Lula realiza o sonho da Casa Grande: está preso

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou o Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, no ABC paulista, neste sábado (7), para se entregar à Polícia Federal e cumprir o pedido de prisão expedido pelo juiz federal Sergio Moro na última quinta-feira (5). Por volta das 17h, ele entrou no carro com seu advogado, Cristiano Zanin Martins, mas foi impedido de sair pela militância à frente do portão. Ele foi a pé para evitar novo impedimento, entrou em outro carro que estava fora do sindicato e foi em comboio da polícia. Teve muito empurra-empurra para barrar sua saída do ex-presidente. Houve gritos para que ele não se entregasse. O petista não havia atendido à oportunidade oferecida pelo magistrado de comparecer de forma voluntária à Polícia Federal, em Curitiba, até 17h (de Brasília) da última sexta. Ele quis antes participar de uma missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que faria aniversário de 68 anos nesta data, e depois almoçou com familiares. LEIA A ÍNTEGRA DO DISCURSO HISTÓRICO DE LULA – Vítima de intensa caçada judicial e, mesmo assim, líder em todas as pesquisas eleitorais e considerado o melhor presidente da história do País, Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso que entrará para a história. “Eu tenho dito em todo discurso: não adianta tentar de me impedir de andar por este país, porque tem milhões e milhões de Boulos, de Manuelas, de Dilmas Rousseffs neste país para andar por mim. Não adianta tentar acabar com as minhas idéias, elas já estão pairando no ar e não tem como prendê-las. Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês”, disse Lula. “Não adianta achar que tudo vai parar o dia que o Lula tiver um infarto, é bobagem, porque o meu coração baterá pelos corações de vocês, e são milhões de corações. Não adianta eles acharem que vão fazer com que eu pare, eu não pararei porque eu não sou um ser humano, sou uma idéia, uma idéia misturada com a idéia de vocês, e eu tenho certeza que companheiros como os sem-terra, o MTST, os companheiros da CUT e do movimento sindical sabem, e esta é uma prova, esta é uma prova, eu vou cumprir o mandado e vocês vão ter de se transformar, cada um de vocês, vocês não vão se chamar chiquinho, zezinho, joãozinho, albertinho…”, acrescentou. Leia a íntegra do discurso: “Em 1979, esse sindicato fez uma das greves mais extraordinárias. E nós conseguimos fazer um acordo com a indústria automobilística que foi talvez o melhor possível. E eu tinha uma comissão de Fábrica com 300 trabalhadores. O acordo era bom. E eu resolvi levar o acordo para Assembleia. E resolvi pedir pra comissão de fábrica ir mais cedo para conversar com a peãozada. E eu fazia assembleia de manhã pra evitar que o pessoal bebesse um pouquinho a tarde, porque quando a gente bebe um pouquinho, a gente fica mais ousado. Mesmo assim não evitava porque o cara levava litro de conhaque dentro da mala e quando eu passava tomava uma ‘dosinha’ para a garganta ficar melhor – coisa que não aconteceu hoje. Pois bem, nós começamos a colocar o acordo em votação e 100 mil pessoas no Estádio da Vila Euclides não aceitavam o acordo. Era o melhor possível. A gente não perdia dia de férias, não perdia décimo terceiro e tinha 15% de aumento. Mas a peãozada ‘tava’ tão radicalizada que queria 83% ou nada. E não conseguimos. E passamos um ano sendo chamado de pelego pelos trabalhadores. Nós não conseguimos aprovar a proposta que eu considerava boa e o pessoal então passou a desrespeitar a diretoria do Sindicato. Eu ia na porta da fábrica ninguém parava. E a imprensa escrevia: “Lula fala para os ouvidos moucos dos trabalhadores”. Nós levamos um ano para recuperar o nosso prestígio na categoria. E eu fiquei ṕensando com ar de vingança: “Os trabalhadores pensam que eles podem fazer 100 dias de greve, 400 dias de greve, que eles vão até o fim. Pois eu vou testá-los em 1980”. E fizemos a maior greve da nossa história. A maior greve. 41 dias de greve. Com 17 dias de greve fui preso e os trabalhadores começaram depois de alguns dias a furar greve e nós então – eu sei que Tuma, eu sei que o doutor Almir eu sei que Teotônio Vilela ia dentro da cadeia e falava assim pra mim: “Ô Lula cê precisa acabar com a greve, cê precisa dar um conselho para acabar com a greve”. E eu dizia: “Eu não vou acabar com a greve. Os trabalhadores vão decidir por conta própria”. O dado concreto é que ninguém aguentou 41 dias porque na prática o companheiro tinha que pagar leite, tinha que pagar a conta de luz, tinha que pagar gás, a mulher começou a cobrar o dinheiro do pão, ele então começou a sofrer pressão e não aguentou. Mas é engraçado porque na derrota a gente ganhou muito mais sem ganhar economicamente do que quando a gente ganhou economicamente. Significa que não é dinheiro que resolve o problema de uma greve, não é 5%, não é 10%, é o que está embutido de teoria política de conhecimento político e de tese política numa greve. Agora, nós estamos quase que na mesma situação. Quase que na mesma situação. Eu tô sendo processado e eu tenho dito claramente: “O processo do meu apartamento, eu sou o único ser humano que sou processado por um apartamento que não é meu”. E ele sabe que o Globo mentiu quando disse que era meu. A Polícia Federal da Lava Jato quando fez o inquérito mentiu que era meu, o Ministério Público quando fez a acusação mentiu dizendo que era meu e eu pensei que o Moro ia resolver e ele mentiu dizendo que era meu e me condenou a nove anos de cadeia. É por isso que eu sou um cidadão

