Em poucos meses, apicultores evoluem técnicas e garantem mais renda

“Fico contando os dias para a visita da técnica de campo”. Essa fala não sai da rotina do apicultor Lucas Rodrigues, da cidade de Monte Azul. Em seu primeiro ano no Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), o produtor rural tem conseguido, enfim, tornar seu apiário produtivo, após a adoção de novas técnicas de trabalho. “O ATeG alavancou a atividade, melhorou tudo. Eu quase perdi todas as colmeias por erros de manejo e falta de conhecimento. O pouco que colhia de mel ficava próximo a 30 litros, de uma só florada. Agora cheguei a 100 litros só na florada do meio do ano, de aroeira”, exalta o apicultor. O cenário vivenciado por Lucas Rodrigues é comum para muitos apicultores da região. Apesar de já atuar na atividade, a rotina de trabalho dele ainda não era a adequada para que a apicultura se tornasse fonte de renda. “Eu era mais extrativista. Esse foi o primeiro ano que usei a centrífuga para colher o mel, por exemplo. Agora vejo o dinheiro entrar na conta com a atividade”, explica Lucas. Segundo a técnica de campo Jozelia Aparecida Ribeiro de Melo, foi feito um diagnóstico dos principais problemas no apiário de Lucas Rodrigues. Muitas correções de manejo, se não fossem realizadas, poderiam ter resultado no fim da atividade. “Ele não percebia o prejuízo que estava tendo com material, mão de obra e venda de mel por falta de produção. Com os ajustes feitos, a dedicação e entusiasmo do apicultor fizeram total diferença”, destaca a técnica de campo. Para os próximos meses estão programados mais ajustes, para que o produtor siga crescendo, como melhoria na alimentação das abelhas, divisões de enxames, troca e seleção de rainhas, troca de cera e formação de novos apiários. “Estou me preparando para ter colheita de ano completo para essa segunda etapa de ATeG. A intenção é que a apicultura venha a ser minha principal fonte de renda. Fico contando os dias para a visita da técnica de campo para ter novas ideias e aplicar no apiário”, finaliza o apicultor. Produção do zero A estruturação produtiva também vem ocorrendo para Margarida Soares Oliveira, em Coração de Jesus. Ela começou sua produção do zero, atuando de forma mais básica, deixando as colmeias soltas no matagal, sem controle e manejo. O resultado era, quase sempre, perda de mel e desânimo com a atividade. Agora, com técnica e conhecimento, ela já registra lucro na propriedade. A última florada teve produção de cerca de 52 quilos de mel. “Eu falo que ao entrar no ATeG eu fui iluminada. Foi uma graça de Deus. Eu achava que não tinha dinheiro para fazer os investimentos iniciais e manutenção da atividade. Mas o técnico foi me mostrando como atuar certinho e ter lucratividade com a atividade. Eu estava com duas colmeias e hoje tenho 12 em funcionamento e mais algumas para iniciar, investimento conquistado com o retorno financeiro do mel que vendi. Eu melhorei mais de 90% da minha atividade. Minha expectativa é finalizar o ATeG com 20 caixas bem trabalhadas, com planejamento e manejo corretos. A assistência melhorou meu trabalho e qualidade de vida”, afirma feliz Margarida Soares. A receita, segundo o técnico de campo Vanderson de Negreiro Alves, que acompanha o grupo de Margarida, é seguir aprimorando técnicas no campo. Ele comenta que várias pequenas ações foram determinantes para a apicultora. “Realizamos ações de manejo, como troca de cera e revisões periódicas das colmeias; fizemos o povoamento de colmeias vazias; a padronização de material de trabalho, para ajudar no manejo de todo o apiário, entre outros. A avaliação até aqui é que o trabalho já está surtindo efeito. A produção praticamente triplicou, o que simboliza mais motivação com a apicultura. Até os familiares que não viam como alternativa de renda é outro cenário”, opina Vanderson de Negreiro. Empreender Ânimo renovado também não falta para Nivaldo Soares Correia. Após anos trabalhando em fazendas na região de Grão Mogol, ele decidiu se dedicar exclusivamente à produção agrícola própria, e a apicultura vem tomando papel primordial na decisão. Mas o contorno empreendedor da atividade só ganhou forma nos últimos meses. Apicultor há 20 anos, ele não conseguia transformar o apiário produtivo. “Eu comecei e parei algumas vezes na atividade. Mantive minhas caixas em bom estado, mas com