Mobilização pela revitalização do rio da integração nacional

 – Em defesa do Velho Chico – Por Manoel Freitas – “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico”. Mais do que a cara feia e a força desse símbolo norte-mineiro que, segundo a crença popular, afasta os maus espíritos, o rio São Francisco precisa de união de esforços do poder público e da população para ser resgatado de uma das condições mais críticas de sua história.Apesar da importância do rio da integração nacional, que passa por cinco estados e 521 municípios, o assoreamento e a poluição castigam o curso d’água. Para livrar o rio desse triste cenário, um encontro acontece nesse fim de semana em Januária, no Vale do Peruaçu. Marcado para 3 de junho, Dia Nacional em Defesa do São Francisco, o evento “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico” foi adiado por causa da paralisação dos caminhoneiros. Mas hoje e amanhã, o evento realizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), em parceria com a Secretaria de Turismo e Cultura de Januária, promete alertar a população e o poder público para os graves problemas que assolam o rio. O evento acontece em Januária pela posição estratégica do município, pois está lado a lado com Pedras de Maria da Cruz, Bonito de Minas, Matias Cardoso e Manga, a última cidade de Minas banhada pelo Velho Chico. O rio da integração nacional tem esse título por ser o caminho de ligação do Sudeste com o Nordeste. Desde a nascente, na Serra da Canastra, em Minas, até a foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, percorre 2.800 quilômetros. A bacia hidrográfica irriga uma área quase igual à da França, abastecendo perto de 13 milhões de pessoas. A grandiosidade e importância do rio, no entanto, esbarram nos bancos de areia no leito, que podem ser vistos até mesmo nos períodos de cheia, e o acúmulo de sedimentos, dificultando a navegabilidade. Com beleza ímpar, o Velho Chico sofre ainda com o desmatamento de áreas verdes no seu entorno e de matas ciliares para produção de carvão vegetal, com os fertilizantes e defensivos agrícolas que poluem as águas. Mais ainda, é degradado com os garimpos ilegais, irrigação e as barragens hidrelétricas que desviam o leito, reduzindo a vazão e alterando a intensidade e época das enchentes. CRISETudo isso contribui para que o São Francisco viva a maior crise de escassez de água já registrada na bacia, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Situação que vem se repetindo nos últimos anos – 2013 e 2014 foram os campeões de baixa vazão de água no rio. Os meses de janeiro e fevereiro de 2015 também apresentaram os piores números da média histórica. Um contraste com um passado de fartura, época em que pelas águas caudalosas circulavam grandes vapores, rasgando a correnteza, levando mercadorias e pessoas. Com o tempo, o leito do Velho Chico foi minguando, sendo sugado de um lado, aterrado de outro. MOBILIZAÇÃOA programação desse sábado e domingo tem, segundo os organizadores, o objetivo de conscientizar a população sobre a preservação do rio e mobilizar a todos pelo uso responsável dos seus recursos hídricos. “Tendo a carranca como ícone, a ideia é chamar a atenção do governo e da população para os graves problemas enfrentados pelo rio e sua bacia”, ressalta Núbia Primo, assessora da Associação dos Municípios do Médio São Francisco. Segundo ela, “é necessária e urgente a revitalização do São Francisco, a fim de que ele continue alimentando a vida e a esperança dos 18 milhões de brasileiros que dependem direta ou indiretamente de suas águas”. (…) PROTEÇÃO – Figura da carranca será usada para afugentar a crise de degradação pela qual passa o São Francisco – Foto: Manoel Freitas  SOBREVIVÊNCIA – Com mais de 2.700 km, rio é fonte de renda e de sustento para milhares de famílias em Minas e mais quatro estados por onde passa – Foto: Manoel Freitas    DESTRUIÇÃO – Assoreamento é um dos principais problemas que atingem o Velho Chico em Manga – Foto: Manoel Freitas  BELEZA RARA – Paisagens de tirar o fôlego surpreendem quem se aventura em passeios pelo curso d’água – Foto: Manoel Freitas    TRAVESSIA – Navegabilidade é cada dia mais difícil com o baixo nível das águas – Foto: Manoel Freitas  Via: O Norte

