o chanceler. (ANSA).  

Papa Francisco: ainda há muitos mortos no local de trabalho

O Santo Padre recebeu em audiência no Vaticano cerca de 6 mil membros da Confederação Geral Italiana do Trabalho. “O trabalho permite que a pessoa se realize, viva a fraternidade, cultive a amizade social e melhore o mundo”. Silvonei José – Vatican News “Não há sindicato sem trabalhadores e não há trabalhadores livres sem sindicatos”: foi o que disse o Papa Francisco recebendo nesta manhã de segunda-feira, na Sala Paulo VI, cerca de 6 mil membros da Confederação Geral Italiana do Trabalho. Foi um encontro com pessoas que fazem parte de organizações sindicais históricas da Itália. No seu discurso o Papa expressou mais uma vez a sua proximidade para com o mundo do trabalho e, em particular, com as pessoas e famílias que mais lutam. Francisco destacou que vivemos em uma época que, apesar dos avanços tecnológicos – e às vezes precisamente por causa desse sistema perverso chamado tecnocracia – em parte decepcionou as expectativas de justiça no âmbito trabalhista. E isto exige, antes de tudo, reiniciar do valor do trabalho, como um lugar onde a vocação pessoal e a dimensão social se encontram. O trabalho permite que a pessoa se realize, viva a fraternidade, cultive a amizade social e melhore o mundo. O trabalho constrói a sociedade, reafirmou o Papa. É uma experiência primária de cidadania, na qual uma comunidade de destino toma forma, fruto do compromisso e dos talentos de cada indivíduo. E Caros amigos, se recordo esta visão, é porque entre as tarefas do sindicato está a de educar ao sentido do trabalho, promovendo a fraternidade entre os trabalhadores. Esta preocupação formativa não pode faltar. É o sal de uma economia saudável, capaz de fazer do mundo um lugar melhor. De fato, acrescentou o Papa “os custos humanos são sempre também custos econômicos e as disfunções econômicas sempre implicam também custos humanos”. Desistir de investir nas pessoas para obter um lucro mais imediato é um mau negócio para a sociedade”. Ao lado da formação, é sempre necessário apontar as distorções do trabalho, disse ainda o Papa. A cultura do descarte entrou nas dobras das relações econômicas e também invadiu o mundo do trabalho. “Vemos isso, por exemplo, onde a dignidade humana é espezinhada pela discriminação de gênero – por que uma mulher deveria ganhar menos do que um homem? -; é visto na precariedade da juventude – por que as pessoas têm que adiar suas escolhas de vida por causa da precariedade crônica? -; ou na cultura da demissão; e por que os empregos mais exigentes ainda são tão mal protegidos? Muitas pessoas sofrem com a falta de trabalho ou por causa de um trabalho indigno: seus rostos merecem escuta e o compromisso sindical”. O Papa então compartilhou algumas preocupações. Primeiro, a segurança dos trabalhadores. Ainda há muitos mortos, mutilados e feridos no local de trabalho! Cada morte no trabalho é uma derrota para toda a sociedade. Mais do que contá-los no final de cada ano, devemos lembrar de seus nomes, pois são pessoas e não números. Não permitamos que o lucro e a pessoa sejam equiparados! A idolatria do dinheiro tende a pisar em tudo e em todos e não valoriza as diferenças. Trata-se de nos educarmos para cuidar da vida dos funcionários e nos educarmos para levar a sério as normas de segurança: somente uma sábia aliança pode prevenir aqueles “acidentes” que são tragédias para as famílias e comunidades. Uma segunda preocupação é a exploração das pessoas, como se fossem máquinas de desempenho. Existem formas violentas, como o “caporalato” (recrutamento de mão de obra) e a escravidão dos trabalhadores na agricultura ou em canteiros de obras e outros locais de trabalho, a obrigação de trabalhar em turnos extenuantes, o jogo de contratos sempre menores, o desrespeito à maternidade, o conflito entre trabalho e família. Quantas contradições e quantas guerras entre os pobres acontecem em torno do trabalho! Nos últimos anos, os chamados “trabalhadores pobres” aumentaram: pessoas que, apesar de terem um emprego, não conseguem sustentar suas famílias e dar esperança para o futuro. O sindicato – disse ainda Francisco – é chamado a ser a voz dos sem-voz. Em particular, o Papa pediu que cuidem dos jovens, que muitas vezes são obrigados a contratos precários, inadequados e escravizadores. O Santo Padre recordou ainda que nestes anos pandêmicos, o número daqueles que se demitem de seus empregos tem aumentado. Tanto jovens quanto idosos estão insatisfeitos com sua profissão, o ambiente de trabalho, as formas contratuais, e preferem se demitir. Eles buscam outras oportunidades. Este fenômeno não diz desengajamento, mas a necessidade de humanizar o trabalho. O Papa concluiu o seu discurso convidando os presentes a serem ‘sentinelas’ do mundo do trabalho, gerando alianças e não oposições estéreis. As pessoas estão sedentas de paz, especialmente neste momento histórico, e a contribuição de todos é fundamental. Educar para a paz mesmo no local de trabalho, muitas vezes marcado por conflitos, pode se tornar um sinal de esperança para todos. Também para as gerações futuras.

