Comissões da Assembleia estendem reajuste para todo o funcionalismo

Projeto que concede 10,06%, apresentado pelo Executivo, ainda precisa passar por votação no plenário da Casa  As comissões de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa aprovaram ontem substitutivo que altera o Projeto de Lei 3.568/22, do Executivo estadual, que concede reajuste de 10,06% aos servidores estaduais. O substitutivo amplia a retroatividade a janeiro de 2022 para todos os servidores, já que o Executivo havia proposto para apenas três áreas – educação básica e superior, saúde, seguridade social e segurança pública. E, a partir de 1º de maio, para as demais carreiras, cargos de provimento em comissão, funções gratificadas e gratificações de função. Por solicitação do governador Romeu Zema (Novo), foram também incluídas as carreiras do meio ambiente, que, por equívoco, não constaram da redação original do projeto. O texto ainda tramita em primeiro turno, mas um acordo entre os deputados vai aguardar a proposta voltar para as comissões após a primeira aprovação em plenário, para que sejam apresentadas emendas. Emendas para incrementar o projeto serão propostas após negociações entre os deputados. O acordo foi selado entre os parlamentares devido ao curto prazo para aprovação do projeto. A Assembleia Legislativa e o governo precisam definir o reajuste até 2 de abril, uma vez que a Lei Geral das Eleições impõe prazo de 180 dias até a abertura das urnas para a correção de salários dos servidores. Além disso, segundo o deputado Sargento Rodrigues (PTB), o objetivo de os parlamentares terem concordado em apresentar as emendas em segundo turno é para que as lideranças da Casa possam tentar um diálogo junto ao governador e chegar a um comum acordo. “Vínhamos trabalhando nos bastidores para que, no melhor momento, fossem colocadas as emendas. O melhor momento vai ser na Comissão de Fiscalização, em segundo turno, porque teremos tempo para construir melhor [as modificações] com as lideranças da Casa”, explicou Sargento Rodrigues, que tem apoiado os protestos da segurança pública referentes à recomposição inflacionárias da categoria. Por outro lado, também serão propostas emendas para outras categorias, como a deputada Beatriz Cerqueira (PT), que listou as quatro mudanças da educação e saúde que serão apresentadas por ela na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária em segundo turno: acrescentar o percentual necessário para se chegar ao reajuste de 33,24% do piso salarial para 2022; acrescentar os reajustes dos anos anteriores ainda pendentes; incorporar as gratificações da carreira docente de nível superior; incorporar a ajuda de custo para trabalhadores da área da saúde. A deputada criticou a atuação do governo pela falta de diálogo com as categorias. “Em três anos, o governo Zema não estabeleceu um processo sério de negociação. Não tem mesa de negociação, tem judicialização e criminalização das lutas. O projeto de lei não foi conversado com ninguém, o governo faz anúncios pelo Twitter, por coletivas de imprensa e não conversa com as pessoas que são objeto daquele projeto. Eu vejo que a Assembleia assume para si uma tarefa de mediação, e se estamos assumindo essa tarefa, nossa responsabilidade é muito grande”, ressaltou. Agora, o projeto segue para plenário em primeiro turno, volta para a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, onde serão apresentadas as emendas e, por fim, a votação do projeto e das mudanças em segundo turno no plenário. Aprovado, o texto com os ajustes segue para a sanção ou veto do governador Romeu Zema. Caso o chefe do Executivo estadual barre alguma proposta, o documento volta para a Assembleia Legislativa para que os deputados discutam se vão derrubar ou não o veto. Outras emendas retiradas da tramitação neste momento e que devem voltar a ser debatidas tratam dos servidores da segurança pública. Em greve nas últimas semanas, os servidores da área exigem percentual maior de reajuste, conforme acordado em 2019 com o governador. Eles também se opõem ao aumento pela via do abono fardamento, que deve criar maior distância entre os valores recebidos pelos profissionais da ativa e os reformados. RECUPERAÇÃO FISCAL O governador Romeu Zema encaminhou ontem ao plenário da Assembleia Legislativa a Mensagem 183/22, pedindo a retirada do regime de urgência do Projeto de Lei 1.202/19, que autoriza o estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, proposto pela União. A mensagem foi lida na reunião ordinária de ontem. Dessa forma, a proposta passa a tramitar pelo regime normal e deixa de impedir a votação de outros projetos, como a recomposição salarial dos servidores, ou seja, será analisada em dois turnos pelos parlamentares, depois de passar pelas comissões de Constituição e Justiça, de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária. A proposição gerou muita polêmica entre os deputados e acabou não recebendo parecer de nenhuma das comissões. Uma das críticas é de que o projeto não especifica medidas e ajustes nem prazos para implantação para corrigir o desequilíbrio das contas públicas a que se propõe. Determina princípios por meio de “medidas emergenciais e de reformas institucionais”. Isso inclui sustentabilidade econômico-financeira, equidade intergeracional, transparência nas contas públicas, confiança nas demonstrações financeiras, celeridade nas decisões e solidariedade entre os poderes e os órgãos da administração pública. O RRF terá a duração de 36 meses, prorrogáveis por igual período. Jornal Estado de Minas com agências

