Números de Montes Claros confirmam: a vacina salvou e continua salvando vidas

Montes Claros atingiu, no dia 2 de fevereiro, uma triste marca: um total de mil óbitos causados pela COVID-19 em nossa cidade. No entanto, ao analisar os números da doença na cidade, é possível chegar a uma conclusão animadora: a vacinação tem se mostrado uma tática eficaz para conter a doença na cidade e salvar muitas vidas. Dos mil primeiros óbitos registrados na cidade, 791 (79,1%), a maioria absoluta, foram de pessoas que não receberam nem uma dose da vacina. Para se ter uma ideia, no dia 5 de maio de 2021, quando a cidade começou a vacinar pessoas com 60 anos ou mais, o número de mortes já havia chegado a 782, ou seja, a vacinação em massa provocou uma queda abrupta na mortalidade causada pela doença na cidade, o que se manteve até mesmo nessa última onda causada pela variante ômicron, que mesmo causando um aumento exponencial no número de casos, tem trazido bem menos mortes e casos graves. Ainda analisando os dados dos primeiros mil óbitos, 127 (12,7%) foram de pessoas que haviam recebido apenas uma dose da vacina, enquanto 78 (7,8%) tomaram as duas doses. Somente três (0,3%) desses óbitos foram de pessoas que chegaram a receber a dose de reforço. A frieza dos números demonstra, portanto, o papel fundamental da vacinação para que todos possamos, finalmente, voltar a viver nossas vidas normalmente e livres do vírus. Vacine-se! Via Prefeitura de Montes Claros

ABC DA CONSTRUÇÃO CHEGA A MONTES CLAROS – Por Arthur Júnior*

Uma das maiores redes de acabamentos do Brasil, com mais de 60 anos de história, a ABC da Construção, será inaugurada nesta terça-feira, 08/02, às 16 horas, em Montes Claros. Neste amplo empreendimento que está situado na avenida Deputado Esteves Rodrigues, 1001, local onde funcionava o Consórcio Monvep, com um espaço amplo e moderno, os montes-clarense que estão construindo têm uma nova opção, com uma diversidade de produtos de qualidade com estoque disponível, a entrega rápida e uma marca nova com expertise e know hall em materiais para construção. Trabalham com todos os produtos de acabamento para obra: pisos, revestimentos, metais, louças, móveis entre outros. Pelo seu modelo inovador, a ABC está fazendo uma revolução no varejo de acabamentos e já é considerada uma das principais construtechs do país. Venha conhecer a ABC da Construção, em Montes Claros, a partir desta terça-feira, 08/02 e saiba um pouco mais como a sua demanda em acabamentos poderá ser solucionada. * Jornalista

Estudo do OTNM/Unimontes: Montes Claros teve saldo de 4.750 postos de trabalho em 2021

