Relator da CPI das Pirâmides pede o indiciamento de Ronaldinho Gaúcho

Texto foi apresentado pelo deputado Ricardo Silva (PSD-SP) e será colocado em votação na comissão. O documento também pede o indiciamento de Faraó dos Bitcoins e sócios da 123Milhas e recomenda ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o fim do prazo para expiração das milhas em programas de companhias aéreas Por Agência O Globo O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, o deputado Ricardo Silva (PSD-SP), pede o indiciamento do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, de oito operadores da 123Milhas, do homem conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, e de outras 35 pessoas. O documento também recomenda ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o fim do prazo para expiração das milhas em programas de companhias aéreas por, supostamente, causarem prejuízos aos consumidores. O relatório do deputado ainda será analisado pela CPI, o que ocorrerá até quarta-feira, quando se encerra o prazo de funcionamento da comissão. Ronaldinho, que foi ouvido pelo colegiado, é citado pela suposta prática de estelionato e lavagem de bens e capitais, entre outros crimes. O antigo craque da Seleção Brasileira foi chamado por sua ligação com uma empresa que prometia retornos financeiros após investimentos em criptomoedas. Em suas considerações iniciais, ele afirmou que não era sócio da empresa 18K Ronaldinho. Segundo ele, seu nome foi usado indevidamente. De acordo com Ronaldinho, ele licenciou sua imagem para fazer propaganda para a venda de relógios para outra empresa, a 18K Watches. Faraó dos Bitcoins O relator pede o indiciamento de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó das Bitcoins, por acusado de estelionato, lavagem de bens e capitais e delito de gestão fraudulenta. Ele é apontado pelo Ministério Público do Rio como chefe de uma “tropa” armada para monitorar e até matar concorrentes no mercado das criptomoedas. Ele segue preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e responde hoje a 13 ações penais. Contra ele há seis prisões preventivas decretadas. Além deles, oito sócios da 123Milhas têm os seus indiciamentos sugeridos pelo relatório: Ramiro Julio Soares Madureira, Augusto Julio Soares Madureira, Cristiane Soares Madureira do Nascimento,Tania dos Santos Madureira, Larissa Rodrigues Garcia Goulart Ferreira, Antonia Cristina Soares Madureira, José Augusto Madureira e Rogério Júlio Soares Ferreira. Todos eles são citados junto aos crimes de organização criminosa e lavagem de ben e capitais. Em sua recomendação final, o relatório que ainda precisa ser votado, sugere ao ministro da Economia, Fernando Haddad, a criação de uma lei que trace novas regras para os programas de milhagens de companhias aéreas e recomenda o fim dos prazos para expiração das milhas — o que geraria prejuízo para os consumidores. A CPI das Pirâmides apura esquemas financeiros conhecidos como “pirâmides”, baseados na promessa de retornos muito acima dos oferecidos pelos mercados. Esses esquemas, entretanto, são insustentáveis, já que dependem do recrutamento cada vez maior de investidores, matematicamente impossível.

Extrema-direita dissemina fake news sobre 40 bebês decapitados pelo Hamas

Enquanto isso, crianças palestinas continuam assassinadas impunemente pelo governo israelense Grupos de extrema direita, incluindo parlamentares brasileiros, divulgaram, no dia de ontem, uma notícia falsa, dando conta de que 40 bebês israelenses teriam tido suas cabeças cortadas pelo Hamas. Embora seja uma informação claramente falsa, ela se alastrou como pólvora pelas redes sociais, difundida por porta-vozes da direita israelense e por parlamentares como Nikolas Ferreira (PL-MG). Um esclarecimento foi postado pelo perfil Pesquisas e Análises Eleições no X: Vocês já se depararam com a fake news de que 40 bebês israelenses foram decapitados? Pois bem: as agências de notícias foram apurar a afirmação e descobriram que se trata (felizmente) de uma MENTIRA. Todavia, o covarde Deputado Federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e toda a rede de extrema-direita, de forma coordenada, estão espalhando essa mentira. Tal atitude tem um propósito: a extrema-direita sabe que o povo brasileiro culturalmente gosta de enxergar a vida como se fosse uma novela, em que existe um lado do bem e o do mal. A tática deles é trazer conteúdos chocantes, mesmo que mentirosos, para convencer as pessoas de que o lado da Palestina é o mal e que o dos israelenses são o bem. Por que isso? Historicamente, a esquerda realmente defende o direito à existência de um Estado palestino soberano. Assim, existem muitos registros de apoio de nomes progressistas ao povo palestino. Após convencerem a população, com grande ajuda da mídia liberal, de que os palestinos são demoníacos, agora estão tentando ligar indiretamente o PT à morte de civis israelenses. Obviamente que ninguém aqui defende a morte de civis de nenhum dos lados. Eles, contudo, de forma sorrateira, estão tentando convencer a população do contrário. O que podemos fazer contra isso? Compartilhem a verdade! Não esperem passar apenas na Rede Globo. Também compartilhe o que tiver de material mostrando as atrocidades de Israel contra os palestinos antes e depois da guerra, e não apenas do grupo terrorista Hamas! Quando a morte de crianças hipotéticas causa mais comoção do que a morte de crianças REAIS, significa que tem algo de muito errado com o mundo. https://t.co/MmFqn219ci — Nathália Urban (@UrbanNathalia) October 10, 2023

