Fux precisava rugir. Só miou – Por Fernando Brito*

Themis, a deusa-símbolo da Justiça, não traz apenas a balança, traz a espada. E certamente não é porque ela conte com um regimento de cavalaria, coluna de tanques ou baterias de obuses, mas porque ela representa a força moral da imposição de seus princípios. Neste momento, com sorriso matreiro, Jair Bolsonaro deve estar comemorando o discurso feito pelo presidente do STF, Luiz Fux, no qual, após frágil defesa da democracia, voltou a falar na prioridade do “diálogo”. Isso, claro, seria o normal, em tempos normais, com um governo normal. Não é o que temos, porque não é normal um presidente da República ameaçar com a suspensão das eleições. Bolsonaro não terá – talvez, apenas por sua falta de habilidade política – em concordar como que disse Fux sobre atender o desejo do povo por vacina, emprego e “comida na mesa” e acrescentar que quer também “eleições limpas’. Era obrigação de Fux ter dito que não se aceitará qualquer ameaça à realização das eleições e que não há o que justifique seu cancelamento. Que isso não será, nem poderia ser, aceito pelo Supremo, como guardião do texto constitucional onde elas estão previstas e que deve ser cumprido na data em que estão determinadas. Não adianta dizer que a harmonia e a independência entre os Poderes “não implicam em impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições”. Pois não é exatamente o que está acontecendo, quando Bolsonaro não aceita eleições sem que ser aprovem as mudanças que ele deseja na forma de votação? E não está impune, embora venha dizendo isso, expressamente, há quase um mês, desde o dia 8 de julho? Apelar ao diálogo, rezar Pai-Nosso com o presidente, lamento, não garante a democracia. Era preciso, no mínimo, pegar da espada da Justiça e traçar uma risca intransponível no chão: nenhum debate político pode admitir ou insinuar cancelamento das eleições! Mas este é o baixo nível cívico dos homens dos poderes no Brasil, moralistas de palavras pomposas que, quando chega a hora de demonstrarem a coragem diante dos autoritários, fraquejam. Este negócio de dizer que “os juízes precisam vislumbrar o momento adequado para erguer a voz diante de eventuais ameaças” soa ridículo, quando o Presidente da República acaba de dizer que um deles, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, é diretamente acusado de estar planejando “eleições sujas” e fraudadas. Qual é o “momento adequado” que o Judiciário espera para “erguer a voz”? Será antes ou depois de chegarem o cabo e um soldado. Porque depois disso, não poderá ser. * Fernando Brito é editor do blog Tijolaço

Juízes acusados de vender sentenças são presos no Espírito Santo

Magistrados estão recolhidos em Batalhão da PM por determinação de desembargadores do TJES. Ação penal é decorrente de crime praticado na Vara da Fazenda Pública de Vila Velha O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decretou a prisão de dois juízes acusados de atuarem num caso de venda de sentenças no Estado. Alexandre Farina e Carlos Alexandre Gutmann se apresentaram às autoridades e foram encaminhados para um quartel da Polícia Militar, na capital Vitória. As prisões foram decretadas na esteira das investigações iniciadas na Operação Viva Alma, que apurou denúncias de um esquema de venda de sentenças na Vara da Fazenda Pública de Vila Velha, encabeçada pelo magistrado Alexandre Gutmann. Ambos os juízes já tinham sido afastados preventivamente de suas funções no Judiciário pelo TJES. A descoberta Após a apreensão do celular de um policial civil acusado de manda matar a ex-mulher, em 2017, os promotores descobriram mensagens entre ele e o juiz Alexandre Farina que indicavam a existência de uma possibilidade de acordo entre o réu e o magistrado Gutmann, que julgaria seu caso. Farina fazia um papel, segundo o MP, de intermediador do esquema. Dos 20 desembargadores do Tribunal de Justiça capixaba, 19 votaram pela prisão dos juízes. Um dos que decidiram acatar o pedido para prendê-los, Pedro Valls Feu Rosa, chegou a dizer que se o TJES não o fizesse, seria apontado pela sociedade como corporativista e que estaria oficialmente instaurada a desordem pública no Estado. “Que se soltem então os demais presos, já que os juízes estão em suas casas recebendo seus salários, enquanto outros estão presos por crimes muito menos graves”, disse Feu Rosa. Enquanto isso… perguntar não ofende: onde anda o  juiz Antônio Carlos Dias de Aguilar? Ele, então juiz de Montes Claros, pendurou sua toga na janela do seu apartamento para repudiar a nomeação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, como ministro da Casa Civil , dizendo que seu ato expressava apoio ao povo brasileiro que estava indignado com a situação do país. Esta sua atitude para agradar uma parcela preconceituosa da nossa sociedade, acabou conseguindo seu minuto de fama. Na época, sua indignação saiu até na Globo. De lá pra cá, a corrupção triplicou no Brasil, e este tal juiz jamais pendurou sua toga em protesto contra a corrupção que assola esta País. Aliás, pendurou literalmente, ao aposentar-se com um salário diferenciado da maioria da população brasileira, mas continuas fingindo que as coisas estão numa verdadeira maravilha. Já que perguntar não ofende, segue mais duas perguntinhas: onde anda sua indignada toga, Meritíssimo? E Vossa Excelência sabe quem é o atual ministro da Casa Civil de Bolsonaro e dos seus atos de improbidades?

