O castigo dos moralistas e a mesada do tio Joesley para Aécio

Via Fernando Brito – Tijolaço – O texto abaixo foi enviado por um comentarista do blog. Com sua autorização, resolvi colocá-lo como post, porque narra, com uma experiência prática, sem teorizações, algo que me assusta sempre, desde guri e que só tem feito aumentar nos últimos anos: a crueldade dos moralistas, cavalgando seus preconceitos e simplismos para, daí a pouco, caírem eles próprios diante de situações que brandiam sem piedade contra seus adversários. A narrativa, tão simples e espontânea, narra algo que todos de nós alguma vez já vimos. E, se não vimos, estamos vendo agora. Aécio e o filho da diretoraDouglas Santellano Era ano 2000. Estudávamos em uma escola estadual da cidade de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Naquela época, andávamos em uma turma mal vista, porque nos julgavam pela aparência, sempre o pessoal de preto, que curtia heavy metal e se reunia no fundo da escola. Porém, não cometíamos infração maior do que alguma algazarra natural de moleques na faixa dos 15, 16 anos. No entanto, a diretora da escola não gostava da gente por alguma razão íntima dela, e resolveu nos acusar com frequência inusitada. Convocou uma reunião ao final do primeiro bimestre com os pais de alguns alunos, enviando um comunicado que ao ler, era possível sentir o cheiro ferroso de sangue. Era o objetivo dela, intimidar para forçar o delito. Pois bem, os pais compareceram a reunião e nós os acompanhamos na sala. Minha mãe e as mães dos meus colegas lá, presentes e nervosas. Se elas estavam nervosas, imagine nós. A diretora apontou a metralhadora para nós e desferiu uma rajada fatal, insinuando inclusive que estávamos escondendo maconha no canteiro da escola. Ora, ora…não escondíamos no canteiro porque o furto seria inevitável! Além deste crime plantado contra nós, foram ditas inúmeras inverdades, e ela as proferia com raiva. Me sentia o Eric e ela o Vingador, se não fosse o Tiamat. A mulher babava, e uma das mães deixou a sala chorando, inconformada com as infrações do filho até então inocente. Só que esta diretora tinha um filho, que na ocasião o citou como exemplo. Ele também era aluno da escola, e o moralismo da diretora teve como baliza mestra a conduta do primogênito, estudioso e amável, cultivador da fraternidade e postulante a seminarista. Não foi necessário passar um ano. O filho dela passou a se envolver com drogas, e apreciou a cocaína. Posteriormente, começou a fumar crack. Era um rapaz de boa origem e muitos amigos, mas isso não inibiu o gosto pelos psicoativos, o que lhe levou a conviver em ambientes um tanto insalubres. Como adquiriu muitos amigos, também adquiriu muitos inimigos. Apesar de ser espirituoso, bem humorado, tinha essas desvirtuações comportamentais que complicavam os que conviviam ao seu redor. Com o passar do tempo, as confusões em que se metia eram frequentes, e cada vez que ele saía na rua encontrava alguém que queria briga com ele. Isso era rotina para ele e seus amigos. Andar ao lado dele se tornou um problema, e não havia vez que se estivesse na presença dele que não houvesse alguma turbulência. Cada vez que eu ficava sabendo de algo, logo lembrava da mãe moralista e pensava: língua não tem osso. Ela fez nossa cabeça, pregou nossa culpa do forma veemente, passou uma imagem para as mães na reunião que não condizia com a realidade, somente pelo pretexto de nos acusar por não simpatizar conosco. Usou o filho para salientar que era possível criar adolescentes que não fossem infratores. Poucos anos depois da reunião, seu filho não podia nem entrar no condomínio em que moravam, tamanha a decadência. Agora vejamos: houve uma acusação injusta, tentaram incriminar, o lado acusador sujou-se por completo e a