Peruaçu pode ser primeiro geoparque de Minas

Peruaçu: áreas com importância geológica na história da Terra (Manoel Freitas) Reconhecimento seria divisor de águas para o turismo regional Por Manoel Freitas – O Norte Com 56.448 hectares, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, criado em 1999, não é somente uma das maiores unidades de conservação do Brasil, como, igualmente, a que está no centro das atenções da Sociedade Brasileira de Espeleologia, por reunir nada menos do que 80 sítios arqueológicos e 180 cavernas catalogados e registrados. Toda essa riqueza foi anunciada como candidata a Patrimônio da Humanidade em setembro de 2019, a partir de lista indicativa junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência (Unesco), com base em informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Contudo, os trabalhos do comitê gestor da candidatura do parque foram paralisados em março de 2020 em função da pandemia de Covid-19, prejudicando o pleito que colocaria os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no extremo Norte de Minas, na crista da onda do turismo nacional e internacional. Por outro lado, a farta documentação que fundamenta a candidatura à Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade, é agora, também, base de mais uma proposta, desta feita junto Serviço Geológico do Brasil (CPRN), a quem compete legitimar o título nacional e, posteriormente, a pretensão junto ao Programa Geoparques Globais da Unesco, concebido como resposta à necessidade de proteger áreas com importância geológica na história da Terra. Idealizado em 2015, já foram certificados como tal 177 áreas envolvendo um número de sítios geológicos de importância científica e com potencial uso didático ou turístico. De modo que os articuladores trabalham com o propósito de o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu receber esse título, o primeiro em Minas e o quarto no Brasil, a tempo de ser anunciado em Belo Horizonte, em 2025, durante a realização do 19º Congresso Internacional de Espeleologia. Para falar sobre esse novo desafio e possibilidade que se apresentam para o Peruaçu, O NORTE teve acesso aos números que podem transformar o Parque Nacional, distante 218 km de Montes Claros, em referência mundial, o que, segundo o coordenador da campanha, Leonardo Giunco, da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), representaria para o turismo de Minas Gerais “um salto tão gigantesco como seus cânions”. Acerca da relevância da nova possibilidade, a reportagem ouviu igualmente o secretário de Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Januária, Aurélio Vilares. É que a cidade ribeirinha tem a maior parte do território da unidade de conservação, além de ser a porta de entrada para o Vale do Peruaçu. Explicou que “o pleito de geoparque junto à Unesco é um trabalho feito com grande prioridade pelo Comitê Coordenador da Candidatura do Parque, de modo que acreditamos que esse reconhecimento será um divisor de águas para nosso turismo, principalmente a nível mundial”. Pandemia e a mudança de rota Membro da Sociedade Brasileira de Espeleologia, o coordenador da campanha do Peruaçu à categoria de Geoparque, Leonardo Giunco revelou a O NORTE que, na atualidade, todos os esforços estão voltados para elaboração de um “dossiê simplificado, detalhamento de cada atrativo, muitos elaborados já em 2017”. No seu modo de entender, a classificação reforçaria no futuro a candidatura à Patrimônio Mundial. Justificou que “a questão da candidatura à Patrimônio Mundial deu uma desarticulada em função de alguns fatores, alguns internos e outros externos, mas o principal foi a pandemia da Covid-19, porque a Unesco fechou tudo, de formas que as datas, as metas que tínhamos previstas foram todas por água abaixo, porque se ninguém podia sair de casa, quando mais fazer as coisas andarem e nível internacional”. Observou que, “mesmo com o apoio irrestrito que tínhamos do Ministério da Cultura, fomos orientados – de modo muito claro – a buscar primeiramente a chancela de Geoparque, mais fácil, mais rápida, muito mais barata e com igual visibilidade”. A mudança de rota, nesse momento, segundo Léo Giunco, seria do mesmo modo um alerta da Secretaria de Biodiversidade, à qual estão subordinados todos os parques nacionais do Brasil. Por fim, disse que em 2019, na candidatura a Patrimônio Mundial “estava à frente do Peruaçu apenas os Lençóis Maranhenses, e hoje nem se fala nisso, dada a combinação de fatores que dificultou as candidaturas junto à Unesco”. Turismo nacional e internacional Na visão de Aurélio Vilares, secretário de Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Januária, desde 2017, quando do anúncio do pleito do Peruaçu à Patrimônio Mundial, não faltou em nenhum momento esforços por parte de seu Comitê Coordenador. Então, disse não ter dúvidas de que até 2025 o Parque Nacional será reconhecido como Geoparque, “proporcionando um novo olhar para nosso complexo espeleológico e arqueológico, que figurarão em definitivo no mapa do turismo nacional e, principalmente, internacional”. Para o secretário, “o Peruaçu reúne todos os atributos essenciais para atender ao reconhecimento como Geoparque, que vão desde os sítios que apresentam belezas únicas, a exemplo a maior estalactite do mundo, a Perna da Bailarina, na Gruta Janelão, e, do mesmo modo, grandes áreas de alta relevância para preservação e conservação do cerrado e Mata Atlântica”. Chamou atenção para outra característica fundamental ao pleito, “a existência de muitas comunidades no seu entorno, que já desempenham importante papel no desenvolvimento do turismo sustentável da região, gerando renda e melhorando a vida dos moradores”. Para Aurélio Vilares, “ter o Vale do Peruaçu em nosso território é um grande privilégio e reconhecemos sua importância para cadeia produtiva do turismo, percebida a olho nu pelos turistas e pesquisadores que visitam o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu desde que foi criado, em 1999”.

