Quer uma marca de arroz que não fale mal do SUS? O MST tem um orgânico e com preço justo

O MST é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina – Maiara Rauber Fábio Rigo, herdeiro da marca de arroz Prato Fino, atacou SUS nas redes sociais nesta semana Diferente de Fábio Rafael dos Santos Rigo, herdeiro da marca de arroz Prato Fino, que desfere ataques aos Sistema Único de Saúde (SUS), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, publicou ainda no começo da pandemia, em março de 2020, 10 razões para defender o sistema. Entre os 10 motivos, estão os seguintes: graças ao SUS, o Brasil está melhor posicionado no combate ao coronavírus; vacinação é direito; acesso a medicamentos gratuitos; atendimento médico para o campo; 1,5 bilhão de procedimentos realizados por ano; e maior sistema de saúde pública do mundo. Rigo atacou o SUS nesta semana com xingamentos à imunização contra a covid-19 e menosprezando o impacto da doença que já matou quase 600 mil brasileiros. “E pau no cu do SUS. Quero é que seja vendido. Quem pode mais, chora menos. Lei da selva. Tive Covid e não me fez cócegas. Prefiro o Covid do que essa merda de vacina”, dizia o texto publicado em seu perfil no Twitter. Depois da repercussão, Rigo afirmou que sua conta foi invadida e, por isso, não foi o responsável pela publicação. Herdeiro do arroz Prato Fino: “pau no cu do SUS, é lei da selva” Arroz do MST Além de atuar na defesa do SUS, o MST também consegue vender arroz orgânico a um preço justo diante da inflação de 37,5% que atinge o alimento, no acumulado de 12 meses, segundo um levantamento feito por Matheus Peçanha, pesquisador e economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Enquanto o MST vende 1kg de arroz integral orgânico a R$ 7,49, é possível encontrar o produto sem ser orgânico, na mesma quantidade, mas da marca de Fábio Rigo por até de R$ 10. Mas como isso é possível? Um dos fatores que explicam a alta do preço no mercado é o dólar elevado, em torno de R$5,30. Isso faz com que os produtores brasileiros do agronegócio optem por vender o arroz no exterior, em dólar e, por conseguinte, recebendo mais por isso. Essa lógica, no entanto, não acontece nas produções familiares e agroecológicas do MST. Nelson Krupinski é produtor de arroz orgânico no assentamento Jânio Guedes, em São Jerônimo, no Rio Grande do Sul. Ele explica que uma das prerrogativas das grandes indústrias é estocar o alimento e não vender, forçando o aumento dos preços. Os pequenos produtores, contudo, sequer têm recursos para isso, e o objetivo nem mesmo é esse. Os agricultores procuram distribuir os benefícios da cultura do arroz ao longo da cadeia de produção. “Esse debate sobre a alimentação saudável é um debate humanitário. Quando fala se preço justo é um preço que seja bom para todo mundo. Não precisa o mercado especular ou explorar agricultor e cooperativa. Quando nós falamos em preço justo, queremos distribuir isso com todos, queremos que chegue o alimento acessível e de qualidade para todas as pessoas”, explica Krupinski. Da mesma maneira, Emerson Giacomelli, do Assentamento Capela, em Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, afirma que o que permite o preço justo é a “manutenção dos critérios”, que tem sido mantida durante a alta do preço do arroz. “Qual é a nossa compreensão do preço justo? O preço justo é quando a gente olha toda cadeia produtiva e todos conseguem ter viabilidade econômica na sua atividade. Estou falando do processo de produção, no recebimento, secagem, armazenagem, no beneficiamento, na entrega, de chegar ao consumidor com um preço acessível. Toda cadeia se viabiliza”, afirma Giacomelli. Emerson e Nelson são sócios da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), que atualmente reúne 364 famílias produtoras de arroz orgânico, de 14 assentamentos, em 11 municípios do Rio Grande do Sul. Hoje, o estado tem o maior contingente de sem-terra produtores do alimento da América Latina. Via Brasil de Fato