pessoa que era exemplo não podia ter ninguém ao seu redor que fazia da convivência um risco iminente. O filho da diretora foi o Aécio em minha vida. Cada um tem o seu, inclusive o PSDB. Lula Livre. A mesada do “tio” Joesley para Aécio Com notas fiscais e recibos bancários para provar o que diz, Joesley Batista jogou mais umas canegas de gasolina na fogueira onde arde Aécio Neves e que desespera Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia. A “mesada” de R$ 50 mil paga ao senador-zumbi pela JBS acaba por iluminar o fato de que na tal Rádio Arco Iris ficava pelo menos um dos vários potes de ouro que, digamos, serviam para que Aécio se inspirasse a conspirar, de 2015 em diante, contra a Presidenta que o derrotara nas urnas. Reynaldo Turollo Jr. e Camila Mattoso, na Folha, dizem que “de acordo com Joesley, foram solicitados diretamente pelo tucano em um encontro no Rio, no qual Aécio disse que usaria o dinheiro para “custeio mensal de suas despesas”, segundo palavras do empresário da JBS.” De “brinde”, o Globo ainda traz o desclassificadíssimo ex-ministro Osmar Serragio acusando Aécio de ter “sugerido” indicar o delegado da PF que deveria “investigá-lo”. Delegado da PF aecista, como se sabe, não falta, A rigor, pouca importância tem Neves. O grau das chamas sobre ele dependerá do quanto a mídia queira apostar ou descartar Geraldo Alckmin, por mais patéticas que sejam suas tentativas de se isolar do chorume que escorre do monturo que se tornou o ex-candidato do PSDB a Presidente. Até porque, na escolinha tucana, já se deveria ter aprendido a lição de Paulo “Preto”: não se abandona assim um líder na beira da estrada.
Sem nenhuma carreira, o viciado STJ julga Aécio, o patrono do golpe

STF irá absolver Aécio Neves por “falta de provas” ou será “cuspido” pelo sistema? Está previsto o julgamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), até pouco tempo atrás presidente do PSDB nacional, por crimes de corrupção e obstrução de Justiça. O caso do tucano será apreciado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, cuja denúncia foi formulada pela Procuradoria Geral da República (PGR). Abstraindo a questão da culpa, se Aécio recebeu propina ou não da JBS, como dizem os vídeos e as delações dos executivos dos açougueiros, o senador tucano caiu no “esquema” que ele próprio ajudou alimentar com o denuncismo contra o PT e o golpe de Estado de 2016. A questão é: o Supremo irá absolver Aécio Neves por “falta de provas” ou atirá-lo às feras para justificar a “imparcialidade” da justiça que mantém preso político, em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva? A Primeira Turma do STF é composta pelos seguintes ministros: Alexandre de Moraes (presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Portanto, faça a sua aposta. Aécio será cuspido pelo sistema?
ANASTASIA QUER SALVAR TEMER E OS CORRUPTOS BRASILEIROS

– Um projeto apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), pré-candidato ao governo de Minas Gerais, pode enfraquecer órgãos de controle e salvar a pele de políticos suspeitos de improbidade, na avaliação de procuradores, juristas e auditores, que se uniram pelo veto ao texto. O projeto aguarda apenas a assinatura de Michel Temer para entrar em vigor. Como explica o colunista Bernardo Mello Franco, do Globo, “o texto limita as hipóteses em que os políticos e gestores podem ser processados. Eles passariam a responder apenas em casos de ‘dolo ou erro grosseiro’. Quem for acusado de negligência ou de imperícia ficaria a salvo da lei”. Entre “outras novidades que soam como música para os políticos”. Em seu discurso de defesa, Anastasia usa argumentos nada inovadores: o excesso de regras teria gerado “incerteza” e “imprevisibilidade” para quem administra verbas públicas.
