Gangue de Moro continua tentando matar Lula, com apoio da PM do Paraná

 Milícias de direita atiram e acertam ônibus da Caravana de Lula  A gangue de Moro não quer apenas prender Lula, quer é mata-lo, e conta com a anuência do Estado. O ato fascista que vem sendo praticados contra a caravana de Lula na região sul do país, por grupos de extrema-direita, conhecidos também como coxinhas, está passando dos limites. Esta gangue não cansa de praticar injúrias e postagens criminosas no facebook e em grupos de Whatsapp, sem nenhuma ação do Ministério Público para identificar os extremistas e pobres de direitas.Ontem, em uma tentativa de atentado contra Lula, ônibus que integram a comitiva do ex-presidente que viaja pelo Sul foram atingidos por tiros no Paraná. A Polícia Militar foi contactada para realizar perícia sobre as marcas dos dois tiros atingiram o segundo ônibus e dois, o terceiro, além de terem colocados pregos na estrada para furar os pneus dos ônibus.  Juristas pela Democracia denunciam escalada de ódio e atentado contra LulaOs Juristas pela Democracia divulgaram publicamente seu repúdio ao atentado a tiros contra a caravana do ex-presidente Lula, ontem à noite no Paraná; grupo manifestou preocupação com a “escalada da violência” e dos “crimes de ódio” durante a passagem da comitiva de Lula pelos estados do Sul do Brasil Lula: se pensam que com pedras e tiros vão me abalar, estão erradosEm discurso no assentamento 8 de junho, do MST, em Laranjeiras do Sul, no Paraná, o ex-presidente Lula voltou a comentar a tentativa de atentado contra ele e sua equipe da caravana que faz pela região Sul; “Eu acho que eles não suportam a melhoria de vida que os mais pobres tiveram. É demais pra cabeça deles ver o filho do agricultor daqui estudando agronomia. Eles querem tudo pra eles”, disse Lula; segundo ele, “o Paraná foi o único estado da federação de todos os percorridos pela caravana a não fornecer uma escolta policial para a comitiva dos ônibus” Dilma: “atentado contra Lula é inaceitável”“Não estamos mais nos anos 50 do século passado, ou na ditadura militar, quando a eliminação física de adversários políticos era uma constante no Brasil e na América Latina. Essa prática não pode ser tolerada. Tais ataques não vão intimidar democratas e militantes políticos”, disse a presidente eleita e deposta pelo golpe, Dilma Rousseff Leia também: Gamgue de Moro ataca até padre A resposta do ilegítimo governo Temer: Jungmann diz que PF não vai investigar atentado contra Lula O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o atentado a tiros que atingiu dois ônibus da caravana do ex-presidente Lula na noite de ontem; o ministro disse que, porque o crime não foi federal, cabe às autoridades estaduais atuar; “Caberá à investigação estabelecer se foi ou não (um atentado político)”, disse Alckmin, o ‘santo’, justifica atentado contra Lula e diz que PT colhe o que plantouNuma postura repulsiva para um presidenciável, o governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB que é apontado como o “santo” nas planilhas da Odebrecht, minimizou a tentativa de atentado contra a vida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; “Acho que eles estão colhendo o que plantaram”, disse Alckmin, que, em seus governos, permitiu que a máquina de propaganda do governo paulista fosse utilizada para uma campanha de ódio contra Lula e o PT; o candidato do PSDB ao governo paulista, João Doria, também evitou repreender a tentativa de assassinato; “O PT sempre utilizou da violência, agora sofreu da própria violência”, afirmou Boulos: comentário de Alckmin sobre tiros é praticamente aplauso ao fascismoO líder do MTST, Guilherme Boulos, criticou as declarações do governador Geraldo Alckmin sobre o ataque a tiros contra a caravana de Lula; o tucano minimizou a violência e afirmou que o PT “colheu o que plantou”; nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência pelo PSOL afirmou que a declaração de Alckmin era “praticamente um aplauso ao fascismo”.  

