julgamento – Júri popular de Flordelis começa nesta segunda-feira no Rio de Janeiro

Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza será levada a júri popular nesta segunda (7), acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ele foi morto a tiros na garagem da residência da família em Niterói, na região metropolitana do Rio, em junho de 2019. A pastora é ré por suspeita de homicídio triplamente qualificado –por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima–, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. Ela nega. Também serão julgados Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira, filhos adotivos de Flordelis, Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da pastora, e Rayane dos Santos Oliveira, sua neta. A expectativa é que o julgamento ocorra em mais de um dia. Inicialmente, o júri começaria em 12 de dezembro, mas foi antecipado por causa da Copa do Mundo. À Folha, o advogado Rodrigo Faucz, que representa Flordelis, Marzy, André e Rayane, disse que a defesa vai apresentar dados captados pela nuvem do celular do pastor Anderson. O aparelho, no entanto, nunca foi encontrado. De acordo com Faucz, o material traz pesquisas feitas por Anderson para a contratação de garotas de programa e casas de swing. “Esses dados mostram que ele era um predador sexual”, afirmou. A advogada Daniela Corrêa Grégio Leite, que defende Simone, disse que irá mostrar conversas que provariam que sua cliente sofria abuso sexual. Simone já disse que mandou matar o padrasto porque era abusada por ele, isentando a mãe de culpa no crime. ngelo Máximo, advogado da família do pastor, nega as acusações. “A prova que está no processo é a de que Anderson foi vítima de um brutal homicídio perpetrado pela sua esposa, a mando dela, com a participação de filhos. Agora estão querendo acusá-lo de estupro, de abuso sexual, o que é inadmissível”, disse. Anderson tinha 42 anos quando foi assassinado na garagem de casa que morava com Flordelis e mais 35 filhos. Foram constatadas 30 perfurações de bala em seu corpo. A pastora, que estava com a vítima no momento do crime, relatou em depoimento que o marido teria sido morto em um assalto. Mas logo a versão de latrocínio caiu por terra. O inquérito sobre a morte do pastor foi concluído em agosto de 2020 com o indiciamento de Flordelis como mandante. Segundo a polícia, o crime foi motivado por questões financeiras e poder na família. As investigações revelaram ainda que Flordelis começou a tentar matar o marido em maio de 2018, envenenando-o aos poucos. Após a conclusão do inquérito, o PSD suspendeu a filiação de Flordelis. Em 11 de agosto de 2021 ela teve seu mandato cassado, e dois dias depois foi presa. (ALÉXIA SOUSA/Folhapress)
Suspensão – Após Nikolas, Twitter retém contas de Major Vitor Hugo e Coronel Tadeu

Major Vitor Hugo e Coronel Tadeu, ambos do PL, tiveram contas retidas no Twitter — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Billy Boss/Câmara dos Deputados O Twitter reteve mais duas contas de políticos ligados à direita neste domingo (6). Após suspender o perfil do vereador de Belo Horizonte e futuro deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o site não mostra mais as atualizações dos deputados federais Coronel Tadeu (PL-SP) e Major Vitor Hugo (PL-GO). O Twitter não dá explicações sobre o que motivou a retenção das contas dos três políticos, mas exibe a seguinte mensagem em todos os casos: “A conta foi retida no Brasil em resposta a uma exigência legal”. No caso de Nikolas, o próprio vereador informou que a medida da rede social atendeu a uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Instagram do futuro deputado também foi suspenso por algumas horas, mas ele retomou o acesso nesse sábado (5), quando publicou uma foto do presidente Jair Bolsonaro (PL) fazendo um coração, com a legenda “Oi, testando”. Siga O Tempo no Google News Seguir Os três políticos fazem parte de um grupo de parlamentares que tem questionado os resultados das urnas eletrônicas, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há uma semana. Eles têm usado um relatório do argentino Fernando Cerimedo para apontar eventuais fraudes no pleito. O documento, no entanto, não traz qualquer comprovação de falha na apuração. Outro que teve a conta suspensa foi Marcos Cintra, candidato a Vice-Presidência do Brasil na chapa de Soraya Thronicke (União Brasil).
Acabou: Bolsonaro se reúne com Alckmin e garante ajudar na transição para o governo Lula

