Médium da Casa Dom Inácio de Loyola, de Abadiânia, é denunciado

Mulheres relatam a Pedro Bial abusos sexuais do médium João de DeusPor enquanto, dez mulheres acusam o médium João de Deus de abusos sexuais, durante tratamentos espirituais realizados na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, em Goiás. As histórias com detalhes foram reveladas no programa Conversa com Bial, na noite desta sexta-feira (7), na Rede Globo, de acordo com informações do G1. Apenas uma das mulheres aceitou se identificar. Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, conheceu a Casa em 2014, quando buscava a cura espiritual para traumas passados justamente com abuso sexual. As outras, todas brasileiras, optaram pelo anonimato. Segundo os relatos, João de Deus agiu de forma semelhante em todos os casos. Durante os atendimentos espirituais coletivos, o médium dizia às mulheres que elas deveriam procurá-lo em sua sala, porque tinham sido escolhidas para receber a cura. Elas garantem que, quando estavam sozinhas com ele, eram violentadas. “Pegava na minha mão para eu pegar no pênis dele. (…) Ele falava: ‘Põe a mão, isso é limpeza. Você precisa dessa limpeza, é o único jeito de fazer isso”’, denunciou uma mulher que procurou João de Deus para cura espiritual. Segundo Zahira, ao ouvir os relatos de outras mulheres, ela percebeu que “existe um sistema. A primeira coisa é vire de costas, eu vou te curar. Existe um padrão (…) Você é manipulada a acreditar na cura”. Zahira recordou, ainda, do que ocorreu com ela: “Pensei: por que tenho que colocar minha mão no seu pênis para ser curada? Me colocou de joelhos diante dele. Abriu a calça e colocou a minha mão no seu pênis”. Em outra ocasião, a coreógrafa afirmou que sido “penetrada por trás” pelo médium. A coach espiritual norte-americana, Amy Biank, responsável por encaminhar pessoas em peregrinação para a Casa Dom Inácio de Loyola desde 2002, afirmou a Pedro Bial que os colaboradores que trabalham com o médium têm conhecimento do que ocorre acontece e quem tenta denunciar acaba saindo da Casa por medo, já que ele é um “homem muito poderoso”. Amy revelou ter sofrido ameaças de morte. “Uma delas (pessoa que trabalhava para João de Deus) disse que tinha limpado a boca de uma menina. Disseram que era ectoplasma e ela estava tão doutrinada que não percebeu que era sêmen”, declarou Amy. João de Deus nega Em nota enviada ao programa, a assessoria de imprensa do médium diz: “Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”. João Teixeira de Faria é o médium mais conhecido do Brasil, com fama internacional. A Casa Dom Inácio de Loyola recebe até 10 mil pessoas por mês para atendimentos, boa parte delas estrangeiras.