Victor Bonato, evangélico bolsonarista, é preso após ser acusado de estuprar fiéis

 Adepto ao discurso de “meritocracia”, Victor nasceu em Muriaé, Minas e antes de ser preso, morava em um apartamento em Alphaville, alugado no nome da mãe Preso por suspeita de estuprar três fiéis, o empresário e “influenciador” evangélico Victor Bonato, de 27 anos, atua na área de marketing digital, se declara antifeminista e diz que recebeu a missão divina de pregar para adolescentes ricos, mais especificamente de umas das regiões mais caras do Brasil, o Alphaville. Adepto ao discurso de “meritocracia”, Victor nasceu em Muriaé, Minas e antes de ser preso, morava em um apartamento em Alphaville, alugado no nome da mãe, por R$ 5,2 mil ao mês, sem contar com o valor do condomínio. Bonato segue preso suspeito de três crimes sexuais Reprodução/Redes SociaisReportagem do metrópoles destaca ainda que Victor Bonato foi alvo de um mandado de prisão temporária no fim de setembro, acusado de estupro mediante fraude. Na ocasião, os policiais apreenderam o celular do suspeito, um iPhone 14, para analisar suas mensagens. Um dia antes de ser preso, o influencer evangélico postou um vídeo nas redes sociais no qual confessa ter cometido “pecados” e pede “perdão às meninas”.

