Deputada Leninha discute situação de moradores de Barão de Cocais

 PRESIDENTA DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ALMG REALIZA OITIVA DE CONVIDADOS A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vista hoje (04/06) a cidade de Barão de Cocais para ouvir a população, autoridades e movimentos sociais para apurar a violação de direitos fundamentais dos moradores do município. Participam da visita técnica a deputada Leninha, presidenta da Comissão de Direitos Humanos, a deputada Andreia de Jesus e o deputado Betão. Os parlamentares s reunirão com o promotor de justiça Cláudio Daniel Fonseca de Almeida e comerciantes. Às 15 horas está prevista uma visita ao perímetro próximo à Mina de Gongo Soco. Às 16h os deputados se dirigem para a base de apoio organizada pela Defesa Civil e a partir das 17h, tem início a oitiva com a população de Barão de Cocais, no Salão Paroquial do Santuário de São João Batista. Via Laura Murta – Assessoria de Comunicação do mandato da deputada Leninha

Projeto que proíbe recolher carro de quem não pagou IPVA é aprovado

Texto foi apreciado pelo plenário em primeiro turno na manhã desta terça-feira. Outros projetos de deputados também foram votados Os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, na manhã desta terça-feira (28) o projeto de lei que proíbe o recolhimento, a retenção e a apreensão de veículos por falta de pagamento do IPVA em Minas Gerais. O texto passou pelo plenário em primeiro turno e ainda depende de uma segunda votação e da decisão do governador Romeu Zema (Novo) para virar lei. De acordo com o autor do projeto, deputado Alencar da Silveira Junior (PDT), a proposta traz justiça social. “Nosso projeto acaba com a farra de aprender os veículos por falta de IPVA. Vai continuar tendo que pagar o imposto, mas não vai ser apreendido como tem sido feito hoje”, disse o parlamentar, que afirma esperar a regulamentação do Executivo sobre o assunto. O líder do governo, deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), afirmou que a argumentação de Alencar no projeto convenceu todos os colegas. “Se o veículo é apreendido quando a pessoa não paga o IPVA, vamos ter que recolher a casa de quem não paga IPTU? Foi um comparativo que ele fez e nos convenceu. Além disso, o carro é um instrumento de trabalho para muitos e se a pessoa estiver sem ele vai ficar cada vez mais impossibilitada de conseguir recursos para colocar o IPVA em dia”, afirmou o tucano. Carneiro disse que irá trabalhar para que o projeto seja aprovado em segundo turno e que governador Romeu Zema sancione o texto. Além deste texto, foi aprovado projeto de autoria do deputado Arlem Santiago (PTB) pelo qual o Departamento de Trânsito de Minas (Detran) divulgue a cada três meses os valores arrecadados com multas de trânsito e sua destinação. De acordo com ele, o texto pretende dar mais transparência à gestão do dinheiro público. Fonte: Jornal Estado de Minas

Chances de condenação do ex-governador de Minas são cada vez menores

 – Perspectivas melhoram para Aécio, que pode responder apenas por crime eleitoral e escapar da prisão – Nunca se poderá acusar a Lava Jato de não ter feito força para pegar Aécio Neves. Ao contrário, ela empregou força máxima. Extrapolou até. Prendeu a irmã dele, instigou delatores a citá-lo. Só Lula foi mais investigado que o tucano. Em apenas dois anos, 2016 e 2017, Aécio virou alvo de cerca de uma dezena de inquéritos no STF. E mesmo assim, as chances de sua condenação parecem cada vez menores. Da série de inquéritos, só um virou denúncia. Todos os outros seguem inconclusos, à exceção de um já arquivado. O que “abriu espaço para a defesa argumentar que os procedimentos têm que ser arquivados ou enviados à Justiça Eleitoral”, segundo informou nesta terça (28/05) a Folha de S. Paulo. Os juristas veem um quadro mais confortável para Aécio, à medida que os inquéritos forem subindo para o TSE, onde devem ser tratados sob a perspectiva da lei eleitoral, mais amena. A corte eleitoral é o curso natural das ações contra Aécio por força de decisão anterior do próprio STF, que optou por separar a prática de corrupção, considerada um crime comum, dos crimes ligados a eleições. E aí se fez a luz no túnel para Aécio: o ex-governador mineiro foi denunciado por vários delatores como beneficiário de propinas, mas não se sabe de nenhuma prova do uso do dinheiro para enriquecimento pessoal. Milionário desde o berço, Aécio teria usado as supostas propinas para financiar seu projeto político – um crime eleitoral. Não que ele não possa ser condenado pela Justiça. Mas crime eleitoral costuma dar cassação e não cadeia. Via: Os Novo Inconfidentes

