Conservatório comemora 62 anos com programação para adultos e crianças

A direção do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez preparou uma vasta programação para comemorar seus 62 anos. A agenda de atrações começou no dia 14, data do aniversário, e contou com apresentações no próprio Conservatório, em Montes Claros e em Bocaiuva, com solenidade de abertura da semana comemorativa. No próximo domingo, 19, as festividades têm prosseguimento no Parque Municipal Milton Prates, com apresentações da Orquestra Sinfônica de Montes Claros, Instrumental Geraldo Paulista, Pequi Trio, Banda Fiu Fiu de Cotovia e Nilo Rocha. No encerramento, Concerto do Grupo Lírico Bezzi. Durante toda a programação haverá ainda feirinha de artesanato, barracas com comidas típicas e bebidas, além de diversas atividades recreativas para crianças e adultos. Os festejos seguem no dia 25, com programação em Bocaiuva. Haverá workshop e shows com o guitarrista internacional Warleyson Almeida e banda Fiu Fiu de Cotovia, além do espetáculo Good Times. As comemorações se encerram no dia 31, com uma solenidade de homenagens. A escola de música foi fundada pela pianista Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva, carioca de nascimento. D. Marina, como é conhecida, é filha do maestro e compositor Oscar Lorenzo Fernândez, que dá nome ao Conservatório. A inspiração veio a partir da sua empolgação com a musicalidade dos montes-clarenses. A ideia ganhou corpo com o apoio da sociedade e a vontade política do ex-prefeito Simeão Ribeiro Pires, propiciando a fundação, em 14 de março de 1961. No ano seguinte, o Conservatório foi estadualizado. Edição: Jornalista Waldo Ferreira

Eco 135 responsável por mais mortes na BR 135, em Montes Claros

Ontem, dia 10 de março de 2023, mais três pessoas perderam a vida de forma violenta na Br 135, na subida da serra, região sul de Montes Claros. Fato revoltante por si com o agravante da forma como foi e está sendo tratado pelas maiores fontes de informação da região. O acontecido não foi uma fatalidade, no sentido de falta de sorte, nem tão pouco um acidente no sentido de imprevisibilidade. Apesar de pagarmos um dos pedágios mais caros do Brasil somos submetidos as ações absurdas e muitas vezes desumanas da empresa Eco 135, desde a sua habilitação como concessionária da Br 135. A empresa gere um bem público extremamente sensível para milhares de usuários de forma autocrática e com a conivência do governo de Minas Gerais, desde a sua concessão. Suas decisões sobre as obras na rodovia levam em conta muitos interesses, mas na maioria das vezes contrários aos interesses dos usuários. As escolhas da empresa Eco 135 estão causando a morte de seus usuários. Por limite de espaço vamos listar aqui apenas três motivos os quais sustentam essa afirmação. Primeiro: caso fossem levados em conta os interesses dos usuários o processo de duplicação teria sido iniciado pelo trecho mais letal, ou seja, o trecho de Montes Claros a Bocaiúva. Como existem duas serras durante esse percurso, o que encarece sobremaneira a obra, a empresa optou pelo percurso entre Corinto e o trevo da BR 040. O trajeto de Montes Claros até Bocaiúva ainda hoje não consta no projeto de duplicação publicizado pela empresa. Será que ele existe de fato? Como você produz um material caro como o vídeo promocional presente no site da empresa sem constar o trecho mais letal da rodovia. Qual motivo? Segundo: obras já realizadas na rodovia apontam para um futuro de continuidade de mortes na mesma. Exemplo importante é a distância entre as duas pistas no trecho já duplicado, entregue alguns dias atrás. A mesma não garante o mínimo de segurança em caso de descontrole de um veículo na pista da via de direção oposta. A passarela do Planalto, em construção, também indica que a distancia entre as duas pistas ali será praticamente igual a distancia existente atualmente, antes da duplicação. Terceiro: as barreiras de contenção instaladas na serra da BR 135, na saída de Montes Claros para Bocaiúva são verdadeiras armas para tirar a vida dos usuários da mesma, como ocorrido ontem com os três usuários. Nesse caso a Eco 135 é diretamente responsável por essas mortes. Eu mesmo já presenciei, mais de uma vez, caminhões saindo pelo acostamento naquele local, em caso de perda de freio. Mesmo operando uma manobra ilegal, os mesmos acabavam evitando a perda de vidas, ao contrário do ocorrido ontem. As decisões tomadas sem ouvir os usuários podem levar ao aumento da letalidade. Desde sempre caminhões perdem os freios naquele declive. Reduzir o acostamento com as barreiras de contenção colocou como única opção para os condutores de veículos pesados, em caso de perda dos freios, jogar esses veículos na contra mão. Ou seja, azar de quem está passando no momento. Quanto a empresa resta apenas anunciar mais uma fatalidade e seus gestores vão dormir tranquilos mais uma noite, ao contrário dos familiares daqueles que perderam a vida e mesmo dos sequelados. Um detalhe, estamos diante de uma concessão pública e elegemos pessoas para nos representar na defesa da população de forma geral. Onde estão essas pessoas já que para a imprensa de forma geral estamos apenas diante de uma fatalidade? Onde estão nossos representantes? Caminhão perdeu o freio na descida de uma serra e atingiu uma carreta, dois carros pequenos e uma moto