– Vacinação influenciou na retomada da economia –  O mercado de trabalho de Montes Claros em 2021 teve um crescimento de 5,59% nos empregos formais em comparação com o ano de 2020. O município alcançou em 2021 um saldo de 4.750 postos de trabalho em relação ao ano anterior. Em 2020, em comparação com o ano de 2019, o saldo tinha sido de apenas 638 vínculos formais de emprego. Os dados são do Observatório do Trabalho do Norte de Minas (OTNM), da Unimontes. De acordo com a pesquisa, o município de Montes Claros encerrou o ano de 2021 com o total 92.826 vínculos formais contra 88.076 postos de trabalho registrados ao final de 2020. “O saldo positivo nos postos de trabalho em Montes Claros em 2021 se deve à dinâmica de vacinação contra a Covid-19, que possibilitou a retomada da atividade econômica principalmente dos setores de serviços e comércio, importantes empregadores do município”, destaca o professor Roney Versiani Sindeaux, que é vinculado ao Departamento de Ciências da Administração e coordena a pesquisa. “Outro elemento que contribuiu para o resultado positivo foi o crescimento do setor de construção civil, principalmente, relacionado às obras de infraestrutura. A construção civil tem forte impacto em outros setores e na economia de forma geral, ajudando a gerar novos empregos”, acrescenta o professor Sindeaux. A pesquisa é desenvolvida pelo Grupo de Estudos de Pesquisas em Administração (Gepad), vinculado ao Departamento de Ciências da Administração. A pesquisa esclarece ainda que o saldo do mercado formal de emprego de Montes Claros, embora positivo, ficou abaixo do crescimento dos mercados de trabalho nos níveis nacional (5,91%), estadual (6,34%) e regional (8,5%). Resultado negativo em dezembro – O estudo do OTNM/Unimontes revela que, apesar dos dados positivos em relação ao ano de 2021 em comparação com 2020, no mês de dezembro/2021 o mercado de trabalho de Montes Claros apresentou resultado negativo nos empregos formais. No mês, ocorreram 2.749 admissões e 2.776 desligamentos (saldo negativo de 27 postos de trabalho). Em dezembro houve maior saldo nas contratações de pessoas do sexo feminino em Montes Claros, situação verificada nos últimos três meses de 2021. Foram admitidos 1.421 homens (51,7% do total) e 1.328 mulheres (48,3%). Foram desligados 1.455 homens (52,4%) e 1.321 mulheres (47,6%). De acordo com o professor Roney Versiani Sindeaux, o perfil dos trabalhadores que não obtiveram um bom resultado em dezembro na relação entre admissões e desligamentos foi constituído, principalmente, por indivíduos com 30 anos ou mais de idade, que atuavam, sobretudo, em empresas de grande porte da área industrial e de pequeno porte do comércio e médio porte dos serviços. As trabalhadoras mais atingidas – Entre as trabalhadoras, as mais afetadas foram aquelas com 30 anos ou mais e que trabalhavam em microempresas e em grandes empresas do setor de serviços e em médias empresas da indústria. Nos últimos três meses de 2021, o saldo dos desligamentos foi negativo a partir da faixa etária dos 40 anos. Em dezembro, o maior saldo negativo afetou a faixa etária dos 30 aos 39 anos. “Merece destaque ainda o fato de que em dezembro o maior volume de desligamentos aconteceu com profissionais de ambos os sexos com ensino superior completo e com profissionais com pós-graduação”, observa o coordenador do OBTNM/Unimontes. O perfil dos trabalhadores que obtiveram um bom resultado no mês foi constituído por indivíduos na faixa dos 18 aos 24 anos com ensino médio completo. Ainda entre os trabalhadores do sexo masculino, o saldo positivo ocorreu em microempresas do comércio e micro e pequenas empresas dos serviços, para receber salários entre 1 e 1,5 salários mínimos. Já entre as trabalhadoras, o significativo saldo positivo ocorreu em microempresas do comércio alavancado pelo período das compras natalinas, para receber salários entre 1 e 2 salários mínimos. O maior volume de contratações nos últimos três meses é de profissionais com 18 a 24 anos, com ensino médio completo, principalmente de mulheres, contratadas para receber salários na faixa salarial de 1 a 1,5 salário mínimo. Ainda segundo o estudo, os maiores saldos nas contratações nos últimos três meses foram gerados pelas microempresas, seguidas pelas empresas de grande porte. Os setores com maiores saldos positivos foram os de serviços e de comércio, sendo que os maiores desligamentos aconteceram em médias empresas. No entanto, em dezembro, os maiores desligamentos ocorreram em empresas de grande porte. As maiores perdas de postos de trabalho ocorreram na indústria. Via Unimontes

