Tragédia causada por enchentes em MG soma 24 mortos e quase 4 mil desabrigados

– Além disso, 24.610 pessoas estão desalojadas e tiveram de sair das residências sem saber quando poderão voltar – A tragédia provocada pelas enchentes em Minas Gerais continua atingindo milhares de pessoas. O número de mortes chegou a 24 e há, até o momento, 3.992 desabrigados. Nas últimas 24 horas, houve cinco vítimas fatais, segundo a Defesa Civil informou nesta quarta-feira (12). Além disso, há 24.610 pessoas desalojadas, que tiveram de sair das residências sem saber quando e se poderão voltar. A Defesa Civil afirmou, também, que há 341 municípios em estado de emergência. Entre as mais recentes vítimas das fortes chuvas que castigam o estado está um homem de 55 anos, que morreu soterrado, depois de ter sua casa atingida por um deslizamento de terra em Ouro Preto, na segunda-feira (10). No município de Perdigão, também na segunda, foram encontrados os corpos de duas mulheres, de 55 e 79 anos, que tiveram o carro arrastado pela enxurrada. por taboola Em Santana do Riacho, na terça (11), um homem de 34 anos morreu atingido por um raio, quando escalava o Morro da Pedreira, na região da Serra do Cipó. No mesmo dia, outro homem, que não teve a idade revelada, morreu após um muro cair sobre ele, durante um vendaval. Defesa Civil emite alertas para a população para que deixem suas casas A Defesa Civil emitiu um comunicado pedindo que a população mineira se informe por meio de mensagens de textos enviadas diariamente com alertas meteorológicos. Para o cadastro no serviço é preciso enviar um SMS para o número 40199, com o CEP da residência ou local desejado. As informações são da CNN Brasil. “Estamos emitindo alertas para que a população ribeirinha e pessoas que moram em áreas de risco saiam das suas casas, vão para casa de parentes ou locais seguros. Dessa forma, conseguimos evitar que pessoas sejam afetadas, minimizando possíveis danos e tragédias. É uma situação muito difícil, mas o momento é de salvar vidas”, relata o coronel Osvaldo de Souza Marques, coordenador estadual da Defesa Civil de Minas.

Divinópolis: Após sequência de tragédias, MG agora registra terremoto

Sismo ocorreu na noite de segunda-feira (10) e assustou moradores do estado, bastante castigado nesses primeiros dias de 2022 A cidade de Divinópolis, a 120 km da Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), registrou um pequeno terremoto na noite da última segunda-feira (10). De acordo especialistas da Rede Sismológica Brasileira (RSBR), o tremor foi de 2.9 na Escala Richter, considerado bem leve, o que fez com que ele fosse notado apenas por alguns moradores, que foram às redes sociais informar sobre o raro fenômeno naquela área. Por volta das 20h, moradores dos bairros Icaraí, Niterói, Grajaú, Danilo Passos e Vila Romana relatam em seus perfis na internet que sentiram suas casas tremerem. Para terem certeza da ocorrência do fenômeno, muitos correram para questionar se realmente o chão havia vibrado na região. Inicialmente, quem vivenciou a movimentação do solo acreditava tratar-se de algum acidente, ou até mesmo o reflexo de uma explosão mais distantes. Quando a confirmação do sismo chegou, muitos mineiros ficaram assustados, já que o estado tem enfrentado uma sequência de tragédias nesse começo de 2022, com chuvas, enchentes, desmoronamentos, pontes e rodovias sendo arrastadas e até um desabamento no cânion da cidade de Capitólio, que deixou 10 turistas mortos no último sábado (8). Sem danos O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a Defesa Civil e outras autoridades locais informaram que o tremor registrado na cidade de 240 mil habitantes não deixou qualquer tipo de dano em estruturas e edificações, tampouco feridos. Boatos, ainda na noite de segunda-feira (10), davam conta de que uma explosão havia sido registrada numa empresa que fica às margens da BR-050, ou ainda informavam uma suposta queda de uma torre da rede de transmissão de energia elétrica próxima do município. No entanto, nenhum desses fatos ficou comprovado nas horas que se seguiram ao pequeno terremoto.