Papa Francisco diz que julgamento de Lula começou com fake news

O papa Francisco disse que o processo que condenou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito da Lava Jato, “começou com notícias falsas na mídia” que “criaram uma atmosfera que favoreceu a colocação de Lula em um julgamento”. A declaração do pontífice ocorreu durante entrevista ao jornal espanhol ABC, publicada neste domingo (18). “É um caso paradigmático. O processo de julgamento começou com notícias falsas na mídia, que criaram uma atmosfera que favoreceu a colocação de Lula em um julgamento”, afirmou o papa. “Um julgamento deve ser o mais limpo possível, com tribunais que não tenham outro interesse a não ser fazer justiça”. O petista foi preso em abril de 2018, por acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex de Guarujá. A condenação expedida pela força-tarefa foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça. Segundo o líder da Igreja Católica, o problema das notícias falsas “podem destruir uma pessoa”. “Não sei como acabou. Não dá a impressão de que foi um processo decente. E a esse respeito, cuidado com aqueles que criam o clima para qualquer processo”, adverte o papa que diz que “eles fazem isso através da mídia de forma a influenciar aqueles que devem julgar e decidir”. “Esse caso no Brasil é histórico, não estou querendo fazer política. Estou contando o que aconteceu”, concluiu Francisco.

Biden sanciona lei que reconhece o casamento gay nos EUA

A medida representa um “golpe contra o ódio”, afirmou o presidente norte-americano – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta terça-feira (13) a lei que protege o casamento gay. O país tem o reconhecimento federal de união entre pessoas do mesmo sexo. “Esta lei e o amor que ela defende desferem um golpe contra o ódio. É por isso que esta lei é importante para todos os americanos”, disse Biden no gramado sul da Casa Branca.  

