Silvio Almeida freia teatro de senador bolsonarista com feto plástico

Eduardo Girão tentou constranger ministro dos Direitos Humanos e teve que sair envergonhado após resposta – Ele abaixou a a cabeça e se retirou após resposta de Silvio Almeida em tentativa de constrangimento – Reprodução/TV Senado O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, mostrou ao senador bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE) como deve ser feito o debate político sério e respeitoso. Em audiência no Senado nesta quinta-feira (27), Almeida criticou Girão após tentativa de constrangimento com a entrega de um boneco plástico simulando um feto. “Com todo respeito, é uma exploração inaceitável de um problema muito sério que temos no país. Em nome da minha filha que vai nascer, eu me recuso a receber isso aí”, disse o ministro, sendo fortemente aplaudido pelas pessoas que compareceram à audiência. No início deste mês de abril, a esposa de Almeida, a estilista Ednéia Carvalho, anunciou a gestação da primeira filha do casal, que está junto há 17 anos. No episódio desta quinta, Girão seguiu a cartilha habitual dos parlamentares bolsonaristas no congresso, tentando fazer uma cena teatral de mau gosto para garantir “cortes” para as redes sociais. Ele se levantou da cadeira onde estava sentado e se dirigiu à mesa onde estava o ministro (veja o vídeo abaixo). Pra quê? ???? O senador Eduardo Girão tentou entregar uma réplica de um feto humano de 11 semanas ao ministro Silvio Almeida, que se recusou a receber. A "performance inaceitável", como classificou Silvio, aconteceu em audiência pública no Senado nesta quinta (27).#BrasildeFato pic.twitter.com/YUEvO6mLnv — Brasil de Fato (@brasildefato) April 27, 2023 “Já que a gente entrou na questão da dignidade humana, vou materializar a entrega dessa criança com 11 semanas de gestação”, disse o senador, enquanto se aproximava de Almeida. “Eu não quero receber isso, por um motivo muito simples. Eu vou ser pai, agora. Eu sei muito bem o que significa isso. É uma performance que eu repudio profundamente”, respondeu o ministro, com a elegância que lhe é habitual. “Isso é um escárnio. E falo com muito respeito, respeitando seu cargo. Eu não vou aceitar esse tipo de coisa. Eu sou um homem sério, e acredito que o senhor também seja. Esse tipo de performance aqui não é o que condiz com minha maneira de ver a política”, prosseguiu Almeida. Sem alternativas, Girão abaixou a cabeça e retornou à cadeira onde estava sentado, se limitando a dizer que respeitava a postura do ministro dos Direitos Humanos. “Se o senhor fizer uma pergunta séria eu vou com maior prazer, mas esse tipo de performance é inaceitável, uma exploração de um problema muito sério que nós temos no Brasil e no Mundo. Isso aí eu não aceito”, complementou o ministro. Repercussão O caso repercutiu fortemente nas redes sociais. A grande maioria das pessoas ressaltou a postura do ministro, destacando a seriedade com que derrubou a tentativa de constrangimento do senador. Sempre ativos nas redes sociais, os bolsonaristas evitaram dar espaço para o tema. Sílvio Almeida vai se tornando, dia após dia, um de nossos grandes. ???????????????????????? https://t.co/mx4rKZiyAj — Dawisson Belém Lopes (@dbelemlopes) April 27, 2023 Escárnio: Na comissão de DH aqui no Senado, Girão e Damares tentaram entregar um feto de 12 semanas ao Min. Silvio Almeida, que está prestes a ser pai. O ministro recusou por entender a maldade: “Eu sei o que isso significa”. Gente, não está fácil fazer política séria no Brasil! pic.twitter.com/In65htlfsO — Carol Dartora (@caroldartora13) April 27, 2023 Silvio Almeida mostrou como tratar os bolsonaristas durante a CPMI do Golpe. Eduardo Girão passou vergonha. — Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) April 27, 2023 ????????Como um senador da República se presta a um papel tão deplorável? Minha solidariedade ao ministro ⁦@silviolual⁩ e à esposa, Ednéia, grávida da primeira filha. https://t.co/w9om72zor0 — Flávia Oliveira (@flaviaol) April 27, 2023 Silvio Almeida lavando a alma de quem tá de saco cheio da política como performance para rede social. Precisa acabar PARA ONTEM essa era de profissionais (políticos, principalmente) influencers. PARA ONTEM. https://t.co/0irsrYB8CW — Guilherme Felitti (@gfelitti) April 27, 2023 É assim que queremos!Colocando esse sujeitos pequenos no lugar certo! pic.twitter.com/3pXJ5Ydmlr — Nós e Conexões (@noseconexoes) April 27, 2023 Silvio Almeida e Flávio Dino estão dando um curso intensivo sobre como tratar a escória fascista que ocupa parte do parlamento brasileiro. — Vinicius Duarte (@viniciusduarte) April 27, 2023 Brasil de Fato