Minas Gerais tem 138 cidades em situação de emergência devido à chuva

Desde o início do período chuvoso, em outubro de 2021, seis óbitos foram registrados, e outros dois devem entrar no próximo informativo da Defesa Civil Estadual. Deslizamento, pessoas ilhadas, desabamentos e mortes. A chuva não dá trégua em Minas Gerais e, conforme boletim da Defesa Civil Estadual, divulgado neste domingo (9), 138 cidades mineiras estão em situação de emergência. Seis pessoas morreram desde o início do período chuvoso no estado, em outubro de 2021, e ao menos outras duas mortes, em Belo Horizonte e Betim, devem entrar no próximo informativo do órgão. O governo estadual decretou luto oficial de três dias devido a essa situação geral no estado e também pela tragédia ocorrida em Capitólio no último sábado (8). Em cidades da região metropolitana, como Betim, Sabará, Rio Acima, Brumadinho, Nova Lima e Ribeirão das Neves o cenário é de destruição. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de cada município se desdobram para os atendimentos dos chamados e os resgates das vítimas. Reportagem do G1 mostra os dados dos atingidos pela chuva em Minas Gerais desde 1º de outubro de 2021, quando teve início o período chuvoso.

Tragédia em Capitólio: Bombeiros confirmam seis mortes; há 20 desaparecidos

A estrutura rochosa desabou na região dos cânions de Capitólio, em Minas Gerais, a 293 km de Belo Horizonte, neste sábado (8), atingiu lanchas com turistas que visitavam o local. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar de Minas Gerais informaram no fim da tarde do sábado, 8 de janeiro, que já foram contabilizados seis mortos e dezoito feridos que estavam sendo atendidos em hospitais da região. Segundo os bombeiros, ao menos 20 pessoas estavam no local da tragédia e são dadas como desaparecidas.O Corpo de Bombeiros informou que o acidente teria relação com uma tromba d’água e que três lanchas teriam sido atingidas. De acordo com o site G1, 23 feridos tinham sido liberados depois de medicados. Vídeo assustador mostra quando rocha desaba e atinge lanchas em Capitólio URGENTE!!! Pedras se soltam de cânion em Capitólio, em Minas, e atingem três lanchas. pic.twitter.com/784wN6HbFy — O Tempo (@otempo) January 8, 2022 Novo vídeo mostra turistas em barco tentando avisar desabamento de cânion em Minas. pic.twitter.com/s6OQeh9RsU — Brasil 247 (@brasil247) January 8, 2022

Kalil diz que não sobe no palanque de Bolsonaro e reconhece a liderança de Lula

De acordo com o prefeito de BH, “ser ventilado por ter apoio de um líder como o Lula, não envergonha ninguém. Deixa todo mundo muito orgulhoso” Revista Fórum – O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que se prepara para se candidatar ao governo de Minas Gerais, afirmou em entrevista à Folha publicada nesta segunda-feira (27), que não sobe no mesmo palanque do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). “Do Bolsonaro, não subo no palanque. Definitivamente. Pela consideração que ele teve comigo como prefeito da capital. Ele não me recebeu. Ele veio aqui duas vezes. Foi recebido, quando candidato, e, quando presidente da República, ele não me recebeu”, afirmou Kalil. Lula Além disso, o prefeito disse ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “um dos maiores líderes socialistas do mundo”.

Minas Gerais não vai exigir receita médica para vacinação de crianças

Contrariando Bolsonaro e a política do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a Secretaria de Estado de Saúde diz que decisão foi tomada após análise dos documentos técnicos da Anvisa Minas Gerais não vai exigir receita médica para vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a decisão foi tomada após análise dos documentos técnicos da Anvisa. A pasta reforçou que toda campanha de imunização, até o momento, é feita sem necessidade de receita médica e segue sendo opcional. Nos casos de menores de idade, a única exigência é o acompanhamento dos pais ou responsáveis. Conass desaprova prescrição médica para vacinação de crianças O Conselho Nacional de Secretarias de Saúde defende que não é necessário a prescrição médica para que crianças de 5 a 11 anos possam ser imunizadas contra a Covid-19. O Conass se reuniu nesta sexta-feira (24) pela manhã com o intuito de responder a declaração do Ministério da Saúde. O documento intitulado de “Carta de Natal do Conass às crianças do Brasil” declara que “é esse recado que queremos dar no dia de hoje, véspera de Natal: quando iniciarmos a vacinação de nossas crianças, avisem aos papais e às mamães: não será necessário nenhum documento de médico recomendando que tomem a vacina. A ciência vencerá. A fraternidade vencerá. A medicina vencerá e vocês estarão protegidos”. STF cobra explicações do governo federal sobre vacinação O governo federal tem até o fim desta semana para explicar a realização de uma consulta pública sobre a vacinação de crianças contra o coronavírus. A decisão é do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que atendeu um pedido do partido Rede. O documento defende que a vacina seja oferecida a todas as crianças, independentemente de prescrição médica, como defende o governo. O presidente Jair Bolsonaro também tem até segunda-feira (27) para prestar explicações sobre uma suposta intimidação a servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A ordem é do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que analisou um requerimento do senador Randolfe Rodrigues.

