Montes Claros sedia o maior evento de varejo do Norte de Minas Gerais

No dia 13 de agosto, terça-feira, empresários e profissionais ligados ao varejo da região de Montes Claros se encontram durante o “Líderes do Varejo”, evento que pretende fomentar a economia por meio de novos negócios, relacionamento comercial e atualização profissional, especialmente para supermercadistas. A edição do evento será no Espaço OAB Eventos (Rua Monte Paschoal, 154, Ibituruna, em Montes Claros). O público-alvo do evento são proprietários, gerentes e compradores do ramo varejista situados em Montes Claros e as vizinhas Janaúba, Jaíba, Brasília de Minas, Espinosa, Coração de Jesus, Porteirinha, entre outras cidades. O evento é realizado pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS) e tem o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Montes Claros (CDL), Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria (SINDIPAN) e da Associação Comercial de Montes Claros (ACI). Ação social – Durante o Líderes do Varejo, haverá uma campanha de arrecadação de alimentos para ser doado à Casa do Caminho. Quem quiser contribuir, basta levar qualquer quantidade de produtos não perecíveis. Os pontos de recebimento ficam localizados logo na entrada do evento. Este é um trabalho do “Programa Vida”, que coordena as ações sociais da AMIS. PROGRAMAÇÃO: O credenciamento dos participantes tem início às 13h. A abertura ocorre às 15h, com uma programação, composta de palestra, talk show, apresentação de patrocinadores e circuito de negócios (feira). 14h – Abertura 14h15 – Momento Patrocinador 14h30 – Segurança no Varejo – Como minimizar riscos 14h45 – A demanda para o varejo vai aumentar, e agora? Sua empresa e você estão prontos? – ALEXANDRE RIBEIRO (Objetivo: Preparar os profissionais do varejo para um cenário de crescimento, expansão e mudanças tecnológicas). Saiba mais sobre o palestrante ALEXANDRE RIBEIRO: Administrador de Empresas e pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios, Tecnologia da Informação e Marketing. Especialista em gestão estratégica de varejo. Coaching de Varejo, professor de graduação e MBA de diversas disciplinas ligadas ao varejo. 15h45 – Circuito de negócios, degustação e apresentação de produtos. 16H15 – Mercados Especiais 16H30 – Parcerias que geram resultados 17h- Palestra: Das Dificuldades à Vitória! – ANTÔNIO CLARET NAMETALA Objetivo: Fazer uma reflexão sobre obstáculo e superação, esforço e conquista, emoções e ações impulsionadoras. Você fazendo a diferença! Saiba mais sobre o palestrante ANTÔNIO CLARET NAMETALA : Psicólogo, Especialista em Gestão e Marketing. Foi Diretor de MKT e Comercial no Cruzeiro Esporte Clube e no Minas Tênis Clube, Gerente de RH no Supermercados Epa, Hiper Via Brasil, Kit Supermercados, Pag Pouco e Apoio Atacado. Presidente do BH Convention e Visitors Buareu. Atualmente é CEO do Grupo Nonna Eventos e RH, palestrante de temas motivacionais e Superintendente da AMIS. 18h às 19h – Circuito de negócios, degustação e apresentação de produtos. DÚVIDAS OU PEDIDOS DE ENTREVISTAS: ASSESSORIA DE IMPRENSA – KOMUNIC COMUNICAÇÃO Dione Alves – (31) 2527-7947 – dione.alves@komunic.art.br Atendimento WhatsApp: (31) 99441-4805.