Bancada evangélica quer “licença” para praticar homofobia

Parlamentares querem ‘garantia’ de que conteúdos bíblicos com ofensas à comunidade LGBTQIA+, por exemplo, não sejam derrubados pelas plataformas por serem considerados homofóbicos A bancada evangélica na Câmara dos Deputados está buscando incluir uma garantia no projeto de lei das Fake News que garante que o conteúdo compartilhado por esses parlamentares e seus seguidores não seja removido pelas plataformas por ser considerado ofensivo à comunidade LGBTQIA+. Líderes evangélicos se reuniram com o relator do projeto, Orlando Silva (PC do B-SP), nesta quarta-feira (26), para negociar uma forma de incluir a garantia no texto. Em contrapartida, a bancada articula com a oposição uma manobra para bloquear essa proposta e substituí-la por outro projeto, apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), na última terça-feira (25), mais ‘alinhado’ com a bancada. Os parlamentares justificam o pedido alegando que “a ausência de menção à liberdade religiosa no texto traz risco grave à divulgação de suas crenças em redes sociais, ao tornar as plataformas ‘corresponsáveis’ por postagens de usuários e ao abrir brecha para que elas retirem do ar conteúdo considerado intolerante por algum segmento social”, destaca texto de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Lula escala o time com bons de briga e os técnicos para massacrar os terroristas

Planalto monta estratégia com time dos ‘bons de briga’ e dos ‘técnicos’ para CPMI do 8 de janeiro – Lindbergh Farias, André Janones, Renan Calheiros e Fabiano Contarato (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Billy Boss/Câmara dos Deputados | Pedro França/Agência Senado | Marcos Oliveira/Agência Senado)  A estratégia do Palácio do Planalto para a CPMI do 8 de janeiro no Congresso Nacional está montada: a ideia é dividir em dois blocos os governistas no colegiado. O primeiro bloco será formado pelos parlamentares “palanqueiros” e “bons de briga”, isto é: nomes com habilidade para o embate direto com bolsonaristas, com capacidade rápida de resposta a provocações e com expertise para disputar a narrativa nas redes sociais. O segundo bloco terá deputados e senadores técnicos, que darão profundidade aos depoimentos e densidade política à versão do governo. “Articuladores do governo ainda estão mapeando quem é quem de acordo com as indicações dos partidos”, informa o jornal O Globo. Para o bloco dos “bons de briga” são cotados os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Avante-MG) – o Avante, porém, só terá direito a uma vaga reservada a um rodízio com outras cinco legendas. Do PT também são lembrados Rubens Pereira Junior (MA) e Rogério Correia (MG) – um deles deverá ficar na suplência. Já para o time de ‘técnicos’ são lembrados os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM), Fabiano Contarato (PT-ES) e Humberto Costa (PT-PE). As estratégias não acabam por aí: “o governo também quer evitar a todo custo que a oposição reduza as discussões da CPI aos atos de 8 de janeiro. Os aliados do governo estão sendo instruídos a alargar a discussão para os acampamentos golpistas em frente aos quartéis, que se iniciaram em novembro de 2022 e são considerados epicentro da trama golpista que resultou na invasão das sedes dos Três Poderes. O objetivo do Planalto é mostrar que os ataques foram maturados ao longo de semanas e que decisões do governo anterior culminaram nas invasões”, diz a reportagem. Há ainda a orientação que sai do Planalto para que a CPMI não abra uma nova crise do governo federal com os militares. Os responsáveis pela articulação do governo envolvendo a montagem da CPMI são os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Flavio Dino (Justiça), José Múcio Monteiro (Defesa), Jorge Messias (AGU) e Vinicius Carvalho (CGU).