Enquanto alguns golpistas insistem em bloquear rodovias, transição de governo avança e o próprio Bolsonaro já conversa com membros da equipe de Lula O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), escolhido por Lula (PT) para ser o coordenador da equipe de transição, se reuniu com o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3) e o mandatário prometeu que vai colaborar para o processo de mudança de governo – reconhecendo, assim, sua derrota no pleito de 30 de outubro. Alckmin participou, mais cedo, da primeira reunião oficial com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar da transição de governo, no Palácio do Planalto. Quando já deixava o local, o vice-presidente eleito foi chamado pelo chefe de gabinete de Bolsonaro para se reunir com o presidente. Comparta este artículo O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), escolhido por Lula (PT) para ser o coordenador da equipe de transição, se reuniu com o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3) e o mandatário prometeu que vai colaborar para o processo de mudança de governo – reconhecendo, assim, sua derrota no pleito de 30 de outubro. Alckmin participou, mais cedo, da primeira reunião oficial com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar da transição de governo, no Palácio do Planalto. Quando já deixava o local, o vice-presidente eleito foi chamado pelo chefe de gabinete de Bolsonaro para se reunir com o presidente. “Foi positivo. O presidente convidou, nós estávamos saindo já. Reiterou o que disse o ministro Ciro Nogueira e o general Ramos. Para que se tenha transição tranquila, da disposição do governo de prestar todas as informações, colaborações, pautadas pelo interesse publico”, disse Alckmin sobre o encontro com Bolsonaro. O fato de o próprio Bolsonaro, sem interlocutores, ter reconhecido a derrota e dado início ao processo de transição, enfraquece ainda mais o movimento golpista de apoiadores do ainda presidente, que vêm bloqueando de forma criminosa rodovias pelo país por não aceitarem o resultado das eleições. As manifestações, no entanto, vem arrefecendo e, nesta quinta-feira (3), a maior parte delas já havia sido dispersada.
Alvo do TSE e de pedidos de prisão, Carla Zambelli viaja aos EUA para “agendas pessoais”

Deputada extremista, após incentivar atosDeputada extremista, após incentivar atos golpistas de apoiadores de Bolsonaro, os abandonou para fazer viagem internacional golpistas de apoiadores de Bolsonaro, os abandonou para fazer viagem internacional Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que a também deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) “fugiu” do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil. Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados por ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29).e Na trça-feira (1), Zambelli perdeu o acesso aos seus perfis nas redes sociais, por ordem do TSE, pelo fato de ter, em publicações, fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por bolsonaristas que não aceitam o resultado eleitoral. “Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”, diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum. Ação do TSE e pedido de prisão Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam “tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação” Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos. Comparta este artículo Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que a também deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) “fugiu” do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil. Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados por ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29). Na terça-feira (1), Zambelli perdeu o acesso aos seus perfis nas redes sociais, por ordem do TSE, pelo fato de ter, em publicações, fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por bolsonaristas que não aceitam o resultado eleitoral. “Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”, diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum. Ação do TSE e pedido de prisão Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam “tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação”. Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos. Em paralelo, a oposição no Congresso Nacional e advogados articulam pedido de cassação do mandato da deputada e já protocolaram pedido de prisão pelo fato da parlamentar ter sacado uma arma e ameaçado um eleitor, um dia antes do segundo turno, simplesmente por ter sido xingada. Resolução do TSE proíbe o porte de arma, exceto a agentes de forças de segurança, nas horas que antecedem a eleição
Golpistas mantêm bloqueios após fala de Bolsonaro: “Não o queremos mais como presidente”

