Newton Cardoso ganha direção do MDB em evento marcado por brigas

Filho de ex-governador se elege presidente do partido com apoio do pai e tem o nome ventilado para o governo de Minas O deputado federal Newton Cardoso Júnior foi eleito neste sábado (29/06) presidente estadual do MDB. A eleição que o levou a vitória foi marcada por rusgas e até um Boletim de Ocorrência contra o ex-governador Newton Cardoso, pai do novo presidente do MDB mineiro. O mais cotado para o cargo até nos últimos dias era o único concorrente de Cardoso, Saraiva Felipe, ex-deputado federal, que teve o apoio da maior parte dos deputados estaduais do partido. Os únicos nomes fortes que estiveram ao lado de Newton Cardoso Júnior foram o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, e o deputado federal Fábio Ramalho. O filho do ex-governador ganhou com 252 votos. Saraiva ficou com 156. Houve uma abstenção e um voto anulado. Ao total foram 410 votos. A eleição durou cerca de oito horas neste sábado 29. Desde o início, ouviam-se trocas de farpas entre os apoiadores de ambos os lados, mas percebia-se que a torcida de Cardoso era maior. Até charanga o deputado federal teve. “O Newton pagou um grande jantar na sexta para convencer os vários delegados do partido a votar nele. E não foi somente isso, teve coisas piores”, apontou uma fonte que confirmou o jantar. “Esse partido deveria ser muito maior. Mas não, Saraiva não soube ampliar o poder e a influência dele”, apontou outra fonte apoiadora de Newton que pediu sigilo. O clima de fissura se elevou ainda mais quando Nagibe Neider, apoiador de Saraiva, discutiu sobre a eleição com o ex-governador, que se levantou dizendo que gostaria de “dar na cara dele”. Nagibe fez um Boletim de Ocorrência contra Cardoso pai por agressão verbal. “Até minha esposa ele agrediu”, disse Nagibe. Depois da posse como novo presidente, Cardoso filho apontou que não haverá alteração no posicionamento do partido frente ao governo Zema. Ele indicou que uma das metas será a ampliação no número de prefeituras no ano que vem. Na plateia, seu nome foi ventilado ao governo do Estado em 2022. “Ainda é cedo para isso”, indicou o novo presidente da sigla. Ele ainda disse que vai se empenhar para reerguer o partido e incentivar o livre mercado e a geração de empregos. Via Os Novos Inconfidentes
Lassance reinaugura nesta quinta-feira o memorial Carlos Chagas

Em comemoração aos 110 anos da descoberta da Doença de Chagas, Lassance inovando sem perder a tradição, reinaugura hoje, dia 27 de junho, às 14h00, o Memorial Carlos Chagas. Através de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz o memorial da cidade foi totalmente restaurado e traz uma nova leitura nesta segunda versão, que conta história do Médico Cientista Doutor Carlos Chagas, e a descoberta da Doença de Chagas em 1909, um dos maiores feitos da medicina, onde realizava suas pesquisas em um pequeno laboratório à bordo de um vagão, localizado da linha de trem em Lassance-MG. E trabalhando a atualidade, com uma exposição moderna, a reinauguração também traz a mensagem da sustentabilidade e os desafios relacionados ao meio ambiente, como a preservação de nascentes, do Rio das Velhas, da Serra do Cabral, das matas e da biodiversidade que asseguram a saúde ambiental e por sua vez a saúde das pessoas. Além de o Memorial estar situado em uma área de proteção ambiental e cultural do Município. Deixando um importante legado para a ciência, Carlos Chagas é reconhecido internacionalmente, indicado por duas vezes ao prêmio Nobel de Medicina (em 1913 e em 1921), onde foi o único cientista da história da medicina a descrever e descobrir completamente o ciclo de uma doença: o agente causador (o protozoário Trypanosoma cruzi), o vetor, os hospedeiros e as manifestações clínicas. Durante esta semana, uma capacitação através de técnicos e pesquisadores da FIOCRUZ, também está sendo oferecida aos agentes de saúde e professores da rede pública do município, trabalhando a preservação do patrimônio cultural, tornando-os multiplicadores da história de Doutor Carlos Chagas. A solenidade contará com a presença de autoridades e toda a comunidade local. Via Caroline Diniz – Assessora de Comunicação da Prefeitura de Lassance – Fotos: Divulgação/Internet
Aécio Neves, o provocador do golpe, é carne e unha de Sérgio Moro