Sequestro relâmpago cresce 39% e roubo com Pix dispara no país

Sistema de transferência teve grande adesão do público, com 96 milhões de pessoas físicas cadastradas (Marcello CasalJr./ABr) BC anuncia série de medidas para conter crimes utilizando sistema de transferência Eram 18 horas de sábado, dia 21, quando o bancário André Chaves, de 40 anos, foi surpreendido ao passar de carro com a noiva pelo trecho da Avenida do Estado que corta a região da Sé, em São Paulo. Ao parar em um semáforo, o vidro do lado da passageira foi estraçalhado e rapidamente um homem tomou o celular de Chaves, fugindo entre outros veículos. Meia hora depois, o bancário havia perdido R$ 5,8 mil em transferências via Pix, crime que tem ganhado força no Brasil desde que a solução de pagamento instantâneo do Banco Central foi implementada, no fim do ano passado. De acordo com fontes do setor, o rápido sucesso do Pix no Brasil – com mais de 96 milhões de pessoas físicas e cerca de 6,5 milhões de empresas cadastradas – veio acompanhado de uma rápida escalada em problemas, sem que houvesse tempo para que eles fossem corrigidos. Quadrilhas organizam até sequestros para obrigar a vítima a colocar senhas dos aplicativos de banco e fazer, ela própria, a transferência via Pix para contas “laranjas”, criadas só para receber o dinheiro. Nas contas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram registrados 206 boletins de ocorrência de sequestro relâmpago no estado, de janeiro a julho deste ano – 39,1% a mais que no mesmo período de 2020. A pasta não diz quantos envolvem o Pix. “O sequestro relâmpago estava meio que adormecido. Mas desde que o Pix entrou no mercado, em novembro de 2020, a gente notou aumento significativo dos casos”, conta o delegado Tarsio Severo do Departamento de Operações Especiais de Polícia (Dope). Não que o Pix seja mais inseguro, adverte. Apenas tornou a operação mais veloz. “Os bandidos conseguem sacar o dinheiro antes de a polícia tomar conhecimento. Na hora em que a gente é acionado, muitas vezes o saque já aconteceu faz tempo”, conta o delegado. Severo já trabalhou em casos cujas transferências por Pix chegaram a R$ 100 mil. “O celular é uma arma. Tem tudo dentro dele: aplicativo, senha, biometria. Como ficou fácil, os criminosos estão adotando o sequestro relâmpago. Vão roubar uma residência, por exemplo, e aproveitam para fazer um Pix”, acrescenta Severo. Mudanças na segurança Diante do aumento de casos do tipo, O BC informou que será estabelecido um limite de R$ 1.000,00 para operações entre pessoas físicas (incluindo MEIs) utilizando meios de pagamento em arranjos de transferência no período noturno (das 20 horas às 6 horas), incluindo transferências intrabancárias, Pix, cartões de débito e liquidação de TEDs. Também será designado um prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para a efetivação de pedido do usuário, feito por canal digital, para aumento de limites de transações com meios de pagamento (TED, DOC, transferências intrabancárias, Pix, boleto, e cartão de débito), impedindo o aumento imediato em situação de risco. O BC também enfatizou que os bancos vão oferecer aos clientes a opção de estabelecer limites transacionais diferentes no Pix para os períodos diurno e noturno, permitindo limites menores durante a noite. Outra mudança, de acordo com o BC, é que será determinado que as instituições ofertem uma funcionalidade que permita aos usuários cadastrarem previamente contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, permitindo manter seus limites baixos para as demais transações. No anúncio, a autoridade monetária destacou ainda que será estabelecido um prazo mínimo de 24 horas para que o cadastramento prévio de contas por canal digital produza efeitos impedindo o cadastramento imediato em situação de risco. Além disso, permitirá que os participantes do Pix retenham uma transação por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco da operação, informando ao usuário quanto à retenção. Entre as medidas também está a obrigatoriedade do mecanismo, que já existe hoje, mas é facultativo, de marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) de contas em relação às quais existam indícios de utilização em fraudes no Pix, inclusive no caso de transações realizadas entre contas mantidas no mesmo participante. Outra mudança é que será permitido fazer consultas ao DICT para alimentar os sistemas de prevenção à fraude das instituições, para coibir crimes envolvendo a mesma conta em outros meios de pagamento e com outros serviços bancários. O BC passará a exigir que os participantes do Pix adotem controles adicionais em relação a transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou “laranjas”. Será determinado que seja compartilhado o mais rápido possível com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas; As instituições também terão de desenvolver controles adicionais sobre fraudes e informá-las para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração e mantê-las à disposição do Banco Central. Por fim, será exigido um histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia (D+0), mitigando a ocorrência de fraudes. “Em conjunto, essas medidas, bem como a possibilidade de os clientes colocarem os limites de suas transações em zero, aumentam a proteção dos usuários e contribuem para reduzir o incentivo ao cometimento de crimes contra a pessoa utilizando meios de pagamento, visto que os baixos valores a serem eventualmente obtidos em tais ações tendem a não compensar os riscos”, avaliou o BC. Rapidez na transferência Um especialista em operações do setor bancário explica que existem diferenças marcantes entre os instrumentos. Enquanto uma transferência pelo Pix leva poucos segundos para ser concluída, as instituições têm, por exemplo, 20 minutos para fazer a liquidação de uma TED. “Eu consigo ligar para um cliente nesse tempo e ver se há algum problema com alguma operação suspeita. Além disso, a TED tem outras camadas de segurança, com a exigência de cadastro do beneficiário se