Iphan inicia dossiê para candidatura do Peruaçu a Patrimônio Mundial

 Joia do Norte – 180 cavernas compõem o Peruaçu, a maioria com pinturas rupestres de épocas distintas e com características diferenciadas Por Manoel Freitas – Jornal O Norte O trabalho da natureza para conseguir o título de Patrimônio da Humanidade já foi feito. A riqueza natural e histórica está toda lá, para todos verem, e é inquestionável. “Isso aqui é uma joia que estava guardada até agora e precisa ser revelada ao mundo, uma joia para Minas, para o Brasil, para a humanidade”, afirma o diretor de Relações Internacionais do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marcelo Brito. Agora, a consagração do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu vai depender do esforço de uma equipe de especialistas para encontrar as justificativas, os meios, as vias e vencer no campo da argumentação técnica para convencer a Unesco de que a unidade de preservação que fica no Norte de Minas merece ser alçada a patrimônio mundial. Os elementos para compor o dossiê de convencimento foram coletados em uma expedição realizada nos últimos dias 7 e 8, da qual O NORTE participou, com exclusividade. A comitiva de dirigentes do Iphan em Minas Gerais fez um levantamento criterioso. Na equipe, Marcelo Brito, a superintendente em Minas, Célia Corsino; o arqueólogo Reginaldo Barcelos e o espeleólogo Carlos Leonardo Giunco, integrante da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e coordenador da candidatura ao selo. O grupo, do qual participaram dirigentes do Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (ICMbio), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Fundação Darcy Ribeiro e ambientalistas, visitou cinco grutas: Desenhos, Bonita, Boquete, Caboclo e Janelão, uma das mais significativas do Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Espeleologia. A expectativa é a de que o Brasil apresente a candidatura do parque à Unesco na categoria mista, Patrimônio Natural e Cultural, em 2021. Depois do exaustivo trabalho de campo, Marcelo Brito disse que a concessão do título é “incontestável”. Nesse sentido, o diretor garantiu que o Iphan “está engajado e vai trabalhar com afinco nessa candidatura”. TURISMOCélia Corsino ressalta que o selo da Unesco é de extrema importância para preservação do patrimônio e valorização da economia local. “Traz toda uma situação por trás dele, como o incentivo ao turismo internacional, turismo especializado, e é isso que é importante, que será um vetor de desenvolvimento para o Norte de Minas”, afirma, lembrando que o Iphan é o órgão do governo brasileiro que faz a ponte com a Unesco. “Diante do que podemos verificar, entendo que agora está na hora do Peruaçu. De mostrar ao mundo a grandiosidade e exuberância dos seus cânions, cavernas e sítios arqueológicos” Célia CorsinoSuperintendente do Iphan em Minas Sobram motivos para obter títuloApós os dois dias de visitação, a equipe do Iphan adiantou, na reunião final em Januária, que conta também a favor da candidatura do Peruaçu o fato de o Brasil ter acabado de assumir uma cadeira e a vice-presidência no Comitê dentro da Unesco. A duração é de quatro anos, tempo suficiente para que os órgãos cumpram todas as etapas da candidatura. O Peruaçu precisaria se encaixar apenas em um requisito da Unesco para ganhar o título, mas se insere em três, principalmente pela singularidade das 180 cavernas nas quais estão incrustadas pinturas rupestres de épocas distintas, em paredões que revelam formações geológicas, espeleológicas e ambientais únicas. Carlos Leonardo Giunco, integrante da Sociedade Brasileira de Espeleologia, disse que fortalece a candidatura do Peruaçu o fato de a área ser considerada hábitat de espécies da fauna ameaçadas de extinção. “Além de ter beleza natural sui generis, evidências e registros geológicos dos diferentes períodos da humanidade”. O arqueólogo Reginaldo Barcelos constatou o registro de diferentes períodos históricos de povos que viveram na região com tradições distintas, “inclusive algumas como no caso da Lapa do Caboclo, sobrepondo umas às outras.