Vai começar a guerra. Muitos sangues deverão ser derramados

TERMINA O PRAZO: LULA NÃO SE RENDE, POVO O PROTEGE, E REPRESSÃO PODE COMEÇAR – Condenado sem provas e alvo de um mandado de prisão ilegal, uma vez que assinado antes de esgotados os recursos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não se render no prazo determinado por Sergio Moro.Cercado e protegido por milhares de pessoas no sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, em São Bernardo do Campo, Lula decidiu não se entregar e agora, com ajuda da polícia de Geraldo Alckmin, a Polícia Federal pode iniciar a repressão ao povo brasileiro. A Associação de Juízes para Democracia (ABJD) divulgou um comunicado convocado todas as advogadas e advogados para comparecer ao sindicato, para prestar assistência jurídica a possíveis excessos no cumprimento da ordem de prisão de Lula. Também nesta sexta-feira, o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de habeas corpus da defesa de Lula.

“E você aí que tá me olhando, vou te pichar uma mardição!”

 BOFF: CÁRMEN LÚCIA SERÁ COBRADA PELA HISTÓRIA E PELOS MAIS POBRES  – O teólogo Leonardo Boff diz que Cármen Lúcia, presidente do STF, é a responsável pela prisão ilegal do ex-presidente Lula e diz que ela será cobrada não apenas pela história, mas também pelos mais pobres, que são as principais vítimas do golpe de 2016 no Brasil, e que prossegue com a caçada a Lula. “Carmen Lúcia não apenas apequenou o STF. Ela mesma se apequenou. Poderia pensar em tudo o que de bom foi feito às classes abandonadas por Lula. Se se abstivesse de votar Lula estaria livre. O empate é pelo réu. Quis condená-lo e será cobrada “pela historia e pelos pobres”, postou o teólogo Leonardo Boff. 

