Lúcia Veríssimo posta foto beijando Cássia Kis após fala homofóbica e famosos reagem

Afastada da TV, Lúcia recebeu apoio de inúmeros famosos revoltados com a declaração da atriz global Lúcia Veríssimo, atriz, deu o troco em Cássia Kis após a fala homofóbica da global ter causado polêmica no país. Afastada da TV, Lúcia compartilhou uma foto velha em que aparece aos beijos. Meu #tbt de hoje vai ser em homenagem à Cássia Kis. Que sigamos sem hipocrisia e falso moralismo’, disparou ela, que garantiu que o beijo entre elas foi verdadeiro: ‘Sim, foi de verdade esse beijo. Sim, é a Cássia Kis quem está me beijando’, disparou. Nos comentários, vários famosos vibraram com o post da atriz veterana. ‘Viva a diversidade’, disse Maitê Proença. Muito triste ver a Cássia nesse lugar tão raivoso e tolo’, lamentou Maria Padilha. ‘Nunca vi um TBT tão maravilhoso’, ironizou Leonardo Vieira. ‘Deve ter parado de tomar os remédios controlados’, provocou Virginia Cavendish. Em live com Leda Nagle, Cássia Kis se mostra incomodada com as diferentes formas de expressar afeto nas pessoas. Não existe mais o homem e a mulher, mas mulher com mulher e homem com homem. Essa ideologia de gênero que já está nas escolas. Eu recebo as imagens inacreditáveis de crianças de 6, 7 anos se beijando, onde há inclusive um espaço chamado ‘beijódromo’ ou algo assim’, desabafou na entrevista. Globo se manifesta Em nota, a Globo se manifestou nesta quinta-feira (27) sobre a fala infeliz da intérprete de Cidália, em Travessia. ‘A Globo tem um firme compromisso com a diversidade e a inclusão e repudia qualquer forma de discriminação’, disse em um dos trechos do comunicado. O post Lúcia Veríssimo posta foto beijando Cássia Kis após fala homofóbica e famosos reagem foi publicado primeiro em Observatório dos Famosos.

Datafolha: Lula abre 6 pontos de vantagem sobre Bolsonaro – 53% contra 47%

Nos votos totais, Lula conseguiu 49% neste novo levantamento e Bolsonaro, 44% A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (27), mostrou o ex-presidente Lula com 53% dos votos válidos, contra 47% de Jair Bolsonaro (PL). Na semana passada, o petista tinha 52% e o seu adversário, 48% Nos votos totais, Lula conseguiu 49% neste novo levantamento e Bolsonaro, 44%. Brancos e nulos somaram 5%, e indecisos, 2%. Foram entrevistados 4.580 eleitores em 252 municípios entre terça (25) e esta quinta-feira (27). A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Globo. Foi registrada sob o código BR-04208/2022 no Tribunal Superior Eleitoral. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A grandeza de Tebet e Marina versus a pequenez de Ciro Gomes. Por Nathalí

Não é preciso muito para perceber que o governo Bolsonaro é um projeto misógino.  Isso, por si só, deve bastar para que uma mulher – qualquer mulher – se oponha a este projeto, que sequer, a esta altura, pode ser chamado um projeto político. Mas não é bem assim que o jogo político funciona. Como verdadeiras tias – esposas, no caso de dona Micheque – de “The Handmaid’s Tail”, mulheres têm sido usadas a rodo, chegando a serem enviadas para tentarem calar as venezuelanas vítimas do discurso pedófilo – e sabe-se mais lá do quê – de Bolsonaro, sem sucesso. Felizmente outras mulheres – como Simone Tebet e Marina Silva – uniram-se ao único capaz de salvar o país desse pesadelo. A agenda de Tebet é completamente diferente da de Lula. Historicamente uma liberal, auxiliar do golpe de Dilma Housseff (também uma mulher, é bom lembrar, embora tantos digam que não é hora), é agora sensatíssima ao defender a democracia e o Estado de Direito. Marina, evangélica fervorosa, certamente enxerga em Bolsonaro o anticristo. Foi lúcida o suficiente para não ceder às pressões de evangélicos e escolheu o lado da verdade. Duas grandes mulheres. É certo que, diferentemente de Marina, Simone lançou mão das pautas feministas na campanha sem dó nem piedade, como se fosse a maior feministona da história da p*rra toda, e devemos estar atentas a isso em uma próxima empreitada: mas, por ora, as mulheres seguem sendo as donas da sensatez, como sempre foi na história do mundo – que me desculpem os apoiadores homens, também nossos companheiros. Abrir mão – ainda que temporariamente – do próprio ego em nome de um bem maior é uma virtude das grandes almas. Nathalí Macedo http://facebook.com/escritosnathalimacedo Escritora, roteirista, militante feminista, mestranda em Cultura e Arte. Canta blues nas horas vagas.

