Jair Bolsonaro já defendeu aborto em entrevista: “decisão do casal”

Publicada em 2000 pela “Istoé Gente”, matéria traz ainda presidente sugerindo fuzilamento de Fernando Henrique Cardoso Uma entrevista para a revista “Istoé Gente” publicada em 14 de fevereiro de 2000 com Jair Bolsonaro voltou a circular ao ser repercutida pela jornalista Mônica Bergamo, da “Folha de S. Paulo” nesta quarta (5) por conta de seu conteúdo contraditório, que destoa do discurso religioso que vem realizando em campanha. Então deputado federal, Bolsonaro afirmou que aborto deve ser “uma decisão do casal” e relatou que “passou para a companheira” a decisão de abortar o filho Jair Renan, porém ela optou por não fazê-lo. Na época da publicação da entrevista, o filho tinha um ano e meio. Hoje é conhecido como 04. Sobre seus relacionamentos, Jair Bolsonaro declarou ainda que nunca bateu em suas ex-mulheres, mas já teve “vontade de fuzilá-la várias vezes” e também que perdeu sua virgindade com uma profissional do sexo. “Eu estava na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas. Ninguém tinha dinheiro. Juntávamos uns 20 alunos, fazíamos um sorteio, íamos para o baixo meretrício e os cinco sorteados faziam fila com a mesma mulher”, ralatou. A palavra fuzilamento apareceu também em outro momento da entrevista, ao sugerir o assassinato do então presidente Fernando Henrique Cardoso. “Acho que o fuzilamento é uma coisa até honrosa para certas pessoas”, completou, compartilhando um plano de como fazê-lo. “Pode-se pegar uma arma com mira e matar o presidente em Brasília. Com uma besta dá para eliminar uma pessoa a 200 metros. Até com um canivete dá para chegar no cangote do presidente”. Sem pudor, também declarou que se divorciou da primeira esposa Rogéria Bolsonaro por ela se recusar a ser laranja quando eleita vereadora em 1992. “Ela era uma dona de casa. Por minha causa, teve 7 mil votos na eleição. Acertamos um compromisso. Nas questões polêmicas, ela deveria ligar para o meu celular para decidir o voto dela. Mas começou a frequentar o plenário e passou a ser influenciada pelos outros vereadores”, afirmou Além de querer abortar Jair Renan, Bolsonaro duvidou ser o pai da criança Além de defender o aborto de Jair Renan, prática condenada pelos católicos e evangélicos, Bolsonaro relutou em assumir a paternidade da criança. Cristina foi amante de Bolsonaro quando ele ainda era casado com a mãe de Eduardo, Flávio e Carlos. Um trecho do livro da repórter Juliana Dal Piva descreve o episódio: “O filho de Cristina nasceu às 10h55 do dia 10 de abril de 1998, na Casa de Saúde São José, em Botafogo. Cristina foi a responsável por registrar o filho no cartório: ‘Renan Valle’. O campo ‘pai’ no documento ficou sem identificação. O bebê era mais um brasileiro de ‘pai desconhecido’ ou ‘não declarado’ na certidão de nascimento. O reconhecimento da paternidade só veio depois de um exame de DNA, que comprovou que Jair era de fato o pai de Renan”. Bolsonaro não apenas sugeriu o aborto de Jair Renan, como também não acreditava que o filho era seu pic.twitter.com/C5Yl3maijj — Pragmatismo Politico (@Pragmatismo_) October 5, 2022
Bolsonaristas entram em parafuso com vídeo do presidente na maçonaria

No Telegram, vídeo gera corrente de decepção e contracorrente de justificativas em defesa de Bolsonaro “Bom dia, amigos, eu vi uma notícia que nosso presidente é maçom, estou muito desapontado.” Esse é um dos comentários que exemplificam parte da decepção de alguns bolsonaristas em grupos de Telegram nesta terça (4), quando um vídeo de Jair Bolsonaro (PL) discursando a maçons voltou a circular. “O Bolsonaro é maçom?”, “A maçonaria criou o comunismo”, “Não acredito que fiz campanha por quatro anos para um maçom”, “Em perfil de maçom, eu passo longe. Lixo satanista!” e “Pessoal, o vídeo é verdadeiro, não adianta negarmos. A pergunta que fica agora é: por que o