Não há cadeia suficiente para Lula – Por Perci Coelho de Souza

Não há cadeia suficiente para LulaNão tem lugar, na cadeia de Lula,Para os milhões de empregos criados,(e agora sabotados) Não há cadeia suficiente para Lula, não há construção erigida que suporte tamanha pena, que dê conta de tanto pecado. Haja grades de ferro e de aço que sejam capazes de segurar, de reter e de trancafiar tanta coisa numa só, tanta gente num só homem. Não há cadeia no mundo que seja capaz de prender a esperança, que seja capaz de calar a voz. Porque, na cadeia de Lula, não cabe a diversidade culturalNão cabe, na cadeia de Lula, a fome dos 40 milhõesQue antes não tinham o que comerNão cabe a transposição do São FranciscoQue vai desaguar no sertão, encharcar a caatingaLevar água, com quinhentos anos de atraso,Para o povo do nordeste, o mais sofrido da nação.Pela primeira vez na história desse país. Pra colocar Lula na cadeia, terão que colocar também O sorriso do menino pobreA dignidade do povo pobre e trabalhadorE a esperança da vida que melhorou. Ainda vai faltar lugarPara colocar tanta UniversidadeE para as centenas de Escolas FederaisQue o ‘analfabeto’ Lula inventou de inventarNão cabem na cadeia de LulaOs estudantes pobres das periferiasQue passaram no EnemNem o filho de pedreiro que virou doutor. Não tem lugar, na cadeia de Lula,Para os milhões de empregos criados,(e agora sabotados)Nem para os programas de inclusão socialAtacados por aqueles que falam em DeusE jogam pedras na cruz. Não cabe na cadeia de LulaO preconceito de quem não gosta de pobreO racismo de quem não gosta de negroA estupidez de quem odeia gaysÍndios, minorias e os movimentos sociais.Não pode caber numa cela qualquerA justiça social, a duras penas, conquistada.E se mesmo assim quiserem prender– querer é Poder (judiciário?),Coloquem junto na cadeia:A falta d’água de São Paulo,E a lama de Mariana (da Vale privatizada)O patrimônio dilapidado.E o estado desmontado de outroraOs 300 picaretas do CongressoE os criadores de boatosPela falta de decênciaE a desfaçatez de caluniar.Pra prender o Lula tem que voltar a trancafiar o Brasil.O complexo de vira-latas também não cabe.Nem as panelas das sacadas de luxoO descaso com a vida dos outrosA indiferença e falta de compaixãoA mortalidade infantilOu ainda (que ficou lá atrás)Os cadáveres da fome do Brasil.Haja delação premiadaPra prender tanta gente de bem.Que fura fila e transpassa pela direita(sim, pela direita)Do patrão da empregada, que não assina a carteiraDo que reclama do imposto que sonegaOu que bate o ponto e vai embora.Como poderá caber Lula na cadeia,Se pobre não cabe em avião?Quem só devia comer feijãoEm vez de carne, arroz, requeijãoMuito menos comprar carro,Geladeira, fogão – Quem diz?Que não pode andar de cabeça erguidaDepois de séculos de vida sofrida?O prestígio mundial e o reconhecimentoTeriam que ir junto pra prisão.Afinal, (Ele é o cara!)Os avanços conquistados não cabem também.Querem por Lula na cadeia infecta, escuraA mesma que prendeu escravos,‘Mulheres negras, magras crianças’E miseráveis homens – fortes e bravosO povo d’África arrastadoE que hoje faz a riqueza do Brasil.Lula já foi preso, ele sabe o que é prisão.Trancafiado nos porões da ditaduraAquela que matou tanta gente,Que tirou nossa liberdadeA mesma ditadura que prendeu, torturou.Quem hoje grita nas ruasNão gritaria nos anos de chumboNa democracia são valentesMas cordatos, calados, covardesQuando o estado mata, bate e deforma.Luis Inácio já foi preso,Também Pepe Mujica e Nelson Mandela.Quem hoje bate palmas, chora e homenageia,Já foi omisso, saiu de lado e fez que não viu.Não vão prender Lula de novoPorque na cadeia não cabePodem odiar o operárioO pobre coitado iletradoQue saiu de PernambucoFugiu da seca e da fomePra conquistar o BrasilE melhorar a vida da gente.Mas não háNesse mundão de meu DeusUma viva alma que digaQue alguém tenha feito mais pelo povoDo que Lula fez no Brasil.“Não dá pra parar um rioquando ele corre pro mar.Não dá pra calar um Brasil,quando ele quer cantar.”Lula lá! *Perci Coelho de Souza é professor na UnB (Universidade de Brasília)