“Qual o problema da energia ficar mais cara?”, diz Paulo Guedes, que sugere “tapar o ouvido”

Guedes ainda afirmou que auxílio emergencial fez com que as famílias se sentissem “ricas” e que os brasileiros usaram o benefício de R$ 600, aprovado pelo Congresso durante a pandemia, para “comprar casa” O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu mais uma prova de sua insensibilidade e falta de noção de economia ao lançar mais frases estapafúrdias durante lançamento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo nesta quarta-feira (25). Guedes tentou minimizar o aumento de mais de 50% nas contas de luz atrelando a alta autorizada pelo governo com as eleições presidenciais, que só acontecem em outubro de 2022. “Se no ano passado, que era o caos, nós nos organizamos e atravessamos, por que nós vamos ter medo agora? Qual o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos? Ou o problema agora é que está tendo uma exacerbação porque anteciparam as eleições… Tudo bem, vamos tapar o ouvido, vamos atravessar”, disse, criticando a mídia. “Todo dia você olha para o jornal e está dizendo que vai pegar fogo o Brasil, que agora vai explodir tudo”, emendou. O ministro ainda admitiu que “isso vai causar perturbação, empurra a inflação um pouco para cima”, mas ressaltou que a “economia está bombando”. “A economia está bombando e continua a narrativa de que o governo não faz nada”. “Transferência de riqueza” No mesmo evento, Guedes ainda classificou o auxilio emergencial, aprovado pelo Congresso durante a pandemia, como “transferência de riqueza”, que fez com que as famílias se sentissem “ricas” e até comprassem casa com o benefício. “Você sai de R$ 60 para R$ 600. Uma família sai de R$ 180 para R$ 1.800. Isso não é mais uma transferência de renda, isso é uma transferência de riqueza”, disse Guedes, ignorando que o benefício foi usado para comprar comida. “A família se sentiu rica. Comprava material de construção, ampliaram a sua casa, uns compraram a casa própria, compraram geladeira. Foram ao supermercado e melhoraram a pauta alimentar. Um resultado espetacular, foi muito bom ver isso”, emendou.

Herdeiro do arroz Prato Fino: “pau no cu do SUS, é lei da selva”

Após o post receber inúmeras críticas nas redes, a conta do Twitter de Fábio Rigo foi apagada Fábio Rigo, herdeiro da marca Arroz Prato Fino, a mais vendida do Rio Grande do Sul, usou suas redes sociais para atacar a vacina e o Sistema Único de Saúde. Em uma postagem nas redes, Rigo diz: “E pau no cu do SUS, quero que seja vendido. Quem pode mais, chora menos. Lei da selva”. Ela ainda disse que “tive Covid e não me fez cócegas”. “Prefiro o Covid do que essa merda de vacina”, acrescentou. https://twitter.com/delucca/status/1430606963151355909?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1430606963151355909%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fredes-sociais%2Fherdeiro-do-arroz-prato-fino-pau-no-cu-do-sus-e-lei-da-selva%2F Após o post receber inúmeras críticas nas redes, a conta do Twitter de Fábio Rigo foi apagada. Em sua conta do Instagram ele afirma que “infelizmente tive a conta do Twitter hackeada e acabei perdendo o acesso o que me trouxe inúmeros problemas. Já seguimos as medidas legais. Grato”. A empresa Arroz Prato Fino usou o mesmoa rgumento em sua conta do Intagram. Veja abaixo: Fábio Rigo é filho de Celso Rigo, conhecido empresário de São Borja (RS) que já foi mecenas do Grêmio. Fábio é negacionista e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). Em seu perfil do Twitter ele pouco posta, mas sempre compartilha postagens das redes bolsonaristas, como Allan dos Santos, Roger do Ultraje, entre outros.