Montes Claros proíbe eventos no período do Carnaval e shows em bares

O prefeito Humberto Souto publicou o Decreto 4353, com medida para a prevenção da Covid-19 no município de Montes Claros, onde suspende as comemorações carnavalescas ou eventos que gerem aglomerações, em vias e logradouros públicos ou locais particulares, no período de 25 de fevereiro a 1º de março de 2022. As comemorações carnavalescas em Montes Claros ficam transferidas para os dias de 21 a 24 de abril. A partir da publicação do presente Decreto e até o dia 13 de março de 2022, fica vedada a realização de shows artísticos e musicais, em Montes Claros. A realização dos demais eventos que gerem aglomeração de pessoas dependerá de prévia autorização do Município, com estabelecimento das condições sanitárias para sua realização. Ele explica que a medida foi considerando que os municípios da região, bem como os demais municípios em geral, estão editando normas restringindo, alterando a data comemorativa ou mesmo cancelando os festejos referentes ao Carnaval, no corrente ano e que as restrições ou cancelamento dos festejos em outros municípios poderá gerar um fluxo migratório para Montes Claros, nos referidos dias, causando uma maior concentração de pessoas e possíveis aglomerações aptas a propiciar contágio da população pelo agente Novo Coronavírus – SARSCoV-2; assim CONSIDERANDO, o alto índice de transmissibilidade atual da COVID-19, que em muito ultrapassa os índices anteriormente apresentados, recomendando cautela com a situação da doença no Município de Montes Claros Ele determinou ainda que às Secretarias Municipais de Defesa Social, Saúde e Serviços Urbanos, que de forma conjunta, intensifiquem a fiscalização. Via Jornal Gazeta

Montes Claros tem baixa letalidade em relação a cidades do mesmo porte

O município de Montes Claros alcançou a triste marca: 1.000 pessoas falecidas, na cidade, por causa da Covid-19. Para tratar deste e de outros aspectos da Saúde no Município, a Câmara Municipal de Montes Claros convocou uma audiência pública nesta quinta-feira, 3, com a participação de gestores de hospitais, representantes dos profissionais de Saúde e uma equipe da Secretaria de Saúde da Prefeitura. Durante a reunião, a secretária municipal de Saúde, Dulce Pimenta, destacou o trabalho realizado pela Prefeitura para conter a disseminação do coronavírus na cidade e evitar mortes. Entre as ações de destaque realizadas pelo Município, Dulce citou o avanço da vacinação na cidade, que já chegou a 696 mil doses aplicadas. O resultado, segundo ela, pôde ser visto em janeiro de 2022, que teve um número de casos muito semelhante ao de março de 2021 (o pior momento da pandemia), mas um número de óbitos e de pessoas internadas muito inferior. “Isso se deve muito à cobertura vacinal. Hoje, em Montes Claros, estamos com 89% das pessoas imunizadas com a segunda dose. Dos mil óbitos, quase 80% não tinham nenhuma dose da vacina. À medida que a vacinação avançou, os óbitos foram diminuindo”, afirmou. A secretária afirmou que essa e outras ações, todas orientadas e respaldadas pelo prefeito Humberto Souto, como por exemplo, a abertura da UPA do Chiquinho Guimarães, foram fundamentais para que a cidade pudesse lidar adequadamente com a Covid-19: “vocês já pensaram como enfrentar essa pandemia, se a UPA não existisse?” O resultado de todas essas ações é que, mesmo com a triste marca de mil óbitos pela doença, Montes Claros apresenta números melhores do que cidades de porte semelhante, conforme demonstram os números abaixo: Juiz de Fora com 2.103 mortes; Contagem com 2.015 mortes; Uberlândia com 3.244 mortes; Uberaba com 1.439 mortes; Betim com 1.411 mortes; Governador Valadares com 1.389 mortes e Montes Claros com 1.000 mortes. Via Jornal Gazeta

Montes Claros vai celebrar o Dia da Visibilidade Trans com distribuição de  alimentos