Aécio diz que foi ingênuo ao pedir propina e sugerir matar o primo

Prestes a virar réu por corrupção, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), responsável direto pelo golpe que destruiu o Brasil, publica artigo nesta segunda-feira, em que diz ter sido ingênuo no episódio em que pede R$ 2 milhões à JBS e sugere que as malas sejam entregues a “alguém que a gente possa matar antes de fazer delação” – no caso, o seu primo, Fred Pacheco. Segundo o ministro Luis Roberto Barroso, que integra a turma que deve julgá-lo, há poucas pessoas presas no Brasil com mais provas do que no caso Aécio. “Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles”, diz Aécio. Sua excelência, o fato Por Aécio Neves A narrativa que se impõe como um tsunami no país tende a considerar, de antemão, todos os políticos culpados.Fragmentos de imagens e manchetes repetidos à exaustão definem percepções. Vivemos o tempo da opinião muitas vezes desvinculada da informação. Sou alvo de denúncia em função da delação da JBS. Aos que não conhecem o seu conteúdo, ofereço este esclarecimento. Ofereço mais, ofereço os fatos. No início de 2017, precisei contratar advogados. Era uma despesa inesperada e eu não possuía recursos pessoais para enfrentá-la. Minha mãe colocou então à venda o apartamento em que reside há mais de 35 anos no Rio de Janeiro. Minha irmã, Andrea, ofereceu o imóvel a alguns empresários, inclusive ao senhor Joesley Batista. Ela teve com ele, em toda a sua vida, um único encontro, a meu pedido, motivado por esse assunto familiar que nada teve a ver com política. Mais tarde, de passagem pelo Rio, ela lhe telefonou, convidando-o para conhecer o imóvel. Ele preferiu não ir e pediu um encontro comigo. Felizmente, esse telefonema, omitido pelo delator, foi recuperado pela Polícia Federal. Ele mostra, de forma inequívoca, o objetivo do contato feito: a venda do imóvel. Apesar da relevância, essa informação não foi mencionada na denúncia. Recebi, de boa-fé, o delator no hotel em que estava e, numa conversa criminosamente gravada e induzida por ele, permiti-me usar um vocabulário inadequado e fazer brincadeiras injustificáveis e de enorme mau gosto, das quais me arrependo profundamente. Lamento, especialmente, o que esse episódio acarretou para outras pessoas. Meu primo, Frederico, é uma pessoa absolutamente correta, íntegra e não tem nenhuma responsabilidade pelos fatos ocorridos. Limitou-se a me fazer um favor ao receber um empréstimo pessoal, a mim dirigido, que não tinha nenhuma vinculação com o cargo que ocupo. Reitero a ele e ao seu amigo Menderson, que o acompanhou, o meu pedido público de desculpas pelas consequências que eles e suas famílias vêm sofrendo. Minha irmã, reconhecida até mesmo pelos meus adversários por sua seriedade e correção, foi injusta e covardemente exposta apenas por ter contatado o delator com a intenção de vender um imóvel. Na gravação de que fui alvo, o delator atesta a origem lícita e particular dos recursos e deixa claro — também em depoimento— que partiu dele a decisão de que o empréstimo teria que ser feito em espécie, o que não é ilegal, uma vez constatada a licitude dos recursos. Errei em aceitá-lo. Mas não cometi nenhum crime. Não houve nenhum prejuízo aos cofres públicos. Ninguém foi lesado. Hoje, é fácil reconhecer que o objetivo dessa exigência era gerar as imagens para o seu extraordinário acordo de delação. Os recursos ficaram guardados, esperando serem formalizados, para que eu pudesse pagar honorários de advogados. Como isso não ocorreu, não foram usados e foram entregues à Justiça. Mas vamos às acusações. Sou acusado de corrupção passiva, crime que pressupõe que um agente público receba vantagem indevida em troca de contrapartida. Não houve vantagem indevida, e a própria Procuradoria-Geral da República indicou que não houve nenhuma contrapartida no caso. Na gravação, poucos se recordam de que rechacei prontamente a sugestão, feita por ele , para que apoiasse um nome para a presidência da Vale. A menção a diretorias da empresa se deu como forma de encerrar o assunto introduzido, premeditadamente, por ele. Prova de que essa questão nem sequer foi considerada é que absolutamente nenhuma iniciativa foi tomada nesse sentido. Na minha vida pública, não existe um ato sequer em favor da JBS, o que foi confirmado pelos delatores.Como falar em corrupção onde não existe dinheiro público ou contrapartida? A segunda acusação, de tentativa de obstrução, é também desprovida de fundamento. Basta dizer que o precedente citado em longas 15 páginas para justificar a denúncia contra mim foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido da própria PGR. Ou seja, pelos critérios da própria instituição eu não deveria nem sequer estar sendo denunciado. Acusam-me por votos que dei no Senado e por opiniões que externei em conversa particular, sem que tivessem nenhum desdobramento fático. Tenta-se, com isso, criminalizar opiniões e votos de congressistas cujas imunidades são garantidas pela Constituição. De forma seletiva, a denúncia ignora, por exemplo, que cheguei a apresentar emenda alterando o projeto original da Lei de Abuso de Autoridade, defendendo, justamente, o ponto de vista do Ministério Público Federal! É, portanto, com o sentimento de grande impotência que vejo as versões devorarem os fatos.O que me define são os meus 32 anos de vida pública honrada e não os poucos minutos de uma armadilha montada por criminosos. Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles. Mas não cometi nenhuma ilegalidade.Por isso, não esmoreço. Em nome da minha história, da minha família e de todos aqueles que confiaram a mim a esperança de uma Minas Gerais e de um Brasil melhor, sigo em frente, porque sei que a verdade vai prevalecer. Apesar do tsunami. AÉCIO NEVES é senador (PSDB-MG). Foi candidato à Presidência em 2014 e governador de Minas Gerais de 2003 a 2010 O “INGÊNUO” MAIS ESPERTO DO MUNDO Por Rogério Correia Na semana em que provavelmente virará réu por corrupção, o ainda senador Aécio Neves publica artigo hoje na Folha de São Paulo. Nega qualquer ilegalidade. E diz que, se errou, foi por ser “ingênuo”. Aécio é, portanto, o “ingênuo” que aparelhou o governo mineiro, quebrando o
Caos na saúde de Capitão Enéas gera protestos da população

SERVIDORES DA SAÚDE INDIGNADOS PEDEM AO PREFEITO PETRÔNIO MINEIRO A DEMISSÃO DO COORDENADOR DA ATENÇÃO PRIMÁRIA HAVERÁ PROTESTO E MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPALPor: Jô Silva Rodrigues – via facebook Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Capitão Enéas, no Norte de Minas indignados pedem ao prefeito Petrônio Mineiro a demissão do então coordenador da Atenção Primária, Dr. Márcio Vinicius. O coordenador, vem sendo alvo de acusações. Assédio moral, perseguição, coação, ameaça, amedrontamento, desrespeito, agressão verbal, abuso de autoridade e crime de improbidade administrativa somam em seu currículo de reclamações pelos 35 servidores do setor. De acordo com alguns servidores, o coordenador persegue o funcionário público até forçá-lo a assinar advertência e abrir processo administrativo para demitir o servidor. “Jô, Dr. Márcio vem usando a coordenação para fazer politicagem. Ele aproveita as pessoas mais humildes para prometerem-nas vários atendimentos, como, exames, consultas e outros tipos de apoios em troca de votos. Inclusive, estava na fila de um banco, quando alguns idosos comentando que votariam nele, porque Dr. Márcio havia os pedido voto em troca de exames”, denunciou um servidor que pediu para não ser identificado. Para os que não lembram, Dr Márcio Vinicius foi Secretário Municipal de Saúde no ano de 2011, na gestão de Reinaldo Teixeira. E à época alguns vereadores haviam pedido “a cabeça” do secretário por descobrirem que ele estava expressando interesses políticos no Município. MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL Servidores da Saúde apoiados pela maioria dos vereadores fizeram um abaixo-assinado e prometeram ir na próxima reunião (17/Abril) na Câmara Municipal da cidade pressionar os parlamentares e a população eneapolitana até que o prefeito Petrônio exonere o coordenador. DOSSIÊ CONTRA O COORDENADOR DA ATENÇÃO PRIMÁRIA PODE DERRUBÁ-LO DO CARGO O Executivo não tem outra opção a não ser demitir Dr. Márcio. Os funcionários preparam um dossiê contra o coordenador. Provas documentais, áudios e vídeos comprovam as práticas criminosas de Vinicius frente à coordenadoria. O que pode levá-lo a perda do cargo, se nada o prefeito fizer. O QUE DISSE DR. MÁRCIO VINICIUS “Jô, estou de mente tranquila. Tenho o apoio do prefeito Petrônio Mineiro. Não fiz nada do que me acusam. Isso ´perseguição pela ordem que estou colocando na casa”, justificou o coordenador. Perguntado sobre as provas que os servidores possuíam contra ele, respondeu: “Isso eles terão de provar. Afirmo estar de mente tranquila. Estou trabalhando e vou continuar”, concluiu. DENÚNCIAS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO A SEREM APURADAS Pesam contra o Prefeito Petrônio outras graves acusações. E a população prepara para um manifesto. Políticos, autoridades e representantes da sociedade civil, desconfortados com a atual situação do Município, pedem justificativa do Executivo, que pode, inclusive, ter seu mandato impedido pelas diversas acusações. Denúncias como a fraude na última licitação dos bancos, onde constava apenas o Bradesco como beneficiário. Familiares na folha de pagamento, o que configura crime de nepotismo. Alguns carros sendo utilizados para fins particulares e não públicos, inclusive, dormindo na casa de