pouca atividade e colheita. Agora que veio o desenvolvimento e o Sistema Faemg Senar tem ajudado. A forma de trabalho mudou. Eram muitas práticas e manejos errados, prejudicando o desenvolvimento das colmeias”, lembra. A média de produção nem entrava em anotações muito certeiras por ser baixa. Hoje, somente do balanço do mês de setembro, foram mais de 200 kg de mel de floradas diversas. “Faço a gestão de 114 colmeias, algumas em pastos apícolas de fazendas em ex-empregadores. Eu mudei completamente a forma de trabalhar, fazendo corretamente o que o técnico passa”, finaliza Nivaldo Soares. O resultado tem sido tão positivo neste primeiro ano de ATeG, que ele já está trabalhando a sucessão do negócio. O filho de Nivaldo, Wemerson Fernando, de 26 anos, deixou o trabalho em Montes Claros para voltar a Grão Mogol e trabalhar com o pai na apicultura.
Período seco causa semana de incêndios na região

Fogo deve ser evitado como forma de limpeza de terrenos, orienta Corpo de Bombeiros As altas temperaturas causadas pelo fenômeno atmosférico El Niño, caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico, têm causado alterações em todo o Brasil nos últimos dias. As temperaturas têm batido recordes em todo o Norte de Minas, aumentando os riscos de queimadas, mortalidade de animais, danos à saúde e prejuízos que resultam das queimadas, as quais também têm gerado interrupção de energia elétrica. Desde o início da semana, Bombeiros Militares registraram focos de incêndios em áreas florestais em cidades do Norte de Minas. Na manhã da última segunda-feira (25), um grande incêndio florestal foi controlado próximo à comunidade de Gameleira, no município de Ubaí. O 8° Pelotão de Bombeiros de Januária realizou o combate ao incêndio em uma vegetação mista, pastagem e cerrado, que havia se espalhado por várias propriedades rurais da região. Ao todo, foram quatro dias de combate, e durante a aferição da área queimada, foram verificados 950 hectares. Na tarde da última terça-feira (26), o Corpo de Bombeiros Militar atendeu uma ocorrência de incêndio em vegetação na comunidade de Vargem Dourada, em um local conhecido como Cascudo. A equipe de bombeiros se deparou com um incêndio em pastagens, cerrado e em uma área particular. Aos arredores do local, haviam animais, como equinos e bovinos, e um deles foi atingido pelas chamas. Na manhã da última quarta-feira (27), o Corpo de Bombeiros Militar de Francisco Sá foi acionado para atender uma ocorrência de incêndio em área rural não protegida, na comunidade de Cafundó, distrito de Vale das Cancelas, no município de Grão Mogol. Os focos foram localizados em uma região de serra, de difícil acesso. Na manhã da última quarta-feira (27), o Corpo de Bombeiros Militar de Francisco Sá foi acionado para atender uma ocorrência de incêndio em área rural não protegida, na comunidade de Cafundó, distrito de Vale das Cancelas, no município de Grão Mogol. Os focos foram localizados em uma região de serra, de difícil acesso. Desta forma, todas as informações possíveis foram levantadas para um planejamento adequado ao combate às chamas, como o sentido de progressão do incêndio, a estimativa da área queimada, bem como outras informações sobre logística e suporte para continuação das ações no dia seguinte. Por último, na manhã desta sexta-feira (29), militares controlaram um incêndio florestal, próximo ao Morro da Coruja, no bairro São José, em Salinas. A equipe de bombeiros teve apoio da Guarda Municipal. PREVENÇÃO O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais orienta a sociedade a evitar os incêndios florestais como a melhor maneira de não ser afetada por seus efeitos. Os militares recomendam não utilizar fogo para a limpeza de terrenos e não queimar qualquer tipo de material próximo a áreas de risco. Em caso de emergência, ligue para o número 193. Genne: O Norte
Museu recebe exposição fotográfica ‘Aldeia do Amanhã: Kokren Priãn’

