Expresso Chagas realiza ações no Norte de Minas Gerais

Projeto atenderá quatro cidades da região, com objetivo de diagnosticar e enfrentar a doença em áreas endêmicas Além da capital mineira, quatro cidades do Norte de Minas recebem, a partir de amanhã, o “Expresso Chagas 21”, iniciativa que tem como principal objetivo dar visibilidade ao enfrentamento da doença de Chagas e realizar exames para possíveis novos diagnósticos. A região, segundo a Secretaria de Saúde de Minas, é considerada endêmica, o que coloca os municípios em estado de alerta. O último Censo mostra que no Brasil existem aproximadamente três milhões de chagásicos e há registro de 12 mil mortes pela doença no país. O Expresso Chagas 21 chega primeiro à cidade de Grão Mogol, posteriormente, vai a Espinosa, Montes Claros e Lassance. O formato do projeto é o de um trem (imaginário), em que cada vagão abordará um assunto, usando teatro, palestras sobre a doença, exames e dicas para evitar o mosquito barbeiro (causador da doença de Chagas). Na oportunidade, especialistas explicarão aos participantes como a doença de Chagas afeta o coração, através de uma artéria artificial gigante. O projeto é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Associação Rio Chagas, em parceria com a UFMG, Fiocruz Minas e Unimontes. As propostas do projeto são fortalecer a notificação compulsória dos casos crônicos, estimular a busca pelo diagnóstico e o compromisso do Estado com o tratamento da doença de Chagas. “Além disso, o “Expresso” objetiva promover a saúde das populações em áreas endêmicas, criar núcleos de promoção da saúde e estimular a organização de novas associações de portadores. Também queremos divulgar os avanços da ciência que permitem uma forte educação em saúde para prevenção e tratamento da doença de Chagas, trazendo esperança para os portadores crônicos”, pontua Thallyta Maria Vieira, coordenadora do projeto pela Unimontes. DESCOBERTA Em 2019 faz 110 anos da descoberta do mal transmitido pelo barbeiro Triatoma Infestans. A descoberta foi feita pelo cientista Carlos Chagas, no município norte-mineiro de Lassance. O cientista realizou suas pesquisas em um vagão na estação da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, que serviu de laboratório. DATAS DO EXPRESSO De 18 a 20 – Grão Mogol De 22 a 23 – Espinosa De 24 a 26 – Montes Claros Dia 27 – Lassance Via O Norte

Prefeito de Belo Horizonte defende parada LGBT e diz: “Foda-se quem pensa o contrário”

Durante a realização da 22ª Parada do Orgulho LGBT em Belo Horizonte, Minas Gerais, neste domingo (14), o prefeito Alexandre Kalil falou para os milhares de presentes e mandou um recado, em breve discurso: “Primeiro, (digam mais) ‘não sei’, porque isso é libertador. Depois, virem para quem está ao seu lado e diga ‘eu te amo’. E terceiro: Foda-se quem pensa o contrário. Fodam-se eles todos”, arrancando aplausos do público. Antes, Kalil havia declarado que “ninguém manda nesta cidade a não ser o povo de Belo Horizonte”. Segundo informações da prefeitura, 200 mil pessoas acompanharam o evento. O prefeito da capital mineira disse, já havia afirmado que trata o evento LGBT com “a mesma importância de quando sou convidado para reunir com os pastores evangélicos, para ouvir suas reivindicações, ou receber Dom Walmor (arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”. Para ele, “quem não tem a sensibilidade que está governando para todo mundo, ou seja, para quem precisa e todos precisam, é porque está na contramão do que está acontecendo hoje”. Com informações do Portal Estado de Minas