servidor. Máquinas em uso próprio e não da população. Servidores da educação sendo coagidos e obrigados a desembolsar dinheiro para presentear diretora com pingente de ouro, dentre outras, podem comprometer a atual gestão. OPINIÃO É bom reaver as acusações e afrontas e evitar confronto com a realidade. Toda e qualquer denúncia deve ser apurada. Se comprovada, sim, tomar as providências legais. Fico triste em ver que nossa administração, que vem trabalhando tanto em prol da população eneapolitana, vem sendo alvo de ataques e agressões à liberdade de gestão. Espero que tudo normalize. E, que, objetivamos bons resultados para o crescimento e progresso de nossa cidade. É democrático manifesto, muito quando condiz ao interesse de melhorias. O que não pode, é colocar o sujeito denunciado na forca, sem que ele se justifique e defenda, se for o caso. Quero que a cada dia nossa administração prospere e reverta todas estas situações, por mais que sejam contundentes. E que nossos parlamentares façam seu papel. Que é ouvir e acolher o povo e não particularidades. Como delegado estadual de Vigilância em Saúde e esposo de uma Conselheira Municipal de Saúde, não posso me omitir frente às estas acusações, que considero graves pelo seu teor. Vou acompanhar este desfecho.
Estatuinte da Unimontes e lista tríplice – Por Antônio Wagner

Com o intuito de contribuir no processo de elaboração do novo estatuto da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes – (Resolução nº 008-Consu/2017), encaminhei à Comissão Geral da Estatuinte algumas sugestões que expressam, de certo modo, a aspiração da grande maioria dos membros da comunidade acadêmica e da sociedade. Trata-se de um tema relacionado à sucessão para administração superior da Universidade, no caso, os cargos de reitor e vice-reitor. De antemão, esclareço que estou me manifestando motivado tão-somente pela necessidade de me posicionar a favor de uma transformação estrutural salutar ao crescimento da nossa instituição de ensino. Proponho, portanto, que a Estatuinte tenha como um dos seus objetivos fundamentais apontar uma alternativa para que a escolha do reitor e vice-reitor da Unimontes não seja mais realizada pelo governo do Estado de Minas Gerais com base na lista tríplice. Evidentemente, a questão da lista extrapola as competências das instâncias universitárias, pois corresponde a uma prerrogativa do governador no ato de nomeação para esses cargos. Igual procedimento também vigora no âmbito de outros Estados e na esfera federal, até mesmo para nomeações atinentes a cargos do poder judiciário. Com essa medida, os candidatos ocupantes do primeiro lugar na lista, ou seja, os eleitos através da maioria dos votos, nem sempre são nomeados. Isto se dá em função das conveniências político-partidárias, o que acaba prejudicando substancialmente o sentido da democracia. No ano passado, por exemplo, o presidente Michel Temer desconsiderou o resultado da eleição realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República – ANPR – e nomeou Raquel Dodge para procuradora-geral, sendo que esta obteve a segunda colocação. Esse gesto de Temer contrariou o posicionamento coerente dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff que sempre designavam o primeiro colocado da lista. As nomeações para os cargos de reitor e vice-reitor são realizadas muitas vezes pelo governador em final de mandato -, ou seja, quando não reeleitos ou já exercidos dois mandatos consecutivos – e nem sempre por aquele que atuará concomitantemente ao tempo de exercício do novo reitorado. Um número expressivo de professores, estudantes e servidores técnico-administrativos da Unimontes, devido à interferência estatal na escolha da sua administração superior, não se sente motivado a participar dos processos eleitorais, ocorridos a cada quadriênio. Constantemente, em muitas universidades brasileiras são realizadas manifestações contrárias ao procedimento da lista tríplice, mas essa é uma questão que não faz parte das prioridades dos governos e legisladores. A manutenção da lista significa a manutenção de uma das formas de controle absoluto sobre as instituições e do jogo de interesses políticos. Diante da falta de iniciativa política para rever a adoção da lista tríplice proponho que a Unimontes utilize critérios semelhantes aos estabelecidos no estatuto da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). O seu Artigo 19 dispõe que as eleições deverão ser diretas, sendo que as candidaturas devem ser registradas conjuntamente (reitor e vice) numa mesma chapa. Desta forma, será considerada eleita a chapa que obtiver mais de cinquenta por centro do total de votos válidos, todavia, caso nenhuma chapa atinja esse percentual, haverá um segundo turno entre as duas chapas mais votadas. Os nomes do