Irmã de Adélio denuncia ter recebido oferta em dinheiro depois de dar entrevista à TV 247

Adélio, a irmã Maria das Graças e os advogados Edma e Alfredo: primeira visita (Foto: Rede social, divulgação e Joaquim de Carvalho) Maria das Graças fez a revelação depois de tentar visitar Adélio pela 2a.vez, o que não conseguiu por falha do presídio federal de Campo Grande. Joaquim de Carvalho acompanhou A dona de casa Maria das Graças Ramos de Oliveira, irmã de Adélio, disse que recebeu uma oferta de dinheiro, depois que sua entrevista à TV 247 foi publicada, em dezembro passado. “Uma pessoa foi até a minha casa, disse que era jornalista e me ofereceu dinheiro para dar entrevista”, comentou. O homem, que estava sozinho num carro branco, insistiu, e ela disse ter respondido rispidamente. Como não cessou a insistência, o marido de Maria das Graças teria comentado: “Você não está vendo que ela não quer?”. Maria das Graças fez a revelação na entrevista que concedeu a Joaquim de Carvalho, sexta-feira da semana passada, em Montes Claros, para onde o repórter foi para acompanhar sua segunda visita virtual a Adélio, que se encontra no presídio federal em Campo Grande, cumprindo medida de segurança por conta do episódio de Juiz de Fora em que Bolsonaro foi internado na Santa Casa de MIsericórdia da cidade, para tratar um ferimento. Maria das Graças disse não ter perguntado o nome de quem lhe ofereceu dinheiro, nem anotado a placa do carro. “Estava muito nervosa. Meu irmão não está à venda”, afirmou. Considerado inimputável, por ser doente mental, segundo laudo psiquiátrico, Adélio está há quatro anos e meio em cela isolada no presídio. Depois de muita insistência, a irmã conseguiu realizar sua primeira visita ao irmão em dezembro. Foram apenas vinte minutos de conversa. O presídio marcou a segunda visita para sexta-feira da semana passada (03/03), mas o encontro virtual não ocorreu, porque o Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça, não enviou o código para ingresso na sala online. Maria das Graças voltou para casa frustrada. “Não vou desistir. Quero o bem do irmão e ouvir dele o que aconteceu lá (Juiz de Fora)”, disse. Sua luta não tem sido fácil. Desde dezembro, ela tenta se tornar curadora de Adélio, para afastar definitivamente o advogado Zanone Júnior, que o irmão de Maria das Graças denunciou por entender que ele não defendia seus interesses. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu a ação, depois que a Justiça em Montes Claros se declarou incompetente por não ser o foro adequado. Mas até agora a justiça sul-mato-matogrossense não tomou nenhuma providência. Zanone deixou de ser advogado de Adélio, mas o juiz federal Bruno Savino, de Juiz de Fora, o nomeou curador processual. “Ele (Zanone) nunca procurou a família”, disse Maria das Graças. A entrevista de Maria das Graças está publicada na íntegra na TV 247. Veja o vídeo abaixo. Via Brasil 247