Jovens rurais se unem para produzir e gerar renda

– Por Helen Borborema / Folha de Porteirinha e Região – Em Porteirinha, um grupo composto por 10 jovens de diversas comunidades rurais estão se reunindo para fabricar polpa de frutas. Além de gerar renda e produzir alimento de qualidade, o grupo faz parte de uma estratégia do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) do município para fortalecimento da juventude no campo. Um dos objetivos do trabalho do STR é incentivar a permanência da juventude nas comunidades rurais, com qualidade de vida, produção sustentável e valorização do meio ambiente. Para isso, a entidade oferece aos jovens cursos, capacitações e oportunidades para troca de experiências. Com essa estratégia do Sindicado, muitos jovens conseguiram se consolidar no campo, diminuindo o êxodo rural e fortalecendo a produtividade da agricultura familiar do município. Quem quiser adquirir as polpas de frutas do grupo, pode entrar em contato pelo telefone (38) 9.9967-7259. Segundo eles, tudo é feito em um ambiente totalmente higienizado, com o uso de uniformes e seleção de frutas de acordo o ensinamento dos cursos. Ainda de acordo com o grupo, as polpas são 100% naturais e possuem excelente rendimento.

Trabalho escravo cresce em carvoarias no Norte de Minas, neste governo de Bolsonaro

 – Escravos do século 21 –  Auditores do Ministério do Trabalho já resgataram 102 pessoas em flagrante de trabalho escravo no Norte de Minas neste ano. Crime estaria avançando nas carvoarias  – PROMESSAS – Auditores do MTE relatam que muitas vítimas do trabalho escravo buscam ganhar a vida em carvoarias e fazendas Somente neste ano, 102 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo no Norte de Minas – 89 na cidade de Coração de Jesus, 10 em Grão Mogol e três em Jaíba. A maioria dos casos é referente a mão de obra escrava em carvoarias e fazendas, nas plantações de banana e outros tipos de cultura. Os trabalhadores vêm de vários estados do país, com a promessa de uma vida melhor, de emprego fixo e moradia para toda a família. “Percebemos um aumento do trabalho escravo no Norte de Minas no ramo da carvoaria, algo antigo, mas que tem crescido nos últimos anos”, afirma o auditor do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Marcelo Gonçalves. – RESGATE De 2017 à primeira quinzena deste ano, os auditores do MTE resgataram 197 pessoas em situação insalubre de trabalho. Em algumas situações, os trabalhadores e suas famílias tinham os documentos pessoais retidos pelo empregador. No mês passado, 66 pessoas foram resgatadas do trabalho escravo em Paracatu – as vítimas eram de algumas cidades do Norte de Minas e do Piauí. Elas moravam em alojamentos improvisados e não recebiam qualquer valor nem alimentação. A cidade que mais tem registros de mão de obra escrava na região é Coração de Jesus (89), seguida por Jequitaí (53), que está a 102 quilômetros de Montes Claros, maior município do Norte de Minas, que dispõe de unidades do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do MTE. Segundo o órgão, as fiscalizações são frequentes e frisam à necessidade de denunciar qualquer tipo de abuso que configure mão de obra escrava. As multas não correspondem ao ato de crueldade enfrentado por essas pessoas. De acordo com o diagnóstico feito pelo MTE, no município que mais apresentou mão de obra escrava no Norte de Minas, Coração de Jesus, para os 89 resgatados, a fazenda foi multada em R$ 19.815,46. – PERFIL A escravidão do século 21 não diferencia os trabalhadores por raça. Basta o indivíduo não ter conhecimento dos seus direitos e aceitar fazer qualquer serviço para não deixar o pão faltar à mesa. Outro perfil dos