Mataram a nossa democracia e os abutres estão assanhados

 A democracia está morta. É preciso providenciar com urgência suas exéquias, antes que os urubus a devorem! Por Mauro Santayana Um caixão de pinho está barato. Custa pouco mais de 500 reais, embora o Campo da Esperança – nunca um nome foi tão apropriado – informe que houve reajuste na tabela e o preço do jazigo de uma gaveta tenha saltado de R$ 638,50 para R$ 668,89 e que a locação de uma capela para velório padrão 1 – o que quer que queira dizer isso – passará a custar R$ 253,34 e não mais R$ 241,83. Considerando-se a condição física e de saúde da falecida, podem também servir, à moda nordestina e graciliana, apenas alguns sacos – que poderão ser costurados por quem a isso se habilite – desses que se encontram, todas as manhãs, nas caçambas de lixo, desde que não tenham sido furados pelos ratos e pelos pombos que ali comparecem para tomar a sua primeira refeição ao amanhecer. Ou se pode, quem sabe, fazer uma vaquinha, se alguém se habilitar a comparecer e enfiar a mão no bolso. Ou lançar na internet uma campanha de financiamento coletivo, dessas de modestíssimo orçamento e prazo mais curto ainda, limitado pela premência do objetivo e das circunstâncias, de não mais de meia hora, por favor. O importante, da parte de quem com ela conviveu; de quem um dia a defendeu; de quem a ajudou na sua volta; depois da prisão e do exílio, ao Brasil; de quem vibrou a cada passo que ela dava, enquanto crescia, mais uma vez, no coração do povo, depois de pisoteada e conspurcada nos anos de chumbo; de quem tentou avisar, pregando no deserto, que ela iria novamente para o saco, devido à irresponsabilidade golpista e às hesitações, equívocos e à inação estratégica da esquerda, principalmente na internet e no campo da comunicação; é que ela não fique sem enterro, ou jogada em uma vala comum, como indigente, embora, usando certa licença poética, fosse, digamos, mais democrático ou mais justo com tantos que morrem anonimamente, neste país, que seu cadáver fosse apenas desovado, na calada da noite, no meio do mato, nos muitos cemitérios clandestinos que cercam as metrópoles brasileiras. Usando o Whats App, que é mais barato, é preciso que se comunique ao mundo, e à família, incluídos aqueles primos distantes que por canalhice ou covardia não irão aparecer no enterro, que a Democracia morreu ontem, pouco depois da meia noite, depois de vários atentados e longa perseguição e sabotagem que durou mais de 10 anos, no plenário do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Não foi por falta de aviso. O julgamento do mensalão, com a importação e adaptação calhorda da Teoria do Domínio do Fato, para dar vida a uma denúncia feita por ladrões apanhados roubando nos Correios, para implementar a transmutação mentirosa de um esquema até então legal de financiamento de campanha no “maior escândalo da História do Brasil” foi o primeiro deles. As famigeradas Jornadas de Junho, ao estilo Primavera Árabe, imediatamente infiltradas por golpistas e defensores dos assassinatos e torturas da ditadura, e de uma intervenção militar, foram o segundo. Houve também o Golpe no Paraguai, contra Lugo. A primeira votação do impeachment de Dilma e a segunda. O primeiro julgamento de Lula e o segundo. E agora o terceiro, promovido por um esquema jurídico que aceitou distorcer, de fato, a interpretação de suas leis e a essência da Constituição, para impedir a qualquer custo a candidatura de um cidadão que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e a sobrevivência política de sua agremiação partidária. O republicanismo pueril e a adoção, por um governo de esquerda, de novas leis fascistas, depois de cair no conto do vigário do combate à corrupção, também deveriam ter servido de alerta de que estávamos encampando a arbitrariedade e a hipocrisia e nos encaminhando para um regime cada vez mais nefasto, perigoso e infame. Na ânsia de acalmar a cadela de Brecht – o monstro insaciável do fascismo – fomos levando, qual Abraão para o holocausto, filho por filho, cedendo, como a Chapeuzinho Vermelho indo para a anunciada e inexorável cena na casa da Vovó, a cada vez que era abordada pelo lobo no caminho. Sempre acreditando, com uma ingenuidade – ou arrogância, o que não deixa de ser a mesma coisa – dignas de piedade, que o caçador e a salvação iriam aparecer depois da próxima curva. Now Ines is dead. A partir do Lulaço de ontem – como deverá ficar conhecido na história brasileira – fica decretado e totalmente estabelecido e sancionado pela maioria dos Ministros da Suprema Corte que qualquer cidadão pode ser condenado sem provas a mais de 12 anos de prisão em regime fechado, com base na mera delação de desafetos ou de investigados presos prévia e “provisoriamente” por semanas ou meses. Pelo testemunho, sem provas tangíveis, de quem a isso foi obrigado pela pressão dos acusadores e a imperiosa motivação de recuperar – ainda que de tornozeleira – sua liberdade. Que não poderá um cidadão – ou melhor, sua mulher – desistir, no meio do caminho, da compra de um apartamento, que apesar disso ele será considerado – apesar de não ter nenhuma escritura em seu nome – seu proprietário. Mesmo que esse bem tenha sido publicamente usado e indicado como garantia em negócios, dívidas e contratos, pela construtora que ergueu o empreendimento. Que bastará, sem fundamento, a confirmação automática de uma injustiça em segunda instância, para que, no lugar de ser corrigida, ela seja reiterada e o cidadão vá para a prisão, inapelavelmente. Em um país em que há cem milhões de processos em andamento e 40% dos cidadãos que se encontram atrás das grades são presos provisórios, na maioria das vezes sem acesso a qualquer tipo de assistência jurídica. Fica, ainda, complementar e paralalemente estabelecida, a prevalência de uma tal de “jurisprudência democrática”, a Lei Pilatos, o iudex vulgus. Bastando para a prisão do cidadão, ainda