Registros de patentes chinesas lideram o mundo em 2021

Os pedidos de patentes de invenção das empresas chinesas no campo da computação quântica saltaram de 137 em setembro de 2020 para 804 em outubro de 2022. Relatório mostra que a China garantiu o primeiro lugar em termos de registros de patentes globais em 2021, muito à frente de todos os outros países Um relatório recente mostrou que a China garantiu o primeiro lugar em termos de registros de patentes globais em 2021, muito à frente de todos os outros países, o que destacou seu forte ímpeto na construção de um país orientado para a inovação. O escritório de Propriedade Intelectual (PI) da China recebeu 1,59 milhão do total de 3,4 milhões de pedidos de patentes registrados em todo o mundo em 2021, de acordo com o relatório World Intellectual Property Indicators (Wipi) divulgado esta semana. As patentes registradas na China foram semelhantes em magnitude ao total combinado dos próximos 12 países classificados do segundo ao 13º lugar, de acordo com o WIPI, que compilou seus dados mais recentes com base em informações fornecidas por cerca de 150 países e regiões. Em 2021, as patentes de invenção de alto valor na China totalizaram 7,5 por 10.000 pessoas, 1,2 a mais do que em 2020, segundo dados do National Bureau of Statistics publicados em agosto de 2022. A inovação do país em setores como telecomunicações de última geração, inteligência artificial (IA), computação quântica e energia limpa são particularmente impressionantes. A participação da China no bolo global Um relatório divulgado pela Administração Nacional de Propriedade Intelectual (NIPA, na sigla em inglês) em 2021 revelou que os registros de patentes da China na tecnologia 6G ocupavam mais de 30% do total mundial, enquanto os pedidos de patentes da China em inteligência artificial (IA) representavam cerca de 70% do total mundial. Os dados são do de um indicador publicado este mês pelo China Center for Information Industry Development. Os pedidos de patentes de invenção de empresas chinesas no campo da computação quântica, um setor de tecnologia de fronteira, saltaram de 137 em setembro de 2020 para 804 em outubro de 2022, de acordo com a Lista de Classificação de Patentes de Tecnologia de Computação Quântica Global. A Agência Internacional de Energia (AIE), em março de 2022, publicou um relatório intitulado “Rastreando a inovação em energia limpa: foco na China” que indicava que a China havia se tornado um participante importante no patenteamento de energia em um curto período de tempo, especialmente em setores estratégicos onde os inventores chineses representam para uma parcela crescente da atividade global, incluindo energia solar fotovoltaica (PV), veículos elétricos (EV) e tecnologias de iluminação. No período 2018/2019, os inventores chineses registraram cerca de seis vezes o número de patentes internacionais que haviam registrado em 2008/2009 para baterias e energia solar fotovoltaica e oito vezes o número para tecnologias EV, de acordo com a IEA. Além disso, cerca de 80% das patentes chinesas em tecnologias de mitigação de mudanças climáticas relacionadas à energia são protegidas no exterior, indicando sua qualidade aprimorada. Ritmo de crescimento mais rápido O relatório Wipi também mostrou que a China teve um crescimento anual de 17,6% em patentes em vigor em 2021, o crescimento mais rápido do mundo, superando os EUA e tornando-se líder em termos de crescimento líquido de patentes executáveis. No final de setembro de 2022, as patentes da China em vigor ultrapassavam 4 milhões e mais de um terço delas provinha de indústrias emergentes estratégicas, de acordo com o Nipa. Entre eles, os pertencentes ao setor privado do país aumentaram significativamente. As 500 maiores empresas privadas da China em 2022 tiveram um crescimento anual de 53,6% em termos de patentes em vigor, de acordo com dados divulgados pela Federação Chinesa de Indústria e Comércio em setembro. A China também viu um crescimento substancial no design industrial. Recebeu candidaturas contendo 805.710 projetos em 2021, correspondendo a mais de 53% do total mundial. A China agora possui o maior número de registros de desenhos industriais em vigor no mundo. CMG – Os pedidos de patentes de invenção das empresas chinesas no campo da computação quântica saltaram de 137 em setembro de 2020 para 804 em outubro de 2022. Missão tripulada Shenzhou-15 pronta para lançamento após ensaio final Fei Junlong, Deng Qingming e Zhang Lu, os três taikonautas chineses para a próxima missão Shenzhou-15, que terá meio ano de duração, se reuniram com a imprensa nesta segunda-feira (28). Os três astronautas chineses da Shenzhou-15 ficarão brevemente na estação espacial com a tripulação de três pessoas da Shenzhou-14, que se prepara para voltar à Terra. Pela primeira vez o programa espacial tripulado da China operará duas espaçonaves Shenzhou simultaneamente. A espaçonave tripulada Shenzhou-15 está prevista para ser lançada às 23h08 (horário de Pequim) desta terça-feira (29) do Centro de Lançamento de Satélites Jiuquan, no noroeste da China. O anúncio foi feito pela Agência Espacial Tripulada da China(CMS, na sigla em inglês) nesta segunda. No domingo (27), a CMS anunciou que a missão tripulada Shenzhou-15 está pronta para o lançamento com vários sistemas e preparações verificadas, após um ensaio conjunto de pré-lançamento. Por volta das 7h da manhã de domingo, o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, o Centro de Controle de Satélites de Xi’an e outras instalações de rastreamento e controle espacial envolvidas nesta missão realizaram um procedimento de lançamento simulado sob o comando unificado do Centro de Controle Aeroespacial de Pequim (BACC). . China lança novo satélite de sensoriamento remoto A China lançou com sucesso um novo satélite de sensoriamento remoto do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na província de Sichuan, no sudoeste da China, no domingo. O satélite Yaogan-36 foi levantado às 20h23. (horário de Pequim) por um foguete transportador Longa Marcha-2D e entrou na órbita planejada com sucesso. Este lançamento marcou a 451ª missão dos foguetes portadores da série Longa Marcha Primeira rota totalmente cargueira é aberta no primeiro aeroporto central de carga profissional da China   O primeiro aeroporto central de carga profissional da China na cidade de Ezhou, província

