Pandemia aumentou clima de incertezas na Universidade Estadual de Montes Claros

O período de pandemia do coronavírus, que já dura mais de 7 meses, tornou ainda pior a já conturbada relação entre a gestão atual da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e os professores. A próxima semana pode ser decisiva para as tentativas de aparar arestas, nas reuniões dos conselhos representativos da universidade. O diretor da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Gustavo Cepolini, explica que, como o Conselho Universitário (Consu) ainda não tomou posse, questões como o pagamento do Regime de Tempo Integral com Dedicação Exclusiva (DE), ainda estão pendentes. São 48 pesquisadores alijados desse adicional. A entidade considera que o imbróglio continua por conta da má vontade da reitoria, que prefere manter o jogo de empurra com o governo Zema. A Adunimontes criou comissão para interlocução direta com o governo, além de atuar também junto ao Judiciário e Assembleia Legislativa. Cepolini lembra que o pagamento desse direito foi aprovado em todas as instâncias da Unimontes e publicado no Diário Oficial do Estado. A representação dos professores alega que não há o mínimo fundamento para protelar o pagamento, pois o próprio governador Romeu Zema jogou por terra a alegação de que o obstáculo seria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), quando, em janeiro deste ano, anunciou que Minas saiu do regime prudencial. A concessão da DE é fundamental para o desenvolvimento da Instituição, pois assegura o tripé ensino, pesquisa e extensão, garantindo, assim, a autonomia da universidade, como prevê a Constituição Federal.

Saiba quantos votos são necessários para eleger um candidato a vereador de sua cidade

O cálculo é simples. Basta dividir o número de eleitores pela quantidade de cadeiras em disputa. Por exemplo, no município de Montes Claros, 279.274 eleitores estão aptos a votar nas eleições de 2020. A Câmara Municipal possui 23 cadeiras de vereadores, portanto, basta dividir o eleitorado (279.274) pelo número de cadeiras em disputa (23) e você chegará ao “quociente eleitoral” –a quantidade de votos necessários para eleger um vereador: 12.142 votos individuais ou na chapa de vereadores. Porém, leve em consideração, que esse cálculo é feito somente com os votos válidos — os votos efetivados pelos eleitores, descontados os votos em branco e os votos nulos. Estima-se que a abstenção nas eleições de 2020 possa ser recorde, o que diminuiria a quantidade de votos para eleger um vereador. Segundo o Datafolha, 33% dos eleitores da cidade de São Paulo afirmaram que não irão votar no dia 15 de novembro. Se este percentual se confirmar nas urnas também em Montes Claros, o número de votos necessários para um partido fazer uma cadeira cai para 9.216. Ocorre que quase ninguém consegue sozinho 9.216 votos numa eleição de vereador. Até hoje, nenhum candidato de Montes Claros conseguiu fazer o quociente eleitoral. Ruy Muniz foi vereador mais votado da história de Montes Claros, com 4.026 votos, mesmo assim, teve seu mandato cassado pela justiça, em 1ª instância, acusado de compra de votos, doando bolsas de estudo a pessoas carentes. Mas acabou reconquistando seu mandato em 2ª instância, no TRE. Em 2012, o contador Heráclites Gonçalves Filho, o Júnior de Samambaia, foi o candidato mais votado para vereador em Montes Claros, com 3.461 votos. Entretanto, ele não assumiu uma cadeira na Câmara Municipal, porque o partido dele, o PSC, não atingiu o quociente eleitoral, que na época era 7.800 votos. Obs: O vereador mais votado da cidade, proporcionalmente, foi Luiz Tadeu Leite, em 1976, mas também não conquistou o quociente eleitoral daquela época. Neste ano, o vereador Aldair Fagundes (Cidadania) quer conquistar esta façanha em Montes Claros, fazendo sozinho o quociente eleitoral. “Estou trabalhando para isso”, brincou o edil. Segundo ele, este seu atual mandato tem sido de muita aceitação, por causa das várias realizações, em todos os cantos da cidade. As exceções são raríssimas para conseguir sozinho uma cadeira no Legislativo. Nas eleições de 2016, em São Paulo, dois vereadores conseguiram esta proeza: Eduardo Suplicy (PT), eleito com 301.446 votos, e Milton Leite (DEM), eleito 107.957 votos. Por isso são importantes as chapas. A soma dos votos de todos os candidatos é que forma o quociente eleitoral. Outro que também está lutando para conquistar o quociente eleitoral é o advogado Anfrísio Macedo, da cidade de Motalvânia. Mas a situação de Anfrísio é mais delicada. Seu partido, o PT, não lançou candidato a prefeito e nem a chapa de vereadores. Ele saiu sozinho como candidato a vereador e terá que conquistar mais de 700 votos para fazer o quociente eleitoral e assumir uma vaga na Câmara Municipal daquela cidade, que faz divisa com a Bahia, pois o seu partido não lançou outros candidatos. Dr. Anfrísio, como é conhecido, alega que foi uma armação do deputado federal Paulo Guedes. “Mais uma vez o deputado Paulo Guedes, em suas negociatas políticas, entregou a direção do PT desta cidade para os adversários do Partido dos Trabalhadores. Infelizmente, esta prática coronelística de Paulo Guedes não acontece somente em Montalvânia, mas em todas as cidades do Norte de Minas onde os militantes do partido não apoiam sua candidatura para deputado”. Quociente eleitoral O quociente eleitoral define os partidos e/ou coligações que têm direito a ocupar as vagas em disputa nas eleições proporcionais, quais sejam: eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior” (Código Eleitoral, art. 106). Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias” (Lei n. 9.504/97, art. 5º). Quociente partidário O quociente partidário define o número inicial de vagas que caberá a cada partido que tenha alcançado o quociente eleitoral. Determina-se para cada partido o quociente partidário, dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda, desprezada a fração” (Código Eleitoral, art. 107).

