Desemprego explode, mas a culpa é do IBGE, diz Jair Bolsonaro

Após o IBGE divulgar uma explosão no desemprego, que atinge agora 13,1 milhões de pessoas (no trimestre encerrado em fevereiro), o presidente Jair Bolsonaro voltou a culpar o IBGE. Para ele, a questão não é a economia, mas a metodologia empregada pela instituição para medir a taxa; quase um milhão de pessoas somaram-se ao exército da população desocupada; mesmo reconhecendo que a metodologia do IBGE é utilizada internacionalmente, Bolsonaro acusou o instituto: “Parecem índices que são feitos para enganar a população” O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a metodologia empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, para medir a taxa de desemprego no País. Segundo dados divulgados pelo órgão, o índice aumentou para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas. O percentual era de 11,6% no trimestre anterior. De acordo com o instituto, a alta representa a entrada de 892 mil pessoas na população desocupada. “Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta. (…) Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade”, afirmou o chefe do Planalto à Record nesta segunda-feira (1). “Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado. (…) Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população”, acrescentou. De acordo com o presidente, “é fácil ter a metodologia precisa no tocante à taxa de desemprego. É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês”. Em outubro do ano passado, depois de eleito presidente, Bolsonaro disse à TV Bandeirantes que pretendia mudar a metodologia da entidade para calcular a taxa de desemprego porque os beneficiários do Bolsa Família são contabilizados como empregados. Em nota, o IBGE afirmou na época que o levantamento segue padrões internacionais. O instituto também negou que beneficiários do Bolsa Família não são considerados empregados.
Economia não decola com Bolsonaro e mercado revisa para baixo crescimento do PIB pela quinta vez

Segundo boletim Focus do Banco Central, instituições financeiras do mercado projetam crescimento menor que 2% em 2019 O governo Bolsonaro não consegue fazer a economia decolar e o mercado reduz novamente a projeção de crescimento da economia de 2% para 1,98% até o final deste ano, segundo relatório Focus mais recente, divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central e elaborado com base nas estimativas e instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Na semana passada, a estimativa dos analistas do mercado financeiro era uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no país de 2%, já revendo a estimativa de crescimento da economia em 2019 que antes estava prevista e 2,4%. A título de comparação, projeção de crescimento do PIB na primeira semana de janeiro do boletim Focus foi de 2,53% para o ano. Além de revisar o crescimento de 2019, os analistas recuaram as projeções para 2020 de 2,78% para 2,75%. No mês passado o Ministério da Economia também reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira de 2,5% para 2,2% até o final deste ano. Enquanto isso, as projeções para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permanecem estáveis em 3,89% neste ano, e em 4% para 2020. Ainda não há impacto entre os analistas da visita de Bolsonaro à Israel, com a abertura do escritório de negócios em Jerusalém e a repercussão negativa nos países árabes (4º maiores exportadores da carne brasileira). Por isso, em relação a balança comercial, o mercado aumentou levemente a previsão de superávit de US$ 50,50 bilhões para US$ 50,25 bilhões, em 2019. O Banco Central prevê ainda que, até o final do ano, o dólar ficará em torno de R$ 3,70 e aumentou levemente a expectativa de investimento estrangeiro direto no país de US$ 81 bilhões para US$ 81,89 bilhões. Fonte: Jornal GGN
Em fevereiro, rombo nas contas públicas chegou a R$ 14,9 bilhões

As contas públicas tiveram saldo negativo em fevereiro; segundo dados do BC, o setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou déficit primário de R$ 14,931 bilhões no mês passado; em fevereiro de 2018 o resultado negativo foi de R$ 17,414 bilhões; em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 105,818 bilhões, o que representa 1,54% do PIB; meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano Kelly Oliveira, repórter da Agência Brasil – As contas públicas tiveram saldo negativo em fevereiro. De acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Banco Central (BC), o setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou déficit primário de R$ 14,931 bilhões no mês passado. Em fevereiro de 2018 o resultado negativo foi maior: R$ 17,414 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Em fevereiro, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o responsável pelo saldo negativo, ao apresentar déficit primário de R$ 20,612 bilhões. Os governos estaduais e municipais registraram saldo positivo: R$ 4,292 bilhões e R$ 558 milhões, respectivamente. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 832 milhões no mês passado. Devido ao resultado positivo registrado em janeiro (R$ 46,897 bilhões), o setor público acumulou superávit primário no primeiro bimestre de R$ 31,967 bilhões. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 105,818 bilhões, o que representa 1,54% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano. Despesas com jurosOs gastos com juros ficaram em R$ 30,082 bilhões em fevereiro, contra R$ 28,393 bilhões no mesmo mês de 2018. No primeiro bimestre, essas despesas acumularam R$ 50,936 bilhões. Em fevereiro, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados dos juros, ficou em R$ 45,013 bilhões, praticamente estável ante o resultado de R$ 45,806 bilhões de fevereiro de 2018. No acumulado de dois meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 18,969 bilhões. Dívida públicaA dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,752 trilhões em fevereiro, o que corresponde 54,4% do PIB, estável em relação a janeiro. Em fevereiro, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 5,336 trilhões ou 77,4% do PIB, 0,1 ponto percentual a mais que o registrado em janeiro
Projeto de Bolsonaro acaba com aumento real do salário mínimo

O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) a ser enviado pelo governo ao Congresso Nacional não terá previsão previsão de reajuste real do salário mínimo. A equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes orienta que o salário mínimo deve ser corrigido apenas pela inflação, usando como índice o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Prevê-se que até abril o texto será enviado ao Legislativo. Uma nova fórmula de cálculo do reajuste do salário mínimo pode ser enviada ao Congresso até 31 de dezembro, por meio de uma Medida Provisória, mas o assunto só será tratado depois da tramitação da reforma da Previdência. Reportagem de Antonio Temóteo para o UOL aponta que “o Orçamento precisa trazer uma previsão sobre o reajuste do mínimo, porque o piso salarial é referência para o pagamento de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Entretanto, o dado é apenas um parâmetro para o cálculo das despesas do governo e pode ser alterado ao longo do debate orçamentário”. “Hoje o salário mínimo está em R$ 998. A fórmula de cálculo do reajuste foi fixada por lei a partir de 2007. Até 2019, essa revisão levava em conta o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes mais a inflação do ano anterior, medida pelo INPC”. “Durante a transição do governo Michel Temer (MDB) para o de Jair Bolsonaro (PSL), o antigo Ministério da Fazenda recomendou a Guedes que a política de reajuste do mínimo fosse revisada”.
IBGE constata: em apenas três meses, mais um milhão de desempregos

Em meio à crise interminável entre governo e Congresso, a taxa de desemprego subiu e atingiu 13,1 milhões de pessoas, segundo a Pnad Contínua do IBGE. No trimestre anterior, o número de desempregados estava em 12,2 milhões. O salto foi, portanto, de 11,6% para 12,4%. A taxa de subutilização da força foi de 24,6%, outra alta em relação ao trimestre anterior, quando havia ficado em 23,9%. A população subutilizada, estimada em 27,9 milhões de pessoas, é recorde para a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A reportagem do jornal O Globo destaca que a “alta foi de 900 mil pessoas em relação aos três meses encerrados em novembro do ano passado e mais 795 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2018.” A matéria ainda acrescenta que “os subutilizados são aqueles trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (têm jornada inferior a 40 horas semanais e estavam disponíveis e gostariam de trabalhar mais), os desempregados, as pessoas que procuraram trabalho mas não estavam disponíveis para trabalhar por alguma razão e aqueles que estavam disponíveis para uma vaga mas não estavam procurando emprego porque haviam desistido da busca, os chamados desalentados.” Sobre a relação trabalho formal/informal, o dado é que “o número de trabalhadores com carteira ficou estável em 33 milhões de pessoas nas duas comparações. Já os sem carteira, 11 milhões, caíram em relação ao trimestre anterior, 4,8% ou menos 561 mil pessoas trabalhando sem direitos, mas esse grupo cresceu 3,4% ou mais 367 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2018. Os conta própria foram estimados em 23,8 milhões – alta de 2,8% em relação a fevereiro de 2018 e estabilidade na comparação com o trimestre anterior.”