nosso presidente está participando de cerimônias maçom?” são amostras dos comentários de frustração em grupos pró-governo. Vídeos de um canal do YouTube com títulos “Maçonaria Inimiga da Igreja” também foram disseminados nos grupos, acompanhados de comentários que a associam ao comunismo. Diante da onda de dúvidas e desapontamento, militantes logo começaram a divulgar mensagens tentando conter o dano ao explicar que Bolsonaro estava fazendo campanha. O vídeo é de 2017 e Bolsonaro, em cima de um altar, diz que percorre o Brasil para entender “os grandes problemas que temos que enfrentar”. “Petralhas estão postando vídeos e mensagens mentirosas sobre Bolsonaro: maçonaria e satanismo. Fiquem espertos e não caiam nessa!”; “Ele não é maçom, nunca foi!”; “O cara só foi pedir voto e vocês aí falando isso, Bolsonaro não é maçom. Precisamos de ajuda!”. Um dos eleitores pede que Bolsonaro se pronuncie sobre o vídeo em circulação. Além do vídeo, a ofensiva digital contra Bolsonaro passou a divulgar fake news com montagens do presidente associando-o ao demônio. “O plano oculto de Bolsonaro foi descoberto pela igreja, a mando da maçonaria, o Bolsonaro quer implantar o chip da besta na população crente, em aliança com George Soros, Mark Zuckerberg e iluminatis”, diz uma mensagem. https://twitter.com/PopOnze/status/1577144481857810433?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1577144481857810433%7Ctwgr%5Efb05edf528253095364727d56ee2c20e7369b8c4%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-25509386083916010743.ampproject.net%2F2209142312000%2Fframe.html .Segundo o Observador Folha/Quaest, que monitora 465 grupos de Telegram e 1.346 de WhatsApp, as mensagens mais virais sobre o assunto nesta terça foram as que tentaram explicar que a disseminação do vídeo é uma tática da esquerda para Bolsonaro perder voto entre evangélico eleitores.” O parlamentar escolheu como cenário da live o pátio do Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, fechada com Bolsonaro. Para defender o presidente, várias pessoas justificaram que o vice Hamilton Mourão (Republicanos), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, é maçom e que Bolsonaro precisa dialogar com todos para se eleger. Eles usam uma reportagem da Folha, de 2018, que relata que o vice é maçom há 20 anos e que incluiu em sua campanha visitas a templos dessa fraternidade de homens. No vídeo do templo, Bolsonaro diz que não está como candidato e que saiu “da zona de conforto que é um mandato parlamentar”. Muitos grupos religiosos, como parte dos evangélicos, comparam a maçonaria a uma seita. O Vaticano já afirmou que os princípios maçons são incompatíveis com a doutrina da Igreja Católica. Em 1983, o então cardeal Joseph Ratzinger, futuro papa Bento 16, assinou documento em nome da Santa Sé reforçando “o parecer negativo da igreja a respeito das associações maçônicas. A Folha mostrou que a campanha petista deve usar as imagens caso Bolsonaro suba o tom da campanha. Os termos “maçonaria”, “decepção” e “Bolsonaro satanista” também entraram na lista dos assuntos mais comentados do Twitter. O segundo dia de campanha para o segundo turno da eleição mostra que ataques envolvendo questões religiosas serão explorados na disputa por votos. O PT também voltou a ser alvo de um vídeo manipulado que mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizendo que faria pacto com o demônio. Um outro vídeo, viral nos últimos dias, ainda relaciona Lula ao “satanismo”. A coligação do partido entrou com uma representação nesta terça por propaganda eleitoral negativa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra apoiadores de Bolsonaro, como Flávio Bolsonaro, os deputados federais Carla Zambelli e Gustavo Gayer e o músico Roger Rocha Moreira pela divulgação do vídeo em que um homem que se apresenta como um suposto “satanista” e demonstra falso apoio a Lula.
