Após Luciano Hang no Twitter, Silas Malafaia é bloqueado no YouYube

 – A razão do bloqueio aos dois é basicamente a mesma: negacionismo com relação à vacina – Após o empresário Luciano Hang ter sua conta suspensa do Twitter nesta quarta-feira (12), chegou a vez do pastor Silas Malafaia sofrer a mesma punição do YouTube. O internauta Thiago Silva avisou para a plataforma que Malafaia gravou um vídeo no YouTube dizendo que vacinar crianças é infanticídio. “Vamos marcar o @YouTubeBrasil e perguntar se esse tipo de FAKENEWS sobre a vacina é permitido na plataforma?”, pergunta. O YouTube respondeu: “olá, obrigado pela informação. Estamos averiguando esta questão e levaremos isso adiante a partir daqui.” Logo após, a conta do pastor foi suspensa. Hang Após uma série de críticas à inércia do Twitter diante do negacionismo propagado na rede social, a conta do empresário Luciano Hang, o “Véio da Havan”, apareceu suspensa na plataforma nesta quarta-feira (12). O perfil @LucianoHangBr, que possuía um selo de verificação de autenticidade, agora aparece suspenso. “Conta suspensa. O Twitter suspende as contas que violam as Regras do Twitter”, diz mensagem exposta no perfil. Não é a primeira vez que o empresário tem conta suspensa na rede social. Na última vez, a derrubada do perfil foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito sobre fake news. O Silas Malafaia gravou 1 vídeo no YouTube dizendo que VACINAR CRIANÇAS É INFANTICÍDIO. Vamos marcar o @YouTubeBrasil e perguntar se esse tipo de FAKENEWS sobre a vacina é permitido na plataforma? Marque o YouTube aqui!!https://t.co/iu95s5KoGB — Thiago dos Reis ???????? (@ThiagoResiste) January 10, 2022