Por Manoel Freitas – O Norte O Brasil abriga um grande número de povos indígenas, em festa, mais do que nunca, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quinta-feira (21), que considerou inconstitucional a tese do marco temporal das terras indígenas. E é nesse momento importante que a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), abre em seu Museu Regional, em diferentes espaços, exposição do artista Auiri Tiago, fruto de sua convivência de 42 dias com o Povo Panará, principalmente na Aldeia Nânsepotiti. Oficialmente contatados em 1973, quando a estrada Cuiabá/Santarém (BR-163) estava em construção e cortava seu território tradicional, são também conhecidos como Krenakore ou Indígenas Gigantes. Há 26 anos concluíram seu retorno a uma parte de suas terras tradicionais na fronteira do Mato Grosso com o Pará, deixando o Parque Indígena do Xingu (MT) após longo exílio forçado. Exílio necessário na época posto que a violência do contato ocasionou a morte de dois terços de sua população, em razão de doenças e massacres. Ou seja, são protagonistas de uma saga. De modo que Auiri não escolheu a etnia por acaso. “O aprendizado com meus manos da floresta foi imensurável”, resume o artista montes-clarense. “Foi muito bom estar tão perto dos Panará, que conseguiram retomar várias tradições perdidas, além de um expressivo crescimento demográfico, hoje são mais de 500”. O REINO-ALDEIA QUE EXISTE EM NÓS Ativista, aos 35 anos de idade, “bem vividos”, aborda a questão dos direitos dos povos originários e utiliza a arte como ferramenta de existir. “A exposição, por desejo, oferece aos de coração puro, forças para despertar o reino-aldeia que existe em nós. Coragem nunca a de nos faltar!”, diz Auíri Tiago, filho de Dona Maria e Seu José. A exposição, ressalta, é seu modo de demonstrar respeito à sua história, cultura e ancestralidade dos Panará. “Caí aqui na Terra, para experimentar ser um humano, latino americano, brasileiro, norte mineiro, catrumano de coração, cosmopolita de alma”. Formado em Letras, especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social pela UFMG, mestre em Educação Internacional pela Universidade da Flórida, possui oito livros publicados “e outros 88 em sua cabeça”. Quando completou 33 anos, “decidi morrer pra continuar vivendo, ou seja, largou tudo e começou outros caminhos, agora estudante de Biologia. Percorreu o mundo, “aprendi muitas coisas, menos odiar”. Hoje, mora em uma casinha no meio do mato/cerrado, desfrutando dos seus anos sabáticos e longe da correria da cidade grande. Exercitou em gostar de pintar e fotografar como forma de “descobrir as insignificâncias do mundo”. Sobre os “Indígenas Gigantes”, explica ser prazeroso saber que sua população é crescente, “tanto é verdade que fundaram mais quatro aldeias, Nânsepotiti-Kresan, Sankuê, Sôkarasã e Kôtikô “para distribuir melhor os recursos naturais, a caça e os peixes, de modo que haja fartura e nada falte a eles”. Povo Panará, coração de criança O NORTE foi ao Museu Regional da Unimontes, no centro histórico de Montes Claros, para documentar a exposição “Aldeia do Amanhã: Kokren Priãn (coração de criança), de Auiri Tiago. Percorreu os vários ambientes da mostra fotográfica com Andréia Fonseca Mourão, professora de arte da Escola Estadual Professor Alcides de Carvalho e da Escola Estadual Clóvis Salgado. “No conjunto da exposição, fica muito claro que há almas de crianças, espírito de crianças em tudo, pela delicadeza, pureza do trabalho”, frisa a professora, explicando que “existe duas vertentes igualmente importantes: as fotografias em preto e branco evidenciam os traços fortes, ao mesmo tempo em que as cores são puro encanto”. No seu modo de entender, mostras fotográficas, especialmente de etnias, “são de grande importância para manter vivas as culturas de povos originários, porque essa arte, nas mãos de quem tem grande sensibilidade, é na verdade um valioso instrumento para que os estudantes entendam a necessidade de valorizar a diversidade étnico-racial”. Para a educadora, que acompanha mês a mês a programação do Museu Regional da Unimontes, “a arte de Auiri traz uma reflexão profunda acerca da necessidade de manutenção do mundo e do modo se ser indígena. Salienta que as visitas que faz ao centro histórico “acabam por proporcionar bons debates dentro da sala de aula”. “Todas são lindas, maravilhosas, mas a que gostei mais foi a dos indígenas correndo em meio às borboletas. Vejo como absolutamente necessária a valorização dos artistas locais, tanto é verdade que acabamos de estudar com os alunos o patrimônio histórico e cultural do Norte de Minas, até porque Montes Claros recebe muitos alunos de todos os municípios da região, do ensino médio à faculdade”, concluiu a professora Andréia Mourão.