Morre Dom Mauro Morelli, um dos responsáveis pelo Fome Zero

Líder católico estava internado em Belo Horizonte devido a complicações de saúde pela idade avançada Morreu na madrugada desta segunda-feira (9) o bispo emérito da diocese de Duque de Caxias (RJ), dom Mauro Morelli, aos 88 anos. Ele teve atuação destacada em iniciativas contra a fome no Brasil e no exterior, tendo sido o primeiro presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e um dos precursores do programa Fome Zero. A morte foi confirmada pela presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Mauro estava internado em um hospital de Belo Horizonte (MG). A diocese de Duque de Caxias informou que ele passou por “um período de enfermidade devido às complicações inerentes à idade avançada”. “Dom Mauro se destacou no serviço à Igreja, por meio dos diversos serviços pastorais que desempenhou em âmbito local, regional e nacional, desde o presbiterato. E também na luta pela dignidade humana, especialmente na incansável mobilização pelo ‘alimento, dom de Deus, direito de todos’”, destacou a CNBB em nota. Presidente do Consea entre 1993 e 1994, no governo de Itamar Franco, o religioso colaborou com o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, na fundação da Ação da Cidadania contra a Fome. Dom Mauro foi ainda integrante do Comitê permanente de Nutrição das Nações Unidas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte de dom Mauro, a quem chamou de “grande amigo que lutava por um Brasil mais justo e solidário” em postagem na rede social X (antigo Twitter). “Dom Mauro Morelli foi um incansável expoente da luta contra a fome no nosso país”, complementou o presidente. Dom Mauro Morelli foi um incansável expoente da luta contra a fome no nosso país. Primeiro presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, foi um dos responsáveis pelo projeto do Fome Zero e membro do Comitê Permanente de Nutrição da ONU. Dedicou sua vida… — Lula (@LulaOficial) October 9, 2023 Confira abaixo outras manifestações pela morte do líder católico. Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias. Ordenado sacerdote em 1965 e nomeado bispo auxiliar de São Paulo pelo papa Dom Paulo VI, Dom Mauro deixa um legado exemplar, com sua obra de evangelização. "Que possamos conhecer… pic.twitter.com/tnU8OCO17O — Geraldo Alckmin ???????? (@geraldoalckmin) October 9, 2023 Perdemos nosso amigo e companheiro Dom Mauro Morelli. Um pastor incansável, precursor da campanha pelo Fome Zero e idealizador do Conselho de Segurança Alimentar, criado no gov. Itamar Franco. Nos deixou um legado e de exemplo de episcopado compromissado com o povo!! — João Pedro Stedile (@stedile_mst) October 9, 2023 Com tristeza me despeço do Dom Mauro Morelli, primeiro presidente do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) e um dos grandes líderes do combate à fome no Brasil. Dom Mauro presente na memória de todas e todos que lutam contra fome. — Paulo Teixeira (@pauloteixeira13) October 9, 2023 Com imenso pesar, recebi a notícia do falecimento do Dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias. D. Mauro foi luz para os cristãos e pessoas de boa vontade que tiveram a honra de conviver com uma pessoa tão cordial, afável e altruísta, que sempre defendeu uma Igreja… pic.twitter.com/T4STFKbqNF — Randolfe Rodrigues (@randolfeap) October 9, 2023 Dom Mauro Morelli foi um grande lutador contra a fome no Brasil. Tive o privilégio de trabalhar com ele no Programa de Segurança Alimentar e Nutricional desenvolvido pela Itaipu Binacional e coordenado por mim. Nesse período, pude observar de perto seu compromisso incansável… pic.twitter.com/yDYnDQLmiL — Janja Lula Silva (@JanjaLula) October 9, 2023

Governo atualiza ‘lista suja’ do trabalho escravo, com mais de 200 nomes

Segundo o Ministério do Trabalho, carvoarias e áreas de criação de gado têm o maior número de casos O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta quinta-feira (5) versão atualizada da chamada “lista suja”, relação de empregadores envolvidos com trabalho análogo à escravidão. Desta vez, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), são 204 nomes, a maior quantidade já registrada. Desse total, 19 referem-se a trabalho doméstico. A relação completa pode ser conferida aqui. De acordo com o MTE, a atualização tem “decisões irrecorríveis” referentes a casos identificados pela Inspeção do Trabalho desde 2018. Esses casos abrangem 25 das 27 unidades da federação – as exceções são Acre e Amapá. Entre os estados com maior quantidade, estão Minas Gerais (37), São Paulo (32), Pará (17), Bahia e Piauí (14 cada), Maranhão (13), Goiás (11) e Rio Grande do Sul (8). Carvão, bovinos, domésticos Ainda segundo a SIT, as atividades econômicas com maior número de empregadores incluídos são produção de carvão vegetal (23) e criação de bovinos para corte (22). Em seguida, vêm serviços domésticos (19), cultivo de café (12) e extração e britamento de pedras (11). “A inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores só ocorre quando da conclusão do processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão, no qual tenha havido decisão administrativa irrecorrível de procedência”, ressalta o MTE. A atualização, semestral, visa a “dar transparência aos atos administrativos que decorrem das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão” realizadas por auditores-fiscais do Trabalho. Mais de 1.400 resgates em 2023 Essas operações costumam incluir agentes de outros órgãos públicos, como Defensoria Pública da União (DPU), Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os nomes dos empregadores devem permanecer publicados durante dois anos. Por isso, a atual lista teve 12 excluídos. Das centenas de casos, dois se destacam pela quantidade de trabalhadores resgatados. Foram 138 na Fazenda São Franck, da Agro Pecuária Nova Gália, em Acreúna (GO). E 78 em instalações de uma fábrica, ao lado de igreja em Ceilândia, no Distrito Federal, envolvendo o pastor Alírio Caetano dos Santos Junior. De acordo com os dados disponíveis na SIT, neste ano, até agora, foram resgatados 1.443 trabalhadores de situação análoga à escravidão. Em todo o ano de 2022, foram 2.587. Desde que as operações tiveram início, em 1995, o total chega a 61.711.  