Justiça bloqueia R$ 128 milhões de Aécio e Sérgio Cabral detona com sua imagem

A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 128 milhões do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão foi do juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, João Batista Gonçalves, que atendeu a um pedido da Polícia Federal feito em dezembro passado, informa reportagem do Globo. Aécio é acusado, no âmbito da operação Ross, de receber pagamentos de propina pelo grupo J&F em troca de favorecer as empresas do grupo caso ele tivesse sido eleito presidente da República em 2014, quando perdeu para Dilma Rousseff, que foi reeleita pelo PT. A PF alega que Aécio usou os recursos ilícitos para comprar apoio de outros partidos, como o PTB. Por isso, a decisão também alcançou a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) e o ex-deputado federal Benito Gama (PTB-BA), que tiveram R$ 20 milhões bloqueados cada. Sérgio Cabral detona o que resta da imagem de Aécio   Via Os Novos Inconfidentes Novo delator da Lava Jato, ex-governador do Rio teve convívio estreito com o tucano mineiro, que nunca saiu da praia carioca Um dos alvos prediletos da Lava Jato, Aécio Neves pode ter melhor sorte que Lula e vir a ser julgado apenas por crimes eleitorais, escapando de uma prisão fechada. Mas, se puder preservar a liberdade, o tucano dificilmente conseguirá salvar a reputação, ou o que resta dela. Sua imagem pode ruir sob o peso de revelações do mais novo delator: Sérgio Cabral. O ex-governador do Rio detonou o deputado tucano, pelo que corre nos bastidores da Assembleia de Minas. Já condenado a mais de 200 anos de prisão, Cabral decidiu contar tudo pela chance de um dia sair da cela com vida. O que lhe prometeram não se sabe, mas abriu a sua boca. E para as maiores baixarias, dizem alguns. Cabral teve convívio estreito com Aécio, que o tratava por Serginho, tal a intimidade. A 1ª mulher de Cabral é prima de Aécio. Foram governadores à mesma época. Compartilharam amigos e momentos. Cabral tem tanto a dizer sobre Aécio que dedicou a ele um capítulo inteiro. Mas, será uma surpresa se as principais revelações se referirem a dinheiro. Nunca se soube de algum ‘big business’ entre eles. De fato, Aécio não confiava em Cabral para certas tratativas. Por outro lado, tudo leva a crer que o ex-governador do Rio acompanhava de perto a agitada vida pessoal do mineiro em sua capital, inclusive as baladas.