Buriti – A grande estrela das veredas do sertão mineiro

Por Lucas Mourão – Via Portal UAI Se existe uma obra épica, que retrata bem a identidade do mineiro das Gerais e do sertão, essa obra se chama “Grande Sertão: Veredas” do ilustre e icônico João Guimarães Rosa, mineiro de Cordisburgo, cidade que fica a aproximadamente 115 km de Belo Horizonte, e um dos portais do Cerrado mineiro. Esse romance, publicado em 1956, retrata a história do jagunço Riobaldo, seus conflitos, jornadas e angústias existenciais no meio da paisagem do Sertão, no norte do Estado. Mas do que se trata, exatamente, as veredas, que são elemento pictórico central tanto no título quanto no conteúdo do livro? A vereda é um tipo de vegetação de Cerrado, nossa “savana brasileira”, que tem como principal distintivo a presença frequente do buritizeiro, a palmeira do buriti, sábia palmeira que pode viver até 400 anos de idade, sobressaindo sobre a vegetação mais rasteira (ele pode atingir até 40 metros de altura!) e sempre acompanhando cursos d’água, principalmente nascentes (olhos d’água) ou em bordas de cabeceira de matas de galeria, onde ficam o início do curso dos rios. Por isso que, geralmente, onde se vêem buritis, se diz que há indício de muita água por perto. São os verdadeiros indicadores de água nos sertões. Mas, além de ser um indicador de água, o que mais de especial tem o buriti? Dele tudo é aproveitado! De suas folhas são feitas palhas para artesanato, na forma de cestas, tapetes, pequenos caixotes, etc. Do seu tronco são feitos pequenos barcos, canoas e alguns móveis. Sua seiva pode gerar um “vinho” fermentado, similar aos “palm wines” encontrados no Sudeste Asiático, produzidos com as palmeiras típicas de lá. Seu palmito é comestível, mas a sua retirada mata a planta. Seu fruto é super consumido pelos povos do Sertão e também da Amazônia, onde também é nativo, ao natural, simplesmente raspando a polpa com os dentes, ou desidratando (as famosas raspas de buriti, que depois podem ser reidratadas), fazendo doce, paçoca, geleia, picolé, sorvete, suco fermentado, moqueca… São inúmeras as possibilidades! Do fruto também se extrai um óleo magnifico de cor vermelha, mais conhecido pelo seu uso cosmético, mas que também possui vários usos alimentícios. Ao quebrar o fruto, encontramos sua amêndoa esbranquiçada, igualmente comestível. Pelo seu lado medicinal, seu óleo é usado contra queimaduras de pele e como cicatrizante, além de ser um ótimo hidratante para a pele. Tem alto teor de vitamina C e vitamina A (3 vezes mais que o dendê!), é rico em calorias, cálcio, ferro e fósforo. É realmente uma joia dos nossos sertões esse pequeno fruto que parece uma escama de peixe! Não é a toa que o nome buriti, que vem do tupi-guarani “mbiriti” significa “árvore da vida”*, muito valorizado e usado por nossos irmãos indígenas desde antes da chegada dos portugueses em solo brasileiro. No entanto, sua existência e riqueza de usos é praticamente desconhecida pelos jovens e populações das grandes cidades mineiras, exceto onde se encontra buriti com facilidade. Infelizmente, as áreas buritizeiras estão cada vez menores, devido ao avanço da agropecuária e das monoculturas de soja e milho pelo Cerrado mineiro. Em minhas oficinas sobre biodiversidade, sempre levo raspas de buriti e pergunto aos participantes se conhecem o fruto e seus usos. São raras as vezes em que há conhecimento do fruto, o que mostra uma situação preocupante! De outro lado, o fruto também é pouco explorado no comércio mineiro, e um bom exemplo disso é que no Mercado Central, vitrine das mineiridades, encontra-se doce de buriti em apenas duas lojas – e este sequer é produzido em solo mineiro, pois vem do Piauí!   A esperança é de que, em um breve futuro, sejam comercializados e divulgados cada vez mais o buriti e seus subprodutos, dessa forma estimulando um comércio que além de contribuir para colorir e nutrir pessoas ainda fortalece a preservação dessas incríveis palmeiras e de toda a cultura que as envolve. Afinal, o buriti permeia vários locais que conhecemos ou já ouvimos falar. Só para citar alguns exemplos: o bairro Buritis na capital belorizontina, a cidade de São José do Buriti, no centro do Estado, a cidade de Buritis, na divisa de Minas com Goiás, e outras tantas cidades pelo Brasil levam ou Buriti ou Miriti (seu outro nome popular) na sua denominação. Lucas Mourão Educador e paisagista. Formado em Relações Econômicas Internacionais, se encantou com a Agroecologia em 2015, e desde então trabalha com o tema através de cursos, oficinas e consultoria direcionadas ao conhecimento e uso das plantas alimentícias não convencionais (PANC) na alimentação e nos jardins. É diretor e idealizador da Jaca Verde Panc, por meio da qual trabalha a agroecologia e biodiversidade através da educação.