STF começa a julgar mais seis réus pelos atos de 8 de janeiro; veja quem são

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, eles respondem a cinco crimes O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (6) mais seis réus pelos atos de 8 de janeiro. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, eles respondem a cinco crimes. A análise acontece no plenário virtual, em que não há debates e os ministros divulgam o voto por meio do sistema eletrônico da Corte. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou na primeira hora desta sexta pela condenação dos seis. O ministro propôs penas que variam de 14 a 17 anos de prisão, além do pagamento de parte da multa de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, que tem sido dividida pelos condenados pelos ataques em Brasília. Até o momento, o STF julgou e condenou seis réus em dois blocos distintos. As penas variaram de 12 a 17 anos de cadeia. O primeiro grupo foi a julgamento há três semanas, no Plenário do Supremo. Já a análise do segundo aconteceu no plenário virtual e terminou na última segunda-feira (2). O prazo para votos dos ministros nesse terceiro julgamento está previsto para terminar às 23h59 de 16 de outubro. Ele pode ser interrompido se houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (assim o caso vai ao julgamento presencial). Qualquer ministro pode acionar um dos mecanismos. Veja quem são os seis réus do terceiro julgamento realizado pelo STF: Claudio Augusto Felippe: policial militar do estado de São Paulo, onde mora, tem 59 anos. Ele invadiu o Palácio do Planalto, onde foi preso por PMs de Brasília. Peritos recuperaram no celular dele diálogos e mensagens a favor da intervenção militar. A defesa alega que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) é genérica e não há provas de crime. Edinéia Paes da Silva Santos: moradora de Americana (SP), 38 anos. A acusação da PGR é de que ela estava em meio à quebradeira no Palácio do Planalto. A defesa diz que ela viajou para Brasília “em uma caravana com o objetivo de participar de um movimento em prol da nação” e esteve na rampa do Planalto e depois buscou se abrigar das bombas de gás lançadas pela PM. Também negou que ela destruiu patrimônio público. Jaqueline Freitas Gimenez: moradora de Juiz de Fora (MG), tem 40 anos. A PGR acusou a ré de participar da invasão do Palácio do Planalto, onde foi presa em flagrante pela PM. Em depoimento, disse que viajou para Brasília com o intuito de participar de uma manifestação pacífica. Alegou não ter quebrado nada que entrou no Planalto para se abrigar das bombas de gás na Praça dos Três Poderes. Jorge Ferreira: agricultor de Miracatu (SP), tem 59 anos. Ele invadiu e depredou o Palácio do Planalto, segundo denúncia apresentada pela PGR. Em depoimento, negou os danos. Disse ter entrado no Planalto só para fazer fotos. Advogado negou crimes e, por isso, pediu a absolvição. Marcelo Lopes do Carmo: morador de Aparecida de Goiânia (GO), o homem de 39 anos foi acusado pela PGR de participar da invasão e depredação do Palácio do Planalto. A Polícia Federal encontrou mensagens a favor da intervenção militar no celular do réu, além de imagens e vídeos com ele nos locais de depredação. O advogado alega que o cliente foi a Brasília para uma manifestação pacífica e não participou da quebradeira. Reginaldo Carlos Begiato Garcia: tem 55 anos e é técnico de logística. Foi preso após invasão no Congresso, acusado de participar de um grupo que invadiu e depredou o prédio. A defesa alega que ele foi a Brasília apenas participar de uma manifestação pacífica e que não cometeu crime algum. Os acusados respondem aos seguintes crimes: Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: a pena varia de 4 a 8 anos de prisão. Golpe de Estado: a punição vai de quatro a 12 anos de cadeia. Associação criminosa armada: pena de um a 3 anos de prisão. Dano qualificado: pena é de seis meses a três anos de cadeia. Deterioração de patrimônio tombado: pena de um a 3 anos de prisão.

