Crime de Brumadinho: CPI`s para investigar acordo secreto para diminuir indenização serão criadas

O deputado federal Rogério Correia e a deputada estadual Beatriz Cerqueira querem CPI`s na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para questionarem acordo secreto do governo de Minas com a Vale do Rio Doce, no caso da barragem de Brumadinho O deputado federal Rogério Correia enviou requerimento à Presidência da Câmara federal solicitando instalação da Comissão Externa para acompanhar e fiscalizar o acordo secreto entre Vale e governo Zema para indenização pela tragédia de Brumadinho. Este documento protocolado pelo parlamentar que foi relator da CPI de Brumadinho, questiona a exclusão dos atingidos nesta negociação, que também aconteceu à revelia do poder Legislativo estadual e federal. A proposta deste acordo entre o governo estadual e a Vale foi apresentada no dia 17/11/2020 durante audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Minas. A primeira proposta da Vale foi de pagamento de R$ 16,5 bilhões em indenizações, porém os cálculos do Ministério Público estipularam R$ 54 bilhões para indenização e reparação. A Vale registrou um lucro líquido de R$ 15,6 bilhões somente no terceiro trimestre de 2020, mais que o dobro dos R$ 6,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, o que não justifica abaixar o valor da indenização. Ontem graças à intensa mobilização das vítimas do crime de Brumadinho, organizadas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o acordo que ia ser fechado foi adiado para o dia 9 de dezembro. “Esta é a prova que somente com mobilização e pressão popular conseguiremos um resultado de reparação que seja mais justo para as famílias que perderam entes queridos e bens crime”, comenta Rogério Correia. “Será preciso muita atenção a todo o momento, pois o governador Romeu Zema já mostrou em diversas ocasiões que tem um lado, que é o da Vale”, salientou Rogério Correia e a deputada estadual Beatriz Cerqueira já haviam entrado com representação no Ministério Público para impedir a negociata e abrir o debate com a população mineira e o Legislativo. A deputada Beatriz Cerqueira também protocolou na Assembleia Legislativa um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito para analisar este acordo e já está colhendo assinaturas para abertura da CPI.
Em Lontra, o cardápio político do domingo foi lagartos ao molho de madeira

– Jacaré consegue jantar, com uma urnada só, tiú e calango ao mesmo tempo – O Prefeito Dernival Macarrão (PSD) foi reeleito nesse domingo (15) com 55,69% (3.467 votos). Evando Gonçalves (PP) ficou em segundo, com 44,31% (2.759 votos). A derrota do ex-prefeito colou nos ex-prefeitos Ildeu Pinto e João Neto, que estavam no mesmo palanque eleitoral. Além deles, Macarrão também derrotou os três ex-vice-prefeitos apoiadores de Evando: Valdo do Rosa, Izupério e Wendel, que estavam aliados nessa eleição, além do atual vice-prefeito, Dilson, que abandonou o barco de Dernival para pular na canoa furada de Gonçalves, tendo sido candidato a vice-prefeito na sua chapa. Essa história de tiú e calango foi uma herança que Lontra recebeu quando era distrito de São João da Ponte. Para não confundir o eleitorado pontense, por causa do pluripartidarismo, os caciques políticos representantes da situação criaram a figura do tiú para identificar seus apoiadores. A oposição por sua vez, batizou seus partidários de calango. Além do tiú e calango, no pleito eleitoral de Lontra de 2016 e 2020 surgiu a figura do “jacaré”, em referência aos apoiadores do atual prefeito, já que ele não pertencia a nenhum dos dois grupos. Câmara Municipal de Lontra Os nove vereadores eleitos para um mandato de quatro anos são: Murilo Rodrigues (PP) – 471 votos Edemilson do Noé (PSD) – 417 votos Zé da Lêda (PP) – 307 votos Valdeir Andrade (PSD) – 279 votos Maria do Leôncio (PSC) – 267 votos Jeans do Mazim (PSC) – 258 votos Daniel da Socorrinha (PSD) – 254 votos Guito Oliva (PP) – 246 votos Jaime da Guilherme Tur (DEM) – 131 votos