Eleição para retomada da democracia ocorrerá sob tutela militar explícita

Presença de militares na política coloca em risco a higidez do processo eleitoral Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual – O “Cenário político e eleitoral” e as perspectivas para as eleições de 2022 foram tema de debate realizado nesta quarta-feira (12) pela Rede Estação Democracia. As cientistas políticas Maria do Socorro Braga (Universidade Federal de São Carlos) e Ana Simão (Escola Superior de Propaganda e Marketing – Porto Alegre), além do economista Plínio de Arruda Sampaio Júnior discutiram sobre aquela que é considerada por alguns analistas como a mais importante eleição desde a redemocratização do país após a ditadura. Para Maria do Socorro, a importância do pleito deste ano só é comparável à disputa de 1989, que abriu o período de eleições diretas após a sucessão de regimes militares (1964-1985) logo depois da promulgação da Constituição de 1988. O país realiza as eleições deste ano “em regime de tutela militar explicita”, afirmou Plínio. A importância de 2022 se deve ao contexto de desconstrução promovido pelo governo de Jair Bolsonaro, opina Maria do Socorro. “Será uma eleição de reconstrução e talvez da reconstitucionalização do Brasil, a depender da união das forças democráticas do país”, avalia. Em sua opinião, no próximo período o país deve “recomeçar a democracia”, tanto na reconfiguração do sistema partidário como do ponto de vista constitucional. Na avaliação de Plínio, com a conjuntura de grave crise civilizatória, “gravíssima” crise sanitária que não arrefece e crises social e politica profundas, a eleição por si só não vai resolver os problemas do país. O colapso do Estado nacional é fruto de um projeto pensado. Bolsonaro é consciente disso, o que ficou claro quando ele mesmo disse, em março de 2019, que sua tarefa era “desconstruir muita coisa”, destacaram os debatedores. Competência para destruir Nesse sentido, o projeto bolsonarista é realizado com competência, ao promover a destruição da Amazônia, do cerrado, do SUS, do Ibama, entre outras coisas, mencionou o economista. “Não adianta só tirar Bolsonaro”, afirmou. “A esquerda precisa de um programa de mudanças estruturais.” Na opinião de Ana Simão, embora muitos analistas critiquem a chamada polarização, este não é um problema, até porque as eleições têm sido de fato polarizadas no país. O que a atual polarização trouxe de novo, porém, é a “carência de racionalidade”, introduzida já em 2018 por Bolsonaro e seus seguidores disseminando o ódio e a desinformação. Plínio lembra que, apesar dos índices de popularidade de Bolsonaro estarem em queda, sua base de apoio “tem revelado resiliência”. “Há um resíduo reacionário de 15% no país que deixa Bolsonaro, mesmo sem nada a apresentar a não ser a truculência, em boas condições de disputar o segundo lugar.” Para ele, “se Lula materializar a aliança com Alckmin, praticamente internaliza a terceira via: Lula vira a primeira e a terceira via”. No entanto, se um eventual governo Lula tiver, por exemplo, um presidente do Banco Central “muito palatável ao capital, ficaremos aprisionados no mesmo modelo”, pondera. A direita neoliberal está muito dividida e o centro, fragmentado, lembra Maria do Socorro. O ex-juiz Sergio Moro “não chega nem a 10%” das intenções de votos. Já o atual chefe do Executivo pode ver a crise econômica, o desemprego, a inflação e a falta de politicas públicas reduzirem ainda mais seus eleitores. Esses desiludidos podem ir para Lula ou para uma terceira via. Na opinião da professora da Ufscar, se haverá ou não uma terceira via organizada para as eleições de 2022, isso ficará claro talvez em maio. Ameaça à eleição? Os debatedores foram questionados se poderia haver uma desestabilização da democracia no período eleitoral ou algo que ameace as eleições. Maria do Socorro respondeu que tende a acreditar que tudo se encaminhe dentro da normalidade e no funcionamento das instituições, embora sob as regras da democracia liberal, “com as limitações que temos”. Porém, a analista faz uma ressalva. “Um segmento chama a atenção, e fico com um pé atrás: os militares”, diz. Ela questiona até que ponto setores militares e parte da elite estarão de acordo com uma vitória de Lula. Nessa leitura, considerando que o atual governo está assentado no chamado “partido militar”, aparece a dúvida. A professora lembra que, em 2018, “puseram Lula na cadeia”. Para Ana Simão, não parece que algo vá impedir a eleição. “Acho que não tem espaço.” “O momento é de grande instabilidade, e no Brasil em particular”, afirmou Plínio. Em grande parte devido à crise do capitalismo, mais impactantes nas periferias. Na avaliação do economista, poderá haver este ano um recrudescimento da pandemia, agravamento da crise econômica e turbulência social e política interna. “Já não estamos numa normalidade. O Brasil entrou em regime de tutela militar explicita”, disse.