Justiça condenou vice que tentou matar prefeito

O ex-vice-prefeito de Ibiracatu, José Neto Coutinho, o Netão, foi condenado a 14 anos de prisão na quinta-feira (23), pela tentativa de homicídio ocorrida em 18 de abril de 2015 contra o ex-prefeito de Ibiracatu Joel Ferreira Lima (PT), que deixou a vítima cega em um dos olhos. Os jurados reconheceram que o ex-vice-prefeito foi o mandante da tentativa de homicídio contra o ex-prefeito. Netão é  irmão do atual prefeito do Município, Arlis Soares Coutinho. O acusado mandou dois homens fazerem uma emboscada para o prefeito na comunidade rural de Alforges, na zona rural de Ibiracatu. Em depoimento, Netão alegou enfrentar dificuldades financeiras e dívidas com agiotas da região. Desesperado, o vice teria planejado a morte do prefeito na tentativa de assumir a Prefeitura de Ibiracatu, município com orçamento anual de R$ 23 milhões. Netão era cotado para ser o ser candidato à sucessão de Joel em 2016, mas isso não o impediu de tentar antecipar sua chegada à cadeira de prefeito. Joel Ferreira perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingindo por quatro tiros. A Polícia Civil trabalhou desde o início com a hipótese de crime político, mas também seguia linhas de investigação que pudessem apontar para dívidas com fornecedores ou crime passional. Via Girleno Alencar – Gazeta

Casca de pequi poderá produzir álcool para carros

 “Um dos princípios que norteiam os Institutos Federais é o estudo e a busca por soluções que atendam o entorno das instituições” A casca de pequi poderá produzir o álcool etanol a ser usado como combustível de carros. As estudantes Aryane de Oliveira Coelho e Maria Alice Andrade Ferreira, do curso de Engenharia Química do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) em Montes Claros, desenvolveram uma pesquisa que constatou a presença de álcool no fruto, com concentração de 8,5% no destilado proveniente da etapa de fermentação. Isso significa que a partir do pequi é possível obter um combustível de fonte renovável de grande aplicabilidade social. Os resultados da pesquisa foram apresentados no VIII Seminário de Iniciação Científica, realizado neste ano no IFNMG-Campus Pirapora. O estudo “Avaliação do uso potencial da casca do pequi (Caryocar brasiliense) na obtenção do etanol lignocelulósico” foi premiado em primeiro lugar na área de Engenharias. A universitária Maria Alice conta que a casca do pequi foi obtida na cidade de Francisco Sá e foi lavada com álcool isobutílico, a fim de se remover o óleo contido no material, realizando em seguida a secagem e posterior obtenção do farelo da casca do pequi. “O farelo foi então submetido a tratamentos ácido, básico e enzimático, obtendo-se então o hidrolisado usado na fermentação e posterior destilação para a verificação da presença de etanol”, explica. A pesquisa durou cerca de cinco meses e foi orientada pelos professores da área de química Pedro Henrique de Oliveira Gomes e Thalles Gonçalves. O professor Pedro confirma a possibilidade de extrair etanol da casca do pequi porque este possui em sua composição um teor significativo de açúcares polimerizados, que podem ser hidrolisados e fermentados, a fim de obter o bioetanol. O trabalho amplia as discussões acerca de alternativas de combustíveis renováveis viáveis, principalmente considerando a predominância dos combustíveis fósseis que, de acordo com o orientador da pesquisa, provocam diversos problemas ambientais, seja no processo de extração ou nos compostos tóxicos gerados pela sua queima. Por causa desses problemas, “há alguns anos, foram intensificados os estudos por busca de fontes alternativas de combustíveis renováveis e viáveis. Um destes, já em utilização, é o bioetanol, etanol obtido a partir de fontes renováveis; no caso do Brasil, este é obtido principalmente pela hidrólise e fermentação de açúcares disponíveis na cana-de-açúcar”, analisa o professor. No caso do pequi, o estudo não utilizou a polpa do fruto porque ele possui valor comercial e nutritivo. A estudante justifica o porquê de ter escolhido apenas a casca: “A escolha da casca de pequi veio pela grande disponibilidade do fruto na região. Assim, nosso intuito foi impactar na redução de lixo orgânico na região, além do incremento da renda familiar daqueles que usam o fruto como fonte de renda, pois, assim, além da venda do caroço e do óleo de pequi, também seria possível a venda da sua casca para os possíveis produtores em larga escala desse bioetanol”. Conforme o docente Pedro salienta, para que a extração apresente melhores resultados sobre a viabilidade do processo, são necessários mais estudos. Daí a importância, como ele aponta, de valorizar os trabalhos que são desenvolvidos em instituições como no IFNMG. “Um dos princípios que norteiam os Institutos Federais é o estudo e a busca por soluções que atendam o entorno das instituições. Ou seja, atendendo demandas regionais e locais. Aliado a isso, os resíduos urbanos e agroindustriais representam desafios à preservação ambiental, uma vez que são, muitas das vezes, descartados de forma inadequada. Um destes são os resíduos gerados pela extração mecânica de diversos óleos, propor uma aplicação viável a um resíduo outrora descartado, pode representar contribuições financeiras e ambientais a diversas comunidades”, argumenta o professor. Fonte: Jornal Gazeta