Em Bocaiúva, Robertão derrotou Ricardo Veloso e Marisa Alves. E, de tabela, Alberto Caldeira

O professor Roberto Jairo Torres (Avante), o Robertão, conseguiu a proeza de derrotar os ex-prefeitos Ricardo Veloso (PSDB), que ficou em segundo lugar com 30,79% (8.357 votos), e Alberto Caldeira, que não foi candidato, mas lançou Pedro Cerol (Republicanos), que ficou em terceiro lugar, com 11,41% (3.097 votos). Em quarto lugar, ficou a atual prefeita Marisa Alves (PSB), que obteve apenas 11,41% (3.097 votos). O grupo de Marisa culpa Alberto Caldeira de traidor, por ter rachado o grupo da atual prefeita, que era do mesmo grupo de Caldeira, mas acabou divergindo com Marisa e lançou Pedro Cerol. A eleição em Bocaiúva teve 21,46% de abstenção, 1,63% votos brancos e 3,87% votos nulos. Robertão tem 52 anos, é casado, tem superior completo e declara ao TSE a ocupação de professor de ensino médio. Ele tem um patrimônio declarado de R$ 60.000,00
DA CÂMARA PARA A PREFEITURA – Hugo e Luciana lideram a corrida eleitoral em Engenheiro Navarro

Vereadores se uniram após ligação do atual prefeito com condenado por corrupção Por Waldo Ferreira Em Engenheiro Navarro (7,3 mil habitantes, a 76 quilômetros de Montes Claros), o clima é favorável à vitória do candidato Hugo Felipe (PSD) na disputa contra o atual prefeito João Geraldo Dias (SD). Também concorre ao cargo o agricultor Adilson Vieira da Silva (PTB). Hugo exerce o primeiro mandato de vereador, assim como sua vice, Luciana Nazaré Alves dos Santos (PT). Principais concorrentes, Hugo e João Dias são apoiados por dois ex-prefeitos. O primeiro conta com a simpatia do professor Paulo Afonso, referência no setor educacional no município; enquanto o atual prefeito se aproximou de Sileno Lopes após esse ser impedido de concorrer, condenado por corrupção. Sileno Lopes foi denunciado na Operação Sanguessuga, levada a cabo pela Polícia Federal e que investigou o esquema de licitações fraudulentas para a compra de ambulâncias. O ex-prefeito está inelegível por 8 anos. O envolvimento da administração com Lopes fez com que os dois vereadores se juntassem para formar uma candidatura de renovação. “O grito do povo hoje é pela mudança na forma de fazer política e administrar Engenheiro Navarro”, entende Luciana dos Santos. Para ela, esse sentimento explica a liderança de sua chapa na corrida eleitoral. A campanha de Hugo Felipe bate na tecla da geração de emprego e renda, colocando como prioridade a estruturação do Distrito Industrial, cujo terreno foi adquirido na gestão de Paulo Afonso. Pensado para atrair empresas, o local está abandonado pelo atual prefeito e precisa de infraestrutura, como água, energia elétrica e esgoto – de acordo com a candidata a vice. Mais investimentos na educação é outro compromisso do candidato. Natural de Engenheiro Navarro, o professor e pesquisador da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Anelito de Oliveira, acredita que a eleição de Hugo e Luciana representa a retomada da cidade rumo ao desenvolvimento. “É a chance que temos de fazer de Navarro a cidade dos nossos sonhos”, avalia.