Bolsonaro, o pedófilo presidente, é apelidado de “Tio Sukita”

“Parei na esquina, tirei o capacete e olhei umas meninas, 3 ou 4, bonitas. De 14 ou 15 anos arrumadinhas em pleno sábado em uma comunidade. Pintou um clima, voltei e perguntei ‘posso entrar na sua casa?’” Jair M. Bolsonaro, presidente do Brasil  O apelido de Bolsonaro no comitê de campanha, depois do ‘pintou um clima’ Ninguém, no comitê bolsonarista, teve coragem de dizer na frente do presidente, claro, mas muita gente ficou insatisfeita com a postura do presidente nesse episódio das meninas venezuelanas. Com todo mundo trabalhando pesado para conquistar votos a Jair Bolsonaro, ele, como de costume, acabou fazendo gol contra ao criar problemas sua língua sem freios. Entre aliados frustrados com seu erro na desastrosa fala sobre as venezuelanas, o “pintou um clima”, Bolsonaro ganhou um apelido: “Tio Sukita” (Radar Revista Veja) Quem é o Tio Sukita? No anos 1990, o refrigerante Sukita lançou um comercial que ficou famoso graças ao cinquentão sem noção, conhecido como o tio da Sukita. Na década de 1990, uma campanha lançada para o refrigerante da marca Sukita ficou muito famosa na TV, isso, graças ao tio da Sukita. Tebet para Bolsonaro: ‘Lugar de pedófilo é na cadeia!’ A senadora Simone Tebet (MDB) chamou nesta sexta-feira (21) o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, de pedófilo e afirmou que “lugar de pedófilo é na cadeira”. Terceira colocada na disputa presidencial no primeiro turno das eleições deste ano, Tebet falou sobre a declaração de Bolsonaro de que “pintou um clima” com adolescentes venezuelanas. “Eu quero dizer que a Claudilene [Costa, é professora do Vale do Jequitinhonha] foi muito delicada quando ela disse que ‘pintou um clima’ é crime. É mais do que isso, isso é pedofilia, e lugar de pedófilo é na cadeia. Eu não tenho medo, eu já chamei o presidente de covarde, e não tenho medo de dizer que ele cometeu um crime”, afirmou ela. A declaração da senadora aconteceu durante ato político do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Teófilo Otoni, Minas Gerais. De acordo com registro do portal Metrópoles, o ex-presidente e apoiadores seguravam uma flor amarela, símbolo da campanha Faça Bonito, movimento que combate a violência sexual contra crianças e adolescentes. “Quando tirarem a faixa dele [de Jair Bolsonaro], e o povo vai tirar, nós veremos as rachadinhas, veremos a compra de mansões com dinheiro vivo, veremos os escândalos de corrupção desse governo”.

Roberto Jefferson se entrega após atacar policiais federais

Ex-parlamentar é conduzido à Superintendência da PF após resistir à prisão e promover ataque com fuzil e granadas O ex-deputado federal e ex-presidente do PTB Roberto Jefferson se entregou à Polícia Federal no início da noite deste domingo (23) e foi levado à Superintendência do órgão. Mais cedo, ele atacou policiais federais que cumpriam uma ordem judicial de restabelecimento de prisão em regime fechado e de busca e apreensão na residência por “desrespeito às medidas restritivas estabelecidas” no cumprimento da prisão domiciliar, Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Jefferson disparou mais de 20 tiros de fuzil e atirou duas granadas contra policiais federais. Fontes ouvidas pela reportagem e que participam da apuração do episódio dizem ainda que os disparos foram realizados no momento da chegada do carro da PF no local. Antes de o ex-parlamentar se entregar, o candidato derrotado à Presidência pelo PTB, Padre Kelmon, entregou armas que estavam em poder de Roberto Jefferson à polícia. Um reboque retirou o carro da PF que havia chegado mais cedo com os agentes que cumpririam a ordem judicial. O veículo tinha marcas de tiros no para-brisa.