Gangue de Moro atacou o padre Idalino Alflen na Caravana de Lula

 Padre agredido na caravana de Lula diz que “não é pela violência que a gente transforma o Brasil”  O padre Idalino Alflen, 64 anos, foi agredido em Foz do Iguaçu (PR) durante a Caravana de Lula e faz um apelo contra o fascismo: “Não é pela violência que a gente transforma. É preciso ter mais respeito para que o Brasil seja um país de fato democrático”. Assista aqui o vídeo.  

TRF-4 nega embargos de Lula. E dai! Prende ele então Moro!

 O Tribunal Regional Federal da 4ª Região continua chupando o dedo. E Lula continuará livre e solto.  – O recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do triplex do Guarujá (SP) foi negado por unanimidade nesta segunda-feira 26, como já era esperado. Com a decisão, a condenação de Lula por 12 anos e 1 mês foi reafirmada. Para o TRF-4, Lula pode ser preso para começar a cumprir a pena quando acabarem os recursos no tribunal. Uma liminar expedida pelo STF na semana passada, no entanto, impede a prisão até que o plenário da Corte julgue seu pedido de habeas corpus. A próxima sessão para julgar o tema está marcada para 4 de abril. Nos embargos, os advogados do ex-presidente questionaram 23 omissões na condenação imposta a ele pelos desembargadores João Gebran Neto (relator do caso), Leandro Paulsen e Victor Laus. A defesa do petista pediu no recurso a nulidade do processo e a absolvição de Lula. Os embargos de declaração, entretanto, geralmente não têm qualquer efeito jurídico para reverter o mérito da condenação, apenas poderia deixar claro eventuais omissões, dúvidas e contradições do julgamento de janeiro.

Homens são presos por torturar trabalhador com relho

 Funcionário negro come ovos sem pedir e é torturado com relho em cena que remete ao período da escravidão. Agressores foram presos e polícia descobriu outros crimes  A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou nesta semana a prisão de dois irmãos que torturaram um funcionário que teria comido oito ovos de galinha sem permissão. As imagens do crime provocaram revolta nas redes sociais (veja aqui o vídeo). A vítima trabalhava em uma construção na fazenda de um dos irmãos. O crime aconteceu em São Sebastião do Maranhão, na Vale do Rio Doce, Minas Gerais, e o torturado foi agredido com chicotadas na região do rosto, das costas e nos membros inferiores, além de golpes de turquesa. A Polícia Civil informou ainda que passou seis meses investigando o caso até deflagrar, na segunda-feira (19) a operação “Al Capone”. Os policias cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. . Segundo a investigação, o crime de tortura ocorreu em setembro de 2017 e foi gravado em vídeos pelos próprios agressores. As imagens foram divulgadas nas redes sociais por um dos irmãos para “servir de exemplo” do que poderia acontecer com os desafetos dos irmãos. De acordo com a PCMG em Santa Maria do Suaçuí, as investigações apontaram ainda suspeitas de prática de tráfico de drogas. A operação resultou na prisão dos três suspeitos e na apreensão de mais de R$ 6 mil em dinheiro, um cheque no valor de R$ 2 mil, várias roupas camufladas semelhantes às utilizadas pelo Exército, diversos documentos comprovando intensa movimentação financeira, relógios de luxo, vários aparelhos celulares, além de quatro automóveis (sendo um deles blindado) e uma motocicleta. Todos esses veículos apresentavam indícios de adulteração. Durante as buscas na residência dos irmãos, um deles chegou a quebrar o celular e escapar do local, momento em que foi contido pelos policiais e conduzido à Delegacia de Polícia Civil em Santa Maria do Suaçuí. Na casa do rapaz que ajudou os torturadores, os policiais encontraram diversas aves da fauna silvestre, sendo que a propriedade das aves foi assumida pelo pai do suspeito, que foi preso em flagrante e também conduzido à delegacia. Segundo o delegado Rodrigo Antunes, de Minas Gerais, o nome da operação é em alusão ao gângster Al Capone, que foi preso pelo crime de sonegação fiscal. “No caso dos irmãos, nós os prendemos pelo crime de tortura , mesmo sendo suspeitos de atuarem no tráfico de drogas na região”, disse. Revolta saber que o trabalhador ainda passa por essas situações vexatórias, esse é o Brasil que não quero, isso é o Brasil que a impressa não mostra !! E o governo golpista, dificultando as fiscalização do Ministério Publico do Trabalho. (comeu 2 ovos sem pedir) —————————————————————————————————————————————————————  Relho  é um artefato feito de tiras de couro trançadas, ou uma tira torcida, destinado a infligir estímulo doloroso a um animal. Usa-se o relho para apressar animais de montaria e corrida competitiva e também animais de tração como cavalos, bois e mulas. Outrora foi também usado para castigo físico, a exemplo do chicote. Devido ao seu carácter pesado o relho causa dor muito elevada e pode dar origem a graves problemas de saúde quando infligido na pele humana. Por ser um instrumento perigoso o seu uso em humanos enquanto instrumento de castigo foi banido há muitos anos.(Wikipédia)