Juizeco canalha e serviçal da Globo manda prender, sem provas, o ex-presidente Lula

O canalha juizeco Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira 5 a prisão do maior presidente da história do Brasil, condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá, menos de 24 horas depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que negou o habeas corpus a Lula, na noite desta quarta.   A ordem foi determinada pelo canalha do Moro mesmo com a possibilidade ainda dos embargos dos embargos pela defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O Tribunal de Porto Alegre emitiu um ofício dando a Moro autorização para a execução da pena. A militância foi convocada pelo PT de São Bernardo para uma manifestação nesta sexta-feira 5 em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista. Na convocação, a presença do ex-presidente estava confirmada. Moro ordenou que Lula se apresente até 17h desta sexta. Juizeco canalha e serviçal da Globo manda prender, sem provas, o maior presidente da história do Brasil   O canalha juizeco Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira 5 a prisão do ex-presidente Lula, condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá, menos de 24 horas depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que negou o habeas corpus a Lula, na noite desta quarta.    A ordem foi determinada por Moro mesmo com a possibilidade ainda dos embargos dos embargos pela defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O Tribunal de Porto Alegre emitiu um ofício dando a Moro autorização para a execução da pena.   A militância foi convocada pelo PT de São Bernardo para uma manifestação nesta sexta-feira 5 em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista. Na convocação, a presença do ex-presidente estava confirmada. Moro ordenou que Lula se apresente até 17h desta sexta.   Confira aqui o despacho de Moro.   Confira aqui o ofício do TRF4.