O Movimento LGBTQ+ dos Gerais (MGG) realiza neste sábado, 29, uma manhã solidária em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti, com distribuição de preservativos e folhetos educativos sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), além de cestas básicas. A ação acontecerá na Casa da Cidadania (Praça Raul Soares, S/N, no Centro), das 9 às 13 horas, com apoio da Prefeitura de Montes Claros e do projeto Amor e Vida. Para o presidente do MGG, José Cândido Filho (Candinho), “o Dia da Visibilidade Trans foi instituído em 2004 pelo Ministério da Saúde, após a divulgação da campanha ‘Travesti e Respeito’, em reconhecimento à dignidade desta população. O ato foi um marco na história do movimento contra a transfobia e na luta por direitos, e esta data representa a luta de transexuais e travestis na defesa da garantia e ampliação de seus direitos e no combate ao preconceito”, comentou Candinho, informando que o Brasil continua sendo o lugar mais perigoso para uma pessoa transexual viver. “No ano passado, mais de 100 travestis, homens e mulheres trans, foram assassinades, devido à sua identidade de gênero. Ou seja, o Brasil ainda é campeão de mortes LGBTQ+, principalmente travestis e transexuais. E isso é inaceitável”, complementou. Via Prefeitura de Montes Claros

Câmara de Montes Claros rejeita pedido de impeachment contra Humberto Souto

Por unanimidade a Câmara Municipal de Montes Claros rejeitou a admissibilidade do processo de impeachment contra o prefeito Humberto Souto ( Cidadania), que foi apresentado pelo deputado estadual Bruno Engler (PRTB). O pedido refere a obrigatoriedade da apresentação do cartão de vacina contra a Covid-19 para que a população possa frequentar locais públicos e privados. A discussão acerca do assunto foi debatida durante a sessão ordinária desta terça-feira, 25/1. Os vereadores consideraram que a proposta do deputado é uma “falta de respeito” à população de Montes Claros, uma vez que o “passaporte” da vacina foi validado pelo Tribunal de Justiça e pela própria Câmara. Alegaram os legisladores, “ que ir a favor do pedido de impeachment, é ir contra a todos os decretos impostos anteriormente, que tiveram o objetivo de conter a contaminação do novo coronavírus” . Para o vereador Edmilson Bispo (PSD), basta ver o número de redução em relação à contaminação para saber que a atitude do prefeito foi benéfica. Segundo a vereadora Iara Pimentel (PT), a atitude do deputado é “negacionista e absurda”, e, que é preciso incentivar a vacinação contra a Covid-19. O vereador Daniel Dias (PcdoB) também concorda que o negacionismo da imunização gera mortes cada vez mais frequentes. O vereador Marlus do Independência pontuou que o deputado Bruno Engler poderia ter procurado os parlamentares para discutir o assunto e conhecer a realidade da saúde do município antes de tomar essa decisão. O vereador Rodrigo Cadeirante lembrou que o assunto já foi judicializado e o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) se pronunciou favoravelmente à medida restritiva. “Trata-se de uma presepada a atitude do deputado, que exerce um mandato pífio e insignificante, mas se vê no direito de vir a Montes Claros fazer essa palhaçada”, disparou o vereador. “Onde ele estava quando o povo precisou?”, questionou, citando problemas que afetam a população, como os abusos cometidos pela Copasa e o alto valor do pedágio na BR-135, entre outros. Ele lembrou que Bruno Engler também nunca destinou nenhuma emenda para Montes Claros, embora tenha sido votado na cidade, na eleição de 2018. Rodrigo Cadeirante enfatizou que nem o próprio autor levou a sério o pedido de impeachment, pois no vídeo que divulgou diz que o documento é um mero instrumento de pressão. “O curioso é que ele está contra o passaporte de vacinação, mas para entrar na Câmara teve que apresentá-lo. Ou seja, está devidamente vacinado. É do tipo ´faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço`”, argumentou Rodrigo Cadeirante. O vereador também trouxe à tona outra incoerência de Bruno Engler, que, ao criticar o passaporte, disse que “Montes Claros não é a casa da mãe joana”. “Na prática ele demonstrou que acredita no contrário, pois deveria ter dito isso para seu motorista, que estacionou o carro na vaga de pessoas com deficiência, em frente à Câmara, quando veio protocolar o pedido”, lembrou. “Parece que o deputado dormiu e acordou em véspera de eleição, querendo colher o que não plantou”, considerou Rodrigo Cadeirante. O presidente da Casa, vereador Cláudio Rodrigues (Cidadania), ressaltou que a Câmara de Montes Claros respeita aqueles que optaram por não se vacinar. Entretanto, o prefeito Humberto Sou7to9 tem feito uma gestão pautada no bem-estar da população e no interesse da maioria. Com informação dos jornalistas Waldo Ferreira e Cristine Antonini