Sebrae realiza o 1º Fórum de Desenvolvimento Econômico Regional, em Salinas

Promovido pelo Sebrae Minas e parceiros, o evento discute estratégias para impulsionar o Vale do Lítio A cidade de Salinas, no Norte do estado, vai sediar a 1ª edição do Fórum de Desenvolvimento Econômico Regional, que contempla municípios do Alto Rio Pardo. O evento tem o objetivo de discutir e apresentar estratégias sobre como o lítio pode trazer o crescimento para a região, que é conhecida como Vale do Lítio. O encontro será realizado nos dias 28 e 29 de setembro, no espaço Lília Buffet. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio deste link. Promovido pelo Sebrae Minas e parceiros, o Fórum reunirá lideranças dos setores público e privado, empresários e empreendedores. Na programação, serão debatidos assuntos relacionados à regulamentação da liberdade econômica, arranjos produtivos, inovação no agronegócio e as formas de potencializar o desenvolvimento dos municípios por meio da mineração. Haverá ainda palestras ministradas por representantes de diversas instituições públicas e privadas, incluindo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Empresa de Assistência Técnica de Minas Gerais (Emater-MG) e a Invest Minas – Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais. Haverá, também, um painel promovido pela Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. De acordo com o analista do Sebrae Minas Albertino Correia, o Fórum será uma grande oportunidade para a troca de conhecimento e informações. “Serão compartilhadas experiências, estratégias e ações de políticas públicas que possam alavancar os pequenos negócios por meio de setores como mineração e energia, contribuindo para o desenvolvimento da região”, afirma. O 1º Fórum de Desenvolvimento Econômico Regional é uma realização do Sebrae Minas, em parceria com a Prefeitura de Salinas, Associação Comercial Empresarial/Câmara de Dirigentes Lojistas de Salinas (ACE/CDL), Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Governo do Estado de Minas Gerais, Governo Federal, Circuito da Cachaça, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Invest Minas, Emater -MG e empresas mineradoras da região. Mineral potencial Salinas é uma das cidades que integram o Vale do Lítio – que inclui ainda os municípios de Araçuaí, Capelinha, Coronel Murta, Itaobim, Itinga, Malacacheta, Medina, Minas Novas, Pedra Azul, Virgem da Lapa, Teófilo Otoni e Turmalina, entre outros . Minas Gerais também é o principal produtor mundial de nióbio, sendo que a maior mina está localizada na cidade de Araxá (Alto Paranaíba), responsável por 57% das reservas do mineral. Estudos do Serviço Geológico Brasileiro indicam também a existência de 45 jazidas de nióbio no Vale do Lítio, com grande potencial econômico. SERVIÇO 1º Fórum de Desenvolvimento Econômico Regional Data: 28 e 29/9 Horário: dia 28, a partir das 13h; dia 29, a partir das 8h30 Local: Lilia Buffet (Rua das Flores, 685, bairro Cândido Village) Inscrições : https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfZxdD-ZVL6KLn12zYPo7m0ymfcWT0RI521dVYO_rjYQJ7m7g/viewform Evento gratuito Programação: Dia 28/9 – Quinta-feira 13h: Credenciamento 13h30: Abertura 15h30 : A regulamentação da liberdade económica e melhoria do ambiente de negócios 16h30: Cidade do futuro, Competir Minas e inovação nas micro e pequenas empresas 17h: Conexão Empresarial Minas 18h: Potencialidades dos Arranjos Produtivos Locais 18h40: Porque Minas Gerais se tornou referência na atração de investimentos – Invest Minas 19h30: Importância do apoio da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha 20h: Painel com diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) Dia 29/9 – Sexta-feira 8h30 : Inovação no agronegócio e na mineração 9h15: Potencialidades e desafios do desenvolvimento econômico em regiões mineradoras 10h : Mineração e energia em Minas Gerais 10h45: Como potencializar os municípios por meio da mineração 11h45 : Almoço 14h: Apresentação da Agência Nacional de Mineração (ANM) 14h45: Painel sobre como promover o desenvolvimento da região por meio das mineradoras