Cármen Lúcia que salvou Aécio com voto decisivo, manda Lula para prisão

A tucana vampira norte mineira atendeu a Globo e decidiu a favor dos reacionáriosLewandowski: o STF decidiu que o direito de propriedade está acima do direito à liberdade!  A serviçal Carmén Lúcia que deu o voto decisivo para livrar Aécio da prisão, agora deu o voto decisivo para prender Lula, no mesmo placar similar a que chegou até ela quando votou para livrar Aécio (5×5) e agora votou para prender Lula, relembre como foi o voto decisivo dela para salvar Aécio: A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, transformou a decisão que questiona a aplicação de medidas restritivas de liberdade contra deputados e senadores pela Corte numa imensa lambança. O Supremo já teve sessões ridículas, mas essa foi historicamente ridícula. Porque depois de 12 horas de discussão e votações a presidenta do STF tentou fazer de conta que não estava votando de forma seletiva. Mas o seu voto num primeiro momento foi absolutamente claro: “salvo afastamento do mandato ou em caso de constrangimento”. Ou seja, exatamente como no caso específico de Aécio Neves. Depois do questionamento do relator Edson Facchin, deu-se quase mais 1 hora de debate, com Aécio contando com Alexandre Morais mais como um advogado de defesa, do que como um juiz. Ao final, ficou decidido que pra que um parlamentar seja afastado do mandato, sua casa legislativa precisa concordar. O único objetivo disso era preservar o senador Aécio Neves, atual presidente afastado do PSDB. Como se sabe, o pai do golpe contra Dilma. E que conta com ampla maioria no Senado para se livrar do constrangimento de ter que continuar dormindo na sua casa. O relator, ministro Edson Fachin, votou para que decisão não fosse submetida ao aval da Câmara e do Senado. Votaram com Fachin: o decano Celso de Mello, Rosa Weber, Luis Fux e Luis Barroso. Votaram contra o encaminhamento de Fachin: os ministros Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Lewandovski, Dias Toffoli, Alexandre de Morais e Carmem Lúcia. O blogueiro tem muitas dúvidas sobre se este tipo de decisão do Supremo é ou não um desiquilíbrio dos poderes. Mas o que ficou claro nesta votação é que parte do STF não estava preocupado com isso, mas com a situação do presidente do PSDB, homem forte do Senado. Ou seja, a votação foi uma vergonha. A decisão de Carmem Lúcia e sua condução no julgamento foi muito mais vergonhosa ainda. E a ação de Alexandre Morais como advogado de defesa de Aécio. Bem, neste caso a vergonha se torna algo mais sério. Algo absolutamente asqueroso.