Em Lontra, os bichos estão soltos para mais uma disputa eleitoral

 O município lontrense sempre foi comandado pelos répteis tiú e calango, que perderam o posto para o jacaré A cidade de Lontra, no Norte de Minas Gerais, emancipada em janeiro de 1993, e que tem mais de 9 mil habitantes, sempre foi administrada por répteis, principalmente tiú e calango. Eles sempre se revezaram e até se transformaram para se manter no poder, com o calango virando tiú e vice-versa. Enquanto isso, o jacaré, que ainda não tinha entrado na história e vivia tranquilo no cacete armado, começou a observar a farra que tiuzada e calangada faziam com a coitada da Lontra, achincalhada por sua ingenuidade, da qual se aproveitavam esses bichos para jogarem seu nome na lama e nas manchetes policiais de todos os jornais, menos o “chapa-branca”. Indignado com tanta maldade e improbidade, o jacaré resolveu disputar o comando da Lontra e acabou sendo bem sucedido. Nesta atual gestão, o jacaré se gaba de ter conseguido devolver a paz para a pacata cidade, acabando com o rega-bofe dos tiús e calangos. Para não deixar barato, esses bichos se uniram novamente para tentar voltar a mamar na coitada da Lontra. Nesse jogo sujo já contam com o apoio de diversos répteis, entre eles a jararaca. Essa história de tiú e calango foi uma herança que Lontra recebeu quando era distrito de São João da Ponte. Para não confundir o eleitorado pontense, por causa do pluripartidarismo, os caciques políticos representantes da situação criaram a figura do tiú para identificar seus apoiadores. A oposição por sua vez, batizou seus partidários de calango. Além do tiú e calango, no último pleito eleitoral de Lontra surgiu a figura do “jacaré”, em referência aos apoiadores do atual prefeito, já que ele não pertencia a nenhum dos dois grupos.