Globo parte para o ataque e faz longa matéria sobre Bolsogate

 Telejornal divulgou ampla reportagem sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que registrou movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro Ao que tudo indica, a Globo resolveu partir para o ataque contra Jair Bolsonaro. A edição desta sexta-feira (7) do Jornal Nacional dedicou sete minutos para divulgar uma ampla reportagem sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que registrou movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro. O caso está sendo chamado de “Bolsogate”. William Bonner faz a introdução da matéria relatando a descoberta do Conselho. Em seguida, o repórter Paulo Renato Soares conta que o relatório do Coaf faz parte da investigação que prendeu dez deputados estaduais do Rio de Janeiro no mês passado e traz informações sobre 75 servidores da Assembleia Legislativa (Alerj), que apresentaram movimentação financeira suspeita. Entre eles está Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo PSL, Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo o Coaf, em apenas um ano, Fabrício de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em uma conta. O relatório aponta que Fabrício ganhava R$ 23 mil por mês. Ele cumpria a função de motorista de Flávio Bolsonaro e também tinha vínculo com a PM. O jornal O Estado de S.Paulo revelou o caso ontem (quinta) e a TV Globo também teve acesso ao relatório. O documento lista várias operações bancárias suspeitas e menciona a possibilidade de que isso tenha sido feito para ocultar a origem ou o destino do dinheiro. Primeira-dama Uma das movimentações de Fabrício tem como favorecida a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O relatório cita que a ex-secretária parlamentar e atual esposa de Jair Bolsonaro recebeu R$ 24 mil. Hoje (sexta), Bolsonaro explicou o depósito na conta da mulher. Ele falou com o site O Antagonista. Disse que o valor se refere a uma dívida do ex-assessor com ele próprio. O presidente eleito afirmou que eles eram amigos e emprestou o dinheiro a Fabrício porque o ex-assessor do filho estava com problemas financeiros. Bolsonaro contou que não foram só R$ 24 mil e sim R$ 40 mil. Afirmou que se o Coaf pegar dados anteriores vai chegar a esse valor. O presidente eleito disse que Fabrício de Queiroz fez dez cheques de R$ 4 mil. Bolsonaro diz que poderia ter botado na conta dele, mas foi para a conta da esposa porque ele não tem tempo de sair. Sobre a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, Bolsonaro falou que se surpreendeu com a identificação do Coaf e que cortou contato com o amigo até que ele se explique para o Ministério Público. Na conta de Fabrício de Queiroz, o Coaf também encontrou saques em dinheiro, que somam R$ 324 mil ao longo de um ano; R$ 159 mil sacados de uma agência bancária do prédio da Assembleia Legislativa. Família Fabrício foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro. A mulher de Fabrício, Márcia de Oliveira Aguiar, e duas filhas, Natália e Evelyn Mello de Queiroz, também trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro, como revelou o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Márcia aparece na folha de pagamento da Alerj de agosto de 2017 como consultora parlamentar e salário de R$ 9.200. Natália trabalhou com Flávio Bolsonaro na Alerj entre 2007 e 2016. Menos de uma semana depois de ser exonerada, Natália foi nomeada para exercer, no gabinete do deputado federal Jair Bolsonaro, o cargo de secretária parlamentar. Natália deixou o cargo na Câmara Federal no mesmo dia em que o pai saiu do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, 15 de outubro deste ano. Natália é citada em dois trechos do relatório do Coaf. O documento não deixa claro os valores individuais das transferências entre ela e seu pai. Mas junto ao nome de Natália está o valor total de R$ 84 mil. A outra filha de Fabrício, Evelyn Mello de Queiroz foi nomeada em dezembro de 2016 como assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro, na vaga da irmã Natália. O nome de Evelyn está na última folha de pagamento que aparece no site da Alerj, em setembro, com salário líquido de R$ 7.500. MPF O Ministério Público Federal, responsável pelas investigações, diz que nem todos os nomes citados no relatório foram incluídos nas apurações, porque nem todas as movimentações atípicas são necessariamente ilícitas. E não divulgou se deputados da Alerj que não foram alvo das operações estão sendo investigados ou podem vir a ser. Hoje (sexta), jornalistas questionaram dois futuros ministros do governo Bolsonaro sobre as informações do relatório do Coaf. Onyx Lorenzoni, que vai ser o ministro chefe da Casa Civil, se irritou, e Sérgio Moro, que vai assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, preferiu não responder. No fim da tarde, Flávio Bolsonaro disse que conversou com o ex-assessor sobre a informações do Coaf e que recebeu explicações “plausíveis”. Ao final da reportagem, Bonner disse que não conseguiu contato com o ex-assessor Fabrício de Queiroz, a mulher e as filhas dele.