Com 62% de rejeição, Bolsonaro está igual água de morro abaixo e fogo de morro acima

Favorito, o ex-presidente Lula ampliou a vantagem e venceria a disputa contra Bolsonaro por 49,2% contra 38,1% em um eventual segundo turno – na sondagem anterior, o ex-presidente tinha vantagem de 4,7% Uma nova pesquisa Atlas, divulgada pelo jornal espanhol El País nesta sexta-feira, revela que 62% dos brasileiros rejeitam Jair Bolsonaro, que comete crimes de responsabilidade em série, e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o nome mais forte para enfrentá-lo. A pesquisa também revela que outros nomes podem superá-lo, mas não com a mesma facilidade. “Se as eleições fossem hoje, o presidente perderia para seus principais adversários no segundo turno, incluindo o governador João Doria (PSDB-SP), empatado tecnicamente com Bolsonaro, mas com viés de vantagem. Doria venceria com um resultado de 40,6% a 38,1% do presidente. Como a pesquisa tem 2 pontos porcentuais de margem de erro para cima ou para baixo, eles ainda estão empatados, mas é a primeira vez que o governador paulista aparece no páreo para se eleger. Em maio, Doria ficava 6,1% atrás de Bolsonaro na simulação de segundo turno”, informa o jornal. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem sobre Bolsonaro em comparação à pesquisa anterior e venceria por 49,2% contra 38,1%, num eventual segundo turno, num cenário com 12,8% de votos nulos ou brancos. Em maio, a vantagem de Lula era de 4,7% sobre o presidente. “A tendência é de fortalecimento de Lula”, diz o cientista político Andrei Roman, CEO do Atlas. “Desde o início do ano, Lula vem numa trajetória constante de crescimento”, completa. Também Ciro Gomes (43,1% a 37,7%), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (42,9% a 37,5%), e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (41,9% a 38,4%) ampliaram sua preferência, e poderiam frustrar o sonho da reeleição do presidente em 2022.Confira todos os dados:     Tá desespero mostrado por Jair Bolsonaro em mais de duas horas de live nesta quinta-feira (29). É reflexo dos números das pesquisas que mostram um derretimento de sua popularidade junto ao sonho cada vez mais distante de uma reeleição em 2022. Pesquisa Atlas: 69% dos católicos rejeitam Bolsonaro e ricos desembarcam do governo Entre evangélicos, desaprovação já chega a 45%. O maior índice de rejeição é registrado entre eleitores do Nordeste, onde Bolsonaro é desprezado por 73% da população Pesquisa Atlas divulgada pelo jornal El País, mostra que o índice de rejeição ao presidente – de 62% no geral – é ainda maior entre católicos, nicho onde 69% se coloca contrário a Bolsonaro. O mesmo índice se repete na faixa mais pobre – entre aqueles que ganham até R$ 2 mil – e entre os ricos, com salários acima de R$ 10 mil, parcela onde Bolsonaro já exerceu forte influência. Entre os evangélicos, principal base de apoio junto com os militares, Bolsonaro ainda conta com 52% de apoio, mas 45% já desaprovam seu desempenho. O maior índice de rejeição é registrado entre eleitores do Nordeste, onde Bolsonaro é desprezado por 73% da população. No Norte, 65% rejeitam o presidente. Leia também: Pesquisa DataTempo/CP2: Lula lidera em MG; Bolsonaro se aproxima na espontânea O derretimento crescente da popularidade de Jair Bolsonaro (Sem partido) diante das falácias sobre a pandemia e aos ataques sem provas ao sistema eleitoral está sendo ampliado para setores que elegeram o atual presidente e deram suporte ao atual governo até pouco tempo atrás.