Manifestação contra passaporte da vacina em Montes Claros foi um fiasco 

As forças do atraso sofreram um revés importante no sábado (22/01), em Montes Claros, com o fracasso da manifestação contra o passaporte da vacina. O movimento foi organizado pelo ‘Partido Novo’ e pelo grupo ‘Direita Minas’, com apoio da maçonaria, que rejeitam as evidências de eficácia das vacinas contra a Covid-19, com o discurso contra a exigência de comprovante de imunização para entrada em locais de uso coletivo. O movimento apostava que teria apoio de centenas de montes-clarenses, mas compareceu apenas meia dúzia de “gado” pingado, para protestar. A Academia Nacional de Medicina (ANM), máxima instituição científica dos médicos do Brasil, alerta para os riscos para o combate da pandemia da Covid-19 trazidos por negacionistas que promovem eventos para divulgar informações falsas sobre supostos efeitos colaterais das vacinas e contestar a necessidade de passaporte de vacinação. A obsessão antivacina do bolsonarismo é um problema mental? O que dizem os psiquiatras Cultuar absurdos, difundir mentiras toscas e achar que faz parte de uma cruzada pela humanidade seriam apenas questões ideológicas? Fórum foi ouvir especialistas, que divergem sobre o tema Os grupos antivacina não são uma exclusividade do Brasil, tampouco surgiram no contexto atual da pandemia da Covid-19. Muitos protestos contra o uso de imunizantes vêm sendo registrados em praticamente todos os continentes da Terra e a resistência ao uso dessa importante ferramenta de saúde pública é um fenômeno social tão antigo quanto a própria vacina, desenvolvida pela primeira vez ainda no século XVIII. No entanto, o combustível que o alimenta vai mudando com o tempo. No Brasil contemporâneo, a mentalidade negacionista e anticiência que condena a aplicação de imunizantes na população foi turbinada pelo ambiente de insanidades que passou a vigorar no país com a eclosão do bolsonarismo, uma estética orgulhosamente obscurantista e grotesca que apela às mais escatológicas e absurdas teses para alinhar a lógica de tudo à do líder extremista que controla frações da sociedade brasileira. As maluquices vão de inserção de chip para controle de mentes por parte do governo comunista da China até a teoria de que estão embutidos nas vacinas pequenos transmissores de internet 5G, passando por sandices que falam de “testes gênicos”, assassinatos em massa, contaminações propositais e uma incalculável gama de teses destrambelhadas e risíveis. Ainda assim, há quem acredite e não são poucos. A reportagem da Fórum foi ouvir psiquiatras e psicanalistas para saber se essa adesão absoluta e cega a teorias estapafúrdias, claramente motivadas por alinhamento ideológico a uma liderança que ressalta seu caráter messiânico, é algo resultante de uma vontade clara e consciente ou se esses milhões de brasileiros podem estar apresentando algum tipo de comportamento de fundo patológico, induzidos por uma desordem ou disfuncionalidade mental, o que popularmente chamamos de “paranoia”. Seita, bolha e crenças “A paranoia é um conceito psicopatológico e deve ser pensado caso a caso, na singularidade de cada um dos sujeitos que escutamos. Nossa cultura incorpora o termo