Mais Médicos: governo Temer vestiu um santo para desvestir outro

 Médicos trocam postos do SUS pelo Mais Médicos e ameaçam desorganização do sistemaNos estados contatados, 58% das vagas preenchidas foram ocupadas por médicos que já atuavam na atenção básica do SUS Levantamento feito em sete estados junto a conselhos de secretarias municipais de saúde (Cosems) do País concluiu que mais da metade dos profissionais que preencheram as vagas dos cubanos no Mais Médicos já trabalhava em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Com as inscrições, os profissionais apenas migraram de um posto de saúde onde já eram servidores municipais para outro onde passam a ser integrantes do programa federal. Dez dos 13 conselhos contatados disseram ter registrado em seus municípios a migração de profissionais. Nesses estados, 58% das vagas preenchidas foram ocupadas por médicos que já atuavam na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os sete Cosems analisaram os vínculos de trabalho anteriores de 1.489 médicos que aderiram ao Mais Médicos e verificaram que 863 deles trabalhavam em postos de saúde de outras cidades ou Estados. A situação fez o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, se reunir nesta quarta-feira, 28, com membros do Ministério da Saúde para apresentar o problema. A pasta solicitou ao conselho um levantamento nacional dos números de profissionais que migraram de uma UBS para outra. O conselho pretende apresentar amanhã os números completos ao ministério. “Estamos muito preocupados. Talvez seja preciso fazer mudanças no edital para evitar que a chegada dos médicos desorganize todo o sistema de saúde”, declarou Diego Espindola de Ávila, diretor do Conasems. Leia o texto completo no Estadão – e o vídeo no Bom Dia Brasil, da Globo

Arlen Santiago ganha queda de braço de Gil Pereira, no DNOCS

Alex de Arlen é o novo coordenador Estadual do DNOCS em Minas Gerais, substituindo Guila de Gil Tomou posse nesta quinta-feira (7), para chefiar o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas no estado de Minas Gerais, o advogado Aleksander Oliveira de Souza, conhecido como Alex de Arlen, pela sua afinidade com o parlamentar Arlen Santiado, do PTB mineiro, em substituição ao ex-vereador Guilherme Dias Ramos, também conhecido como Guila de Gil, pela sua aproximação com o deputado estadual Gil Pereira, do PP. A posse aconteceu na sede da Administração Central do DNOCS, em Fortaleza, pelo diretor Geral, Angelo Guerra. O novo Coordenador tem 46 anos, casado, bacharel em Direto, servidor da Assembleia Legislativa de Minas gerais, por mais de 15 anos. Foi funcionário do Banco do Brasil durante dois anos e atuou na empresa privada ENGESOLO – MG.Aleksander Oliveira de Souza disse está confiante com o quadro qualificado e competente da Coordenadoria e acrescentou: “acredito no DNOCS e ele ainda pode e vai fazer muito por Minas Gerais”.O diretor Geral do DNOCS, Angelo Guerra, fez um rápido pronunciamento dizendo que uma boa equipe de trabalho, coesa, leal e eficiente a Autarquia possuí. E acrescentou: “muitos trabalhos já foram feitos, poderemos fazer mais pelo Nordeste e acredito que nossas ações terão prosseguimento.”A solenidade de posse contou com a participação dos Diretores de Infraestrutura, Roberto Otto Massler, de Administração, Gustavo Medeiros, de Produção, Felipe Belchior, do coordenador de Análise Jurídica, Felipe Carvalho, dos coordenadores estaduais de Pernambuco, Marcus Ruerda, da Paraíba, Alberto Oliveira e do Ceará, Hermenegildo Souza Neto, do coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Nilo Barsi, do chefe da Divisão de Gestão de Pessoas, Marley Cisne de Morais, da chefe do Serviço de Administração de Pessoal, Rocicler Cabral de Araújo e do Chefe do Serviço de Comunicação Social, Aluísio Ferro Gomes