resgatados é que são jovens, menores de idade e idosos, sempre sem Carteira de Trabalho assinada e nenhum direito garantindo. Muitas vezes, no local não é oferecida água potável e a jornada de trabalho é exaustiva, sem nenhum tipo de equipamento de segurança. – COMPENSAÇÃO Quando a empresa é multada por algum ato de infração trabalhista, ela pode negociar com o Ministério Público e compensar o município ou os cidadãos lesados de alguma forma. A multa aplicada pode ser dividida entre os prejudicados ou a empresa pode oferecer serviços à sociedade, como bolsas de estudo, construção de escolas, etc. E, para a empresa voltar a funcionar, deve atender a uma série de burocracias e se submeter a constantes visitas dos analistas fiscais. – Presidente Bolsonaro critica punição estabelecida em lei Na última terça-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou a emenda constitucional que pune com expropriação a propriedade rural em que for constatado trabalho escravo. Além disso, o presidente argumentou que a definição do que é “trabalho análogo à escravidão” precisa ser mais clara, afirmando que o empregador “não quer maldade para o seu funcionário nem quer escravizá-lo”. A escravidão foi oficialmente abolida no Brasil em maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea. Dessa forma, a expressão “trabalho análogo à escravidão” faz referência a situações degradantes, similares às das relações de trabalho na época da escravidão. As expressões “jornada exaustiva” e “condições degradantes de trabalho” foram introduzidas pela Lei Federal nº 10.803/2003, que modernizou a repressão à escravidão contemporânea no Brasil. Esta lei determina “reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência” para quem “reduzir alguém à condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”. Crítica de Bolsonaro à emenda do trabalho escravo expõe desconhecimento da lei Ao contrário do que sugeriu o presidente, trabalho escravo e em condições análogas à escravidão são o mesmo crime O presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticou esta semana a Emenda Constitucional 81, aprovada em 2014, que permite a expropriação de imóveis nos quais haja flagrante de trabalho escravo. O teor da crítica do capitão reformado, que já constava no programa de governo apresentado por sua candidatura em 2018, se baseou em uma distinção conceitual inexistente no campo jurídico. Segundo ele, haveria uma “linha tênue” entre trabalho escravo e trabalho em condição análoga à escravidão. Essa indefinição, em sua opinião, geraria insegurança a produtores rurais: “O trabalhador, o empregador, tem que ter essa garantia. Quem tem coragem de investir num país como esse?”. Ao se dirigir ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins, deixou explícita sua confusão, dizendo que colegas do magistrado “entendem que o trabalho análogo à escravidão também é escravo. E pau neles [produtores rurais]”. Sinônimos Segundo a jurista e pesquisadora Andrea Gondim, autora da dissertação “Trabalho em condição análoga à de escravo no meio urbano”, os dois termos, na verdade, “falam da mesma figura”. Ou seja, são sinônimos para descrever o que alguns estudiosos chamam de “escravidão contemporânea”. “São utilizados vários termos, mas o que eles querem dizer é que ainda hoje acontece de pessoas serem submetidas a situações similares à escravidão. Quando a gente utiliza o uso reduzido do termo [‘trabalho escravo’], é para sensibilizar à sociedade exatamente para isso”, afirma. De acordo com Gondim, “do ponto de vista técnico-jurídico” o termo mais apropriado é “trabalho em condição análoga à de escravo”, já que houve Abolição formal do escravagismo em 1888.