DIA INTERNACIONAL DA MULHER – Vereadoras apontam avanços das mulheres

O Dia Internacional da Mulher é comemorado nesta quarta-feira, 8.  Em Montes Claros, o mês será dedicado especialmente à mulher, que luta, trabalha para sustentar sua família e participa das decisões. Na Câmara Municipal, as homenagens começaram na reunião ordinária dessa terça-feira, quando as cinco vereadoras apontaram avanços das mulheres, mas cobraram combate mais efetivo contra a violência, além de reclamar da falta de maior representatividade feminina nas câmaras municipais e na política como um todo. Embora seja a maioria do eleitorado, com mais de 50%, isto não se traduz na eleição de mais vereadoras, deputadas estaduais, federais e senadoras. Confira, a seguir, a manifestação de cada vereadora da Câmara Municipal sobre a temática: CONQUISTAS – A vice-presidente da Câmara Municipal, Maria Helena Lopes, MDB, exaltou o Dia Internacional da Mulher e as conquistas ao longo dos anos, desde de 2003, quando assumiu pela primeira vez uma vaga no Legislativo. A mulher precisa segundo ela, ser valorizada na sociedade. Lembrou de mulheres guerreiras como Helena Prates e sua mãe Sônia de Quadros, bem como outras que fizeram história na educação estadual e municipal. Na reunião ordinária dessa terça-feira, ela antecipou a comemoração da data especial parabenizando todas as mulheres de Montes Claros. A vereadora anunciou com o apoio dos colegas, na reunião, a Comissão da Mulher, com o objetivo de criar políticas públicas voltadas para este público alto na cidade. “A nossa Casa Legislativa não pode fugir dessa matéria, porque queremos construir uma Montes Claros melhor sem preconceitos contra a mulher, além de tanta violência que chega até nós mulheres”, disse. “É o maior eleitorado e precisamos mudar esse cenário com a mulher ocupando todos os espaços, na política, no Judiciário, no comércio, entre outros setores de nossa sociedade como vem ocorrendo em Montes Claros”, destacou Maria Helena Lopes. GUERREIRAS – A ex-vice-presidente da Câmara, vereadora Graça da Casa do Motor, do União Brasil, parabeniza as mulheres pela passagem do seu dia. Segundo ela, as mulheres vêm avançando ao longo dos anos. Há muitas delas que são mulheres guerreiras ativas, presidentes de associações comunitárias da cidade e zona rural. “As mulheres de Montes Claros estão de parabéns e sabemos do trabalho incessante delas e nosso junto ao Legislativo nesses dois mandatos aqui conquistados. Elas trabalham em favor de suas famílias. Mas ainda segundo ela, é muito pouca a representatividade na política no Norte de Minas e em Montes Claros, mas estamos crescendo cada vez mais”. “Sabemos que o maior número de eleitores é das mulheres. Apesar das grandes dificuldades que a mulher encontra, porque a maioria é mãe, avó e precisamos dividir o tempo para tantas funções. A palavra correta é conciliar, pois fica difícil fazer tudo isso de uma só vez. Eu mesmo conheço muitas mulheres na cidade e zona rural, que possuem grande potencial e poderiam dar mais por Montes Claros, mas as dificuldades são inúmeras, porém, elas fazem de tudo para administrar seus negócios e suas famílias”, afirma a vereadora   