Bolsonaro escala filhos na CPMI do Golpe, mas o tiro poderá sair pela culatra

Ex-presidente trabalha para que Eduardo e Flávio sejam titulares da comissão para defendê-lo no Congresso; bolsonaristas já se arrependem de criar o colegiado – Créditos: Ascom/TSE (Roberto Jayme) Com medo de ficar sozinho no centro das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai se debruçar sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atua para emplacar o nome dos filhos como titulares do colegiado. O ex-mandatário quer que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estejam entre os titulares da CPMI do Golpe para defendê-lo no Congresso. Mas essa estratégia do clã Bolsonaro não conta com o apoio do presidente nacional do PL. De acordo com a coluna de Bela Megale, de O Globo, Valdemar Costa Neto sinalizou, de maneira reservada a aliados, que vê como erro a estratégia de escalação dos filhos do ex-mandatário para a CPMI. Para Valdemar, além de Bolsonaro, todo o clã iria para o centro da crise. Entre membros do PL, a leitura é que não há como o ex-presidente sair “ileso” da comissão. A CPMI do Golpe foi instalada nesta quarta-feira (26). Durante sessão conjunta do Congresso, o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fez a leitura do requerimento de instalação do colegiado. A princípio, a base governista no Congresso era contra a instalação da CPMI do Golpe. Mas houve uma mudança de estratégia, que agora defende a comissão. Essa guinada ocorreu após serem vazadas e veiculadas pela CNN Brasil imagens que mostram a atuação de agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Palácio do Planalto em meio à invasão golpista de 8 de janeiro. Com o avanço da articulação da base de apoio ao Governo Lula para atuar na CPMI, uma ala da oposição já se arrepende da criação do colegiado. Conforme noticiou a Revista Fórum na última segunda-feira (24), a investida bolsonarista para instalar a comissão começa a perder força. Segundo o jornalista Valdo Cruz noticiou no seu blog no g1 nesta quarta, alguns parlamentares não descartam a possibilidade de desistir da comissão. Em especial se a presidência e a relatoria da CPMI ficarem com nomes alinhados ao Palácio do Planalto.

Autor do PL das Fake News, detona mentira de Dalton Dallagnol, seu ex-herói

“É preciso ser muito canalha para criar uma fakenews envolvendo religião para atacar o PL 2630” Alessandro Vieira, ferrenho defensor da Lava Jato, dispara contra mentira disseminada por Dallagnol de que seu projeto vai censurar versículos bíblicos O deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) vem se ocupando, nos últimos dias, em mentir sobre o Projeto de Lei 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, proposta que está em tramitação na Câmara e que visa regulamentar as redes sociais justamente no que se refere à propagação e monetização de fake news. A principal mentira de Dallagnol é de que o projeto vai “censurar” versículos bíblicos, sendo que não há em todo o PL qualquer linha que trate sobre censura a trechos do livro religioso. O autor do projeto, que teve regime de urgência aprovado nesta terça-feira (25) e será votado na próxima semana na Câmara, é o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), que foi às redes sociais para desmentir a fake news de Dallagnol sobre “censura à bíblia”. “É preciso ser muito canalha para criar uma fakenews envolvendo religião para atacar o PL 2630. É óbvio que nenhum trecho da Bíblia será censurado, basta ler o PL”, disparou o senador. “Quem vive de mentira e crime é capaz de tudo para atacar um projeto que defende a liberdade com responsabilidade”, prosseguiu o autor do PL, em crítica indireta a Dallagnol. O mundo dá voltas Alessandro Vieira, que chamou de “canalha” quem afirma que o PL das Fake News vai “censurar a bíblia” nas redes, como fez Dallagnol, é um ferrenho defensor da Lava Jato, operação que o deputado do Podemos coordenava quando era procurador. O senador já fez, em outras ocasiões, inúmeros elogios ao parlamentar que hoje dispara mentiras sobre o seu Projeto de Lei. Em 2020, por exemplo, quando Dallagnol foi afastado da coordenação da operação, Vieira o chamou de “herói”. “Enfrentar o sistema corrupto exige coragem e sacrifício não só do combatente, mas de sua família e amigos. Deltan é um herói brasileiro. As mentiras impulsionadas com dinheiro sujo não vão apagar a história”, declarou o senador à época.