Documentos revelam que Moro tentou grampear e investigar juízes ilegalmente

Sob sigilo desde 2004, delação premiada do ex-deputado estadual Tony Garcia demonstram como o ex-juiz Sérgio Moro construiu a sua prática inconstitucional no magistério Outrora o “herói de capa”, o ex-juiz federal, hoje senador Sérgio Moro, vê sua reputação se deteriorar a cada denúncia de malfeitos na 13ª vara de Curitiba. Documentos até então sob sigilo revelam que Moro incentivou um acordo de delação premiada que previa grampear, monitorar e levantar provas contra colegas da magistratura paranaense. Os magistrados tinham foro privilegiado e estavam fora, por força de lei, do alcance do então juiz federal. Os documentos fazem parte de um acordo de colaboração premiada firmado entre o ex-deputado estadual Tony Garcia e Sergio Moro em 2004. O sigilo foi levantado pelo juiz Eduardo Appio e foram entres pelo ex-delator ao Supremo Tribunal Federal com o objetivo de anular as ações de Moro contra ele. De acordo com a delação, Tony Garcia deveria usar escutas ambientais em encontros e conversas com políticos e juristas para obter informações sobre desembargadores do Paraná e ministros do Superior Tribunal de Justiça. Os autos mostram que 30 missões foram delegadas ao delator como condição para a colaboração com o Ministério Público Federal, assinada por Moro. As informações são da jornalista Daniela Lima, da Globo News. Há registros de conversas telefônicas do ex-juiz com o réu, em que Moro chega a cobrar a entrega das tarefas que tinham sido estabelecidas no acordo. Tony Garcia busca no STF a anulação de todos os efeitos da ação de Moro contra ele. O caso está com o ministro Dias Toffoli. Ainda segundo a reportagem da Globo News, ele recebeu em anexo os registros do MPF (Ministério Público Federal), da PF (Polícia Federal) e da própria 13ª vara que tratam da colaboração de Tony com Moro por anos no Paraná. Garcia é um ex-deputado estadual paranaense, conhecido por campanhas políticas inusitadas e por manter amizades com celebridades como Pelé, Xuxa e Ayrton Senna. Em 2004, foi preso acusado de fraudes no extinto Consórcio Nacional Garibaldi. Naquele ano, Tony Garcia teve seu primeiro contato com Moro e outros agentes do Ministério Público. O ex-deputado passou a ser considerado um “megadelator” após delatar Beto Richa, Eduardo Cunha e outros figurões da política brasileira. Nesta quinta (28), após o vazamento do sigilo da delação premiada, nesta quinta (28), Garcia mandou recado a Sérgio Moro, logo após o ex-juiz refutar as acusações. “O Sergio Moro, COVARDE, CRIMINOSO E MENTIROSO CONTUMAZ, MENTE ATÉ SOBRE O QUE ASSINOU! Moro, tenha ao menos um mínimo de hombridade ao CAIR perante PROVAS IRREFUTÁVEIS. Vc jamais foi HERÓI, é BANDIDO. Sua máscara acaba de cair de vez, sua cassação e prisão é somente questão de tempo”, escreveu o ex-delator através das redes sociais. O senador Moro define as acusações como infundadas e nega qualquer irregularidade. Sempre a mesma, a justificativa: “Tony Garcia é um criminoso que foi condenado, com trânsito em julgado, por fraude e apropriação indébita”, rebateu.  

Atos golpistas – Alexandre de Moraes vota pela condenação de mais cinco réus

Julgamento virtual iniciou na madrugada desta terça-feira (26); há duas semanas, o STF condenou os três primeiros réus O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação de mais cinco réus pelos atos golpistas de 8 de janeiro. As penas impostas pelo magistrado variam de 12 a 17 anos. Os cinco foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado. Na madrugada desta terça-feira (26), o tribunal iniciou o julgamento virtual das ações penais contra os seis acusados – porém, a manifestação de Moraes sobre um dos réus ainda não aparece disponível para consulta. A votação ocorre até 2 de outubro e dez ministros ainda poderão depositar seus votos no sistema eletrônico. Até lá, pode haver pedido de vista, isto é, mais tempo para análise ou destaque, que leva o caso ao plenário físico. Eu seu voto, Moraes condena os réus João Lucas Vale Giffoni, Jupira da Cruz Rodrigues e Nilma Lacerda Alves a 14 anos de prisão. Davis Baek foi apenado com 12 anos, e Moacir Jose Dos Santos, condenado a 17 anos. STF julga mais seis golpistas de 8 de janeiro na próxima semana”O réu dolosamente aderiu a propósitos criminosos direcionados a uma tentativa de ruptura institucional, que acarretaria a abolição do Estado Democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente eleito”, escreveu Moraes no voto pela condenação de Moacir dos Santos a 17 anos de prisão. Advertisement “Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, prosseguiu. Moraes também destacou as transmissões em redes sociais dos atos golpistas que tinham o objetivo de depor o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Mais estarrecedora é a quantidade de vídeos e imagens postadas em redes sociais por inúmeros criminosos que se vangloriavam deste enfrentamento e reiteravam a necessidade de golpe de Estado com a intervenção militar e a derrubada do governo democraticamente eleito”, escreveu. Até o momento, três réus do 8 de janeiro já foram condenados pelo STF: Dois deles a 17 anos de prisão e um a 14 anos. Esses julgamentos aconteceram no plenário físico da corte. Segundo o ministro, a Corte definiu que os atos antidemocráticos aconteceram por meio de uma associação criminosa e no contexto de crimes de multidão.