O deputado federal Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, mostra a ligação entre Aécio e Moro. Segundo o parlamentar petista, Sergio Moro repete, a seu modo, a trilha de Aécio Neves. Inclusive na cegueira de seus seguidores, uma vez que os aecistas eram tão fanáticos quanto hoje são os “moristas”, e demoraram a aceitar a realidade sobre seu herói de barro. Segue o artigo de Rogério Correia Aécio e Moro * Por Rogério Correia Sergio Moro repete, a seu modo, a trilha de Aécio Neves. Inclusive na cegueira de seus seguidores. Sim, os aecistas eram tão fanáticos quanto hoje são os “moristas”. Demoraram a aceitar a realidade sobre seu herói de barro. Também gritavam, reclamavam, mandavam-me “trabalhar” (como se ao denunciar Aécio eu não estivesse exercendo minha função de parlamentar)… Mas enfim curvaram-se para a realidade e desistiram. Não dava mais para defender Aécio, Andrea e toda a família Neves. Eles são cada vez mais raros, mas ainda há aqueles que defendem fervorosamente o ex-juiz Sergio Moro. Nos meus perfis nas redes sociais, de vez em quando aparece um ou outro me aconselhando a parar as críticas contra o ministro da Justiça. Mandam-me “trabalhar”. Dizem que “defendo corrupto”. Aconselham-me a deixar a “fofoca” de lado… Já estou acostumado com isso. E digo que é impressionante a semelhança de argumentos entre os que hoje defendem Sergio Moro e os que ontem defendiam Aécio Neves. Talvez a amizade entre eles não seja apenas coincidência e por isso lembrei esses laços ao ministro, durante audiência na Câmara. Moro ficou nervoso à toa… Não foi fácil denunciar Aécio Neves. Na época, ele era o todo poderoso governador em Minas, apoiado por nove de dez órgãos de imprensa, pela maioria dos políticos e com tentáculos poderosos nos meios empresarial, jurídico, esportivo etc. Ameaçaram meu mandato de deputado estadual eleito pelo PT. A revista Veja chegou a dedicar capa ao assunto, também “me denunciando” por ter criado uma suposta “falsa” Lista de Furnas. Demorou, mas hoje sabemos quem tinha razão. Não apenas a Lista de Furnas se mostrou verdadeira, como também outras denúncias que apresentei (as propinas na Cidade Administrativa, por exemplo). Aécio só não foi punido porque conta com amigos poderosos, o principal deles o atual ministro da Justiça (aliás, viram nas revelações do The Intercept como Moro ficou irritado ao saber que a PF divulgara planilhas que provavam a relação da Odebrecht com Aécio?). Com Sergio Moro as coisas não são tão diferentes. Os fanáticos do ex-juiz, sejam considerados por ele “tontos” ou não, também vêm cheios de certezas e dispostos a bater. Reclamam, falam, choram, até ameaçam… Que bobagem… Sergio Moro repete, a seu modo, a trilha de Aécio Neves. Inclusive na cegueira de seus seguidores. Sim, os aecistas eram tão fanáticos quanto hoje são os “moristas”. Demoraram a aceitar a realidade sobre seu herói de barro. Também gritavam, reclamavam, mandavam-me “trabalhar” (como se ao denunciar Aécio eu não estivesse exercendo minha função de parlamentar)… Mas enfim curvaram-se para a realidade e desistiram. Não dava mais para defender Aécio, Andrea e toda a família Neves. É o mesmo destino de Sergio Moro no futuro. Defendo sua imediata renúncia a despeito de um ou outro protesto de algum “morista” fanático. Alguns ainda fazem barulho. Mas estão fadados a ser como aecistas, outrora inflados, hoje murchados. Duvida? * Deputado estadual (PT-MG)
Processo que apura uso irregular de aeronave por vice-governador é arquivado