Lula tem 45% e demais adversários somam 41%, diz pesquisa Genial/Quaest

–  Levantamento traz Lula com possibilidade de vitória em primeiro turno. Em eventual segundo, venceria todos. Rejeição a Bolsonaro vai a 66% –  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a preferência de 45% dos eleitores na disputa presidencial deste ano. Segundo pesquisa da Quaest, encomendada pelo Genial Investimentos, Lula supera a soma todos os demais pré-candidatos apresentados pelo levantamento. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 16%, seguido por seu ex-ministro Sergio Moro (Podemos), com 9%. Em seguida vêm o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 5%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%, e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), com 1%. Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram. Desse modo, a simulação aponta para uma possibilidade de vitória de Lula ainda no primeiro turno, marcado para 2 de outubro. Isso porque a soma dos demais adversários, 41%, é inferior às intenções de voto do ex-presidente. Segundo a pesquisa, no caso de eventual segundo turno com Bolsonaro, Lula venceria por 54% a 30%. Em termos de votos válidos (descontados nulos, brancos e abstenções), a vantagem corresponderia a 64% a 36%. Lula venceria também Moro, com 50% a 30% (62,5% dos válidos a 37,5%), e Ciro, com 52% a 21% (71% a 29%). A pesquisa Genial/Quaest traz ainda rejeição de 66% a Bolsonaro, percentual de pessoas que dizem conhecer o candidato e por isso não votariam nele. Em relação a Lula, esse percentual é de 43%. O levantamento traz também uma pergunta curiosa, talvez com intenção de medir as chance de uma eventual terceira via: “Quem você prefere que vença?” Nesse caso, Lula aparece com 44%, e Bolsonaro tem 23%, ou seja, perde para quem responde nem um, nem outro (26%). Bolsonaristas decepcionados A pesquisa que aponta o favoritismo de Lula registra também um movimento crescente de decepção e reprovação ao governo Bolsonaro. Entre os próprios eleitores do presidente, entre julho e janeiro subiu de 48% para 55% os que acham que o governo está pior do se esperava (gráfico 1). Isso porque, para ampla maioria, Bolsonaro falha em todas áreas importantes (gráfico 2). Além disso, 60% dos entrevistados consideram que ficou mais difícil pagar as contas (gráfico 4). A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2 mil pessoas dos dias 6 a 9. E tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O cientista político Jair Nicolau, da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que há um descompasso entre as políticas públicas de Bolsonaro e os efeitos eleitorais delas. Por exemplo, ele não capitaliza o auxílio emergencial e a vacinação. Além disso, o presidente tem duas “pedras no sapato”, como avalia Nicolau: o Nordeste e o eleitorado feminino. “Desde 2018, o Nordeste é uma pedra no sapato do bolsonarismo, que não conseguiu entrar lá. O Haddad teve o mesmo desempenho da Dilma na região. O governo tentou entrar com políticas de transferência de renda, mas ainda é um desafio. Porque ele vai enfrentar o promotor das políticas públicas na região, que é o Lula”, observa. “Além disso, se o segundo turno da eleição de 2018 fosse só com mulheres, a eleição ficaria quase empatada. Há uma disparidade de gênero que nunca vimos antes. As mulheres são 53% dos eleitores brasileiros, comparecem mais que os homens às urnas, e essa rejeição é uma péssima notícia pra ele”, analisou Nicolau, em live transmitida pela Genial.  

Assessor bolsonarista pivô no Escândalo do Laranjal do PSL é encontrado morto

Haissander Souza de Paula chegou a ser preso pela PF por cobrar a devolução da verba pública de campanha por candidatas da legenda em 2018 Fórum – Haissender Souza de Paulo, que foi assessor do ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro e deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, acusado pela Polícia Federal de ser o operador do Escândalo do Laranjal do PSL, um esquema de desvio de verbas de campanha na eleição de 2018, foi encontrado morto nesta quarta-feira (5) numa propriedade de sua família em Aimorés (MG). Ainda não ficou claro em que circunstâncias Haissander morreu. De acordo com pessoas da região, ele teria sido encontrado desorientado há alguns dias, perambulando pelas ruas de Governador Valadares (MG), a 180 km de Aimorés, também na região do Vale do Rio Doce, o que motivou a realização de um vídeo que foi postado nas redes sociais no intuito de localizar algum parente do ex-assessor parlamentar. Encontrado pelos familiares e de volta à cidade natal, Haissander teria passado mal na última noite (4) e vomitando sangue, o que o levou a buscar ajuda num hospital local. Após ser medicado e liberado, ele voltou para a residência de sua família e para ser encontrado já sem vida na manhã desta quarta-feira (5). Leia a íntegra na Fórum.