TCU aponta 147 candidatos do Norte de Minas que receberam auxilio emergencial

O Tribunal de Contas da União identificou 154 candidatos a prefeito e vereadores de 64 municípios do Norte de Minas que receberam o auxilio emergencial do Governo Federal, destinado a pessoas que perderam fonte de renda por causa da pandemia coronavírus. O município com maior quantidade foi São Francisco, com 10 pessoas. Na cidade de Montes Claros foram oito nomes, com destaque para Alexandre Zuba, candidato a vice-prefeito na chapa do PSol. Uma das surpresas foi a inclusão do nome do médico e oficial da Polícia Militar, Idson Fernandes Brito, que foi prefeito de Lassance e agora é candidato a prefeito em Várzea da Palma. Vilma Maria de Oliveira, que é candidata à vice-prefeita, aparece na lista como tendo requerido através do aplicativo. A assessoria de Idson alega que ocorreu alguma falha no relatório. O TCU informa que por meio de despacho assinado na sexta-feira (6), o ministro Bruno Dantas tornou pública a lista produzida pelo TCU que contém os candidatos que declararam patrimônio igual ou superior a R$ 300 mil e que receberam alguma parcela do auxílio emergencial até julho de 2020. É possível verificar também casos em que o patrimônio declarado do candidato supera R$ 1 milhão. Tais casos demonstram potenciais integrantes do rol de inclusões indevidas do benefício, uma vez que os indícios apontam renda incompatível com as regras do programa. Essa lista foi divulgada mediante parcial supressão dos CPFs dos candidatos. Segue abaixo, os nomes dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores do Norte de Minas, que teriam recebidos indevidamente o benefício. ÁGUAS VERMELHAS EDITH PEREIRA BAHIA SOUZA ODELSON PEREIRA DA SILVA BOCAIÚVA ISMAR ADVINCOLA DE OLIVEIRA MARIA SARAIVA MAGALHÃES SOELI RODRIGUES SILVA MILTON GOMES DOS SANTOS BONITO DE MINAS DIODÁLIO ALVES DA ROCHA BOTUMIRIM JOÃO GERALDO BISPO RERONDY WELITON BARROSO SANTANA PREFEITO JOSE ADMILSON RODRIGUES BRASÍLIA DE MINAS ITALO MARQUES PEIXOTO JUVENAL NETO PEREIRA RONALDO MÚCIO PEREIRA DE MATOS JOSE SEBASTIÃO SIMÕES DE ALMEIDA BUENÓPOLIS PAULO EVARISTO DE VIVEIROS FILHO MILTON LUIZ BARBOSA FRANK ERIK TEIXEIRA JOAQUIM RODRIGUES DE OLIVEIRA FILHO BURITIZEIRO WALMIR PINTO DE CARVALHO VICE-PREFEITO SANDRA RIBEIRO DE OLIVEIRA DA SILVA AUDI JOSÉ DOS SANTOS BRAGA EURICO MALAQUIAS DOS ANJOS SEBASTIÃO SILVA SOARES LUIZ CARNEIRO DE ABREU JÚNIOR – PREFEITO ELMA MUNIZ MOREIRA CELSO DA SILVA MOURA CAPITÃO ENÉAS VERLANE MORAIS AROLDO JOSÉ FERREIRA DOS SANTOS DARLAN CARDOSO DE ARAUJO CHAPADA GAÚCHA CLEUSON MUNIZ DE FARIAS CLARO DOS POÇÕES SÉRGIO MOREIRA DOS REIS CÔNEGO MARINHO ALAN FERREIRA DA SILVA CORAÇÃO DE JESUS LUIZ LIMA DE OLIVEIRA MARCUS VINICIUS ARAÚJO PRATES PEREIRA DIVISA ALEGRE IVOMAR CARVALHO DE ARAUJO ENGENHEIRO NAVARRO AILDO GABRIEL LEITE VICE-PREFEITO JOSÉ FRANCISCO RODRIGUES ESPINOSA ALBERTO RODRIGUES MUNIZ PREFEITO ANA CLAUDIA MENDES GOMES DANTAS VICE-PREFEITO FRANCISCO SÁ GRACIELE PEREIRA DE JESUS FRUTA DE LEITE ABEL OLIVEIRA GAMELEIRAS JOSE ANTUNES DE SOUSA GLAUCILÂNDIA VANILSON FERREIRA DA SILVA GILBERTO COSTA ZUBA VICE PREFEITO GRÃO MOGOL ANDRE PAULINO DE OLIVEIRA MARLY GOUVEIA DE ALMEIDA COSTA ANDERSON CAVALCANTE BRITO ALEXANDRE NETO DA SILVA ESSI ER DE FARIA IBIAÍ ANTONIO AUGUSTO DE OLIVEIRA IBIRACATU DURVAL DA COSTA MACEDO PREFEITO ODARCI FERREIRA DE AMORIM ICARAÍ DE MINAS MARIA APARECIDA FRANCISCA DA SILVA MELITINO BOTELHO MAGALHÃES INDAIABIRA AMARAL FLORIANO RIBEIRO ITACARAMBI ROSELEIA PEREIRA DA COSTA EDMAR