Roberto Jefferson ataca Polícia Federal com tiros e granada e deixa agentes feridos

“VOU ENFRENTÁ-LOS” Vídeo mostra Jefferson monitorando policiais por câmera de segurança e afirmando que disparou contra eles O ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro e guru do “padre” Kelmon Luís, que foi candidato à presidência da República, após o Superior Eleitoral (TSE), negar o registro da candidatura de Roberto Jefferson (PTB) , jogou uma granada e atirou contra agentes da Polícia Federal (PF) que foram à sua casa neste domingo (23) cumprir um mandado de prisão contra o ex-parlamentar a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois policiais foram feridos por estilhaços da granada e foram levados ao pronto socorro. Segundo a PF, após o atendimento médico, ambos foram liberados e passam bem. Na nota divulgada pela Polícia Federal, na tarde deste domingo, a corporação confirma que “a equipe da PF foi reforçada e os policiais permanecem no local com o objetivo de cumprir a determinação judicial.” Em vídeo gravado por ele dentro de casa, Jefferson monitora câmeras de segurança que mostram os policiais. Ele diz: “Eu não vou me entregar porque acho um absurdo. Chega, cansei de ser vítima de arbítrio e de abuso. Infelizmente eu vou enfrentá-los”. Em outro vídeo feito pelo ex-deputado, o a viatura da PF aparece nas câmeras de segurança. O veículo está com o vidro estilhaçado, e um agente aparece correndo. “Eles atiraram em mim e eu atirei neles. Estou dentro de casa, mas eles estão me cercando. Vai piorar muito, mas eu não me entrego”, afirma o deputado na gravação. Ele critica ainda o ministro Alexandre de Morais, a quem acusa de ser autoritário. O caso A operação da Polícia Federal ocorre um dia após Jefferson xingar a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal STF). Ele a comparou a “prostitutas”, “arrombadas” e “vagabundas”, em vídeo publicado nas redes sociais da filha Cristiane Brasil (PTB). O ex-deputado está em prisão domiciliar desde janeiro deste ano, quando saiu do regime fechado por questões de saúde.  Em agosto do ano passado, ele teve a prisão decretada após propagar novas ameaças às instituições de justiça do país. Em reação ao vídeo que ataca Cármen Lúcia, a Associação Brasileira De Juristas Pela Democracia (ABJD) apresentou ao ministro Alexandre de Moraes um pedido de revogação de prisão domiciliar de Roberto Jefferson. No vídeo, o ex-deputado afirma que está “indignado, fui rever o voto da bruxa de Blair, da Cármen ‘Lúcifer’, na censura prévia à Jovem Pan, olhei de novo, não dá pra acreditar… Lembra mesmo aquelas prostitutas, aquelas vagabundas, arrombadas, né? Que aí viram pro cara e dizem ‘Ih, benzinho, no rabinho? Nunca dei o rabinho, é a primeira vez’… Ela fez pela primeira vez, ela abriu da inconstitucionalidade pela primeira vez… Ela diz assim, “é inconstitucional censura prévia, é contra a súmula do Supremo, mas é só dessa vez, benzinho… Bruxa de Blair, é podre por dentro e horrorosa por fora, é uma bruxa, uma bruxa… Se puser um chapéu bicudo e uma vassoura na mão, ela voa… Deus me livre dessa mulher que tá aí nessa latrina que é o Tribunal Superior Eleitoral”, disse Roberto Jefferson. O ex-deputado se refere a decisão da ministra Cármen Lúcia, no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que obrigou a retirada de fake news da emissora de rádio, TV e plataformas de internet Jovem Pan. Com o voto dela, a corte somou maioria pela decisão que exige a emissora dar direito de resposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por declarações falsas ou distorcidas feitas por comentaristas do canal. Alexandre de Moraes, que já havia se manifestado nas redes sociais criticando as “agressões machistas e misóginas” de Jefferson, determinou a ação da PF que foi até a casa do deputado na manhã deste domingo (23). ECN com Brasil de Fato