Chorando de dor, Bolsonaro liga para seu médico: “Estou morrendo. A coisa está ruim’

Em entrevista ao jornal O Globo, o médico Antônio Luiz Macedo, que acompanha Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (5) que foi comunicado pelo próprio presidente sobre a obstrução intestinal que manteve o mandatário internado por dois dias no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, após o retorno das férias em Santa Catarina. Segundo Macedo, Bolsonaro ligou chorando de dor. Falou “estou morrendo, Macedo. A coisa está ruim”. De acordo com o médico que atende Bolsonaro desde a suposta facada em 2018, a obstrução intestinal foi provocada por “camarão não mastigado corretamente”. O próprio Bolsonaro explicou o episódio, durante a entrevista coletiva: “eu não almoço, eu engulo. A peixada tinha uns camarõezinhos também, comi e mastiguei o peixe e comi o camarão”. E dai? Relembre algumas falas de Bolsonaro “Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra, não como um moleque”. “Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Todos nós iremos morrer um dia” “Ô, ô, ô, cara. Quem fala de… eu não sou coveiro, tá?”. “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Bolsonaro tenta o truque da facada mais uma vez nas eleições de 2022

Pelo Twitter, o presidente Bolsonaro anuncia que recebeu alta na manhã de quarta-feira (05/01/2021) Um raio caiu duas vezes em um mesmo lugar? O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer provar que sim, que esse fenômeno pode se repetir ad eternum. Para isso ele usará o truque da facada que o elegeu em 2018, isto é, o mandatário pretende requentar o assunto nas eleições deste 2022. A palavra “truque” foi usada pelo pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que, na disputa de quase quatro anos atrás, foi fulminado pela armação do agora suspeito ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e da suposta facada. “Uma dor de barriga conveniente e o desprezo de Bolsonaro pelo Nordeste some do noticiário”, disse nesta terça-feira (04/01) o petista, sugerindo mais um “truque” eleitoral do inquilino do Palácio do Planalto. Para dar o ar de gravidade e veracidade de sua enfermidade, o presidente Jair Bolsonaro se internou no Hospital Nova Star, em São Paulo, no primeiro dia útil do ano (03/01) e mandou chamar às pressas o cirurgião Antônio Luiz Macedo, que se encontrava em férias nas Bahamas. O médico o acompanha desde 2018, após o que se convencionou chamar de “atentado”. As fortes dores abdominais de Bolsonaro podem ser apenas prisão de ventre devido à farra do presidente que, em férias, abusou de frituras, refrigerantes e camarões. Tudo pago com o cartão corporativo da Presidência da República. Haddad recorreu a uma “fact-checking” para suspeitar da “doença” de Jair Bolsonaro no primeiro dia útil de trabalho. “Segundo uma agência de checagem, 606 declarações feitas por Bolsonaro em 2019 foram classificadas como falsas, média de 1,6 mentira por dia. Em 2020, o número subiu para 1.592, ou 4,36 por dia, e em 2021 foram registradas 2.516 falas mentirosas, elevando a média DIÁRIA para 6,9”, escreveu o candidato a presidente do PT em 2018, Fernando Haddad, que diz farejar de longe como ninguém um mentiroso. Dito isso, a Polícia Federal, transformada em braço político de Bolsonaro, escolheu o delegado Martin Bottaro Purper para reabrir o inquérito da suposta facada desferida por Adélio Bispo Oliveira, em 6 de setembro de 2018, no município de Juiz de Fora (MG). O policial federal terá a tarefa de decifrar em ano eleitoral [sic] se Adélio Bispo contou com a ajuda de terceiros ou agiu a mando de alguém, embora em duas investigações a PF já tenha concluído que ele cometeu o crime sozinho. Com idas e vindas, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a reabertura do caso –que ainda depende de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e poderá também chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Se fosse nos Estados Unidos, a legislação jamais permitiria tal casuísmo com a clara intenção de modificar o resultado eleitoral em curso. Mas estamos no Brasiiiilllll. Se o então juiz Sergio Moro fez o que fez na eleição passado, mandando prender o principal opositor político para depois virar ministro, imagina o que está por vir por aí… O diabo é que a velha mídia corporativa, ao invés de tratar esse tema como denúncia grave, fraude, mentira, “fake news”, truque, doura a pílula para transformar mais esse golpe em notícia factual. Não é! Os jornalões seguem célere para mais uma cumplicidade com Bolsonaro. Blog do Esmael