Dinheiro curto: famílias atrasam contas e têm dificuldade para bancar despesas

Além de apontar problemas financeiros da maioria dos brasileiros, pesquisa mais uma vez demonstra desigualdade social no país Quase metade da população precisou atrasar o pagamento de alguma conta devido a dificuldades financeiras. E mais de 70% dos brasileiros viviam em famílias com alguma, ou muita, dificuldade de manter em dia suas despesas mensais. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (19) pelo IBGE, são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, que traz levantamento específico sobre despesas. Além disso, o instituto mostra que as famílias, em geral, gastam mais com serviços financeiros do que com lazer e transporte. A pesquisa retrata um período pré-pandemia, o que indica possível piora no quadro. Desde então, o desemprego aumento e a renda do trabalho diminuiu. De acordo com a POF, 46,2% da população, ou 95,6 milhões de pessoas faziam parte de famílias que precisaram atrasar pelo menos uma conta. Despesas como aluguel ou prestação do imóvel, água, luz ou gás – principalmente estas três últimas. Em 26% dos casos, a pessoa de referência tinha até o ensino fundamental completo. E 3,8%, o ensino superior. Mais dificuldade entre negros Entre os 46,2% da população que integravam famílias com contas em atraso, 26,0% da população também eram de famílias em que a pessoa de referência tinha até o ensino fundamental completo e apenas 3,8% da população também pertenciam a famílias cuja pessoa de referência tinha o nível superior completo. Além disso, 72,4% viviam em famílias com alguma dificuldade de manter em dia as despesas mensais. Eram majoritariamente (44,4%) de cor preta ou parda, classificação usada pelo IBGE. Segundo a pesquisa, 14,1% das pessoas eram de famílias com muita dificuldade para pagar as contas com o rendimento que tinham. E 58,3% tinham dificuldade. Apenas 26,5% relataram ter facilidade e 1,1%, muita facilidade. Serviços financeiros Na maioria das famílias (83,3%), alguém tinha acesso a serviços financeiros: 66,2% possuíam conta corrente, 49,9% tinham cartão de crédito, 55,9%, caderneta de poupança e 19,5%, cheque especial. Entre as famílias sem acesso a nenhum desses itens, mais uma vez a maioria era de pessoas pretas ou pardas. As despesas per capita com serviços financeiros chegava a R$ 124,79, principalmente com empréstimos e parcelamentos. Já a despesa média com transporte foi de R$ 85,44 por mês. Segundo o levantamento, 71,2% refere-se a veículo particular, táxi e aplicativos. E o gasto médio com lazer e viagens, segundo a POF, foi de R$ 53,93. No caso de famílias brancas, essa despesa foi quase o dobro em relação às de cor preta ou parda: respectivamente, R$ 34,41 e R$ 18,35. Insegurança alimentar A POF mostra ainda que 41% da população residia em domicílio com algum grau de insegurança alimentar, tema de levantamento anterior. Mais uma vez, as famílias com pessoas pretas ou pardas são maioria (28,4%) em relação às brancas (12,1%). De acordo com o IBGE, 19,5% da população (40,3 milhões), a maioria branca, viviam em domicílios com cozinha/lavanderia (45,3%), mobiliário (75,5%), TV/informática (41,9%), som ou mídias (aparelho, DVD, blue ray, 67,4%). Mais da metade (52,2%) moravam em locais sem automóvel0, 37,5% tinham um veículo e 10,3%, dois ou mais. Entre 2017 e 2018, o gasto médio individual com bens duráveis foi de R$ 37,08. A maior parte (50,7%) com aparelhos e equipamentos elétricos e 38,8%, em móveis. Por sua vez, o despesa per capita mensal com alimentação somava R$ 209,12, principalmente dentro do domicílio (70%). Fonte: Rede Brasil Atual

Investigados pelo TSE, canais bolsonaristas faturam mais de R$ 15 milhões no YouTube