FHC declara voto em Lula: “uma história de luta pela democracia e inclusão social

“Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu Fernando Henrique Cardoso Ex-presidente do Brasil e quadro histórico do PSDB, Fernando Henrique Cardoso declarou nesta quarta-feira (5) apoio ao ex-presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial contra Jair Bolsonaro (PL). O tucano destacou a “história de luta pela democracia e inclusão social” de Lula. Também pelo Twitter, Lula agradeceu: “obrigado pelo apoio, FHC. Vamos juntos pela democracia. Um grande abraço!”. No primeiro turno, FHC fez uma declaração de apoio velado ao petista. Sem citar Lula, pediu votos “em quem tem compromisso com o combate à pobreza e à desigualdade, defende direitos iguais para todos”. Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social.Voto em Luiz Inácio Lula da Silva. pic.twitter.com/xgs6citdJv — Fernando Henrique Cardoso (@FHC) October 5, 2022
Bolsonaro, a maçonaria e o próprio veneno – Por Fernando Brito, do Tijolaço*

Nada mais definidor – e assustador – do processo que está usando a fé religiosa como plataforma eleitoral do que a atitude do bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus, ontem, ao preparar-se para receber Jair Bolsonaro, de ameaçar a imprensa caso registrasse o encontro: “Receberemos aqui algumas autoridades que foram convidadas por nós. Somente esses e membros da igreja podem permanecer aqui. Se algum órgão de imprensa não autorizado estiver presente saiba que está atrapalhando o bom andamento desta assembleia e saiba que pode ser processado por atrapalhar o culto em local que é guardado pela Constituição. […] Esse é um assunto de família”. Não foi só. Os repórteres Mariana Zylberkan, Carlos Petrocilo e Renan Marra, da Folha, registram que “no momento em que Bolsonaro subiu ao púlpito, seguranças da igreja pediram aos fiéis que desligassem os celulares”. As igrejas evangélicas, assim, viraram palcos de comícios. E o debate sobre o país – em lugar de ser sobre crise, fome, pobreza – vira maçonaria, satanismo, banho de pipoca e congêneres. Segundo escreve o comentarista Otávio Guedes, da Globonews, “o termo “maçonaria” ficou durante oito horas no ranking dos 10 assuntos mais comentados no Twitter mundial. Sim, mundial. “Bolsonaro satanista” também ficou quatro horas como o assunto mais comentado no mundo todo. Segundo levantamento do analista de dados de redes sociais Pedro Barciela, as palavras “maçonaria” e “Bolsonaro” foram as mais buscadas ontem no Google, no Brasil”. Sim, Bolsonaro até provou um pouco do seu próprio veneno, com esta história aloprada da maçonaria. Sentiu o golpe, é verdade, mas não será aí que vai colher a derrota. Por mais que haja quem vote abduzido pelas maluquices que eles espalham – terra plana, vacina-jacaré, kit-gay, fechar igrejas, etc – Lula ficou a meros 1,6% da vitória porque, apesar das mentiras, existe a vida real: a das dificuldades de morar, de comer, de vestir, de ter saúde, de que seus filhos tenham futuro. A mentira, com suas pernas curtas, vai ficar para trás e a realidade vai se impor, se não nos deixarmos levar por esta transformação da política em uma espécie de seita. Foco na vida real é o que importa. * Fernando Brito é editor do Blog Tijolaço
Partido Cidadania declara apoio a Lula no segundo turno

Roberto Freire, presidente do Cidadania, disse que houve “unanimidade contra Bolsonaro” O Cidadania declarou nesta terça-feira (4) apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições 2022. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, Roberto Freire. “Uma decisão que foi quase por unanimidade. Tivemos três votos defendendo neutralidade. São 19 membros”, explicou Freire, destacando que houve “unanimidade contra Bolsonaro”. Ainda segundo o presidente do partido, “ficou claro” que estavam defendendo “a candidatura de Lula no segundo turno” e não “o PT nacionalmente Freire também destacou que Jair Bolsonaro (PL) “representa risco ao Estado Democrático de Direito”, afirmou que o apoio à candidatura petista não está condicionado a nada e que não houve contato com o Partido dos Trabalhadores para a definição. “Queremos derrotar um projeto que seja perigoso para o Brasil”, observou. Perguntado sobre o tipo de atuação do Cidadania na campanha de Lula, disse que será “participação de ativismo”, mas pontuou que, no caso pessoal dele, não subirá em palanques. Roberto Freire alertou, porém, que a decisão desta terça não impede uma futura oposição a um eventual governo Lula: “Já rompemos uma vez”. Quanto à possibilidade de o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciar também hoje apoio a Bolsonaro no segundo turno, Freire respondeu: “ele não conte comigo para isso”. O Cidadania era uma dos partidos da coligação que lançou Garcia à reeleição. O tucano não conseguiu votos suficientes para ir ao segundo turno, sendo ultrapassado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).