Vacina importante para bebês está em falta nos postos de saúde

Pentavalente protege os bebês contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite. Em São Paulo, está em falta em 30 cidades. Por Jornal Nacional Por falta de vacinas, bebês brasileiros não estão recebendo a proteção de que precisam nos primeiros meses de vida. Quem procura os postos de saúde em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para dar a vacina pentavalente nos filhos, volta para casa sem a imunização. Foi assim com a filha da administradora de empresas Daniela Mattos da Silva Soares. A menina deveria ter tomado a vacina no dia 25 de junho. “A primeira vez eu fui lá e me falaram que não tinha vacina. E agora, quase todos os dias, eu estou ligando para ver se tem alguma previsão, e eles não têm previsão nenhuma”, lamentou. Em São Paulo faltam vacinas em mais de 30 cidades no interior e no litoral. Na capital paulista, a coordenadoria de vigilância em saúde informou que o município não recebeu, no mês de junho, as doses da vacina pentavalente. Em Goiás, a Secretaria de Saúde não recebe desde maio as doses necessárias. O Rio Grande do Sul também não recebeu a quantidade adequada nos últimos dois meses. Em Mato Grosso, além da pentavalente estão faltando outras duas vacinas. Em Pernambuco, a distribuição está irregular. No Rio Grande do Norte e no Pará, os estoques da pentavalente estão baixos. O problema enfrentado agora teve início há dois meses. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, interditou um lote de vacinas pentavalente da empresa indiana Biologicals E. Limited em maio. A Anvisa informou que a vacina “obteve resultado insatisfatório no ensaio de aspecto”, que é a análise das características de um produto e da sua embalagem. A vacina pentavalente faz parte do calendário nacional de imunização e deve ser dada de graça a todas as crianças. Ela protege os bebês contra cinco doenças graves: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite. “Essa vacina é feita com dois, quatro e seis meses de vida com um reforço após um ano de vida. É muito importante que os bebês tomem essa vacina”, observou a médica pediatra Maria Carmem de Carvalho. A mãe da Isabelle está preocupada. A menina, que tem cinco meses, não tomou a segunda dose da vacina no fim de junho. “Eu tenho medo dela pegar uma doença sim, porque não pode ficar assim sem tomar vacina. Criança assim novinha é bem mais fácil de ficar doente”, contou a dona de casa Carol Aparecida Ribeiro dos Santos. Enquanto as vacinas não chegam, a orientação é para que as mães evitem locais com muita gente. “Evitem deixar seus bebês expostos a grandes aglomerações, porque a gente sabe que isso favorece o aparecimento dessas doenças”, afirmou a pediatra. O Ministério da Saúde anunciou que vai enviar 400 mil doses da vacina pentavalente de outro laboratório para regularizar os estoques do país ainda neste mês

Aécio Neves prova o cálice amargo da Inquisição que ele instaurou

“Despido do manto de rei, teve que sair dos palácios e enfrentar os pequenos políticos que passaram a usá-lo de escada, a exemplo do que ele próprio fizera com o antilulismo. Agora, nas suas próprias hostes, a escada passou a se chamar antiaecismo”, escreve o jornalista Luis Nassif Quando Aécio Neves decidiu comandar o golpe do impeachment, desarticular todo o sistema institucional brasileiro, abrir as jaulas para a população sedenta de sangue, devia saber que aquilo deu nisso. Primeiro, o jacobino teve seu poder capado, tombando sob mesma lógica que ceifou todos os sanguinários da história, de Robespierre a Joseph McCarthy e outros vultos infames da história, a mesma lógica que levou à execução de Marat, e ao mesmo bordão que inspirou Tomás de Torquemada, apenas trocando a palavra judeu por petista. “Se observar que os seus vizinhos vestem roupas limpas e coloridas no sábado, eles são judeus. Se eles limpam as suas casas às sextas-feiras e acendem velas mais cedo do que o normal naquela noite, eles são judeus. Se eles comem pão ázimo e iniciam a sua refeição com aipo e alface durante a Semana Santa, eles são judeus. Se eles recitam as suas preces diante de um muro, inclinando-se para frente e para trás, eles são judeus.” Foi poupado pelo sentimento de solidariedade que acometeu aliados no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria Geral da República (PGR). Mas, despido do manto de rei, teve que sair dos palácios e enfrentar os pequenos políticos que passaram a usá-lo de escada, a exemplo do que ele próprio fizera com o antilulismo. Agora, nas suas próprias hostes, a escada passou a se chamar antiaecismo. E foi assim que o prefeito de São Paulo, o minúsculo Bruno Covas, político que vive exclusivamente do sobrenome, incapaz de um lance de brilho, de ousadia, uma marca que o aproximasse do avô ilustre, mira no pequeno Aécio, encolhido em um canto, e dispara: “Ou ele ou eu”.