Kalil: ‘Quem tem medo de CPI, Ministério Público e Justiça é bandido’

Prefeito Alexandre Kalil (PSD) diz não ter medo de uma nova CPI na Câmara Municipal (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press) A possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Belo Horizonte para investigar a primeira-dama do município Ana Laender, não assusta o prefeito Alexandre Kalil (PSD). Neste domingo (20/3), ele disse que os vereadores podem abrir quantas investigações quiserem porque não vão encontrar nenhuma ilegalidade. “Vai abrir [a CPI], vai abrir, abrem 7, abrem 10, abrem 15 e nós vamos lá. Quem tem medo de CPI, Ministério Público e Justiça é bandido”, disse Kalil em uma visita à Vila Acaba Mundo, Região Sul de BH. O requerimento foi entregue à Mesa Diretora da Câmara na última quinta-feira (17/3) e pede abertura da CPI para investigar supostas práticas de improbidade administrativa pelo prefeito, para favorecer o “Movimento Gentileza”, coordenado pela primeira-dama. No total, o documento possui 14 assinaturas de um grupo de vereadores que fazem oposição ao prefeito. Eles alegam que receberam denúncias de favorecimento do prefeito à sua esposa, dizendo que ela teria utilizado um gabinete da prefeitura para fazer reuniões do projeto. “Muito embora sua cônjuge não seja nomeada como funcionária pública (o que é proibido), é possível verificar que Ana Laender realizava reuniões e atendimentos ligados ao seu projeto pessoal de dentro da sede da PBH”, diz trecho do requerimento. Além disso, eles também a acusam de usar funcionários da prefeitura para prestarem serviços ao Movimento Gentileza. No pedido de instauração, a duração prevista para as investigações é de 120 dias, ou seja, quatro meses. Caso seja aprovada, esta seria a terceira CPI aberta na gestão de Kalil, que já passou pela CPI da COVID e da BHTrans, que pediram o indiciamento do prefeito por uma série de crimes. Via EM

