Ala do PL vê possibilidade de prisão de Bolsonaro nos próximos meses

Com discurso de “perseguição política”, bolsonaristas entendem que operações da PF são atos preparatórios para detenção do ex-presidente. Na 5ª feira (8.fev), Bolsonaro e aliados foram alvo da operação Tempus Veritatis da PF, que investiga a tentativa de um golpe de Estado para deslegitimar as eleições de 2022. As bancadas do PL (Partido Liberal) na Câmara e no Senado têm um discurso de consenso de que o partido é alvo de “perseguição política” sobre as recentes operações da PF (Polícia Federal) contra integrantes da sigla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ala bolsonarista do partido avalia que as ações recentes são atos preparatórios para a detenção de Bolsonaro. O Poder36o apurou que a análise feita pelo grupo mais ligado ao ex-presidente é de que está se construindo o roteiro para que o ato final seja a detenção do ex-chefe do Executivo. A avaliação é que isso pode se dar nos próximos meses. Apesar dessa avaliação, os bolsonaristas não veem um prejuízo eleitoral para o PL nas eleições municipais de outubro. O plano do grupo inclui reforçar para o eleitorado do país que o partido e a direita são perseguidos. A sigla tem a meta ambiciosa de eleger prefeitos em ao menos 1.500 cidades. Em 2023, o PL tinha 371 prefeituras. O desafio do partido será levar o discurso ideológico ao interior do Brasil durante a disputa municipal como uma bandeira das cidades, onde as preocupações da população tende a ser com saúde, educação e infraestrutura, por exemplo, e menos com o comando federal. Há ainda a barreira de que alvos da última operação da PF não podem se comunicar entre si. Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foram alvos, o que impede eles de dialogarem sobre chapas e acordos em relação às posições do PL em diferentes cidades do país. Leia mais abaixo sobre a ação da PF. Desde que o ex-presidente entrou no partido, a sigla tenta se adaptar e acomodar as duas alas do partido. Como mostrou o Poder360, a divisão entre o “PL raiz”, com integrantes antigos do partido e mais alinhados ao centro, e o “PL bolsonarista”, com membros mais novos e próximos a Bolsonaro, aumenta o impasse sobre alianças municipais. A ala mais antiga da PL sempre foi acostumada com o partido mais pragmático, que participa de governos e acordos municipais amplos. Depois da entrada do ex-chefe do Executivo, a maior parte da sigla passou a ser mais ligada à direita e inflexível para algumas alianças locais com partidos que têm outra visão ideológica. Na prática, o número de chapas puras do PL disputando as eleições de outubro tende a aumentar. BOLSONARISTAS ALVOS DE OPERAÇÕES Na 5ª feira (8.fev), Bolsonaro e aliados foram alvo da operação Tempus Veritatis da PF, que investiga a tentativa de um golpe de Estado para deslegitimar as eleições de 2022 e manter Bolsonaro na Presidência da República. Ao todo, 33 pessoas foram alvo de busca e apreensão, 4 de prisão preventiva e outras 48 de medidas alternativas, que incluem proibir o contato entre investigados, entrega de passaportes e suspensão do exercício de funções públicas. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi preso durante a operação por posse ilegal de arma. Ele permaneceu 3 dias detido até ser solto na noite de sábado (10.fev). A operação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. Na decisão, ele cita a tentativa de manter Bolsonaro no poder com um golpe de Estado. Eis a íntegra do documento (PDF – 8 MB). Moraes também levantou o sigilo de uma reunião realizada por Bolsonaro com integrantes de seu governo em julho de 2022. Nela, o então presidente pede endosso aos ataques contra o sistema eleitoral e sugere que ministros do TSE teriam recebido dinheiro para fraudar as eleições. Saiba quem estava presente no encontro e assista aqui ao vídeo completo. No final de janeiro, Carlos Bolsonaro também foi alvo de operação em Angra dos Reis por ter, supostamente, comandado uma estrutura paralela da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) por meio do chamado “gabinete do ódio” para monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas. Além da família Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi alvo da mesma operação. A PF apura suposta espionagem ilegal no período em que Ramagem esteve à frente da Abin. Em 18 de janeiro, o alvo da PF foi o líder da Oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ). A ação teve como objetivo identificar pessoas que tenham planejado, financiado e incitado atos extremistas de outubro de 2022 ao início do ano passado.