TSE quer limitar a atuação de “mercenários’ no debate político. (Rachit Tank/Unsplash) Dinheiro vem de vídeos que exploram informações falsas ou tiradas do contexto, como no caso da urna eletrônica. Alguns youtubers tem pleno acesso ao Palácio do Planalto A decisão do corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Felipe Salomão, de suspender a monetização de canais bolsonaristas deve congelar uma quantia milionária arrecadada por produtores de conteúdo considerado ofensivo à democracia e ao sistema eleitoral. Só no YouTube, os 14 canais atingidos pelo despacho da última segunda-feira podem gerar até US$ 2,9 milhões por ano em receitas – cerca de R$ 15 milhões. A estimativa é feita com dados da Social Blade, ferramenta que gera estatísticas sobre redes sociais e permite análises variadas, como sobre comportamento de seguidores, níveis de interação e previsão de ganhos. Em um inquérito paralelo ao do TSE, o dos atos antidemocráticos, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República contabilizou US$ 1,1 milhão obtido por canais bolsonaristas. Esse montante, porém, dizia respeito a alguns canais distintos dos alcançados pela Corte Eleitoral, menores, e considerava receitas de junho de 2018 a maio de 2020. O dinheiro vem de vídeos que exploram informações falsas ou tiradas do contexto, como no caso da urna eletrônica. Por supostamente revelar informações “secretas e bombásticas”, atraem o interesse de milhões de pessoas. Juntos, os 14 canais na mira do TSE somam 10,1 milhões de seguidores. É quase o triplo dos 3,5 milhões de inscritos no canal oficial do presidente Jair Bolsonaro no YouTube. O volume de acesso e de interações, as propagandas que aparecem nos vídeos e doações espontâneas de internautas se convertem em dinheiro. O YouTube ainda analisa as determinações do TSE, de modo que as receitas ainda não estão suspensas. Os ganhos exatos auferidos por cada um desses youtubers foram solicitados pelo TSE às plataformas, que têm 20 dias para prestar as informações. Em reunião na Justiça Eleitoral, nesta quinta-feira, 19, representantes das redes sociais se mostraram dispostos a acolher as ordens e a colaborar com providências futuras. O maior canal bolsonarista afetado é o Folha Política, com 2,5 milhões de inscritos e um ganho que pode se aproximar de US$ 1,7 milhão por ano, segundo a Social Blade. Na conversão, o valor passa de R$ 5 milhões. Um dos vídeos destacados no relatório policial que baseou o despacho do corregedor da Justiça Eleitoral dá uma versão falsa sobre ataques de hackers ao TSE. Alega que invasores acessaram “o sistema, a nave mãe, o cérebro, o computador do TSE”. Nos últimos meses, a urna eletrônica virou o tema preferido de youtubers bolsonaristas. Com a audiência gerada a partir das teorias conspiratórias que o presidente sustenta, os youtubers ganham dinheiro com vídeos que ampliam essas versões falsas ou enganosas. Alberto Junio da Silva, do canal O Giro de Notícias, tem 1,2 milhão de inscritos e receita estimada em US$ 92 mil, conforme a Social Blade. Em um dos vídeos citados no relatório da PF ele afirma que o “PT teve acesso às urnas” e sugere um conluio do partido com a Justiça Eleitoral. “Eles (PT) foi o único que tiveram (sic) acesso permitido pelo TSE (em auditoria). Não é estranho?”, afirma. “Se eles não querem colocar o voto impresso é porque aí tem.” Nos vídeos, Silva exibe na tela, em letras garrafais, o número para que contribuições a ele sejam enviadas via Pix como apoio ao canal. Portanto, por fora do YouTube. Ele se alterna entre ataques ao sistema eleitoral e publicidade contra a calvície. Os mecanismos para doações são uma preocupação permanente para as autoridades envolvidas no inquérito administrativo aberto pelo TSE a partir da live de Bolsonaro. Esse tipo de entrada, avaliam, pode mascarar doação ilegal de campanha eleitoral. Planalto Entre os youtubers afetados, há alguns com acesso ao Palácio do Planalto. Fernando Lisboa, do Vlog do Lisboa, tem vídeos gravados na sede do governo, ao lado do presidente, em que ambos fazem críticas à imprensa. O canal tem 716 mil seguidores e a receita por ano pode chegar a US$ 169 mil, segundo a Social Blade. “Quanto mais se atacam as instituições e o sistema eleitoral, mais proveito econômico os envolvidos obtêm”, disse Salomão. Emerson Teixeira, o “Professor Opressor”, também disseminou mentiras sobre as urnas conforme o direcionamento político de Bolsonaro. “Estamos diante do maior escândalo da República do Brasil das últimas décadas. O que o Bolsonaro fez ontem na live foi desmascarar toda essa corja que tem aí no STF e no TSE. A gente tem que brigar para que essas pessoas, Rosa Weber, Barroso e demais agentes do TSE, sejam presos imediatamente”, disse. A estimativa é a de que o canal renda a ele anualmente até US$ 28 mil, quase R$ 150 mil. O youtuber vem ganhando relevância. Em março, tinha 61 mil seguidores. Hoje, tem 134 mil. É esse mercado nebuloso que o TSE busca combater com uma resolução que está sendo elaborada. Os temas preferidos pelos youtubers poderiam continuar em debate, conforme as regras das plataformas e as leis brasileiras, mas não servir para enriquecer quem viu no “segmento” uma oportunidade de negócio. Para autoridades, “política e ideologia não podem ser comercializadas”. Mais do que impor um revés a canais bolsonaristas na internet, o TSE quer limitar a atuação de “mercenários” no debate político. Especialistas concordam que a monetização proveniente das plataformas de redes sociais é uma das mais importantes fontes de financiamento de campanhas de desinformação contra instituições e adversários políticos. No entanto, a medida exige uma mudança de postura das plataformas. Isso porque elas ganham parte dos valores doados pelas audiências aos produtores de conteúdo. No YouTube, por exemplo, os donos de canais abrem “superchats”, modalidade em que os inscritos podem fazer doações de dinheiro. A rede social fica com 30%. Suspensão No encontro com as plataformas, também foi mencionada a ideia da resolução que visa suspender, nas eleições, a monetização de canais relacionados à política. Uma outra reunião deve ser marcada nos próximos dias para que o

