Micro e pequenas empresas alavancam saldo de empregos em Montes Claros

Dados do Caged confirma que serviços e comércio são responsáveis por 96% do saldo de postos de trabalho em Montes Claros em abril O Ministério do Trabalho e Previdência acaba de divulgar, nesta segunda-feira, 6, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de abril de 2022. Para quem não conhece, o Caged é um estudo do Governo Federal que, desde 1965, identifica o número de trabalhadores admitidos e demitidos pelas empresas instaladas em todos os municípios brasileiros. Apenas no mês de abril, 3.763 trabalhadores foram contratados em Montes Claros, enquanto outros 3.051 profissionais foram demitidos, o que proporcionou um saldo de 712 vagas. Em abril de 2021, os números do Caged relativos a Montes Claros haviam sido positivos, mas mais tímidos, com 2.815 contratações, 2.312 demissões e saldo de 503, o que mostra um aumento no saldo de vagas de mais de 29%. O setor de Serviços foi aquele que mais contribui tanto para o número absoluto de contratações quanto para o saldo de vagas, em abril, com 2.041 contratações, 1.507 demissões e saldo de 534. No Comércio, foram 944 contratações e 792 demissões (saldo de 152). O setor de Construção contribuiu com 342 admissões e 319 desligamentos, saldo de 23. Na Indústria e na Agropecuária, foram 369 (67) admissões e 368 (65) demissões, saldo de 1 e 2 vagas, respectivamente. Uma vez que 686 dos 712 novos postos de trabalho do mês de abril foram propiciados pela dupla Serviços/Comércio, pode-se dizer que mais de 96% das vagas criadas em Montes Claros, no quarto mês do ano, vieram desses dois setores da economia. Assim como no mês de abril, o quadrimestre também apresentou números bem mais positivos do que haviam sido nos quatro primeiros meses de 2021. No primeiro quadrimestre de 2022 foram 14.608 contratações, 12.811 demissões e saldo de 1.797 postos, enquanto que, em 2021, foram 11.824, 10.278 e 1.546, respectivamente. Desta forma, o aumento no saldo de contratações, comparando-se os quadrimestres, foi superior a 16,2%. Texto: Attilio Faggi – Fotos: Fábio Marçal / Ascom Prefeitura de Montes Claros
Quando entrar setembro, Montes Claros terá voos diretos para Brasília e Salvador

O aeroporto Mário Ribeiro da Silveira, que atende o norte do estado de Minas Gerais e o Vale do Jequitinhonha, terá voos diretos para a capital da Bahia e para a capital federal A GOL Linhas Aéreas ampliou as ofertas para o destino de Montes Claros. O município agora contará com voos diretos para Salvador e Brasília. Ambas as operações também serão realizadas em parceria com a Voepass a partir de 1º de setembro. Tanto a rota para a capital da Bahia como para a capital federal terá oferta de três voos semanais. Os voos a partir de Salvador serão operados às terças, quintas e sábados com a volta de Montes Claros para Salvador às quartas, sextas e domingos. Entre Montes Claros e Brasília, a rota saindo da cidade mineira será operada às terças, quintas e sábados com a volta de Brasília às segundas, quartas e sextas. Além disso, a GOL vai atender mais clientes de três regiões de Minas Gerais, com ampliação das ofertas de voos a partir de Confins (CNF), o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH), para outras cidades do país, especialmente do Nordeste. A partir de junho, o cliente GOL de BH e região terá voos diretos para Fortaleza (CE), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Serão também ampliadas as ofertas de voos a partir de CNF para São Paulo-Congonhas (SP), Brasília (DF), Porto Seguro (BA), e Salvador (BA).
Filme vai destacar a trajetória de Sivaldo Ribeiro, da dupla Ribeiro & Ribeirinho

Será lançado neste domingo, 5, no auditório Cândido Canela do Centro Cultural Hermes de Paula, um filme sobre a vida do músico, professor, ator e criador da dupla Ribeiro & Ribeirinho, Sivaldo Ribeiro Santos. O filme, dirigido pelo jornalista, professor pós-doutor e cineasta Anelito de Oliveira, dá visibilidade a uma comovente e inspiradora história de resistência e superação. Sivaldo, que ficou conhecido nacionalmente ao atuar no filme “Outras Estórias”, de Pedro Bial, nasceu com deficiência visual em 1968 na zona rural de Januária. Desde pequeno vivenciou a extrema pobreza, mas encontrou na música uma porta de acesso à cidadania. O espaço tolerante da cultura lhe permitiu, já em Montes Claros, para onde migrou com a família nos anos 70, enfrentar com altivez os obstáculos de várias ordens. Sivaldo formou-se em filosofia, tornou-se professor e participou ativamente da luta pelos direitos da comunidade deficiente visual. Ao longo de uma trajetória brilhante, com reconhecimento artístico e pedagógico, deparou-se com sofrimento e mortes, mas nada lhe roubou a alegria de viver. O lançamento do filme será às 19h, com entrada gratuita. Fonte Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Carlos Pimenta apoia a extinção da famigerada “Taxa do Gil”