Quem era a única mulher na reunião que revelou ‘dinâmica golpista’ no governo Bolsonaro

Tatiana Alvarenga substituiu Damares Alves no ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e era a única mulher na mesa de reunião em que se discutiu a possibilidade de um golpe de Estado. Na reunião em que a cúpula do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discutiu a materialização de um golpe de Estado no país, realizada no dia 5 de julho de 2022, uma das participantes foi Tatiana Alvarenga, que ocupava o cargo de ministra substituta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Ela era, naquele ato, a única mulher sentada na mesa em que se tramou a ruptura democrática. Os outros 28 lugares, mostra o vídeo tornado público pelo Supremo Tribunal Federal, eram ocupados por homens, em especial ministros do governo Bolsonaro e militares do alto escalão das Forças Armadas. No encontro, Alvarenga substituía a ex-ministra Damares Alves, que tinha se licenciado do governo em abril daquele ano para se candidatar ao Senado. Em outubro, Damares foi eleita senadora. De acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação contra o entorno bolsonarista na semana passada, a reunião “nitidamente revela o arranjo de dinâmica golpista”. Alvarenga atuou no governo Bolsonaro desde o início da gestão. Seu primeiro cargo foi como secretária executiva do Ministério de Desenvolvimento Social, quando a pasta ainda era chefiada pelo ex-ministro Osmar Terra. Em 2020, já trabalhando no ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Alvarenga foi nomeada para o Conselho Fiscal da Casa da Moeda. Ela é economista de formação. A reunião em questão é peça-chave para entender até que ponto o governo passado esteve envolvido ou não em uma empreitada golpista. Outro tema importante no encontro diz respeito ao uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), citado pelo general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A íntegra da reunião, disponibilizada pelo STF desde semana passada, também mostra a preocupação de alguns ministros com a possibilidade de que o encontro estivesse sendo gravado. Confira: A íntegra da reunião, disponibilizada pelo STF desde semana passada, também mostra a preocupação de alguns ministros com a possibilidade de que o encontro estivesse sendo gravado. Confira:
Web repercute reunião golpista e pede “Bolsonaro na cadeia”

boz Na noite deste sábado (10), a tag “BOLSONARO NA CADEIA” figurou entre os assuntos mais comentados do X/Twitter. Isso porque funcionários estão repercutindo o vídeo da reunião de teor golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus ministros, vídeo liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que virou prova contra o político do PL. “Olhe bem para a cara deles, SÃO TODOS GOLPISTAS. BOLSONARO NA CADEIA. TRAIDORES DA PÁTRIA”, postou uma usuária do microblog identificada como Monica Cecilia, compartilhando uma foto do ex-mandatário com chefes das Forças Armadas. “Bolsonaro nunca mais! Bolsonaro preso! Bolsonaro na Cadeia”, pediu Cesar. Outro internauta chamado Gilmar de Alcântara divulgou trecho de uma entrevista de Bolsonaro para a Record e reclamou: “Bolsonaro covarde está metendo a bota no General Heleno. Com essa cara de merda, só falta falar que Heleno era infiltrado do PT e ele não sabia. […] BOLSONARO NA CADEIA”. Bolsonaro Covarde está metendo a bota no General Heleno. Com essa cara de merda, só falta falar que Heleno era infiltrado do PT e ele não sabia. Neste Carnaval alguém já ouviu o CORO EI BOLSONARO VAI TOMAR NO CU! EI BOLSONARO VOCÊ SE FODEU BOLSONARO NA PAPUDA! BOLSONARO NA CADEIA pic.twitter.com/GkYFG9WS3e — Gilmar de Alcântara (@VoxGilmar) February 10, 2024 ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1756427199303897562%7Ctwgr%5Eb76d1d13efd90d29ecc7498a506e43597690ba11%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diariodocentrodomundo.com.br%2Fessencial%2Fweb-repercute-reuniao-golpista-e-pede-bolsonaro-na-cadeia%2F Carnaval em OlindaToc Toc TocBOLSONARO NA CADEIASEM ANISTIA pic.twitter.com/ag3AgeuKEe — Distopia Brazil (@DistopiaBrazil) February 10, 2024 Carnaval em OlindaToc Toc TocBOLSONARO NA CADEIASEM ANISTIA pic.twitter.com/ag3AgeuKEe — Distopia Brazil (@DistopiaBrazil) February 10, 2024 Bom dia. BOLSONARO NA CADEIA https://t.co/2HQcm1AFOj — Joao Domenech (@joaodomenech) February 10, 2024 Bolsonaro nunca mais !Bolsonaro preso !Bolsonaro na Cadeia! pic.twitter.com/9zmOMMN7il — Cesar Bolsonaro Preso (@CesarSandri3) February 5, 2024 olhe bem para a cara deles, SÃO TODOS GOLPISTASBOLSONARO NA CADEIATRAIDORES DA PÁTRIA pic.twitter.com/BnlQtumqbR — monica cecilia (@monicac32089680) February 11, 2024 O único problema da visão do Bolsonaro é que ele não enxergou que nunca teve capacidade nem de ser militar, nem deputado, que dirá presidente.A única capacidade que esse vagabundo tem é de ser presidiário logo logo.BOLSONARO NA CADEIA pic.twitter.com/1P0aaEaNLe — Gabriel Gatti ???????????? ???????? (@Gattiaosta1) February 10, 2024 Bolsonaro quando então presidente era valentão, batia na mesa, em reunião com ministros esbrvejava, falava palavrões e se comportava como todo poderoso tirano. Agora foi enquadrado por XANDÃO fica parecendo um Chorão. TOC TOC TOC em breve para você Bolsonaro. BOLSONARO NA CADEIA pic.twitter.com/pSVkaY4vzP — Gilmar de Alcântara (@VoxGilmar) February 10, 2024 Eu quero que esse Vagabundo, Golpista, Mentiroso, Mentecapto, Canalha, Covarde, apodreça na Cadeia. BOLSONARO NA CADEIA não para hoje, para ontem. Para o bem do Brasil é necessário que Bolsonaro seja preso pic.twitter.com/rM5t7slSaA — Gilmar de Alcântara (@VoxGilmar) February 11, 2024 BOLSONARO NA CADEIA — Ninja Sá (@aquat888) February 11, 2024
Valdemar Costa Neto é preso em operação da Polícia Federal

Presidente do PL foi alvo de busca e apreensão, mas acabou detido pela PF O presidente do Partido Liberal Valdemar Costa Neto foi preso pela Polícia Federal após mandado de busca e apreensão em sua casa nesta quinta-feira (8). O chefe da legenda de Bolsonaro possuía uma arma de fogo sem registro em sua residência, o que motivou a detenção do político condenado. Ele foi preso em flagrante e conduzido à sede da Polícia Federal. De acordo com a jornalista Camila Bomfim, da Globo News, a arma estava com documentação vencida e registrada no nome do filho do político. Costa Neto era alvo de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma conspiração para golpe de estado engendrada núcleo duro do bolsonarismo. De acordo com a PF, havia “intrínseca relação entre núcleo jurídico da organização criminosa responsável pelas minutas golpistas e o Partido Liberal, na pessoa de seu dirigente máximo, VALDEMAR COSTA NETO”. Além de Costa Neto – que foi preso em flagrante e não era alvo inicial da PF – , foram presos Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro que fez o gesto do ‘White Power’, Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército e Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.
Bolsonaro e ex-ministros são alvo de operação da PF sobre tentativa de golpe

bozoOrdem do STF determina que Bolsonaro entregue passaporte à Justiça. Exército Brasileiro acompanha cumprimento de alguns mandados O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a PF apreenda o passaporte de Bolsonaro no âmbito da operação. Ordens de prisão também têm como alvo assessores diretos do ex-presidente, incluindo militares. “A operação é deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tentente-coronel Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada junto a investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral Federal (PGR) e já recebeu a homologação pelo STF.” Nesta quinta, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Ao todo, são 48 medidas cautelares ordenadas por Moraes, incluindo a proibição de os investigados manterem contato ou se ausentarem do país. O prazo para entrega de passaportes é de 24 horas. As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos seguintes estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados. As apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital, informou a PF.