PRECONCEITOS – A vereadora recém-empossada na Câmara, Júlia Aparecida Amaro, a Julinha da Pastoral da Saúde, do Podemos, disse que a mulher dá suporte às famílias em Montes Claros, principalmente, aquelas mais carentes que precisam trabalhar para ajudar no sustento delas. “Como tenho trabalho na área social de Montes Claros, já comecei a articular para mudar um pouco esses quadro”, declarou. “Vejo agora como vereadora, que há milhares de colegas, em especial, aquelas que lutam na sociedade contra a violência, preconceitos, temos a mulher que é pai, mãe, avó e tudo mais. Para a mais nova legisladora, as mulheres estão conquistando cada dia mais espaços na política, no setor industrial, enfim, em todos os setores da sociedade”, observa. “Quero aproveitar para parabenizar todas as mulheres neste Dia Internacional da Mulher e me sinto honrada em fazer parte da Câmara de Montes Claros, após significativo avanço no País. Contudo, ainda existem preconceitos por parte de alguns partidos políticos para aceitar mulheres nas chapas e isso deve deixar de acontecer na política”, afirma, ao elogiar a campanha da Justiça Eleitoral em lançar mais mulheres para disputar as eleições no Brasil. DIFICULDADES – A vereadora Ceci Protetora, do PP, disse que ser mulher no Brasil nada é nada fácil. Ela explica que neste Dia Internacional da Mulher é preciso muita reflexão, uma vez que o espaço feminino ainda é pequeno em Montes Claros. Conclama que as mulheres devem se unir para formar uma bancada de maior representatividade, porque ainda “sofremos muitos preconceitos da sociedade”. Mas agora, está mudando, já são cinco vereadoras, que integram o Legislativo montes-clarense. Também a legisladora aproveitou para parabenizar as mulheres, afirmando que o eleitorado é significativo e “precisamos mudar muitas coisas em nossa sociedade, tendo um olhar mais voltado para as questões femininas, sobretudo, a violência em nossa sociedade, inclusive, em Montes Claros, onde ainda há índices consideráveis de crimes contra as mulheres indefesas”. Para isso, afirma que tem pautado no trabalho de combate à violência contra a mulher, mas defendeu que o município deve criar políticas voltadas para as mulheres, principalmente idosas e carentes VIOLÊNCIA – A vereadora Iara Pimentel, do PT, ao falar sobre o Dia Internacional da Mulher em Montes Claros, destacou que tem realizado trabalho intensivo em prol da mulher, pois deve haver reflexão, pois o quadro de violência contra a mulher é preocupante. Cerca de 155 mulheres já foram mortas nos últimos anos, na cidade e o Norte de Minas não fica para trás e os autores destes crimes devem ser punidos exemplarmente, afirmou. “Na sexta-feira (10), haverá audiência pública, às 9 horas, na Câmara de Montes Claros, para discutirmos a violência contra mulher e os problemas que mais afligem essas vítimas, a maioria dos crimes praticados por ex-companheiros”, informa. “Nosso papel como parlamentar é defender as vítimas de feminicídios e outros tipos de violência no município. Tanto é que no próximo dia 11, às 8 horas, promoveremos mais uma Marcha da Mulher, que sairá da Praça Doutor João Alves (Do Automóvel Clube) até a Praça Dr. Carlos,

