Queda de avião mata empresário Adolfo Geo e a esposa Margarida

 Pelo menos quatro pessoas morrem em queda de avião no Norte de MinasVítimas são o empresário Adolfo Geo, a mulher dele, Margarida, o piloto e co-piloto da aeronave; segundo informações da Secretaria de Saúde de Jequitaí, o avião teve problemas no pouso e explodiuMilitares do Corpo de Bombeiros de Pirapora estão empenhados em atender ocorrência em Jequitaí, cidade do Norte de Minas, onde um avião caiu por volta das 7h desta segunda-feira (26), próximo à Fazenda Jatobá. O Samu também está no local. Quatro pessoas morreram. Até agora, as vítimas identificadas são o empresário Adolfo Geo e a esposa dele, Margarida Geo, além do piloto e do copiloto que estavam no avião. As informações são da Secretaria de Saúde de Jequitaí. Ainda de acordo com o órgão, o avião explodiu logo após pousar. Segundo informações preliminares, a hélice teria batido no pivô, o que fez com que uma das rodas do avião pegasse fogo. Isso ocasionou explosão imediata de todo avião. Até o momento, nenhuma vítima deu entrada na Unidade Mista de Saúde de Jequitaí, o que leva a crer que todos os ocupantes da aeronave morreram. A reportagem também entrou em contato com a Fundação Hospitalar Dr Moisés Magalhães Freire, de Pirapora, que também confirmou que não recebeu vítimas de acidente aéro.

Sai Wilton Madureira e entra Jarbas Rocha, para comandar Verdelândia

 Foi empossado na manhã desta sexta-feira (23) o novo prefeito de Verdelândia, no Norte de Minas. Jarbas Soares Rocha (PSD) era vice de Wilton Madureira (PT), que foi cassado pela prática de nepotismo.   Após cassação do prefeito Wilton Madureira (PT), que foi condenado por improbidade administrativa. o vice Jarbas Rocha assumiu o cargo.  Por Valdivan Veloso, G1 Grande Minas O ato de posse para Jarbas Rocha foi realizado na quinta-feira (22) na Câmara Municipal. O ato, segundo a Câmara, funciona como um anúncio à população que a cidade possui novo gestor municipal. Nesta sexta-feira, o G1 Conversou com o assessor do novo prefeito, Carlos Eduardo Serapião Aguiar, que afirmou que Jarbas Rocha deve realizar algumas mudanças no plano de governo que era mantido por Wilton Madureira. “Jarbas trabalhou junto ao ex-prefeito até o ato de posse, ontem. Agora ele quer realizar algumas mudanças, inclusive no secretariado, mas não é possível adiantar quais pastas serão alteradas. Hoje ainda ele vai à prefeitura, mas apenas para tomar conhecimento de alguns procedimentos de praxe”. De acordo com o assessor, durante a posse, o novo prefeito declarou que irá se aproximar dos professores que permanecem em greve no município por causa de atrasos nos pagamentos. “Ele quer se aproximar destes professores. Já tem uma agenda com reunião marcada para a semana que vem com os grevistas, no intuito de resolver este problema. Porém, ele ainda não tem conhecimento sobre como andam as finanças do município”. Entenda o casoDe acordo com a denúncia do Ministério Público, Wilton Madureira nomeou três irmãos dele para cargos de secretários municipais, quando foi eleito em 2012. O ex-prefeito também teve os direitos políticos cassados por três anos e ainda deve pagar multa no valor de R$ 70 mil. Ele já tinha sido condenado em 2013 pela comarca de Janaúba, mas recorreu e agora foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