paranoia a uma certa fixação ou ficção do sujeito em certas crenças, que tomam ares de verdades peremptórias e inabaláveis. Para os fenômenos de massa, do movimento organizado antivacinas, a desinformação generalizada corrente nos WhatsApp de nossas tias, podemos pensar na paranoia quando há um grau de certeza inabalável diante das crenças. A crença se torna vital e central para aquele sujeito e sem dúvida há limitações neste efeito “de bolha”. Acredito que a maior parte das veementes críticas à vacina para o SARS-COV-2 são de uma multiplicidade de pontos. Carecemos de mais tempo para compreender este “instante de ver” diante do vírus e de suas cepas”, explicou o psiquiatra e psicanalista Fabrício Donizete da Costa, formado pela Unicamp e mestrando em Psicologia Social pela USP, que atende no Núcleo Ampliado em Saúde da Família (NASF) da Prefeitura de Campinas. Perguntado em relação a um comportamento que se assemelha ao das seitas, Costa explica que há muita coisa em comum entre percepções que podem ser meramente individuais e o agir em grupo, das grandes massas de seguidores de alguma doutrina ou segmento, e evoca Sigmund Freud, o pai da psicanálise, para falar sobre. “Se você der um Google descobre rapidamente que seita é um termo que deriva do latim “secta”, cujo significado é seguidor. Além disso, a palavra seita compartilha da proximidade etimológica da palavra grega háiresis (heresia), que em grego significa escolha, tomar partido… Sua questão retoma esta aproximação entre seguidores e suas escolhas. Freud irá retomar esta relação entre indivíduos e massas em sua “Psicologia das Massas e Análise do Eu”, um texto publicado em 1921 mas que segue atual. Em suma, não há uma separação tão contundente entre o eu e os outros… E de certa maneira colhemos os efeitos disto neste cenário pandêmico. Freud irá aproximar o eu das massas, com contribuições valiosas para compreendermos os efeitos desta articulação em nosso tempo corrente”, opinou. Sobre o presidente Jair Bolsonaro, líder político e quase religioso dos numerosos grupos que aderem a seu discurso ultrarreacionário e delirante, o médico afirma que naturalmente há uma impossibilidade ética em analisar alguém que não é seu paciente e tomando como ponto de partida apenas aquilo que pode ser observado pelas atitudes de uma pessoa pública, ainda que Costa perceba que há algo de muito anormal e incorreto no rumo que as coisas tomaram no país, sobretudo no que tange a pandemia da Covid-19. “Essa é uma questão polêmica… Assim como os economistas, os psiquiatras e os psicanalistas são péssimos videntes (risos). Analisar figuras públicas trazem limitações éticas e práticas, já que falamos de questões justamente que se dão neste espaço, que fogem das explicações meramente racionais. Analisaria a figura do presidente se ele pudesse, de fato, se prestar a um instante de fala plena e não de falas vazias. Se falamos de patológico em seu sentido de páthos (paixão), sem dúvida, a paixão do ódio e da ignorância tem predominado no manejo da pandemia no contexto brasileiro, tomando-se a esfera federal como exemplo categórico”, concluiu. “Bolsonaro tem um tipo de psicopatia” O psiquiatra e também psicanalista Valton de