O imbecil presidente que joga para a plateia e ainda causa delírio nos coxinhas

– A cada declaração de Bolsonaro causa espanto, fúria e indignação. Mas a culpa é de quem? – O Presidente Jair Bolsonaro causou indignação ao afirmar que contaria como Fernando Santa Cruz – pai do atual presidente da OAB – foi morto na ditadura (oficialmente não se sabe do paradeiro de Fernando). A declaração foi dada em entrevista coletiva e depois confirmada pelo próprio Bolsonaro, numa transmissão ao vivo de seu corte de cabelos – apenas mais uma das bizarrices do atual mandatário, num misto de populismo barato e tosquice. Enquanto a imprensa se divide em ouvir especialistas sobre a declaração, o presidente da OAB promete ir à justiça e um ministro do STF afirma que “no mais, apenas criando um aparelho de mordaça”; a esquerda e os isentões {{e o Ciro Gomes, que ainda não decidiu qual alcunha – esquerda ou isentão – utilizar}} buscam culpados pela situação do país. Antes das eleições Bolsonaro já havia afirmado, entre outras coisas, que “tem que fuzilar essa petralhada toda, tá ok?”. Antes, bem antes, afirmou ao programa CQC que não discutiria promiscuidade quando perguntado o que faria caso um de seus filhos namorasse uma moça negra. Também afirmou, muito antes, que a ditadura torturou pouco e exaltou, mais recentemente, o torturador Ulstra. O mesmo ministro que hoje afirma que Bolsonaro precisa de uma mordaça participou do julgamento que absolveu o (agora) Presidente de racismo pelas declarações no CQC {{não acredite em mim – G1}}. A própria OAB participou da criminalização da política ao propor um “Impeachment pelo conjunto da obra” {{não acredite em mim – BBC}}. Bolsonaro não é nenhuma surpresa. É o resultado prático de décadas da imprensa demonizando a política, da esquerda se afastando de suas bases sociais, seja no discurso fácil de “nunca antes nesse país os empresários ganharam tanto dinheiro“, seja no discurso populista do “PT se alinhou com a direita“; discursos que igualmente contribuem para a não politização da sociedade. Pior é o aprofundamento desse método ao classificar todos os eleitores de Bolsonaro como fascistas ou estúpidos, como se o voto em Bolsonaro fosse um voto consciente daquilo que representava e não a força do inconsciente construído por anos a fio, de uma negação à classe política. Circula em algumas redes de esquerda um texto, em teoria assinado por “Fiapo Carlos Araújo”, que resume bem o sentimento equivocado da esquerda brasileira, mas que poderia ser de qualquer isentão do momento {{alô Tábata Amaral}} O Bolsonaro, não é o culpado! O culpado, é o meu parente, o meu vizinho, o meu amigo… O culpado, é o teu parente, o teu vizinho, o teu amigo. O atual presidente, sempre defendeu a ditadura e a tortura… Sempre defendeu a sonegação de impostos. Sempre foi racista, homofóbico, xenófobo e preconceituoso. Não tinha plano de governo. Nunca foi sociável, não compareceu a um debate sequer. Ele sempre foi assim, sempre! O verdadeiro culpado, é o meu parente, o meu vizinho, o meu amigo…. Ele disse sempre que não entendia de economia. Ele sempre chamou índios e quilombolas de vagabundos. Ele sempre falou, que se eleito, índios não teriam um centímetro de terra. Sempre defendeu a caça de animais selvagens, e a liberação dos agrotóxicos. Várias vezes, demonstrou que não gostava do povo, do povo mesmo. E fez várias manifestações contra os pobres. Defendia abertamente, que a mulher deveria receber um salário menor menor que o do homem. E mesmo assim, a tua parente, a tua vizinha e a tua amiga votaram nele. Ele sempre foi contra a educação pública. E mesmo assim, a minha amiga, que é professora, votou nele. Sempre foi contra a quase tudo que é público, e mesmo assim o meu vizinho, funcionário da CEF, votou nele. Ele não sabe conversar, e mesmo assim, o meu parente metido a “intelectual” votou nele. Ele se diz Cristão, mas defende armas, grupos de extermínio e passou a campanha apontando arminha, para todos os lados. E os meus parentes, vizinhos e amigos que não saem da igreja e que p tudo dizem: “glória a Deus, Graças a Deus, Aleluia e em Nome de Jesus”, votaram nele. Todas a conquistas sociais estão indo para o espaço. E os nossos parentes, nossos vizinhos e os nossos amigos ainda defendem a reforma da previdência. Que é tão maravilhosa que os políticos, militares e o judiciário não farão parte dela… Com Imprença