Museu, uma vontade de memória – Por Marcelo Valmor*

Até então sem um arcabouço institucional seguro para definir uma rota, os museus ganharam, a partir de 14 de janeiro de 2009, o Estatuto dos Museus através da Lei 11.904. Essa Lei será, a partir desta data, portanto, o instrumento normatizador dessas instituições. Já no seu artigo 2º ela define a relação dos museus com a sociedade que os cerca: a valorização da dignidade humana; a promoção da cidadania; o cumprimento da função social; a valorização e preservação do patrimônio cultural e ambiental; a universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural; o intercâmbio institucional. Assim sendo, os museus são instituições sem fins lucrativos que estabelecem com a comunidade na qual estejam inseridos um princípio identificador com a memória, aqui tomando memória como elementos físicos, ambientais e históricos, conservando, investigando, comunicando, interpretando e expondo, para fins de preservação, estudo,  pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, conforme preconiza a Lei 11.904, no seu Artigo 1º. A própria origem etimológica da palavra museu nos revela essa função básica. Museu vem do grego e quer dizer musas. As musas eram entidades da mitologia grega, filhas de Zeus e de Mnemosine, a deusa da memória. É nesse quadro, portanto, que se insere o Museu Regional do Norte de Minas Gerais (MRNMG), instituição vinculada à pró reitoria de Extensão da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A nossa missão, assim, está definida na perspectiva de uma universidade pública e gratuita, formadora de profissionais e cidadãos para Montes Claros, Minas Gerais e o país, tendo o MRNMG como um braço dessa estrutura, capaz de gerar relações culturais entre os membros das comunidades nas quais está inserido, levando em consideração o passado não apenas como um mero depositário do que “ficou para trás”, mas como um elemento vivo e ativo, presente em nossas atitudes, sonhos e desejos, e que vislumbram sempre um futuro melhor e mais justo. * Professor, jornalista e membro do grupo de trabalho do MRNMG

Seleta – Cachaça norte-mineira conquista ouro no Global Spirits Master 2023

A cachaça Seleta Antônio Rodrigues, fabricada pela Seleta na cidade de Salinas, Norte de Minas Gerais, conquistou a medalha de ouro no Global Spirits Master 2023, evento que acontece em Londres, na Inglaterra, desde 2008. O Global Spirits Master é um concurso que tem o objetivo de listar os melhores destilados produzidos no mundo. O time de jurados é formado por compradores do varejo, jornalistas, educadores e bartenders onde os vencedores de cada categoria são premiados com as medalhas de prata e ouro. O concurso é dividido em 21 categorias onde a cada três meses são feitas degustações às cegas de uma bebida especifica. Joia líquida A bebida campeã tem aparência dourada intensa, límpida e brilhante. Os aromas são adocicados, com notas de caramelo e amêndoas e o sabor é intenso, com buquê complexo, que remete a nozes, madeira tostada e taninos. De baixa acidez, possui um toque agradável bastante aveludado. “A cachaça Seleta Antônio Rodrigues é considerada uma verdadeira joia líquida, uma bebida única e feita para quem quer sentir o real sabor da tradicional cachaça mineira. Ela é envelhecida por sete anos em carvalho francês, o que a concede aroma adocicado com notas de caramelo, uma aparência dourada brilhante e sabor intenso. Constatar que a cachaça Seleta agrada aos mais exigentes paladares através de um prêmio internacional renomado é um grande orgulho para nós, que nos empenhamos em valorizar e mostrar o potencial da cachaça dentro e fora do país”, explica o diretor executivo da Seleta, Gilberto Luiz Soares. Ainda de acordo com o diretor, o resultado do concurso só atesta a competência e vocação em produzir produtos no mais alto padrão. “Nossa cachaça já tem reconhecimento nacional e internacional, e esta conquista é mais uma forma de atestar nossa qualidade. Faz parte do dia a dia da Seleta e de diversos produtores da região, a busca pela excelência no nosso processo de produção artesanal, visando padrões de qualidade cada vez mais altos. Resultados como este nos impulsionam a continuar com essa busca, e fortalecem o nome da Cachaça artesanal não só produzidas pela Seleta, como também pelos demais produtores da região”, diz. A premiada Antônio Rodrigues já conquistou diversos prêmios além do Global Spirits Master 2023. Em 2021, foi finalista na categoria melhor destilado de cana-de-açúcar do mundo com envelhecimento que ultrapassa três anos, no International Sugarcane Spirits Awards e também conquistou medalha de ouro em 2020 na 19º edição do Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil. A garrafa de 750 ml possui graduação alcoólica de 42% e é ideal para paladares aguçados e exigentes. Combina com doces raros e requintados, chocolates e frutas, além de castanhas variadas. Pode ser também servida para acompanhar carnes, e pratos intensos. Fundada em 1980 em Salinas, no Norte de Minas Gerais, a Seleta é reconhecida como a maior produtora de cachaça artesanal do Brasil. Via O Norte