LUTO – Cantor e compositor cubano Pablo Milanés morre aos 79 anos

Pablo Milanés foi uma das vozes mais reconhecidas da canção cubana e um dos fundadores do movimento da Nova Trova Cubana O mundo da música cubana, latino-americana e mundial está de luto após a morte do cantor-compositor Pablo Milanés, confirmada na segunda-feira, aos 79 anos, na capital espanhola. Pablo Milanés foi uma das vozes mais reconhecidas da música cubana e um dos fundadores do movimento Nova Trova com Silvio Rodríguez e Noel Nicola. A última apresentação de Milanés em Havana foi num concerto na Ciudad Deportiva, onde centenas de cidadãos compartilharam fragmentos de várias de suas canções inesquecíveis que fazem parte do imaginário cubano e latino-americano. O primeiro-ministro cubano Manuel Marrero disse que a cultura do seu país está de luto e enviou uma mensagem de condolências a seus familiares e amigos. La cultura en #Cuba está de luto por el fallecimiento de Pablo Milanés, reconocido cantautor cubano, uno de los fundadores del Movimiento de la Nueva Trova. Llegue a sus familiares y amigos nuestras más sentidas condolencias. pic.twitter.com/lbjiTISjbg — Manuel Marrero Cruz (@MMarreroCruz) November 22, 2022 O cantor e compositor cubano estava hospitalizado desde 13 de novembro em uma clínica na capital espanhola com uma inflamação na vesícula biliar e uma infecção no rim, que o obrigaram a cancelar vários shows. Milanés sofria de um tipo de câncer que diminuía sua resposta imunológica e cujo tratamento o fez mudar para a Espanha há cinco anos. Pablo Milanés nasceu em 24 de fevereiro de 1943 na cidade de Bayamo, onde deu seus primeiros passos na música, cantando em uma estação de rádio local aos seis anos. Autor de clássicos como Yolanda, Milanés lançou mais de 40 álbuns durante sua carreira e ganhou, entre outros, o Prêmio Nacional de Música de Cuba e o Grammy Latino de Excelência Musical.

Morre Hebe de Bonafini, a histórica presidenta das Mães da Praça de Maio, aos 93

“Obrigada e até sempre”, escreveu a vice presidenta Cristina Kirchner; “incansável lutadora pelos direitos humanos”, escreveu o presidente Alberto Fernández A presidenta das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, faleceu neste domingo aos 93 anos. O governo argentino decretou três dias de luto em “homenagem a Hebe, à sua memória e à sua luta que estará sempre presente como guia nos momentos difíceis”. O presidente Alberto Fernández, informou o Twitter da Casa Rosada, “se despede com profunda dor e respeito de Hebe de Bonafini, Mãe da Praça de Maio e incansável lutadora pelos direitos humanos”. Veja: El presidente de la nación, Alberto Fernández (@alferdez), despide con profundo dolor y respeto a Hebe de Bonafini, Madre de Plaza de Mayo y luchadora incansable por los derechos humanos. pic.twitter.com/bzgtcopHRC — Casa Rosada (@CasaRosada) November 20, 2022 “Querida Hebe, Mãe da Praça de Maio, símbolo mundial da luta pelos Direitos Humanos, orgulho da Argentina. Deus te chama no dia da Soberania Nacional… não deve ser coincidência. Simplesmente obrigada e sempre vinculada”, escreveu a vice-presidenta, Cristina Fernández de Kirchner, como despedida: Queridísima Hebe, Madre de Plaza de Mayo, símbolo mundial de la lucha por los Derechos Humanos, orgullo de la Argentina. Dios te llamó el día de la Soberanía Nacional… no debe ser casualidad. Simplemente gracias y hasta siempre. pic.twitter.com/TVUfmywmAi — Cristina Kirchner (@CFKArgentina) November 20, 2022 Quem foi Hebe de Bonafini Bonafini nasceu em 1928 em um bairro popular da cidade de Ensenada, na Argentina e em 4 de dezembro completaria 94 anos. Em 29 de dezembro de 1942, aos 14 anos, casou-se com Humberto Alfredo Bonafini, com quem teve três filhos: Jorge Omar, Raúl Alfredo e María Alejandra. Em 8 de fevereiro de 1977, durante a ditadura militar, seu filho Jorge Omar foi sequestrado e desapareceu em La Plata. Em 6 de dezembro daquele mesmo ano, aconteceu o mesmo com Raúl Alfredo, em Berazategui. Um ano depois, em 25 de maio de 1978, a ditadura militar também sequestrou e fez desaparecer sua nora, María Elena Bugnone Cepeda, esposa de Jorge. Em 1979, tornou-se presidenta da Associação Mães da Praça de Maio e, desde então, é reconhecida como uma incansável ativista pelos direitos humanos. Tornou-se amiga do Papa Francisco, que a tinha como uma referência na luta pelos direitos humanos.