Lula e Bolsonaro vão disputar segundo turno à Presidência da República

O ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) avançaram para o segundo turno da eleição presidencial neste domingo, 2 de outubro. O petista recebeu 47,85% dos votos, ante 43,70% do adversário. (Resultado registrado às 21h27, com 96,93% das urnas apuradas). Simone Tebet (MDB) atingiu 4,22%, ultrapassando Ciro Gomes (PDT), que teve 3,06%. (Resultado registrado às 21h27, com 96,93% das urnas apuradas). Diante do amplo apoio que Lula conquistou na reta final da campanha, havia a expectativa de que ele pudesse ser eleito já no primeiro turno. Apoiadores do ex-presidente utilizaram as últimas semanas para pedir o chamado “voto útil” contra Bolsonaro, mirando principalmente os eleitores de Ciro Gomes.
PL pagou R$ 225 mil a instituto que fez parecer mentiroso contra urnas eletrônicas

TSE diz que documento do Partido Liberal que questiona urnas é ‘mentiroso’ e tenta ‘tumultuar processo eleitoral’ O documento foi considerado mentiroso, fraudulento e lançado com o objetivo de tumultuar as eleições O PL, partido de Jair Bolsonaro comandado por Valdemar Costa Neto, pagou ao menos R$ 225 mil ao IVL (Instituto Voto Legal), que produziu o relatório divulgado nesta quarta-feira (28) que questiona a segurança das urnas eletrônicas. O IVL foi contratado para representar a legenda na análise do pleito. Para elaborar o documento, chamado de mentiroso pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o instituto foi atrás inclusive de fundos públicos, informa reportagem da Folha de S.Paulo. O documento questiona a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Logo depois, o TSE disse que as afirmações do partido são falsas, mentirosas, fraudulentas e visam tumultuar as eleições. O pagamento ao IVL consta no balanço financeiro do PL enviado ao TSE, segundo registros de uma conta bancária identificada como “outros recursos”. A transferência eletrônica ocorreu no dia 29 de julho. Na mesma conta aparecem registradas, por exemplo, doações de empresários feitas ao partido comandado por Valdemar Costa Neto. O PL não quis se manifestar sobre o assunto. TSE diz que documento do Partido Liberal que questiona urnas é ‘mentiroso’ e tenta ‘tumultuar processo eleitoral’ Presidente da Corte Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes determinou a apuração de responsabilidade criminal de seus idealizadores e enviou o caso à Corregedoria Geral Eleitoral para instauração de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade do Partido Liberal e seus dirigentes. O documento, que tem o timbre do PL e foi distribuído pelo vice-presidente nacional da sigla, deputado Capitão Augusto, faz diversas críticas ao processo eleitoral e diz por exemplo que técnicos da corte eleitoral teriam poder absoluto para controlar os dados, critica a rede de fornecedores terceirizados do TSE e afirma que é precária a gestão de dos boletins de urna. Segundo o PL, teriam sido identificados 24 falhas, “quando confrontados com a Constituição Federal, leis, resoluções, normas técnicas e boas práticas, detalhados no Relatório de Auditoria de Conformidade do PL no TSE”. Leia na íntegra a nota do TSE: As conclusões do documento intitulado “resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE” são falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade, reunindo informações fraudulentas e atentatórias ao Estado Democrático de Direito e ao Poder Judiciário, em especial à Justiça Eleitoral, em clara tentativa de embaraçar e tumultuar o curso natural do processo eleitoral. Diversos dos elementos fraudulentos constantes do referido “documento” são objetos de investigações, inclusive nos autos do Inquérito nº 4.781/DF, em tramitação no Supremo Tribunal Federal, relativamente a fake news, e também já acarretaram rigorosas providências por parte do Tribunal Superior Eleitoral, que decidiu pela cassação do diploma de parlamentar na hipótese de divulgação de fatos notoriamente inverídicos sobre fraudes inexistentes nas urnas eletrônicas (Recurso Ordinário Eleitoral n. 0603975-98.2018.6.16.0000/PR). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, determinou a imediata remessa do documento ao Inquérito nº 4.781/DF, para apuração de responsabilidade criminal de seus idealizadores – uma vez que é apócrifo –, bem como seu envio à Corregedoria Geral Eleitoral para instauração de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade do Partido Liberal e seus dirigentes, em eventual desvio de finalidade na utilização de recursos do Fundo Partidário.