Desconfiança do mercado com Bolsonaro cresce e dólar supera 4 reais

Bolsa caiu 3,6% nesta quarta-feira diante das dúvidas cada vez maiores sobre a reforma da previdência e constantes polêmicas do Governo brasileiro As enormes expectativas que acompanharam a sólida vitória eleitoral de Jair Bolsonaro estão diminuindo rapidamente à medida que o presidente brasileiro e seus ministros embarcam em diversas polêmicas, passados apenas três meses no poder. O mandatário joga ainda mais lenha na fogueira por conta do aniversário da ditadura militar, neste domingo, ao mesmo tempo em que se envolve em escaramuças em público com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, apesar de lhe pedir todo o seu apoio para fazer avançar a reforma mais urgente do seu mandato, a da previdência. Os investidores expressaram com clareza a sua crescente preocupação nesta quarta-feira: a Bolsa caiu 3,6% e o dólar fechou no nível mais alto em relação ao real dos últimos seis meses. Na abertura dos mercados nesta quinta-feira, a moeda brasileira continuava a cair até cruzar a barreira dos quatro reais por dólar, depois de um áspero embate na noite passada entre Bolsonaro e o presidente da Câmara. Maia disparou primeiro a artilharia verbal: “São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza (…), e o presidente brincando de presidir o Brasil”. Bolsonaro respondeu imediatamente: “Não existe brincadeira da minha parte. Muito pelo contrário”, rebateu. “[Isso] não é palavra de uma pessoa que conduz uma casa. Brincar? Se alguém quiser que eu faça o que os presidentes anteriores fizeram, eu não vou fazer. Já dei o recado aqui”, frisou ele. Mas, no jogo de forças, foi a chamada de Maia a que parece ter surtido mais efeito. Embora sua retórica agrade seus seguidores das redes sociais, Bolsonaro parece ter ouvido a mensagem do mercado e de empresários que já falam abertamente que não confiam nele. Nesta quinta, disse a jornalistas que as fricções já eram “página virada e mando um abraço para o Maia”. Classificou, ainda, como “chuva de verão” os embates entre o Legislativo e o Executivo. Ainda assim, nos mercados se aprofunda a desconfiança de que Bolsonaro e sua equipe econômica ultraliberal não terão o amplo apoio parlamentar (tem apenas 53 cadeiras em uma Câmara de 513) que a reforma da previdência requer, tendo em vista a velocidade em que está perdendo capital político imprescindível para mudar o sistema insustentável. A proposta visa economizar 1,1 trilhão de reais em uma década. Já o Banco Central piorou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 2,4 por cento para 2,0 por cento, reforçando o fraco ritmo de recuperação econômica, em relatório publicado nesta quinta-feira. A mensagem de paz desta quinta deixa dúvidas sobre o tempo de duração da trégua de Bolsonaro. O presidente brasileiro não tem perdido a oportunidade de alimentar provocações que desnorteiam os investidores. Apesar da tempestade desta semana, o militar reformado teve tempo para ir na terça-feira pela manhã ao cinema com sua mulher e insistir na controvérsia sobre o golpe militar, depois de incentivar oficialmente seus antigos companheiros a comemorarem nos quartéis a quebra da ordem constitucional de 1964. Nesta quarta, reiterou em uma entrevista seu discurso de que não foi uma ditadura o que o Brasil viveu até 1985 e minimizou as graves violações dos direitos humanos documentadas pela Comissão Nacional da Verdade. “Temos que conhecer a verdade. Não quer dizer que foi uma maravilha, não foi uma maravilha regime nenhum. Qual casamento é uma maravilha? De vez em quando tem um probleminha, é coisa rara um casal não ter um problema, tá certo?”, disse ele, depois de afirmar que as Forças Armadas nunca tiveram “uma política repressiva de Estado” e declarar, como se fosse um fato inédito na história, que entregaram o “Governo à oposição de forma pacífica”. Algo que se assemelha ao que aconteceu nos últimos anos em Mianmar (antiga Birmânia) e agora na Tailândia. Mas possivelmente as palavras que mais preocupam os investidores são a advertência feita pelo czar da economia, Paulo Guedes, em uma comissão parlamentar sobre a reforma previdenciária que ele elaborou. “Estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, vai ser um prazer ter tentado”, respondeu aos senadores o ministro Guedes, que enriqueceu no setor financeiro e carece de experiência política.