CHAGAS DE OLIVEIRA JAÍBA ADAILTON FREITAS DAVID PREFEITO GERALDO FERNANDO DIAS SILVEIRA JOSE NILSON DA SILVA JANAÚBA ADEMAR JOSÉ DE SÁ NIVALDO JOSÉ DE OLIVEIRA JOSÉ CIPRIANO DA SILVA JUNIOR PAULO BRITO MADUREIRA ALBATISTA FERREIRA DE SOUZA JANUÁRIA GILMAR DE JESUS SILVA RENATO PEREIRA DOS SANTOS ILSON ALMEIDA OLIVEIRA JAPONVAR DOMINGOS BORGES BATISTA WANDERSON FERNANDES DA SILVA VICE PREFEITO JOSE APARECIDO DE JESUS MENDES PEREIRA JEQUITAÍ JANDERSON MEDEIROS DE JESUS VALDECI MONTEIRO FLÁVIO FRANK PINTO JURAMENTO ROMUALDO ALVES MAIA JUNIOR JUVENÍLIA VALMIR NUNES DE SANTANA LAGOA DOS PATOS JOSE EDUARDO OLIVEIRA ROCHA JOSE MARIA NASCIMENTO NETO RAIANY DANIELLE SOARES CALDEIRA LONTRA JOAO LUIZ DE SOUZA AGUIAR FABIO MURILO RODRIGUES FERREIRA LUISLÂNDIA JUVENAL ALVES DOS SANTOS PREFEITO DOMINGOS PINTO DA SILVA MANGA ANTÔNIO ALVES GONDIM MATO VERDE JOSE MENDES DA SILVA MIRABELA FILOMENO EDNO RABELO ALENCAR VALDIR VIANA DE SOUZA LINCOLN FAGUNDES LIMA EDMO ALVES DO NASCIMENTO GILBERTO RIBEIRO PEGO MONTALVÂNIA RICARDO PEREIRA LEITE ROSIMEIRE CASTRO DE SENA DERALDINO RIBEIRO DE PAIVA MONTES CLAROS ZENILDE GONÇALVES VALIATI LUZIA DE JESUS FREIRE FROES ALEXANDER LUIZ DURAES CECILIA MEIRELES FERREIRA LIOMAR LOPES CARDOSO KLEITON MARCOS QUITERIO JEAN ILDERSON LEDO DIAS VICE-PREFEITO ALEXANDRE ZUBA NUNES NINHEIRA ANTONIO GOMES FERREIRA NOVA PORTEIRINHA ELTON BARBOSA DE FREITAS PEDRA DE MARIA DA CRUZ AGENOR ALVES COUTINHO EDUARDO PEREIRA MAIA PINTÓPOLIS JORGE GONÇALVES DE ALMEIDA PIRAPORA SARINA CONCETTINA RINDONI IVANILDA SILVA DOS SANTOS CHRYSTIAN JULIANO CARNEIRO FARIAS FABIO JUNIO TEIXEIRA BRANT FERNANDO ALMEIDA DA SILVA ELIETE PASSOS DE OLIVEIRA RIACHINHO ANTONIO CARLOS DA SILVA MOZART GERALDO PIO DOMINGAS RODRIGUES DE SOUZA SANTOS EVANILDA RIBEIRO DOS SANTOS RIACHO DOS MACHADOS LEVI FERREIRA DOS SANTOS RIO PARDO DE MINAS CARLOS DE OLIVEIRA MENDES VICE PREFEITO ELSON CÍCERO OLIVEIRA SILVA RUBELITA MAURICIO MATOS COSTA LAUZENY PEREIRA MIRANDA MARIA DE FATIMA SANTOS EDVALDO DOS SANTOS GERALDO COSTA JUNIOR SALINAS JEANNE COSTA DE ASSIS SEBASTIAO MARTINS DOS SANTOS SANTA CRUZ DE SALINAS LAURINDO DA SILVA PEREIRA NETO ADINEIA AMARAL COSTA SOUSA SÃO FRANCISCO LEANDRO MENDES DA SILVA JOSÉ MARIA MARTINS PEREIRA CHARTIER FRAGA NASCIMENTO JOSE VELOSO DE ALMEIDA NETO JOSE ADILSON FERREIRA DA SILVA LEONARDO VIEIRA MAGALHÃES JOSÉ RICARDO DE ANDRADE GONÇALVES VICE PREFEITO ADÍLIO DURÃES ROCHA PAULO CESAR ALVES VIEIRA SÃO JOÃO DA PONTE GUILHERME RUAS PIMENTA SÃO JOÃO DAS MISSÕES MARCOS MOTA FERREIRA PREFEITO SÃO JOÃO DO PACUÍ WANDER TORRES SÃO JOÃO DO PARAÍSO ALDAIR ALVES BANDEIRA RIBEIRO SÃO ROMÃO JOSE WAMBERTO VALADARES MEIRELES SERRANÓPOLIS JOSE HELIO BARBOSA UBAÍ RENATO BOTELHO URUCUIA WEDER LUIS RUIVO DE OLIVEIRA VÁRZEA DA PALMA IDSON FERNANDES BRITO – PREFEITO VILMA MARIA DE OLIVEIRA VICE PREFEITO MILTON DUARTE DOS REIS VARZELÂNDIA IRAY MARQUES DA COSTA JOSÉ AROLDO PEREIRA DA SILVA A lista disponibilizada contém o cruzamento de dados realizado pelo TCU e o cruzamento realizado pelo Ministério da Cidadania, com dados que permitem identifica benefícios que foram cancelados antes da decisão do Tribunal; benefícios que permaneceram com
Gerazeiros acusam fazenda de invadir áreas de cemitérios