Líder golpista em SC, um dos estados onde ainda há mais bloqueios ilegais, diz que vídeo divulgado por Bolsonaro para liberar estradas é “zum zum zum” e prega abandono ao presidente. “Queremos, sim, uma intervenção militar” Mesmo após pedido de Jair Bolsonaro (PL) em live para que os apoiadores liberassem as rodovias, os golpistas mantiveram bloqueios das estradas em ao menos 8 estados. Segundo o último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado às 6h17 desta quinta-feira (3), ainda há 63 interdições. O maior número de bloqueios está em Mato Grosso, com 27 interdições, seguido de Santa Catarina, com 17. ???? Ocorrências em rodovias federais no Brasil ????️ Total de manifestações desfeitas: 834 pic.twitter.com/CMG3P0qbU2 — PRF Brasil (@PRFBrasil) November 3, 2022 Segundo publicou o site Metrópoles, a PRF já multou cerca de dois mil motoristas até essa quarta-feira, num total de R$ 18 milhões em autuações em rodovias federais e estaduais. Em vídeo que circula nas redes e em grupos de WhatsApp, parte dos golpistas dão sinais que abandonaram Bolsonaro e agora pedem intervenção das Forças Armadas. “Que essas informações cheguem a outros grupos que estão com esse mesmo propósito, que é salvar a nossa pátria. Teve um zum zum zum ai, que o Bolsonaro se pronunciou, pediu a liberação das pistas. Se acontecer, se botamos no lugar dele, ele ainda é presidente. Cada um de nós senta na cadeira dele, se ele não fizer, vai ser omisso, se ele está gostando, ou seja… Temos que ter noção de uma coisa: nós não temos mais presidente, não queremos mais o Jair Messias Bolsonaro como presidente. Queremos, sim, uma intervenção militar, queremos o Exército para vim botar a ordem no nosso país”, diz o homem, que foi identificado no Twitter como “líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina”. Líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina, diz que eles não querem mais Bolsonaro, querem o exército ????????♀️ que vergonha disso tudo! pic.twitter.com/7LBEvUjx7y — Greici Siezemel (@greicisiezemel) November 2, 2022 Na noite desta quarta, Bolsonaro disponibilizou o vídeo em suas redes em que ele pede para os golpistas liberarem as rodovias. “É legítimo. Mas eu quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, de manifestações legítimas”, disse o presidente, pedindo que os atos continuem em outros locais.
Bolsonaro faz apelo para que manifestantes desocupem rodovias

‘Sei que vocês estão chateados, tristes. Esperavam outra coisa, eu também. Mas temos que ter a cabeça no lugar’, disse o presidente O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que os manifestantes que participam dos protestos desta quarta-feira (2), com bloqueios de estradas e pedidos de intervenção militar, desobstruir as rodovias. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele faz um apelo a seus apoiadores, que também se manifestam pela não-aceitação do resultado das eleições, no domingo (30), que deram a vitória ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. “Sei que vocês estão chateados, tristes. Esperavam outra coisa, eu também. Estou tão triste quanto você. Mas temos que ter a cabeça no lugar. Os protestos são muito bem vindos, fazem parte do jogo democrático. […] Tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, tá lá na nossa Constituição”, disse. “Quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder essa nossa legitimidade. Outras manifestações que estão fazendo pelo país todo, nas praças, fazem parte do jogo democrático”, pediu o presidente. Em seguida, Bolsonaro diz que colocou a Polícia Rodoviária Federal para atuar na desobstrução das rodovias, “mas são muitos pontos e as dificuldades são enormes”, de acordo com o presidente. “Prejuízo todo mundo está tendo com essas rodovias fechadas”. No fim, o presidente pede que os apoiadores “não pensem mal” dele e diz aos manifestantes: “Vamos fazer o que tem que ser feito. Estou com vocês e tenho certeza que vocês estão comigo. O pedido é rodovias. Vamos desobstruí-las para o bem da nossa nação”. O vídeo também foi compartilhado nas redes sociais pelos ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Anderson Torres (Justiça), assim como alguns aliados, como um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A peça foi publicada após Bolsonaro receber, no Palácio da Alvorada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco Leal. Na noite desta quarta, pelo menos 13 estados ainda registravam bloqueio nas rodovias. Os protestos em frente a quartéis que pedem intervenção militar ocorreram em oito estados e no Distrito Federal. Pedido de intervenção é ilegal A declaração de manifestantes que fecham rodovias — estaduais e federais — pelo país sobre a existência de uma fraude nas eleições deste ano não encontra amparo legal. A Justiça Eleitoral, além de entidades nacionais e internacionais que participaram da fiscalização do pleito, confirmaram a lisura do processo. Da mesma forma, a possibilidade de uma “intervenção militar” com base no artigo 142 da Constituição, pedida por grupos de manifestantes, não tem respaldo na lei brasileira e pode resultar em processo judicial para quem fizer esse pedido.
Jornalistas da Globo comemoram vitória de Lula; emissora lamenta celebração