O ódio a Jair Bolsonaro uniu, finalmente, um país dividido

Muito mais que o amor a qualquer coisa, o que derrotará Bolsonaro é o ódio a ele. O Brasil se uniu contra uma figura que incorpora que o ser humano tem de pior. De Joaquim Barbosa a Angélica, de Xuxa a Celso de Mello — o que está mobilizando e provocando engajamento inédito é, para além do apoio a Lula, a repulsa, o asco, a essa figura e sua família. Bolsonaro é o bode da sala para a elite brasileira, que agora precisa de Lula para salvá-la do monstro criado por ela mesma. Lula é a Geni do establishment Em 1994, o jornalista americano Hunter Thompson escreveu na Rolling Stone o obituário de Richard Nixon. “Ele era um monstro, um mentiroso e um covarde e deveria ter sido jogado ao mar… mas era, afinal de contas, o presidente”, escreveu. Esse é o resumo que serve para nossa situção: “Ele tinha a habilidade única de fazer seus inimigos parecerem honrados, e desenvolvemos um forte senso de fraternidade. Alguns dos meus melhores amigos odiaram Nixon a vida toda. Minha mãe odeia Nixon, meu filho odeia Nixon, eu odeio Nixon, e esse ódio nos uniu.” “Se as pessoas certas estivessem encarregadas do funeral de Nixon, seu caixão teria sido lançado em um daqueles canais de esgoto a céu aberto que deságuam no oceano ao sul de Los Angeles. Ele era um porco e um tolo tagarela. (…) Seu corpo deveria ter sido queimado em uma lixeira.” Richard Nixon, diz Hunter Thompson, “era um homem mau – mau de uma forma que apenas aqueles que acreditam na realidade física do Diabo podem entender. Ele era totalmente sem ética ou moral ou qualquer senso de decência ‘Algumas pessoas dirão que palavras como escória e podre são erradas para o jornalismo objetivo – o que é verdade, mas eles não entendem. Foram os pontos cegos embutidos nas regras e dogmas que permitiram a Nixon entrar na Casa Branca em primeiro lugar. Ele envenenou nossa água para sempre”, afirma. Bolsonaro envenenou nossa água para sempre. Nunca mais seremos os mesmos. Por mostrar no espelho o que odíavamos ver, ele precisa ser destruído. E agora somos milhões de irmãos e irmãs, unidos pelo nojo. Via DCM
Ipec: Lula cresce, tem 52% dos votos válidos e venceria no 1° turno

Nova pesquisa, divulgada no fim da tarde desta segunda (26), mostra que vantagem do ex-presidente sobre Bolsonaro aumentou e pleito deve ser decidido neste domingo (2) A nova pesquisa Ipec (antigo Ibope) sobre a corrida presidencial, divulgada às 18h05 desta segunda-feira (26), mostrou que o ex-presidente Lula (PT) ampliou ainda mais sua vantagem sobre o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), e ficou ainda mais próximo de uma vitória em primeiro turno. Lula foi de 47% dos votos totais para 48%, enquanto Bolsonaro permaneceu estagnado nos mesmos 31% de sete dias atrás. Com base nesses números, excluindo os votos brancos e nulos, o petista tem 52,17% dos votos válidos e encerraria a disputa já no próximo domingo, dia 2. Em terceiro lugar aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que obteve 6% das intenções de voto (ele tinha 7% na semana passada), seguido pela senadora Simone Tebet (MDB), com 5%. Os votos brancos e nulos somaram 4% do total de entrevistados, enquanto que os indecisos são a mesma quantidade.