BH confirma oito novos casos de ômicron e informa que há transmissão comunitária

Dois dos pacientes não têm histórico de viagem ao exterior; prefeitura monitora a situação Belo Horizonte confirmou que mais oito pacientes estão infectados com a variante ômicron do coronavírus. No total, são 11 casos confirmados na capital. Entre os infectados, dois não têm histórico de viagem ao exterior. “Com a confirmação de caso entre pessoas sem relato de viagem, a Prefeitura informa que já há transmissão comunitária da variante no município”, disse a PBH em nota. A orientação é manter as recomendações sanitárias, com o uso correto de máscaras, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e manter a situação vacinal em dia. A prefeitura monitora a situação de todos os infectados. Onze casos em BH Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, dos novos casos confirmados, seis são pacientes do sexo masculino e duas do sexo feminino sexo feminino. Entre eles, há dois sem histórico de viagem, dois de pessoas provenientes da África do Sul e dos Estados Unidos. Há ainda um caso de pessoa sem histórico de viagem, mas com relato de contato com caso confirmado de Covid-19, proveniente da Austrália, e três casos cuja equipe do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) ainda não recebeu informações se houve viagem ao exterior. Todos os pacientes estão vacinados contra a Covid com as duas duas doses e, entre os casos monitorados pela PBH, ainda não houve necessidade de hospitalização. O Tempo

Nova técnica adotada pelo Hemominas vai inibir transmissão de doenças no sangue

Presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, e o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, apresentaram a novidade nesta quarta-feira (23) – Foto: Videopress Produtora Novidade foi anunciada pela presidente do Hemominas e pelo Secretário de Saúde do Estado. Uma nova técnica que já está em operação no Hemominas neste mês de dezembro promete eliminar doenças transmitidas pelo sangue. Chamada de Técnica de Inativação de Patógenos (TRP), a metodologia inibe os agentes infecciosos no sangue antes da transfusão. A partir dessa mudança, algumas doenças com o citomegalovírus, dengue, chikungunya, zika, malária, febre amarela, vírus da gripe e outras infecções que possam passar numa doação de sangue serão inibidas, impedindo que a doença seja transmitida para os pacientes que recebem a doação. O anúncio da novidade foi feito nesta quinta-feira (23) e contou com a participação da presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, e do secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. De acordo com a presidente do Hemominas, através da nova técnica será possível mais garantir mais segurança para os pacientes. “O que esse processo traz é um tratamento dessas plaquetas para inativar aqueles patógenos, vírus, bactérias que não são triados pelos testes que a gente faz, tanto o sorológico quanto o de sorologia molecular”, explica. A inibição é realizada após a doação do sangue e, por isso, o processo para que já é doador continua o mesmo, conforme explica Júnia Cioffi. “Esse processo é feito no laboratório de processamento. O dador continua doando da mesma forma. A inovação acontece dentro do laboratório, onde essas plaquetas passam por um equipamento onde tem essa inativação e depois ela é liberada para o consumo”, diz. A inativação de patógenos, além de melhorar a qualidade do processo de transfusão, também vai impactar no aproveitamento dos estoques de plaquetas e aumentar de cinco para sete dias a vida útil do produto. Para quem a novidade fosse implantada, o Hemominas recebeu um aporte de R$ 5 milhões. Parte do dinheiro investido foi pago através do acordo fechado com a Vale, referente a tragédia em Brumadinho, e o restante virá diretamente dos cofres do governo estadual. “Houve um investimento do governo do estado, o valor inicial é de R$ 5 milhões que, depois da implantação, esse valor acaba sendo diluído porque nós podemos deixar de fazer algumas metodologias que fazíamos antes, então nós vamos poder diminuir a realização de controle bacteriano, porque já tem a inativação”, finaliza Júnia. Único no Brasil Segundo o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, a inovação torna a Fundação Hemominas no único serviço público do Brasil a adotar o método. “É um motivo de alegria e os mineiros tem que sentir muito orgulho do Hemominas e ter certeza que o sangue eles recebem possuem as plaquetas mais seguras do Brasil. Nós estamos falando de uma metodologia já aplicada na Europa, no Canadá, e o Hemominas é pioneiro”, comemora. No Brasil, apenas o hospital Sírio-Libanes de São Paulo – que é privado – adota uma metodologia semelhante e em menor escala. Via Jornal O Tempo