Os homens do impeachment – Por Jeferson Miola

 O jornal O Globo deste domingo [25/3] noticia falcatruas de 2 personagens que tiveram papel central na construção da fraude do impeachment da Presidente Dilma ao lado da própria Globo e de Eduardo Cunha, Temer, Aécio, Serra, Padilha, Jucá, Moreira, Geddel, FHC …  Na página 2, na nota “Delação envolve ministro do TCU”, o colunista Lauro Jardim anota que o conselheiro do TCU João Augusto Nardes é a “estrela” da delação de um importante operador da corrupção no governo Sérgio Cabral, do MDB do Rio: “A delação premiada de Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário de Transportes do Rio de Janeiro, não atinge apenas seu ex-chefe, o deputado Julio Lopes. Já homologada por Dias Toffoli, a colaboração tem um anexo em que a estrela é o ministro do TCU Augusto Nardes”. O colunista mencionou que “Velloso detalha triangulações de que participou que envolviam Nardes — algumas com empreiteiro Fernando Cavendish e outras com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ainda preso pela Lava-Jato”. Nardes, ex-deputado pelo reacionário PP do Rio Grande do Sul, foi o conselheiro do TCU [conselheiros do TCU se chamam pomposamente de “ministros”] que encomendou, relatou e aprovou o relatório das chamadas pedaladas fiscais utilizado na promoção do impeachment fraudulento pela equipe de Janaína Pascoal, que recebeu R$ 45 mil do PSDB para produzir aquele lixo jurídico aceito por Eduardo Cunha para perpetrar o golpe. Nardes também é citado na Operação Zelotes por suspeita de ter recebido mais de R$ 1,65 mi da RBS para atuar no CARF com o objetivo de reduzir o valor a ser pago pelo grupo de mídia afiliado da Globo, que sonegou R$ 671 milhões. Nardes, apesar disso, não só continua solto, como continua “ministro” do TCU. Na página 4 d´O Globo, a reportagem “Padrinho Jovair coloca ‘171’ na linha de frente do Ministério do Trabalho” faz referência aos esquemas milionários de corrupção engendrados pelo PTB no Ministério do Trabalho – e que ajudam a entender a razão da insistência insana de Roberto Jefferson em nomear a filha Cristiane Brasil para o cargo de ministra. Jovair Arantes foi indicado por Eduardo Cunha para relatar a fraude do impeachment. O parecer dele, favorável ao golpe, foi aprovado na deplorável sessão de 16 de abril de 2016 da Câmara dos Deputados, notabilizada internacionalmente como uma “assembléia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha”. É daí que deriva o poder inabalável e a enorme influência de Jovair no governo Temer e que traduz, em última instância, o poder e a influência do próprio Cunha sobre Temer e toda quadrilha. O servidor Túlio Ostilio Pessoa de Oliveira, que cumpre pena alternativa pelo crime de estelionato, “é mais um funcionário comissionado a chegar à pasta apadrinhado pelo deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB na Câmara. É mais um servidor colocado na linha de frente dos atos necessários para garantir os pagamentos de contratos apontados como superfaturados pela Controladoria Geral da União (CGU)”. A poucos dias, foi denunciado outro escândalo no Ministério do Trabalho também implicando alguém da área de influência de Jovair Arantes. O jovem Mikael Tavares Medeiros, 18 anos, filho do presidente do PTB de Planaltina de Goiás, foi nomeado para cargo que controla mais de R$ 500 milhões. No segundo dia de trabalho, o rapaz liberou o pagamento de R$ 27 milhões à empresa B2T em total desacordo com as recomendações de técnicos da Pasta e dos órgãos de controle. Jovair, apesar disso, não só continua solto, como continua exercendo o mandato de deputado. Pequena parcela da camarilha corrupta que tomou de assalto o poder através do golpe está presa – Cunha, Henrique Alves, Geddel –, enquanto a maioria dos seus integrantes ou segue impune, livre, leve e solta pela cumplicidade duma justiça seletiva e facciosa; ou continua praticando crimes, também com a complacência desta mesma [in]justiça cuja obsessão é atingir Lula, contra quem não existe uma única prova sequer de crime.* Jeferson Miola é integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