Mandantes da Chacina de Unaí têm prisão decretada 15 anos após o crime

Trio coordenou assassinato de três auditores fiscais do trabalho em 2004 e pode ser preso a qualquer momento – A prisão dos três acusados de ordenar a Chacina de Unaí pode ser decretada a qualquer momento. Nesta segunda-feira (30), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negou embargos de declaração apresentados pelas defesas de Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro. O trio foi condenado por organizar uma emboscada contra três auditores fiscais do Ministério do Trabalho e um motorista, assassinados em 28 de janeiro de 2004, na cidade de Unaí, no noroeste de Minas Gerais. A condenação foi mantida em segunda instância em novembro do ano passado. No entendimento da Justiça, Mânica foi o mandante do assassinato, enquanto Pimenta e Castro teriam sido intermediários na execução do crime. Mânica foi condenado a 65 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, Pimenta a 31 anos e 6 meses, e Castro a 58 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já os executores do crime foram condenados em 2013. Rogério Alan, Erinaldo Silva e William Gomes, foram condenados a 94, 76 e 96 anos de prisão, respectivamente. O desfecho acontece 15 anos após o assassinato de Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e Aílton Pereira de Oliveira, servidores que investigavam denúncias de trabalho escravo na região. Segundo Carlos Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), a decisão da 4ª turma do TRF foi recebida como uma esperança de Justiça efetiva. “Depois de assistirmos a um show de horror dos mandantes, no uso procrastinatório dos recursos, chegamos a essa fase, que claro, recebemos com certo alívio na alma. Um alívio pro sofrimento na vida das famílias e também na nossa, auditores fiscais do trabalho, em razão de todos estarmos sujeitos ao que ocorreu na Chacina de Unaí”, declara Silva. Ele conta que os auditores fizeram manifestações todos os anos desde o crime, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao TRF 1ª região, em frente à Justiça Federal em Minas Gerais, para que os mandantes fossem efetivamente punidos: “Apesar de poderosos, políticos e economicamente, não estão acima da lei”. Em 2018, a Chacina foi incluída no sistema de Justiça como prioridade por um observatório composto paritariamente por integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP), o que deu celeridade ao processo. Perigo constante Apesar de comemorar a manutenção da pena dos mandantes da Chacina de Unaí, o presidente do Sinait lamenta que ameaças a auditores fiscais do trabalho ainda sejam recorrentes no Brasil. De acordo com Silva, três casos de ameaça foram registrados em 2019. O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal foram notificados. “Nós ainda vivemos um cenário em que esse risco de violência, em que esse risco de reação hostil, bárbara, contra o auditor fiscal do trabalho que vai a uma região rural afastada combater e erradicar trabalho escravo, fiscalizar, é presente. Esse risco do próprio auditor ser violentado não foi devidamente afastado”, denuncia. O sucateamento das condições de trabalho dos auditores, a ausência de condições adequadas de segurança e o corte de verbas são outros fatores apontados pelo sindicalista como entraves para a erradicação do trabalho escravo no país. “O Brasil tem hoje, 2.200 auditores fiscais de trabalho. Esse número é bem distante dos 8 mil que seriam necessários. Isso submete a inspeção de trabalho e os auditores, a fazer, cada vez mais, fiscalização com menos auditores. E esse é o elemento básico quando se pensa na segurança dos agentes públicos envolvidos”, complementa Silva. De acordo com o Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, mantido pelo Ministério Público do Trabalho em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho, no período de 2003 a 2018, ocorreram 45.028 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão no país. Porém, o ritmo das operações dos auditores fiscais vai na contramão da urgência da erradicação do trabalho escravo. Informações disponibilizadas em agosto do ano passado pelo extinto Ministério do Trabalho, mostraram que o número de fiscalizações estava em queda. No ano de 2017, por exemplo, foram realizadas 88 operações de fiscalização, resultado do contingenciamento de 52,2% no plano orçamentário para esse fim. Em 2016, foram 115.