Mulheres ocupam mais espaço na sociedade, mas desrespeito e assédio moral persistem

A professora Cláudia Maia, coordenadora do Grupo de Pesquisa e Estudos Gênero e Violência da Unimontes, ressalta conquistas e desafios das mulheres. Foto: divulgação As mulheres, na atualidade, ocupam mais espaço na sociedade e no mercado de trabalho, mas o desrespeito, o assédio moral e novas formas de violência de gênero ainda precisam ser vencidos. O cenário é colocado pela professora e pesquisadora Cláudia de Jesus Maia, coordenadora do Grupo de Pesquisa e Estudos Gênero e Violência (GPEG) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), ao abordar a comemoração do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. A professora e pesquisadora da Unimontes salienta que as mulheres vêm ocupando mais espaços, antes a elas negados, sobretudo, no mercado de trabalho, nas carreiras profissionais e na política. “Isso , a meu ver , tem resultado em dois movimentos, por um lado tem se desenvolvido maior preocupação com a paridade e maior reconhecimento das competências das mulheres em todos os níveis por alguns; por outro lado, também enfrentamos muito desrespeito, muito assédio moral e novas formas de violência de gênero nos espaços públicos têm surgido. O sexismo, a misoginia e o desprezo pelo feminino, ainda são uma realidade”, afirma Cláudia Maia, que é vinculada ao Departamento de História da Unimontes. “Cito como exemplo a violência que muitas parlamentares têm sofrido no exercício de seus mandatos, assim como o número cada vez mais crescente de mulheres que têm denunciado formas de violência, discriminação e desrespeito dentro das Universidades”, ressalta a coordenadora do GPEG, ligado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em História (PPGH) da Unimontes. Pesquisa aponta aumento da violência contra a mulher A professora e pesquisadora da Unimontes lembra que, na semana passada, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou o relatório da pesquisa “visível e invisível: a vitimização das mulheres no Brasil”. O levantamento aponta que todas as formas de violência contra mulheres aumentaram, tendência verificada nos anos anteriores. De acordo com o estudo, a estimativa é que, em média, 18,6 milhões de mulheres de 16 anos ou mais foram vítimas de alguma forma de violência. “O assédio sexual atingiu números inimagináveis. Cerca de 46,7% das mulheres brasileiras de 16 anos ou mais sofreram alguma forma de assédio sexual”, registra a professora Cláudia Maia. Estima-se que, no ano passado, a cada minuto 35 mulheres sofreram algum tipo de violência. A pesquisadora ressalta: “os números do feminicídio, que é quase sempre o desfecho de uma contínua violência, também aumentou e Minas Gerais segue como o estado em que as mulheres mais morrem por razões de gênero”. Fortalecimento das redes de apoio às mulheres A coordenadora Grupo de Pesquisa e Estudos Gênero e Violência da Unimontes aponta as medidas que são necessárias para a redução das agressões às mulheres. “Sem dúvida, são necessárias políticas públicas mais efetivas, o que implica também investimento público de recursos. É preciso o fortalecimento das redes a apoio à mulheres em situação de violência. Um exemplo é a Rede de Enfrentamento a Violência contra mulheres de Montes Claros, que envolve vários parceiros de órgãos públicos estaduais e municipais, sociedade civil e universidade”. Ela chama atenção também para as políticas de prevenção da violência de curto prazo, como o acolhimento das vítimas, de ações de médio prazo (como trabalho efetivo junto aos agressores), e a as medidas de longo prazo, como a educação voltada para igualdade de gênero. “Nós não vamos conseguir frear a violência se não investirmos de fato na educação das crianças e de jovens para criar uma cultura do respeito à diferença, à diversidade e ao outro, especialmente, às mulheres. É preciso alterar os valores da masculinidade que produz as mulheres como sujeitos inferiores, submissos e estimula o ódio às mulheres. É preciso a adoção de políticas de combate às desigualdades econômicas e ao racismo que influenciam diretamente no aumento da violência. Não é por acaso que mulheres negras são a maioria entre a vítimas de violência doméstica e de feminicídio”, comenta a professora Cláudia Maia. Conquistas das mulheres A professora Cláudia Maia ressalta que neste 8 de março de 2023, o sexo feminino tem conquistas a serem comemoradas. “O aumento de mulheres parlamentares, especialmente de mulheres negras é um motivo para comemorar; mas acho que o mais importante a ser comemorado é a tomada de consciência cada vez maior das mulheres a respeito dos seus direitos. Isso tem feito um número cada vez maior de mulheres denunciarem a violência e não aceitarem posições de subalternidade e opressão”, observa. “Para mim também é motivo para comemorar um número cada vez maior de mulheres que se identifica com perspectiva feminista de pensar e agir no mundo. Ainda falta muito e os números da violência citados exemplificam isso, mas quando vejo meninas cada vez mais jovens lutando por igualdade de gênero e cultivando a solidariedade feminista, me faz ter esperança de um mundo mais respeitoso, amoroso e igualitário para as mulheres”, conclui Cláudia Maia. Objetivo do GPEG e a criação do Observatório de Violência de Gênero O Grupo de Pesquisa e Estudos Gênero e Violência (GPEG) da Unimontes tem como objetivo desenvolver estudos e pesquisas sobre mulheres, gênero e feminismos. Desde que foi criado em 2006, o grupo tem como principal temática de pesquisa a violência contra as mulheres. Por iniciativa do GPEG está sendo criado o Observatório Norte Mineiro de Violência de Gênero, com lançamento previsto para o dia 28 de março. O Observatório vai acompanhar e avaliar a violência de gênero na região como objetivos de fornecer dados para as políticas públicas; além disso, visa reunir bibliografias e estudos sobre esse fenômeno na região.