Medo de ser feliz

(*) Felipe GabrichA história política de um povo tem lances humorísticos de causar inveja a qualquer cômico de televisão e do cinema.No Brasil, então, o que ocorre nos bastidores tem sido tema para os grandes chargistas e artistas das artes gráficas ao longo dos anos.Independentes e revolucionários, em sua maioria, graças a Deus.Desde o tempo da monarquia portuguesa de Dom Pedro I, a vida nacional brasileira pode ser contada pela irreverência das caricaturas de jornais, revistas e similares de grandes figurões que ocuparam o cenário da política tupiniquim.Nessa Nova República instalada em 1985, tendo como primeiro presidente civil José Sarney, depois que os militares deixaram o poder, as piadas de bom e de mau gosto tomaram conta dos palácios governamentais e dos parlamentos.Apesar das promessas dos novos mandatários de praticarem uma ampla democracia no País.Lenta e gradual, como a abertura política do general Geisel.E com uma Nova Constituição Brasileira, aprovada pelo Congresso Nacional em 1988.No entanto, governo após governo o que o povo brasileiro tem assistido nos últimos anos é o que se poderia chamar de desgoverno.Com o império da malversação do bem público.Com a corrupção oficial e informal disseminada por todos os setores da atividade pública e em todos os níveis.Bem que o povo brasileiro já desconfiava que a Aliança Renovadora e o Movimento Democrático criados nos anos de chumbo da “gloriosa” – o que foi dito que seria uma revolução não passou de um golpe militar – eram farinha do mesmo saco.Os partidos políticos que se sucederam após o retorno ao governo civil deram apenas sequência ao que existia antes, abrigando, de um lado, pessoas que mamam nas tetas governamentais e, do outro, as que querem mamar.A esse sistema viciado e podre os partidos políticos, com o auxílio da Imprensa marrom, chamam de situação e de oposição nas tribunas de mentira.Vozes nacionalistas e patrióticas – que ainda há, felizmente – apregoam há anos que essa canhestra Nova República Brasileira – a sexta do País – precisa ser revista urgentemente, assim como a Nova Constituição, para acabar, principalmente, com essa lengalenga constitucional de três poderes independentes e harmônicos entre si.Independentes como, se há uma dependência financeira do Legislativo e do Judiciário ao todo poderoso Executivo?Essa constatação é por demais simples e pode ser respondida com a resposta a esta primária indagação: de onde provêm os recursos financeiros que sustentam a máquina administrativa governamental, nela incluindo-se o Legislativo e o Judiciário?Talvez por isso mesmo não haja o menor compromisso da classe política e dos governantes com a nação e sua gente.Além do mais, o sistema de governo adotado – presidencialismo – permite que as políticas públicas visem tão somente atender a interesses escusos dos mandatários e seus cúmplices; da mesma forma, campeiam no território nacional as desigualdades sociais em todas as áreas.Ironicamente, o desenvolvimento estrutural e econômico do Brasil obedece a um processo natural de um país de território rico em recursos minerais e detentor de um patrimônio humano invejável a qualquer nação do planeta.Fora o dinheiro que vem de fora.Sem mencionar ainda que as fronteiras territoriais cerquem duas classes sociais e econômicas distintas de habitantes: o rico e o pobre.Essa estória de classe média é uma autêntica farsa social mantida pela argúcia dos dominadores.As reformas estruturais tão necessárias à nação somente ocorrerão após a mudança da forma de governo como um todo.Na atual república federativa e presidencialista não adianta, por exemplo, adotar-se um novo Código Penal se não houver uma radical transformação do sistema carcerário vigente e assim por diante.Como fazer uma reforma eleitoral com deputados e senadores eleitos pelo escrutínio popular e pensando nas próximas eleições?E tomem escândalos financeiros no Planalto e nos Parlamentos.Por acaso, o leitor/eleitor já escutou alguma voz emanada da Capital do país clamando por uma revisão da forma de governo no Brasil e na Constituição Federal?Na verdade, governantes e políticos da atualidade brasileira preferem deixar as coisas como estão para verem como ficam.Até que a ordem mundial com o seu implacável sistema econômico exija uma nova postura de gerência do bem público nas nações do planeta.Até lá, nesse País do Futebol, sai da cena do poder o PT e entra o PSDB e agremiações políticas periféricas.E vice-versa.E o Brasil verde-amarelo continua sendo, infelizmente e para todo o sempre o gigantesco país de um futuro que nunca chega.Até quando a nação dormirá em berço esplêndido?(*) Jornalista