Riqueza natural põe Norte de Minas na rota do turismo

 – Mergulho no fascínio do Velho Chico – Rio e Parque Nacional Cavernas do Peruaçu levam Itacarambi a conquistar Selo + Turismo Por Manoel Freitas – O Norte O rio São Francisco, desde a sua nascente em Minas até a foz, entre Alagoas e Sergipe, possui grande importância econômica e histórica. No Vale do Peruaçu ele carrega ainda a responsabilidade de consolidar o Extremo Norte de Minas como polo turístico. E foi com base na importância do Velho Chico para a cultura ribeirinha e em suas riquezas naturais, com destaque para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que o governo federal concedeu, nesta semana, o Selo + Turismo para Itacarambi, “por considerar a proposta apresentada pela prefeitura alinhada com o Plano Nacional de Turismo 2018-2022”, condição que prioriza o município na análise para obtenção de recursos. Conforme noticiou O NORTE, o primeiro município mineiro a receber o Selo + Turismo foi Mirabela, conhecida nacionalmente como “capital da carne de sol”, e, ainda, por seu patrimônio natural, composto por rios, cachoeiras e o Cânion da Usina Velha. A cidade integra a Associação do Circuito Turístico Velho Chico, que inclui Bonito de Minas, Jaíba, Januária, Japonvar, Lontra, Pedras de Maria da Cruz, São Francisco, Cônego Marinho, Juvenília, Manga, Montalvânia e Itacarambi. Além de melhorar estradas e sinalizar cavernas, os projetos a serem elaborados terão objetivo de capacitar profissionais para melhor atender os turistas. PATRIMÔNIO Em Itacarambi, a secretária municipal de Turismo, Cláudia Seixas, que integra o comitê de candidatura do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu a Patrimônio Mundial, comemorou a obtenção do selo, certa de que a iniciativa do Ministério do Turismo pode contribuir ainda mais para que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sinalize positivamente ao pleito internacional. Para Cláudia, o projeto foi exitoso pela reestruturação do Conselho Municipal de Turismo e, do mesmo modo, “pelo importante papel desempenhado pelo Sebrae, que não apenas realiza cursos de capacitação, como possibilita ao município conhecer o potencial de outras cidades, orientando prefeitura e empresários sobre apresentação de cartas-consulta aos bancos financiadores”. Conhecido destino de turismo, Itacarambi sai na frente no Peruaçu e Extremo Norte de Minas, porque, além da relação da população com o rio, tem em sua margem direita complexo com mais de 60 lagoas. Além disso, está em curso, com o suporte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a candidatura do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu a Patrimônio Mundial em categoria mista – Natural e Cultural. Desde a criação, há um ano, o Selo já proporcionou a apresentação de 151 propostas que, uma vez aprovadas, garantem prioridade na análise de empréstimos pelo BNDES e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), agentes financeiros oficiais do programa.O Ministério do Turismo mantém um call center para tirar dúvidas sobre o Prodetur+Turismo, pelo 0800-2008484, pelo e-mail atendimento.prodetur@turismo.gov.br e por chat on-line, das 8h às 20h, de segunda a sexta.