39 deputados de Minas Gerais votaram contra os pobres e trabalhadores

 – Traidores do povo – A Câmara dos Deputados aprovou o texto da reforma que empobrece a população, e beneficia os banqueiros e os ricos que não querem um Estado para os pobres. Por 379 votos a 131, a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto-base da Reforma da Previdência, depois que o governo Bolsonaro (PSL) abriu o cofre e distribuiu bilhões de reais em emendas nos primeiros dias de julho – sobretudo a parlamentares do chamado “centrão”. Para ser aprovada, a proposta precisava de 308 votos, equivalente a três quintos dos deputados, por se tratar mudança constitucional. O projeto terá de passar por uma segunda votação na Câmara, e também serão necessários 308 votos. Se confirmada a aprovação, o projeto segue para análise do Senado. Os partidos que se posicionaram oficialmente contra a reforma foram PT, PSOL, PSB, PDT e PCdoB. No caso do PSB, 34% dos parlamentares descumpriram a determinação da legenda e votaram a favor da reforma; no PDT, 30% foram favoráveis ao projeto do governo Bolsonaro De Minas Gerais, 39 parlamentares foram favoráveis à proposta, enquanto 14 votaram contra. Entre os deputados que foram bem votados no Norte de Minas, e votaram contra os pobres e trabalhadores, estão o delegado Marcelo de Freitas (PSL), Aécio Neves (PSDB), Eros Biondini (Pros), Rodrigo de Castro, Newton Cardoso Jr (MDB) e Zé Silva (Solidariedade). Na tabela abaixo, você confere como foi o voto de cada parlamentar de Minas Gerais. Crime de responsabilidade? Deputados de oposição afirmaram que a liberação de bilhões de reais em emendas às vésperas da votação caracteriza “compra de votos”. “Comprar voto para a Previdência com dinheiro público é um crime lesa pátria contra o povo brasileiro”, acusou o líder petista Henrique Fontana (RS). A bancada do PSOL denunciou a liberação de quase R$ 500 milhões a mais do que o previsto originalmente nas emendas, o que caraterizaria crime de responsabilidade. “Isto aqui é uma ilegalidade, é uma fraude. Nós vamos questionar juridicamente”, afirmou o deputado Ivan Valente (SP). Valente entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a votação, mas o presidente da Corte, Dias Toffoli, recusou o pedido. Mudanças O texto aprovado nesta quarta aumenta a idade mínima de aposentadoria das mulheres para 62 anos e dos homens para 65 anos, além de instituir tempo maior de contribuição (40 anos) para quem quiser se aposentar com o benefício integral. A proposta também diminui o valor do benefício. Hoje, com 15 anos de contribuição, homens e mulheres se aposentam com 85% das 80% maiores contribuições, excluindo as 20% menores. Com a reforma, esse valor passa a ser de apenas 60% com 20 anos de contribuição dos homens e 15 anos das mulheres. Para aposentar com o valor integral, serão necessários 30 anos de contribuição. Viúvas e viúvos só receberão 60% do valor da pensão, mais 10% por dependente. Caso a pensão fique abaixo do salário mínimo, só terão direito aos R$ 998 se não tiverem nenhuma outra fonte de renda. Caso contrário, poderão receber uma pensão menor do que o valor do mínimo.