A contradição entre recordes no agronegócio e a fome no Brasil

Além do foco do agronegócio na demanda global, desmonte de políticas para agricultura familiar contribui para insegurança alimentar Enquanto milhões passam fome, exportação de alimentos decola. Além do foco do agronegócio na demanda global, desmonte de políticas para agricultura familiar contribui para insegurança alimentar, apontam especialistas.Após ter deixado o mapa da fome da ONU em 2014, o Brasil tem convivido com um cenário de crescente insegurança alimentar. Nos últimos meses do ano passado, 19 milhões de brasileiros passaram fome, e mais da metade dos domicílios no país enfrentou algum grau de insegurança alimentar. Os dados são de um estudo nacional realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). O problema tem diversas justificativas, como a inflação que afeta gêneros alimentícios básicos desde o ano passado, o alto índice de desemprego no país e a defasagem do Bolsa Família. Chama atenção, entretanto, que o crescimento da fome no Brasil coincida com um pico na exportação de gêneros alimentícios. Em junho, o agronegócio bateu mais um recorde ao faturar 12,11 bilhões de dólares com a venda de produtos agropecuários para o exterior. A cifra é 25% maior que os 9,69 bilhões de dólares registrados no mesmo mês do ano passado. A marca recorde também fora superada nos meses de abril e maio. O centro de pesquisa Agro Global, ligado ao Insper, estima que as exportações do setor devem alcançar 120 bilhões de dólares neste ano, 20% a mais do que em 2020. Tendo se tornado um “fiador” da balança comercial, a agropecuária se tornou o setor mais importante da economia nacional, em processo de desindustrialização desde os anos 1980. Embora integre a cadeia produtiva do país, o agronegócio é um mercado dominado globalmente por um seleto grupo de multinacionais. Juntas, as empresas ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus controlam 70% da produção, comercialização e transporte de produtos agrícolas. O setor é marcado por sucessivas fusões entre grandes marcas, que aumentam a concentração dos mercados de sementes, agrotóxicos e terras. Demanda internacional Nessa configuração, o foco do agronegócio está no atendimento da demanda global por commodities, que vivem um boom de preços. Os resultados expressivos alcançados pelo setor no Brasil se justificam também pela desvalorização do real, que torna os produtos mais competitivos no exterior. “Como uma economia capitalista agrícola globalizada que produz commodities, o agronegócio vende para qualquer mercado que puder comprar. Hoje, a população não consegue comprar arroz porque o compromisso econômico do agronegócio é com o mercado internacional”, critica o geógrafo Ricardo Gilson, professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). O arroz, lembrado pelo pesquisador, é um dos itens básicos da rotina alimentar dos brasileiros que mais foi afetado pela inflação, chegando a registrar 70% de aumento nos preços ao longo de 12 meses. Para o agrônomo Silvio Porto, ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), a principal causa do desequilíbrio no preço do arroz foi o aumento extraordinário da demanda internacional. “A maioria dos produtores não tem capacidade de armazenagem, e fica dependente da indústria processadora. Para esse setor, não faz diferença vender internamente ou exportar. Resultado: mais de 13% da safra foi para o exterior, gerando esse efeito interno”, explica. A tese de que as exportações têm efeito inflacionário dentro do Brasil é rejeitada por Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade que representa o agronegócio. “A exportação não compete com o mercado interno. O problema do custo alto dos alimentos hoje é mundial, devido à alta dos insumos e problemas climáticos severos, como a seca. A venda para o exterior permite que os produtores não aumentem o preço internamente, por compensar as perdas”, comenta. “Celeiro do mundo” x insegurança alimentar Em participação no Congresso Brasileiro do Agronegócio, em 2018, o então representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, afirmou que o país tem condições para ser o “celeiro do mundo”. Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne bovina e o segundo maior exportador de grãos no mundo. Internamente, no entanto, a participação do agronegócio na garantia da segurança alimentar é limitada. Embora seja responsável pela maior parte da produção de gêneros alimentícios que integram a rotina alimentar das famílias brasileiras, como carne bovina, milho, arroz e trigo, não há reservas destinadas ao mercado nacional. Embora movimentos sociais ligados ao campo afirmem que a agricultura familiar responde por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, o dado é de difícil mensuração, segundo especialistas. Mesmo assim, a importância desse segmento produtivo para a segurança alimentar no país é incontestável. Dados do Censo Agropecuário 2017-2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a participação da agricultura familiar na geração de receitas no campo foi de 23% do total, percentual inferior aos 38% aferidos pelo mesmo estudo em 2006. Mesmo enfraquecido, o segmento teve contribuição relevante na produção de hortaliças, frutas e legumes, como alface (64,4%), banana (48,5%) e mandioca (69,6%), além do leite de vaca (64,2%). Agricultura familiar já sofria antes da pandemia Embora o aumento da fome tenha relação direta com os efeitos econômicos da pandemia, a situação já vinha se agravando nos últimos anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a insegurança alimentar grave estava presente no lar de 10,3 milhões de brasileiros entre 2017 e 2018. O período analisado reflete os impactos de mudanças nas políticas públicas destinadas à segurança alimentar durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Durante seu mandato, entrou em vigor a emenda constitucional que instituiu o teto de gastos públicos. Nesse contexto, Temer realizou cortes orçamentários drásticos em programas voltados ao incentivo da agricultura familiar reconhecidos internacionalmente. O ex-presidente ainda extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, deixando a agricultura familiar sob o guarda-chuva do Ministério da Agricultura, ocupado por representantes do agronegócio. Uma das principais políticas públicas voltadas ao incentivo da agricultura familiar foi o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A iniciativa consiste no repasse de recursos da