Ivete Sangalo puxa coro e dança ao som de ‘Ei Bolsonaro, vai tomar no cu’

Criticada algumas vezes por não se posicionar politicamente, Ivete Sangalo tem viralizado nas redes sociais com um vídeo em que incentiva o público a puxar coro contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em um show realizado ontem em Natal, no Rio Grande do Norte, a cantora dançou com os fãs gritando “Ei Bolsonaro, vai tomar no cu”. No vídeo, que circula nas redes sociais, Ivete provoca o público a gritar mais alto. “Não ouvi”, diz a cantora, que provoca: “Tá baixinho”. .”[Ele] Vai acabar escutando de tão alto que foi”, conclui a artista, aplaudida pelos fãs.    

Michelle perde ação contra revista que insinuou caso com Osmar Terra

“Não provou que mentiu”  – A primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, foi derrotada em ação na Justiça de São Paulo (número 1002144-76.2020.8.26.0050) contra o jornalista Germano Oliveira e a revista “Isto É”. Michelle buscava a condenação dos acusados por injúria e difamação, alegando que o jornalista teria insinuado, em reportagem publicada no dia 21 de fevereiro de 2020, que ela manteria um caso extraconjugal com o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS), o que seria mentira. No último dia 17, no entanto, a 1ª Vara Criminal de São Paulo rejeitou a denúncia (queixa-crime) e extinguiu a ação antes mesmo de chamar o jornalista para se defender. É que a Justiça entendeu que Michelle Bolsonaro e Osmar Terra (que também é autor da denúncia) não conseguiram demonstrar qualquer mentira, injúria ou difamação que tenha sido publicada pela revista e por Germano Oliveira, muito embora classifique a reportagem como “fofoca”. Leia, abaixo, trecho da decisão: Não se nega que a matéria mais se pareça com uma espécie de “fofoca”, mas não está apta a ensejar a condenação do querelado por prática do crime de injúria, nem mesmo a dar início a uma ação penal. Ainda que os querelantes (Michelle e Osmar Terra) tenham se sentido ofendidos, no cotejo entre o direito à honra e o direito de informar, este último prepondera sobre o primeiro, posto que não se comprovou com a inicial (denúncia) que as informações transmitidas são inverídicas. Na queixa-crime de Michelle e Osmar, os dois já admitiam que a publicação da revista não afirmava com todas as letras que eles estavam tendo um caso amoroso. Ainda assim, segundo afirmavam, construção textual utilizada por Germano Oliveira teria como objetivo insinuar que a primeira-dama estaria sendo infiel em relação ao marido. Leia, abaixo, a acusação no processo judicial: Os RÉUS (Germano Oliveira e “Isto É”) veicularam notícia puramente especulativa sobre a integridade e caráter da AUTORA (Michelle Bolsonaro), afirmando ao leitor de maneira sorrateira e tendenciosa que havia sido infiel em seu matrimônio. Em outras palavras, que em razão de um suposto caso extraconjugal da AUTORA com o ex-Ministro da Cidadania Osmar Terra, o Exmo. Sr. Presidente destituiu este do cargo e passou a se esforçar “para vigiar a mulher de perto” “instalando-a” na Biblioteca do Planalto. Não poderia ter sido mais ardil o meio de manipulação da informação pelos RÉUS na publicação dessa notícia, dado o fato de que se utilizou de TÍTULO INDUTIVO para levar o leitor à conclusão de que a AUTORA havia traído seu marido, o Exmo. Sr. Presidente. A Justiça, entretanto, não enxergou crime algum, como se lê em mais um trecho, transcrito abaixo: Não restou evidenciada a vontade específica de macular a honra dos querelantes (Michelle e Osmar), pois a matéria tratou de meras atividades da querelante, primeira-dama, figura pública, sujeita à exposição de sua vida pública e pessoal, mas não possui nitidamente conteúdo ofensivo, tanto é assim que os próprios querelantes ressalvam que a matéria foi escrita de forma dissimulada, ou seja, não se trata de ofensa direta. A decisão judicial, por fim, traz ainda uma lição a Michelle e Osmar sobre liberdade de expressão e direito de informar, que segue abaixo: Sem a liberdade de manifestação e de opinião não há democracia. Somente o acesso a informação viabiliza a oportunidade de desvendar fatos ocorridos e a formação de um juízo de valor, sendo função primordial da imprensa denunciar o mal e abrir debate a respeito de temas relevantes para a sociedade. É importante considerar, a propósito, que, no que se refere às pessoas públicas, que exercem cargos políticos ou não, como o caso da querelada, ocupante do posto de primeira-dama, o grau de resguardo da intimidade não é o mesmo da pessoa comum. A invasão da privacidade é de certa forma consentida, ainda que de forma tácita, quando se trata de pessoa pública. Via: DCM