Os movimentos tradicionais do Gerazeiros acusam a Rio Rancho Agropecuária de desrespeitar as áreas dos cemitérios desse segmento no Vale das Cancelas, no município de Grão Mogol e entre os municípios de Padre Carvalho e Josenópolis, no Norte de Minas. Denunciam ainda que foram desrespeitados os cemitérios de Pau Terrinha, Sucupirinha, Chácara e Cabeceiras do Córrego d’Água e que existe um inquérito instaurado no Ministério Público Federal de Montes Claros desde 2019, mas sem avançar, pois um perito seria encaminhado para verificar a denúncia e isso ainda não ocorreu a pericia, pois o inquérito foi enviado para a 6ª Câmara do MPF, em Brasília, que trata dos povos e comunidades tradicionais. O procurador André Vasconcelos confirmou que depende de Brasília mandar um perito para analisar a denuncia e emitir o seu parecer. Os movimentos sociais salienta que as Comunidades Tradicionais Geraizeiras são aquelas que assim se autodefinem, devido ao seu modo de vida tradicional, de forma harmônica com a natureza e que desenvolvem estratégias produtivas diversificadas ocupando as áreas mais altas, conhecidas como Gerais para uso comum. Normalmente composta de vegetação do cerrado e que ainda são utilizadas como meio de garantir o modo de vida e a reprodução social das comunidades, com a solta do gado e a coleta de frutos diversos e de plantas medicinais. Denunciam ainda que desde a década de 1970, empresas de diversos ramos econômicos, apoiados pelo Estado de Minas Gerais, ocuparam os “vazios geográficos” para, como diziam, “promover o desenvolvimento econômico da região” e invadiram as chapadas e expulsaram as famílias que ali viviam secularmente, ignorando o modo de vida tradicional dessas comunidades que habitavam a região e que tradicionalmente usavam de forma comum as chapadas ou tabuleiros. O Estado e as diversas empresas pregavam que existia ali um “vazio geográfico”, ou seja, eram áreas desabitadas, desconsiderando a existência dessas comunidades. Dessa forma, com a chegada desses empreendimentos de monocultura, os mesmos destruíram grande parte dos bens naturais do bioma cerrado, em um processo extremamente violador de direitos, que acarretou em danos irreparáveis ao meio ambiente e às comunidades tradicionais geraizeiras da região. Via Jornal Gazeta
Governo de Minas não tem data para pagar 13º salário dos servidores

Mais uma vez, os servidores do governo estadual não sabem quando vão receber o 13º salário. Em nota divulgada hoje (26), o Estado informou que “informações sobre data e forma de pagamento serão repassadas assim que possível”. O governador Romeu Zema (Novo) esteve em Brasília, nesta segunda-feira, e a questão financeira foi um dos assuntos tratados com o governo Federal. Conforme secretário-geral do governo, Mateus Simões, que acompanhou o mandatário, o problema fiscal do estado será equacionada caso o governo Federal contribua para que a venda da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais). Assim, Minas tem mais chances de aprovar o RRF (Regime de Recuperação Fiscal). O RRF foi criado pelo governo federal por meio da pela Lei Complementar 159, de 2017, e consiste na suspensão do pagamento da dívida do Estado com a União por três anos, renováveis por mais três. A adesão ao plano permite ainda que o Estado volte a fazer empréstimos. No entanto, o regime exige uma série de contrapartidas de austeridade, como a privatização da Codemig. “Estivemos em Brasília hoje e, apesar de não termos obviamente tratado do 13° do funcionalismo mineiro com o governo federal, tratamos da questão financeira do estado, que passa por isso: melhorar a situação fiscal. Minas precisará do apoio federal para a possível venda da Codemig, para aprovação do novo RRF e, de alguma forma, para regularização da sua situação fiscal”, explicou o secretário-geral.