Debate SBT: conversa de Ciro com Fábio Faria gera críticas ao candidato

Ciro Gomes nega afagos com Jair Bolsonaro e diz ter “reprimido” o presidente – Imagem: Reprodução Um vídeo que mostra o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o ministro das Comunicações Fábio Faria ontem (24) durante o debate no SBT gerou críticas ao candidato. No vídeo, é possível ver que Ciro cumprimenta Fábio Faria e conversa com o ministro. Em seguida, Faria segue para dizer algo ao presidente Jair Bolsonaro (PL) —que tenta a reeleição. Nas redes sociais, a gravação rendeu comentários de desaprovação e questionamentos sobre uma possível aproximação entre Ciro e Bolsonaro Ao UOL, Faria afirmou que “ninguém combina algo em frente às câmeras”. Disse também que o “único combinado do debate foram os ataques dos candidatos e dos convidados ao Bolsonaro”. O ministro não revelou o que conversou com o candidato Ciro Gomes. A reportagem procurou também a campanha de Ciro Gomes, mas não obteve resposta. Ciro, Bolsonaro e outros quatro candidatos à Presidência da República participaram ontem de um debate promovido SBT, CNN Brasil, Veja, O Estado de S. Paulo, Nova Brasil FM e Terra. Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro foi o principal alvo. Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) foram as mais incisivas nas críticas contra o presidente. Por outro lado, os candidatos de Kelmon Souza (PTB), o Padre Kelmon, e Felipe D’Avila (Novo) serviram de apoio a Bolsonaro. O ministro Fábio Faria é genro de Silvio Santos, dono do SBT, onde ocorreu o debate. Ciro negou docilidade com Bolsonaro Nos intervalos do debate, Ciro e Bolsonaro também trocaram sorrisos. Uma outra imagem também viralizou de ontem para hoje: nela, o pedetista cobre a boca e cochicha com o presidente. Após o programa, na saída, Ciro afirmou ao jornal o Estado de S.Paulo que falou sobre uma das intervenções do presidente quando tapou a boca com as mãos: “Eu dizia a ele que Soraya não havia citado o nome dele em seu pedido de resposta”. Na mesma ocasião, Ciro negou docilidade com Bolsonaro —e aproveitou para atacar Lula. “Isso é canalhice do Lula e do PT, que tinha a oportunidade de enfrentar o fascismo. O fascista veio aqui e o falso democrata se ausenta. Como se enfrenta o fascismo? Na cabeça das pessoas. E porque ele não veio aqui, são iguaizinhos.” A mulher do pedetista, Gisele, também opinou. “Ele foi simpático com Bolsonaro na resposta que deu a ele, na resposta sobre a corrupção”, disse, em tom irônico. Ciro citou casos da gestão Bolsonaro que, segundo ele, são “mal explicados”, além dos imóveis comprados em dinheiro vivo pela família do presidente. No Twitter, após a publicação desta reportagem, neste domingo, a equipe do pedetista alegou que “os canalhas da mentira e da manipulação usaram essa imagem [em que ele esconde a boca] para difamar Ciro” e que, na verdade, ele estava reprimindo Bolsonaro. ⏯️ @TodosComCiro ???? Os canalhas da mentira e da manipulação usaram essa imagem para difamar Ciro. Mas a verdade é que Bolsonaro pediu direito de resposta ao ser indiretamente atacado por Soraya. Ciro então reprime o presidente: “Ela não falou seu nome!” AUMENTE O SOM! ???? pic.twitter.com/IF2PFcHGHs — Ciro Gomes (@cirogomes) September 25, 2022 Veja a seguir alguns comentários sobre o episódio que circulam nas redes sociais: Nada como a civilidade política, não é? Vejam os folguedos auriculares de Fábio Faria com Ciro Gomes e depois com Bolsonaro. Trocavam receita de bolo. pic.twitter.com/sZ3rAyoKPh — Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) September 25, 2022 O debate é prá saber quem é mais afinado com Bolsonaro : o padre ou Ciro ???? — Gustav ???? (@GustavRamski) September 24, 2022 Esse debate não vai reverter em voto nem para Bolsonaro, nem para Ciro. Além disso, não vai tirar voto de Lula. Corre o risco é de Ciro perder voto por ficar de cochichos cúmplices com Bolsonaro. Na minha opinião, o debate não mudou em nada o cenário eleitoral atual. — Essa tal ???? Vanessa Lippelt (@vanessalippelt) September 24, 2022 Não sou afeita a teorias da conspiração, mas ficou meio estranho Ciro falar com Fábio Faria que depois correu para Bolsonaro. Opiniões? ???? pic.twitter.com/mHKM5TJOSH — ????ℕ???? ????????ℝ????????♥️???????????? (@anamariabsb) September 25, 2022 Mas qual terá sido o cochicho do Ciro Gomes para o Fábio Faria e, logo em seguida, do Fábio Faria para o Bolsonaro? pic.twitter.com/uS90iVQaxh — Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) September 25, 2022 Uol, com informações do Estadão Conteúdo*