Mais de 96% dos focos do Aedes estão nos domicílios de Montes Claros

 Está constatado que, em Montes Claros, mais de 96% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências. Pelo fato da cidade possuir uma grande densidade demográfica, com milhares e milhares de domicílios, é humanamente impossível que o poder público tenha acesso a todas as residências, por mais que a Prefeitura continue investindo nas visitas domiciliares e em ações de limpeza pesada. Numa matemática simples e direta, podemos chegar à conclusão que, se os mosquitos estão, em sua imensa maioria, procriando nos domicílios, se cada morador dedicar um tempinho de 5 minutos por dia na limpeza do quintal, descartando vasilhames que possam acumular água, mesmo simples tampinhas, mantendo os reservatórios de água fechados e trocando a água dos vasos de plantas, doenças como dengue e chikungunya diminuiriam drasticamente na cidade. Além disso, essa limpeza rotineira é uma excelente oportunidade para separar materiais recicláveis, como vidro, plástico e papel, para que os catadores possam recolhê-los com mais facilidade na frente das residências. Sendo assim, além de eliminar o mosquito vetor das doenças, ainda contribuiremos para uma cidade mais sustentável, gerando renda para os catadores. (Ascom PMMC)

Antigo Restaurante Popular vai sediar unidade de Saúde e base da Polícia Militar

O prefeito Humberto Souto assinou em solenidade realizada na Sala de Reuniões do Gabinete da Prefeitura, a ordem de serviço autorizando o início da reforma e adequação do prédio onde funcionava o Restaurante Popular, na área do Mercado Central Christo Raeff. No local irão funcionar a sede da 66ª Companhia de Polícia Militar de Minas Gerais, uma unidade do Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Núcleo de Assistência Jurídica (Najur). As obras, orçadas em mais de R$ 1 milhão, serão custeadas pela Prefeitura, com participação de emendas impositivas de vereadores da Câmara Municipal. O policiamento atenderá a área central e quase 30 bairros, proporcionando maior sensação de segurança aos moradores da região, sem falar dos frequentadores do Mercado. A unidade de Saúde será responsável por atender moradores da zona rural, notadamente os produtores que comercializam no local, em 11 especialidades. O Núcleo de Assistência Jurídica atenderá a demanda popular no que se refere aos medicamentos de alto custo e que normalmente não são distribuídos pela rede pública. O prefeito Humberto Souto destacou a importância das obras como forma de valorizar a região central e aproveitar as instalações do prédio, que foi depredado por ações de vândalos. “É uma obra de grande importância, que une a segurança pública e o setor de saúde, valorizando a área central e também os moradores da zona rural, que têm o Mercado Central como ponto de referência”, afirmou. O pronunciamento foi reforçado pelo vice-prefeito e secretário de Serviços Urbanos (SSU), Guilherme Guimarães; pela secretária de Saúde, Dulce Pimenta; pelo comandante da 12ª Região de Polícia Militar, coronel Gildásio Rômulo Gonçalves, e por representantes da Câmara Municipal. Todos concordam que as obras irão melhorar o visual daquela região e contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. (Ascom PMMC)