Os poderes e a chuva. Por Felipe Gabrich

– Eureka! Finalmente descobri! – Entre pulos de alegria, a alma do jornalista Reginauro Silva, sentada numa nuvem espessa, era um vendaval de alegria.– Descobriu o que, Reginauro?” Perguntou-lhe curiosa a alma sentada ao seu lado, nada menos do que a do colega Luís Carlos Perereca.– Andava meio grilado pelo fato de não chover sobre Montes Claros neste mês de outubro, embora todas as condições climáticas apontassem para um bom período chuvoso no território, além de minhas insistentes intercessões junto a São Rocha.– São Rocha? Que bicho é esse?– O Patriarca, A Pedra, O Barbudo, São Pedro, ou outro nome que você lhe queira dar, mas o guardião dos céus e braço direito de Deus para assuntos climáticos.– Mas e daí?– Daí é que eu estava encucado com as desconversas de São Rocha toda vez que eu ia lhe pedir, a pedido de algum amigo ou amiga lá da Terra, para que ele abrisse as torneiras e fizesse chover sobre Montes Claros.– Mas o que você fez?– Simples. Deixei-me conduzir pelo faro investigativo do repórter que fui lá na Terra e dirigi uma saraivada de perguntas a São Pedro, de maneira a encurralá-lo mesmo, acerca de seu proposital esquivamento com relação ao meu pedido de chuva para Montes Claros. Até que, finalmente, ele abriu o verbo comigo.– Agora, o curioso sou eu. O que foi que ele lhe confessou?– Rapaz, se eu contar o que eu ouvi da boca de São Rocha lá na Terra meus amigos vão dizer que eu estou dando uma de político brasileiro. Ou que eu estaria contando mais uma mentira. A verdade é feia mesmo.– Afinal, o que lhe disse São Pedro?– Você nem vai querer saber. Ele me disse que ele não pode fazer chover em Montes Claros por uma questão de autonomia de poder.– Como assim?– Segundo o que me revelou, ele não poderia fazer chover em Montes Claros sem a prévia autorização de Deus, que pode tudo. De acordo com as suas palavras, Deus respeita muito a autonomia de poderes e lhe confidenciou que em relação à chuva, Montes Claros seria um caso à parte.– Mas, e daí?– Daí é que ele tem poderes para fazer chover em Bocaiúva, Coração de Jesus, Juramento, Francisco Sá, Capitão Enéas e territórios adjacentes, mas não poderia fazer o mesmo com relação a Montes Claros. Sempre nos períodos demarcados anualmente pelas condições climáticas. O Norte de Minas, por exemplo, de acordo com o calendário celestial, é contemplado com períodos de chuva nos meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro. Pode acontecer de chover em outros meses, mas é uma gorjeta divina à região. São Rocha disse ter recebido ordem taxativa de Deus de que é preciso respeitar a autonomia dos poderes entre o céu e a terra.– Quer dizer que São Pedro não quer que chova em Montes Claros no mês de outubro por uma questão de respeito à autonomia dos poderes?– Foi isso mesmo que São Rocha me confidenciou. As nuvens nimbo estão sobre o território montes-clarense, mas ele não faz a mínima força para que elas se transformem em chuva. Há um decreto municipal, que ele não quis dizer quem foi que assinou, estabelecendo em seu artigo primeiro que não pode chover em Montes Claros durante o mês de outubro. Como lei é lei, São Pedro lava as mãos e não pode fazer nada pela cidade.– E as orações e as súplicas dos fiéis não valem alguma coisa?– Valem sim, mas elas são encaminhadas diretamente para Deus, já que São Pedro não quer ferir a lei municipal, disse conclusiva a alma de Reginauro Silva e completou:– Por isso mesmo é que as chuvas em Montes Claros demoram um pouco!* Felipe Gabrich é jornalista