Museu Regional da Unimontes sedia Encontro do Território Norte

“Divulgar as diretrizes para a elaboração de planos museológicos, com o intuito de otimizar a qualidade dos museus”. Este é o objetivo do VI Encontro Regional de Museus – Território Norte, que acontece em Montes Claros na próxima terça-feira (19/6). As atividades serão realizadas no Museu Regional do Norte de Minas (MRNM), a partir das 9 horas, com palestras, debates e oficinas.  Administrado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), o Museu Regional foi instalado em 2014 no Casarão da antiga Fafil, na Rua Coronel Celestino, 75, no Centro Histórico da cidade. Com o tema “Planejamento Museológico”, o encontro é voltado para profissionais de museus, estudantes e profissionais das áreas afins.O evento faz parte das ações do Projeto “Consolidação do Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais”, inserido em edital do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). As atividades são coordenadas pela Superintendência de Museus e Artes Visuais (Sumav), da Secretaria de Estado da Cultura.Na abertura, haverá a apresentação do Sistema Estadual de Museus. Às 10 horas, acontecerá a palestra “Plano Museológico”, que será proferida pela museóloga Pollyanna Lacerda, seguida de debate.Na parte da tarde, às 13h30, será realizada a oficina “Construindo o seu Diagnóstico”. Às 15h30, acontecerá a oficina “Planejamento: Programas e Projetos”. No encerramento do encontro, às 17 horas, haverá a distribuição de livros do IBRAM aos participantes. SERVIÇOVI Encontro Regional de Museus – Território NorteDia: terça-feira (19/6)Horário: a partir das 9 horasLocal: Museu Regional do Norte de MinasEndereço: Rua Coronel Celestino, 75, CentroInformações e inscrições: https://goo.gl/forms/lSQjmMxY1colzPbI2e-mail: sistemademuseusmg@gmail.com Fonte: Ascom/Unimontes

Nova pesquisa da InfoMoney confirma: Lula continua disparado

 – O mercado financeiro faz suas próprias pesquisas para as eleições de 2018. Acaba de sair mais uma da XP (grupo Itaú Unibanco) com o instituto Ipesp: Lula continua disparado (29%), Bolsonaro cai (19%), Ciro (6%) e os candidatos da direita continuam estacionados; Marina (10%), Alckmin (7%), Álvaro Dias (6%), Meirelles (2%), João Amoedo (1%) e Flávio Rocha (0%). Manuela está com 1% e Boulous com 0% na pesquisa telefônica, realizada entre os dias 11 e 13 de junho. Leia a íntegra dos resultados na InfoMoney, clicando aqui. Os patéticos Por Fernando Brito No início de 2016, ano do golpe parlamentar-judicial que atirou o Brasil no imponderável, seria louco quem dissesse que chegaríamos às eleições presidenciais de 2018 com a direita reduzida a candidaturas patéticas. No infeliz ano novo que começava, as pesquisas indicavam – pode parecer incrível a você, hoje – Aécio Neves com o líder das intenções de voto, com 27% das intenções de voto no Datafolha. Fosse Alckmin o candidato tucano, ainda teria um patamar do qual partir, com seus então 14% Jair Bolsonaro era apenas um pequeno quisto (4%, na pesquisa de dezembro de 2015) e Henrique Meirelles estava a poucos meses de ser apresentado como líder do “dream team” que salvaria o país da recessão. Hoje, exceto por Bolsonaro, que virou mesmo um tumor, a direita brasileira reduziu-se a candidaturas patéticas. Henrique Meirelles é uma piada dentro do próprio (P)MDB, apenas um “é o que temos” com dinheiro suficiente para que os deputados do partido não tenham de gastar o fundo partidário com um fiasco, digo, uma candidatura presidencial. O PSDB, agora sem o seu falecido Aécio, amarga índices de inacreditáveis 5 ou 6% para Alckmin e se vê diante da inimaginável situação de poder perder até mesmo em seu quartel general, São Paulo. Meirelles e Alckimin vivem a patética situação de não serem defenestrados das candidaturas apenas por absoluta falta de outros que caibam nesse lugar. Dória, o aventureiro que surgia como opção, esfarinhou-se e Temer e a Lava Jato encarregarem-se, no MBD, de moer qualquer sonho de continuidade do infeliz ocupante do Planalto. Bolsonaro virou seu candidato, apesar do teto da repugnância em que esbarra e o patético da situação agora se agrava com a anunciada tentativa de Geraldo Alckmin em “polarizar” o debate com ele. Os tucanos verificarão, amargamente, que não há debate possível com o candidato que construíram com seu ódio, porque poucos, entre os dele, se importam com qualquer traço de razão. Bolsonaro cresce em seu próprio silêncio e deixa que seu discurso seja o ódio que tucanos e mídia construíram e constróem. A polarização que decidirá a eleição está em Curitiba e não dá sinais de se abrandar: na pesquisa que citei, Lula tinha 20% das intenções de voto e hoje, mesmo encarcerado e apresentado ao país como alguém que está inexoravelmente fora da disputa, tem 30%. O golpe é patético, como patética é a situação de seus promotores. Levaram o país a um torvelinho que, infelizmente, está muito longe de seu fim.