Servidores do Governo de Minas voltarão ao trabalho presencial

O Governo de Minas anunciou, nesta terça-feira (15), as diretrizes para a retomada do trabalho presencial dos servidores do Executivo do estado. A partir de agora, os órgãos tem até 10 dias para definir a retomada. O plano também conta com medidas para reativação dos trabalhos na Cidade Administrativa. No entanto, o retorno não valerá para todos. Alguns servidores terão prioridade para continuar trabalhando de casa (entenda abaixo). As medidas valem para funcionários de órgãos do governo, autarquias e fundações que prestam serviços relativos à saúde, à segurança pública e à educação e empresas estatais controladas direta ou indiretamente pelo estado. Anúncio nas redes sociais A decisão foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais, e anunciada nas redes sociais pelo secretário de Planejamento Otto Levy. “Importante dizer que não será retorno imediato, estamos apenas definindo as diretrizes e as condições para que esse retorno aconteça”, disse. Conforme Levy, para a retomada, são necessárias três pré-condições: O órgão deve estar em regiões inseridas na onda verde do Minas Consciente;O setor deve publicar diretrizes definindo setores prioritários para o retorno ao trabalho presencial;A repartição deve estar preparada e os servidores precisam ser comunicados.   https://www.instagram.com/tv/CFIXOuQnKsW/?utm_source=ig_embed Cidade Administrativa A Cidade Administrativa também deve ser reativada, assim que a região Central avançar para onda verde do plano Minas Consciente que, atualmente, considera a área em nível amarelo. No entanto, o local será ocupado por 20% da capacidade física dos escritórios. “Estamos fazendo esse anúncio para dar transparência e previsibilidade a todo esse processo sobre o retorno ao trabalho presencial de tal forma que tenhamos tempo para nos preparar para ele”, destacou Otto. Quem pode ficar em casa? De acordo com as diretrizes publicadas, alguns servidores terão prioridade para continuar trabalhando em modelo de teletrabalho, caso atendam aos seguintes critérios: Caso façam parte do grupo de risco da Covid-19; Servidores com idade acima dos 60 anos; Gestante ou lactantes; Servidores que têm filhos em idade escolar, até que sejam retomadas as aulas presenciais nas escolas públicas e privadas; Servidores que moram com pessoas do grupo de risco “O objetivo é assegurar que as atividades que podem ser exercidas de forma mais eficiente presencialmente sejam retomadas de maneira organizada e seguindo todas normas necessárias para prevenção, enfrentamento e contingenciamento da pandemia de Covid-19”, afirma Otto Levy. Coronavírus em Minas De acordo com dados do boletim epidemiológico divulgado pela SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) ontem, Minas Gerais tem 253.997 mil casos confirmados do novo coronavírus. Ao todo, o estado soma 6.286 óbitos. Via PHAZ