Novo Bolsa Família vai comprometer seu principal objetivo, que é a redução da pobreza

 Na visão de um dos formuladores do Bolsa Família, o novo programa ataca de maneira ‘inadequada’ os problemas atuais da política social do governo A principal falha do novo Bolsa Família é deixar em branco a definição do valor do benefício e dos critérios que precisarão ser cumpridos para ter direito a ele. Três especialistas sobre política de transferência de renda também são unânimes em criticar a proliferação de auxílios dentro do programa, uma medida que pode, na verdade, comprometer o principal objetivo: a redução da pobreza. Acompanhado de ministros, Bolsonaro foi recebido pelo presidente da Câmara Arthur Lira (Cleia Viana) O novo Auxílio Brasil será composto por três modalidades principais no benefício básico (primeira infância, composição familiar e superação da extrema pobreza) e seis auxílios complementares, que poderão ser somados ao valor básico. O desenho prevê como incremento bolsas de incentivo ao esporte e à iniciação científica, auxílio para creches e para inclusão produtiva rural e urbana, além de um benefício compensatório de transição para atuais beneficiários do Bolsa Família. Ex-secretária nacional adjunta de Renda de Cidadania do governo federal, a socióloga Letícia Bartholo compara o novo programa a uma árvore de Natal cheia de bolas e penduricalhos, que pode acabar caindo. “Começa a inserir várias ações ao ponto que o programa de combate à pobreza perde o seu objetivo-chave, e a árvore de Natal fica tão cheia de bolas que enverga e cai”, diz. Para ela, a MP não enfrenta os problemas essenciais do combate à pobreza, que são a ampliação da cobertura e dos valores do benefício. Erro no ataque Na visão de um dos formuladores do Bolsa Família, o economista Ricardo Paes de Barros, pesquisador do Insper, o desenho do Auxílio Brasil ataca de maneira “inadequada” os problemas atuais da política social do governo. “O médico está fazendo um bom diagnóstico, mas o tratamento talvez possa piorar as coisas”, afirma. Paes de Barros critica a ampliação do público do programa, num momento em que a focalização deveria ser prioridade, e aponta medidas que podem gerar incentivos equivocados, como a contabilização de toda a renda bruta do trabalho no critério que define se o cidadão receberá ou não o benefício. Segundo ele, a renda do trabalho deveria ser descontada até determinado valor – do contrário, o que há é um desincentivo ao beneficiário buscar uma ocupação, mesmo que seja um “bico”, pois poderá perder parte da transferência. O economista também afirma que os auxílios voltados à inclusão produtiva previstos no texto são “cortina de fumaça”, uma vez que o programa não tem nada voltado efetivamente para esse fim, como orientação, qualificação ou acesso a crédito. “Minha preocupação é não transformar um programa tão exitoso quanto o Bolsa Família num programa que vai perdendo seus méritos porque o desenho vai piorando ao longo do tempo.” Já o presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, Leandro Ferreira, espera que o Congresso ainda “corrija” o texto da MP para garantir uma previsibilidade no orçamento do programa, mesmo após as eleições. “O que os mercados financeiros esperam de estabilidade, os mais pobres também esperam. É preciso dar previsibilidade”, diz. Durante a cerimônia de entrega da MP, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que a nova versão do Bolsa Família deve ter um reajuste de “ao menos” 50%, o que levaria o valor médio hoje em R$ 189 para algo em torno de R$ 285 mensais. Mas, segundo apurou o Estadão/Broadcast, a definição de quanto os brasileiros vão receber ainda é alvo de uma queda de braço entre as alas política e econômica dentro do governo. A equipe econômica afirma que o espaço no Orçamento de 2022 comporta até o limite de R$ 300. Na ala política, porém, há o desejo de garantir um valor médio maior, de R$ 400. ECN com Agência Estado