Câmara aprova urgência do PL das Fake News e impõe derrota a bolsonaristas

A votação terminou com 238 votos favoráveis à urgência e 192 contrários; resultado vai permitir que PL tramite mais rapidamente na Casa A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (25), a urgência do PL das Fake News. O texto prevê a punição das big techs por divulgação de conteúdos que violem padrões estabelecidos contra o discurso de ódio e anti-democrático. A votação terminou com um placar favorável de 238 a 192, o que representou uma derrota para os bolsonaristas. Com isso, o PL nº 2.630/20, cujo relator é o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), poderá ser votado de maneira mais rápida. Pelo cronograma, o plenário votará o mérito do texto na terça-feira (2). O PL das Fake News cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. O objetivo da proposta, de acordo com a justificação do projeto, é o fortalecimento da democracia, transparência dos provedores, coibir a difusão de notícias falsas e discursos de ódio em ambiente virtual. O principal ponto da matéria é tornar obrigatória a moderação de conteúdo na internet para que sejam identificadas, excluídas, ou sinalizadas postagens e contas com conteúdo considerado criminoso. As big techs – redes sociais, ferramentas de busca e aplicativos de mensagem – terão de analisar conteúdos considerados ilegais, avaliar riscos sistêmicos dos seus algoritmos, obedecer a regras de transparência e se submeter a auditoria externa. PL prevê equiparação da criminalização da vida real com mundo virtual Entre os argumentos favoráveis à proposta está equiparar a criminalização de condutas da vida real ao mundo virtual. Além de enfrentar conteúdos disseminados que incentivam crimes como o 8 de janeiro e o ataque a escolas. Para isso, a proposta faria com que aplicativos de mensagem limitassem a distribuição massiva de mensagens. No caso de empresas jornalistas, a proposição prevê que devem ser remuneradas pelos provedores pela utilização do conteúdo. Já a imunidade do parlamentar sobre opiniões, palavras e votos também vale para conteúdo postado nas redes sociais. As empresas também devem impedir acesso de crianças, verificar a idade dos usuários e vetar coleta de dados pessoais para perfis comportamentais deste público.