Um em cada dois negros está no mercado informal. E vai piorar

Quase metade (46,9%) da população preta ou parda está na informalidade, enquanto o percentual entre brancos é 33,7% A crise no mercado de trabalho, exposta pelo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os arrochos feitos ao trabalhador nos últimos anos pioraram especialmente a vida de segmentos da sociedade que na última década haviam conquistado mais espaço. Quase metade (46,9%) da população preta ou parda está na informalidade. O percentual entre brancos é 33,7%. Um trabalhador branco recebeu, em média, 72,5% a mais do que um profissional preto ou pardo em 2017. Enquanto uma pessoa branca teve rendimento médio de R$ 2.615 no ano passado, um negro (soma da população preta e parda) recebeu R$ 1.516. “Ao longo da década tivemos uma melhora para a população negra e para as mulheres de forma geral. De 2012 a 2014 eles tiveram conquistas importantes, e agora eles se reposicionam ao lugar onde estavam antes, e que é feito da estrutura histórica das condições de trabalho e de vida no Brasil, calcado no racismo e no machismo”, explica a pesquisadora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Lucia Garcia. No total, O Brasil perdeu mais de 2,3 milhões de postos de trabalho formal em dois anos. Os dados analisados fazem referência até dezembro de 2017. De acordo com o levantamento, o País encerrou 2017 com 54,2 milhões de trabalhadores formais. Em 2015, eram 56,5 milhões. Já o trabalho informal aumentou em 1,2 milhão. Em 2015, havia no Brasil 36,1 milhões de trabalhadores informais. Esse número chegou a 37,3 milhões em 2017 O IBGE considera como trabalho formal aquele com carteira de trabalho assinada, inclusive do empregado doméstico, assim como o trabalhador por conta própria e o empregador que sejam contribuintes da previdência social. Já o trabalho informal engloba os trabalhadores, incluindo os domésticos, que não possuem carteira assinada, bem como trabalhador por conta própria e empregador que não contribuem com a previdência, além do trabalhador familiar auxiliar, composto majoritariamente por mulheres. Conforme o levantamento, em 2015, 61% dos trabalhadores ocupados no País estavam em postos formais. Em 2017, esse percentual caiu para 59,2%. Já o trabalho informal saltou de 39% para 40,8% no mesmo período, o que representa 2 em cada 5 trabalhadores do País. Na análise por sexo, o IBGE destacou que “a proporção de homens e mulheres em trabalhos formais e informais é semelhante”, embora varie de acordo com a categoria de ocupação. Entre os trabalhadores informais os homens são maioria quando considerados somente os empregados sem carteira assinada e os trabalhadores por conta própria. Já as mulheres são maioria entre os trabalhadores familiares auxiliares “e compõem quase que integralmente o trabalho doméstico sem carteira”. “A crise elimina empregos no centro econômico industrial e puxa toda a diminuição de postos de trabalho, e que se manifesta através da renda, na queda da massa salarial, e por consequência afeta o setor de serviços e comércio. O homem branco é o primeiro a ser afetado, porque ela já está em melhores condições, e ele puxa todo o resto para baixo”, afirma a especialista. Regiões Regionalmente, a informalidade estava mais presente nas Regiões Norte e Nordeste, onde os trabalhadores informais representavam, respectivamente, 59,5% e 56,2% da população ocupada. Sudeste e Sul tinham a menor proporção de informalidade, 33,8% e 29,1%, respectivamente. No Centro-Oeste, os informais representavam 39,1% dos trabalhadores informais. Ainda de acordo com o IBGE, as atividades que mais concentram o trabalho informal são as de serviços domésticos e agropecuária. Nestas duas atividades, mais de 2/3 do pessoal ocupado era informal. Salários O IBGE mostrou que a diferença entre os salários pagos ao trabalhador com carteira assinada é, na média nacional, 76% maior que daquele que não tem registro formal. O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro em 2017 foi de R$ 2.039. Para o empregado com carteira assinada, o salário médio era de R$ 2.038, enquanto para o sem carteira foi de R$ 1.158 A pesquisadora afirma que os dados do IBGE demonstram uma acentuada deterioração das condições de trabalho em relação a 2014 – momento em que a crise se abate sobre as estruturas de trabalho e rendimento -, mas que não capta como a perda de direitos está afetando a vida do trabalhador. “De 2012 a 2014 nós tivemos uma melhoria do mercado de trabalho e do quadro social nacional, e a partir 2014 uma piora bastante considerável. A tendencia dos dados futuros do instituto é de piora ainda mais acentuada, pois os efeitos da Reforma Trabalhista e da terceirização irrestrita estarão neles”, assegura Lucia. Reportagem da Carta Capital