Lula vence no TSE e terá direito de resposta contra as fake news de Bolsonaro

A alteração ocorre no número de inserções: anteriormente eram 164, agora, são 118 O Tribunal Superior Eleitoral definiu em sessão aberta ao plenário neste sábado (22) conceder à campanha do ex-presidente Lula (PT) direito de resposta em inserções na TV que eram destinadas à propaganda da campanha à reeleição de Jair Bolsonaro. A alteração ocorre no número de inserções: anteriormente eram 164, agora, são 118. Os direitos de resposta dizem respeito a campanha de fake news promovida pelo bolsonarismo com ataques sórdidos a Lula. Na quarta-feira (19), a ministra Maria Cláudia Bucchianeri atendeu a um pedido da defesa de Lula e autorizou as respostas por causa de afirmações consideradas ofensivas ou descontextualizadas nas propagandas. Mas, na noite de quinta-feira, a ministra acolheu um recurso da defesa de Bolsonaro e suspendeu a sua própria decisão até que o plenário analisasse o caso. Acompanharam o voto de Maria Claudia Bucchianeri os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Sergio Banhos. Os outros dois ministros – Benedito Gonçalves e Raul Araújo – ainda não se manifestaram no plenário virtual, onde o julgamento está ocorrendo. O petista teria direito às inserções devido às peças eleitorais veiculadas pela campanha do presidente entre os dias 11 e 17 de outubro. Segundo a ação apresentada pelos advogados do PT, as propagandas buscam “incutir a ideia de que Lula estaria associado à criminalidade”.

João Guilherme, filho do sertanejo Leonardo, declara voto em Lula

Ator compartilhou stories falando sobre as eleições de domingo e usando chapéu com a marca do PT João Guilherme, filho do sertanejo Leonardo, surpreendeu muita gente ao surgir nos stories do Instagram nesta última semana, acompanhando o Debate na Globo. Sendo assim, o jovem ator ainda chocou ao surgir usando um boné com a logo do PT, confirmando assim, seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva. Dessa forma, por meio dos stories no Instagram, João Guilherme causou ao falar sobre politica e pedir aos seus fãs que votassem organizado no domingo, 02 de outubro. “Domingo é dia de votar. Espero que vocês sejam aptos e organizados pra fazer a diferença”, escreveu o ator, em um de seus stories. “Hoje estou triste. Sei bem da influência do meu pai, ele é gigante e querido por tantos… mas joga no time errado e está cego. Diante de todos os últimos escândalos envolvendo o atual mandatário ver alguém tão importante pra mim declarar apoio dessa forma me enoja. É tanta ignorância que nem sei. É como se eu não tivesse minhas duas irmãs mais velhas que já tiveram 14, 15 anos… ou minhas sobrinhas”, escreveu ao recordar o episódio em que Bolsonaro diz que “pintou um clima” com garotas venezuelanas da faixa etária supracitada. Hoje to triste. sei bem e a influência do meu pai, ele é gigante, querido por tantos… Mas joga no time errado e está cego. — J҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022 Em suma, nas imagens, João ainda surge comentando sobre a postura de Lula, Bolsonaro e Padre Kelmon que participaram na última quinta, do Debate na Globo. Aliás, nas redes sociais, principalmente através da página Lets Gossip, muitos internautas falaram sobre a decisão de João em votar em Lula Sendo assim, uma internauta escreveu: “Sensato ao contrário da sua família”, comentou uma. “João Gui o único que escapa da família”, declarou outra. “Provando que tem rico de berço e tem consciência, empatia. E quem ficou rico não tem. Boa João!”, afirmou mais uma.