Os deputados Gil Pereira e Carlos Pimenta (Foto reprodução) Desde 2001 que os proprietários de veículos de Minas Gerais protestam contra a Taxa de Renovação de Licenciamento Anual de Veículo (TRLAV), criada no governo Itamar Franco e que ficou conhecida como “Taxa do Gil”, por ter sido defendida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pelo deputado Gil Pereira (PSD). Recentemente, com o voto de Carlos Pimenta (PDT), a maioria dos deputados mineiros daquela casa legislativa aprovou o PL (projeto de lei) 2.385/21, do deputado Cleitinho Azevedo (Cidadania) que reduz o valor da taxa a ser cobrada. A versão aprovada do projeto, no entanto, mantém a cobrança da taxa, mas com outros critérios. Por isso, Cleitinho insiste na extinção da dita “Taxa do Gil”. Na última sexta-feira (27), o parlamentar solicitou aos seus pares que aprovassem em Plenário o PL original de sua autoria que extingue a TRLAV, uma vez que a versão em papel do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos foi substituída por um documento digital (o CRLV-e). “Peço humildemente o apoio dos colegas para que a população mineira pague menos. O Estado está aqui para servir a população, não o contrário – a população servir o Estado”, defendeu. Em aparte, o deputado Carlos Pimenta (PDT) parabenizou o parlamentar pela iniciativa e prometeu apoio, alegando que a população já paga taxas demais. “Hoje, o proprietário de veículo é muito penalizado. Vou votar favoravelmente a esse projeto”, concluiu.
Ecorodovias deve mais de R$ 1 bi aos cofres públicos – Por Waldo Ferreira*