reitor e vice-reitor eleitos pela comunidade acadêmica deverão ser homologados pelo Conselho Universitário e encaminhados ao Governo do Estado, no prazo de sessenta dias antes do término do mandato a ser sucedido, para posterior nomeação e posse. Além disso, sugiro que seja vedada a reeleição consecutiva para ambos os cargos e que o período do mandato passe de quatro para cinco anos.Acrescento ainda como proposta à Comissão Geral da Estatuinte que as chapas, a exemplo do que ocorre na Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA -, no ato da inscrição de suas candidaturas, apresentem obrigatoriamente um programa de gestão e que os seus membros possuam título de doutor, além de pertencerem ao quadro de professores efetivos da instituição. Este último quesito deve ser considerado independentemente do tempo de atuação do docente como membro do quadro permanente, o que tornará extinta a exigência de no mínimo cinco anos fixada pelo atual estatuto da Unimontes.Nas eleições para diretores de centros de ensino no âmbito da Universidade também devem ser nomeados para o cargo os mais votados em cada unidade e não aqueles indicados pelo reitor através de lista tríplice.Desta forma, as sugestões aqui expostas poderão fornecer uma significativa contribuição ao debate em torno do controverso tema da autonomia universitária, o que poderá ganhar fôlego no Congresso Estatuinte e no Conselho Universitário da Unimontes – órgão responsável pela aprovação da versão final do novo estatuto -, bem como no Conselho Estadual de Educação e na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. * Antônio Wagner é doutor em Filosofia pela UFMG, poeta e professor da Unimontes; ex-diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH) e membro do Conselho Universitário dessa instituição.
STF CONFIRMA PARA DIA 17 JULGAMENTO DE DENÚNCIA CONTRA AÉCIO

Agência Brasil – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter para a próxima terça-feira (17) o julgamento sobre o recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva. O pedido de adiamento foi feito pela defesa de Andrea. O advogado alegou que não poderia comparecer à sessão porque teria de participar de outro julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para o ministro Marco Aurélio, a defesa não apresentou justificativa relevante. “Nada impede que os julgamentos agendados para a data sejam ordenados, no próprio dia, de modo a possibilitar ao profissional, ante a proximidade dos Tribunais, a realização de sustentação oral em ambos”, decidiu. Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça. Em nota divulgada na última terça-feira, o advogado Alberto Toron, que representa Aécio Neves, disse que o senador foi “vítima de uma situação forjada, arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico”.
O cheirador de pó e ladrão e a ave de rapina continuam mandando na justiça

Newton Cardoso é alvo de operação da PF depois de chamar Aécio de “ladrão e cheirador de pó” e Andrea, de “ave de rapina” Do Estado de MinasA Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na empresa Rio Rancho Agropecuária, do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso e de seu filho, o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB).Os mandados, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Dias Toffoli, foram cumpridos na sede da empresa, em Belo Horizonte, e em Grão Mogol, no Norte do estado. O processo, que investiga crimes financeiros, corre em segredo de Justiça.Embora a busca seja na Rio Rancho, a investigação se estende à Florestal Vale Jequitinhonha, do mesmo grupo. A reportagem entrou em contato com a família de políticos, cuja assessoria de imprensa enviou nota assinada pela empresa Rio Rancho Agropecuária S/A.A empresa afirma que está à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento. “Atuando no mercado brasileiro por mais de 30 anos, a licitude e transparência nas atividades sempre foram os princípios que nortearam e sempre nortearão nossos negócios”, afirma.(…)PS: A operação da PF acontece alguns dias depois do ex-governador chamar Aécio Neves de ladrão e podre e Andrea Neves, irmã dele, de “ave de rapina”. É por isso que a operação de agora cheira à resposta da ala tucana da PF (muito expressiva). A operação foi deflagrada na terça-feira (10), mesma data em que foi publicada uma entrevista onde ele comemora o fato de estar livre enquanto vários políticos que o acusaram de corrupção são investigados. “Lula está aguardando esse pessoal todo: Temer, Moreira, Eliseu (Padilha). Geddel já está lá. Como também está aguardando Aécio, esse pessoal do Anastasia, estão todos na fila para ir para a cadeia. E todos me xingavam: ah o Newton é corrupto. Olha o corrupto aí: está livre”, disse Newton Cardoso ao jornal Hoje em Dia.