Preço da gasolina no Brasil versus preço da gasolina na Venezuela

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem uma das gasolinas mais caras do mundo, apesar de o Brasil ser um país autossuficiente na produção do combustível. Na outra ponta, a Venezuela, tem a gasolina mais barata do planeta. A título de comparação, com a apenas cinco reais é possível encher o tanque com 50 litros de gasolina na República Bolivariana de Nicolás Maduro, enquanto no desgoverno Bolsonaro o mesmo tanque com 50 litros só é enchido por, em média, R$ 300 (trezentos reais). Feito essa confrontação, entre o preço da gasolina no Brasil e a a gasolina na Venezuela, sentimos informá-lo que o “Bozo” voltou a aprontar nesta quinta-feira (12/08) contra os consumidores brasileiros –sempre a favor de especuladores e fundos estrangeiros. Para desviar da comparação, Bolsonaro alega invariavelmente o perigo do “comunismo” venezuelano. Ora, se comunismo significa gasolina de qualidade e baritíssima, então, por que não experimentar essa nova ordem socioeconômica estruturada sobre as ideias de igualitarismo, propriedade comum dos meios de produção e da ausência de classes sociais, do dinheiro e do Estado? A Petrobras subiu o preço da gasolina em 3,3% a partir hoje, mas, segundo a estatal brasileira, o preço do diesel não terá elevação. De acordo com a petrolífera brasileira, o reajuste médio é de R$ 0,09 por litro, elevando o preço de venda em suas refinarias a R$ 2,78 por litro. Até chegar aos postos, o valor ainda é acrescido de impostos e margens de distribuidores e postos. Em média, o consumidor paga seis reais por litro nas bombas. Em nota divulgada na quarta (11/08), a estatal destacou qual sua contribuição para o preço médio final da gasolina, que passará a ser de R$ 2,03 por litro, já que o produto vendido nos postos recebe 27% de etanol anidro. A Petrobras está sob o comando do general Joaquim Silva e Luna, amigo de Bolsonaro, que havia assumido a empresa no primeiro semestre com a promessa de mudar a política de preços, no entanto, tudo ficou como dantes. O preço dos combustíveis é definido de acordo com a cotação internacional do petróleo e a variação cambial do dólar –embora os brasileiros recebam salários em reais e o país seja autossuficiente na produção do petróleo. Resumo da ópera: Bolsonaro propõe que você tenha “liberdade” de ser “roubado” [no preço da gasolina] por fundos de especulação estrangeiros com o apoio do Estado. Via Blog do Esmael

Bolsonaro sobre inflação: “Querem que eu faça milagre?”

Ele voltou a culpar os estados pelo aumento do preço da gasolina, ao cobrar a redução das alíquotas do ICMS O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) exclamou durante transmissão de sua live semanal, na noite desta quinta-feira (12), ao falar sobre o aumento da inflação: “Querem que eu faça milagre?” O presidente disse também que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a respeito do assunto. Uma das “providências” tomada pelo governo, segundo ele, é o aumento da Taxa Básica de Juros (Selic), atualmente em 5,25% ao ano. A taxa Selic foi elevada na última reunião do Copom em um ponto porcentual, o quarto aumento consecutivo dos juros. “Nós combatemos a inflação com mais produção, não tem outro caminho”, completou. Bolsonaro descartou mais uma vez a possibilidade de promover congelamento de preços ou restrição às importações e atribuiu a pressão inflacionária às repercussões econômicas da pandemia do novo coronavírus. “Muita gente ficou em casa, passou a produzir menos, menos oferta de produtos, aumento da inflação”, argumentou. O presidente voltou a culpar os estados pelo aumento do preço da gasolina, além de cobrar a redução das alíquotas do ICMS, após reajuste da Petrobras do preço médio de R$ 2,69 para R$ 2,78 o litro. “Poderia baixar a gasolina hoje, só na questão do ICMS, em média R$ 1,20”, afirmou. Revista Fórum