Mulheres assumem, definitivamente, o comando da Prefeitura de  Nova Porteirinha

A ex-vereadora Joélia Barbosa, que estava interinamente no comando da Prefeitura de Nova Porteirinha, por determinação judicial, após cassação do prefeito Juracy Fagundes Jacome (MDB) e do vice-prefeito Edésio Vital Neto (PSDB), que foram acusados pelo Ministério Público de abuso de poder econômico e compra de votos, assumiu definitivamente o comando da Prefeitura de Nova Porteirinha, até o final deste mandato tampão, que finaliza em 31 de Dezembro de 2020. Joélia Barbosa Santos (MDB) obteve 2.069 votos contra 2.045 votos concedidos à candidata Regina Antônia de Souza Freitas (PSL). Foram apurados 70 votos em branco e 174 nulos. Joélia venceu com 50,29% dos votos válidos, Regina com 49,71%. A abstenção foi alta, o triplo do que ocorreu na eleição municipal de 2016. Naquele ano, 269 eleitores (5,29%) não compareceram, enquanto que hoje, 965 eleitores não foram votar, ausência de 18,13%. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, estavam aptos a votar neste domingo em Nova Porteirinha 5.323 pessoas, das quais 4.358 foram às urnas hoje. Segue abaixo a matéria de Oliveira Júnior NOVA PORTEIRINHA (por Oliveira Júnior) – Por uma diferença de apenas 0,5% (meio por cento) ou 24 votos, a vereadora Joélia Barbosa Santos (MDB) e a produtora rural Marlene Barbosa Ribeiro Menezes (PTC) foram eleitas, respectivamente, prefeita e vice-prefeita de Nova Porteirinha, neste domingo, dia 7 de julho, em eleição suplementar. Elas derrotaram a vereadora Regina Antônia de Souza Freitas (PSL) e o ex-prefeito e ex-vice-prefeito Raul Alves da Rocha (PSB), respectivamente, candidatos a prefeita e a vice-prefeito. Pelos resultados, foi uma eleição acirrada e se assemelha do pleito ocorrido em 2016 em que as duas vereadoras estiveram em grupos políticos opostos. Neste domingo, dia 7, a prefeita eleita obteve 2.069 votos contra 2.045 votos concedidos à candidata Regina. Foram apurados 70 votos em branco e 174 nulos. Joélia venceu com 50,29% dos votos válidos, Regina com 49,71%. A abstenção foi alta, o triplo do que ocorreu na eleição municipal de 2016. Naquele ano, 269 eleitores (5,29%) não compareceram, enquanto que hoje 965 eleitores não foram votar, ausência de 18,13%. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, estavam aptos a votar neste domingo em Nova Porteirinha 5.323 pessoas, das quais 4.358 foram às urnas. JOÉLIA 100% EM ELEIÇÃO EM NOVA PORTEIRINHA Quatro eleições, quatro vitórias. Essa é a trajetória política da educadora Joélia Barbosa Santos, 48 anos, eleita neste domingo, dia 7 de julho, prefeita de Nova Porteirinha. Professora e produtora rural, ela está inserida na política deste município desde a emancipação dessa localidade. Mas, foi em 2008, ou seja, 11 anos atrás, que ela decidiu participar diretamente das eleições quando então deixou a direção escolar para ser candidata a vereadora. Foi eleita. Quatro anos mais tarde obteve a reeleição e em 2016 a terceira vitória consecutiva como vereadora. Neste Domingo (07), Joélia disputou a sua quarta eleição seguida em Nova Porteirinha e manteve a