Comandante do Exército se pronuncia após delação de Mauro Cid sobre militares

Tenente coronel afirmou que Bolsonaro buscou apoio da cúpula das Forças Armadas para Golpe. Então comandante da Marinha teria colocado tropas à disposição, mas foi confrontando por general do Exército Comandante do Exército, que assumiu a força após os atos golpistas de 8 de Janeiro no lugar de Júlio César de Arruda, o general Tomás Paiva se pronunciou pela primeira vez após a divulgação de trecho da delação do tenente-coronel Mauro Cid sobre a tentativa de Jair Bolsonaro (PL) de tentar cooptar a cúpula militar para um golpe de Estado após a derrota para Lula nas urnas. Segundo Mauro Cid, Bolsonaro se reuniu com a cúpula das Forças Armadas onde buscou apoio dos militares para um golpe de Estado, chegando a apresentar uma minuta que previa a prisão de adversários políticos. Cid afirmou ainda que o então comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos, teria colocado as tropas à disposição de Bolsonaro para o golpe. No entanto, o Comando do Exército e o Alto Comando das Forças Armadas não teriam aderido às ideias golpistas. Então comandante do Exército, o general Marco Antônio Freire Gomes teria ameaçado dar voz de prisão a Bolsonaro. “Se o senhor for em frente com isso, serei obrigado a prendê-lo”. Segundo reportagem de Maria Cristina Fernandes, no Valor, o general tinha conhecimento de que não havia condições para o golpe dentro do Exército. Ele sabia que os comandantes do Sul (Fernando Soares), do Sudeste (Thomaz Paiva), do Leste (André Novaes) e do Nordeste (Richard Nunes) não apoiariam quaisquer aventuras golpistas de Bolsonaro. Além disso, Freire Gomes estaria ciente de que um golpe dado por Bolsonaro não teria apoio dos Estados Unidos de Joe Biden, tanto de militares, quando de civis. Seis comitivas estadunidenses já teriam vindo ao Brasil em 2022 para dar esse recado a Bolsonaro e às Forças Armadas. Tomás Paiva Em entrevista a Igor Gadelha, do Portal Metrópoles, Tomás Paiva afirmou que não teve acesso à delação de Cid, mas que o militar deve responder ao inquérito criminal, determinado por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes de ser tomada qualquer ação administrativa no Exército contra ele. “A lei diz que, na sobreposição de ações judiciais com as ações administrativas, as judiciais prevalecem. Dessa forma temos, por lei, que esperar as manifestações da justiça que seguem seu curso”, afirmou. Sobre a trama golpista de Bolsonaro envolveu a cúpula das Forças Armadas, Tomás Paiva foi sucinto ao dizer que “o Exército cumpriu a Lei” ao garantir a posse de Lula. “O que é certo: o Exército cumpriu a lei, garantindo a posse ocorrida em 1º de janeiro. Isso era o dever constitucional e foi realizado através da Coordenação de Segurança de Área, realizada pelo Comandante da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada de Cristalina (GO)”, disse Paiva.