Alunos com deficiência visual recebem kits de apoio em escolas de Minas

Materiais são disponibilizados para estudantes da rede estadual de ensino com cegueira total ou baixa visão (SEE/Divulgação)  Alunos da rede estadual de ensino de Minas Gerais com algum tipo de deficiência visual receberão kits com materiais de apoio pedagógico. São mais de três mil kits providenciados pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), que vão permitir que os estudantes tenham materiais escolares adaptados de acordo com suas necessidades. A iniciativa pretende contribuir para o processo de aprendizagem e inclusão desses alunos, público da educação especial. Ao todo serão 3.300 conjuntos de itens distribuídos em duas modalidades: para alunos cegos e com baixa visão. O “Kit Cegueira” é destinado a alunos com perda total da visão. O material vem acompanhado de uma bengala, para auxiliar na locomoção do estudante; uma reglete e uma punção, que são equipamentos que contribuem para a escrita dos alunos em braille; além de um papel especial, que tem uma espessura maior; e um soroban, que ajudam em cálculos matemáticos. Já o “Kit Baixa Visão” oferece um caderno com pauta ampliada, um plano inclinado para auxiliar na correção da postura do aluno, lápis com grafite 6B, para uma escrita mais forte, borrachas, lápis de colorir, caneta hidrográfica e pincel atômico. Solicitação A coordenadora de Educação Especial Inclusiva da SEE/MG, Suéllen Cristina Ferreira Gomes Fernandes Coelho, conta que, para receberem os kits, as escolas devem solicitar o material aos Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), que integram a rede estadual. “Todas as escolas que solicitarem o kit, devido a presença de algum estudante (cego ou com baixa visão), vão receber os materiais, mais um notebook. Atualmente, em Minas Gerais, existem sete CAPs, cada um possui sua área de abrangência. Então, as escolas solicitam a demanda ao Centro que atende a sua região, e a SEE/MG encaminha esse atendimento por meio da unidade”, explica. Quando o aluno com deficiência visual finalizar o ciclo de escolarização, o notebook adaptado deverá ser devolvido para a escola em que ele estudou. Retomada A última vez em que houve a distribuição dos kits Cegueira e Baixa Visão na rede estadual foi em 2016, quando 92 conjuntos foram entregues em todo o estado. “A rede não dispunha de recurso financeiro para custear a produção dos kits. Agora, com esse investimento, temos mais uma conquista”, comemora a coordenadora de Educação Especial Inclusiva. Os alunos que receberam o kit em 2016 e permanecem na rede também receberão os novos materiais neste ano. Segundo Suéllen, a medida visa garantir que todos tenham acesso a um material de qualidade. “Às vezes, com o tempo de uso, acaba quebrando alguma peça. Então, é importante que o aluno receba peças novas.”, pontuou. Notebooks adaptados Para complementar a alfabetização e garantir a inclusão educacional, alunos cegos ou com baixa visão matriculados do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio recebem um notebook adaptado. Em 2021, a SEE/MG enviou duzentos novos aparelhos para os Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual. Já os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental recebem apenas o kit, uma vez que ainda estão em processo de alfabetização em braille. CAP A rede estadual de ensino conta com sete CAPs, cada um localizado em uma região do estado: Belo Horizonte, Montes Claros, Patos de Minas, Uberaba, Três Corações, Governador Valadares e Januária. A área de abrangência das unidades extrapola seu município, o que possibilita o atendimento de todas as Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Os CAPs têm como atribuição desenvolver ações de produção e adaptação de livros didáticos acessíveis para estudantes com deficiência visual (cegueira, baixa visão e surdocegueira), capacitação continuada na área visual para profissionais da educação e orientação e apoio às escolas estaduais quanto às necessidades específicas desses estudantes. A coordenadora explica que os CAPs têm grande importância na vida dos alunos com deficiência. Nos centros de apoio são realizados “a adaptação e transcrição do material (didático) para o braille. Eles também fazem uma adequação para os alunos com baixa visão, transcrevendo materiais de acordo com o número da fonte ou letra em que eles conseguem enxergar”, pontua. Suéllen conta que, para garantir um acesso a um ensino de qualidade aos deficientes visuais, “lá também é feita a formação de profissionais da rede para que eles possam lidar melhor com os estudantes, além de oficinas, acompanhamentos e avaliação funcional da visão (do aluno) para identificar qual a intervenção pedagógica mais adequada para aquele estudante”, completa. Com Agência Minas

Senado: Cleitinho, Reginaldo Lopes e Alexandre Silveira lideram intenções de voto