Carluxo delira e veste a carapuça da fake knife, que teria ajudado eleger Bolsonaro

Carlos Bolsonaro esteve em clube de tiro no mesmo período que Adélio, aquele que esfaqueou seu pai A paranoia do filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, o Carluxo, sobre a faca que roda do ex-jogador Júnior Carlos Bolsonaro considerou provocação trecho de transmissão da Globo de jogo da seleção onde Júnior faz comentário sobre uma hipotética facada O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) parece ver problemas e conspirações em tudo. Desta vez, o filho do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) foi repreendido até mesmo por seus seguidores, após atribuir um comentário de futebol do ex-jogador Júnior na TV Globo à facada que seu pai levou em Juiz de Fora, durante as eleições de 2018. No trecho do vídeo, durante o jogo da seleção brasileira de futebol masculino contra a Alemanha, pelas Olimpíadas de Tóquio, na última quinta-feira (22), o comentarista lembra do ensinamento de um técnico de futebol: “Quando você enfiar a faca, você roda. Para não deixar sobreviver o adversário”. O vereador ligou o fato à facada e lascou: “Inacreditável? Não! É daquele canal de tv aberta!”. Inacreditável? Não! É daquele canal de tv aberta! pic.twitter.com/DQNKivINge — Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) July 29, 2021 Nem mesmo os fieis seguidores bolsonaristas engoliram essa do Carlucho e o lembraram que o ex-craque usa desde sempre a frase. “Carluxo, o maestro Junior fez uma referência ao antigo técnico dele que fala isso nos treinos para o time do Flamengo. Inclusive ele já dizia isso antes de toda essa polarização política”, disse um. “Nessa eu vou discordar Carlos, o Junior usa essa frase há muitos anos, quem acompanha o futebol e mais específico ao Flamengo sabe! Foi uma triste e infeliz coincidência”, completou outro. Será que que esta paranoia de Carlos Bolsonaro procede? Será que ele tem medo é de uma apuração mais isenta ou será que foi um mero deliro?   A ex-aliada Joice Hasselmann põe em dúvida esta tal facada. Segundo ela, numa entrevista ao DCM, Bolsonaro disse a ela 10 ou 15 dias antes do suposto atentado perpetrado por Adélio Bispo de Oliveira: “Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição”. A jornalista Joice Hasselmann é do Paraná. Se fez politicamente em cima do bolsonarismo e do lavajatismo. Viajou o país ao lado do então candidato a presidente Jair Bolsonaro, em 2018, portanto ela sabe do que está falando. “Eu viajei algumas vezes com o presidente bem naquela época do quente da campanha e, numa daquelas viagens, a gente tava fazendo Rio Preto, Ribeirão, Araçatuba, aquela região ali, e em uma das cidades, eu acho que foi Araçatuba, eu tava no carro com ele, aquela multidão e tal e toda vez que eu estava com ele, eu fazia ele sair de colete. Então as vezes tava calor e ele tava de manga comprida por conta do colete. E aí, na volta a gente entrou no carro e ele olhou pra mim assim e eu falei: ‘olha, você tem que tomar cuidado, muita gente, questão de segurança’, ai ele falou assim: ‘olha, se eu tomasse uma facada, eu ganhava a eleição’. Ele usou essa frase acho que uns 10, 15 dias antes. E eu falei: ‘ah, fica quieto, vira essa boca pra lá’”, relatou a deputada do PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito. A deputada Joice Hasselmann ainda revelou que “no dia em que teve essa tragédia aí, algumas coisas me deixaram no estranhamento. Primeiro, o número de policiais no entorno dele, a célula que a gente chamava, tava reduzido, tinha metade do número de policiais. Ele sempre andava com um número de policias que fazia toda a volta. Então se você pegar a imagem da época da campanha, tava ele, eu do lado com um tripé do meu celular fazendo live, e os policias no entorno pra impedir que as pessoas não o derrubassem, porque era muita gente mesmo”, revelou. “Naquele dia não, naquele dia a célula não estava completa. E algumas pessoas que geralmente estavam naquele momento da campanha do lado dele, como o Bebianno e eu, nós não fomos comunicados dessa agenda. E outra coisa que a gente estranhou foi que, mesmo não tendo a célula, ele está em cima do ombro de alguém”, disse. No vídeo abaixo, um documentário sobre a “facada”, reforça a necessidade de uma investigação séria.  – Mais um vídeo produzido pelo ‘True or Not’ chama a atenção para outras perguntas sem respostas que se acumulam em torno da ‘facada’ sofrida pelo então candidato à presidência da república Jair Bolsonaro. Desta vez, o vídeo destaca a presença do ‘homem da camiseta azul’, que tentou evitar a aproximação de Adélio ao candidato e que teve seu depoimento suprimido pelas investigações. As novas imagens divulgadas – com nitidez impressionante – corroboram a tese de que houve uma ação deliberada que contou com vários participantes e que houve mais de uma tentativa de ataque, antes da ‘facada’ propriamente dita. Pode-se ouvir a frase: “calma, tem que ter paciência”. O documentário prossegue até o momento fatídico. Neste ponto, pode-se ouvir as frases: “não te falei?” e “Acertaram ele, porra”. As imagens mostram que havia uma expectativa ampla e generalizada por um ‘ataque’. Os novos vídeos divulgados são elementos extremamente relevantes para as investigações que ainda correm sob responsabilidade da Polícia Federal. O mais impressionante, no entanto, é que nem Bolsonaro, nem seus filhos e nem seus aliados pedem uma apuração mais rigorosa do caso. Tudo parece estar devidamente tranquilo para todos eles que, em tese, deveriam ser os maiores interessados em esclarecer a motivação e restituir a cena do ‘crime’ com fidedignidade técnica. As imagens do atentado de 6 de setembro de 2018 que definiu as eleições nas próprias palavras de Boslsonaro ainda submergem em uma cortina de fumaça promovida agora, de maneira surpreendente, pelo governo liderado pela ‘vítima’. As investigações ‘independentes’ do caso devem continuar até que a pressão popular pela busca da verdade factual do episódio ganhe o contorno dramático dos expectadores que perdem a cena principal de um filme.