Ensino remoto na Universidade Estadual de Montes Claros exclui estudantes pobres

Trinta por cento dos alunos da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), notadamente os mais pobres, não têm acesso ao ensino remoto em tempos de pandemia do Covid-19, mesmo com a disponibilização de 1200 bolsas de internet no valor de R$ 80 cada. Isso porque o tempo de contrato feito pelas operadoras é incompatível com a necessidade dos cursos e não cabe no bolso de grande parte dos estudantes. Há ainda o fato de que em algumas localidades da região não há acesso de qualidade à internet. Essa é uma das preocupações da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), que detectou essa dificuldade entre a parcela dos estudantes de menor renda. A própria universidade já admitiu sua incapacidade de atender a todos. Lidar com esse momento é apenas um dos problemas enfrentados no processo didático da instituição durante o período de pandemia. Os professores tiveram que se adaptar, investindo do próprio bolso e se estruturando para poder dar as aulas. Muitos foram obrigados a se capacitar nas novas tecnologias, comprar computadores e adquirir novos planos de internet. Não houve, de acordo com a categoria, investimento da Unimontes para propiciar ensino remoto de qualidade. Segundo a diretoria da Adunimontes, não há, por exemplo, uma plataforma fixa para que os professores repassem ministrem as aulas. A entidade defende que a universidade teria que oferecer formas de o professor trabalhar, ao invés dele próprio ter que “correr atrás”. A situação tem incomodado e angustiado a categoria. “Nossa maior angústia é o fato do ensino remoto excluir boa parte dos estudantes, não substituir o ensino presencial e não haver plano concreto nenhum pelo governo de estado para uma volta segura ao presencial”, disse a presidente da entidade, professora Ana Paula Thé. “Não sabemos o orçamento que será disponibilizado e nem se haverá teste, o que é de fundamental importância”, completou. O professor Rômulo Barbosa, que tomará posse no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) nesta semana, entende que, ao se submeter às decisões do governo do Estado, a Unimontes está perdendo sua autonomia como universidade. Ele disse que cobrará uma posição do Conselho em relação a essa situação. Para Barbosa, a deficiência no ensino remoto, que conta quase que exclusivamente com o esforço e compromisso dos professores, é um exemplo de como a universidade está submissa ao governo. “O resultado é que estamos sem condições de fazer bem feito e o aluno está ficando para trás”, protestou. A professora Dedora Amaral avalia que não houve nenhum planejamento para o ensino remoto. “Está sendo um salve-se quem puder”, criticou, acrescentando que os professores aceitaram compulsoriamente levar a cabo esse processo usando ferramentas de qualquer forma, por omissão da instituição. Para Ana Thé, a postura da categoria vem do fato de que muitos colegas temem perder seus contratos caso se rebelem contra essa situação. Ela informou que a entidade foi bombardeada ao se colocar contrária à forma como seria praticado o ensino remoto. O problema, segundo ela, é que hoje a carreira está contaminada por penduricalhos, que tornam os profissionais vulneráveis ás decisões do governo, por mais maléficas que possam ser. Ela citou a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) como exemplo de instituição que soube lidar melhor com o advento do ensino remoto, adotando critérios para se adaptar ao momento de pandemia. Segundo a dirigente, foram feitas, por exemplo, opções de plataformas mais adequadas de acesso ao ensino dos alunos com dificuldades financeiras.