invencibilidade. Só que agora a sua representatividade muda de endereço, da Câmara para o Executivo municipal. Na verdade, isso só aconteceu. Uma vez que Joélia é prefeita interina de Nova Porteirinha desde o dia 10 de maio passado, ou seja, já governa o município há dois meses e a interinidade será até o final deste mês quando tomará posse automática e definitivamente na função de prefeita para exercer o mandato até o dia 31 de dezembro de 2020. PRESENTE DE ANIVERSÁRIO “ATRASADO” A prefeita eleita Joélia Barbosa recebe literalmente neste domingo, dia 7, um presente de aniversário. A vitória nas urnas de hoje pode ser considerada também como um presente “atrasado” para Joélia, que fez aniversário na última quarta-feira, dia 3 de julho. Mineira de Janaúba, Joélia é casada com o técnico agrícola Aélcio José dos Santos com quem tem duas filhas. O casal é atuante na política local, onde Aélcio foi vereador na primeira composição da Câmara de Nova Porteirinha e de lá para cá tem atuado na administração pública e sempre ao lado da esposa. COMANDO FEMININO A partir deste segundo semestre e até o final do ano que vem, a Prefeitura de Nova Porteirinha será comandada por duas mulheres. O empoderamento feminino já está em evidência há dois meses quando Joélia Barbosa, então presidente da Câmara Municipal, assumiu o executivo local por decisão judicial. Com a eleição deste domingo, a chefia da prefeitura será exercida por duas mulheres: a prefeita eleita Joélia e a vice-prefeita eleita Marlene Ribeiro, a Marlene de Anastácio. Há exatos 7 anos, o município de Nova Porteirinha foi governado por uma mulher. A então vereadora Dalvanir Pereira Guimarães (na época no PP) assumiu a prefeitura devido ao afastamento do prefeito Wilmar Soares de Oliveira (PMDB) do cargo, em julho de 2012. Wilmar retornou ao cargo no mesmo mês. A ex-vereadora Marilza Pereira Mendes foi vice-prefeita de Nova Porteirinha por dois mandatos seguidos: 2009 a 2012 e de 2013 a 2016, e depois disputou a eleição de 2016 para prefeita. CANDIDATA CONTINUARÁ SENDO VEREADORA A candidata a prefeita Regina Antônio de Souza Freitas permanecerá exercendo mandato eletivo. Eleita vereadora em 2016, Regina continuará o mandato até o final de dezembro de 2020. Essa foi a quinta eleição que ela disputou em Nova Porteirinha, a primeira na eleição majoritária. Regina foi eleita vereadora em 2004 e 2016 e não teve êxito nas eleições de 2008 e 2012 para o legislativo e neste domingo para o executivo municipal. EVERSON DA PARAGUAÇU GANHA A VAGA Ao comparecer nas urnas neste domingo, dia 7, os eleitores de Nova Porteirinha literalmente votaram em “duas” eleições: a para prefeita e a definição de vaga na Câmara, uma vez que Joélia e Regina são vereadoras e a vitória de uma delas promoveria alteração na representação no legislativo municipal. Joélia e Regina disputaram voto a voto. O mesmo aconteceu, de maneira indireta, com os suplentes de vereadores Everson da Silva Ferreira, o Everson da Paraguaçu (PSDB) e Maria Antônio Lima Rodrigues, a Tonha (SD). Everson é da coligação de Joélia e Tonha, da coligação de Regina. No dia 10 de maio deste ano, Everson