Ministro do Supremo manda o impotente Moro cuidar da sua vara

 Marco Aurélio do STF enquadra Moro: “Deveria cuidar da sua vara”  Em entrevista à rádio Fan FM, Marco Aurélio Mello reforçou a crítica feita esta semana ao juíz Sérgio Moro, que fez “recomendações” aos ministros do STF em relação ao julgamento da prisão depois de condenação em segunda instância. “Um juíz de 1ª instância ao invés de cuidar de sua vara, fica mandando recado para ministro. Eu só posso atribuir isto, aos tempos estranhos que estamos vivendo”, enfatizou Rádio Fan FM, de Aracaju – Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao ex-presidente Lula, o ministro do STF, Marco Aurélio concedeu uma entrevista ao radialista George Magalhães da Fan FM, por telefone, na manhã desta sexta-feira, 23. O ministro avaliou a decisão como normal. “É bom aguardar qual será a decisão efetiva sobre o caso do ex-presidente Lula. É natural que ele possa aguardar em liberdade”, pontuou. O ministro ainda informou que Lula deve ser submetido a um novo julgamento apenas no dia 4 de abril, após a semana. “Vamos conduzir este caso com apego a lei das leis, que é a constituição federal”, garantiu. Questionado se já seria possível apontar qual seria a tendência da decisão do pleno com relação ao julgamento, o ministro respondeu que um colegiado é algo complexo. “Não há como dizer se será favorável ou não. Cada um tem sua interpretação, de acordo com inúmeros fatores”, destacou. 2ª instância Durante a entrevista, o ministro também afirmou que políticos condenados em 2ª instância não poderão ser candidatos, mesmo com decisão liminar favorável. “Os registros precisam ser revistos pelo STF. Não podemos ter candidatos condenados”, finalizou. O ministro reforçou a crítica feita esta semana ao juíz Sérgio Moro, que fez “recomendações” aos ministros do STF em relação ao julgamento da prisão depois de condenação em segunda instância. “Um juíz de 1ª instância ao invés de cuidar de sua vara, fica mandando recado para ministro. Eu só posso atribuir isto, aos tempos estranhos que estamos vivendo”, enfatizou. Barroso x Gilmar Mendes Com relação a troca de farpas que aconteceu esta semana no plenário do STF, entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio lamentou. ” É desgastante e desagradável para o próprio STF”, apontou.