Ameaça ao pequi: o desafio da praga que vem devorando o símbolo do cerrado

FRUTO DE OURO – Esforços pela preservação do pequizeiro esbarram em broca que vem dizimando árvores. Ciência une esforços no combate e plantio vira reforço Por Luiz Ribeiro EM Japonvar/Lontra – Na bifurcação de uma estrada de terra que dá acesso às comunidades de Nova Minda e Melancias, na zona rural de Japonvar, a 12 quilômetros da área urbana da cidade do Norte de Minas, ao longo de décadas, um majestoso pé de pequi chamava a atenção de quem passava por lá. Mas, com cerca de 17 metros de altura, conhecida popularmente como o Pequizeirão do Entroncamento de Nova Minda, a imponente árvore morreu há cinco anos. Hoje, ainda se destaca, mas por causa do tronco e galhos secos, que são uma sombra da exuberância de outros tempos. Cenas como essa, de pequizeiros mortos, se multiplicam em outras comunidades do Norte de Minas. Resultado de uma praga que tem atacado a espécie, causando enormes prejuízos à região. Produtores, técnicos e pesquisadores travam uma luta contra a broca-do-tronco do pequizeiro, vista como uma ameaça ao fruto símbolo do cerrado. Estimativas apontam que desde que foi identificada, há oito anos, a larva colocou fim à vida de milhares de árvores na região, ao se alimentar da parte lenhosa do tronco (cerne). Com isso, impede a passagem da seiva, que alimenta a planta, levando-a parar de produzir, até provocar sua morte. “Se fosse em humanos, é como se a lagarta, ao longo do tempo, cortasse as veias que levam o sangue e oxigênio para todas as partes do corpo. Daí a morte da planta por partes, desde as raízes até os galhos mais altos, pois, se não recebem a seiva, eles vão morrer”, explica Fernando Cardoso de Oliveira, técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Cada pequizeiro que interrompe a produção ou morre significa perda de alimento e menos dinheiro circulando nos pequenos municípios norte-mineiros, já que nesses locais a espécie nativa do cerrado exerce grande influência econômica e social. No caso de Japonvar, estudos apontam que em torno dos 50% dos pés de pequi do município foram atacados pela praga, causando grande baque na vida da população, já que 63% dos cerca de 8,3 mil habitantes locais recebem algum dinheiro catando o fruto no mato ou revendendo-o durante a safra, segundo estudo Emater-MG. Como maneira de amenizar os prejuízos e salvar a espécie, surgiu na região a iniciativa de produzir mudas da planta para recompor os pequizais. Mas a grande esperança no combate à broca do pequizeiro vem da ciência e da tecnologia. Está em andamento no Norte do estado uma pesquisa que visa desenvolver uma forma eficaz de combater e evitar a reprodução do inseto que ataca as árvores do fruto símbolo do cerrado, também conhecido como o “ouro” ou a “carne do sertão”. O estudo é coordenado por Antônio Cláudio Ferreira Costa, pesquisador do Laboratório de Entomologia da unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Minas Gerais (Epamig) em Nova Porteirinha, no Norte de Minas. Segundo ele, o trabalho consiste em um estudo do controle da população da broca do pequizeiro, “usando princípios agroecológicos e a colaboração dos produtores rurais proprietários dos pequizeiros, dos catadores de pequi e dos extensionistas da Emater-MG”. “O objetivo é extrair a substância que a mariposa fêmea libera para atrair os machos (feromônio sexual feminino) e utilizá-la como isca em armadilhas para capturar os machos e, assim, reduzir a multiplicação do inseto”, explica Costa. O pesquisador salienta que o estudo foi iniciado em 2019, após a Emater-MG ter procurado o Laboratório da Epamig em Nova Porteirinha, no chamado Campo Experimental do Gorutuba. O experimento tem financiamento do Fundo Pró-Pequi de Minas Gerais, com o apoio das prefeituras dos municípios atingidos pela broca. O estudioso da Epamig lembra que a ocorrência da praga que ataca a árvore símbolo do cerrado não está restrita ao Norte de Minas. O inseto já foi coletado em pequizeiros em Sete Lagoas, na Região Central mineira, e no vizinho estado de Goiás. ATAQUES REDUZEM RESISTÊNCIA À SECA O pesquisador Antônio Cláudio Costa salienta que a broca do pequizeiro acaba deixando os pés de pequi menos resistentes ao clima semiárido e mais expostos a doenças e ataques de outros insetos. “O ataque da lagarta causa redução na circulação da seiva, tornando os pequizeiros menos produtivos, mais suscetíveis a doenças e a outras pragas, além de ficarem menos tolerantes a estiagens prolongadas e ventos fortes”, explica. O técnico da Emater-MG Fernando Cardoso ressalta que a colheita predatória, quando se arranca o fruto no pé – o ideal é esperar que caia ao chão –, acaba facilitando o ataque da praga. “Quando a pessoa retira o pequi do pé antes do tempo correto, sem esperar o fruto cair, deixa uma lesão na planta, que acaba servindo como porta de entrada para doenças e pragas. Isso facilita o ataque da broca”, explica Cardoso. Ele ressalta que no Norte de Minas houve um ataque mais severo aos pequizeiros em 2017, com maior incidência nos lugares onde mais se cata o fruto da espécie nativa. União contra a ameaça biológica Diante da ameaça biológica aos pequizais, em municípios do Norte de Minas, está sendo promovida mobilização de produtores rurais proprietários de pequizeiros e de catadores de pequi para participar da pesquisa para controle da broca do pequizeiro. A ideia é que o combate ocorra sem agrotóxicos, mas aplicando informações sobre a comunicação química entre mariposas machos e fêmeas da praga. Porém, especialistas advertem que esse tipo de iniciativa não pode ser localizada. Hoje, a ação conta com a parceria de extensionistas da Emater-MG, sindicatos rurais, associações de produtores e prefeituras. “É necessário expandir essa iniciativa, transformando-a em  campanha de mobilização para todas as regiões de ocorrência de pequizeiros no estado de Minas Gerais. Por isso, convocamos todos os cidadãos mineiros a se juntarem a esse esforço para preservar o pequizeiro e a sustentabilidade do extrativismo do pequi”, conclama o pesquisador da Epamig Antônio Cláudio Costa. Ele pede ainda a