PC lança aplicativo que ajuda na proteção a vítimas de violência doméstica

A fim de tornar ainda mais efetivas as medidas protetivas de urgência, um dos principais instrumentos no combate à violência doméstica, a Polícia Civil de Minas Gerais, lançará no dia 30 de novembro, em Diamantina, um aplicativo com o objetivo de facilitar a aplicação de sanções àqueles que descumprirem a decisão judicial. Com o aplicativo, os policiais têm acesso ao banco de dados que é alimentado semanalmente – Crédito: Divulgação/PCO sistema foi elaborado em parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), por meio do curso de Sistemas de Informação, e com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Alto Jequitinhonha. O aplicativo de banco de dados de medidas protetivas está em desenvolvimento desde o início de 2018 e já se encontra em fase de teste com os policiais civis e militares da cidade de Diamantina, Território Alto Jequitinhonha. A plataforma tem como objetivo o fácil acesso, por parte dos policiais que trabalham em horário de plantão, ao status atualizado das medidas protetivas no momento do registro de ocorrências de violência doméstica. Assim, em caso de descumprimento das medidas por parte do agressor, torna-se possível a prisão em flagrante do suspeito. As medidas protetivas são instrumento da Lei 11.340/06, a Lei Maria da Penha, e são concedidas a fim de proteger a vítima de agressão doméstica, impedindo que o suspeito se aproxime novamente dela. As medidas são solicitadas pela autoridade policial, geralmente delegados, nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, e concedidas pelo Poder Judiciário. A concessão e a suspensão das medidas são comunicadas diretamente às vítimas e aos investigados e, durante sua tramitação, podem vir a ser modificadas ou extintas, sem ser necessário que essas mudanças sejam comunicadas oficialmente aos policiais civis e militares. Nesse sentido, o acesso pelos policiais que atuam no regime de plantão à situação das medidas protetivas, nos horários em que os fóruns estão fechados, era uma das dificuldades para a fiscalização da medida. Acesso instantâneo aos dados Com o aplicativo, os policiais têm acesso ao banco de dados que é alimentado semanalmente pela equipe de investigadores da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Diamantina. Os investigadores verificam com o Fórum as decisões referentes às medidas protetivas publicadas e, em seguida, as cadastram em sistema de computador. Segundo o delegado-geral Carlos Capristrano, superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil de Minas Gerais, o “Sistema Penha”, como é conhecido o aplicativo, idealizado pela Delegacia de Mulheres de Diamantina e desenvolvido pela UFVJM, é uma ferramenta de expressiva importância que será utilizada na qualificação do atendimento das mulheres vítimas de violência e na efetivação das medidas protetivas de urgência. “Estamos implantando este avanço em Diamantina com possibilidade de ampliação para toda a Polícia Civil de Minas Gerais. Não tenho dúvidas de que esta ferramenta trará grandes benefícios na atividade desempenhada pelos atores da área de segurança pública e, consequentemente, às mulheres diamantinenses”, afirma Capistrano. A delegada Kíria Orlandi, responsável pelo projeto e titular da Deam, em Diamantina, explica que o aplicativo vem para facilitar o diálogo e a troca de informações entre o Judiciário e as Polícias Civil e Militar. Ela explica que a plataforma pretende dar mais efetividade ao que a Lei Maria da Penha prevê, que é a proteção das mulheres via medida protetiva de urgência. “Quando a gente atende uma vítima no plantão policial e a vítima diz que tem medidas protetivas, há duas possibilidades: ou ela tem que ter essas medidas impressas, ou a gente tem que tentar contato com o fórum para saber se existe essa medida, quais são os limites, se essas medidas estão em vigor, quem é o agressor”, ressalta Orlandi. “Hoje nós corremos o risco de não prender em flagrante o agressor por descumprimento de medidas e, posteriormente, essa violência progredir e acontecer algo mais grave. Também corremos o risco de prender injustamente, por exemplo, em uma situação em que a vítima porta uma cópia das medidas protetivas em papel, mas essa medida já foi, por ventura, revogada”, observa a delegada. No aplicativo, os policiais civis e militares têm acesso, em tempo real e imediatamente, aos dados das medidas protetivas, dos autores e das vítimas. Em Diamantina, guardas municipais que estão sendo treinados para atuar em uma patrulha de violência doméstica também terão acesso à ferramenta. Com essas informações em mãos, os policiais civis e militares poderão inclusive aplicar ações imediatas e efetivas diante do descumprimento das medidas protetivas de urgência, por meio da Lei 13.641/18, que prevê em seu Art. 24 que, diante do não atendimento da decisão judicial que defere as medidas, a pena pode chegar a dois anos de detenção. Fonte: Agência Minas