Grave patronal que usou os caminhoneiros serviu para aumentar a gasolina

 – Gasolina e etanol custam 7,5% mais que antes da greve – Gasolina vendida nos postos do país volta a ser comercializada com 25% de etanol anidro e não mais 20%Do dia 18 de maio para o dia 10 de junho, gasolina subiu R$ 0,34 e o etanol ficou R$ 0,22 mais caro na região metropolitanaO diesel deveria estar R$ 0,46 mais barato nas bombas, por causa do acordo entre governo federal e caminhoneiros. Mas, em Belo Horizonte, o preço caiu só R$ 0,27, de acordo com pesquisa do site Mercado Mineiro. O levantamento compara os preços médios do dia 18 de maio, antes da greve, com os do dia 10 de junho, depois da paralisação. Embora tenha caído menos do que o esperado, o diesel está mais barato. Já a gasolina e o etanol ficaram cerca de 7,5% mais caros nesse mesmo período. O levantamento foi feito em 121 postos da região metropolitana de Belo Horizonte. Antes da greve, a gasolina custava, em média, R$ 4,53, e o etanol, R$ 2,87. Agora, estão custando R$ 4,87 e R$ 3,09, respectivamente. O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, explica que a tendência é de estabilização do etanol e novos aumentos para a gasolina. “O preço pago ao produtor, sem impostos e sem frete, está variando entre R$ 1,68 e R$ 1,69. Antes da greve, estava em R$ 1,64. Já a gasolina continua com os reajustes diários, o que será agravado com as questões do aumento do dólar”, explica. Só que nem o álcool, que está estável, nem o diesel, que já caiu de preço, e nem a própria gasolina estão livres de novos aumentos. “O tabelamento do frete anunciado pelo governo é uma medida totalmente inflacionária e que vai afetar toda e qualquer mercadoria transportada por um caminhão, inclusive os próprios combustíveis devem sofrer repasses, pois o frete ficará mais caro”, avalia. Vantajoso Entre preços que subiram e caíram, uma coisa não mudou: o etanol continua valendo mais a pena. Ele está custando, em média, 63,4% do valor da gasolina. “O consumidor está em uma situação difícil. A gasolina está subindo, o etanol também, apesar de estar em plena safra de cana-de-açúcar. Mas a tendência é a gasolina subir ainda mais, porque o preço do barril de petróleo já chegou a US$ 120. Então, a melhor saída para quem tem carro flex é deixar a gasolina de lado e usar o etanol”, destaca o coordenador do Mercado Mineiro Feliciano Abreu. A pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), feita todas as sextas-feiras, confirma o movimento de aumento dos preços. Entre 27 de maio e 2 de junho não foi possível coletar os dados, pois não havia combustível nos postos. Mas a comparação entre 9 e junho e 19 de maio mostra que a gasolina subiu de R$ 4,42 para R$ 4,88, e o etanol passou de R$ 2,84 para R$ 3,09 em Minas. REAJUSTES Variação de preços entre 18.5 e 10.6: Gasolina: de R$ 4.538 para R$ 4,874 (+7,40%)Etanol: de R$ 2,873 para R$ 3,090 (+ 7,55%)Diesel: de R$ 3,895 para R$ 3,621 (-7,03%) Tabela do frete já tem 30 atuações na Justiça O tabelamento do frete, em vigor desde 30 de maio, já é contestado em 30 ações judiciais (entre coletivas e individuais), movidas por empresas e entidades representativas, de acordo com último mapeamento da Advocacia Geral da União (AGU). Do total, houve decisão de primeira instância, na Justiça Federal do Rio Grande do Norte, em quatro processos. A AGU aguarda decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), apresentada pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR) na sexta-feira. No processo, a entidade pede a suspensão imediata da tabela. Impacto no PIB é consenso no mercado O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, admitiu ontem que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana. As previsões do governo apontam um crescimento de 2,5% do PIB em 2018, mas ontem o boletim Focus do Banco Central mostrou que o mercado já vê um avanço inferior a 2%, na previsão mais pessimista do ano. A greve de caminhoneiros deve impactar o PIB do segundo trimestre do ano, mas ainda não é possível precisar o tamanho da repercussão da paralisação sobre a atividade econômica, afirmou Roberto Olinto, presidente do IBGE. Os economistas do mercado financeiro elevaram suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018, de 3,65% para 3,82%, no relatório Focus divulgado ontem pelo BC. Quanto ao PIB, a projeção de crescimento para 2018 passou de 2,18% para 1,94%. Custo da queda do diesel para o governo será de R$14,7 bilhões O custo para promover uma redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas refinarias até o fim deste ano é de R$ 14,7 bilhões, segundo cálculos divulgados ontem pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado. O valor é R$ 1,11 bilhão maior do que o divulgado pelo governo, que estimou, no começo deste mês, o custo da redução de tributos e da concessão de subsídios em R$ 13,59 bilhões, dos quais R$ 4,01 bilhões seriam compensados por meio da redução de benefícios para setores da economia e outros R$ 9,58 bilhões por meio da concessão de subsídios ao diesel. Na ocasião, o governo informou que a redução de R$ 0,16 por litro na alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis, do total de R$ 0,46 por litro, custaria R$ 4 bilhões até o fim deste ano. Segundo a IFI, porém, o impacto da renúncia de Cide, PIS e Cofins é estimado em R$ 5,1 bilhões. Fonte: Jornal O Tempo