Sinal ficou amarelo para o governador Zema

Altos índices de avaliação regular em pesquisa sugerem que muitos mineiros ainda não sabem direito o que pensar do novo governador Segundo as mais recentes pesquisas em Minas Gerais, Romeu Zema está chegando ao fim de cinco meses de mandato com uma avaliação apenas regular na opinião predominante dos mineiros (mais de 40%). O apoio ao governador sofreu uma erosão: eleito com mais de 70% dos votos válidos, ele tem avaliação positiva hoje de 15% de eleitores, a metade dos que dizem reprovar o seu desempenho. O levantamento foi contratado por uma entidade empresarial, que pretende divulgar os seus resultados ainda nesta semana. O site Os Novos Inconfidentes teve acesso parcial aos dados, o suficiente para uma análise preliminar. Os altos índices de avaliação regular, meio caminho entre o bom e o ruim, sugerem que muitos mineiros ainda não sabem direito o que pensar do novo governador, um empresário do interior que exerce pela primeira vez um mandato político. A indecisão de tantos pode ser sinal de paciência com o governo e compreensão com as suas dificuldades iniciais. Por outro lado, a avaliação predominantemente regular é uma posição frágil: qualquer problema ou escorregão mais grave do governador ou da sua gestão pode empurrar o eleitor para o campo negativo. O sinal amarelo acendeu para Zema. Se ele não se cuidar, poderá vir a sofrer um desgaste parecido ao do presidente Bolsonaro, cuja popularidade desabou em Minas e já está predominantemente negativa. Via Os Novos Inconfidentes

Popularidade de Bolsonaro desaba em Minas Gerais

Tirando os mais ricos, nem um quarto dos mineiros continuam apoiando Bolsonaro, diz pesquisa a ser divulgada ainda esta semana Novas pesquisas de opinião pública em Minas, feitas por encomenda de conhecida entidade empresarial, mostram uma queda acentuada da popularidade de Bolsonaro. Eleito com 58% dos votos válidos no estado, o presidente não teria hoje mais que 23% de avaliação positiva entre eleitores mineiros. Ou seja, ele perdeu o grosso dos apoios. E o pior: a sua rejeição explodiu, já se aproximando dos 40%. No momento, a avaliação negativa de Bolsonaro supera a positiva em expressivos 16 pontos. Os resultados do levantamento, que abrangeu outras questões além da avaliação de governos, devem ser divulgados pela patrocinadora ainda nesta semana. O site Os Novos Inconfidentes teve acesso a uma parte desses dados. Em relação ao presidente, vale ressaltar que a sua popularidade, além de desabar, depende cada vez mais do apoio das elites. É entre entrevistados mais ricos (renda acima de dez salários) que o presidente tem o seu melhor desempenho e o único a lhe dar mais de 25% de avaliação positiva. Nos demais segmentos sociais, nem um quarto dos mineiros continuam apoiando Bolsonaro.