Tecnologia – Norte-mineiros de baixa renda com acesso ao 5G – Por Manoel Freitas*

No Brasil, 20 milhões de domicílios assistem TV pela parabólica tradicional; uma vez ativado o 5G, equipamento antigo passará a sofrer interferência (Manoel Freitas ) Cerca de 24,6 mil famílias terão suas antenas parabólicas analógicas trocadas pelas digitais A chegada da tecnologia 5G vai permitir a cerca de 88 mil famílias mineiras de menor renda o direito de receber, gratuitamente, uma antena parabólica digital. O requerente, proprietário de parabólica tradicional, precisa estar inscrito nos programas sociais do Governo Federal (CadÚnico). Na primeira etapa do programa coordenado pela Siga Antenado, a iniciativa contemplará, no norte de Minas, 24,6 mil famílias montes-clarenses. O novo equipamento vai permitir acesso a mais de 100 canais diferentes. A Diretora de Comunicação da Siga Antenado, instituição não governamental criada por determinação da Anatel é a responsável por apoiar a população de menor renda durante a migração do sinal de TV utilizado pelas parabólicas tradicionais (Banda C) para o sinal das parabólicas digitais (Banda Ku), Patrícia Abreu disse não haver número exato de domicílios que receberão as novas antenas em substituição às analógicas, “mas existem algumas estimativas de mercado de que no Brasil deve haver de 18 a 20 milhões de domicílios que assistem TV pela parabólica tradicional”, afirmou. Ela fez questão de frisar, que as famílias que utilizam outros sistemas de transmissão para assistir televisão, como antena digital tipo espinha de peixe (instalada no telhado da casa), antena digital interna e TV por assinatura, mesmo que beneficiárias de programas sociais, não precisam fazer a troca. Mas lembrou sobre a necessidade de todos que utilizam a parabólica analógica migrarem para a digital posto que a mudança do sistema antigo para o de quinta geração é necessária, já que, quando o sinal do 5G é ativado, as parabólicas tradicionais que estiverem próximas sofrerão interferências, como chuviscos, imagens travadas e até a interrupção permanente da recepção do sinal. Os problemas acontecem porque as antenas de última geração operam na mesma frequência do sinal de TV aberta da parabólica tradicional, a chamada Banda C, de 3,5 GHz. ALCANCE Em todo o Brasil, de acordo com os dados do Siga Antenado, já foram instaladas 75 mil antenas parabólicas digitais, mas o objetivo é alcançar todos os municípios brasileiros e fazer a mudança em cada domicilio onde a tecnologia 5G já estiver instalada “e nessa semana começamos a instalação dos kits em 439 cidades, totalizando até o momento 943 municípios, ou seja, milhares e milhares de pessoas que já contam com melhor imagem e som”, reforçou Abreu. O programa também alcançará portadores de necessidades especiais, pois foi construído com ferramentas de acessibilidade, como botão de controle remoto em relevo, áudio/descrição e legendas, facilitando o manuseio. SERVIÇO Informações e agendamentos podem ser feitos através do número 0800 729 2404. O interessado pode, ainda, acessar o endereço eletrônico da Siga Antenado sigaantenado.com.br * Manoel de Freitas é Jornalista Via O Norte

Sebrae realiza Encontro de Mulheres Empreendedoras em Botumirim