Revelação do promotor Felipe Caires reforça luta do vereador Rodrigo Cadeirante por auditoria na concessão feita pelo Governo do Estado a Eco-135 A concessionária Ecorodovias terá que devolver mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos por irregularidades cometidas em contratos de concessão celebrados com os governos de São Paulo e do Paraná. A revelação, feita pelo promotor de Defesa do Consumidor, Felipe Caires, durante audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Montes Claros, na quarta-feira (25), ganha relevância ainda maior porque a reunião ocorreu para discutir justamente as intervenções propostas pelo Grupo na BR-135 entre os trechos limítrofes das comunidades de Santa Rita, Pentáurea e Lagoinha. A informação do promotor foi encarada como um alerta, uma vez que a operacionalização da Eco-135 é alvo de polêmicas e rusgas com as comunidades rurais localizadas ao longo da estrada. Além do alto pedágio cobrado (R$ 8,70 para carros e R$ 4,35 para motos, um dos mais caros do país), o cronograma das obras está atrasado e as alterações propostas estão impactando negativamente no cotidiano dos moradores, ocasionando, entre outros problemas, prejuízos no escoamento das produções agrícolas. Segundo Caires, em São Paulo a ECO teve que firmar acordo com o Ministério Público Federal para a devolução de R$ 650 milhões, por irregularidades cometidas no cumprimento do contrato de concessão para as rodovias Anchieta e Imigrantes. Entre as ilegalidades estão a cobrança exagerada de pedágios e até propina paga a políticos. No Paraná, a multa aplicada à concessionária é de R$ 400 milhões, como compensação pelas mesmas irregularidades. No caso das reclamações acerca da Eco-135 Felipe Caires informou que tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE) um Pedido de Cooperação número 113/2020 para a realização de auditoria no contrato de concessão celebrado pelo governo de Minas com a empresa. O promotor cobrou rigor na fiscalização do cumprimento dos prazos, bem como da qualidade das obras. “Os colegas dos senhores em São Paulo e no Paraná não fiscalizaram a lisura do processo e podem ser responsabilizados criminalmente”, alertou, se dirigindo aos representantes do DER e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade presentes à audiência. Felipe Caires elogiou o trabalho do vereador Rodrigo Cadeirante, o primeiro a trazer à tona as distorções cometidas pela Eco-135 e a cobrar a realização de auditoria. Na mesma linha, o deputado estadual Carlos Pimenta lembrou que a participação de Rodrigo na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, em 2019, teve mais de 10 milhões de visualizações. Na oportunidade, o vereador fez uma fala contundente contra os valores excessivos dos pedágios e as irregularidades cometidas pela Eco-135. Na noite anterior, o Rodrigo Cadeirante também acompanhou a audiência pública realizada em Bocaiuva, para discutir o mesmo problema. No encontro realizado em Montes Claros, o gerente de engenharia da concessionária, Ramon Beker, respondeu às inúmeras reclamações dos moradores garantindo que o projeto de intervenções pode ser modificado, o que não convenceu ao público que lotou as dependências da Câmara Municipal. Representantes das comunidades rurais demonstraram indignação por não estarem sendo ouvidos sobre as intervenções, que implicam, por exemplo, em retornos muito distantes, o que impacta em perda de tempo e consumo de combustível, com reflexos negativos para a produção local. Crítico contumaz da postura adotada pela empresa, Rodrigo Cadeirante utilizou declaração de representantes da Eco-135, em Bocaiuva, de que a prioridade da empresa são os veículos, não as pessoas, para rebater. “Discordo. A concessionária não prioriza nem carros nem pessoas. A única prioridade dela é o dinheiro”, disparou. Ele também lamentou a ausência da maioria dos deputados representantes do Norte de Minas na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. “Só compareceram dois deputados, mas daqui uns dias vamos tropeçar neles nas ruas, pedindo votos”, reagiu. Participaram da reunião Carlos Pimenta e Arlen Santiago. Ao se dirigir ao representante da Eco-135, Rodrigo Cadeirante cobrou agilidade na resposta aos anseios das populações residentes ao longo do trecho da rodovia. “Quando o senhor ouvir as pessoas é bom que traga soluções na mesma velocidade das cabines de fabricar dinheiro na estrada”, atacou. O vereador acusou a empresa de, segundo ele, escalar um representante para mentir nas reuniões em que o assunto está em discussão. E ironizou fala de Ramon Beker em que ele diz que “se reuniu com o empresário João Maia” para definir a localização de uma passarela. Rodrigo lembrou que o dono da churrascaria, no Planalto Rural, faleceu em 2011. O evento foi de iniciativa dos vereadores Wilton Dias (PTB), Igor Dias (PSL) e Maria Helena Lopes (MDB). Jornalista
Procon – Falta pouco para a conclusão da restauração do sobrado dos Telles e Menezes

Estão avançadas as obras de restauração que a Prefeitura de Montes Claros está realizando no Casarão dos Telles e Menezes, uma construção histórica que vai abrigar a nova sede do Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor). Nesse momento estão sendo restauradas as antigas esquadrias de madeira e os guarda-corpos metálicos. As obras estão sendo feitas de forma a preservar as características originais do imóvel, inclusive com as cores buscando retratar a originalidade do prédio histórico. A restauração do Casarão é uma maneira de homenagear o nome de uma família que teve um papel de fundamental importância para o desenvolvimento da cidade, além de oferecer um espaço adequado para os servidores do Procon e os consumidores que procurarem os serviços do órgão. No mesmo terreno, o Município está construindo a Escola de Defesa do Consumidor, que vai ampliar o trabalho já realizado pelo Procon, por meio de cursos de orientação sobre finanças e direitos do consumidor. Via Prefeitura de Montes Claros
ISDEL confirma destaque de Montes Claros no cenário econômico estadual

O Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local (ISDEL) é um estudo capaz de apresentar, de forma quantitativa, o estágio de desenvolvimento de cada município brasileiro. O estudo pretende contribuir, usando dados oficiais, para a confecção de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento econômico local. O ISDEL é uma ferramenta prática de análise dos territórios e busca identificar com clareza os pontos onde devem ser concentrados os principais esforços para um desenvolvimento econômico sustentável e socialmente inclusivo. O estudo posiciona os estados e municípios em uma escala que varia de 0 a 1. Quanto mais próximo a 1, maior o nível de desenvolvimento econômico. O estudo mostra Montes Claros com um índice considerado alto (0,609). Os dados apresentados pela pesquisa do Sebrae mostram que a maior cidade do Norte de Minas apresenta números superiores aos identificados no estado de Minas Gerais em todos os quesitos: capital empreendedor (0,481 contra 0,460 da média estadual), tecido empresarial (0,651 contra 0,535), governança para o desenvolvimento (0,696/0,585), organização produtiva (0,549/0,507) e inserção competitiva (0,666/0,548). É interessante lembrar que os valores considerados altos estão entre 0,471 e 0,630. Acima de 0,630, o status do desenvolvimento é considerado “muito alto”, o que é a classificação máxima. Assim, em três dos cinco quesitos analisados (tecido empresarial, governança para o desenvolvimento e inserção competitiva), Montes Claros aparece no patamar máximo. Para se ter uma ideia, Montes Claros foi o município mineiro mais bem classificado levando-se em conta as regiões Norte, Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri, Noroeste e Vale do Rio Doce, que possuem em seu território 284 cidades, algumas delas muito importantes para a economia estadual, como Governador Valadares (0,603), Ipatinga (0,599), Coronel Fabriciano (0,550), Unaí (0,499) e Paracatu (0,529). Para se chegar à pontuação de cada quesito foram analisados dados oficiais, como o percentual da população abastecido com água, que é de 95% em Montes Claros; cobertura do serviço de coleta de lixo (96%); coleta de esgoto (93,89%); potencial de consumo per capita; planejamento urbano; massa salarial; densidade de acessos de banda larga fixa; a nota das escolas públicas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), entre outros indicadores. Via Prefeitura de Montes Claros
Projeto de Rodrigo Cadeirante concede título de utilidade pública a Ong

Por iniciativa do vereador Rodrigo Cadeirante, a Câmara Municipal de Montes Claros aprovou em regime de urgência projeto de lei concedendo o título declaratório de utilidade pública municipal à Ong “Bora Viver”, que atende a população mais carente e presta assessoria às pessoas com necessidades especiais e a seus familiares. Com o título de utilidade pública a associação fica credenciada a participar de editais e a receber recursos públicos via convênios. Autor do projeto, Rodrigo revelou que foi procurado pelo idealizador da Ong, Ricardo Montes, e se identificou com sua história. A exemplo do vereador, Montes teve sua vida impactada ao ser diagnosticado com uma doença rara denominada mielite transversa aguda (inflamação na medula). Ele chegou a ficar sem movimento do tronco aos pés e precisou ser cuidado por outras pessoas. Durante o seu tratamento no Hospital Sarah Kubitschek em Belo Horizonte, especializado em reabilitação neurológica, teve a ideia de criar a entidade. “Tive uma identificação natural com Ricardo, que superou dificuldades e procurou soluções abrangentes para ajudar outras pessoas”, disse Rodrigo Cadeirante. O vereador lembrou a atuação da Ong durante o período da pandemia, quando prestou assistência aos mais carentes por meio de equipe multiprofissional que conta com fisioterapeutas, psicólogos, assistente social e nutricionista. As atividades da Ong Bora Viver consta de atendimentos especializados, garantia de direitos das pessoas com necessidades especiais e campanha de doações. A Ong já entregou mais de 2 mil cestas básicas, distribuiu mais de 500 agasalhos e 8 cadeiras de rodas.
Massacre anunciado – MTST denuncia invasão em ocupação em Montes Claros

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto relataram que donos da propriedade e seguranças particulares cercaram o local onde 50 pessoas se instalaram na sexta-feira Por Ana Mendonça – Estado de Minas O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) denunciou a invasão de uma ocupação em Montes Claros, no Norte de Minas, por donos da propriedade e seguranças particulares na manhã deste sábado (14/5). Segundo o relato, um dos proprietários esteve no local por volta das 9h e ameaçou os membros do movimento. Em seguida, seguranças privados chegaram às 11h. De acordo com o coordenador do MTST em Minas, Jairo dos Santos Pereira, os homens bloquearam as entradas com caminhões de terra. O representante da organização os classificou como “jagunços”. “A situação está complicada. É um massacre anunciado. São mais de 40 jagunços e seguranças privados. Bloquearam as entradas com caminhões de terra. A polícia não está agindo, não veio para aqui proteger as famílias”, contou Jairo. Cerca de 50 pessoas integram a ocupação. “As 35 famílias estão em risco. Tem criança. Tem mulher grávida. Tem um jovem com autismo. Tá uma situação sem jeito… muito díficil”, complementou o líder do MTST. As terras ocupadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto nessa sexta-feira (13/5) pertencem à família de Jairo Ataíde (DEM), ex-prefeito de Montes Claros. A propriedade está situada entre o aeroporto e a Lagoa da Pampulha. Conforme o MTST, os donos do terreno devem R$ 7 milhões de IPTU. “Eles ameaçam todo o tempo. Falam que vão botar fogo nas habitações”, disse Jairo Pereira. Ainda segundo o movimento, a Polícia esteve no local, mas não prestou ajuda ou acolhimento. URGENTE! Jagunços acabaram de bloquear o acesso à ocupação do MTST de Montes Claros (MG) e estão ameaçando as famílias. Cobramos ação imediata do governador Romeu Zema para evitar um massacre! — Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) May 14, 2022 O político Guilherme Boulos (PSOL), líder do MTST, usou as redes sociais para cobrar o governador mineiro Romeu Zema (Novo) sobre a situação.
Todo dia uma crianças é registrada em Montes Claros, sem o nome do pai