Um vídeo viralizou entre os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) ao criticar ‘imparcialidade’ dos veículos de comunicação. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) viralizaram um vídeo que mostra jornalistas da TV Globo comemorando o resultado da eleição presidencial desse domingo (30/10), vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A emissora emitiu um comunicado em que “lamenta” a atitude de um pequeno grupo que se esqueceu dos princípios editoriais da empresa. Bolsonaristas, como a deputada federal Carla Zambelli (PL), usaram o vídeo para atacar a emissora e criticar a falta de imparcialidade do jornalismo. “Essa é a imprensa ‘isenta’ e ‘imparcial’”, escreveu a parlamentar. Essa é a imprensa "isenta e "imparcial". pic.twitter.com/VwHUM6nAUO — Carla Zambelli (@Zambelli2210) October 31, 2022 A empresa, frequentemente atacada pelo próprio presidente Bolsonaro, que aponta parcialidade voltada para “ideologia de esquerda”, justificou as imagens. “A Globo tem cerca de 15 mil colaboradores, entre os quais 1.500 profissionais que atuam no jornalismo. A empresa, evidentemente, não tem nem pretende ter qualquer controle sobre as escolhas eleitorais de cada um desses profissionais, nem sobre como manifestam essa preferência em caráter privado”, diz o comunicado. Apesar disso, a emissora lamentou que este grupo de pessoas tenha se manifestado durante o expediente de trabalho. “No entanto, a Globo lamenta que, no ambiente de trabalho, um pequeno grupo tenha, por alguns instantes, esquecido a necessária e habitual prática de autocontenção, em respeito à norma e aos nossos princípios editoriais”, aponta. Via EM
Bolsonaro não reconheceu sua derrota no discurso e nem parabenizou Lula

Jair Bolsonaro (PL) se manifestou pela primeira vez após cerca de 48 horas do resultado das urnas, na tarde desta terça-feira (1º), sobre a sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. O presidente precisou ser convencido por ministros e auxiliares a se manifestar sob a pressão dos bloqueios realizados nas estradas por seus apoiadores contra a vitória de Lula. Diversas rodovias de todo o país estão interditadas por caminhoneiros desde a madrugada de segunda-feira (31). Em pronunciamento no Palácio do Alvorada, o chefe do Executivo não reconheceu sua derrota no discurso e nem parabenizou o Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória na eleição. Bolsonaro apenas agradeceu os votos que teve e pediu que as manifestações contra o resultado das urnas sejam pacíficas. “Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda que sempre prejudicaram a população”, disse Bolsonaro. “Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição”, afirmou. “Nosso sonho segue mais vivo do que nunca. É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros”. Pronunciamento do Presidente @jairbolsonaro de agora pouco. pic.twitter.com/nQIJnypVkJ — Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) November 1, 2022 futuro ex-presidente não fez qualquer menção sobre a transição de governo e deixou a função nas mãos do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. “O presidente Bolsonaro me autorizou, quando for provocado com base na lei, nós iniciaremos o processo de transição”, afirmou o ministro.
Geraldo Alckmin será o coordenador da transição de governo