Quem irá presidir a OAB de Montes Claros? A eleição é neste sábado

Duas chapas concorrem a presidência da 11ª Subseção, em Montes Claros. A chapa 1 é encabeçada pelo atual presidente André Crisóstomo, e tem Herbert Alcântara como vice. Já a chapa 2, é encabeçada pela advogada Gisele Albuquerque e tem como vive, Roberta Ramone. A eleição OAB/MG acontecerá no próximo sábado, 24 de novembro, das 8h às 17h, na sede da 11ª Subseção de Montes Claros, localizada a Rua Dr. Walter Ferreira Barreto, 154, bairro Ibituruna. O voto é obrigatório a todos os inscritos na Ordem mineira. Além de Montes Claros, as cidades de Mirabela e Glaucilândia também fazem parte da 11ª subseção da OAB.O advogado precisa apresentar cartão ou carteira de identidade do advogado, ou um dos seguintes documentos: Cédula de Identidade (RG), Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ou Passaporte.O profissional que não puder comparecer deve justificar o voto por escrito e encaminhar à diretoria do Conselho Seccional 30 dias antes ou 30 depois do pleito.No momento da votação os advogados receberão duas cédulas de votação: uma para eleger Diretoria e Conselho Subseccional e outra para composição da Diretoria do Conselho Seccional, Conselheiros Estaduais, Conselheiros Federais, diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA/MG) e suplentes.  

Amams convoca eleição para eleger seu 19º presidente

 A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) publicou o edital de convocação da Assembleia Geral Extraordinária para o dia 17 de dezembro, para eleger o seu 19º presidente, que administrará a entidade de janeiro de 2019 a dezembro de 2020. A entidade é a maior macrorregional do Brasil, com jurisdição em 92 municípios. O edital explica que a eleição será realizada no auditório da entidade, com a primeira convocação às 9 horas e em segunda convocação às 10 horas, para eleger o presidente, 1º e 2º vice-presidente, Diretor de Gerenciamento Econômico e Financeiro e de Projetos; Diretor de Articulação Política e Diretor de Desenvolvimento Regional, juntamente com os membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal. Poderão votar e serem votados somente os prefeitos em pleno exercício de seus mandatos, cujos municípios se encontrem em dia com o pagamento das contribuições associativas e que constem da lista de municípios adimplentes publicada com a antecedência de 90 dias antes do pleito. O prazo para registro das chapas e inscrição dos candidatos será nos dias 26 e 27 de novembro, pessoalmente na sede da AMAMS em Montes Claros, através de formulário próprio a ser firmado e protocolado junto à secretaria executiva no horário de 9h às 12h e de 14h às 18h. A AMAMS foi criada no dia primeiro de dezembro de 1977, por um grupo de prefeitos coordenado pelo então prefeito de Montes Claros, Antônio Lafetá Rebelo, que apostava na ideia de unir forças para aumentar o poder de reivindicação dos municípios da região junto aos governos estadual e federal. Ela surgiu com a participação dos 42 prefeitos da área do Polígono da Seca, mas com as emancipações que surgiram desde então, e a adesão de outros municípios como Augusto de Lima, Buenópolis e Joaquim Felício, a região de abrangência da Associação conta atualmente com 92 municípios que ocupam uma área de 24 mil 561 Km quadrados e possuem uma população de mais de 1 milhão e 500 mil habitantes. Nestes últimos anos, a AMAMS participou diretamente das decisões políticas que forma decisivas para o desenvolvimento da Área Mineira da Sudene, como a criação da Universidade Estadual de Montes Claros, a construção da ponte sobre o Rio São Francisco no município de Januária, a pavimentação dos trechos que ligam Montes Claros a Espinosa, Itacarambi e a Rio-Bahia; implantação do Projeto de Irrigação do Jaíba, o maior da América Latina e a construção da Usina de Irapé, apenas para citar alguns exemplos. Da sua sede foram eleitos três deputados: Arlen Santiago, que foi presidente de 1993 a 1996; Elbe Brandão, que foi secretária-executiva de 1993 a 1995 e, agora, José Reis Nogueira Barros, que foi presidente de 2016 a maio de 2018. Os 18 presidentes da AMAMS foram Antônio Lafetá Rebello (Montes Claros); José Mário Pena (Francisco Sá); João Ferreira Lima (Januária); Joel Cruz Santos (Taiobeiras); Sinval Soares Leite (Claro dos Poções); Arlen Santiago (Coração de Jesus); Manoel Capuchinho Andrade (São João do Paraiso); Oswaldo Fernandes (Salinas); Ronaldo Mota Dias (São João da Lagoa); Antônio Dias (Olhos D’água); Getúlio Andrade (Brasília de Minas); Valmir Morais (Patis); José Barbosa Zinga (Catuti); Carlúcio Mendes (Mirabela); César Emilio (Capitão Enéas); Luiz Rocha Neto (São Francisco); José Reis Nogueira Barros (Bonito de Minas); e Marcelo Felix (Januária). Via Jornal Gazeta