Morre Orlando Drummond, o “Seu Peru” da “Escolinha do Professor Raimundo”, aos 101 anos

Internautas lembram dublagens marcantes de Orlando Drummond, como “Vingador” e “Scooby-Doo” Orlando Drummond, que se notabilizou principalmente por interpretar o famoso personagem “Seu Peru”, da “Escolinha do Professor Raimundo”, era também um renomado dublador Morreu nesta terça-feira (27), aos 101 anos, o ator, humorista e dublador Orlando Drummond, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Logo após a notícia do óbito do ator, que se notabilizou principalmente por interpretar o famoso personagem “Seu Peru”, da “Escolinha do Professor Raimundo”, de Chico Anysio, internautas passaram a relembrar as dublagens feitas por Drummond. O artista dublou personagens como Alf, Gargamel (dos “Smurfs”), Vingador (da “Caverna do Dragão”) , Popeye e Scooby-Doo. Infelizmente faleceu hj o ator Orlando Drummond, aos 101 anos. Além de vários personagens e dublagens icônicas, dublou um dos meus personagens preferidos, o marinheiro Popeye. Descanse em paz ???????? pic.twitter.com/Uv2iOWGyRc — ⓟ Felipe ⓟ (@porcozepam) July 27, 2021 ????Um dos maiores dubladores do Brasil, Orlando Drummond, morreu hoje aos 101 anos. Como dublador ele emprestou sua voz para dublagens de Alf ETeimoso, Gargamel, Scooby-Doo, Popeye e Vingador, só para citar alguns. Ficam suas obras e a nosso agradecimento.????#dublador pic.twitter.com/aT1nKivfkE — Blog Espaço Livre (@BlogEspacoLivre) July 27, 2021 Orlando Drummond, o pai da dublagem brasileira, já entrou no livro dos recordes pelo seu tempo como voz do Scooby Doo no Brasil. Ele dublou o personagem desde o início do desenho, em 1969, até 2012. pic.twitter.com/4PgM8sZg19 — Scooby-Doo! Brasil (@scoobybrasil) July 27, 2021 Orlando Drummond descansou ,a voz de uma geração,afinal ele foi o Vingador de Caverna do Dragão,Popeye,Scooby Doo,Alf o Teimoso entre vários outros.Vá em paz ???????????? pic.twitter.com/pe7rkfKEmG — Filipe Arthur ???????? (@OFilipeArthur) July 27, 2021 Meu Deus, que notícia triste, cresci minha infância toda ouvindo as dublagens do Orlando Drummond, uma grande perda hoje ???????????? — GabiFx (@gabsfoxy) July 27, 2021 https://twitter.com/SolarthIgor/status/1420146673838329857?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1420146673838329857%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fcultura%2Finternautas-lembram-dublagens-marcantes-de-orlando-drummond-como-vingador-e-scooby-doo Obrigado pelas dublagens mais emblemáticas, jamais será esquecido, Orlando Drummond. Descanse em paz, querido. pic.twitter.com/JyI5k5FxHB — mk (@markuspxpx) July 27, 2021 Faleceu nessa terça-feira (27), aos 101 anos, o icônico ator e dublador Orlando Drummond.???? Seja interpretando o "Seu Perú" ou dublando personagens como Scooby-Doo, Popeye, Alf e Gargamel, o carioca alegrou a vida de todos nós. Vá em paz.❤️#orlandodrummond #rip pic.twitter.com/0IKHNkTVQh — Filmes & Filmes (@filmes_e_filmes) July 27, 2021 Sr. Orlando Drummond, obrigado por tudo! Tantas dublagens inesquecíveis e o inigualável Seu Peru. ???????????????????????? — ???????????? De Paula ???????????? (@de_paula77) July 27, 2021  