‘Conflito entra em fase decisiva’: analistas explicam retirada de tropas russas de Kherson

E specialistas destrincham estratégias da Defesa russa em movimentação de tropas em Kherson, assim como seus efeitos na operação militar Especialistas destrincham estratégias da Defesa russa em movimentação de tropas em Kherson, assim como seus efeitos na operação militar, e avaliam possibilidade de volta de negociações entre Moscou e Kiev. O recuo estratégico russo em Kherson pode ser o divisor de águas para uma fase decisiva do conflito entre Rússia e Ucrânia. Por ordem do ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, tropas russas se retiraram de partes do território para formar posições defensivas na margem esquerda do rio Dniepre, na quarta-feira (9), o que, segundo especialistas, pode significar o início de uma nova etapa da operação militar especial. A decisão foi tomada depois que o comandante de todas as forças russas na Ucrânia, o general Sergei Surovikin, alertou sobre planos de Kiev de lançar um ataque maciço de mísseis à represa de Kakhovka, cidade da região de Kherson, com ataques indiscriminados contra civis. Robinson Farinazzo, especialista militar e oficial da reserva da Marinha do Brasil, e o analista geopolítico Rogério Anitablian explicaram a situação e os novos contornos do conflito, no 129º episódio do podcast Mundioka, da Sputnik Brasil. “Ainda é cedo para um diagnóstico completo, mas a primeira impressão que tenho é que [os russos] estão encurtando a frente, porque essa posição defensiva que ocupavam em uma margem avançada do rio Dniepre dificultava muito a defesa”, avalia Farinazzo. Segundo o especialista militar, a medida permite poupar tropas da designadas na região e facilitar a coordenação com outras frentes. Ele acredita que Kiev faz a mesma leitura do movimento. Segundo o especialista militar, a medida permite poupar tropas da designadas na região e facilitar a coordenação com outras frentes. Ele acredita que Kiev faz a mesma leitura do movimento. Farinazzo divide a operação russa em etapas. De acordo com o especialista, a primeira foi a de avanço em colunas mecanizadas, com tropas russas avançando até as fronteiras de Kiev e depois retraindo. Na sequência, ele aponta que houve a fase de duelos no Donbass, com maciças concentrações de artilharia. De setembro para cá, a Ucrânia conseguiu recompor suas reservas e realizar avanços, com suporte militar, de treinamento e de inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), lembra. Em resposta, na fase seguinte, a Rússia usou armamentos de longo alcance, com mísseis e drones, para desarticular a infraestrutura ucraniana, tanto a logística como a industrial e energética, descreve. Agora, segundo ele, a Rússia deve encurtar suas linhas, “talvez para passar o inverno e receber ou adaptar novos reforços”. “É cedo para dizer a intenção de um lado ou de outro. A gente sabe que a intenção da Ucrânia é recuperar territórios, mas a gente ainda não sabe qual é a intenção da Rússia. Existe uma discussão entre os especialistas no sentido de saber se a Ucrânia chegou ao seu limite. Particularmente, acho que a Ucrânia pode ter chegado no limite das reservas, mas é muito cedo para dizer ainda”, analisa. Para Farinazzo, todos os movimentos de Moscou até agora foram “no sentido de poupar tropas”. Ou seja, sempre que identificaram que a Ucrânia “tinha superioridade de fogo ou de homens, retraíram para evitar grandes baixas”. O analista geopolítico Rogério Anitablian diz que o deslocamento de tropas russas no Dniepre parece “um movimento estratégico, cujo objetivo fundamental é a proteção da Crimeia e das fontes de água” oriundas da região de Kherson. Ele aponta que Moscou age para construir um “cinturão de defesa” da Crimeia mais robusto, prescindindo de áreas na margem do rio, “onde já por alguns meses existem assédios consecutivos de tropas ucranianas, naturalmente assistidas por todo a expertise da OTAN”. Paralelamente, Anitablian chama a atenção para outro ponto: os crescentes rumores de que os EUA autorizaram Kiev a negociar diretamente com Moscou, em decorrência dos ataques contra a infraestrutura de produção e distribuição de energia, no entorno da capital ucraniana. Segundo ele, a sinalização mostra “uma fadiga na capacidade de resistência” a ataques de mísseis e médio e longo alcance russos. Os estoques de peça de reposição para linhas de transmissão, turbinas, “muito provavelmente se esvaíram” ao longo do tempo, diz. “Me parece que o conflito entra em uma fase mais decisiva, onde verificamos que não existe possibilidade de solução militar, mesmo com todo o apoio da OTAN por parte dos ucranianos, em relação a suas ambições de reconquista territorial. Vejo como um momento bastante oportuno para que eventualmente tenhamos negociações de paz entre as partes sem viés político da OTAN”, afirma Anitablian.  O comando de Sergei Surovikin Para Robinson Farinazzo, a chegada de Sergei Surovikin para o comando de todas as tropas russas na operação é uma “mudança de paradigma”. Ele lembra que, antes do militar ser alçado ao posto, a Rússia sempre poupou a infraestrutura ucraniana e agora mudou a estratégia. O oficial da reserva da Marinha do Brasil aponta que Surovikin “acredita bastante na destruição da infraestrutura do inimigo”. “Pelo que observamos, a Ucrânia tem uma superioridade de fogos muito grande em Kherson. O front russo-ucraniano tem mais de mil quilômetros. Então, ninguém tem completa hegemonia e superioridade em todos os setores. A Ucrânia optou em concentrar forças em Kherson. A Rússia está forçando mais à frente do Donbass”, indica. “Talvez eles [os russos] tenham avaliado que se se mantivessem à margem de Dniepre, seria muito difícil de defender em virtude da superioridade de fogo e de homens do inimigo”. Segundo ele, Kherson é a principal cidade que a Rússia conquistou das forças ucranianas desde o início da operação. Por isso, Moscou precisa medir bem cada passo na região, alvo de ofensivas ucranianas. O especialista militar afirma que a evacuação de civis de Kherson é “um indicativo de que o comando russo esperava uma batalha violenta”. Com isso, apesar do ponto negativo de “mexer na confiabilidade” das novas regiões que votaram a favor do referendo de adesão à Rússia, “a vantagem é que evita baixas, retirando a população civil” da localidade, avalia.