CELULAR DE CORONEL TRAZ PROVA CONTRA TEMER

 – Michel Temer, que usurpou a presidência da República por meio de um golpe parlamentar, deve ser denunciado pela terceira vez. E mais uma vez por corrupção. Isso porque, no inquérito sobre propinas nos portos, apareceu uma prova direta de seu envolvimento e do seu principal operador, o coronel Lima, nos esquemas de Santos. Trata-se de uma mensagem enviada pelo coronel Lima ao próprio Temer, no dia 12 de agosto de 2015, em que ele afirma: “transmiti o recado”. A mensagem dizia respeito ao empresário Gonçalo Torrealba, do grupo Libra, que conseguiu renovar sua concessão, mesmo devendo R$ 2,8 bilhões à União. Torrealba vinha tentando há meses uma audiência com Temer, que só foi obtida com a intermediação do coronel. Depois disso, Temer renovou a concessão por vinte anos do grupo Libra, em Santos, por meio de uma decisão do ministro dos Portos, Edinho Araújo. Antes do golpe, uma decisão da presidente legítima e honesta Dilma Rousseff impedia a renovação das concessões de empresas com dívidas junto à União. Na carta em que se queixava de ser um vice decorativo, Temer protestou contra a demissão, por Dilma, de Edinho Araújo. “E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado”, reclamou Temer. Agora, sabe-se por que Temer ficou tão incomodado com a demissão de seu protegido, reconduzido ao cargo após o golpe. No entanto, o inquérito conduzido por Luis Roberto Barroso pode provocar a queda de Temer, que escapou nas duas ocasiões anteriores torrando bilhões para comprar deputados. As informações sobre a quebra do sigilo do coronel foram obtidas pelos jornalistas Hugo Marques e Daniel Pereira e publicadas na revista Veja deste fim de semana. BARROSO PODE ESTAR PREPARANDO O BOTE CONTRA TEMER Por Fernando Brito, editor do Tijolaço  A reportagem da Veja deste final de semana sobre os “achados” com a quebra do sigilo de telefonia e dados do coronel João Batista Lima, “faz-tudo’ de Michel Temer mostra que a briga do ocupante do Planalto com o ministro Luiz Roberto Barroso nada tem a ver com o fato deste último, usurpando o que a Constituição diz ser o indulto uma prerrogativa do Presidente da República ter “recortado” o decreto presidencial que autorizava a libertação de presos. É que se acumulam, revela o texto de Hugo Marques e Daniel Pereira, os indícios de financiamento de empresas portuárias a Temer e a Eduardo Cunha, com a participação do indicado do então vice-presidente para a Secretaria dos Portos, Edinho Araújo, cuja demissão por Dilma Rousseff foi chorada por na famosa “cartinha da traição” pelo autodenominado “vice decorativo”. Um emenda de Eduardo Cunha à medida provisória dos portos, que proibia empresas devedoras da União de terem prorrogadas concessões de áreas portuária, passou a exigir apena que estes débitos estivessem em arbitragem – e portanto, nem mesmo reconhecidos. Uma delas, a Libra, teria dado R$ 1 milhão a Michel Temer como contrapartida e, com os bons serviços do coronel Lima e de Edinho Araújo tornou-se a única a receber a benesse enxertada por Eduardo Cunha na MP. São crimes que, em tese, teriam sido cometidos antes de temer assumisse cargo de Presidente e, por isso, estariam fora do alcance da Justiça enquanto ele ocupasse o Planalto. Mas um decreto que concedia outros benefícios a empresa portuária de boas e velhas relações com Temer já foi assinado por ele. E, portanto, abre uma dupla via para Barroso, que já deixou a posição de magistrado para ocupar o vácuo vaidoso de Rodrigo Janot. Não é difícil, aliás, imaginar de onde vieram as informações, até com uma ação preventiva de culpar o outro lado por vazamentos. Barroso responde ao movimento de pinça do presidente, com duas frentes aparentemente opostas: de um lado, o pitbull Carlos Marun ameaçando pedir o impeachment de ministro; de outro, a visita e o abraço afetuoso em Cármen Lúcia, no domingo, na casa da presidenta do Supremo.