A extradição do estuprador bolsonarista Thiago Brennand- Por Altamiro Borges

Preso na semana passada nos Emirados Árabes, logo após a visita do presidente Lula ao país, o estuprador bolsonarista Thiago Brennand deve ser extraditado para o Brasil nos próximos dias. Segundo reportagem do jornal O Globo deste domingo (23), o clima entre as vítimas do empresário ricaço é de grande ansiedade. “Prisão de Brennand traz alívio, mas também aflição para as vítimas; ‘desabei em lágrimas’, conta uma das mulheres”, estampa o título da matéria. “Enquanto o governo brasileiro aguarda a extradição de Thiago Brennand, as mulheres agredidas por ele vivem a expectativa desse retorno com uma mistura de sentimentos. Ele é alvo de cinco mandados de prisão preventiva por crimes como estupro e sequestro. A imagem dele preso no Brasil seria, para as mulheres que o denunciaram, uma vitória em meio à luta por justiça em um processo com episódios de medo e sofrimento”, descreve a reportagem. Lula comemora a prisão do criminoso A modelo Alliny Helena Gomes denunciou o assediador no ano passado. Seu caso foi o primeiro a ganhar visibilidade, com a divulgação do vídeo em que o empresário discute com ela numa academia, na capital paulista. Ele agrediu a jovem com empurrões, cuspidas no rosto e puxões no cabelo, após ela recusar um convite para sair. Na sequência dessa denúncia, outras mulheres relataram que foram vítimas de maus tratos e estupros e novos processos foram abertos na Justiça. Temendo a prisão, o covarde fugiu do país em setembro do ano passado com destino a Dubai. Na quarta-feira passada (19), ao comentar o caso e sua recente visita aos Emirados Árabes, o presidente Lula festejou a prisão do estuprador. “A Polícia Federal está indo para prendê-lo aqui no Brasil. Se eu soubesse, teria trazido ele no murro, mas achei que ele é mais forte que eu. É melhor a PF cuidar disso”. Em entrevista à Folha, Lula garantiu que não tratou da extradição com o sheik Mohamed bin Zayed, mas aprovou a medida. “Não é humanamente aceitável que um brutamonte desse seja agressor de mulheres. Eu acho que ele tem que pagar”. Mídia esconde que Brennand é bolsonarista Como relembra o jornal, o ricaço “ficou conhecido após agredir, em agosto de 2022, a modelo Alliny Helena Gomes. Logo depois, a Justiça decretou nova prisão contra Brennand, sob a acusação de tatuar à força e manter em cárcere privado uma mulher em Porto Feliz (SP). No dia 7 de novembro, ele teve a terceira prisão preventiva decretada pela Justiça por suspeita de estupro que teria ocorrido também em Porto Feliz. Em 6 de março, teve a prisão decretada após a denúncia da miss e estudante de medicina Stefanie Cohen. Ela afirma que foi estuprada em 2021”. A Folha e O Globo só evitam lembrar que o empresário estuprador é um bolsonarista convicto, um típico “cidadão do bem” do fascismo nativo. Na reta final das eleições de outubro passado, ele gravou um vídeo declarando apoio a Jair Bolsonaro direto de Dubai. “Se Deus quiser, vamos vencer no segundo turno”. Em outra postagem nas redes digitais, o cínico deu sua ficha: “Sou branco, conservador, armamentista. Pela família, pela propriedade privada, pela disciplina, pelo respeito ao próximo, pela humildade, por colocar o homem no seu lugar e a mulher também”. Thiago Brennand inclusive se jactava de ter muita influência no covil de Jair Bolsonaro. Segundo longa matéria do site TAB, ele “reivindicava, com certo orgulho, a indicação do sanfoneiro Gilson Machado ao Ministério do Turismo, em 2020. Num áudio vazado no WhatsApp, porém, Thiago se refere ao ex-ministro como ‘traidor’ e ‘cuzão’, por não ter atendido as suas ligações. ‘Acreditei e acredito no Bolsonaro. Tenho críticas? Claro, sempre terei. Não sou bajulador, como algumas pessoas do governo. Algumas até que eu coloquei lá, como esse canalha desse Gilson’, disse, num vídeo gravado nos Emirados Árabes em 8 de outubro, publicado no Facebook e depois apagado”. Fonte: Blog do Miro

STF conclui votação e confirma que 100 golpistas de 8 de janeiro se tornarão réus

Indicados por Bolsonaro ao STF, Nunes Marques e Mendonça votam para não tornar 50 golpistas réus Apesar do voto contrário dos ministros, a Corte já tinha maioria para aceitar a denúncia da PGR contra 100 participantes dos atos de 8 de Janeiro Terminou nesta segunda-feira (24) a votação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que um grupo de 100 bolsonaristas acusados de envolvimento nos ataques do último dia 8 de janeiro se tornarão réus na Justiça. A votação foi concluída após os votos dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo. Ambos, em votos registrados no plenário virtual na noite desta segunda, apontaram que o Supremo não teria competência para julgar 50 denunciados pela PGR presos após os atos golpistas. Desde a última quarta-feira (19) já havia a certeza de que os indicados se tornariam réus, já que até aquele momento cinco integrantes do STF já tinham se manifestado acompanhando o voto do relator do caso, Ministro Alexandre de Moraes. “Tanto são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático, quanto aquelas que pretendam destruí-lo, juntamente com suas instituições republicanas, pregando a violência, o arbítrio, o desrespeito à separação de Poderes e aos direitos fundamentais”, argumentou Moraes, no voto que foi seguido pela maioria de seus colegas. Leia mais: O golpismo bolsonarista: do bloqueio das estradas às consequências dos ataques de 8 de janeiro Nesta terça-feira (25) começa o julgamento de uma nova leva de pessoas denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os investigados são pessoas que teriam efetivamente participado ou que financiaram ou foram autores intelectuais da barbárie bolsonarista em 8 de janeiro. Todos os investigados podem responder pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime e destruição de bem especialmente protegido.