Evento terá a participação da vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2022 Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8/3) e, também, ao aniversário do município de Botumirim, comemorado hoje (1º), o Sebrae Minas realiza, em parceria com a Prefeitura, o Delas Day – Encontro de Mulheres Empreendedoras. O evento é gratuito, e será realizado nesta sexta-feira (3/3), às 18h30, no Mercado Municipal. De acordo a analista do Sebrae, Sunny Magalhães, o evento visa motivar e apoiar os participantes a desenvolverem o seu potencial empreendedor e investir no seu próprio negócio. “Vamos falar de comportamento empreendedor, e mostrar às participantes, por meio de exemplos práticos, que elas são capazes e podem ter seu próprio negócio”, destaca a analista. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf0w_2A2ZGl2Qm9f6OAUEfnx1p2G9F1OLLnoOSY3tCAhcps-w/viewform ou presencialmente, na Sala Mineira do Empreendedor (rua Primeiro de Março, 22, Centro). Outras informações pelo telefone (38) 3224-7365. Palestra O encontro terá a presença da palestrante e empreendedora Marina Ulhôa, ganhadora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2022, na categoria Microempreendedora Individual. Ela irá ministrar a palestra “Empreendedorismo feminino: das nossas dores ao sucesso e à autonomia financeira”. Marina é farmacêutica e terapeuta capilar especializada em saúde, transição e corte de cabelos ondulados, cacheados e crespos. (Com informações da Agência Sebrae)

Campanha da Fraternidade convida cristãos a refletir sobre o combate à fome durante a Quaresma

CNBB aborda temática pela terceira vez na história da Campanha da Fraternidade – CNBB Emergência do problema no país levou a Confederação dos Bispos do Brasil a escolher tema ‘Fraternidade e Fome’ para 2023 A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil lançou a Campanha da Fraternidade de 2023 com o tema Fraternidade e Fome. É a terceira vez, em quase 60 anos de campanha, que a temática da insegurança alimentar é tratada pelo movimento católico. Como hoje, nas duas ocasiões em que o assunto foi abordado, famílias brasileiras viviam um agravamento das desigualdades, da carestia e da falta de direitos básicos. Em 1975, quando dois terços dos brasileiros e brasileiras não conseguiam consumir o mínimo de calorias adequadas por dia, o lema da CNBB foi Repartir o Pão. Já no ano de 1985, com a hiperinflação de três dígitos e 40% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, as reflexões propostas para o período da Quaresma foram guiadas pela máxima Pão para quem tem fome. Para 2023, o assunto foi escolhido pela CNBB com objetivo de impulsionar reflexões sobre a volta do Brasil ao mapa da fome e os números da insegurança alimentar. Quase 60% da população convive com algum grau de incerteza sobre alimentação todos os dias e mais de 33 milhões de pessoas passam fome. Como guia dos trabalhos, a confederação escolheu o tradicional e conhecido trecho bíblico “Dai-lhe vós mesmo de comer!” (Mateus 14,16). A ideia é chamar fieis e paróquias para a ação e minimizar os impactos da fome entre as famílias vulneráveis ao problema. Integrando as atividades da campanha, o Observatório da Evangelização, da PUC Minas, lançou o Atlas da Fraternidade, um mapa que pretende compilar todas as iniciativas conduzidas pelas igrejas do Brasil ao longo do período da Quaresma. Os 40 dias entre o Carnaval e a Semana Santa são simbólicos para o cristianismo. Considerado um momento de recolhimento e preparação para a Paixão de Cristo, normalmente vem acompanhado de jejuns, orações e caridade. “Todos os anos, no tempo da Quaresma, somos chamados por Deus a trilhar um caminho de verdadeira e sincera conversão”, disse o Papa Francisco em mensagem especial sobre a Campanha da Fraternidade. Segundo ele, ir ao encontro das necessidades de quem passa fome é uma forma de saciar “o próprio Senhor Jesus, que se identifica com os pobres e famintos”. O papa defendeu ações concretas, mas ressaltou também a importância de que o período gere uma consciência permanente e constante. Saiba mais no site da Campanha da Fraternidade 2023. Clique aqui. BdF