A história se repetindo – Por José Gonçalves de Freitas Júnior

 Em que pese as histórias terem acontecido em cenários bem diferentes, podemos encontrar algumas semelhanças, senão vejamos: há mais de dois mil anos, Judas traiu Jesus e, por isso, Ele acabou sendo crucificado mesmo sem motivação (Pilatos “lavou as mãos”). Contudo, apesar da traição e da morte de cruz sem “provas”, Jesus é seguido por toda humanidade. Hoje, Dilma levou uma rasteira de Temer, foi vítima de um processo de impeachment, mesmo sem ter cometido nenhum tipo de crime de responsabilidade fiscal mas, mesmo assim, uma parcela da sociedade insistir em repetir por aí “quem votou na Dilma votou no Temer”… Vai entender! Lado outro, Lula foi condenado e preso mesmo não tendo havido o trânsito em julgado, sendo desrespeitada a presunção de inocência, que é um direito constitucional e, pior, sem nenhuma prova material. Sei que é uma comparação longínqua mas, de certa forma, a história se repete e, mais uma vez, parte do população foi habilmente manipulada pela turma da casa grande. * José Gonçalves de Freitas Júnior é servidor Público Federal e colaborador do EM CIMA DA NOTÍCIA

Homenagem dos artistas mineiros ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

 Músicos mineiros se unem para dedicar canção ao ex-presidente Lula, que preferem chamar de guerreiro brasileiro. O vento sopra e diz, Luiz/Em cada canto deste país/Imune ao medo, ao demo e seus ardis/A lua insiste e brilha, Luiz/Luiz da gente porque Deus quis/Semente do novo fazendo o povo feliz/ Assista:  