Ex-assessor relata relacionamento homossexual com Jair Renan, filho de Bolsonaro

Jair Renan, o 04, e pai Jair Bolsonaro. | Foto: Reprodução/Instagram

“Eu tinha um relacionamento íntimo com ele, romântico”, afirmou Diego Pupe Antigo assessor de Jair Renan Bolsonaro, Diego Pupe disse que manteve um relacionamento “amoroso e romântico” com o filho de Jair Bolsonaro (PL) com Ana Cristina Siqueira Valle, fruto do segundo casamento do ex-presidente.. “Eu tive um relacionamento com o Renan, do qual não falei para ninguém ainda. Eu estava esperando todo esse ‘auê’ da polícia, mas logo logo eu vou falar sobre isso, tá bom? Eu tinha um relacionamento íntimo com ele, romântico”, disse Pupe depois de prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na tarde desta quinta-feira (14). O relato foi publicado no Metrópoles. No final do mês passado, Jair Renan, o filho 04 de Bolsonaro, foi alvo de busca e apreensão pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Dot/Decor), unidade da PCDF. A Operação Nexum cumpriu outros quatro mandados de busca e apreensão, e dois de prisão preventiva por crimes contra a fé pública e associação criminosa, além de prejuízo do erário do Distrito Federal. Pupe afirmou a policiais civis ter ouvido de Maciel Carvalho, 41 anos – empresário de Jair Renan – a ordem para transferir a empresa RB Eventos a outra pessoa. Naquela época, o filho de Bolsonaro era investigado pela Polícia Federal pelos supostos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo a firma. Antes da mudança de dono, a RB funcionou no mesmo endereço da 357 Cursos, empresa de aulas de tiro que era comandada por Maciel. Continua após a publicidade Este ano, Jair Renan transferiu a RB Eventos para Marcos Aurélio Rodrigues, parceiro comercial de Maciel e dono da 357. A Polícia Civil suspeita que Rodrigues seja um laranja em um esquema ilegal. Não houve pagamento pela movimentação, além de a firma ter faturado R$ 4 milhões em um ano. Danilo Gentili zomba de Bolsonaro após suposto caso gay de filho ser exposto O apresentador se utilizou de uma fala do ex-presidente para ironizar situação revelada sobre seu filho ’04’ https://t.co/E2sxLqLEZk pic.twitter.com/47bXUWdf1o — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 15, 2023 Durante a noite dessa quinta-feira (14), o apresentador Danilo Gentili resolveu fazer piada com uma situação para lá de polêmica envolvendo a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, um ex-assessor de Renan Bolsonaro, Diogo Pupe, revelou ao portal “Metrópoles” que teria tido um envolvimento romântico com o filho “04” de Jair. Sem perder muito tempo, Danilo Gentili decidiu publicar uma alfinetada ao ex-presidente. O apresentador postou uma foto de Jair Bolsonaro e escreveu por cima: “‘Ter filho gay é falta de porrada!’“. Internautas aproveitaram o ensejo para relembrar outras falas problemáticas de Jair Bolsonaro sobre ter filho gay. “Bolsonaro: ‘prefiro filho morto em acidente a um homossexual’“, publicou um usuário do Twitter. “‘Ex-assessor afirma que teve um relacionamento romântico com Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente’. O pai já disse que preferia um filho bandido a um filho gay“; “O 04 não era o pegador do condomínio? Se bem que até o pai teve uma experiência no exército, o Aristides“, declararam alguns usuários do microblog. Surfando na onda de “A Fazenda”, um internauta comentou: “Uma semana antes o namorado de Jair Renan conseguiria uma vaga em ‘A Fazenda 15’“. “Duvido ter uma série com uma reviravolta maior que essa kkkkkk“; “Não queremos ele na sigla LGBT“; “Poxa, parece que um ‘fraquejou’ né?“; “Pelo visto a ‘fraquejada’ não foi só com o Carluxo né. Avisa que não queremos ele na comunidade“, comentaram usuários das redes sociais. O que aconteceu foi que Diogo Pupe prestou um depoimento para a Polícia Civil do Distrito Federal para falar sobre investigação na qual Renan Bolsonaro está envolvido. Logo após prestar os devidos esclarecimentos, o ex-assessor do “04” de Bolsonaro concedeu uma entrevista exclusiva ao portal “Metrópoles”, e falou sobre essa surpreendente relação com o filho do ex-presidente. “Eu tive um relacionamento com o Renan, do qual não falei para ninguém ainda. Eu estava esperando todo esse “auê” da polícia, mas logo logo eu vou falar sobre isso, tá bom? Eu tinha um relacionamento íntimo com ele, romântico“, revelou Diogo. A notícia caiu como uma bomba nas redes sociais e está dando o que falar.