Abandonado, Queiroz bate no cocho para chamar atenção do gado

Bater no cocho é a forma que o vaqueiro usa para chamar o gado para alimentar. E a expressão “bater no cocho” é muito usada em algumas regiões do país, para definir situação em que uma pessoa é ingrata com algo que um dia foi de muito valor, que fala mal de alguém que um dia já lhe ajudou. Bater no cocho também é uma forma indireta de pedir alguma coisa. Depois de fazer uma postagem e dizer que aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) o ‘abandonaram’, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabricio Queiroz, bateu no cocho usando as redes sociais, neste domingo (25/7). Logo depois, ele apagou o post. Em seu perfil no Facebook, Queiroz havia postado uma imagem em que aparece ao lado de Bolsonaro, com Hélio Negão, o ex-assessor presidencial Max Guilherme Machado Moura e Fernando Nascimento Pessoa, assessor de Flávio, com uma legenda contundente. “É! faz tempo que eu não existo pra esses 3 papagaios aí! ( águas de salsichas) literalmente!!! Vida segue”, escreveu ele. Em resposta aos comentários da publicação, Queiroz relatou que “Falta caráter”, quando disseram que isso faz parte da política. Ele ainda foi além, fazendo uma ameaça clara, o ex-assessor falou que sua metralhadora está cheia de balas. Fabricio Queiroz deve ter se arrependido do post, das declarações feitas nos comentários e também da repercussão. Tanto que ele deletou tudo.   Após a exclusão do post, a publicação mais recente disponível no perfil de Queiroz foi realizada há 10 horas. “APAGOU o post dos amigos traíras??? Delata eles! Não deixa esses Judas te abandonarem assim”, rebateu internauta. “Entrou o Pix?”, ironizou outro internauta.

Menino de recado de Bolsonaro ameaçou eleições de 2022 se não houver voto impresso