Bolsonaro recusa ajuda humanitária da Argentina às vítimas das chuvas na Bahia

Governo baiano afirmou que recebeu um documento do consulado argentino informando a decisão da União O Ministério das Relações Exteriores negou autorização do envio de ajuda humanitária por parte do governo da Argentina às vítimas das enchentes na Bahia, segundo informou, em nota, o governo do estado. De acordo com o comunicado, o governo argentino se colocou disposto a enviar imediatamente ao sul da Bahia uma missão com profissionais especializados nas áreas de água, saneamento, logística e apoio psicossocial para as vítimas dos estragos que foram causados pelas fortes chuvas no estado. O governo baiano afirmou que recebeu um documento do consulado argentino informando a decisão da União na noite desta quarta-feira (29). Na dispensa aos esforços do país vizinho, o governo brasileiro afirmou que a crise na Bahia está “sendo enfrentada com a mobilização interna de todos os recursos financeiros e de pessoal necessários”. O país nos ofereceu envio imediato de uma missão com dez profissionais especializados nas áreas de água e saneamento, logística e apoio psicossocial para vítimas de desastres. Isso inclui, por exemplo, a oferta de comprimidos para potabilização de água. — Rui Costa (@costa_rui) December 29, 2021 No documento em que recusa a ajuda da Argentina, o governo Bolsonaro, como justificativa para recusar a ajuda, afirma que os recursos federais e de pessoal são suficientes para a crise humanitária que assola a Bahia. “Na hipótese de agravamento da situação, requerendo-se necessidades suplementares de assistência, o Governo brasileiro poderá vir a aceitar a oferta argentina de apoio da Comissão Capacetes Brancos, cujos trabalhos são amplamente reconhecidos”, diz outro trecho do documento. Rui Costa: Bolsonaro “não demonstra nenhum sentimento em relação à dor do próximo” Em meio à tragédia provocada pelas enchentes no sul da Bahia, o governador do Estado, Rui Costa (PT), afirmou que lamenta o desprezo de Jair Bolsonaro (PL), que passa férias em Santa Catarina, e disse que o presidente “não demonstra nenhum sentimento em relação à dor do próximo”. “O presidente durante toda a sua gestão demonstrava desprezo em relação à vida humana. Se você me perguntar: “O senhor esperava ele aí?”, vou dizer que não. Durante três anos, em nenhum momento, em nenhum outro desastre, na pandemia, ou em qualquer situação que significasse prestar solidariedade à vida humana ele fez qualquer gesto. É um presidente que não demonstra nenhum sentimento em relação à dor do próximo”, afirmou Costa em entrevista à Folha de S.Paulo durante atendimento à população no local da tragédia. O governador baiano diz que essa é a maior tragédia que já enfrentou desde que assumiu o governo do estado e que tem trabalhado principalmente para preserar vidas. Até esta quarta-feira (29), 24 pessoas haviam morrido na tragédia, que já conta com milhares de desabrigados. “Graças a Deus o principal a gente conseguiu, que foi evitar a tragédia de vidas humanas perdidas. O prejuízo material, mesmo que leve mais tempo, você recupera. A vida humana não”, disse. Costa ressalta