Desvendados uma série de informações falsas sobre Marielle Franc

 NÃO, MARIELLE NÃO FOI CASADA COM MARCINHO VP, NÃO ENGRAVIDOU AOS 16 E NÃO FOI ELEITA PELO COMANDO VERMELHO  – O site de checagem de informações Aos Fatos desvendou neste sábado, 17, uma série de informações falsas circulam nas redes sociais desde a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) na noite da última quarta-feira (14). As informações começaram a ser divulgadas em uma corrente de WhatsApp reproduzida pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Marilia Castro Neves e um tweet do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), que replicaram o boato de que Marielle foi casada com um traficante e tinha associação com o crime. Leia abaixo trechos da checagem do Aos Fatos: Engravidou aos 16 anos: FALSO. Marielle tinha 38 anos de idade e uma filha de 19, chamada Luyara Santos. Isso significa que ela engravidou entre os 18 e 19 anos — e não aos 16. Ex-esposa do Marcinho VP: FALSO Conforme já mostrou o site Boatos.org, Marielle nunca foi casada com ex-traficante — seja lá qual Marcinho VP a corrente de WhatsApp insinua ser. É que existem dois Marcinhos: Márcio Amaro de Oliveira, traficante carioca que atuava na favela Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio, e Márcio dos Santos Nepomuceno, traficante carioca do Complexo do Alemão, zona norte da capital fluminense. Até uma imagem tem sido distribuída nas redes afirmando ser de Marielle e algum dos Marcinhos VPs. No entanto, ela não retrata nenhum dos dois. No ato de registro de candidatura, Marielle também apresentou certidão da Justiça Federal no Rio de Janeiro que certifica que: “em pesquisa nos registros eletrônicos armazenados no Sistema de Acompanhamento e Informações Processuais, a partir de 25/04/1967, até a presente data, exclusivamente na Seção Judiciária do Rio de Janeiro, com sede na Cidade do Rio de Janeiro, que contra: MARIELLE FRANCISCO DA SILVA, ou vinculado ao CPF: 086.472.877-89, NADA CONSTA, na Seção Judiciária do Rio de Janeiro”. Outras certidões de mesmo teor estão aqui e aqui. Amigos da vereadora morta no Rio também negam a informação e repudiam a tentativa de associá-la ao tráfico de drogas. Reportagem do G1 publicada no sábado (17) mostra, inclusive, que Marielle ajudou na apuração da morte do policial civil Eduardo Oliveira em 2012. À época, Marielle era assessora da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e lotada no gabinete do deputado Marcelo Freixo (PSOL). Leia a reportagem na íntegra.