Mediocridade abaixo da média – Por Manoel Gusmão

Tenho visto vídeos e mensagens novos com conteúdo velho, cujo teor conheci quando estudava por correspondência, na zona rural, à luz de lamparina a querosene. Para a maioria das pessoas a mediocridade é a melhor forma de se viver. Pensar igual, agir igual, viver igual, viver na média. Mas existem aqueles que se dizem “moderados”. Mas pertencem a direita que paga seu uniforme de centro, utilizado para esculhambar a esquerda. É um grupo constituído de partidos de aluguel, falsos religiosos, executivos e pequenos empresários. Se vendem por pouco e são piores que os direitistas assumidos. Nem quentes nem frios. E o que dizer dos meritocratas? Que por terem eles, como eu, saído das profundezas da pobreza absoluta, exigem que todos tenham a mesma sorte, as mesmas oportunidades, a mesma força fisica e mental, o mesmo instinto. Mas sabem que não é assim. Dizem apenas para autovalorização, exacerbação do ego e para proclamar a própria retidão.Para mim nunca bastou a verdade imposta. Procuro a verdade que vive escondida.Não entendo como as pessoas não conseguem ver a realidade dos fatos e aceitam e gostam de deixar ser levados. Nunca foi tão claro e de fácil percepção a implantação do golpe e sua continuidade. O sistema sempre está de plantão esperando o momento oportuno para atacar. O discurso do Aécio foi a brecha. “Não vamos deixá-la governar. Não vamos aprovar nada. Vamos sangrá-la”. Depois veio o desespero de Eduardo Cunha, contando com os votos do PT para se salvar. Não conseguindo, deu o troco. Segue-se a isso a ganância e a vaidade do Temer. Percebeu a única chance na vida para se tornar presidente. E não só por isso. Dentro do PMDB está a nata da corrupção. E graças a ela, nele se encontram o maior número de políticos e dos mais corruptos. Com as instituições funcionando, como está na constituição, o que só ocorreu após a eleição de Lula em 2002, com o aparelhamento da polícia federal, ministério público e demais órgãos de fiscalização e controle, todos estariam presos .Foi quando se formou o acordão, com judiciário e tudo, nas palavras de Romero Jucá. Na justiça federal foi escolhido o já conhecido Sérgio Moro, em cuja ficha corrida já constava, dentre outras provas de submissão a direita, o escândalo do Banestado. Depois veio o Gilmar Mendes, impedindo Lula de ser ministro de Dilma. Dentre tantos outros que fizeram parte deste grande espetáculo circense. E por último a Rosa Weber, que vendeu o maior direito de cidadania contido na constituição, que é o direito a personalidade. Mas desde já informando que estava votando contra sua consciência, naquele momento, mas na votação da ADC, sua consciência será restabelecida e o placar invertido. E ninguém mais será preso após julgamento em segunda instância. Mas vamos fingir que o trânsito em julgado que reza o inciso LVII do artigo 5° da constituição deve se esgotar no meio do trânsito e este será o entendimento daqui prá frente. Então porque atropelaram a segunda instância e anteciparam a prisão ao saber de uma iminente votação no STF? Bananas! Imbecis! A lei é abstrata e deve ser aplicada a todos, independentemente do réu e da vontade do julgador. Más enquanto isso, já forçaram o PEN, titular da ação a que temiam, a suspensão dela. Com ameaça? Ninguém sabe.Não vejo em Lula nenhum santo, como também não vejo em nenhum outro ser humano. Mas vejo nele um espírito diferenciado, uma alma acima da média. O conheci em 79, quando ouvi seu discurso na praça da catedral, em Montes Claros. Vi ali um ser iluminado, cuja inspiração sobrepunha a ausência de escolaridade. De lá prá cá, sempre acompanhei sua trajetória de vida. Sua importância nas conquistas sociais deste país. Mas