que tem evitado falar da falta de atenção de Bolsonaro para não politizar a tragédia, mas que esperava ao menos uma palavra de conforto dirigida pelo presidente, que recusou nesta quarta a ajuda humanitária da Argentina. “O mínimo que qualquer presidente pode fazer é dirigir uma palavra de conforto ao seu povo num momento de sofrimento. Tem uma frase que diz que quando você não pode fazer nada, pelo menos transmita uma palavra de conforto. Nem isso ele se preocupa em fazer. Só tenho que lamentar. Tenho evitado falar disso porque num momento de dor as pessoas não querem ver debate político”. Segundo o governador, o estado colocou toda a estrutura possível para reduzir os estragos das chuvas, mas que conta com a ajuda de outros estados para isso, já que mesmo a infraestrutura das Forças Armadas é inadequada para muitas ações, como resgate de pessoas. “O governo federal não tem nenhuma estrutura de ajuda aos estados para desastres. Os helicópteros do Exército, da Marinha, são completamente inadequados para esse tipo de coisa. São helicópteros para a guerra, não para sobrevoar áreas urbanas. Um helicóptero daquele tamanho, quando baixa a uma altura mais reduzida, arranca as telhas, é um desastre”. Randolfe quer que ministro explique recusa de ajuda da Argentina à Bahia O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) revelou por meio de suas redes que a oposição vai convocar o ministro das Relações Exteriores, Carlo Alberto Franco França, para que explique o motivo de ter recusado ajuda humanitária oferecida pela Argentina a Bahia, que neste momento vive uma tragédia humanitária após sofrer com as maiores enchentes de sua história. Convocaremos o Ministro das Relações Exteriores para dar explicações à comissão representativa no Senado e representaremos ao TCU para que o Presidente devolva ao erário o dinheiro que está utilizando em suas “férias” e que esse dinheiro seja destinado às vítimas na Bahia. — Randolfe Rodrigues (@randolfeap) December 30, 2021 Presidente em férias O senador Randolfe Rodrigues também revelou por meio de suas redes que vão representar o presidente no Tribunal de Contas da União (TCU) para devolva o dinheiro público que está utilizando em suas férias e que tão quantia seja destinada às vítimas da Bahia. “Representaremos ao TCU para que o Presidente devolva ao erário o dinheiro que está utilizando em suas “férias” e que esse dinheiro seja destinado às vítimas na Bahia”, afirmou Rodrigues. Como se sabe, o presidente Bolsonaro, enquanto o estado da Bahia enfrenta a sua pior crise humanitária da história após as enchentes, está de férias em São Francisco do Sul, em Santa Catarina. E, para piorar a situação, o presidente, enquanto andava de jet-ski declarou que esperava não ter que adiar as suas férias por causa da Bahia. Na noite do último dia 28, o presidente reagiu irritado ao comentário do seguidor Marlon Luiz Santos Vilhena, que criticou o desprezo pela enchente na Bahia, “um estado que você não teve muitos votos”. “Queria saber (SIC) se fosse no Sul?”, indagou o seguidor. #BolsonaroVagabundo O presidente Jair Bolsonaro ganhou um adjetivo nada elogioso nas redes sociais nesta