Conheça mais 24 casos de lideranças políticas mortas nos últimos quatro anos

 Não é só Marielle – Ao menos 25 líderes comunitários e ativistas morreram assassinados desde 2014 no Brasil; a última foi Marielle Franco O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14/03) acendeu o alerta para um fato alarmente: desde 2014, ao menos outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram evidentemente executados em diferentes regiões do Brasil. O levantamento não inclui mortes suspeitas de lideranças nem trabalhadores que não tinham, pelo menos de forma evidente, papel político de liderança. Usando esses dois critérios adicionais, a lista chegaria a centenas de nomes. O historiador Fernando Horta, doutorando na Universidade de Brasília, reuniu uma lista dessas vítimas. Opera Mundi conta um pouco da história destes militantes, executados por conta dos trabalhos que desenvolviam por suas comunidades. Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro pelo PSOL – 15.mar.2018 A socióloga, ativista dos movimentos feminista e negro, foi executada no centro da capital fluminense. Marielle, a quarta vereadora mais votada na cidade, atuava na comunidade da Maré, onde morava, e, na semana anterior a sua morte, denunciou a violência e os abusos policiais no bairro de Acari. Leia mais aqui. Paulo Sérgio Almeida Nascimento, líder comunitário no Pará – 12.mar.2018 Nascimento era um dos líderes da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama). Segundo a Polícia Civil, ele foi alvejado por disparos do lado de fora de casa, na cidade de Barcarena. Nascimento era atuante nas denúncias contra a refinaria Hydro Alunorte, responsável pelo vazamento de dejetos tóxicos nas águas da região no começo do mês. Leia mais aqui. George de Andrade Lima Rodrigues, líder comunitário em Recife – 23.fev.2018 Rodrigues foi encontrado com marcas de tiros e um arame enrolado no pescoço, após três dias de buscas. O corpo dele foi achado em um matagal às margens de uma estrada de terra. Ele havia sido sequestrado por quatro homens que se diziam policiais. Leia mais aqui. Carlos Antônio dos Santos, o “Carlão”, líder comunitário no Mato Grosso – 07.fev.2018 Carlão era um dos líderes do Assentamento PDS Rio Jatobá, em Paranatinga, no Mato Grosso, e foi morto a tiros, por homens em uma motocicleta, em frente à prefeitura da cidade. Ele estava dentro de um automóvel com a filha e a esposa, que chegou a ser atingida de raspão. Carlão já havia feito várias denúncias à polícia de que estava sendo ameaçado. Leia mais aqui. Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário em Porto Alegre – 28.jan.2018 Ribas era líder comunitário na Vila São Luís, ocupação da zona norte da capital gaúcha. Ele havia deixado de dormir em casa desde alguns dias antes por conta da guerra entre traficantes da região. No dia em que foi assassinado, voltou à vila para pegar roupas, mas acabou sendo morto. A polícia suspeita de que Ribas tenha sido executado pelos criminosos ao se apresentar como líder da comunidade e questionar as ações do grupo. Leia mais aqui. Márcio Oliveira Matos, liderança do MST na Bahia – 24.jan.2018 Matos era um dos integrantes mais novos da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e morava no Assentamento Boa Sorte. Aos 33 anos, foi morto em casa, com três tiros, na frente de seu filho. Leia mais aqui. Valdemir Resplandes, líder do MST no Pará – 9.jan.2018 Conhecido como ‘Muleta’, Resplandes foi executado na cidade de Anapu, no Pará. Ele conduzia uma moto e foi parado por dois homens. Um deles atirou pelas costas; já no chão, o ativista foi alvejado na cabeça. A missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada na mesma cidade, em 2005. Leia mais aqui. Jefferson Marcelo do Nascimento, líder comunitário no Rio – 04.jan.2018 Nascimento era líder comunitário em Madureira e foi encontrado com sinais de enforcamento um dia após desaparecer. Ele havia feito uma série de denúncias contra uma quadrilha de milicianos dias antes de ser executado. Leia mais aqui. Clodoaldo do Santos, líder sindical em Sergipe – 14.dez.2017 Santos era líder do Movimento SOS-Emprego de Sergipe e foi baleado na cabeça por dois homens que foram à sua casa com a desculpa de entregar um currículo. Após orientar os criminosos a entregarem o documento diretamente à empresa que construía uma termoelétrica na região, o dirigente foi alvejado. Leia mais aqui. Jair Cleber dos Santos, líder de acampamento no Pará – 22.set.2017 Santos foi alvo de um ataque a tiros na companhia de outros quatro trabalhadores rurais. O acusado do assassinato é o gerente de uma fazenda ocupada por trabalhadores ligados à Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará). A polícia esteve no local momentos antes e os trabalhadores que estavam lá acusam-na de ter facilitado a fuga do gerente e de outros pistoleiros. Leia mais aqui. Fabio Gabriel Pacifico dos Santos, o “Binho dos Palmares”, líder quilombola na Bahia – 18.set.2017 Binho, como era conhecido, era líder do quilombo Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho, Bahia. Ele havia acabado de deixar o filho na escola e seguia para o enterro de uma amiga quando foi abordado por homens em um carro. Um deles desceu do veículo e atirou várias vezes na direção do líder. Leia mais aqui. José Raimundo da Mota de Souza Júnior, líder do Movimento dos Pequenos Agricultures (MPA) na Bahia – 13.jul.2017 O quilombola Souza Júnior era defensor da agroecologia e educador popular. Momentos antes do crime, o líder camponês havia sido procurado por dois homens em casa. Ele foi baleado enquanto trabalhava na roça com o irmão e um sobrinho. Leia mais aqui. Rosenildo Pereira de Almeida, o “Negão”, líder comunitário da ocupação na Fazenda Santa Lúcia, no Pará – 8.jul.2017 – O líder camponês, ligado ao MST, foi morto na cidade de Rio Marias, próxima à fazenda. Ele havia ido ao local para se esconder após reiteradas ameaças de morte. ele foi executado por dois motoqueiros com três tiros na cabeça. Leia mais aqui. Eraldo Lima Costa e Silva, líder do MST no Recife – 20.jun.2017 Costa e Silva, de 57 anos, estava em casa,