Aprovada reforma da maldade de Zema – Por Waldo Ferreira

  – Nesta quarta, deputados sacramentaram a aprovação da reforma da Previdência em 1º turno – Considerada pelos especialistas a mais cruel entre as propostas apresentadas pelos demais estados do país, a reforma da Previdência do funcionalismo público mineiro está aprovada em 1º turno. Nesta quarta-feira 2, a Assembleia Legislativa realizou reunião extraordinária e aprovou o Projeto de Lei Complementar do governador Romeu Zema (Novo), que integra a reforma e prevê, entre outras medidas, alíquotas progressivas de contribuição, cisão do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg) e criação de nova autarquia para gerir a previdência, a MGPrev. Foram 50 votos a favor e 20 contrários. Ontem, os deputados já haviam aprovado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC-55) propriamente dita, por 51 votos a favor e 19 contra. Sete parlamentares se abstiveram. A principal mudança em relação ao texto original feita na votação de hoje é que as alíquotas de contribuição previdenciária ficaram entre 11% e 16%. No projeto de Zema, eram de 13% a 19%. Apesar das tentativas, os representantes dos trabalhadores, entre os quais a Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), não conseguiram evitar a derrota das emendas que reduziriam os danos ao funcionalismo contidos no projeto original de Zema. Foi rejeitada a que retira a possibilidade de cobrança de nova alíquota extraordinária, se houver déficit nas contas da previdência, e sua incidência sobre os salários dos aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo ou pouco mais. O texto aprovado pelo Plenário mantém diversas determinações do projeto original do governador como a cisão do Ipsemg e a consequente criação de nova autarquia para gerir a previdência no Estado, a MGPrev. Com isso, o Ipsemg passará a se encarregar apenas da assistência à saúde dos servidores. A presidente da Adunimontes, Ana Thé, considera que a proposta retira direitos dos servidores, penaliza os aposentados e pensionistas e promove arrocho salarial. Os deputados André Quintão, líder do Bloco Democracia e Luta, Betão, Ulysses Gomes e Doutor Jean Freire, e as deputadas Beatriz Cerqueira, Leninha, Marília Campos, todos do PT; além das deputadas Andréia de Jesus (Psol) e Ana Paula Siqueira (Rede), tiveram posicionamentos contrários à proposta. Entre os pontos levantados pelos parlamentares, estão a falta de diálogo do Executivo com os servidores para a construção das propostas e de dados que justifiquem as medidas, a rapidez com que os textos estão tramitando na ALMG, o aumento da idade para aposentadoria das mulheres e de professores e o desmembramento do Ipsemg. “Todo o processo é político e não técnico”, afirmou Beatriz Cerqueira. Ana Paula Siqueira enfatizou que é preciso buscar mais avanços nos projetos para a votação em 2º turno. “O déficit do Estado não é responsabilidade do servidor”, afirmou. INTIMIDAÇÃO – A nota oficial da Assembleia para o forte esquema de segurança na votação de terça-feira reforça a estratégia do governo em impedir que os servidores protestassem contra a reforma, ao encaminhar a proposta justamente durante a pandemia do Covid-19. Justificou que a operação de guerra teve o objetivo de evitar aglomerações. Mesmo assim, centenas de manifestantes se colocaram em frente à Casa. Deputados que votaram contra a PEC e a favor dos servidores, aposentados e pensionsitas: Ana Paula Siqueira, André Quintão, Andréia de Jesus, Beatriz Cerqueira, Betão, Celinho Sintrocel, Cleitinho Azevedo, Cristiano Silveira, Douglas Melo, Doutor Wilson Batista, Elismar Prado, Fernando Pacheco, Jean Freire, Leninha, Marília Campos, Marquinho Lemos, Professor Cleiton, Thiago Cota, Ulysses Gomes. Deputados que votaram a favor da PEC e contra os servidores: Alencar da Silveira JR, Antônio Carlos Arantes, Arlen Santiago, Bartô, Betinho Pinto Coelho, Bosco, Braulio Braz, Bruno Engler, Carlos Henrique, Carlos Pimenta, Cássio Soares, Celise Laviola, Charles Santos, Coronel Henrique, Coronel Sandro, Dalmo Ribeiro Silva, Delegada Sheila, Delegado Heli Grilo, Doorgal Andrada, Doutor Paulo, Duarte Bechir, Fábio Avelar de Oliveira, Gil Pereira, Glaycon Franco, Guilherme da Cunha, Gustavo Mitre, Gustavo Santana, Gustavo Valadares, Hely Tanqüinio, Inácio Franco, Ione Pinheiro, João Magalhães, João Vitor Xavier, Laura Serrano, Leandro Genaro, Léo Portela, Leonídio Bouças, Luiz Humberto Carneiro, Neilando Pimenta, Noraldino Júnior, Professor Irineu, Professor Wendel Mesquita, Raúl Belém, Repórter Rafael Martins, Roberto Andrade, Rosângela Reis, Sávio Souza Cruz, Tadeu Martins Leite, Tito Torres, Zé Guilherme e Zé Reis. Agostinho Patrus, Caixa, João Leite, Mauro Tramonte, Osvaldo Lopes, Sargento Rodrigues e Virgílio Guimarães se abstiveram. Na próxima etapa, a reforma volta para a Comissão Especial, para depois retornar ao plenário e ser votada em 2º turno. Os deputados têm até 30 de setembro para aprovar ou rejeitar a reforma. Waldo Ferreira é jornalista e assessor da Adunimontes

Ainda casada com Wassef, Cristina Boner fechou contratos milionários com o governo de Aécio

 Reportagem da Agência Sportlight mostra que Maria Cristina Boner fechou contratos milionários com os governos Aécio Neves, em Minas Gerais, e Sérgio Cabral, no Rio, para implantação de versões do “Poupatempo” quando ela ainda era casada com Frederick Wassef Maria Cristina Boner Léo, dona da GlobalWeb, que tem contratos milionários com o governo Jair Bolsonaro, também lucrou nos governos Aécio Neves (PSDB), em Minas Gerais, e Sérgio Cabral (Sem partido), no Rio de Janeiro, quando ainda era casada com Frederick Wassef, que advogou para o clã presidencial até a prisão de Fabrício Queiroz em chácara de sua propriedade em Atibaia, no interior paulista. Segundo reportagem de Lúcio Castro, na Agência Sportlight, empresa B2BR- Business to Business Informáticam que foi de propriedade de Cristina Boner, participou de consórcios que venceram licitações em valores que superam os R$ 130 milhões no Rio de Janeiro e R$ 310 milhões em Minas Gerais. A empresa atuava em consórcios para implantar as versões do Poupatempo no Rio e em Minas – onde recebeu o nome de Unidades de Atendimento Integrado (Uai). Através do Consórcio Agiliza, a empresa da esposa de Wassef faturou exatamente R$ 132.538.350,00 (cento e trinta e dois milhões, quinhentos e trinta e oito mil e trezentos e cinquenta reais) entre os anos de 2009 e 2015. Segundo a repiortagem, “Consórcio Agiliza” foi alvo da Lava Jato. A denúncia apresentada pela Força-Tarefa do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro que resultou na “Operação C’est Fini”, em 23 de novembro de 2017, é taxativa ao tratar sobre a utilização do consórcio para os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, demonstrando que o grupo de empresas da qual a B2BR fazia parte “pagava recursos de propina para a organização criminosa instituída por Sérgio Cabral”. Já em Minas, o contrato com o consórcio foi assinado por Antonio Anastasia (PSDB) em maio de 2010, poucos meses depois que Aécio Neves deixou o governo para concorrer ao Senado. Leia a reportagem na íntegra