Publicado na Inglaterra, estudo revela influências no Norte de Minas

 Artigos científicos da Unimontes sobre Mata Seca e Cerrado publicados em periódicos internacionais Os estudos desenvolvidos pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) sobre o desmatamento de áreas de Mata Seca e de Cerrado no Norte de Minas, por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Uso dos Recursos Naturais (BURN) e do grupo de pesquisa sobre Mata Secas, resultaram em artigos publicados em periódicos internacionais. Os levantamentos são realizados no âmbito da Rede Internacional de Pesquisa Colaborativa Tropy-Dry (Florestas Tropicais Secas). O desmatamento nas Matas Secas foi abordado no artigo “Políticas de Uso da Terra e Desmatamento em Florestas Tropicais Brasileiras”, publicado no periódico Environmental Research Letters (Cartas de Pesquisa Ambiental), da Inglaterra. O trabalho foi resultado da dissertação de mestrado da aluna Mariana Dupin, do mestrado em Biodiversidade e Uso dos Recursos Naturais. Antes, outro artigo de autoria do professor Mário Marcos Espírito Santo, da coordenação do grupo de pesquisas sobre as Matas Secas, foi publicado no periódico “Transações Filosóficas”, também de Londres. O trabalho teve como título “Políticas de uso da terra e desmatamento em florestas tropicais brasileiras entre 2000 e 2015”. PERFIS – “As publicações são importantes por mostrar as causas biofísicas – influência do relevo, do clima, entre outros – e socioeconômicas (influência da produção agropecuária, da densidade populacional, entre outras) do desmatamento no norte de Minas Gerais”, afirma o professor Mário Marcos Espírito Santo. LINHA DE TEMPO “A intensidade do desmatamento também foi quantificada entre 2000 e 2015, ou seja, em um período bem recente, e foi discutida no contexto das políticas ambientais (por exemplo, a Lei da Mata Atlântica, que protege as Matas Secas) e de desenvolvimento aplicadas no norte de Minas Gerais nas últimas décadas”, complementa o pesquisador. Outro diferencial dos estudos, ainda conforme Mário Marcos, foi a quantificação da regeneração natural do Cerrado e da Mata Seca, o que geralmente não é feito em estudos sobre mudanças na cobertura vegetal. Em convite, ele também já apresentou trabalho sobre o mesmo tema em congresso realizado pela Associação para Biologia Tropical em Conservação, na cidade de Montpellier, na França. Mário Marcos lembra que as produções científicas que ganharam divulgação internacional são resultados de estudo multidisciplinar, feito no âmbito da rede internacional de pesquisas Tropi-Dry, com financiamento do Instituto Interamericano de Pesquisas em Mudanças Globais. O grupo conta com pesquisadores de quatro departamentos da Unimontes: Biologia Geral, Geografia, Ciências Sociais e de Saúde Mental e Coletiva. SOBRE O DESMATAMENTO O pesquisador disse que uma característica importante da produção dos dois artigos publicados nos periódicos estrangeiros foi o levantamento de dados, a partir do geoprocessamento, de cada um dos 80 municípios da região norte-mineira, com informações mais precisas sobre o desmatamento. “Através de imagens de satélite, obtivemos uma série de parâmetros para os municípios, como declividade média, tipo de clima, densidade de rios e de rodovias, área protegida por unidades de conservação, entre outras”, relata. Ele salienta que, de uma maneira geral, os resultados do grau de desmatamento são impressionantes. “Tanto o Cerrado como a Mata Seca perderam 1,2% de sua cobertura nesta linha de tempo de 15 anos – entre 2000 e 2015 –, que é maior do que a observada nesses tipos de vegetação em outras partes do Brasil. De uma maneira geral, o Cerrado perdeu uma área de 23.446 km², um desastre que só não foi pior porque 13.926 km² de áreas abandonadas ou protegidas por unidades de conservação se regeneram naturalmente, diminuindo a perda líquida de cobertura vegetal nesse bioma para 9.520 km² em 15 anos no Norte de Minas Gerais”, registra o professor da Unimontes. Mário Marcos destaca que situação semelhante foi verificada com as Matas Secas, cuja extensão é bem menor do que o Cerrado no Norte de Minas. “No total, foram desmatados 9.825 km2 de áreas de Matas Secas, parcialmente compensados com a regeneração natural de 6.523 km², resultando em uma perda líquida de 3.302 km² (18% da área total). Esses números são mais assustadores quando se considera que as Matas Secas norte-mineiras estão supostamente protegidas pela Lei da Mata Atlântica (Lei Federal 11.428) desde 2006 (e anteriormente pelo Decreto 750, de 1993). As áreas mais sensíveis ao desmatamento foram as áreas de relevo mais plano e municípios com maior rebanho bovino perderam maior cobertura vegetal. Assim, a pecuária continua sendo o maior vetor de desmatamento no norte de Minas Gerais”, enfatiza. O pesquisador lembra que outro resultado importante dos estudos é a constatação de que municípios com maior desmatamento não obtiveram melhores indicadores sociais e econômicos. “Isso contraria os clamores dos setores rurais da região, que argumentam que o desmatamento é necessário para a expansão da agropecuária, crescimento econômico e geração de emprego e renda. Na verdade, municípios que sofreram maior desmatamento não apresentaram maior crescimento de PIB, melhora no IDH ou no Índice de Desigualdade. Finalmente, os estudos concluem que as políticas macroeconômicas que estimulam o modelo de desenvolvimento hegemônico no Norte de MG devem ser revistas. Essas políticas estão enraizadas no desmatamento e na produção e exportação de commodities agrícolas, causando impactos ambientais de longo prazo sem evidências de ganhos de bem-estar”, avalia Mário Marcos do Espírito Santo. Via Ascom/Unimontes