Clube literário Tamboril promove a democratização do acesso ao livro em Pirapora

Um Projeto premiado e que deu muito certo. ONG agora conta com a parceria da Natura, de voluntários e de alguns empresários do comércio e da indústria locais. Quatro anos atrás, em Pirapora, o Clube Literário Tamboril incentiva o hábito da leitura na comunidade e, em fevereiro, funcionários da Associação Piraporense criou uma bliblioteca literária, para democratizar ainda mais o acesso aos livros. De acordo com o presidente da Associação e coordenador do projeto, Rafael Oliveira, muitas crianças da cidade têm o seu primeiro contacto com os livros através da biblioteca. A biblioteca comunitária tem mais de três mil livros e beneficia cerca de 500 leitores. “Nós não temos bibliotecas do concelho, para que eu sonhei em ter a nossa própria biblioteca de comunidade. Pensamos em mobilizar a comunidade para resolver o problema, satisfazendo a necessidade das pessoas e, em fevereiro deste ano, a sede foi inaugurada”. Inicialmente, postos de ler viajando foram espalhados na cidade, mas com o aumento da demanda do público, que se tornaram mais freqüentes, surgiu a necessidade de um espaço fixo e de uma sede própria. Também, de acordo com o presidente da associação, o projeto foi viabilizado por meio da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Além de fornecer um espaço para a aprendizagem e a democratização do acesso de diferentes grupos de idade, o Clube Literário oferece cursos gratuitos de formação do contador de histórias e agentes educativos, para que possam levar adiante a ideia de um mundo melhor, construído sobre educação e leitura. “Além de possibilitar um espaço de leitura, contamos histórias para ensinar a criança que a leitura é também um momento de prazer, de viajar através da imaginação”, diz Rafael. As crianças que participam do projeto, são muitas vezes as escolas públicas em áreas periféricas, onde eles têm contato apenas com os livros didáticos, mas, quando chegam na sede do Clube deve estar em contato com o lúdico, a diversão, os livros para crianças que trazem histórias divertidas e interessantes. Ainda de acordo com Rafael, os filhos que começam no projeto de leitura torna-se ao final de uma etapa. Eles vêm em tímido sobre o meio ambiente e depois de um tempo se solta, se tornarem mais auto-suficientes, com auto-estima alta. “Depois de um tempo, percebi que as crianças que chegou tímido e retraído, têm melhor auto-estima, participando de rodas de debates. Eles chegam, às vezes, com rabiscos de livros de si, para escolher os livros, por si, não precisam de nós para contar algumas título para eles. Transformação. Tudo isso é resultado de um bom trabalho e de inclusão cultural, possibilitando uma capacidade criativa”, diz Rafael. O livro mora ao lado Quem gostou da biblioteca comunitária foi Tamara Moreira Castro, 25 anos. Ela é estudante e mora perto da sede do Clube. Tamara conta que ama os livros e, antes que a biblioteca começa a trabalhar, ela tinha dificuldade de sair de casa e ir para o centro da cidade para comprar livros ou ir em qualquer biblioteca municipal, como é difícil dar a volta. O estudante, que está confinado a uma cadeira de rodas, já peguei dois livros por meio do cartão da biblioteca. “Após a inauguração de biblioteca, o que foi ótimo para mim, porque é perto da minha casa, então eu posso ir lá sempre”, diz Tamara. Ela está lendo o título “eu sou malala”, a história de um jovem paquistanês que luta pelo direito à educação para as mulheres em seu país. Assim como o paquistão, o jovem riverside também o sonho de mudança e de transformação do mundo através da leitura. “Ontem fui em uma entrevista no programa da oprah sobre a malala, e estou lendo o livro que fala da biografia dela, então é muito bom. Eu amo os livros, é uma questão de mostrar para as pessoas que a leitura é o caminho para a melhoria. A leitura é a vida, a alma do povo. Para os interessados em participar no Clube Literário Tamboril ou ajudar com doações de livros, o endereço é na Rua Bonifacio de Machado de Miranda, 922, no bairro de Santa Mariana, em Pirapora. A Biblioteca da Comunidade, localizado na Rua Montes Claros, 804, e funciona de terça a sexta-feira, em dois turnos, das 9h às 12h e das 13h às 17h. A biblioteca também recebe visitas previamente agendadas para grupos de crianças e adolescentes matriculados em escolas públicas e Ongs locais. Redação com G1 Grande Minas e Zildo Poswar de Araújo