É preocupante o silêncio mórbido dos caminhoneiros

– Buzinas coniventes – Por Felipe Gabrich Não, não há o que se preocupar com os colares da apresentadora Ana Maria Braga.Afinal, ela é um produto comercial da televisão dos Marinho, que não gostam de Lula.Do molusco não se sabe, mas daquele nordestino analfabeto que se tornou líder sindical e presidente da República por duas vezes.Mas isso não vem ao caso.O que preocupa a opinião pública é o silêncio mórbido dos caminhoneiros do País.Aqueles mesmos.Que fizeram badernas mis e paralisaram o tráfego de carga pesada nas principais rodovias do território nacional.Corria o ano da graça de 2016.Diziam os bravos caminhoneiros estarem protestando contra a alta de preços do diesel, pela tarifa única dos fretes e por um salário nacional unificado da categoria.A opinião pública até compreendeu e achou justas as reivindicações da categoria.No fundo, no fundo, no entanto, como ficou provado com o passar dos dias, os profissionais do volante estavam apenas se acumpliciando com os partidos de oposição à época que esbravejavam pedindo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.Neste ano, sob a égide de um governo golpista, o preço do óleo diesel disparou.Os aumentos de preços são semanais.O preço do frete acompanhou os aumentos do combustível.Ainda não se implantou o salário unificado.Cadê as paralisações violentas?Desconfia-se, por isso mesmo, que em 2016 não houve movimento de paralisação da categoria.Quem fez arruaça e vandalismo nas estradas foram os simpatizantes pagos pelos líderes do golpe político que estava por vir.Por essa razão, não há por que afligir-se com os colares de uma apresentadora de televisão que faz o que o patrão manda.Até mesmo vestir-se de palhaço. * Felipe Gabrich é jornalista e colunista do EM CIMA DA NOTÍCIA
PITACOS – 03.12

PREFEITO DO PT GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL – Nesta República do Engana-me que eu Gosto, infelizmente, as coisas boas que acontecem em todos os níveis da federação não são badaladas na chamada grande mídia. Exemplo disso pode ser constatado nessa quinta-feira, 1, quando o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que é do PT, recebeu o prêmio “Desafio dos Prefeitos” e ganhou US$ 5 milhões para investir em um projeto de agricultura familiar em Parelheiros, na Zona Sul da capital. O evento aconteceu na cidade do México e foi organizado pela Bloomberg Philanthropies, organização do prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg. A competição, que premia as melhores iniciativas municipais que promovam o desenvolvimento urbano sustentável, contou com 290 cidades selecionadas. A capital paulista concorreu com o projeto “Ligue os pontos”, uma plataforma digital que pretende potencializar as políticas públicas relacionadas à cadeia da agricultura local, envolvendo produtores, distribuidores e consumidores. Se Haddad não fosse um ativista do PT, o feito, certamente, ganharia aplausos e flores do Palácio do Planalto. Eta que quá! REPÚBLICA VIRA BRINCADEIRA – Parece uma gozação, mas não é. O País promove discussões e mais discussões sobre o aumento de gastos públicos; o Rio de Janeiro é o estado que atravessa a maior crise financeira de toda a federação. Mesmo assim, onze funcionários do Tribunal de Contas do Município (TCM) — órgão responsável por fiscalizar as despesas da prefeitura do Rio — tentam convencer os conselheiros da corte a aprovarem uma resolução para que o grupo passe a receber uma série de benefícios. A lista inclui auxílio-moradia de R$ 4.377,73, mesmo para os que moram na cidade, dois meses de férias por ano e a possibilidade de converter em dinheiro as licenças-prêmio a que os servidores têm direito a cada cinco anos de trabalho. Além disso, reivindicam que seus cargos sejam vitalícios, como os dos conselheiros. Em tese, porém, essas benesses só poderiam ser dadas caso os vereadores aprovassem dois projetos de lei encaminhados pelo TCM ao Legislativo em 2014, que ainda não foram votados. Mas