Paulo Brant foi de spa em Nova Lima para solenidade em Ouro Preto de helicóptero oficial. Ministério Público de Contas não identificou prejuízo aos cofres públicos Governo justificou uso de helicóptero por Paulo Brant por causa de protestos e risco de rompimento de barragem. Também informou que custo ficou menor do que o de escolta policial por rodovia(foto: Renato Cobucci/Imprensa MG) O Ministério Público de Contas arquivou o processo que apurava irregularidades no uso de aeronave pelo vice-governador, Paulo Brant (Novo). O deslocamento ocorreu em 21 de abril, quando o Brant e sua esposa, Alexia Paiva, usaram um helicóptero oficial para ir de um spa em Nova Lima, na região metropolitana, para Ouro Preto, na Região Central, para participar da solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência. Segundo o procurador Glaydson Santo Soprani Massaria, o chefe do Gabinete Militar do Governador, coronel Evandro Geraldo Ferreira Borges, justificou que protestos e manifestações poderiam gerar situação de “potencial confronto entre manifestantes e forças policiais, especialmente aquelas responsáveis pela escolta de agentes políticos”. Outro argumento usado foi o risco de um eventual rompimento da barragem de Vargem Grande, da Vale. O ofício do MPC também aponta que o governo informou que houve economia com o uso da aeronave, em relação ao transporte por automóvel. Isso porque o combustível do helicóptero custou R$ 670,40, enquanto, segundo o ofício, as diárias de viagem de sete policiais militares que fariam a escolta representaria custo de R$ 3.326,15. “Entendo que inexiste justa causa para o prosseguimento das investigações, razão pela qual determina o arquivamento do presente inquérito civil”, determinou Massaria. Via Estado de Minas
Em crise histórica, Estado deixa de receber (e cobrar) quase R$ 59 bilhões

Montante é a dívida ativa de cidadãos e empresas, a maior parte pelo não pagamento de impostos O valor que o Estado deixou de receber em impostos já equivale a mais de um ano de arrecadação. A dívida ativa de empresas ou cidadãos que devem ao governo atingiu o patamar de R$ 58,65 bilhões, R$ 4 bi a mais que o total da receita anual com impostos. Via de regra, a dívida se refere a tributos não pagos. Os créditos a receber pelo Estado superam em mais de três vezes e meia o déficit orçamentário de 2019 estimado pelo governo Zema – da ordem de R$ 15,1 bilhões na projeção divulgada pela Fazenda no mês passado. Ou seja, se o Estado conseguisse receber dos seus inadimplentes, o rombo dos cofres estaduais desapareceria dando lugar a um enorme superavit – pelo menos este ano. A informação é da Secretaria de Fazenda e foi obtida por Os Novos Inconfidentes através da Lei de Acesso à Informação. A pasta nos informou também que há 519 mil devedores do Estado. Esse crédito se avoluma há décadas. O assunto, pelo menos nos últimos governos, foi muito pouco debatido. A Secretaria, entretanto, não informa quem são os devedores, ao menos os que possuem as maiores dívidas. Na Assembleia, essa informação foi cobrada do secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, pelo deputado Doorgal Andrada (Patriotas). Ele solicita informações sobre os 100 maiores devedores dos cofres públicos. Diante dos números, questiona-se qual será a posição do governo neste momento em que ele pena por falta de recursos. Medirá esforços para cobrá-los, ou, os deixará se avolumando, como os antecessores de Zema fizeram? Via os Novos Inconfidentes
MDB ganha espaço no governo Zema para privatizar a Copasa
Carlos Eduardo Tavares de Castro vai presidir a Copasa com a missão de prepará-la para venda; escolha reforça base governista na Assembleia O indicado por Zema para presidir a Copasa será um nome vinculado ao MDB: Carlos Eduardo Tavares de Castro. Ao menos desde a redemocratização do país, o partido, direta ou indiretamente, está no poder. Até mesmo o governador Zema, do Novo, corrobora com isso. A nomeação de Castro ainda não está oficializada, mas foi adiantada pela imprensa. Vinculado ao grupo político do MDB de Juiz de Fora, sua cidade natal, Castro substituirá Sinara Meireles. Ele será o responsável por tocar o plano de privatização da empresa. Terá a tarefa de organizar toda a estrutura da empresa para ser vendida. Do jeito que está hoje, ela não é atrativa para a iniciativa privada. Além de Castro, o emedebista Pedro Magalhães integra a equipe Zema, presidindo a Gasmig. Há um tempo atrás, o nome cogitado para presidir a Copasa era o do ex-presidente da estatal, Ricardo Simões. Mas, a necessidade de reforçar a base política fez Zema repensar a escolha. O MDB tem força na Assembleia, com uma das maiores bancadas e a liderança de um dos quatro blocos parlamentares na casa. A nomeação de Carlos Eduardo ocorre no momento de disputa pela direção emedebista no estado. Hoje com o ex-deputado Saraiva Felipe, a presidência partidária é cobiçada pelo deputado Newton Jr.
Para não variar, mais salários exorbitantes no MP e judiciário de Minas