Joba Costa reúne coletânea para doação às instituições públicas de ensino

  – O antropólogo João Batista de Almeida Costa lançou uma vaquinha on line para custear a publicação do livro Norte de Minas, Cultura Catrumana, Suas Gentes, Razão Liminar, uma coletânea de seus estudos sobre a origem e formação do Norte de Minas. O objetivo é imprimir 2.000 exemplares com 380 páginas e doá-los às escolas municipais e estaduais, bem como às instituições de ensino superior da região. Haverá ainda uma edição em e-book. O livro, dividido em 3 seções, trata da cultura regional em si e sua relação com Minas Gerais como abertura dos capítulos. Em seguida são abordados os Quilombos, que na região somam mais de 200. A terceira seção é reservada aos estudos sobre Comunidades Tradicionais, grupos étnicos conhecidos como Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Vazanteiros, Indígenas e Apanhadores de Flores. Formado pela UnB e um dos maiores estudiosos da região, ele conta que teve a ideia de organizar esse trabalho durante o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, para ocupar seu tempo. “Sempre fui cobrado para divulgar meus estudos já publicados em revistas acadêmicas, pois a maioria das pessoas não têm acesso às revistas especializadas”, revela Joba Costa. A pessoa que contribuir com até R$ 20,00 receberá via e–mail a edição e-book do livro. Acima desse valor, o doador ganha ainda uma versão impressa, sendo a quantidade de acordo com o valor da doação mais o valor do envio pelos Correios. “O livro não será comercializado. É um presente meu para as gentes de nossa singular região, cuja história, cultura eeconomia tem sido fundamental para Minas Gerais desde o início do século XVIII”, reforça João Batista de Almeida Costa. Mais informações no site da Vakinha: Norte de Minas e a razão liminar.

Pó parar Aécio! Deputado cria racha no PSDB e vai de carreirinha para os braços de Bolsonaro

Um grupo de parlamentares ligados ao deputado Aécio Neves (PSDB-MG) vem aproveitando a movimentação para que Celso Sabino se torne o líder da maioria na Câmara para se aproximar da base bolsonarista na Casa Legislativa. Segundo reportagem do jornal O Globo, a expectativa dos aecistas é que, se Sabino for confirmado para o posto, será mais fácil negociar cargos e verbas. A manobra, porém, não conta com o apoio das lideranças do partido e nem da ala paulista, evidenciando uma fissura interna no interior da legenda. Ao todo, dez partidos encaminharam um requerimento pedindo que Sabino fosse conduzido ao cargo de liderança da maioria na Câmara, mas o PSL e o Republicanos retiraram o apoio. De acordo com a reportagem, o grupo que deseja uma aproximação com a base bolsonarista seria composto por cerca de dez deputados ligados a Aécio. Já os parlamentares próximos ao PSDB paulista e ao governador João Doria (PSDB-SP) avaliam que a legenda não deve se juntar ao centrão na composição da base governista, mantendo uma posição mais independente. A estratégia para a cooptação dos parlamentares tucanos foi articulada pelo líder do PP, Arthur Lira (AL), que vem atuando como articulador informal de Jair Bolsonaro na Câmara. Teria partido dele a ideia de tornar Sabino líder da maioria na Casa. Com isso, Lira espera aumentar sua base de apoio na disputa pela presidência da Casa, apesar da lideranças do PSDB preferirem apoiar as postulações do MDB e DEM. Ainda segundo o Globo, após Sabino aceitar a indicação feita pelo centrão para o posto de líder da maioria, o PSDB abriu um processo interno que poderá resultar na expulsão do parlamentar.