Espionagem ilegal – Lula demite Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Abin

A exoneração do número 2 da agência, Alessandro Moretti, investigado por espionagem ilegal na gestão Bolsonaro, foi publicada em edição extra do “Diário Oficial”. Outros seis diretores são trocados em meio às investigações sobre “Abin paralela” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu ontem (30) Alessandro Moretti do cargo de diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A exoneração do número 2 da agência foi publicada na noite de ontem em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A demissão ocorre após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação que investiga suposto esquema de produção de informações clandestinas na Abin durante a gestão do então diretor e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Um dos alvos da investigação é o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apontado como bolsonarista, Moretti é suspeito de ter relações com Ramagem. Ele é egresso de posições estratégicas em órgãos comandados por bolsonaristas, incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Delegado da PF, o agora ex-diretor da Abin atuou como secretário-executivo da Segurança Pública do DF entre 2019 e 2021, na primeira gestão de Torres — que foi preso sob acusação de omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro. Moretti foi ainda diretor de Tecnologia da Informação e Inovação, entre 2021 a 2022, da PF na gestão Bolsonaro. Presença contestada Sua presença no cargo passou a ser contestada, contudo, após ele ser citado por agentes na Operação Vigilância Aproximada, deflagrada no último dia 25. De acordo com a Polícia Federal, ele participou de uma reunião com representantes de servidores da Abin, em março de 2023, e teria dito que a investigação sobre a agência tinha “fundo político” e iria passar. Para a corporação, a postura de Moretti não era a esperada para um delegado. Ainda na terça, o presidente Lula havia dito, em entrevista, que se fosse comprovado o envolvimento de Moretti no monitoramento ilegal feito no governo passado e sua relação com o ex-diretor, não haveria condições de ele permanecer na instituição. O delegado federal Alessandro Moretti estava na Abin desde março de 2023 e continuou no órgão por ter relação de confiança com o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, nomeado pelo petista. Trocas na Abin Com a saída de Moretti, o segundo maior posto do órgão passará a ser ocupado por Marco Aurélio Chaves Cepik, conforme nota divulgada pela Casa Civil da Presidência da República. Cepik é professor universitário e o atual diretor da Escola de Inteligência da Abin. Antes da Abin, Moretti ocupou direção de Inteligência Policial (2022 a 2023) e de Tecnologia da Informação e Inovação (2021 a 2022) da Polícia Federal. Ele também atuou como diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em 2020 e foi secretário-executivo de Segurança Pública do Distrito Federal, entre 2018 e 2020. Além dele, outros seis diretores foram exonerados em meio às investigações. Devido ao sigilo inerente à função, os nomes dos demais diretores dispensados e aqueles que assumem as vagas não foram publicados no Diário Oficial, apenas as matrículas. Quatro dos novos diretores são mulheres
Governador bolsonarista de Roraima é cassado pela terceira vez, por abuso de poder

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) decidiu, nessa segunda-feira (22), por 5 a 2, cassar pela terceira vez o mandato do governador Antonio Denarium. A causa: abuso de poder político e econômico. Ele teve aplicada pena de oito anos de inelegibilidade. Dessa vez, foi cassado também o mandato do vice-governador, Edilson Damião. Os dois permanecem no cargo enquanto recorrem da decisão. O caso deve subir de instância para análise do Tribunal Superior Eleitoral. A relatora, desembargadora Tânia Vasconcelos, concordou em parte com parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), segundo o qual Denarium cometeu irregularidades ao turbinar os programas Cesta da Família e Morar Melhor em ano em concorreu à reeleição. Ela afirmou que o governador “praticou condutas contrárias ao direito com especial desvio de finalidade utilizando a estrutura estatal e de vultosos recursos com o propósito de interferir no pleito eleitoral”. “A análise empreendida revela que no ano eleitoral de 2022 o gasto de recursos em medidas eleitoreiras e em flagrante infração à legislação eleitoral pode ter ultrapassado o patamar de R$ 90 milhões”, acrescentou a relatora. Segundo o voto da desembargadora, a quantia se refere à execução do programa Morar Melhor, com quase R$ 70 milhões transferidos a municípios. Em paralelo, os gastos do primeiro quadrimestre do programa Cesta da Família foram de R$ 11 milhões. Em nota enviada à imprensa, Denarium disse que respeita a decisão judicial e está confiante que sua situação será revertida em instância superior, “esclarecendo todas as questões levantadas e apresentando os contrapontos necessários”.