Zema nomeia superintendentes indicados pelos deputados

O governador Romeu Zema decidiu nomear os superintendentes de educação e saúde do Norte de Minas, acatando nomes indicados pelos deputados do Norte de Minas, depois deles serem avaliados no programa “Transforma Minas”: Maria Levimar Viana Tupinambá assume a Superintendência Regional de Ensino em Montes Claros, em ato publicado ontem (25), ela que foi indicada pelo deputado Tadeuzinho Martins Leite; enquanto, até o final do mês, sairá a nomeação de Diene Taune para a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros. Foram indicados ainda os dirigentes de Janaúba, Januária e Pirapora, todos indicados pelos deputados. Na área educacional, Heloísa Gribel, foi nomeada para a Superintendência de Pirapora; em Januária, o professor Antonio Francisco de Souza, diretor de escola estadual em Montalvânia e em Janaúba, a superintendente Veraci Fagundes foi mantida no cargo. A publicação no Diário Oficial saiu ontem (25). Apesar de cada superintendência ter um deputado apadrinhando o nome, a bancada como um todo reforçou as indicações. As nomeações da saúde devem ser publicadas de hoje (26) até quarta-feira. O Estado demorou quase sete meses com as nomeações dos cargos comissionados, o que provocou insatisfação na classe política. Um exemplo ocorreu nas nomeações para as regionais do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene), quando saiu a nomeação em um dia e, no outro, ocorreu a revogação dos atos. A justificativa é de que foi necessário revogar o ato, pois os escolhidos não foram aprovados pelos deputados. Desde a posse de Romeu Zema que os seus correligionários do NOVO estavam incomodados com a continuidade das presenças de petistas em cargos estratégicos. A única mudança que ocorreu foi na Superintendência de Saúde de Montes Claros, onde Denilson Paranhos foi nomeado em fevereiro. O Estado anunciou em março que o programa Transforma Minas começou a etapa de certificação para profissionais da educação pública estadual, interessados em ocupar cargo de superintendente regional de ensino. Após essa fase, os aprovados poderão concorrer a uma das 47 vagas oferecidas. O processo seletivo será feito por meio de uma avaliação baseada em competências. Ao governador do Estado caberá escolher, entre os candidatos finalistas, previamente certificados e aprovados no processo de seleção, as 47 lideranças a serem nomeadas para as SRE. A exemplo das primeiras vagas oferecidas pelo Transforma Minas, as inscrições e o acompanhamento do processo seletivo são totalmente on-line. A certificação é uma exigência da legislação mineira e só os profissionais aprovados poderão concorrer ao cargo. Na fase seguinte, os profissionais certificados que quiserem participar do processo seletivo poderão indicar interesse em até duas superintendências do interior do estado ou em três SREs metropolitanas. Ao longo de todo o período da seleção, os profissionais passam por análise de currículo e de antecedentes, avaliação preliminar de conhecimento e de compatibilidade com os desafios educacionais de Minas – os aprovados na certificação também serão submetidos à entrevista por mapeamento de competências. O processo resultará em uma lista de profissionais aptos a serem selecionados para ocupar o cargo de superintendente regional de ensino

Pirapora discute reativação da hidrovia do São Francisco

Será realizado hoje, em Pirapora, o debate “Integração Latino-americana através das Hidrovias”, evento organizado pelo Departamento de Infraestrutura Terrestre (DNIT), em parceria com a Associação dos Municípios do Médio São Francisco (AMMESF) e executado pela empresa Executivo Eventos. O diretor Paulo Bustamante explica que desde 2017 tem ocorrido uma série de debates públicos denominados “Diálogos Hidroviáveis” – Programa de Integração Permanente de Iniciativas para o Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias Brasileiras, visando integrar as diversas iniciativas existentes em prol do desenvolvimento da infraestrutura logística nos rios e lagos navegáveis. A independência política e econômica e a relevância dos temas debatidos em cada edição solidificaram a imagem de seriedade e sucesso do projeto, aglutinando parcerias e respeitabilidade desde então, comprovadas por ocasião da recente edição em Brasília, dias 21 e 22 de março, comemorando o Dia Mundial da Água. Neste ano, o rio São Francisco foi escolhido como tema. A etapa acontece em Minas Gerais, quando serão visitadas três regiões do estado cujo estímulo à navegação tem forte potencial para promover o desenvolvimento econômico e social em diversas áreas, com destaque para o turismo e a agricultura, dando continuidade ao calendário itinerante de sete eventos que percorrerão vários Estados do país promovendo as principais hidrovias brasileiras. Como as realidades são diferentes, a estratégia adotada foi a tematização dos debates conforme a demanda, promovendo maior participação da comunidade e aderência aos seus anseios. Em Brasília, foram abordados temas de repercussão nacional, que afetam todas as hidrovias. Na fase regional, as temáticas já debatidas vão se ajustando às realidades locais, mantendo coerência e linearidade com os avanços conquistados, e serão a base para elaboração da programação destes debates. Na cidade de Alfenas se discutiu a importância da Gestão da Vazão dos Reservatórios para o Turismo; em Três Marias, o Turismo Náutico como Fator de Desenvolvimento Regional; e em Pirapora, os Desafios do São Francisco: Gestão e Intermodalidade. Depois serão realizados eventos em São Paulo; Rio Verde, em Goiás, Cuiabá e Belém, com os temas: A Integração Latino-americana Através das Hidrovias a importância da Perenidade da Hidrovia Tietê Paraná a partir de São Simão; estratégias para o Escoamento da Produção via Hidrovias e os Corredores Logísticos do Tapajós, do Tocantins e do Guamá Capim. Via Jornal Gazeta