Hemocentro registra queda no estoque de sangue e convoca doadores

 Estoque está em 25% do necessário para atender todo o Norte de Minas; coordenadora alerta para aumento da demanda de cirurgias e acidentes de trânsito no fim do ano. Chega o fim de ano e os estoques de sangue do Hemocentro Regional de Montes Claros são novamente afetados. Em baixa, o que há de disponível não é suficiente para suprir as demandas, que partem principalmente dos hospitais de todo o Norte de Minas, segundo a direção da entidade. O tipo O negativo é o que mais está em fatal, mas quase todos os outros tipos também estão com o estoque baixo. “Está muito baixo para O positivo e negativo. Neste momento, temos 25% do que necessita para atender a região, um dos mais baixos dos últimos tempos. A demanda é alta, com muitas cirurgias. Há uma queda diária de 40% na doação. Além disso, a demanda dos hospitais acaba refletindo negativamente. São muitas cirurgias marcadas nesse tempo. A chuva reduz um pouco da ação dos doadores, que preferem ficar em casa”, conta a coordenadora de captação do Hemocentro Regional, Rosana Silva, que alerta uma preocupação com relação aos acidentes de trânsito que crescem no fim do ano. Em 2017 também houve queda no número de doações e por isso a coordenadora faz o alerta para os doadores se engajarem. “Estamos convocando os grupos específicos, o grupo O positivo e o negativo são 45% da população toda. Sendo 8% desses O negativo, que recebe só do negativo”, completa. Quem pode doar?A doação pode ser realizada por pessoas com idades entre 16 e 69 anos, mas é preciso se atentar para os documentos necessários e que mantenha um estilo de vida saudável. Além disso, o doador não pode estar exposto a riscos e situações que possam acarretar em doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis. Pessoas que tem peso acima do 50 kg e mulheres que fazem uso de anticoncepcional podem doar. Quem não pode doar?A pessoa que foi diagnosticada com hepatite depois dos 11 anos de idade não pode, salvo ter comprovação laboratorial.Se a pessoa tiver sido exposta à situações doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis nos últimos 12 meses.Se nos sete dias anterior o doador tenha tido resfriado, gripe ou diarreia.A mulher grávida ou no período de amamentação.Quem fez tratamento dentário.Pessoas que passaram por procedimento endoscópico e cirurgia por laparoscopia nos últimos seis meses.As pessoas que fizeram tatuagem precisam esperar um ano para doarem sangue.O Hemocentro de Montes Claros fica localizado na Rua Urbino Viana, número 640, no Bairro Vila Guilhermina. Nesta quinta-feira (15), feriado da Proclamação da República, o local funciona até às 12h. Na sexta (16) e na terça (20), feriado municipal do Dia da Consciência Negra, não terá funcionamento. O contato para outras informações é pelo (38) 3218-7800. Via G1 Grande Minas