Pesquisa Genial/Quaest divulgada na sexta-feira (18) traçou o cenário para as eleições ao Senado em Minas Gerais. Apenas uma cadeira está em aberto, a que atualmente pertence a Alexandre Silveira (PSD). Ele assumiu como suplente de Antonio Anastasia, agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme a pesquisa, Cleitinho Azevedo (Cidadania) é o candidato com mais intenções de voto dos mineiros, com 13%, seguido pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT), com 10%. Alexandre Silveira aparece em terceiro, com 8%. A margem de erro é 2,5% para mais ou para menos. A vereadora de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT) tem com 6%, seguida de outros dois deputados federais: Marcelo Álvaro Antônio (PL), com 4%, e Marcelo Aro (PHS), com 2%. O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMN), Julvan Lacerda, surge com 1% das intenções de voto para o Senado. Brancos, nulos e não pretendem votar somam 30%; outros 26% estão indecisos. Sem candidato Na pesquisa espontânea, a maioria dos entrevistados (57%) afirmou ainda não ter um candidato definido. Pesquisa Genial/Quaest A pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.480 pessoas entre os dias 11 e 16 de março. A margem de erro é de 2,5%, para mais ou para menos. O nível de confiabilidade da pesquisa Genial/Quaest é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-00132/2022.

Disparado em Minas, Lula pode levar Kalil à vitória contra Zema

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), está atrás do atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na pesquisa Quaest que projeta o cenário da eleição estadual mineira. Cerca de 13 pontos separaram Kalil (21%) de Zema (34%) no primeiro turno, mas o ex-presidente Lula (PT) pode ajudar a definir o pleito no estado. Lula tem a ampla preferência do eleitorado mineiro. Ele tem 25 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno e 26 pontos no segundo. Sem apoios, Zema tem 49% das intenções de voto no segundo turno contra 33% de Kalil. Com o apoio de Lula, no entanto, Kalil salta para 49% e deixa Zema, com o apoio de Bolsonaro, com 35%. O levantamento, patrocinado pelo Banco Genial, foi realizado presencialmente entre os dias 12 e 15 de março e ouviu 1.480 pessoas. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código MG-00132/2022.

Zema lidera corrida pelo governo de Minas com 13 pontos de vantagem sobre Kalil

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 34% das intenções de voto para se reeleger, mostra pesquisa Quaest, patrocinada pelo Banco Genial e realizada presencialmente, divulgada nesta sexta-feira (18). Zema tem 13 pontos de vantagem sobre o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que tem 21% das intenções de voto e é o segundo colocado. Nos cenários II e III traçados pela pesquisa, Zema vence no primeiro turno, já que acumula mais votos do que a soma dos outros candidatos. Zema também vence em todos os cenários pesquisados de segundo turno. O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 12 e 15 de março e ouviu 1.480 pessoas. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código MG-00132/2022.