PSDB de São Paulo aprova moção para expulsar Aécio Neves

– Sob a tutela de João Doria, o diretório municipal do PSDB de São Paulo aprovou na tarde desta quinta (4) uma moção pedindo a expulsão do deputado Aécio Neves do partido, informa a coluna da jornalista Mônica Bergamo. A reportagem, publicada no jornal Folha de S. Paulo, ainda destaca a fala do presidente do PSDB da capital, Fernando Alfredo: “o pedido foi aprovado por unanimidade. Agora, vamos encaminhar para o diretório nacional.” A matéria informa que “Aécio, ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, foi alvo de ao menos nove investigações oriundas das delações da ​Odebrecht, da JBS e do ex-senador Delcidio do Amaral”.

Duas mulheres disputam o cargo de prefeita na eleição suplementar em Nova Porteirinha

Cidade terá nova eleição no domingo (7); Juracy Fagundes e vice tiveram os mandatos cassados por abuso de poder econômico. Os eleitores de Nova Porteirinha terão que voltar às urnas, neste domingo, para uma nova eleição municipal. Duas mulheres disputam a prefeitura – a atual presidente da Câmara, Joelha Santos Barbosa (MDB), e a vereadora Regina Antônia de Sousa (PSL). Joelha Santos Barbosa está como prefeita interina de Nova Porteirinha desde que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) afastou o prefeito Juracy Fagundes Jacome (MDB) e o vice-prefeito Edésio Vital Neto (PSDB) e, logo depois, foram mantidas as declarações de inelegibilidade de ambos por oito anos. As eleições seguem o padrão das municipais, mas com votação apenas de prefeito e vice. A candidata Joelha Santos faz parte da coligação “Compromisso com o Povo” e tem como vice-prefeita Marlene Barbosa. Na disputa, está Regina Antônia, pela coligação “União e Progresso”, junto com o candidato a vice Raul Rocha. Leia também TRE determina data das eleições suplementares em Nova Porteirinha NAS URNAS De acordo com o Cartório Eleitoral, apenas os eleitores que estiverem regularizados até 6 de fevereiro estão aptos a votar. Os eleitores que tiveram os títulos cancelados, suspensos ou pediram transferência, não poderão participar do pleito. De 7.552 habitantes, 5.359 são eleitores. Os alfabetizados maiores de 18 e com menos de 70 anos são, por lei, obrigados a votar. O voto não é obrigatório para os analfabetos, os maiores de 70 anos, nem para os menores de idade. Se o eleitor souber a zona eleitoral, basta apresentar a carteira de identidade no ato da votação – caso contrário, é necessário levar o Título de Eleitor e o documento de identificação, com foto. Via Hoje em Dia

Produtos típicos de Minas podem ser beneficiados no acordo com União Europeia

 Para abrir a porteira Geraldo Santiago, um dos donos da cachaça Havana, está animado com o acordo bilateral anunciado na semana passada entre a União Europeia e o Mercosul “porque significa abertura e ampliação de mercado”. Da mesma forma, José Ricardo Ozólio, presidente da Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro, crava: “A mercadoria ficará mais valorizada, com melhor preço”. O agronegócio mineiro está otimista com o acordo entre os dois blocos econômicos, que respondem por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 780 milhões de consumidores, pois várias alíquotas serão zeradas e as indicações geográficas (IG) serão valorizadas no mercado internacional. Indicações geográficas são registros de produtos ou serviços que levam em conta o local de origem e características únicas em função de recursos naturais, como solo, vegetação e clima. Também conta o chamado “saber fazer”. Entram neste bojo a cachaça da região de Salinas, no Norte de Minas, onde é fabricada a Havana, e o queijo do Serro, que reúne mais de 700 produtores de 11 municípios. “Dentro do acordo, há uma cláusula de distinção para os produtos brasileiros e, dentre eles, estão café, queijos e cachaças. O que é a distinção? A especificidade que temos de uma característica (terroir). Abre-se possibilidade de mais origens caracterizadas. Cria-se a possibilidade da identificação e promoção destes produtos. A chancela de uma caracterização geográfica possibilita a valorização. O preço ao produtor pode aumentar, pois quando o consumidor o valoriza, tende a pagar mais pelo produto”, destacou Aline Veloso, economista e coordenadora de Assistência Técnica da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg). É nesta valorização e na expansão do consumo que os produtores de cachaça da região de Salinas estão de olho. “A bebida ficará mais valorizada e os fabricantes poderão ganhar mais mercado”, reforçou o dono da Havana, cuja garrafa de 600 ml é vendida na porteira (diretamente da fazenda) por R$ 280. Longe de lá, no Serro, seu Ozólio e os demais produtores de queijo estão otimistas com a valorização da indicação geográfica da mercadoria. Hoje, uma peça maturada (60 dias), que tem de 700 a 800 gramas, é negociada na região entre R$ 40 e R$ 50. “Quem gosta de queijo, vai querer o nosso”, garante o produtor da cidade do Serro. “As indicações geográficas ajudam a proteger o nome do território. Tanto lá quanto cá, o importante é que tenhamos o registro de indicações no país”, disse Priscilla Lins, gerente da Unidade de Agronegócio do Sebrae Minas. EFEITOS Para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), “há um otimismo para a exportação de produtos mineiros, como calçados, a carne bovina, o café solúvel, as frutas, o açúcar e os queijos. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos”. O tratado pode ter efeitos também no mercado interno. Comerciantes do Mercado Central de Belo Horizonte, por exemplo, onde há várias lojas especializadas em queijos, cachaças e cafés, torcem pela valorização dos produtos e, consequentemente, pelo aumento da demanda. Para a gerente da loja Tupiguá, Ana Gabriela, o mercado aquecido é bom para todos na cadeia, dos produtores aos revendedores. Adenise Marques, gerente da AJR, especializada em bebidas concorda. “Preços competitivos ajudam no giro de mercadoria. Estamos na torcida para que todos ganhem”. Via Hoje em Dia