EUA vão às urnas na terça sob o fantasma da volta de Donald Trump

trump

O fantasma do republicano Donald Trump ronda das eleições de “meio mandato”, terça-feira (08/11), nos Estados Unidos. A disputa é pela Câmara e o Senado, no entanto, ela pode influenciar a corrida pela Casa Branca em 2024. O teste das urnas nesta semana é o prenúncio do confronto entre Trump e o presidente democrata Joe Biden daqui dois anos. A turbulenta campanha de meio de mandato encerrou seu último fim de semana no domingo, quando os eleitores – atingidos pela inflação recorde, preocupações com sua segurança pessoal e temores sobre a estabilidade fundamental da democracia americana – mostraram sinais claros de preparação para rejeitar o controle democrata da Washington e abraçar um governo dividido. Enquanto os candidatos corriam pelo país para apresentar seus argumentos finais aos eleitores, os republicanos entraram na reta final da corrida confiantes de que conquistariam o controle da Câmara e possivelmente do Senado. Os democratas se prepararam para perdas potenciais, mesmo nos cantos tradicionalmente azuis do país [azul é a cor do Partido Democrata, enquando a cor vermelho é do Partido Republicano]. Neste domingo, o presidente Biden deveria fazer campanha para a governadora Kathy Hochul, de Nova York, em uma delegacia de Yonkers, onde obteve 80% dos votos em 2020, sinalizando os profundos desafios que seu partido enfrenta dois anos depois de reivindicar um mandato para promulgar uma ampla agenda doméstica. O ex-presidente Donald Trump planejava se dirigir a apoiadores em Miami, outro sinal do otimismo republicano de que o partido poderia derrubar o condado urbano mais populoso da Flórida pela primeira vez em duas décadas. Suas aparições marcarão um ponto culminante incomum para uma campanha extraordinária – a primeira pós-pandemia, pós-Roe [proibição do aborto], pós-Jan. 6 [invasão do capitólio] nacional em um país ferozmente dividido, abalado pela crescente violência política e mentiras sobre a última grande eleição. Enquanto a maioria dos eleitores aponta a economia como sua principal preocupação, quase três quartos dos americanos acreditam que a democracia está em perigo, com a maioria identificando o partido oposto como a maior ameaça. Se os republicanos varrerem as disputas na Câmara, seu controle poderia fortalecer a ala direita do partido, dando um megafone ainda maior aos legisladores que trafegam em teorias da conspiração e falsidades como os deputados Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, e Matt Gaetz, da Flórida. Uma questão central para os democratas é se um momento tão distinto se sobrepõe a fortes ventos contrários históricos. Desde 1934, quase todos os presidentes perderam cadeiras em sua primeira eleição de meio de mandato. E, normalmente, os eleitores punem o partido no poder por más condições econômicas – dinâmicas que apontam para ganhos republicanos. Após dias de campanha na zona rural de Nevada, Adam Laxalt, o republicano que desafia a senadora Catherine Cortez Masto, reuniu apoiadores em Las Vegas e nos arredores neste fim de semana, prevendo uma “onda vermelha” que é “profunda e ampla”. Laxalt observou que Biden não fez campanha em Nevada este ano e o