Novo arcebispo de Montes Claros toma posse neste domingo

Natural de Itaúna, dom José Carlos de Souza será o nono bispo e o quarto arcebispo a comandar a Arquidiocese, após vacância de mais de um ano Neste domingo (19/2), será empossado o novo arcebispo metropolitano de Montes Claros (Norte de Minas), dom José  Carlos de Souza Campos. A cerimônia de posse está marcada para as 18h, na Catedral Metropolitana da cidade. Natural de Itaúna, no Centro-Oeste do estado, dom José Carlos, de 55 anos, será o nono bispo (e o quarto arcebispo) a comandar a Arquidiocese da cidade-polo do Norte de Minas  (413,4 mil habitantes), que foi criada em 1910 pelo Papa Pio X, com abrangência de 69 paróquias e 40 municípios. Nomeado pelo Papa Francisco em 14 de dezembro de 2022, o novo arcebispo assume após um período de vacância da Arquidiocese de Montes Claros de mais de um ano, iniciado em 9 de dezembro de 2021. Naquela data, seu antecessor, dom João Justino de Medeiros Silva, foi nomeado arcebispo de Goiânia. Durante a sede vacante (”vacância episcopal”), a Arquidiocese da cidade-polo do Norte de Minas teve como administrador o monsenhor Silvestre José de Melo. Ele foi eleito pelo “colégio de consultores” das paróquias em 18 de fevereiro de 2021. Portanto, neste sábado (18/1), completa exatamente um ano no cargo. Conforme informou a assessoria da Arquidiocese de Montes Claros, para a cerimônia de posse do novo arcebispo, além de autoridades, bispos, padres e outros integrantes do Clero, estão previstas as presenças do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado; e do secretário-executivo de campanhas da entidade máxima da Igreja Católica no Brasil, padre Samuel Batista. Quem é Dom José Carlos Dom José Carlos Souza Campos nasceu em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, em 3 de janeiro de 1968. Em 1983, entrou para o Seminário Diocesano, em Divinópolis. Morou em cidades como Pará de Minas, no seminário, em 1984 e 1985, e Belo Horizonte, onde cursou filosofia e teologia. Ele foi ordenado sacerdote em Itaúna, no dia 30 de maio de 1993. Dom José Carlos fez seu curso de mestrado em teologia na Pontifícia Università Gregoriana, em Roma, de 2000 a 2002. Durante boa parte de sua vida, exerceu o magistério. José Carlos foi professor em Belo Horizonte e Pará de Minas. Trabalhou no Colégio Berlaar Sagrado Coração de Maria, como professor de língua portuguesa. Lecionou filosofia e espanhol no Seminário São José. Foi professor de filosofia da religião, antropologia filosófica e outras disciplinas nas escolas da região. No dia 26 de fevereiro de 2014, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo da Diocese de Divinópolis, e no dia 25 de maio do mesmo ano foi ordenado bispo e tomou posse naquela cidade.  Em 14 de dezembro de 2022, foi nomeado pelo Papa Francisco como arcebispo metropolitano de Montes Claros. A história da arquidiocese A Diocese de Montes Claros foi instituída no dia 10 de dezembro de 1910 pela Bula Postulat Sane do Papa Pio X. Foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, em 25 de abril de 2001, pelo Papa  João Paulo II, pela Bula Maiori Christifidelium. Bispos e arcebispos de Montes Claros Dom João Antônio Pimenta (1911 – 1943); Dom Aristides de Araújo Porto (1943 – 1947); Dom Antônio de Almeida Morais Júnior (1948 – 1951); Dom Luis Vitor Sartori (1952 – 1956); Dom José Alves Trindade (1956 – 1988); Dom Geraldo Majela de Castro (1988 – 2007) – foi também o primeiro arcebispo da cidade, com elevação da Diocese para Arquidioce, em 25 de abril de 2001 pelo Papa João Paulo II; Dom José Alberto Moura (2007 – 2018); Dom João Justino de Medeiros Silva (2018 – 2021); José Carlos Souza Campos, nomeado em 14 de dezembro de 2022, toma posse em 19 de fevereiro de 2023; EM