Membros da Justiça e MP seguem recebendo centenas de milhares e “parecem viver num ilha”, diz deputado Em tempos de ajuste fiscal, a comissão de Administração Pública da Assembleia de Minas aprovou um pedido de esclarecimentos sobre salários exorbitantes pagos a membros do judiciário e do Ministério Público estadual. Eles já recebem remunerações quase cinco vezes maior do que um brasileiro de classe média, e como se não bastasse, alguns ganharam cifras que beiram o R$ 1 milhão. De autoria do deputado Sargento Rodrigues, o requerimento questiona os motivos que levaram os juízes Adriani Freire Diniz Garcia e Paulo Antônio de Carvalho a receberam, em abril, respectivamente R$ 366 mil e R$ 752 mil. O teto do funcionalismo do Brasil é de R$ 40 mil. O parlamentar ainda solicita que Ministério Público esclareça os salários de R$ 91 mil do procurador Epaminondas Fulgêncio Neto e de R$ 82 mil da procuradora Hebe Regina de Guerra e Leite. Os valores se referem a março. Os pedidos já foram encaminhados, mas não há uma data para serem respondidos. “Isso mostra que a Justiça e o MP parecem viver em uma ilha”, disse o deputado. Passam ao largo da crise no Estado.
Governo Zema vai aderir a congelamento salarial e privatizações

Secretário Custódio Mattos diverge de colega da Fazenda e diz a deputados que todas as imposições da União para socorrer Minas serão atendidas O secretário de governo Custódio Mattos admitiu que Minas irá aderir a todas as condições do governo federal para entrar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Entre elas estão o congelamento de salários dos servidores de todos os poderes e a privatização de empresas. Mattos prestou contas das ações do governo aos deputados estaduais em reunião nesta segunda (10/6), na Assembleia Legislativa. A declaração do secretário de Governo diverge de afirmações feitas pelo colega da Fazenda, Gustavo Barbosa. Na última sexta-feira (07/06), Barbosa disse que o Estado não iria aderir a algumas medidas, sem apontar quais. A divergência de informações mostra falta de coordenação e entendimento dentro do governo sobre o assunto. “Existe uma lei que regula a adesão de estados ao regime, as exigências da lei terão que ser cumpridas sob pena de não entrarmos no plano”, disse Mattos. A norma a que ele se refere é a Lei Complementar 159, que instituiu o RRF, pacote de ajuda financeira da União aos estados em calamidade financeira. Ela é clara ao exigir do estado candidato a receber a ajuda o congelamento de salários dos servidores e a privatização de empresas estatais. Na reunião do super balanço, o secretário de Governo foi questionado sobre outras medidas que o Estado poderia tomar para ajustar as suas contas. “Temos o judiciário, por exemplo, onde eles ganham altos valores e enquanto isso o funcionalismo do Executivo é que ficaria penalizado?”, questionou o deputado Sargento Rodrigues (PTB). “Renegociação da lei Kandir, um acerto de contas com a União, nada isso o governo está disposto a fazer”, criticou a deputada Beatriz Cerqueira (PT). Por sua vez, Custódio defendeu o RRF como medida necessária e positiva para Minas por permitir a suspensão do pagamento de R$ 8 bilhões dos juros da dívida mineira com a União. “Sem dúvida é uma cifra grande que ajudaria muito as contas do Estado”, disse.
Privatização da Cemig já pode ocorrer; Copasa ainda é incerta