REFORMA TRABALHISTA SÓ AGRAVOU EMPREGO E RENDA

 Após um ano da reforma trabalhista que aniquilou a CLT, as previsões catastróficas de especialistas foram confirmadas e a reforma, que retirou direitos fundamentais dos brasileiros, só serviu para agravar a crise do emprego e renda; atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,5 milhões de brasileiros estão desempregados e mais de 40 milhões, na informalidade. A ex-deputada federal Raquel Muniz, aliás, ainda, que foi derrotada por causa de suas maldades contra os trabalhadores, votou favorável a reforma da CLT.   Do Brasil de Fato – A reforma trabalhista do Governo Temer (MDB), que alterou mais de 200 pontos na CLT – conjunto de leis que protegia os direitos dos trabalhadores – completa um ano neste domingo (11). Ao longo desse período, as previsões catastróficas de especialistas foram confirmadas e a reforma, que retirou direitos fundamentais dos brasileiros, só serviu para agravar a crise do emprego e renda. Atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,5 milhões de brasileiros estão desempregados. Com a falsa promessa de ser uma “vacina” contra a diminuição da oferta de vagas, a proposta de reforma atendeu a interesses do mercado financeiro e dos empresários, segundo o analista político Marcos Verlaine, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). “Essa tentativa de alterar a CLT vem de muito tempo. Não é uma coisa recente. Entretanto, desde a redemocratização, os empresários e o mercado não conseguiram reunir os elementos para aprovar a mudança, que seriam: uma bancada no Congresso com esse objetivo, força política na sociedade brasileira e uma dificuldade do movimento sindical de resistir “, disse Verlaine. Para enfraquecer os sindicatos, a reforma atacou a fonte de financiamento das entidades. “Houve uma queda de mais ou menos de 80% da arrecadação dos sindicatos com o fim da contribuição obrigatória. Isso desequilibrou bastante as negociações”, afirmou. As mudanças aprovadas há um ano, segundo Verlaine, alteraram radicalmente as características da CLT e abriram espaço para a precarização dos empregos. “Sai a consolidação das leis do trabalho e entra a consolidação das leis de mercado. A legislação vigente privilegia o patrão e o mercado em detrimento do trabalhador”, resumiu o analista político. A criação de novas modalidades de contratação, com flexibilização aguda dos direitos trabalhistas, salários menores e pouca margem para negociação, dão a tônica da reforma. A reforma trabalhista contribuiu ainda para ampliar os impactos da crise econômica, o que atrapalha qualquer perspectiva de retomada do crescimento da atividade econômica, segundo a economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais de Economia de Trabalho da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Esses contratos têm uma renda muito instável. Se você têm uma renda instável, você não planeja o futuro. Não tem perspectiva de assumir qualquer tipo de compromisso, contratação de crédito. Isso tem impacto sobre o consumo, a produção e o investimento. As medidas [da reforma] não têm condições de contribuir para que se retome a atividade econômica”, constata. Renda Segundo a pesquisadora Marilane, uma das mudanças da reforma trabalhista mais aplicadas nos acordos coletivos dos últimos 12 meses, por parte dos empregadores, foi a instituição do banco de horas. Para os trabalhadores com carteira assinada, isso teve um impacto direto na remuneração pois afetou o pagamento de horas extras. “O banco de horas substitui as horas extras, que para boa parte dos trabalhadores já foi incorporada ao salário. Então teve uma queda de renda familiar. Isso é grave porque dois terços do produto nacional vem do consumo das famílias. Quando o consumo das famílias reduz em função da queda da renda familiar, o impacto é muito grande, disse. Aposentadoria O advogado Guilherme Portanova, especialista em direito previdenciário, aponta o reflexo da reforma trabalhista nas aposentadorias e benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O percentual de crescimento da arrecadação líquida das contribuições, descontadas dos contracheques e recolhida pelas empresas, teve redução de 58%, na média de nove meses após a implantação da reforma, comparando com o mesmo número de meses antes da reforma. “A redução no ritmo de crescimento da arrecadação tem a ver com o desemprego em alta e, em boa parte, com a precarização do trabalho gerado pela reforma da CLT”, analisa. Antes da reforma, a arrecadação líquida média era de R$ 29,7 bilhões com um crescimento de 5,39%. Após a entrada em vigor das novas regras, a média ficou em R$ 30,4 bilhões, ou seja, o crescimento ficou em 2,25% apenas. Ações na Justiça Um levantamento apresentado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que o número de novos processos trabalhistas caiu 36,2% com a reforma. De janeiro a setembro de 2017, as varas do trabalho protocolaram 2,01 milhões de ações. Já entre janeiro de setembro de 2018, com a reforma em vigor, foram 1,28 milhão. Para Estanislau Maria de Freitas Júnior, advogado especialista em Direito do Trabalho, pela USP, e em Políticas Públicas, pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), essa redução é reflexo da mudança que desequilibrou a correlação de forças entre empregador e trabalhador. “As empresas continuam cometendo irregularidades e não cumprindo a lei. Mas com a reforma ficou mais arriscado para o trabalhador entrar com a ação por conta da regra nova, que obriga a parte que perde a ação a pagar as custas do advogado da outra parte. Essa é uma prática do direito civil que foi importada para o direito trabalhista na reforma”, disse. Vagas O principal argumento do governo Temer para aprovar a reforma com cortes de direitos foi a geração de empregos. A estimativa do então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, era de 2 milhões de vagas nos dois primeiros anos. A tese é parecida com a frase que o presidente eleito Jair Bolsonaro disse, em agosto, na sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo. “O trabalhador terá que escolher entre mais direito e menos emprego, ou menos direito e mais emprego”. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), derrubam a tese em tom de ameaça. Nos 12 primeiros meses, o saldo de vagas geradas no país