STF mantém liminar que garante votação do congelamento do IPVA

O governador Romeu Zema (Novo) havia recorrido à Suprema Corte para derrubar a apreciação da ALMG que congela o IPVA 2022 nos parâmetros de 2020 O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a liminar que garante a votação do congelamento do IPVA a ser cobrado em Minas Gerais em 2022. A decisão foi proferida, em caráter monocrático, nesta quinta-feira (23), pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. O governador Romeu Zema (Novo), por meio da Advocacia-Geral do Estado (AGE) havia recorrido à Suprema Corte após o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Gilson Lemes, cassar uma liminar que derrubava a aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O recurso estava no gabinete de Fux desde 15 de dezembro. Assim como Lemes, o ministro entendeu que não é cabível ao Judiciário interferir em matéria interna corporis, ou seja, que diz respeito ao regimento interno da ALMG. “(…) É assente na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal entendimento no sentido de ser restrito o controle judicial sobre os atos interno corporis do Legislativo, relacionados à interpretação de regras regimentais ou à organização interna das deliberações das Casas, sob a pena de violação ao postulado pétreo da separação de poderes”, explicou Fux. A AGE argumentava que o presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV), teria descumprido a Constituição Estadual e o próprio regimento interno da Casa. A pauta do plenário estava trancada desde 23 de novembro, já que o prazo para a votação em regime de urgência da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União se esgotou. Quando o período é vencido, o projeto de lei tem prioridade sobre os demais. No entanto, após acordo do Colégio de Líderes, Agostinho instituiu um rito especial de tramitação, apelidado de “rito Covid”, em razão do aumento de casos da Ômicron. A mudança regimental abriu margem para Agostinho pautar, dentre outros, o Projeto de Lei 3.278/2021, de autoria do deputado Bruno Engler (PRTB). A proposta, aprovada pelo plenário, congela a base de cálculo do IPVA a ser cobrado em Minas em 2022 a níveis de 2020. Na mesma semana, Zema havia encaminhado um projeto de lei à Casa cuja proposta era limitar o reajuste do IPVA 2022 ao Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) – Projeto de Lei 3.409/2021. Por fim, o texto de Zema foi apenas anexado ao de Engler. Embora o recurso ao STF fosse a principal aposta de Zema, o governador ainda havia recorrido ao Órgão Especial do TJMG. De acordo com o regimento interno do tribunal, o colegiado seria o responsável por analisar o recurso do Estado, já que a decisão liminar havia sido concedida pelo presidente. Entretanto, o TJMG pontuou que caberia justamente a Fux a análise do pleito. O congelamento da base de cálculo do IPVA 2022 a níveis de 2020 está sobre a mesa de Zema para ser sancionado ou vetado. Leia também Assembleia de Minas Gerais aprova congelamento do IPVA e Zema contesta  

Kalil deve deixar a Prefeitura de Belo Horizonte em março do próximo ano

Expectativa é que o atual prefeito renuncie ao cargo na mesma data de seu aniversário, 25 de março, para concorrer ao governo de Minas Alexandre Kalil deve renunciar à Prefeitura de Belo Horizonte em 25 de março de 2022, data de seu aniversário. Depois de deixar o cargo, a expectativa é que Kalil dispute a campanha eleitoral do governo de Minas. O atual prefeito tem até o início de abril de 2022 para renunciar, pelo menos seis meses antes das eleições. Segundo as fontes da Rádio Itatiaia, a saída estaria acertada com a equipe de campanha, que já começou a ser construída. É possível que o marqueteiro de Kalil seja o jornalista Chico Mendez, responsável pela campanha de Fernando Pimentel (PT) pelo governo do estado, em 2014. O atual prefeito afirmou, em coletiva realizada nesta terça-feira (21), que é candidato natural ao governo do Estado. Apesar disso, Kalil ainda não confirmou a pré-candidatura.