Norte de Minas inicia diagnóstico molecular da doença de chagas

Especialistas participaram de reuniões com lideranças e profissionais de saúde de Espinosa (Keity Emanuelle Sousa)  Espinosa e Porteirinha são os dois primeiros município do país que nesta semana recebem equipes técnicas de profissionais da Secretaria de Estado de Minas Gerais, do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz para a implementação do Projeto “Integra Chagas Brasil”. Eles foram incluídos entre as cinco primeiras localidades do país para a execução do Projeto estratégico, que tem o objetivo de ampliar o acesso da população à detecção e tratamento da doença de Chagas crônica nos serviços de atenção primária à saúde. Para isso, será utilizado em caráter pioneiro no país o Kit “NAT Chagas”, de teste diagnóstico molecular desenvolvido pela Fiocruz e aprovado no ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Projeto Integra Chagas é coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas em parceria com a Universidade Federal do Ceará. A iniciativa de implementação e financiamento do Projeto é do Ministério da Saúde e, além de Espinosa e Porteirinha, as ações iniciadas nesta semana em Minas Gerais contemplarão os municípios de São Desidério, sediado na Bahia; Iguaracy, em Pernambuco; e São Luís de Montes Belos, em Goiás. Na terça-feira (7), os técnicos da SES-MG, do Ministério da Saúde e da Fiocruz participaram de reuniões com lideranças e profissionais de saúde de Espinosa, oportunidade que detalharam as ações que serão executadas com a participação de instituições sediadas no município. Ontem e hoje, os encontros estão acontecendo em Porteirinha. A SES-MG está sendo representada pelas referências técnicas, Nilce Almeida Lima Fagundes e Bartolomeu Teixeira Lopes, que atuam nas Coordenadorias de Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros. Também participam dos encontros Swamy Lima Palmeira, Rafaela Silva e Natiela Oliveira, representando o Grupo de Trabalho da Doença de Chagas do Ministério da Saúde; as pesquisadoras da Universidade Federal da Bahia e da Fiocruz, Eliana Amorim e Lileia Gonçalves, respectivamente; e o epidemiologista e infectologista da Universidade Federal do Ceará, Alberto Novaes. A previsão é de que o Projeto Integra Chagas seja implementado no Norte de Minas até julho de 2024. Nos demais municípios prioritários definidos pelo Ministério da Saúde a conclusão das atividades está prevista para agosto do próximo ano. A superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques avalia que “a inserção de municípios do Norte de Minas no grupo prioritário para a intensificação das ações de diagnóstico rápido da doença de chagas constitui iniciativa importante, pelo fato de se tratar de um dos principais agravos de saúde ainda predominantes na região e que precisa ter uma atenção especial por parte do poder público”. Confirmação laboratorial da doença de Chagas Atualmente a confirmação laboratorial da doença de Chagas é feita por exames parasitológicos, que buscam observar o parasito Trypanosoma cruzi em amostras de sangue. “Em comparação, o teste molecular é mais sensível, pois consegue identificar a infecção mesmo com o fragmento de um parasito na amostra, o que não é possível no exame parasitológico”, observa Constança Felícia Britto, coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do Instituto Oswaldo Cruz. A identificação do Trypanosoma cruzi com o Kit NAT Chagas também é feita a partir de amostras de sangue. O procedimento demora entre quatro a cinco horas e pode ser executado em qualquer laboratório equipado para aplicar a metodologia PCR. Isso permite a descentralização do diagnóstico e agilidade na obtenção de resultados, além da padronização dos testes utilizados em diferentes centros. Devido à alta sensibilidade e especificidade, o diagnóstico molecular pode trazer avanços para a identificação de casos agudos de doença de Chagas, especialmente em recém-nascidos, que podem contrair a infecção durante a gestação ou no parto, quando a mãe é portadora do Trypanosoma cruzi. A doença também pode ser diagnosticada durante surtos de infecção oral, que atualmente constituem a forma mais comum de transmissão devido à ingestão de alimentos contaminados. “Esperamos que o Kit NAT Chagas possa aumentar o acesso ao diagnóstico e, consequentemente, ao tratamento das pessoas com doença de Chagas, que são negligenciadas e têm dificuldade de acesso à saúde”, pontua Constança Britto. A coordenadora de vigilância em saúde da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes explica que, assim como outras doenças negligenciadas, Chagas está associada a condições de vida de vulnerabilidade. A doença é transmitida pelos insetos triatomíneos, popularmente chamados de barbeiros. “Trata-se de uma das doenças tropicais negligenciadas mais silenciadas. Estima-se que, no mundo, entre 6 e 8 milhões de pessoas têm a doença e mais de 75 milhões moram em áreas de risco de contágio”, explica a coordenadora. Ela observa que, diante da grandeza dos números do cenário epidemiológico, a doença precisa de permanente atenção por parte do poder público. Estimativa da Fundação Oswaldo Cruz aponta que aproximadamente 12 mil pessoas morrem anualmente por causa de Chagas em todo o mundo. Desse total, cerca de 8 mil óbitos têm como vítimas bebês que se infectaram durante a gravidez ou no parto. Dados do Ministério da Saúde dão conta de que, em 2010, um total de 34.629 gestantes tiveram diagnóstico de infecção e estima-se que 589 crianças nasceram com infecção congênita. Por outro lado, a Fiocruz aponta que “são inúmeras as barreiras existentes para o acesso da população a diagnósticos e tratamento da doença de Chagas, a maior delas, a educação. Apenas 1% ou menos daqueles que poderiam se beneficiar obtendo a cura da doença ou a prevenção para formas sintomáticas crônicas, tem real acesso ao tratamento. Em geral, os diagnósticos ocorrem na fase tardia, quando já há comprometimento crônico e complicações, com grave prejuízo às pessoas, suas famílias e comunidades, além de elevado custo ao sistema de saúde”. Em virtude dessa situação epidemiológica a Portaria 1.061, publicada dia 18 de maio de 2020 pelo Ministério da Saúde, determina que os serviços de saúde além de oferecer diagnóstico e tratamento também deverão fazer a notificação compulsória da doença de Chagas. Com isso, será possível criar um banco