Bolsonaro pedófilo” vira o tema mais comentado no twitter

Em entrevista a um podcast nesta sexta-feira (14), Jair Bolsonaro relatou um flerte sexual com uma menina de 14 anos A hashtag #bolsonaropedofilo se tornou o tema mais comentado no Brasil, depois que Jair Bolsonaro confessou um flerte sexual com uma menina de 14 anos, nascida na Venezuela. Em entrevista ao podcast ‘Paparazzo rubro-negro’ nesta sexta-feira (14), Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, quando visitava uma comunidade, já como presidente da República, encontrou meninas de “14 ou 15 anos”, “bonitas”, “arrumadinhas”. Na sequência, ele afirmou que “pintou um clima” e entrou na casa que, ao que tudo indica, explorava a prostituição infantil. Confira: O canalha do Bolsonaro fala que "PINTOU UM CLIMA" entre ele e uma criança de 14 anos quando visitou Brasília (ele já presidente). ASSISTAM e veja o que Bolsonaro fala de uma criança de 14 anos! pic.twitter.com/Hq8DBqsS9B — Jones Manoel – YouTube: Jones Manoel (@jonesmanoel_PE) October 15, 2022 Venezuelana refuta Bolsonaro e diz que não havia prostituição de menores na casa que ele visitou A fala de cunho pedófilo de Jair Bolsonaro, em que ele disse que ‘pintou um clima’ entre ele e uma menina de 14 anos, foi refutada por uma venezuelana que estava presente no dia. “Uma das venezuelanas visitadas pelo candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) em São Sebastião, região administrativa do Distrito Federal, em 2021, rechaçou a fala do presidente sobre ter encontrado adolescentes vindas da Venezuela ‘arrumadas para ganhar a vida’, insinuando prostituição infantil”, aponta reportagem do Uol. Segundo a mulher, no dia em que Bolsonaro fez a visita, estava acontecendo uma ação social para refugiados no local. “Não tem nada a ver com o que ele está falando agora”, diz a venezuelana, que pediu para ter seu nome preservado. Além da repercussão nas redes sociais,políticos, artistas e membros da sociedade civil repudiaram as falas de Bolsonaro e cobraram providências A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que o presidente é “depravado e criminoso”. “É triste ver esse traste na presidência do Brasil”, publicou a parlamentar no Twitter. O senador Randolfe Rodrigues (Rede) relatou sentir “nojo” da fala. O senador eleito e ex-governador Flávio Dino (PSB), do Maranhão, afirmou que o Brasil não pode aceitar um pedófilo na Presidência da República. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse que acionará o Ministério Público nesta segunda-feira (17) para que seja aberta uma investigação contra Jair Bolsonaro. O deputado distrital Leandro Grass (PT-DF)também afirmou ter enviado um ofício ao Ministério Público para o encontro relatado por Bolsonaro seja investigado. “Quero saber onde foi, o que ele fez lá e o que encontrou nesse local após ter rolado ‘um clima’, como ele mesmo disse”, postou Grass no Twitter

O que é orçamento secreto? Como funciona? E por que é corrupção?