No caso da companhia de energia, presidente afirma não haver outro caminho para ela a não ser sua entrega à iniciativa privada A Cemig e a Copasa são algumas das empresas estatais cuja venda o governo federal está impondo a Minas para entrar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Nesta segunda-feira (10/06), durante a prestação de contas do governo mineiro na Assembleia, o presidente da Cemig Cledorvino Belini defendeu a privatização da companhia de energia. Já a presidente da Copasa, Sinara Meireles, indicou que essa não é a melhor saída para sua empresa. Segundo Sinara, a Copasa é responsável por atender 589 municípios e desses, cerca de 200 dão lucro à empresa. Ou seja, questiona-se a viabilidade da privatização da estatal, se seria um bom negócio. Além disso, em cada uma das cidades onde atua a empresa, há um contrato com a prefeitura local para explorar ou comercializar a água, o que dificultaria para um possível futuro dono, que herdaria uma carga enorme de contratos sob sua responsabilidade. Em relação à Cemig, conforme destacou seu presidente, Cledorvino Belini, não haveria outro caminho se não a privatização. Conforme explicou, para os próximos 10 anos seriam necessários R$ 21 bilhões para ela se manter. R$ 6 bilhões a própria empresa teria condições de aportar, os outros R$ 15 caberiam ao Estado. Porém, levando em conta sua situação de penúria, o sócio estatal não conseguiria capitalizar a empresa. Portanto, na avaliação de Belini, seria oportuno entregar a Cemig ao capital privado, que teria condições de aportar os recursos que ela precisa. A grande pedra no caminho de Zema para as privatizações é o referendo popular que a Constituição Estadual exige. Presidente da Cemig perde paciência com deputada Questiona-se se Cledorvino Belini saberá conduzir o debate sobre a privatização da Cemig com o gesto desta segunda (10) Talvez esta segunda (10/06) tenha sido a primeira vez na vida do presidente da Cemig, Cledorvino Belini, que ele teve que se defrontar com um dos principais desafios da vida pública: saber ouvir as críticas do outro. Ao ser questionado pela deputada Beatriz Cerqueira (PT) sobre a viabilidade da privatização da Cemig e questões desse âmbito, Belini perdeu o controle esperado de um homem público. “São 120 mil pessoas debaixo das linhas de transmissão. A senhora sabe qual é o risco disso daqui? De vidas, vidas humanas que estão ali debaixo e nunca foi feito nada, um cabo que se rompe pode matar duas mil pessoas. E o senhores deputados façam o seu papel também”, disse irritado e batendo na mesa. Muitos na plateia questionaram se Belini faria isso se tivesse respondendo a um homem. O fato, porém, é que, conforme ele mesmo pontuou a jornalistas, são 45 anos de experiência na iniciativa privada, mundo onde os outros o ouviam. Trabalhou na gestão da JBS e da Fiat, por exemplo. Agora que dirige uma empresa pública, está sujeito às considerações positivas e às críticas. “Ah, desculpa, esse é meu jeito”, redimiu-se. Em tempos de discussão sobre a privatização da Cemig, que divide a esfera pública, é de se questionar se Belini está pronto para receber as duras críticas dos parlamentares. Confira o episódio. Via: Novos Inconfidentes
Operação da Polícia Federal associa Zezé Perrela, do helicoca, a Pablo Escobar

Se a Presidência do país está ocupada por um homem vinculado intimamente às milícias, Jair Bolsonaro, o país correu o risco, em 2014, de ter um presidente, Aécio Neves, que tem num senador suspeito de tráfico de drogas seu homem de confiança – Zezé Perrela (PSDB-MG). A mídia conservadora não deu destaque ao fato nem realizou a ligação óbvia, mas a operação que prendeu nesta quarta-feira (5) dois agentes da Polícia Federal que furtaram documentos encontrados na casa de Andrea Neves, irmã de Aécio, tem o nome de “Escobar”, numa referência ao mais famoso traficante da história, o colombiano Pablo Escobar. Um dos presos foi o policial federal Marcio Antonio Camillozzi Marra,que foi nomeado pelo presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, exatamente o senador Zezé Perrella, para integrar a comissão que investiga uma série de irregularidades no clube de futebol. A família de Perrella é dona do helicóptero que foi apreendido em 2013 pela PF com 445 kg de cocaína no Espírito Santo, e que ganhou o apelido de helicoca -Zezé acabou inocentado porque alegou que a cocaína não era sua. Em maio de 2017, Perrela foi flagrado mais uma vez: Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões e o dinheiro foi depositado numa empresa de seu homem de confiança. Além do agente Marcio Antonio Camillozzi Marra, foi preso o também agente Paulo de Oliveira Bessa. Outra pessoa vinculada a Perrela foi presa, o advogado Ildeu da Cunha Pereira, conselheiro nato do Cruzeiro. Os documentos que foram alvo da operação foram encontrados com Andrea Neves em 2017, quando ela foi presa e houve uma busca em seu apartamento, na Operação Patmos, lastreada em delações premiadas da JBS. Ela é suspeita dos crimes de corrupção, organização criminosa e embaraço às investigações. Ao se depararem com os documentos, os investigadores suspeitaram do vazamento de informações de diversas operações. Por meio de nota, a PF ressaltou que “tal atitude não só prejudicou diversas investigações como coloca em risco a segurança dos policiais envolvidos nos trabalhos. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos escritórios de advocacia dos envolvidos, além de três mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Via 247