Mais rigor na cobrança do passaporte de vacinação em Montes Claros

Essa é a medida a ser adotada pelo setor de eventos, temendo novo fechamento das atividades com aumento dos casos de Covid-19 na cidade  – Com medo de que a nova onda de casos de Covid-19 possa provocar novamente o fechamento das atividades, empresários do setor de eventos estão elaborando uma campanha para incentivar as pessoas a se vacinarem e para conscientizar os organizadores de festas, shows e outros eventos a cobrarem o passaporte de imunização com pelo menos duas doses. A campanha deverá ser lançada na próxima semana em Montes Claros. O objetivo é que os eventos ocorram da forma mais segura possível. “Nosso intuito não é obrigar ninguém a se vacinar, apenas incentivar a vacinação e cobrar o passaporte para ter acesso aos eventos em Montes Claros”, explica Luiz Fernando Nobre, diretor regional das Associação Mineira de Eventos e Entretenimentos (Amee). “Nós, do setor de eventos, casas de festas, buffets, estamos nos unindo para fazer a nossa parte e fiscalizar apenas os eventos. Não estamos aqui para fiscalizar órgãos públicos. Os eventos estão funcionando a todo vapor com a ampla flexibilização e muitos têm se descuidado em não cobrar o cartão de vacinação, medida esta que passou a ser comum a todos os setores da cidade”, explica o diretor. DECRETO CUMPRIDO Uma reunião foi realizada ontem, entre representantes do setor, para se discutir a campanha e mostrar a importância de se cumprir o decreto, para que haja uma cobrança mais rígida pelo documento em todos os eventos. “Passamos por um momento muito difícil com a pandemia e são muitas questões por parte dos órgãos de fiscalização. Entendemos que o entretenimento faz parte da vida das pessoas e elas precisam disso para sobreviver”, afirma a promoter Thamires Pimenta. No entanto, ela ressalta que a fiscalização tem que ser feita e que é preciso esclarecer que há muitas denúncias falsas sobre eventos que estariam descumprindo os decretos. “Há pessoas tentando prejudicar a imagem desses organizadores, que têm feito de tudo para seguir o decreto, cobrando o passaporte vacinal e todos os cuidados necessários para realização do evento”, ressalta. De acordo com Luiz Fernando Nobre, o setor foi um dos mais prejudicados em Montes Claros com a pandemia e o risco de um novo fechamento os leva a fazer ajustes para que os eventos aconteçam da forma mais segura, com todos os participantes devidamente vacinados e munidos do passaporte vacinal. Montes Claros confirmou 314 novos casos da Covid-19 em 24 horas, de acordo com boletim divulgado ontem. No total, são 46.280 registros desde o início da pandemia. Não foram computadas mortes nas últimas 24 horas. A cidade soma 990 vidas perdidas para o coronavírus. Recorde de casos Pelo segundo dia consecutivo, Minas quebrou o recorde de novos casos da Covid-19. Em boletim publicado nesta quarta-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram contabilizados 27.683 novos registros da doença. Essa é a terceira maior marca do Estado, superando sábado (15), com 19.153 infecções, e terça (18), com 20.810. No total, são 2.410.724 casos desde o começo da pandemia. Minas já perdeu 56.866 vidas para a Covid-19, sendo 33 nas últimas 24 horas. “Esta nova variante é bem mais contagiosa, é impressionante o quanto ela consegue ser transmitida de uma pessoa para outra. Estudos mostram que ela só perde para o sarampo em termos de transmissibilidade”, explica o secretário estadual da Saúde, Fábio Baccheretti. Por outro lado, ele alerta que os casos associados à variante Ômicron são menos letais, como pode ser visto pelo registro em 24 horas. “Estamos com 87% da população vacinada com as duas doses, e a proporção de internações e de óbitos é bem menor que a variante Gama, como aconteceu em março de 2021”, avaliou. Via O Norte