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, ameaçou a realização das eleições no próximo ano e disse que elas podem não se realizar se a Câmara não aprovar o “voto impresso e auditável”. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, no último dia 8 o presidente da Câmara, Arthur Lira(PP-AL), recebeu recado do ministro. O general pediu para comunicar que não haveria eleições, se não houvesse o voto impresso. “Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica”, afirma a reportagem. O presidente Jair Bolsonaro repetiu publicamente a ameaça de Braga Netto no mesmo dia. “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, naquela data, na entrada do Palácio da Alvorada. DITADURA NUNCA MAIS Políticos e sociedade civil reagem ao golpismo de Braga Netto Parlamentares classificaram como “escandalosa” e “extremamente grave” a ameaça que teria sido feita por Braga Netto. Ministro deve ser chamado à Câmara dos Deputados para dar explicações O líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), classificou como “extremamente grave” a denúncia de que o ministro da Defesa, general Braga Netto, teria ameaçado o parlamento. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, em reportagem publicada nesta quinta-feira (22), o ministro teria mandado recado ao presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL) que, caso não fosse uma aprovada a proposta do voto impresso, não haveria eleições em 2022. O ultimato teria sido emitido por ele na companhia dos chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, no último dia 8. No mesmo dia, Bolsonaro deu declarações públicas reiterando as ameaças. “Não cabe ao ministro da Defesa querer impor ao Parlamento o que deve aprovar, nem estabelecer condições para que as eleições aconteçam. O papel constitucional das Forças Armadas é garantir os poderes constitucionais, e não subordiná-los”, reagiu Molon. Ele afirmou que vai propor que Braga Netto seja convocado à Câmara para dar explicações. No mês passado, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle já havia aprovado a convocação do ministro, após ameaça dirigida à CPI da Covid. Desta vez, no entanto, a intenção é que Braga Netto seja ouvido na Comissão Geral, reunindo os 513 parlamentares da Casa. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), é “absolutamente escandalosa” a ameaça de golpe proferida pelo ministro da Defesa. “Se confirmada, enseja crime contra o Estado de Direito. Convocaremos Braga Netto para que repita, diante do Congresso, a agressão à democracia que teria dirigido ao presidente da Câmara”, declarou pelas redes sociais. “Menino de recado” O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) afirmou que o Legislativo e o Judiciário “não podem admitir” a ameaça de Braga Netto. Segundo ele, o ministro da Defesa age como “menino de recado de um delinquente golpista”, em alusão a Bolsonaro. “Os atos de Braga Netto são ilegais e rebaixam institucionalmente as Forças Armadas. Elas deveriam servir ao Estado brasileiro, como manda a Constituição. E não a um governo enfraquecido e desesperado que as utiliza como arma para ameaçar a democracia e tentar demonstrar uma força que não tem”, disse Freixo pelo Twitter. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, candidato a presidente em 2018, foi além. Disse que, se comprovadas as ameaças de Braga Netto, ele deve ser processado “imediatamente”. “Numa democracia, um ministro da Defesa que condiciona as eleições a mudanças no sistema não ganha capa de jornal. Ganha cadeia”, declarou. Golpe no ar O presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Ariel de Castro Alves, cobrou reação das instituições em relação à ameaça de Braga Netto contra a democracia. “O que falta para o Congresso, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o STF agirem? O Pau de Arara?”, questionou, fazendo alusão ao instrumento de tortura utilizado durante a ditadura. O jornalista Kennedy Alencar também afirmou que Braga Netto “finge ser ignorante”, pois sabe que as urnas eletrônicas são auditáveis.” Para ele, a série de intimidações tem relação com os casos de corrupção envolvendo militares que estão sendo investigados pela CPI. “Bolsonaro e esses militares também sabem que vão perder a eleição e recorrem ao golpismo. Têm medo de serem punidos por seus crimes na pandemia, na rachadona, na rachadinha…” De acordo com o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luis Felipe Miguel, seria necessário afastar Braga Netto e os três comandantes militares, para que fossem investigados. Comprovada a ameaça, deveriam ser punidos “com todo o rigor”. Ele disse que mudar as Forças Armadas para torná-las “mais profissionais, menos corruptas e mais respeitosas do poder civil” é dever de qualquer governo que queira recolocar o Brasil nos trilhos da democracia. “Não é admissível que mantenham tantos privilégios, que permaneçam nostálgicas da ditadura, que exaltem a tortura, que façam ameaças”, declarou.