Janaúba, Porteirinha e Taiobeiras concorrem a prêmios

Os municípios de Janaúba, Porteirinha e Taiobeiras, do Norte de Minas, são finalistas da etapa estadual do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, por contarem com projetos e ações públicas que beneficiam os pequenos negócios. Os vencedores serão conhecidos dia 13 de novembro, em Belo Horizonte e receberão certificado, troféu e concorrerão a etapa nacional da premiação em 2019, em Brasília. Foram mais de 100 municípios mineiros inscritos na 10ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. 96 foram habilitados e 30 passaram para etapa final. Os finalistas concorrem em oito categorias: Inovação e sustentabilidade; Inclusão produtiva e apoio ao MEI; pequenos negócios no campo; Desburocratização e implementação da Rede Simples; Compras governamentais de pequenos negócios; Cooperação intermunicipal para desenvolvimento econômico; Empreendedorismo na escola e Políticas públicas para desenvolvimento dos pequenos negócios.   Janaúba concorre na categoria “Desburocratização e Implementação da REDESIMPES” com o projeto Solidificando os Caminhos. A iniciativa aborda medidas para atender às demandas do empresariado e fortalecer a Sala Mineira do Empreendedor. Visando a unificação do atendimento, o projeto foi instalado em uma estrutura concentrada e de forma gratuita, com profissionais treinados. Porteirinha é finalista na disputa pela categoria “Políticas Públicas para o Desenvolvimento dos Pequenos Negócios”, com o projeto “Espaço do Empreendedor – Um Projeto Que Deu Certo”. A inciativa surgiu para mudar o cenário de comércios que atuavam na informalidade, economia estagnada e entraves na abertura de empresas. Foram tomadas medidas para aumentar a formalização; incentivar o empreendedorismo; potencializar a cadeia do leite e seus derivados e fomentar o ecoturismo na geração emprego e renda. Nesse contexto foram criadas a Sala Mineira do Empreendedor e a Secretaria de Meio Ambiente, para simplificar os processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos, além da reestruturação do setor tributário. Taiobeiras concorre na categoria “Pequenos Negócios no Campo” com o projeto “Incentivo ao Agroextrativismo de Taiobeiras”. A ideia do projeto surgiu após a diminuição das oportunidades de emprego e renda no campo. Foi preciso organizar a cadeia produtiva através da formalização dos negócios gerados pela extração de pequi e outros hortifrútis. Para isso foi criado uma cooperativa. A criação da Central de Abastecimento do Alto Rio Pardo – CEARP – organizou e melhorou a feira livre, com aquisição de novas barracas, reorganização do espaço para melhor acesso dos consumidores, aperfeiçoamento da praça de alimentação e reorganização da Associação dos Feirantes.  Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Crime da Samarco completa três anos e nada de reparação

 Atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão realizam marcha de Mariana a Vitória para protestar contra o descaso de empresas e autoridades As vítimas do crime ambiental da Samarco, que devastou o Rio Doce e suas margens, realizam manifestações ao longo do curso do rio de 650 km a partir deste domingo (4). Na segunda-feira (5), o crime completa três anos, sem resposta real da Justiça e sem punição das empresas. Nenhuma casa foi construída, milhares não são reconhecidos, e a população denuncia que a Fundação Renova, constituída para restituir a sociedade e o meio ambiente, “empurra” os problemas sem previsão de reparação real na vida dessas famílias. Para denunciar os três anos sem respostas e fortalecer a luta nas regiões, os atingidos e atingidas pelo crime da Samarco-Vale-BHP, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizam a Marcha “Lama no Rio Doce: 3 Anos de Injustiça”, até 14 de novembro. A Marcha tem início nos dias 4 e 5 de novembro, com um encontro de mulheres que debate as consequências do crime na vida das mulheres e crianças na Bacia do Rio Doce, em Mariana, em Minas Gerais, de onde os atingidos seguem para iniciar o mesmo trajeto feito pela lama, até Vitória no Espírito Santo. “As mulheres não são reconhecidas pela Renova; somos 70% que não são atendidas por nenhum dos programas em toda a Bacia. Nós é que temos que lidar com os problemas de saúde, a falta do território que tínhamos antes, a perda de laços comunitários e familiares que o crime trouxe, devemos ser reconhecidas e respeitadas”, reafirma a atingida Márcia, de Colatina. Com a mensagem “Do Rio ao Mar: Não vão nos calar!”, a marcha realiza ações em outros dez municípios do trecho até o mar, com feiras de saúde, atos culturais, caminhadas, celebrações religiosas e assembleias. “Estamos fazendo uma marcha ampla, que vai unir nós atingidos de toda a Bacia do Rio Doce para lutarmos juntos, porque só assim somos ouvidas pela sociedade e atendidas pelas empresas criminosas”, afirma Letícia, do MAB. Histórico do descaso No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se rompeu e derramou 48,3 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos na natureza. A lama percorreu cerca de 650 km entre Mariana, em Minas Gerais, até a foz do Rio Doce no município de Linhares, Espírito Santo, espalhando-se por várias comunidades ao norte e ao sul da foz. Atingiu, pela sequência, o córrego Santarém, o Rio Gualaxo do Norte, o Rio Carmo e todo o Rio Doce em um trajeto que compreende 43 municípios. Destruiu diversas casas, bens, modos de vida, fontes de renda, sonhos e projetos de vida. O rompimento matou 19 pessoas e provocou um aborto forçado pela lama no distrito de Bento Rodrigues (MG). Destes, ainda há um corpo desaparecido de um trabalhador direto da Samarco. Via Rede Brasil Atual

Em Minas, capacho de Aécio Neves leva uma surra no segundo turno

 Anastasia (PSDB) teve apenas 28,18% dos votos válidos, enquanto Zema (Novo) conquistou 71,82% na votação.  Após vangloriar que derrotou o PT e de ter sido o responsável de tirar Dilma da Presidência da República, injustamente, o serviçal de Aécio Neves, Antônio Anastasia levou uma surra de Romeu Zema.Visivelmente abatido, o tucano disse acreditar que não venceu a disputa pelo governo de Minas porque pagou por erros de outros políticos. Ele, no entanto, não quis citar o nome de seu padrinho político, Aécio Neves. As declarações foram dadas na noite deste Domingo (28), em coletiva de imprensa que aconteceu no comitê da campanha, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Vimos não só em Minas, mas no país todo uma onda que busca por algo novo. Aqui em Minas Gerais isso aconteceu de forma muito clara. Acho até que eu acabei pagando um pouco por erros que não são meus, mas que na classe política como um todo isso acontece. Mas também a responsabilidade é minha. Eu sou o candidato, eu fui derrotado, eu assumo todos os ônus dessa derrota, mas com muita tranquilidade porque fiz uma campanha limpa e sempre fui muito bem recebido por onde andei”, declarou o golpista senador que felicitou o adversário Romeu Zema (Novo) pela vitória. Anastasia teve 28,18% dos votos válidos, enquanto Zema (Novo) conquistou 71,82% na votação. E quando esse resultado foi anunciado no comitê de campanha do tucano por meio de um telão, o clima dos poucos militantes presentes era de inconformismo com a situação de que uma pessoa técnica e experiente na política foi derrotada por um novato na política, que apresentava dificuldade sobre o campo da gestão pública em debates com o senador. Disputa. A dificuldade de aliados em aceitar a derrota ficou mais evidenciada por conta do primeiro turno, momento em que Anastasia aparecia na liderança em todas as pesquisas de intenções de votos em que Zema nem mesmo pontuava dois dígitos, mas contra todas as expectativas conseguiu deslanchar nas urnas.Na segunda etapa da disputa eleitoral, a equipe do candidato do PSDB utilizou como estratégia comparar as trajetórias e perfis dos dois concorrentes e explorar falas polêmicas do empresário. Contudo, nada disso surtiu efeito.O entendimento interno é de que o partido agora precisa reaprender a fazer campanha num momento em que uma pessoa já experimentada na política e até então preferida no pleito não conseguiu vencer a disputa.