Paula Gusmão é um dos consagrados nomes da música do Norte de Minas

CANTORA JANAUBENSE PAULA GUSMÃO SE DESTACA NACIONALMENTE COMO VOCAL DE APOIO NOS SHOWS DO CANTOR EDUARDO COSTA E DA DUPLA CÉSAR & PAULINHO Fotos divulgação/reprodução Por Oliveira Júnior, em seu Blog Artistas como Madonna, Daniela Mercury, Mick Jagger, Elton Jhon, Simone & Simaria, Sting e Mariah Carey já foram vocal de apoio de outros cantores JANAÚBA (por Oliveira Júnior) – Paula Gusmão é um dos consagrados nomes da música de Janaúba e do Norte de Minas. Ela começou a cantar aos 9 anos de idade ao lado do pai, Paulo Gusmão, no programa Roda de Viola, em Janaúba. Atualmente, ela faz parte da equipe de músicos de renomados artistas do show business, do entretenimento nacional. Nos últimos meses, Paula Gusmão vem conciliando a vida acadêmica do curso de Medicina com a participação especial em shows pelo Brasil a convite da produção dos artistas. Na folga das aulas na faculdade em Montes Claros, a janaubense embarca rumo à Goiânia ou outra cidade brasileira. A cantora janaubense exerce uma nova e importante missão: Backing vocal. Recentemente, Paula Gusmão emprestou a sua bela voz em apoio ao cantor Eduardo Costa. Foi na gravação das mais novas músicas do repertório do cantor. Paulinha fez parte do trio de backing vocal da banda de Eduardo Costa. Ela também cumpriu com eficiência essa atribuição na gravação do dvd da dupla César & Paulinho possibilitando a harmonia entre as vozes desses dois cantores da música sertaneja. “Tenho muita gratidão pela música, por tudo que vivi e aprendi”, mencionou Paula Gusmão em contato com o site do jornalista Oliveira Júnior nesta segunda-feira, dia 11 de setembro. Da parceria com o pai, a menina Paula sonhou e vivenciou a música como a maneira de se alegrar. É certo que entre a infância e a juventude a cantora deparou com algumas dificuldades no caminho da música. Parou, refletiu e soube aguardar o tempo para uma nova caminhada. Uma pausa nas apresentações em público, no dia a dia o investimento na qualificação profissional e acadêmica. Frequentou a faculdade de Fisioterapia e deixou o estudo no último período do curso para iniciar o curso de Medicina. Paula Gusmão está determinada para, em breve, exercer a profissão de médica. Entre uma aula e outra de anatomia, a janaubense sabe que a musicalidade está em sua veia. Paula Gusmão, à esquerda da foto, na equipe de backing vocal em show do cantor Eduardo Costa. “Hoje continuo trilhando meu caminho na Medicina e aberta às novas possibilidades de trabalho na música que poderão chegar”, declarou Paula Gusmão que inclui em sua carreira a experiência nacional como backing vocal, função essa exercida também por consagrados cantores e cantores brasileiros e internacionais, caso de Daniela Mercury, Madonna, Elton Jhon e a dupla Simone & Simaria – essas duas irmãs, atualmente em carreira solo, foram vocalistas de apoio do cantor Frank Aguiar. Sim, Elton John é um dos maiores astros do pop. Mas houve uma época em que ele fazia também vocal de apoio. Antes de se tornar a Rainha do Axé, Daniela Mercury foi backing vocal da Banda Eva e de Gilberto Gil. Continua após a publicidade Antes de sua carreira solo emplacar, Phil Collins tocou bateria e fez backing vocal no Genesis. Whitney Houston, Mariah Carey, Sting do The Police, Madonna, Jennifer Lopez, Mick Jagger, Katy Perry são alguns dos artistas que exerceram, assim como a janaubense Paula Gusmão, a função de vocalista de apoio. Não se esqueça que antes de se tornar o vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl foi baterista e vocal de apoio do Nirvana.