Bolsonaro amplia espaço do Centrão para se blindar contra o impeachment

Após aliança para eleger Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro escolhe Ciro Nogueira (PP-PI)para comandar a articulação do governo Senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos líderes do Centrão, vai ocupar a Casa Civil, que representa o coração do governo VELHA POLÍTICA – O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (21) a realização de uma minirreforma ministerial. As mudanças, que devem ser oficializadas por Bolsonaro até a próxima segunda-feira (26), visam ampliar os espaços ocupados pelo Centrão nos ministérios. O objetivo principal é blindar o governo contra as crescentes pressões pelo impeachment. Diante dos casos de suspeita de corrupção na compra de vacinas, revelados pela CPI da Covid, Bolsonaro enfrenta o seu pior momento, com redução paulatina de seus índices de popularidade. Expoente do Centrão, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) será o novo comandante da Casa Civil. O ministério, atualmente comandado pelo general Luiz Eduardo Ramos, é responsável pela coordenação de todos os projetos do governo, bem como pela relação do governo com o Congresso. Ramos, que se disse surpreendido pela mudança, será remanejado para a secretária-geral da Presidência. A pasta, responsável pelo dia a dia do presidente, é atualmente comandada por Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Para abrigá-lo, Bolsonaro pretende recriar o Ministério do Trabalho, que havia sido incorporado pelo Ministério da Economia, de Paulo Guedes. De acordo com o cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP) Paulo Niccoli Ramirez, tais mudanças aumentam a dependência de Bolsonaro em relação ao Centrão. Esse “toma-lá-dá-cá” enterra de vez a retórica da “nova política” adotada por Bolsonaro durante as eleições de 2018. “Bolsonaro procura reforçar sua base aliada dentro do Congresso para evitar qualquer possibilidade de impeachment”, afirmou Niccoli, em entrevista a Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual, nesta quinta-feira (22). Militares e Guedes Ao desalojar Ramos da Casa Civil, essa reforma ministerial também impõe um recuo à presença dos militares. Mas estes ainda continuam ocupando postos-chaves no ministério, além de cerca de outros 6 mil cargos na administração federal. “Não significa dizer que os militares deixam de participar do governo”, ressalta Nicolli. Ele também aponta o enfraquecimento de Paulo Guedes. Tido como “superministro”, foi incapaz de produzir crescimento econômico e criar empregos, segundo o analista. Contudo, Onyx – uma espécie de “coringa” de Bolsonaro – também não tem qualquer experiência em políticas relativas ao mundo do trabalho. Essa é a “tônica” do governo Bolsonaro, que adota critérios de “fidelidade e amizade” para compor o seu ministério, em detrimento do conhecimento técnico. Semeando escândalos O aumento da dependência do Centrão “não deve produzir bons resultados”, segundo Niccolli. Conhecidos pelo fisiologismo – a troca de apoio político por cargos e emendas –, os políticos desse grupo devem cobrar cada vez mais caro, na medida em que a popularidade do governo decai. Um primeiro estágio dessa aliança já havia sido estabelecido com o apoio de Bolsonaro à eleição de Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara dos Deputados. Nesse sentido, as íntimas relações de Bolsonaro com o Centrão devem agravar ainda mais a sua imagem perante a opinião pública. O PP, em especial, é conhecido pelo envolvimento de suas lideranças em casos de corrupção. A suspeita mais recente recai sobre o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Ele seria o suposto beneficiário do esquema de superfaturamento na tentativa de compra da vacina indiana Covaxin. Por outro lado, o Centrão também se desgasta ao se associar com Bolsonaro. Apesar de receberem os cargos e recursos demandados, ainda assim podem abandonar o governo, caso a aproximação com Bolsonaro coloque em risco os projetos eleitorais dessas figuras. “Tudo isso tem um preço. Em menos de um ano, vamos entrar em processo eleitoral. E a tendência é que políticos que ainda mantenham o apoio ao presidente tenham imagem desgastada diante dos eleitores. Bolsonaro vai ter que pagar muito caro por isso. E se o Centrão, em algum momento, não se sentir satisfeito, pode ser que se volte contra o próprio presidente”, disse o analista.

Após 4 dias internado, Bolsonaro deixa hospital acompanhado do pastor Valdemiro Santiago

Jair Bolsonaro recebeu alta na manhã deste domingo (18) após internação em decorrência de um quadro de obstrução intestinal. O presidente estava internado há 4 dias no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. O boletim médico informa que Bolsonaro receberá acompanhamento ambulatorial após a alta: “O Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, teve alta hoje do Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or. Ele estava internado desde a quarta-feira, 14 de julho, para tratar um quadro de suboclusão intestinal. Ele seguirá com acompanhamento ambulatorial pela equipe médica assistente”. O documento não informa se a obstrução intestinal foi completamente desfeita. Sem máscara, o presidente parou para conversar com jornalistas na entrada da unidade. Ele disse que só Deus o tiraria da presidência, repetindo a frase que costuma usar em referência à suposta facada que teria recebido em setembro de 2018.