Pobreza e invisibilidade são marcas da política de Zema para as mulheres

 Segundo dados da Polícia Civil de Minas Gerais, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021, quase 450 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica em Minas Gerais – Foto: Alba Martinez Lideranças afirmam que o descaso do governador não ficou apenas no discurso, mas reverberou em ações práticas “Isso [opressão contra a mulher] que a gente poderia chamar meio que instinto natural do ser humano”. “Para a mulher que separa, fica sendo uma obsessão da vida dela destruir o ex-cônjuge”. Essas frases foram ditas publicamente pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em 2020 e 2021, respectivamente. Passados quase quatro anos de gestão, o balanço é preocupante. Às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, lideranças afirmam que o descaso de Zema com a pauta não ficou apenas no discurso, mas reverberou em ações práticas. Para a deputada estadual e presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Ana Paula Siqueira (Rede), uma das medidas do governo que impactam negativamente a vida das mulheres foi a aprovação da reforma da Previdência estadual. “São as mulheres as mais afetadas pelo retrocesso que é a Reforma da Previdência, por exemplo, o aumento do tempo de serviço”, afirma a deputada. Sancionada por Zema em setembro de 2020, a Lei Complementar (LC) 156 estabeleceu novas regras para a Previdência estadual, que inclui também o aumento da idade para aposentadoria. Ainda segundo Ana Paula, o Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais (CEM), cujo objetivo é fomentar políticas públicas a favor das mulheres, ficou paralisado nos últimos anos. “É um grave problema porque o conselho é o espaço de fiscalização das políticas públicas e do direcionamento do recurso para essas políticas”, argumenta a deputada. Leia também Dia Internacional da Mulher – Mulheres vão às ruas contra Bolsonaro e Zema Violência Para a pesquisadora e integrante da Frente Brasil Popular Bruna Camilo, as consequências da falta de políticas públicas para as mulheres são visíveis, sobretudo no aumento da violência de gênero. “Definitivamente, as mulheres não são prioridade para o governo Zema. A gente não vê mais propagandas que incentivam a proteção das mulheres, que falam sobre violência doméstica, que falam sobre outras formas de violência”, explica. Segundo dados da Polícia Civil de Minas Gerais, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021, quase 450 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica em Minas Gerais. Bruna acredita que, na realidade, esse número pode ser ainda maior. Pobreza Um estudo realizado pelo Observatório das Desigualdades da Fundação João Pinheiro demonstrou que o aumento da pobreza marcou os últimos anos. Em nota técnica, o Observatório divulgou que, em Minas Gerais, a renda domiciliar per capita em 2019 era de R$ 1.330, caindo para R$1.289 em novembro de 2020. O estudo demonstrou ainda que é sobre as mulheres negras a maior incidência da pobreza. Para a vereadora de Contagem Moara Sabóia (PT), enfrentar esse cenário exige um olhar amplo sobre a política. “Política para as mulheres, não é política para um setor da sociedade. É política para a maioria. As famílias que mais empobreceram em Minas Gerais são chefiadas por mulheres, a maioria, negra”, explica. A vereadora acredita que o aumento da pobreza na vida das mulheres tem relação com a política geral aplicada pelo governo estadual no que diz respeito à geração de emprego, saúde e educação. “Você pode chegar em cada uma das cidades afetadas pela política de Zema com a mineração, por exemplo, e você verá que quem está se responsabilizando pela reconstrução da cidade são as mulheres”, completa. Mulheres na política Em muitos casos, são os espaços institucionais que definem as políticas que irão impactar positiva ou negativamente a vida das mulheres. Em toda a história da ALMG, apenas 30 mulheres foram eleitas para o cargo. Após as eleições de 2018, das 77 cadeiras disponíveis na Casa legislativa, apenas 10 foram ocupadas por mulheres. Ana Paula acredita que para mudar esse cenário é preciso incentivo. “Criamos também, recentemente, a bancada feminina que é um instrumento legislativo para dar mais voz às mulheres e, consequentemente, ajudar a gente a interferir mais nos processos políticos, com um olhar para as nossas mulheres”, explica. Sobre a pouca representação das mulheres em espaços de poder, Moara acredita que, além de não promover iniciativas para mudar essa situação, a postura do governador reforça a desigualdade de gênero na política. Ela cita o dia 8 de março de 2021, quando o governo de Minas, em parceria com a Embaixada Americana, lançou o programa TransformAction, iniciativa de capacitação profissional para mulheres. Dentre os cursos disponibilizados, estavam assistência administrativa, culinária, maquiagem e cabelereira. “Novamente, o governo deu o recado de qual é o lugar das mulheres para ele. Tem problema com os cursos? Não. Mas as mulheres podem ter outras profissões. As mulheres podem fazer outras coisas que não seja estar no lugar do cuidado”, argumenta a vereadora.