Após denunciar policiais, vereadora do Psol é assassinada no Rio de Janeiro

 Nascida na favela da Maré e ativista do movimento negro, Marielle vinha denunciando crimes cometidos por policiais no Rio  Um crime bárbaro chocou o mundo na noite desta quarta-feira. A vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) foi morta a tiros no centro da cidade do Rio de Janeiro. Dias antes, a morte de dois jovens e a truculência policial durante operações na Favela de Acari, na Zona Norte do Rio, foram denunciadas pela vereadora. Marielle compartilhou uma publicação em que comenta que os rapazes foram jogados em um valão. De acordo com moradores, no último sábado, policiais militares do 41° BPM (Irajá) invadiram casas, fotografaram suas identidades e aterrorizaram populares no entornoApós assassinato de vereadora, manifestantes organizam protestos em várias cidadesA execução brutal da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros na noite desta quarta-feira, já provoca manifestações; além do Rio, manifestantes começaram a se organizar pelas redes sociais para protestos e marchas em outras cidades pelo Brasil, como São Paulo e Belo Horizonte Assassinato de vereadora do PSOL repercute no Brasil e no exterior O assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco, do PSOL, chocou o Brasil e já repercute negativamente no exterior. O crime, com características de execução, teve amplo destaque na imprensa estrangeira. Caso está no “The New York Times”, “The Washington Post” e na rede ABC News, entre outros. O assunto é um dos mais comentados no Twitter no mundoInternacional pede investigação ‘imediata e rigorosa’ de morte de vereadoraOrganização não governamental Anistia Internacional pediu investigação imediata e rigorosa do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos Marielle Franco, do PSOL; vereadora foi assassinada a tiros na noite de ontem (14), no centro do Rio; “Marielle Franco é reconhecida por sua histórica luta por direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores de favelas e periferias e na denúncia da violência policial”, disse a ONG; “Não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do assassinato de Marielle Franco”, completou em nota Tweets de Marielle denunciavam violência e abusos policiaisO perfil no Twitter da vereadora Marielle Franco, assassinada na noite desta quarta-feira no Rio, está repleto de ativismo pelas mulheres negras, pelos direitos humanos e ainda de muitas denúncias sobre a violência policial, especialmente no Estado; em uma de suas últimas postagens, ela questiona: “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?” Difícil achar que assassinato após denúncia contra policiais é coincidênciaGuilherme Boulos, líder do MTST e pré-candidato do PSOL à Presidência, destacou a correlação entre o assassinato da vereadora Marielle Franco e as recentes denúncias que ela vinha fazendo; difícil acreditar que a execução a sangue frio de Marielle e do motorista Anderson Gomes seja mera coincidência após as denúncias que ela vinha fazendo sobre a violência policial no Rio Latuff escancara motivação de assassinato de vereadora no Rio O cartunista Latuff divulgou nesta quinta uma charge que traduz as motivações por trás do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), na noite de ontem no Rio; ilustração mostra, com simplicidade, como a atuação de Marielle na fiscalização e denúncia se liga à sua brutal execução Sob o fascismo, grupos de extermínio agem livrementeO deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da OAB-RJ, condenou o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, do PSOl; “Marielle Franco foi executada. O assassinato consumou-se hoje mas é resultado de uma trama urdida pela barbárie que tomou conta do Brasil. Sob o fascismo, os grupos de extermínio agem livremente. Enquanto isso a intervenção militar revista mochilas de crianças das favelas”, disse Wadih pelo Twitter