Acampamento do MST, em Rio Pardo de Minas, é atacado por capangas

 – “Vamos matar todo mundo” – 30 famílias Sem Terra foram ameaçadas por homens que atearam fogo em seus barracos. – O acampamento Bela Vista, localizado em Rio Pardo de Minas, região norte de Minas Gerais, foi atacado às 21 horas desta última quinta-feira (18). Seis pessoas, em três motos, invadiram o acampamento, ameaçando as famílias com gritos como “vamos matar todo mundo” e ateando fogo nos barracos. As famílias esconderam-se no mato e estão bem, porém tiveram todos os seus pertences destruídos. Segundo os acampados, uma moto com duas pessoas não conhecidas rodaram a área no período da manhã do mesmo dia. O acampamento possui 30 famílias, que estão na área desde fevereiro de 2017. A área era da fazenda Santa Bárbara, uma terra pública, registrada no nome do Estado de Minas e que estava sendo explorada irregularmente pela Gerdau. Trata-se de uma grilagem denunciada pelos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra da região. A empresa entrou com pedido de reintegração de posse na justiça, mas o Estado manifestou-se na justiça, reconhecendo a área pública, por isso as famílias continuam na posse da área. Exigimos que os órgãos de proteção garantam a defesa das famílias que sofreram este grave ataque e que os criminosos sejam investigados e detidos, antes que a ameaça se torne um atentado à vida das pessoas que se organizam e lutam somente para que a lei seja cumprida. A conivência do Estado permitiu que a prática de pistolagem se tornasse comum e propagasse um triste histórico de violência na região. Em 2009 houve em uma tentativa de massacre das famílias acampadas nas terras devolutas da fazenda Capão Muniz. A mando de Mario Nascimento Neto, 40 pistoleiros espancaram e torturam as pessoas. Felizmente ninguém foi assassinado na ocasião, mas até hoje o processo corre na justiça e a impunidade permanece. Conhecemos de perto as consequências do ódio pregado pelos atuais governantes. E sabemos que ameaças assim, não são isoladas. A única maneira de evitar piores consequências e resolver o conflito é destinar as terras públicas para a Reforma Agrária, assim como prevê a lei.

Zema vence pela primeira vez na Assembleia Legislativa

O governador foi salvo pelo bloco do MDB, cujos deputados votaram em peso a seu favor – No último dia dos trabalhos dos deputados antes do recesso, eles deram ao governador Zema sua primeira vitória no parlamento. Os vetos mais polêmicos de Zema à Reforma Administrativa foram mantidos. Os itens vetados referem-se aos jetons para secretários e ao limite de 30% para contratação de servidores não efetivos para cargos comissionados. Em relação aos jetons, remuneração extra no salário dos secretários, a Assembleia deu seu aval para que o governo continue pagando-os. O governador suou a camisa em torno da questão porque sua equipe ameaçou sair do governo em caso de continuarem com salários de apenas R$ 10 mil. Vale relembrar que, na campanha, Zema criticou duramente os jetons. Hoje, os defende com unhas e dentes. Sobre os cargos, os deputados deram a possibilidade ao governo de continuar preenchendo as vagas como bem entender. O governador foi salvo nesses dois itens pelo bloco do MDB, que votou em peso a seu favor. Até parlamentares do bloco liderado pelo PSD, que antes tinham resistência, votaram favoráveis. Visivelmente, o líder do bloco emedebista, Sávio Souza Cruz, que votou em branco, ficou descontente com o resultado. Via Os Novos Inconfidentes