Mandante da morte de Marielle Franco teria foro privilegiado, diz jornal

O apontamento foi feito após a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa ir para a mesa do ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça Encaminhamentos da investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) apontam que o mandante do crime teria foro privilegiado. A informação foi publicada nesta terça-feira (23) pelo jornal O Globo. A indicação surgiu porque a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa aguarda a homologação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso está na mesa do ministro Raul Araújo. O foro por prerrogativa de função, chamado de foro privilegiado, reserva a investigação, o processo e o julgamento de autoridades por órgão judicial previamente designado, que não é o mesmo para as pessoas em geral. Além do STJ, esse órgão pode ser o Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunais de Justiça Estaduais ou Tribunais Regionais Federais, a depender da autoridade. Ronnie Lessa é acusado de ser o autor dos disparos no crime que matou Marielle e o motorista da vereadora, Anderson Gomes, em março de 2018. O caso aconteceu no Rio de Janeiro e foi assumido pela Polícia Federal em fevereiro de 2023. A delação premiada ainda está sendo negociada com a PF. Esta não é a primeira vez que a questão do foro privilegiado é levantada no caso Marielle. Anteriormente, foi divulgado que Élcio de Queiroz, outro ex-policial acusado de participação no crime, citou o nome do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, como um dos envolvidos no assassinato. Elcio também falou em delação premiada. Em 9 de janeiro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou o assassinato de Marielle será solucionado até o fim do primeiro trimestre deste ano, ou seja, até março. “É importante dizer que estamos há um ano à frente de uma investigação de um crime que aconteceu há cinco anos, com a convicção de que ainda nesse primeiro trimestre a Polícia Federal dará uma resposta final do caso Marielle”, declarou em entrevista à rádio CBN.
Polícia Federal visita Carlos Jordy; bolsonaristas tremem – Por Altamiro Borges

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (18) ação de busca e apreensão em endereços do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Ela foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em telefonemas e mensagens gravados de um fascistinha de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro. As medidas foram cumpridas no âmbito da Operação Lesa Pátria, que investiga quem insuflou, financiou e organizou os ataques terroristas do 8 de janeiro às sedes dos três Poderes, em Brasília. As investigações da PF apontaram “fortes ligações” entre o suplente de vereador Carlos Victor, vulgo CVC, com o atual líder bolsonarista na Câmara Federal. Segundo a PF, há indícios de que Carlos Jordy orientava CVC e “tinha o poder de ordenar as movimentações antidemocráticas, seja pelas redes sociais ou agitando a militância da região”. O comparsa de Campos dos Goytacazes tinha ao menos 15 grupos de WhatsApp com mensagens de teor golpistas. Numa das mensagens coletadas, de 1º de novembro de 2022, quando ocorriam os criminosos bloqueios de estradas em vários estados, CVC pergunta ao deputado: “Bom dia meu líder. Qual direcionamento você pode me dar? Tem poder de parar tudo”. Em outra, de 17 de janeiro de 2023, quando CVC já estava foragido da polícia, Jordy fez contato telefônico com o criminoso. “Como parlamentar, representante da população brasileira, ao tomar conhecimento do destino do foragido seu dever como agente público seria comunicar imediatamente a autoridade policial”, apontou a PF no pedido feito a Alexandre de Moraes.Orientava um “grupo expressivo” de terroristas Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que apoiou a solicitação, as provas coletadas comprovam que o bolsonarista, “além de orientar um grupo expressivo de pessoas, tinha o poder de ordenar as movimentações antidemocráticas, seja pelas redes sociais ou agitando a militância da região”. Em sua decisão, o ministro do STF autorizou, além das buscas, a quebra dos sigilos telefônicos e telemáticos dos dispositivos apreendidos. Desesperado, o deputado metido a valentão tentou posar de vítima. Afirmou que sofre perseguição. As provas sobre os atos criminosos de Carlos Jordy são robustas e podem até resultar em pedido de prisão, o que apavora muitos bolsonaristas que também tiveram papel ativo na preparação dos atos golpistas de 8 de janeiro. Conforme registra matéria da Folha, “apesar do diagnóstico de que a ação não tem grande impacto na imagem do grupo político encabeçado por Bolsonaro, a operação teve o efeito de espalhar medo entre aliados do