PROTESTOS PELA PRISÃO DE LULA FRACASSAM NO PAÍS INTEIRO

 – Com o golpe desmoralizado, assim como os movimentos que vinham convocando mobilizações, as manifestações desta terça-feira, 3, para pressionar o Supremo Tribunal Federal a negar o habeas corpus do ex-presidente Lula tiveram baixa adesão pelo país. Em Brasília, o ato em frente ao Congresso Nacional foi um fiasco, reunindo poucas pessoas.  Manifestantes se concentram em frente ao Congresso Nacional, em um ato convocado pelo @MBLivre e o @VemPraRua_BR, na véspera do julgamento no STF do habeas corpus preventivo pedido pela defesa de @lulapelobrasil. Eles pedem a prisão do ex-presidente, já condenado em 2ª instância. pic.twitter.com/DNxV5uSqB0 Os grupos antipetistas criticaram diversas vezes as manifestações de esquerda em dia de semana. Contrariando o que pregavam, os atos que pedem a condenação do ex-presidente @lulapelobrasil acontecem em plena terça-feira, antes do fim do expediente. pic.twitter.com/VjeVeM355l No Rio, o grupo Vem Pra Rua não conseguiu juntar mais que algumas centenas de manifestantes em frente ao hotel Rio Othon Palace. Mais atrás, em frente ao Posto Cinco, algumas dezenas de pessoas se reúnem em torno do trio elétrico do Movimento Brasil Livre (MBL). Já na Avenida Paulista, manifestantes se reuniram perto do Masp para pedir a prisão do ex-presidente. Nem de longe lembra os atos pelo golpe contra a presidente legítima Dilma Rousseff, que receberam apoio total da mídia e chegaram a lotar a Paulista. Em São Paulo, apoiadores de Lula fizeram vigília na Praça da República, no Centro da capital e em frente ao prédio onde ele mora, em São Bernardo do Campo. Os atos convocados na véspera do julgamento do STF ocorreram em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Aracaju. Até o jornalista Ricardo Noblat reconheceu o fracasso das manifestações: Até a esta hora, são mixurucas as manifestações país a fora contra a concessão pelo STF de habeas corpus para manter Lula solto.

A mídia, em fúria, pressiona o STF – Por Fernando Brito, do Tijolaço

Nos sites da grande imprensa, hoje, sucedem-se as manifestações prometendo o caos e o fim do mundo no caso de ser concdedido o habeas corpus em favor de Lula. Ainda bem que a estação chinesa já caiu no Oceano Pacífico, senão até a sua queda ia ser atribuída à concessão da ordem para que o ex-presidente recorra em liberdade. Dallagnol, Carlos Fernando, Raquel Dodge, todos e qulaquer um que se disponha a fazer terrorismo dizendo que uma decisão favorável a Lula vai libertar pedófilos, estupradores, homicidas. Em coro, Leitão, Merval, Cantanhede e outros uivam. Exceto por São Paulo, onde a extrema-direita segue forte – aguardem para ver como a dobradinha Dória-Bolsonaro virá forte de lá – no resto do país foram “minifestações” as dos fascistas. Vale tudo para criar um clima de histeria, como se os juízes fossem proibidos de decretar prisões para quem ofereça risco ou possa usar de poder para obstaculizar a Justiça. Se fosse assim, como é que Moro manteve presos, por meses a fio e até mais de um ano, empresários acusados na Lava Jato antes mesmo de condenados em primeira, muito menos segunda, instância? O que eles temem é que o Supremo, mesmo com imenso atraso e ínfima minoria, ponha um freio simbólico à escalada autoritária do Judiciário. E ao acanalhamento que faz com que oportunistas togados, como o aspirante a Sérgio Moro do STF, Luís Roberto Barroso, possam fazer da corte um palanque político.

Quem paga os anúncios da “manifestação espontânea”? Por Fernando Brito

 Anúncio colorido na primeira página do Estadão e da Folha custa uma fortuna, algo perto de meio milhão de reais, nos dois jornais. E de onde veio a fortuna que bancou os anúncios do tal “Vem Pra Rua” na capa das edições de hoje, de ambos? Da venda de canequinhas? Quem é o financiador das “manifestações espontâneas”? Isso não é notícia, não tem interesse público? Aguarda-se que a “imprensa livre” procure saber. A começar pelo CNPJ do Vem Pra Rua, que não aparece em suas páginas e nem das doações pelo PayPal, que o próprio site diz serem administradas por uma ONG de nome Abraça. A única organização que foi possível localizar com este nome é uma associação de apoio às crianças autistas de Fortaleza, que não posso crer que esteja sendo usada para isso. É dever jornalístico saber de onde vem essa “bolada”. Ou, se entrou dinheiro no departamento comercial, isso “não vem ao caso”. Por que, se tanto se interessaram pelos “blogs sujos”, como este, que nunca recebeu um anúnciozinho sequer de governos petistas? A pressão movida a dinheiro a senhora aceita, Dra. Cármen Lúcia? Via Tijolaço