como vivemos num Brasil onde impera o estado de exceção, tudo é possível. IDOSOS PREOCUPAM INSS – Com o aumento da expectativa de vida e a redução da taxa de fecundidade, a fatia de idosos na população brasileira chegou a 14,3% em 2015, segundo dados divulgados nesta sexta (2) pelo IBGE. O número representa um crescimento de 46% em relação aos 9,8% verificados em 2005 e reforça o desafio para manter a sustentabilidade do sistema previdenciário, dizem técnicos do instituto. Os dados são do estudo Síntese de Indicadores Sociais, elaborado com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios). As informações são do jornal Folha de São Paulo. AGU DESMENTE TEMER – É impressionante como o festival de mentiras assola no Palácio do Planalto e a cada dia faz aumentar o descrédito no governo federal usurpador. Nessa quinta-feira, 1, coube à própria Advocacia Geral da União desmentir acintosamente o presidente da República golpista, Michel Temer, ao afirmar categoricamente que o problema do edifício La Vue, em Salvador (que redundou na queda de dois Ministros (o da Cultura e o de Governo) não poderia “em nenhuma hipótese”, ser encaminhado pelo IPHAN para aquela instituição. Segundo a advogada-geral da União, Grace Mendonça, a orientação neste sentido foi feita pelo presidente Michel Temer ao então ministro da Cultura Marcelo Calero, que entendeu o pedido como uma manobra para que a obra fosse liberada. Por isso mesmo, ele pediu demissão do cargo. Há até presidentes da República que ainda não acreditam na máxima popular que diz que “mentira tem pernas curtas”! AGRONEGÓCIO ESTÁ INDO PARA O BREJO – Pouca gente do alto escalão do governo federal usurpador vem prestando a atenção devida nos números registrados pelo desempenho econômico do País. Depois, o próprio governo usa a mídia com matérias pagas para dizer que tudo vai bem na economia nacional. Mas não é essa realidade que vem sendo mostrada aos brasileiros: nessa quinta-feira, 1, o jornal virtual Globo publicou notícia evidenciando que o agronegócio vem engrossando os dados negativos do PIB. O jornal lembra que em 2015 o setor ajudou evitar um rombo maior na economia brasileira, mas agora, pela segunda vez em 20 anos, acumula três semestres seguidos de retração e perdeu vagas de trabalho, influenciado pela queda das produções de milho, algodão, laranja e cana-de-açúcar. Conforme a mesma fonte a agricultura recuou 6,9% no terceiro trimestre de 2016 frente ao mesmo período do ano passado – segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o PIB, anunciados nesta quarta-feira (30). Foi o maior tombo para o período desde o início da série histórica do indicador, em 1996. ODEBRECHT DEIXA MUNDO POLÍTICO DE ORELHA EM PÉ – Segundo noticiou o jornal virtual do Globo, no final da tarde dessa sexta-feira, 2, todos os 77 executivos da Odebrecht, entre eles Emilio e Marcelo Odebrecht, assinaram os acordos de delação premiada entre quinta-feira e sexta-feira, segundo fontes ligadas à Lava-Jato. A maioria dos acordos foi fechada pela Procuradoria Geral da República (PGR), em Curitiba. Os depoimentos devem começar a ser prestados na próxima semana. Até a tarde dessa sexta-feira, sabia-se apenas que mais de 200 políticos estão envolvidos, mas desta feita não ou houve vazamento do que os executivos ainda vão falar. Daí os figurões da República estarem de orelha em pé. Advogados ligados ao caso dizem que as informações prestadas para o fechamento dos acordos são “quentes” e devem envolver políticos do cenário nacional. Os depoimentos são aguardados com apreensão no meio político. Há uma estimativa de que cerca de 200 políticos de todos os grandes partidos do país, do governo Michel Temer e da oposição serão denunciados pelos delatores. Entre os executivos que finalizaram o acordo de delação também está Pedro Novis, ex-diretor da empreiteira entre 2002 e 2009. Ele sucedeu a Emílio Odebrecht no comando da empresa e, depois, passou o bastão a Marcelo Odebrecht. Com isso, todos os líderes do grupo entre 1991 e 2015, que tiveram conhecimento sobre os atos da empresa,