Crematório aguarda licença para operar em Montes Claros

O cemitério particular de Montes Claros, está dependendo apenas da licença de funcionamento para colocar em operação o primeiro e único crematório do Norte de Minas. A obra foi concluída e está disponível para iniciar a cremação dos mortos, mas depois que a Prefeitura de Montes Claros liberar a autorização. O valor da cremação será de R$ 6,4 mil, sendo que o valor altera para quem pagar antecipadamente ou mesmo pagar em parcelas de imediato. A empresa que explica a concessão do cemitério explica que “a cremação é um processo ecológico, moderno e ajuda no processo de luto. Possuímos um espaço agradável e uma equipe preparada para lidar com a partida de um ente querido. E como parte deste serviço, dispomos de uma urna padrão e sala para despedida”. Porém, a Prefeitura de Montes Claros explica que a licença para entrar em funcionamento depende ainda de acordo celebrado com a empresa, que em 2015 inaugurou o cemitério particular, mas deixou de cumprir o acordo de pavimentação de toda estrada de acesso ao cemitério. O vice-prefeito Guilherme Guimarães, que é secretário municipal de Serviços Urbanos afirma que enquanto não for cumprido esse acordo da pavimentação da via de acesso, podendo inclusive ser assinado o compromisso com a fixação de penalidades, não será dada a liberação do crematório. A Arquidiocese de Montes Claros expediu orientações sobre o rito de exéquias no crematório e deposição da urna com cinzas, onde impede que elas sejam levadas para a casa da família o arcebispo dom João Justino de Medeiros Silva, administrador Apostólico da Arquidiocese de Montes Claros e o padre Cleydson Rafael Nery Rodrigues, coordenador do Secretariado para a Liturgia explicam no documento que “a celebração do velório e das exéquias é, sem dúvida, um momento pastoral de grande importância. A morte e o morrer são temas que tocam o mais profundo do ser humano. Ao lembrar a morte, sepultura e ressurreição do Senhor, mistério à luz do qual se manifesta o sentido cristão da morte, o sepultamento é, antes de mais, a forma mais idônea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal. “Os cristãos sempre preferiram sepultar o corpo na terra, por considerar mais conforme a fé na ressurreição de Jesus: “Eu vos transmiti, antes de tudo, o que eu mesmo recebi, a saber: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e, ao terceiro dia, foi ressuscitado, segundo as Escrituras, e apareceu a Cefas e, depois, aos Doze”. No nosso tempo, todavia, também devido à alteração das condições de ambiente e de vida, está a consolidar-se a prática da cremação do corpo defunto. A esse propósito, a legislação eclesiástica dispõe quanto à possibilidade de conceder-se o Rito das Exéquias Cristãs àqueles que escolheram a cremação do seu cadáver, a não ser que essa decisão tenha sido feita por motivações contrárias à doutrina cristã. Diretório sobre a piedade popular e a Liturgia. A Igreja não se opõe a essa prática, visto que, em si, não tem nada de contrário à fé. Mas, reafirma e explicita-se, pela cremação, igualmente, o sentido pascal da morte cristã, pois o fogo tem um sentido simbólico de purificação dos pecados e evoca o sentido de oferta pascal do próprio corpo que, pelo batismo, já foi ofertado e consagrado ao Senhor pelo fogo do Espírito Santo. A Igreja continua a preferir a sepultura dos corpos, como nosso Senhor mesmo quis ser sepultado, mas não se opõe à cremação. Diante dessa realidade, orientamos aos que escolheram a cremação do próprio corpo deve-se conceder os ritos das exéquias cristãs, a não ser que conste terem eles feito essa opção por razões contrárias à fé cristã e as exéquias sejam celebradas conforme os Rituais da Igreja. Orienta-se que em nosso território arquidiocesano seja utilizado o subsídio pastoral editado pela Paulus e intitulado “Nossa Páscoa”. O rito das exéquias pode realizar-se no próprio prédio do crematório e, no caso de faltar um lugar idôneo, na própria sala de cremação, sempre com o cuidado de evitar escândalo e indiferentismo religioso. Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério, ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim, determinado pela autoridade eclesiástica. A conservação das cinzas num lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã. Por outro lado, se evita a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou, então, cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas pelos motivos mencionados anteriormente, a conservação das cinzas em casa não é consentida. A Igreja não permite que as cinzas sejam divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas. Muitas vezes as cinzas são espalhadas num jardim, no mar ou no alto de uma montanha. Essa prática não se coaduna bem com a índole cristã e pode ser motivada por uma concepção panteísta da vida. Por isso, a Igreja Católica não a recomenda. Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não seja permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar exclui-se, ainda, a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa, em peças de joalheria ou em outros objetos, tendo presente que para tal modo de proceder não podem ser adotadas razões de ordem higiênica, social ou econômica a motivar a escolha da cremação. No caso de o defunto ter claramente manifestado o desejo da cremação por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas as exéquias, segundo o direito. Há, também, um rito específico que poderá ser utilizado depois da cremação, para o momento da deposição da urna, com as cinzas, no cemitério ou noutro lugar a ele