ex-presidente”. Celular de Jordy apavora o clã Bolsonaro “O temor foi ampliado pelo fato de o celular de Jordy ter sido apreendido, além de outros documentos que estavam em seus endereços. Como o deputado é líder da oposição na Câmara e tem bom trânsito com toda base bolsonarista, a PF pode ter acesso a diálogos dele com a maioria dos integrantes oposicionistas da Casa”. Um dos que parece desesperado é o senador Flávio Bolsonaro, o filhote 01 do “capetão”. De imediato, ele saiu em defesa do golpista Carlos Jordy e atacou Alexandre de Moares. Para ele, é “”óbvia a perseguição política combinada com sorriso de vingança no canto da boca”. Outro pimpolho mimado do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também defendeu Jordy – esquecendo-se que no passado chegou a insinuar que ele seria “cheirador de cocaína” e oportunista político. De forma empolada, ele postou nas redes sociais. “Ouvi o exposto pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Seguindo sua linha de exposição mais uma vez ignora-se solenemente a Constituição e deflagra-se mais um capítulo do rumo assombroso para onde caminha o Brasil. Minha solidariedade a você, sua esposa e filhinha”. O que faz o medo! * Altamiro Borges é editor do Blog do Miro
Moro chega ao STF, mas como investigado – Por Altamiro Borges

Sergio Moro sempre nutriu o sonho de um dia virar ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para isso, o ex-juizeco promoveu abusos na midiática Lava-Jato, ajudou no golpe do impeachment de Dilma Rousseff, decretou a prisão de Lula e ganhou de presente um carguinho no covil fascista de Jair Bolsonaro. Apesar dessas manobras e golpes, o “marreco de Maringá” não conseguiu realizar seu desejo. Agora, porém, ele finalmente chegará ao STF, mas como investigado. A vida é cruel! Nesta semana, o ministro Dias Toffoli determinou a abertura de um inquérito contra o senador do União Brasil do Paraná. Ele atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apresentou suspeita de fraude em uma delação premiada da Operação Lava-Jato. A abertura da investigação foi revelada pela GloboNews. O processo está sob sigilo e a decisão do ministro é de 19 de dezembro, um dia antes do recesso do Judiciário. O caso ruidoso envolve o empresário e ex-deputado estadual Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. Fraude processual, organização criminosa e concussão Em depoimentos e entrevistas, ele revelou que foi obrigado a gravar pessoas de forma ilegal a pedido do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores de Curitiba, liderados pelo jagunço Deltan Dallagnol. Isso ocorreu após o empresário firmar acordo de delação premiada em 2004. Por decisão de Dias Toffoli, os investigadores agora irão apurar as suspeitas da prática de crimes como fraude processual, organização criminosa e concussão (crime contra a administração pública). O ministro do STF autorizou a abertura do inquérito, determinou a juntada dos documentos apresentados por Tony Garcia aos autos e expediu ofícios solicitando documentos da Justiça Federal em Curitiba e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Ele ainda ordenou “que seja mantido o regime restritivo de publicidade dos autos para que não haja prejuízo para as diligências solicitadas”. Tony Garcia apresentou todos os indícios de crimes da Lava-Jato à juíza federal Gabriela Hardt, em 2021. Mas a magistrada – famosa “copia e cola” de Sergio Moro – abafou o caso. O relato do empresário somente foi enviado ao STF em abril de 2023. Rosangela Moro também está na mira Mais próximo ironicamente do STF e também da perda do seu mandato de senador, o ex-juizeco e ex-ministro do fascista reagiu a decisão de Dias Toffoli. Em nota, ele afirmou que “sua defesa não teve acesso aos autos e reafirma que não houve qualquer irregularidade no processo de quase vinte anos atrás”. Ele também “nega os fatos afirmados no fantasioso relato do criminoso Tony Garcia”. Já em sua rede social, o senador postou que não teme qualquer investigação e que sempre agiu “com correção e com base na lei para combater o crime”. Será que o valentão está mesmo tão tranquilo? Nos próximos dias, o imbróglio pode ficar ainda mais cabeludo. A Folha informa que a Polícia Federal “também apontou a necessidade de investigação do caso e pediu a Dias Toffoli que sejam ouvidos no inquérito a deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), esposa de Moro, e procuradores e ex-procuradores da República que atuaram na Lava Jato, como Deltan Dallagnol”. Em relato à PF, Tony Garcia afirmou que foi “utilizado, por longo tempo, como um instrumento de constrangimento ilegal”. Sergio Moro finalmente chegou ao Supremo. Será que também irá para a cadeia – junto com a sua “conje”? Altamiro Borges é editor do Blog do Miro