Justiça determina mudança na Câmara de Montes Claros

Sai Stalin e entra Júlia O então vereador Manoel Stalin Costa Cordeiro (Podemos) deixou o cargo na última sexta-feira (24), a partir de uma decisão da juíza Rozana Silqueira Paixão, da 1ª Vara Empresarial e Pública de Fazenda da Comarca de Montes Claros, que acatou o pedido de mandado de segurança impetrado pela primeira suplente da legenda, Júlia Aparecida Amaro Rocha Vieira, que assume a vaga no lugar do vereador. O documento de n° 5028832-14.2022.8.13.0433 determina a posse imediata da suplente, que alegou ter sido impedida de assumir a vaga por inércia da Câmara Municipal. De acordo com o advogado da autora, João Afonso Soares Maia, o então vereador, Stalin, respondia processo por crime ambiental desde 2015 e a ação foi transitada em julgado no mês de agosto de 2022, sem possibilidade de recurso. O efeito da ação é incompatível com a atividade parlamentar, entretanto, a Câmara Municipal deveria fazer um ato declaratório para confirmar a substituição e, apesar do pedido formal do advogado, o Legislativo não agiu. Depois de passar por Zona Eleitoral, Justiça Comum, Ministério Público e Vara de Fazenda, foi dada a sentença favorável a impetrante. “A juíza determinou que o presidente da Câmara decretasse de imediato a perda de mandato do vereador e que desse posse à suplente no prazo de 48h sob pena de crime de desobediência e multa já fixada em R$ 2 mil reais. Além disso, determinou que o processo fosse encaminhado ao Ministério Público para proceder investigação sobre uma possível improbidade no Legislativo”, explicou João Afonso. Stalin Cordeiro confirmou que houve a condenação em relação a um processo por poluição sonora e destacou que está tranquilo, pois o fato não tem nenhuma relação com a sua atividade parlamentar. “Acho que há uma inversão de valores. Nunca ouvi dizer que um pastor fosse condenado por estar pregando a palavra de Deus. Eu estava na igreja, houve uma denúncia anônima, os decibéis estavam pouco acima do permitido e estar passando por isso, porque estava pregando, não me desonra”, pontuou Stalin, reiterando que está confiante. “Já entreguei o gabinete. Quero ressaltar que respeito muito a decisão da justiça, mas vou recorrer, porque existe essa possibilidade. Qualquer que seja a situação, estou tranquilo. Se for pra voltar, voltarei. Se não, espero os oito anos”, afirmou. O mandato do parlamentar terminaria em 31 de dezembro de 2024. NOVA POSSE Por meio de nota, a Câmara Municipal de Montes Claros informou que, “até o presente momento, não foi notificada acerca do processo envolvendo o mandato do Vereador Manoel Stalin Costa Cordeiro. Assim que for feita a notificação, a Câmara, como sempre fará o cumprimento imediato da decisão emanada do judiciário”. Após receber a notificação na tarde desta segunda-feira (27), a Câmara de MOC realizou os trâmites necessários para que a suplente tomasse posse. Com a posse de Júlia Amaro Rocha Vieira, a Câmara passa a contar com cinco mulheres, sendo a maior bancada feminina da história do legislativo municipal. * Com O Norte

A empresária Gislayne Lopes é a primeira mulher a presidir a ACI de Montes Claros