Gonçalves Dias pede afastamento do GSI até a conclusão das investigações

Pedido de afastamento foi feito após reunião de Dias com o presidente Lula e outros ministros no Palácio do Planalto – General Gonçalves Dias (Foto: José Cruz/Agência Brasil) O general Gonçalves Dias pediu afastamento do cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República nesta quarta-feira (19). O pedido vale até o fim de investigações sobre a presença dele no Palácio do Planalto durante as invasões golpistas de 8 de janeiro. O pedido de afastamento foi feito após reunião com Lula e chefes de outras pastas, no Palácio do Planalto, segundo o G1. As imagens divulgadas pela CNN mostram o general Gonçalves Dias e funcionários do GSI circulando entre os invasores no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro. Um dos funcionários do GSI conversa com invasores e os cumprimenta. Outro trecho mostra servidores do órgão entregando água aos vândalos. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou que o governo já pediu apurações contra todos os militares suspeitos de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro na Esplanada, inclusive do GSI. Leia na íntegra a nota da Secom: A violência terrorista que se instalou no dia 8 de janeiro contra os Três Poderes da República alcançou um governo recém-empossado, portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio. As imagens do dia 8 de janeiro estão em poder da Polícia Federal, que tem desde então investigado e realizado prisões de acordo com ordens judiciais. No dia 17 de fevereiro, a Polícia Federal pediu autorização para investigar militares e, a partir do dia 27 de fevereiro, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), tem realizado tais investigações, inclusive com a realização de prisões. Dessa forma, todos os militares envolvidos no dia 8 de janeiro já estão sendo identificados e investigados no âmbito do referido inquérito. Já foram ouvidos 81 militares, inclusive do GSI. O governo tem tomado todas as medidas que lhe cabem na investigação do episódio. E reafirma que todos os envolvidos em atos criminosos no dia 8 de janeiro, civis ou militares, estão sendo identificados pela Polícia Federal e apresentados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A orientação do governo permanece a mesma: não haverá impunidade para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro. Secretaria de Comunicação Social

Secretaria Nacional de Justiça confirma extradição de Thiago Brennand

Prisão do empresário foi decretada em cinco de oito processos – Thiago Brennand (Foto: Reprodução/Redes sociais) Agência Brasil – A Secretaria Nacional de Justiça confirmou a concessão, pelos Emirados Árabes, da extradição do empresário Thiago Brennand, acusado de agressão a mulheres – uma dessas agressões foi flagrada pelas câmeras de uma academia em São Paulo. Em nota divulgada neste domingo (16), a Secretaria, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), informou que o procedimento de extradição seguirá seus trâmites regularmente, mas que não há, até o momento, previsão de quando Brennand chegará ao Brasil. A prisão preventiva do empresário, que é também acusado de possuir armas ilegais, foi determinada em setembro do ano passado pela Justiça de São Paulo. O nome dele foi então incluído na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Sua defesa informou, na época do pedido de prisão preventiva, que o empresário retornaria ao país para comparecer às audiências no fórum onde responde ao processo. O empresário, no entanto, não cumpriu com o prometido e encontra-se nos Emirados Árabes. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, Thiago Brennand é réu em pelo menos 8 processos criminais, e teve decretada sua prisão preventiva em cinco deles. O caso foi comentado na madrugada deste domingo (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa concedida em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Após confirmar a extradição do empresário brasileiro, Lula disse que o tema não foi tratado oficialmente com o xeique Mohammed bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos. “Eu fiquei sabendo que os Emirados Árabes vão fazer a extradição. Quando ela vai acontecer é uma questão da Justiça. A única coisa que eu sei é que se no mundo existir um milhão de cidadãos como este todos merecem ser punidos. Não é humanamente aceitável que um brutamonte desses seja agressor de mulheres. Acho que ele tem que pagar”, disse o presidente.