Pimentel destaca que Minas já tem política de redução do ICMS do diesel

 Responsável por parte significativa do consumo do combustível, o transporte coletivo de passageiros terá a alíquota zerada até 2019 no Estado  * Por Carlos Lindenberg  O governador Fernando Pimentel afirmou na segunda-feira (28/5), durante coletiva à imprensa, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, que Minas Gerais já adota uma política de redução do ICMS do óleo diesel para o transporte coletivo de passageiros. Desde 2012, segundo o governador, não há aumento da alíquota no Estado, de 15%, a terceira menor do país. A afirmação foi feita no momento em que se discute a tributação dos combustíveis no país.“De fato existe tributação de ICMS sobre o óleo diesel aqui em Minas Gerais, de 15%, e desde 2012 não houve aumento, pelo contrário, nosso governo reduziu a alíquota para 4%, e agora para 3%, e no ano que vem para 0% do ICMS sobre o óleo diesel do transporte coletivo de passageiros. Então estamos é reduzindo”, afirmou.Segundo Fernando Pimentel, a recente proposta apresentada pelo governo federal para encerrar a paralisação dos caminhoneiros vai significar a perda de receita estadual. “O que eles chamam de zeramento da CIDE e do PIS/COFINS vai significar uma perda de R$ 40 milhões por mês na receita estadual, é o que nós deixaremos de receber com essa proposta do governo federal. Para vocês terem uma ideia, esse é o valor que custa o transporte escolar todo mês no Estado inteiro, ou mais ou menos 5 mil quilômetros de manutenção de estradas. Então é um peso grande na receita de Minas Gerais essa concessão que o governo federal está fazendo com o chapéu dos estados para atender às demandas dos caminhoneiros”, pontuou.Na avaliação do governador, a origem do problema em questão é a atual política de preços adotada pela Petrobras. “É uma política equivocada, que há cerca de um ano faz reajustes diários, o que levou o combustível no Brasil a subir mais de 50% num intervalo de tempo em que a inflação sequer chegou a 3%. Então, é completamente incompatível com o nível econômico do país, com a renda das pessoas. É uma política que tem que ser mudada”, completou.Ainda de acordo com o governador, Minas Gerais tem buscado alternativas que não sacrifiquem o contribuinte e as finanças públicas. “Nós já estamos no limite, não podemos sacrificar mais o contribuinte mineiro, sacrificar mais as finanças do Estado para resolver um problema que não foi gerado pelos estados, mas pela política equivocada de preços da Petrobras. O Estado vai continuar trabalhando como tem feito para minimizar os efeitos dessa crise, que não surgiu aqui, veio lá de Brasília”, ressaltou. * Carlos Lindenberg é jornalista e Diretor do Portal 247, em Minas Gerais

LÍDER DA GREVE DOS CAMINHONEIROS É FILIADO AO PSDB

 – Apresentado como uma das lideranças da greve dos caminhoneiros, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, é filiado ao PSDB e já foi candidato a deputado estadual pelo partido tucano em 1998. Em 1994, ele atuou como cabo eleitoral promovendo uma caravana de caminhoneiros em favor da candidatura de Mário Covas ao governo de São Paulo. Fonseca também já foi chamado para assumir uma das vice-presidências da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), entidade patronal do setor. Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, Fonseca possui aproximação com o presidente da CNT, Clésio Andrade, que foi condenado a 5,7 anos de reclusão por envolvimento no chamado mensalão tucano. Segundo a assessoria da CNT, o presidente da entidade patronal “mantém apenas relações institucionais com os outros integrantes da confederação”. A sede da Abcam, localizada em Brasília, fica no mesmo prédio da CNT. Durante a paralisação, a CNT divulgou nota criticando a política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras, que foi qualificada como “desproporcional”. A Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) apuram a se empresas e entidades patronais incentivaram a greve, o que caracterizaria um locaute o que é proibido por lei. Segundo uma lista divulgada pela mídia, os nomes de José da Fonseca Lopes, da Abcam e da CNT estão entre os alvos da investigação.