Pressão por volta às aulas presenciais angustia professores da Unimontes

– Categoria trabalha pelo sistema remoto, mas teme retorno sem segurança e ameaça greve – Professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) estão trabalhando remotamente, mas cogitam paralisar as atividades caso a universidade precipite o retorno às aulas presenciais sem que todo o protocolo de segurança seja cumprido. A informação foi dada pela presidente da Associação dos Docentes da Unimontes(Adunimontes), Ana Paula Thé, durante assembleia virtual realizada na quinta-feira, 15, Dia Mundial dos Professores. “Não compactuaremos com a irresponsabilidade de gestores que não têm preocupação com a vida, mas apenas com a tentativa de demonstrar uma falsa normalidade”, disse Ana Thé. Segundo ela, oportunamente a entidade definirá uma nova assembleia para discutir o assunto, caso seja anunciado o retorno sem que o campus e os campi da Unimontes espalhados pela regiãoestejam preparados para receber alunos, professores e demais servidores. A professora reiterou que a Adunimontes exigirá que a universidade tome todas as medidas de infraestrutura para propiciar um ambiente seguro para todos, sob pena de a categoria cruzar os braços. O encontro dos docentes foi justamente para discutir o ensino remoto e o retorno presencial. No início do mês a Secretaria de Estado da Saúde lançou um protocolo sanitário de retorno às atividades presenciais. Isso não significa retornas às atividades, visto que a estratégia de autorização e retomada das aulas está sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação e do Comitê Extraordinário Covid-19. De acordo com informe do governo, cabe à Secretaria, por exemplo, a compra e a distribuição das máscaras e EPIs para o retorno das atividades presenciais na rede pública estadual, além de recomendações para os estabelecimentos de ensino e elaboração e atualização do protocolo. Durante a assembleia, os professores demonstraram preocupação com a possibilidade de retorno, pois não existe protocolo específico que contemple o aspecto pedagógico nem adaptações físicas para evitar o contágio pelo Covid-19. A professora Bárbara Figueiredo, coordenadora do campi de São Francisco, informou que a situação nesses locais é ainda pior que na sede, pois falta até papel higiênico. “Como imaginar que teremos máscaras e álcool gel?”, questionou. Ela, que também integra o Comitê Covid-19 da Unimontes, disse que outro motivo de apreensão é o fato de os alunos da região transitarem em ônibus lotados. Até o momento o governo do Estado ainda não informou como vai fazer e nem quanto irá custar a implementação do protocolo para o retorno às aulas.
Chuvas aliviaram clima de deserto no Norte de Minas

O Norte de Minas foi surpreendido com chuvas na sexta-feira, sábado e domingo em várias cidades. O que aliviou o clima de deserto registrado na região, onde as temperaturas chegaram aos 43 graus. No domingo o clima ficou mais leve em várias cidades e começou a segunda-feira nesse quadro, mas depois voltou a esquentar. Faz várias décadas que não ocorrem chuvas no mês de outubro no Norte de Minas, apesar do calendário de chuvas ser de outubro a março do ano seguinte. Na sexta-feira a chuva ocorreu em Manga e na noite de sábado ocorreu nas cidades de Januária, Pedras de Maria da Cruz e Conego Marinho. O professor e meteorologista Luiz Carlos Molion tinha anunciado as chuvas boas especialmente a partir de 20 de novembro, devendo manter os mesmos índices da safra 2019/2020, com mais de 1.000 milímetros anuais. Ele participou de live acompanhada por mais de 2.500 pessoas e organizado pela AgroRede e Casa do Adubo, e deixou animados os produtores rurais. Ele tem sido consultado desde o ano de 2017 para orientar o homem do campo do Norte de Minas, tendo em vista que a Estação Chuvosa na região sempre começa em outubro e prossegue até março. Via Jornal Gazeta