Moro confessa que Lava Jato foi projeto político para combater o PT

A confissão foi feita em entrevista a uma rádio. Para derrubar o partido, o ex-juiz parcial também destruiu empresas brasileiras e o sistema judicial – O ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal, finalmente confessou que a Lava Jato foi uma operação para combater o Partido dos Trabalhadores, e não propriamente a corrupção. Sua confissão foi feita em entrevista a uma rádio do Mato Grosso nesta manhã. “Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] da fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate à corrupção. Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato”, disse Moro na entrevista. Para derrubar o Partido dos Trabalhadores, Moro corrompeu o sistema judicial, como foi reconhecido pela suprema corte brasileira, e destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, criando as condições para o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Depois de quebrar construtoras como a OAS e a Odebrecht, Moro prendeu o ex-presidente Lula para eleger Jair Bolsonaro, de quem foi ministro, e depois foi trabalhar para a consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, que assumiu a recuperação judicial destas empresas e passou a viver como rico nos Estados Unidos. Em razão do conflito de interesses, os pagamentos da Alvarez & Marsal a Moro serão investigados pelo TCU. Saiba neste link como apoiar o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o enriquecimento de Moro. Logo depois de ter admitido a perseguição ao Partido dos Trabalhadores, o ex-juiz considerado suspeito e parcial pelo STF e ex-ministro de Bolsonaro recuou. Claramente, percebeu a confissão e tentou contorná-la dizendo que a Lava Jato apenas teria descoberto “os esquemas de corrupção” supostamente praticados pelo PT. Ou seja, em ato falho, Moro confirmou que a Operação Lava Jato foi um projeto político de combate ao PT. QED https://t.co/1FnIqdnemi — Nelson Barbosa (@nelsonhbarbosa) December 29, 2021 Kakay reage à confissão de Moro e vaticina: “este canalha vai sangrar ao ser investigado” O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, reagiu com indignação e revolta à confissão feita pelo ex-juiz parcial Sergio Moro, numa entrevista concedida nesta manhã a uma rádio do Mato Grosso. Nela, Moro disse que a Lava Jato foi um projeto de combate ao Partido dos Trabalhadores, confirmando o que muitos já sabiam: ele atuou para golpear a ex-presidente Dilma Rousseff e prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo as portas para o fascismo no Brasil. “Esta é uma declaração de extrema gravidade. O ex juiz, que foi considerado incompetente e parcial pelo Supremo Tribunal, admite que a operação lava jato, coordenada por ele e seus asseclas da força tarefa de Curitiba, combateu o PT”, disse Kakay. “É um desqualificado que admite agora que instrumentalizou o Judiciário e parte do Ministério Público. Incrível como o leigo não tem noção da gravidade desta declaração. É um cínico. Um canalha. Devemos investigar quem ele representava. Ainda hoje ele, o Moro, ataca de maneira vil o Ministro do Tribunal de Contas da União que se dispôs a, cumprindo um pedido do Ministério Público do TCU, investigar as estranhas relações do ex-juiz com determinado grupo. Ninguém está acima da lei, esta é a regra. Este canalha vai sangrar ao ser investigado”, prosseguiu. “Este ex-juiz, que foi o maior eleitor do atual presidente ao prender o Lula , que estava na frente nas pesquisas , ganhou de contrapartida o Ministério da Justiça. Caso clássico, acadêmico, de corrupção”, disse ainda Kakay. “Ele agora admite. Resta saber como vão reagir as viúvas do Moro. Os que ainda o apoiam por razões que nós podemos imaginar, mas que não são republicanas. Vamos enfrentá-lo. O poeta já disse: a vida dá, nega e tira”, finalizou. Confissão de Moro invalida todos os processos contra petistas, diz Wadih Damous “Ele confessou que a Lava Jato foi urdida para criminalizar o PT. A meu ver, isso torna nulos todos os processos, não só os do Lula”, afirma Damous Ex-deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous (PT) comentou pelo Twitter nesta quarta-feira (29) o sincericídio do ex-juiz Sergio Moro (Podemos), declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos contra o ex-presidente Lula (PT) na Lava Jato. Para Damous, ao admitir que a Lava Jato teve como principal objetivo “combater” o PT, Moro escancara sua parcialidade e obriga o Judiciário a anular todos os processos conduzidos pelo ex-juiz contra quaisquer petistas, e não somente contra o ex-presidente Lula. “Embora Moro tenha dificuldades para pensar e se expressar, não há dúvida de que, hoje, ele confessou em entrevista que a Lava Jato foi urdida para criminalizar o PT e suas lideranças. A meu ver, isso torna nulos todos processos que envolvam petistas e não só os do Lula”, escreveu o ex-parlamentar.