Deslocamento do talude está entre 6 e 10 centímetros por dia

 O risco iminente de rompimento da barragem da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), tem deixado cada vez mais tensos os moradores da região. Se na última quinta-feira (15) a Vale anunciou que, caso o deslocamento de cerca de três a quatro centímetros diários fosse mantido, o talude norte se romperia até o próximo sábado (25), agora, a previsão é que o colapso da estrutura, que pode derrubar a barragem e inundar parte de Barão de Cocais, na região Central de Minas, aconteça a qualquer momento. Nesta terça-feira (21), a Vale informou ao Hoje em Dia que o deslocamento do talude já se encontra entre seis e dez centímetros diários, mais do que o dobro da média divulgada inicialmente. Na segunda-feira (20), ainda de acordo com a mineradora, o diretor de operações da empresa, Marcelo Barros, fez um sobrevoo na mina de Gongo Soco, onde fica a barragem em risco. Segundo ele, a Vale trabalha com a hipótese mais grave, que é da barragem Sul Superior se romper com o abalo provocado pela queda do talude, sendo que o desabamento da estrutura já é considerado um fato pela empresa. Ainda na segunda, o secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Germano Vieira, admitiu que as chances da barragem se romper com a queda do talude são de 10 a 15%. A informação teria sido obtida pelo chefe da pasta a partir de um estudo realizado por uma auditoria externa. O talude é um plano de terreno inclinado que limita um aterro e tem como função garantir a estabilidade da estrutura. A parede em risco está localizada na face norte da cava da mina, que está desativada. A queda da estrutura em si não afeta a barragem, que está a 1,5 km de distância, entretanto, existe a possibilidade dela causar um abalo sísmico que pode ser o gatilho para o rompimento da barragem, que tem mais de 6 milhões de m³ de rejeitos de minério. Estrago pode ser maior que o previsto Apesar dos dois treinamentos feitos pelos moradores de Barão de Cocais sobre as rotas de fuga com base na mancha de inundação do relatório de dam break apresentado pela Vale, um grupo de pesquisadores defende que o estrago no município pode ser ainda maior do que o apresentado pela empresa. A informação foi divulgada pelo grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS), núcleo composto por pesquisadores e alunos com formações diversas, que se utiliza de conhecimentos econômicos, geográficos, sociológicos e de políticas públicas para analisar e avaliar os impactos que as redes de produção associadas à indústria extrativa mineral geram para a sociedade e para o meio ambiente. Segundo o engenheiro e integrante do grupo Bruno Milanez, as projeções apresentadas no relatório da Vale subestimaram a capacidade destrutiva da onda, por não levar em consideração o aumento de sua densidade por conta dos objetos de médio e grande porte que seriam arrastados ao longo do percurso. “O modelo que usaram foi baseado em onda de água, considerando a altura do rejeito e a velocidade. No entanto, o rejeito terá uma densidade maior, porque ao longo do trajeto a onda carregará também os objetos que estiverem pelo caminho, como troncos ou até caminhões. Com isso, o potencial destrutivo nas áreas que o estudo diz que não serão atingidas pode ser ainda maior”, disse o professor do Departamento de Engenharia da Produção da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Bruno Milanez. Procurada sobre a contestação feita pelo grupo, a Vale manifestou apenas seu posicionamento com relação ao prazo de 72 horas, dado pela juíza Fernanda Machado, da Vara de Barão de Cocais, para que apresentasse o estudo dos impactos relacionados ao eventual rompimento das estruturas da Mina de Congo Soco. “A Vale, no prazo fixado pela determinação judicial, apresentou o relatório mais atualizado de dam break da Barragem Sul Superior, explicando naquela oportunidade a adequação dos critérios técnicos”, diz a nota.