Deputados do Norte de Minas são empossados na ALMG e na Câmara Federal

Deputados estaduais: Arlen Santiago, Tadeuzinho, Gil Pereira, Leninha, Ricardo Campos e Oscar Teixeira. Deputados Federais: Paulo Guedes, Célia Xakriabá, Patrus Ananias e Marcelo de Freitas A Bancada do Norte de Minas Gerais na Assembleia Legislativa, manteve seis cadeira, mesmo com Zé Reis (48.773 votos) e Carlos Pimenta (35.037 votos) e não tendo conseguido a reeleição. Enquanto que na Câmara Federal, o Norte de Minas ganhou uma cadeira a mais, passando de três para quatro deputados. Deputados Estaduais Foram empossados os deputados montes-clarenses reeleitos Arlen Santiago (Avante), de com 107.236 votos; Tadeu Martins Leite (MDB), com 96.862 votos; Gil Pereira (PSD), com 88.393 votos e Leninha (PT), com 65.864 votos. E terão seus primeiros mandatos: Ricardo Campos (PT), de São João da Ponte, com 43.690 votos e Oscar Teixeira (PP), de Porteirinha, com 34.442 votos. Entre os deputados estaduais do Norte de Minas Gerais, Gil Pereira é o mais longevo, uma vez que exercerá o oitavo mandato consecutivo, seguido de perto por Arlen Santiago, reeleito para o sétimo mandato. Filho do ex-prefeito de Montes Claros, Tadeu Leite, o deputado Tadeuzinho se reelegeu para o quarto mandato seguido. E a deputada Leninha conquistou seu segundo mandato. A solenidade de posse, realizada na tarde desta quarta-feira (1°) empossou 76, dos 77 deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, já que a deputada eleita Chiara Biondini (PP) foi impedida de tomar posse com os demais parlamentares porque ainda não completou 21 anos de idade. Deputados Federais Na Câmara dos Deputados, tomaram posses os reeleitos parlamentares Paulo Guedes (PT), da cidade de Manga, com 134.494 votos; Patrus Ananias (PT), de Bocaiúva, com 87.893 votos e Marcelo de Freitas (União Brasil), de Montes Claros, com 82.894 votos. Além de Célia Xakriabá (Psol), de São João das Missões, que conquistou seu primeiro mandato, com 101.154 votos.