Padre João e Leleco Pimentel destinam emendas parlamentares para o Dilson Godinho

Parlamentares visitam HDG e elogiam infraestrutura para pacientes do SUS Na manhã dessa sexta-feira (08/9), o deputado federal João Carlos Siqueira, conhecido como Padre João (PT) e o deputado estadual Whelton Pimentel de Freitas, conhecido como Leleco Pimentel (PT), fizeram uma visita às dependências do Hospital Dilson Godinho (HDG). Os parlamentares foram recebidos pelo diretor-presidente Helder Leone Alves de Carvalho, o superintendente Antônio Cezar dos Santos e a gerente Administrativa, Marla de Almeida Pinheiro. Helder Leone ressaltou os recursos outrora destinados pelos parlamentares, via emenda parlamentar, para a contínua assistência e melhorias nos processos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Agradecemos as visitas do deputado federal, Padre João e do estadual, Leleco Pimentel que puderam ver pessoalmente como estamos aplicando de forma correta, os recursos por eles trazidos outrora. Eles também puderam ver de perto, as condições que hoje recebemos os pacientes do SUS. Estamos investindo de forma correta, os recursos trazidos por eles e por outros parlamentares, sempre visando à melhoria da atenção dos pacientes”, destacou o diretor-presidente do HDG. O deputado federal Padre João reafirmou a parceria com o HDG e disse ter ficado encantado com a infraestrutura oferecida aos usuários do SUS. “Quero reafirmar o meu compromisso em ajudar a cada ano o HDG com nossas emendas parlamentares. Aproveito para parabenizar o hospital que hoje se encontra em um nível padrão de excelência. Isso me deixa muito feliz e motiva a ajudar cada vez mais, até mesmo porque a gente sabe porque a gente sabe que o hospital atende a população de toda região do norte de Minas”, ponderou padre João. Já o deputado estadual Leleco Pimentel destacou o projeto “juntos para servir”, idealizado para unir as duas candidaturas em benefício da população e destacou o importante papel do SUS na assistência aos mais necessitados. “No projeto ‘Juntos para Servir’, eu e o padre João, tanto no orçamento quanto na ação, pensamos e agimos para valorizar cada vez mais o SUS, pois entendemos que a política nacional de valorização tem que chegar à ponta, na população. Nossa gratidão pelo acolhimento do HDG e parabenizamos, porque acolher as pessoas é a melhor forma de valorizar a vida”, finalizou Leleco Pimentel. Com informação das Ascom/HDG / Fotos: Wesley Gonçalves de Souza
Stedile: ‘Se o governo não colocar recursos na mídia popular, vai se arrepender depois’

Indagado sobre a comunicação no governo Lula 3, João Pedro Stédile, dirigente do MST, foi contundente: “se não colocar recursos na mídia popular, irão se arrepender, especialmente quando chegarem as eleições!”. Durante a coletiva concedida nesta segunda-feira, 28 de agosto, às mídias progressistas, a convite do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Stédile também criticou a divulgação do governo sobre seus programas neste primeiro ano de mandato. “O povo precisa estar informado sobre o que é necessário saber, inclusive as políticas públicas”, diz. “Não adianta ter bons programas de governo se ninguém sabe que existem ou como participar”. Em relação à distribuição da publicidade oficial, amplamente concentrada pela mídia hegemônica e, em especial, nas mãos da Globo, Stédile ironiza: “dar dinheiro para a Globo é como lavar um porco com xampu. Não dura 15 minutos!”. Abaixo, o vídeo com a íntegra da entrevista de Stédile à mídia alternativa. Viomundo
DPVAT – Empresário e policiais civis são condenados em Montes Claros