Com o apoio da classe empresarial, Gislayne Lopes é a presidente da entidade, em mais de 70 anos de existência – Foto: Revista Tempo  A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros escreveu mais um importante capítulo em sua história. Pela primeira vez, a entidade terá uma mulher presidente, a advogada Gislayne Lopes Pinheiro, foi eleita em chapa única, por unanimidade, para o triênio 2023/2026. A diretoria executiva também será renovada, tendo o empresário Maurício Sérgio Silva, como vice-presidente. A ACI possui 73 anos de atuação na defesa da classe empresarial e no fomento do desenvolvimento socioeconômico regional. Os demais integrantes da diretoria executiva são: Dennison Caldeira, Leandro Guedes, Jairo Bahia e Edenilson Durães. O Conselho Fiscal, por sua vez, será composto por Carlos Andrade, Geancarlo Almeida, Renato Tupinambá e os suplentes Rosalvo Barros, Bernardo Vasconcelos e Phellipe Cezar. A Assembleia Geral Extraordinária foi presidida por Geraldo Drumond, ex-presidente da ACI, representante do Conselho Superior. Para ele, a ACI tem uma história relevante e muita capilaridade junto com outras entidades. Eleger Dra Gislayne Lopes é um momento de alegria, de renovação, visto que a maioria da diretoria tem mais de 20 anos de casa, militando no associativismo com espírito de solidariedade e comunidade. Apoiar o trabalho dos novos diretores mostra que o movimento empresarial está unido e trabalha de forma sinérgica. Cada um escreveu um capítulo da história da ACI a seu tempo”, disse. O ex-presidente da ACI, Dr Newton Figueiredo, frisou que “a união é a marca da ACI”. Estamos juntos em cada empreitada, a gestão de Leonardo Vasconcelos ainda como vice-presidente foi fundamental para a realização de um sonho que é a nova sede. Seguimos todos trabalhando em favor da ACI. A Dra Gislayne atuou em todos os desafios da ACI e agora permanecemos de mãos dadas apoiando sua gestão”. Diretoria renovada A eleição seguiu todos os trâmites e como de praxe foi uma chapa única. Gislayne é especialista em Direito Processual Civil e do Trabalho pela Unimontes, é sócia da empresa “Gislayne Lopes Sociedade de Advocacia” e Membro do Comitê Jurídico Estadual da Federaminas. “Fui convidada a fazer parte da ACI na gestão de Edilson Torquato, como Secretária Geral, desde então, há cerca de 10 anos, estou envolvida no associativismo com muita dedicação e vontade de contribuir ainda mais com a entidade e seu propósito”, pontua a presidente eleita. “Prefiro não classificar esta missão por gênero, homem ou mulher. Existem pessoas e pessoas dispostas a trabalhar pelo bem comum”, destaca. Os componentes da diretoria executiva, estratégica e conselhos são convidados a contribuir voluntariamente com o associativismo, emprestando suas expertises em áreas diversas em prol da união da classe empresarial. São eles: Ricardo Alencar, João Paculdino, Marco Túlio Pimenta, Ernandes Ferreira, Marcos Fábio Martins, Dra. Mariana Veloso Souto, Sônia Marilene Cardoso, Amanda da Silva, José Jorge Junior, Antônio Cezar dos Santos, Leandro da Silva Pinto, Marcelo Torres e Fernando Deusdará. Ainda compõem a diretoria estratégica, José Ildeumar Soares, Esmeraldo Pizarro, Agnaldo Leite, Antônio Paculdino, Mariela Baptista, Thiago Tolentino, Fernando Miranda, Cácio Xavier, Dalton Rocha, Abílio Carnielli, Osmar Cunha, Fabrício Fagundes, Wesley Maciel, Paulo César Santiago Filho, Jairo Pordenciano Filho, Amanda da Silva Robson Luiz Morais, Ariane Galdino e Pávilo Miranda. Leonardo Vasconcelos está presidente até a posse da nova diretoria, agendada para o dia 27 de março. “Dra Gislayne Lopes está aqui por seus méritos, como vice-presidente, emprestou toda sua expertise em diversos projetos da entidade, nos ajudou a vencer desafios e foi meu apoio para alcançar feitos, como a construção desta sede. Desta forma, a ACI estará em boas mãos, se cercando dos melhores diretores, com competência e dedicação. Tenho a certeza de que vai realizar muito por esta entidade”. A Assembleia também teve prestação de contas e relatório de atividades no exercício de 2022. A posse da nova diretoria está agendada para o dia 27 de março de 2023.

Montes Claros decreta situação de emergência por causa da dengue e outras doenças

Através do Decreto Municipal nº 4.509, de 16 de fevereiro de 2023, a Prefeitura de Montes Claros declarou situação de emergência em saúde pública no Município em razão do surto de doenças infecciosas virais pelo período de 120 dias. A medida considera que o Município de Montes Claros enfrenta, neste momento, um cenário alarmante para a ocorrência de dengue, chikungunya e zika vírus. Para se ter uma ideia, o a última edição do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) identificou um índice de infestação predial de 15%, o que equivale a dizer que 15 a cada 100 imóveis apresentavam focos do mosquito. É pertinente lembrar que o Ministério da Saúde define que índices superiores a 3,9% são considerados de alto risco de epidemia. A situação de Montes Claros se repete, infelizmente, em todo o estado, e a população precisa se mobilizar para mudar esse quadro, já que quase 100% dos focos do mosquito são encontrados dentro das casas. A declaração do Estado de Emergência atende à necessidade de preparar e instrumentalizar a rede de serviços de saúde para ampliar a vigilância epidemiológica, controle vetorial e assistência aos pacientes. A ação também autoriza a adoção de todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias à contenção do surto, em especial a aquisição pública de insumos e materiais e a contratação de recursos humanos e serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial, seguindo o que foi estabelecido pela Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993.