culpou pela inflação de 15% do estado. “Ele vai chamá-lo de antidemocrático por usar o sistema democrático para nos dar uma mudança”, disse ele a apoiadores no sábado no condado de Clark, o maior condado do estado. “Mas essa mudança está chegando.” O cenário final do meio do mandato, dois dias antes da eleição de terça-feira, deu a entender que os eleitores estavam priorizando as preocupações fiscais em vez de mais temores existenciais. Dos subúrbios liberais do nordeste aos estados do oeste, estrategistas, legisladores e autoridades republicanas agora dizem que podem mudar grandes partes do país e expandir suas margens nos estados do sul e do cinturão da ferrugem, que foram terreno fértil para seu partido durante grande parte da última década. Também houve alguns sinais iniciais de que partes-chave da coalizão que levou os democratas à vitória em 2018 e 2020 – mulheres brancas suburbanas moderadas e eleitores latinos – estavam se inclinando para candidatos republicanos. Na Câmara, onde os republicanos precisam trocar cinco cadeiras para controlar a Câmara, o partido disputava distritos em bastiões democratas, incluindo Rhode Island, Nova York, Oregon e Califórnia. Os estrategistas republicanos elogiaram sua posição surpreendentemente próxima nas disputas para governadores em estados azuis como Nova York, Novo México e Oregon. Ao mesmo tempo, o Senado continua uma derrota, com candidatos presos em disputas quase mortas em três estados – Geórgia, Nevada e Pensilvânia – e disputas acirradas em pelo menos outros quatro. Os republicanos precisam de apenas um assento adicional para ganhar o controle. “Todos do lado republicano devem estar otimistas”, disse em entrevista o senador Rick Scott, republicano da Flórida e chefe do braço de campanha republicano no Senado. Scott previu que seu partido iria virar a câmara, indo além dos 51 assentos necessários para o controle. “Se você olhar para as pesquisas agora, temos todos os motivos para pensar que teremos mais de 52 anos.” Durante meses, os candidatos democratas nas principais disputas superaram os baixos índices de aprovação de Biden, auxiliados por oponentes republicanos imperfeitos que foram impulsionados a vitórias nas primárias por Trump. Continuar a superar o líder de seu partido tornou-se mais difícil à medida que as percepções da economia pioravam e os grupos republicanos desencadeavam uma campanha publicitária de queda, acusando seus oponentes de serem fracos no crime. “É uma corrida acirrada – é uma bola ao alto, com certeza”, disse o tenente-governador John Fetterman, o democrata que concorre ao Senado na Pensilvânia contra o Dr. Mehmet Oz, a personalidade da televisão, a um grupo de apoiadores no subúrbio da Filadélfia. No condado de Johnston, na Carolina do Norte, o deputado Ted Budd, o republicano que está há meses em uma disputa acirrada pelo Senado, reuniu os eleitores com a sensação de que a conversa nacional havia virado na direção de seu partido nas últimas semanas. “Estamos falando de três coisas por aí, porque nossas políticas estão do lado certo: quando se trata de inflação, quando se trata de crime, quando se trata de educação, essas são as coisas que as pessoas estão realmente falando”, disse Budd. A oitenta