CORRUPÇÃO NO GOVERNO BOLSONARO Após prisões no MA e no PI por desvio de dinheiro liberado pelo governo Bolsonaro, mecanismo nebuloso usado para comprar votos e apoio de deputados é chamado de “maior esquema de corrupção do planeta”. Entenda O Brasil acordou nesta sexta-feira (14) com a notícia de que 60 policiais federais realizavam uma grande operação em cinco municípios do Maranhão e dois do Piauí. O motivo da investida por parte dos agentes era a utilização de documentos e papéis claramente fraudulentos que “justificavam” o aporte para prefeituras locais de valores milionários originados do famigerado orçamento secreto, obtidos pelas pornográficas emendas do relator. Para simplificar e usar como exemplo apenas um dos alvos da operação da PF, tomemos o caso da cidade de Igarapé Grande, distante 300 km da capital São Luís (MA). Por lá, os administradores informaram ao sistema do SUS que realizaram 12,7 mil radiografias de dedo em um ano, numa localidade que tem 11,5 mil habitantes, algo absolutamente ridículo e impossível de ocorrer. Só que essas informações foram colocadas nos computadores do governo de Jair Bolsonaro (PL) para que o teto de recebimento de recursos por meio de emendas do relator, do orçamento secreto, fosse aumentado e mais dinheiro chegasse aos cofres públicos. Qual deputado pediu esses recursos e como foram enviados ao destino? Isso ninguém sabe e é a partir daí, dessa destinação indiscriminada e anônima para milhares de pequenas e médias cidades do país que parlamentares, em conluio com empresários locais, afanam o dinheiro da população e o fazem chegar (seja por meio de compras ou execução de serviços, sempre superfaturados, ou até mesmo inexistentes) aos seus próprios bolsos. Especialistas em gestão pública, economia e política, desde 2019, quando o orçamento secreto foi implantado, vêm chamando a atenção da opinião pública para o que muitos consideram “o maior esquema de corrupção do planeta”, já que não há qualquer mecanismo de controle ou de fiscalização para a festança do envio de bilhões de reais para vários cantos do Brasil, tudo com a anuência e os auspícios do governo Bolsonaro, que permite o mecanismo e o estimula para manter o apoio e os votos desses deputados e senadores. Desde 2020, quando o orçamente secreto foi efetivamente colocado em prática, os 257 deputados federais do PL, Republicanos, PTB, União Brasil, PSC, PP e Patriota, que formam o Centrão e dão sustentação a Jair Bolsonaro, receberam R$ 6,2 bilhões, com destaque para o PL, legenda do presidente da República, que ficou com R$ 1,6 bilhão. Entenda exatamente como funciona o orçamento público, as emendas parlamentares “normais”, o orçamento secreto e as emendas do relator Parlamentares atendem a suas bases eleitorais por meio de emendas, que são fatias do orçamento destinadas a algum tipo de obra, projeto ou ação, nas áreas de educação e saúde sobretudo, nos estados e municípios. Para conseguir a liberação desse dinheiro há uma série de burocracias e a obrigatoriedade de se comprovar a real necessidade desses recursos, que são liberados pelo Legislativo. Essas chamadas emendas podem ser reivindicadas por um só deputado, por uma bancada de um determinado partido ou segmento, ou ainda por comissões de deputados. O processo para liberação do recurso é rígido e para os órgãos de transparência é possível monitorar quem é o parlamentar, ou a bancada, que pleiteou os valores, além de saber qual é o destino do dinheiro. No entanto, uma nova “espécie” de emenda parlamentar foi criada a partir de 2019, chamada de “emenda do relator”, ou “RP9”. Tal procedimento é considerado uma aberração em termos de transparência, já que só é possível identificar quem receberá o dinheiro e qual será a aplicação dele, sem revelar quem foi o deputado que o “conquistou”. A emenda vem no nome do relator do orçamento, uma figura genérica que muda de ano para ano na Câmara dos Deputados. Como o nome do parlamentar que foi “agraciado” com milhões de reais não é revelado, os cientistas políticos e integrantes de órgãos de transparência classificam o controverso instrumento como um verdadeiro esquema de compra de integrantes do Legislativo (parlamentares) por parte do poder Executivo (governo), que passa a distribuir bilhões de reais para deputados que não têm rosto, nem nome, e que em troca votam favoravelmente aos interesses do Palácio do Planalto. O dinheiro utilizado no pagamento dessas obscuras emendas de relator sai de um montante denominado “orçamento secreto”, que na prática acaba servindo como um fundo (ou um caixa) de onde saem bilhões de reais que “mimam” aqueles deputados que, por acaso, possam dar seus votos aos interesses do presidente da República e de seu governo. O que dizem os órgãos judiciais e de transparência O Tribunal de Contas da União (TCU) já analisou a questão do orçamento secreto e das emendas do relator, em 2020, e orientou o governo federal a dar ampla publicidade à documentação que versa sobre a distribuição desses recursos nebulosos e isso não serviria apenas aos casos daquele ano, mas sim para todos os anos seguintes. Há 11 processos correndo no TCU sobre o assunto e o mais avançado deles é um que trata de obras realizadas na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) realizadas com dinheiro oriundo de emendas do relator. O responsável por essa ação é o ministro Antonio Cedraz. O Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2021, decidiu por 8 votos a 2 manter a decisão da ministra da corte Rosa Weber, em caráter monocrático, que suspendeu o pagamento das emendas de relator autorizadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Os autores da ação que pediu a paralisação dos pagamentos, que vêm sendo usados para “comprar” votos de parlamentares em favor dos interesses do governo Bolsonaro, foram as bancadas do PSOL, do Cidadania e do PSB. “Enquanto as emendas individuais e de bancada vinculam o autor da emenda ao beneficiário das despesas, tornando claras e verificáveis a origem e a destinação do dinheiro gasto, as emendas do relator operam com base na lógica