Robertão e Frank: Bocaiúva já tem a primeira chapa para disputar à Prefeitura

 – O professor Roberto Torres, o Robertão (AVANTE) e o advogado Frank Weslen (REDE) são os pré-candidatos a Prefeito e Vice-prefeito daquela cidade morena – “ROBERTÃO JÁ TEM UM VICE”: Em Bocaiuva, Pré-candidato a Prefeito define seu vice para a disputa das eleições 2020. Frank Weslen, do partido REDE, confirmou ao RSENA que é pré-candidato a Vice-prefeito na chapa de Roberto Torres Por Ricardo Sena Bocaiuva conta oficialmente com o primeiro pré-candidato a Vice-prefeito na disputa deste ano (2020). O grupo político que apoia a candidatura de Roberto Torres para Prefeito já definiu o nome de quem irá compor a chapa na disputa pelo Executivo Municipal. Trata-se do Advogado Frank Weslen que aguarda apenas as convenções partidárias para iniciar o processo de disputa. O próprio Advogado confirmou a reportagem do RSENA que aceitou o convite do grupo e também do próprio Roberto Torres (Robertão) para compor a chapa. Frank, filiado ao Partido Rede Sustentabilidade, disse que recebe o convite com grande satisfação e que espera somar na tentativa de implementar o que ele considera ser o verdadeiro projeto de renovação política que Bocaiuva precisa. Frank Weslen, 48 anos, é Contador e Advogado. Casado, pai de três filhos; é a primeira vez que disputa um cargo público eletivo. Participante ativo em grupos de prestação de serviços, tem por característica a eficácia em elaborar, desenvolver e executar projetos. Com a confirmação, Roberto Torres é o primeiro pré-candidato a Prefeito de Bocaiuva a oficializar o nome indicado a vice. Os demais pré-candidatos (Ricardo Veloso, Marisa Alves, Fernando Messias, Delson Oliveira, Pedro Cerol e Salomão Caldeira) seguem articulando suas chapas. Via RSena

“Zema covarde” vai ao topo do Twitter após ação policial contra o MST

 O acampamento Quilombo Campo Grande, que reúne 450 famílias sem-terra no município de Campo do Meio (MG) é alvo de despejo desde quarta-feira (12). O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) resiste e reage em diversas frentes. Nesta quinta-feira (13), a hashtag #ZemaCovarde subiu ao topo do Twitter e é a mais comentada do país, expondo o descontentamento com a ação do governador Romeu Zema (Novo) de Minas Gerais. A ação conta com dezenas de viaturas e policiais de outras cidades. O MST também tomou medidas judiciais contra a violência do governo mineiro: “O MST entrou com um pedido no (STJ) Superior Tribunal de Justiça para reversão da ordem ilegal de despejo e está convocando mobilizações em todas as redes sociais com a TAG #ZemaCovarde. #SalveQuilombo“ O MST entrou com um pedido no (STJ) Superior Tribunal de Justiça para reversão da ordem ilegal de despejo e está convocando mobilizações em todas as redes sociais com a TAG #ZemaCovarde. #SalveQuilombo pic.twitter.com/lbqi6oEO5f — MST Oficial (@MST_Oficial) August 13, 2020 Integrantes da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) denunciam que a responsabilidade por feridos ou mortes em decorrência de um conflito direto com as forças policiais são de responsabilidade do governador Romeu Zema (Novo), que permitiu o despejo em meio à crise de saúde pública sem precedentes no país. Segundo o MST, a decisão descumpre acordo firmado em mesa de diálogo sobre o conflito, para que as famílias permanecessem no local ao menos enquanto houvesse necessidade de isolamento social. “Não recuaremos um centímetro da decisão de lutar. Esse despejo em plena pandemia é um desrespeito a vida e a dignidade humana. #SalveQuilombo #ZemaCovarde“ Não recuaremos um centímetro da decisão de lutar. Esse despejo em plena pandemia é um desrespeito a vida e a dignidade humana. #SalveQuilombo #ZemaCovarde pic.twitter.com/9KPGeJWSYK — MST Oficial (@MST_Oficial) August 13, 2020 ????Em defesa do Quilombo Campo Grande!#SalveQuilombo#ZemaCovarde pic.twitter.com/15KzqUzUZF — MST Oficial (@MST_Oficial) August 13, 2020 ????URGENTE | Sob comando do covarde governador de Minas Gerais, @RomeuZema, a Polícia Militar ateia fogo no Acampamento Quilombo Campo Grande para tentar retirar as famílias. A vida das famílias Sem Terra estão em suas mãos governador! Retire a polícia do acampamento!#ZemaCovarde pic.twitter.com/g9U0k96bnr — MST Oficial (@MST_Oficial) August 13, 2020