Vice-presidente eleito, Alckmin vai coordenar a transição para o governo de Lula (Reprodução/CNN) O vice-presidente da República eleito, Geraldo Alckmin (PSB), será o coordenador da transição de governo. O anúncio foi feito no começo da tarde desta terça-feira pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A escolha é um gesto em direção ao centro e está alinhada os discursos feitos pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no discurso de vitória. O petista afirmou que precisará promover um amplo diálogo no país com a participação de vários partidos políticos. Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não ter reconhecido o resultado da eleição, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, ofereceu o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília para ser a sede da transição. Além do coordenador, Lula terá o direito de indicar um total de 50 pessoas para compor a equipe de transição. A equipe de Lula vai definir os nomes nos próximos dias. Mourão telefonou para Alckmin e se ofereceu para ajudar na transição Enquanto o presidente Jair Bolsonaro permanece em silêncio desde a noite de domingo (30), quando foi derrotado, o processo de transição do atual para o novo governo começa sem a sua participação. O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin conversou na última segunda-feira (31) com o vice-presidente Hamilton Mourão, eleito senador pelo Republicanos do Rio Grande do Sul. Alckmin ligou para Mourão para agradecer a uma mensagem enviada por Mourão. E Mourão colocou-se à disposição de Alckmin para realizar a transição. O atual vice-presidente chegou inclusive a convidar Geraldo Alckimin para uma visita ao Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência.
ÓDIO NAS ESTRADAS – STF ordena o desbloqueio imediato das rodovias

Caso descumpra a ordem, o diretor da PRF, Silvinei Vasques, será multado em R$ 100 mil por hora e também pode ser punido com afastamento do cargo Nos primeiros minutos desta terça-feira (1º), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram de maneira virtual para confirmar a decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, que determinou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e às polícias militares dos estados o desbloqueio das rodovias brasileiras ocupadas de forma irregular por manifestantes que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (PL). Na votação prevaleceu o voto do ministro Alexandre de Moraes, pelo referendo à decisão. Acompanham os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes e as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber “O quadro fático revela com nitidez um cenário em que o abuso e desvirtuamento ilícito e criminoso no exercício do direito constitucional de reunião vem acarretando efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade, que depende do pleno funcionamento das cadeias de distribuição de produtos e serviços para a manutenção dos aspectos mais essenciais e básicos da vida social”, afirmou Moraes no voto. Pedido do CNT Após caminhoneiros bolsonaristas ocuparem trechos de rodovias em estados do país nesta segunda em protesto contra a derrota do presidente Jair Bolsonaro na eleição, Alexandre de Moraes atendeu a pedidos da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral e tomou nesta segunda-feira (31), a decisão individual. “Que sejam imediatamente tomadas, pela Polícia Rodoviária Federal e pelas respectivas polícias militares estaduais – no âmbito de suas atribuições – , todas as medidas necessárias e suficientes, a critério das autoridades responsáveis do poder executivo federal e dos poderes executivos estaduais, para a imediata desobstrução de todas as vias públicas que, ilicitamente, estejam com seu trânsito interrompido”, escreveu Moraes. Moraes também estipulou que, caso descumpra a ordem, o diretor da PRF, Silvinei Vasques, seja mutado em R$ 100 mil por hora e também seja punido com eventual afastamento do cargo. Moraes intimou Silvinei, o ministro da Justiça, Anderson Torres, todos os comandantes das polícias militares estaduais, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e os procuradores de Justiça dos estados para tomarem “as providências que entenderem cabíveis, inclusive a responsabilização das autoridades omissas”. Para Moraes, pode configurar abuso “impedir o livre acesso das demais pessoas aos aeroportos, rodovias e hospitais, por exemplo, em flagrante desrespeito à liberdade constitucional de locomoção (ir e vir), colocando em risco a harmonia, a segurança e a Saúde Pública, como na presente hipótese”. Com informações do G1