os principais beneficiários destas conquistas o renegam. Renegam graças a avalanche de informações burguesas, tanto em bate-papo de botequim, como principalmente na mídia. Por sinal muito bem paga para desconstruir a verdade. Uma pessoa que se gaba por não perder um telejornal, mas não procura outras fontes de informações, que não procura ter um minino de senso crítico, forma-se nele um pateta perfeito. O nojo da corrupção só existe contra o PT.Quem não tem preconceito contra a esquerda conhece a verdade. Vê o que foi feito, como foi feito e pra quem foi feito. Enxerga que o governo do PT foi um governo de inclusão. Um governo que contemplou pobres e ricos. O pobre pode consumir e o rico vendeu. Só não enxergou quem não quis. Imbecil é quem pensa que a esquerda brasileira é contra o capital. A luta é para uma melhor distribuição de riquezas. Para uma drástica redução da desigualdade social. As altas margens de lucros das empresas é um grande mal, mas ainda é um mal menor. O grande mal é o capital preguiçoso e especulativo, que vive de agiotagem. Pra ele não interessa a estabilidade. Provoca crises, incertezas e caos. É o verdadeiro dono do sistema. Os políticos de direita, veículos de comunicação de massa, líderes religiosos e outros seres imprestáveis que estão ao seu serviço, se fartam de bens e grandezas, mas não são os proprietários do sistema global dominante. Individualmente qualquer um deles pode desabar, como muitos, peças chave do golpe, já desabaram. Por mais importantes e poderosos que sejam em determinado momento, são insignificantes diante do todo e desabam sozinhos. O sistema como um todo não pode ser atingido.Tratando dos fatores de produção, não me venham com discurso construído pelo sistema capitalista que a esquerda é contra o capital. Apenas não o defende porque ele é o próprio poder em si mesmo e não precisa de mais nenhuma defesa. Em defesa da terra, uns poucos gatos pingados de ecologistas que nada podem fazer diante da voraz e destruidora ganância. Pela valorização do trabalho, os partidos de esquerda, intelectuais e pessoas que mesmo sem cultura, tem poder de discernimento. Não me venham também com esta farsa de gerador de emprego. Pura hipocrisia. O interesse é o lucro. O emprego é uma necessidade, consequência
Aécio Neves deu piti da mudança eleitoral de Dilma para Minas Gerais

O tucano está incomodado com a possibilidade de perder a vaga no Senado, para a ex-presidente Dilma Rousseff O ainda senador Aécio Neves, responsável pelo golpe parlamentar, que tirou uma presidenta honesta para colocar uma quadrilha no seu lugar, reagiu com a decisão de Dilma Rousseff ter trocado seu domicilio eleitoral para Minas Gerais. Segundo a nota assinada pelos seus capachos Domingos Sávio, deputado federal e presidente do PSDB estadual e Gustavo Valadares, deputado estadual e líder da minoria na Assembleia Legislativa de Minas, a possível candidatura foi “armada no escuro da noite”. O texto salienta que, em agosto de 2013, durante discurso de lançamento do Pronatec, em Belo Horizonte, a ex-presidente trocou o nome da capital mineira por Porto Alegre. É dito que isso retrata “bem” a relação da petista com o Estado e que os mineiros não se esqueceram “das promessas feitas em seu governo e jamais cumpridas”. A nota finaliza assinalando que a “pretensa candidatura de Dilma é um desrespeito com o povo mineiro”. Aécio Neves, que foi flagrado em um grampo da JBS pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista e ameaçou de morte seu primo ‘Fred’, que pegaria o dinheiro pessoalmente, em malas, viveu todos seus mandatos de governador e senador praticamente morando no Rio de Janeiro, onde era conhecido como o playboy carioca do interior de Minas.