Em Montes Claros, média de 30 crianças são registradas, todo mês, apenas com o nome da mãe: casos têm crescido desde 2019 (marcello casal jr./agência Brasil) Os cartórios brasileiros registraram, no início deste ano, o maior número de recém-nascidos identificados somente com o nome da mãe. De janeiro a abril, foram 56,9 mil certidões emitidas por mães solo, recorde em comparação com o mesmo período de anos anteriores. Em Montes Claros, o Cartório de Registro Civil aponta uma média de 25 a 30 registros por mês de crianças sem o nome do pai reconhecido no documento. Em 2020 foram 312 casos, número que subiu para 324 em 2021 e que já chega a cem nos quatro primeiros meses deste ano. De acordo com regras determinadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso o pai não queira reconhecer o filho, a mãe pode indicá-lo com genitor no cartório, que deverá comunicar o fato aos órgãos competentes para início do processo de investigação de paternidade. “A gente sempre teve uma demanda importante de pais que não querem registrar, que estão aguardando demandas judiciais. A mãe indicava o nome do pai no cartório, o juiz chamava o pai e exigia. É uma das situações que pode ter impactado, porque antes da pandemia, o acesso do juiz ao pai era muito mais fácil”, analisa a socióloga Teresa Rachel. Ela reitera que independentemente de época, incentivar o registro é importante. “A primeira via não tem custo e a criança é tolhida dos seus direitos quando não faz o registro. Ele é um dos exercícios de cidadania mais importantes, um dos primeiros que a gente faz com o ser humano”, pontua. DESAMPARO Mãe de uma criança de 4 anos, D.S. passa pelo calvário de tentar o reconhecimento da paternidade. Ela conta que quando descobriu a gestação, tentou entrar em acordo com o pai da criança, pedindo que ele arcasse com leite e fraldas. No entanto, não conseguiu nenhum tipo de ajuda, apesar de se dispor a realizar o teste de DNA. “No ano passado eu procurei um advogado para pedir o reconhecimento de paternidade e pensão alimentícia. O pai negou a paternidade e o argumento que ele apresentou ao juiz é de que a criança não tinha nada dele, e que não o reconhecia como filho. Pediu o exame de DNA, que foi marcado para 15 de junho. Ele sabe que o filho é dele, tentou fazer acordo comigo depois, mas eu não aceitei. Foi uma barra foi muito difícil para mim e estou aguardando a Justiça”, conta. Questionada sobre a possibilidade de vínculo afetivo entre o pai e a criança, ela diz que não tem esperança. Situação que deixa mãe e filho desamparados financeira e emocionalmente. “A pandemia trouxe uma realidade um pouco diferente para todo mundo e houve uma dificuldade real de sair de casa, de ir ao cartório, mas se o número de registros voltou a acontecer e tem o nome das mães, significa que alguém está indo lá fazer, então, porque não ter o nome dos pais?”, questiona a socióloga Teresa Rachel. Ela afirma que esse tipo de situação sempre existiu. DIREITO A TER PAI Em Minas, a Defensoria Pública realiza, todo ano, o mutirão “Direito a ter Pai”. O evento é destinado a todos os interessados em reconhecer a paternidade, seja por meio do exame de DNA ou de forma espontânea. É preciso comprovar a ausência do nome do pai no registro de nascimento. Todo o serviço é gratuito. O objetivo é garantir à criança, ao adolescente e ao adulto o direito a ter o nome do pai ou da mãe no registro de nascimento. *Com O Norte e Agência Brasil