Eles são acusados de envolvimento em esquema de fraude contra o o Seguro Obrigatório por Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o sócio-administrador da Santana Seguros foi o responsável pelo patrocínio de milhares de pedidos administrativos e ações judiciais fraudulentas que reclamaram, junto ao Poder Judiciário, o pagamento de vantagens indevidas por supostas lesões ocorridas em acidentes de trânsito. Os policiais, por sua vez, em troca do recebimento de vantagens indevidas, encarregavam-se de elaborar boletins de ocorrência, com conteúdo de falsidade ideológica, destinados a instruir os pedidos administrativos e as ações judiciais. Consta ainda que a intermediária tinha acesso às informações quanto a pessoas acidentadas no trânsito por meio de acesso ao banco de dados do Sistema Reds, levado a efeito a partir de senhas fornecidas pelos policiais corrompidos. A decisão da 2ª Vara Criminal de Montes Claros condenou os réus às seguintes penas: Sócio-administrador da Santana Seguros: condenado por organização criminosa e corrupção ativa a 13 anos, 10 meses e oito dias de reclusão, em regime inicial fechado. Delegado de Polícia: condenado por organização criminosa e corrupção passiva a 17 anos, quatro meses e sete dias de reclusão, em regime inicial fechado. Um dos investigadores da Polícia Civil: condenado por organização criminosa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional a seis anos, quatro meses e 16 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. O policial teve a pena reduzida em virtude de acordo de colaboração premiada celebrado. Outro investigador da Polícia Civil: condenado por organização criminosa e falsidade ideológica a sete anos, um mês e 22 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Todos foram condenados ao pagamento de multa e poderão recorrer da decisão em liberdade. O oferecimento da denúncia pela Promotoria de Justiça de Montes Claros ocorreu após a deflagração da operação Tempo de Despertar, deflagrada em 2015 pela Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Norte de Minas, em conjunto com as polícias Federal e Militar. Esquema de fraude no seguro DPVAT Conforme narrado na denúncia, apesar de o próprio acidentado poder pleitear o pagamento da indenização, a contratação de empresas como a Santana Seguros, que ficava com até 40% do valor recebido pela suposta vítima, ocorria basicamente por dois motivos: a suposta vítima não havia se acidentado e era preciso “fabricar” um boletim de ocorrência para legitimar o recebimento do seguro, ou as lesões efetivamente decorrentes do acidente de trânsito não legitimavam o recebimento do seguro nos patamares desejados. Em ambas as hipóteses, o empresário, agindo por meio de extensa rede de colaboradores, obtinha a documentação falsa utilizada para alicerçar os requerimentos indenizatórios. Foram identificados cinco grupos que levavam a efeito as fraudes: dos financiadores, no qual se destaca a atuação de representantes da Seguradora Líder; dos empresários e facilitadores sócios das empresas que prestam serviço na área de seguros e servem de intermediários entre a Líder e supostas vítimas de acidentes de trânsito; de policiais civis e militares, que valendo-se da condição de servidores públicos, vendiam informações às seguradoras acerca de pessoas acidentadas e ainda se responsabilizavam pela confecção de boletins de ocorrência com conteúdo falso; dos profissionais que atuam na área da saúde, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos e agentes administrativos responsáveis por fornecer laudos periciais com conteúdo falso; e dos profissionais que atuam na área da advocacia responsáveis por ajuizar ações com documentos falsos, inovando e agravando condições de saúde de supostos acidentados. Segundo apurado, o grupo condenado agia em Montes Claros e região. Dados levantados pela Polícia Militar demonstram um crescimento injustificável dos acidentes de trânsito em municípios onde havia representantes ou filiais de empresas investigadas. Em alguns casos, como em Cristália, Japonvar, Lontra e São João da Ponte, entre 2010 e 2013, o número de acidentes automobilísticos cresceu mais de 200%. Em Montes Claros, saltou de 4.451 em 2010, para 10.951 em 2013, um crescimento de 146%. Outras pessoas envolvidas foram denunciadas em ações distintas. As fraudes contra o seguro DPVAT reveladas no âmbito da operação Tempo de Despertar contribuíram para importantes mudanças no sistema de cobranças do seguro obrigatório, reduzindo significativamente os valores cobrados dos proprietários de veículos automotores nos últimos exercícios. Fonte: MPMG