Imoralidade suprema: corrupção em meio à tragédia – Por Élio Gasda*

Combater a corrupção é responsabilidade de todos (Roberto Parizotti) O governo quer lucrar com a morte do povo? “A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque” (Nota da CNBB diante do atual momento brasileiro, 09/07/2021). Corrupção! Do latim, corruptio, refere-se ao cerne deteriorado de um fruto. Impossível precisar o início do fenômeno na história da humanidade, mas no Brasil, uma nova espécie floresce e dá frutos: ganhar dinheiro com a morte de milhares. A corrupção é o uso ilegal do poder com o objetivo de benefício próprio, para uma pessoa próxima ou para um grupo. Troca de interesses, favores. Afeta o setor econômico, intelectual, religioso, militar. “O poder tem a tendência a se corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente” (Lord Acton). Corrupção é o controle abusivo do poder e dos recursos do governo visando tirar proveito pessoal ou partidário (Valdimer Key). Tal proveito pode ser na forma de poder ou de controle de instituições políticas ou de apoio político. Tirar vantagens do bem público para fins políticos ou privados é corrupção. O patrimonialismo ajuda a compreender a corrupção: confusão entre as esferas pública e privada, descolamento entre os agentes de Estado e a sociedade, e o capitalismo. Quando as esferas pública e privada não são bem definidas, o estrato que controla o Estado utilize de seu cargo para enriquecer. A corrupção não está no Estado em si, mas na confusão entre o público e o privado e na aristocratização do Estado. A CPI da Covid, que investiga denúncias de corrupção na compra de vacinas pelo governo Bolsonaro, revela as entranhas do patrimonialismo. Um policial militar, que é funcionário público, se apresenta como representante comercial do setor privado, tenta vender vacinas a um funcionário comissionado (emprego público por indicação) que pede propina. O negócio é discutido em um shopping, regado a chopp e observado por um tenente-coronel da reserva, que virou empresário dias antes. A disputa para saber quem ganha mais com as negociatas em torno da compra da vacina está acirrada. Gente ganhando dinheiro com a tragédia! Até o representante da Davati no Brasil recebeu mais de 4 mil em auxílio emergencial. Sabia o presidente desse e de tantos outros atos de corrupção em seu governo? Bolsonaro prevaricou? O esteio da moralidade ruiu? As suspeitas de irregularidades em contratos do Ministério da Saúde, apuradas pela CPI, acenderam o alerta vermelho. É um mar de lama. Recente pesquisa Datafolha indica que para 70% dos eleitores entrevistados há corrupção no governo federal. 63% acreditam que há corrupção na Saúde e para 64% o presidente sabia. O governo quer lucrar com a morte do povo? Genocídio e corrupção. Nada se compara ao desprezo que o governo tem por seu povo. Sobre a presença dos militares no governo, o Datafolha revela que 58% dos entrevistados são contrários. De cabo a general, nunca tantos militares foram citados em uma CPI. Eles ocupam mais de seis mil cargos no governo. A situação do país não lhes incomoda. O governo é militar. O genocídio da pandemia é militar. A corrupção é militar. Há uma “banda podre” nas Forças Armadas. O Código Penal em seu artigo 319 prevê o crime de prevaricação que tem como objetivo punir funcionários públicos que dificultem, deixem de praticar ou atrasem, indevidamente, atos que são obrigações de seus cargos, práticas contra a lei, ou apenas para atender interesses pessoais. A pena: detenção de três meses a um ano e multa. O presidente da República é um servidor público. Os prejuízos causados à sociedade são aterrorizantes: quase 550 mortes causadas pela Covid, 100 milhões de pessoas em insegurança alimentar, 14,8 milhões de desempregados, sem falar nos desalentados e uma economia em farrapos. Onde há corrupção não há justiça, não há paz. Para a doutrina social da Igreja, “entre as deformações do sistema democrático, a corrupção política é uma das mais graves, porque trai, ao mesmo tempo, os princípios da moral e as normas da justiça social” (Compendio da DSI, n. 411). O cristão não pode compactuar com a corrupção. Ela está na origem da injustiça social, da exploração do pobre. É a raiz do trabalho escravo, do desemprego, do abandono das cidades, dos bens comuns e da destruição da natureza. Papa Francisco indica três atitudes de combate à corrupção: “sã desconfiança” em relação a quem “promete demais” e “fala demais”; refletir diante das seduções do demônio que desfere os seus ataques apontando para as fraquezas humanas; oração para pedir ao Senhor a “graça da astúcia” e não cair nas “corjas da corrupção” (L’Osservatore Romano, 16 de novembro de 2017). Combater a corrupção é responsabilidade de todos. *Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na Faje. Autor de: ‘Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja’ (Paulinas, 2001); ‘Cristianismo e economia’ (Paulinas, 2016)