Dia Internacional da Mulher – Mulheres vão às ruas contra Bolsonaro e Zema

Com o mote “Pela vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, sem Racismo e Fome!”, as mulheres vão às ruas protestar nesta terça-feira (8), data em que se comemora o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Em Minas Gerais, o protesto também denuncia a política do governador do estado, Romeu Zema (Novo), aliado do governo federal. A avaliação das organizadoras é de que, durante a gestão dos governantes, houve significativa piora de condições na vida das mulheres, com o aumento da fome, da violência e do desemprego. Protesto contará com bateria unificada das mulheres Nas redes sociais, o 8M Popular enfatizou que, mediante as tentativas de retirada de direitos, as mulheres resistem. “Em tempos de golpes, nós mulheres resistimos”, afirmou. https://www.instagram.com/8mpopular/?utm_source=ig_embed&ig_rid=ff97de31-c525-4dc5-b77a-aa34c3ec64b8 Em Belo Horizonte, a concentração da manifestação será às 16h30 na Praça da Liberdade e caminhará até a Praça da Estação. Arte como ferramenta de luta O protesto na capital mineira contará com uma bateria unificada das mulheres e com a presença de artistas mineiras. Dentre as confirmadas estão as cantoras Amorina, Aline Calixto, Marina Gomes, Solange Caetano. “Pela vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, sem Racismo e Fome!” Para as organizadoras, a arte também é uma ferramenta de luta, diálogo e mobilização. Interior também se mobiliza Em Minas Gerais, várias cidades do interior também convocaram protestos e atividades simbólicas para esta terça-feira (8). Brasil de Fato

PSB de Minas Gerais pode ter debandada de deputados e prefeitos

 Problemas internos da sigla podem levar à saída de deputados federais, estaduais e prefeitos   Por Lucas Marchesuini O PSB em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, está em pé de guerra. A sigla no estado pode enfrentar uma debandada, iniciada pela saída do deputado Júlio Delgado. A bancada mineira do partido na Câmara tem três deputados e deve ficar apenas com um, o presidente da comissão provisória do PSB em MG, Vilson da Fetaemg. Além de Delgado, o deputado Emidinho Moreira está de saída. Também devem desembarcar da legenda deputados estaduais, como o Professor Cleiton, e cerca de 20 dos 46 prefeitos eleitos pelo PSB em Minas Gerais em 2020. Leia também Agrava o quadro de insuficiência política do PSB de Minas Gerais As queixas estão centradas na condução do partido no estado pelo deputado Vilson e pela falta de atenção dada ao estado pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira. Como exemplo, integrantes do partido apontam que a comissão provisória ainda não se reuniu neste ano e que não há chapa sendo montada para deputados federais e estaduais até agora. Segundo esse grupo, a inação faz com que o PSB seja escanteado nas negociações para montar a campanha do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ao governo do estado. Kalil é do PSD e deve ser disputado pelo PT. O PDT também busca uma forma de colocar Ciro Gomes em seu palanque. Via Metrópoles

Agrava o quadro de insuficiência política do PSB de Minas Gerais

Acuada, a maior ameaça da pomba branca, símbolo do PSB, é a “Gaivoto”  Com sinais de desidratação, dificuldade para respirar, cansaço e perda da fala, o Partido Socialista Brasileiro – PSB – de Minas Gerais vive momentos confusos, que até parece com os sintomas da Covid-19. De protagonista, o PSB mineiro não passa hoje de um mero coadjuvante. Leia também Inativo, PSB de Minas Gerais vive dando milho a pomba A situação é tão crítica, que o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira decidiu intervir e tirar o comando das mãos do ex-cônjuge Vilson da Fetaemg e Kátia Gaivoto, ainda na primeira quinzena do mês de março, após pressão da militância peessibista, e principalmente, das bancadas mineiras do partido, da Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para impedir que a pomba, símbolo do PSB, seja transformada numa gaivota. Ave aquática, muito comum no Rio de Janeiro, e que não deve ser adaptada no solo mineiro. Muito menos, cruzar com a pomba branca, já que “o gaivoto” tem o vício descomedido de devorar a pombinha, em pouco tempo. Nem a pomba branca da paz lançada pelo Papa Bento XVI de sua janela sobre a Praça de São Pedro, no Vaticano, escapou das garras da uma faminta gaivota