Chefe de quadrilha que emitiu 65 diplomas falsos de medicina é presa na 251

Foragida, líder do grupo criminoso foi capturada na BR-251, em Montes Claros. Falsos médicos pagavam até R$ 400 mil Uma mulher, de 42 anos, apontada como a chefe de uma quadrilha especializada na falsificação de diplomas de medicina, foi presa na tarde deste domingo (27/8) na BR-251, em Montes Claros, no Norte de Minas, durante uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ela foi capturada após um veículo Jeep Compass, com placas de Montes Claros, ser abordado no KM 514 da rodovia. Segundo a PRF, a mulher, que estava sentada no banco do passageiro, apresentou uma CNH Digital como identificação pessoal. O documento, no entanto, era de outra pessoa. Após a tentativa de fraude ser descoberta, os policiais também identificaram que ela tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A ocorrência foi encaminhada à delegacia da PF em Montes Claros. Falsos médicos pagavam até R$ 400 mil Vale dizer que a Polícia Federal já havia cumprido quatro mandados de prisão em junho, quando três homens envolvidos no esquema foram presos. Na ocasião, a chefe do grupo criminoso, Ana Maria Monteiro Neta, segundo revelou o Fantástico, estava foragida. A Polícia Federal disse que falsos médicos pagavam até R$ 400 mil por diplomas de faculdades de medicina. A quadrilha, conforme revela a reportagem, falsificava documentos de faculdades de medicina para obter registros e vendê-los aos interessados. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) emitiu ao menos 65 registros com documentos falsos. Para enganar os conselhos regionais, o grupo criava e-mails falsos em nome das instituições de ensino, já que a primeira documentação dos alunos formados é enviada pelas universidades. Maioria dos registros fraudados eram da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Na ocasião, em nota enviada ao Fantástico, a instituição de ensino informou que “todos os documentos recebidos pelo Cremerj não foram emitidos ou assinados pela universidade e são ilegítimos”. Fonte: Jornal Estado de Minas
SRS e SMS de Janaúba realizam oficina prática com médicos e enfermeiros

Numa iniciativa da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, juntamente com o Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Janaúba, dezenas de médicos e enfermeiros participaram de Oficina Prática em Avaliação Multidisciplinar em Hanseníase. A doença, também conhecida como lepra, é uma infecção causada por uma bactéria que ataca os nervos periféricos e a pele. É uma das doenças mais antigas que acometem o homem, com referências datadas de 600 anos antes de Cristo. Os médicos e enfermeiros que participaram da oficina trabalham em Unidades Básicas de Saúde (UBS), principal porta de entrada da população ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na abertura da capacitação, o secretário de saúde de Janaúba, Helvécio Campos Albuquerque, ressaltou que “as atividades práticas fazem parte da meta de ações do município, com foco na atualização dos profissionais que atuam na saúde pública”. Durante a oficina, foi apresentado o panorama epidemiológico da hanseníase no município de Janaúba. Os profissionais receberam orientações quanto aos aspectos microbiológicos, sorológicos e também com relação ao teste rápido para a detecção da doença. As referências técnicas das Coordenadorias de Vigilância Epidemiológica e de Saúde da SRS Montes Claros, Siderllany Aparecida Vieira Mendes e Damaris Soares do Carmo; o médico e professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Mariano Fagundes Neto Soares; Karine Suene Ribeiro, doutoranda em ciências da saúde; e Thaís Emanuely de Freitas Teixeira, referência técnica em vigilância epidemiológica de Janaúba, fizeram apresentações sobre o avanço no diagnóstico da hanseníase; tratamento; notificações de casos no Sistema de Informações de Agravos de Notificações (Sinan) e avaliação dermatoneurológica simplificada em hanseníase. (Ascom SES-MG)