Comitê pede água do oceano para o semi-árido

Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta O Comitê Nacional da Bacia Hidrográfica do São Francisco propôs, ontem de manhã, durante a reunião ordinária realizada em Montes Claros, que o Governo faça a transposição das águas do Oceano Atlântico para o semi-árido brasileiro, inclusive o Norte de Minas. O presidente Anivaldo de Miranda salientou que o semi-árido brasileiro apresenta uma característica incomum em relação as áreas secas do mundo, pois apresenta chuvas, mesmo que em pequenas quantidades. Por outro lado, tem um sol em abundancia, para gerar energia e, por isso, poderá conjugar os esforços para instalar dessalinizadores, visando abastecer o semi-árido com esta água do oceano. No início da solenidade, Anivaldo de Miranda lamentou que apenas as informações negativas de práticas criminosas mereçam destaque e, com isso, as coisas positivas fiquem escondidas. Ele lembrou que várias conquistas foram alcançadas no Comitê da Bacia e, por isso, propôs a criação da Política Nacional do Semi-árido. O evento prossegue hoje, com a discussão sobre a região amazônica. A transposição das águas do oceano para o semi-árido, segundo o presidente, é possível, pois lembra que a Bacia do São Francisco agora tem abrangência em seis estados. Um dos destaques foi a apresentação feita pelo coordenador de águas subterrâneas da Agência Nacional de Águas, Fernando Roberto de Oliveira, que citou um fenômeno na Bacia do Rio Verde Grande, no Norte de Minas, onde existem vários sumidouros que tem engolido a água, reduzindo as vazões do seu leito. O pesquisador esclareceu que foram iniciados os estudos, a serem aprofundados, sobre essa situação, pois lembra que o Verde Grande está no Aquífero Bambuí e se pode observar que as águas do rio foram encontradas dois a três quilômetros. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Verde Grande, Dirceu Colares, que é de Montes Claros afirma que foi uma iniciativa do comitê o pedido sobre esse estudo, visando conhecer os impactos desses buracos, pois somente agora com a seca que foi possível saber o que ocorreu.

Violência contra idoso faz uma vítima por dia em Montes Claros

Idosos gritam por socorroMontes Claros registra 438 casos de violência contra idosos em 2018 – média de 1 por diaPor Manoel Freitas O Norte Mais de uma denúncia de violação ao direito das pessoas com mais de 60 anos chega diariamente ao Núcleo de Atendimento à Violência contra o Idoso, em Montes Claros. De janeiro a 5 de dezembro, foram 438 registros. No topo do ranking estão o abandono (69 casos) e a negligência (67). O abuso financeiro aparece logo em seguida, com 66 denúncias. Para que esses casos cheguem ao Núcleo, as vítimas têm que criar coragem para superar abusos, intimidações e tantas outras violências sofridas dentro ou fora de casa. Mas dados do Ministério dos Direitos Humanos, elaborados a partir das queixas recebidas pelo Disque 100, mostram que os idosos têm quebrado o silêncio. Só no primeiro semestre de 2018 foram 2.380 gritos por socorro em Minas – o dobro do registrado há cinco anos. Em Montes Claro não há dados de anos anteriores para comparar se houve crescimento, mas no período chamou atenção 55 registros de maus-tratos, 51 de agressão psicológica, 42 de agressão verbal e 37 de violência intrafamiliar. As agressões físicas, que normalmente culminam no acionamento da Polícia Militar e do próprio Ministério Público por parte da Coordenadoria do Idoso, totalizou 24 registros. E, curiosamente, 27 idosos, mesmo vítimas de violações, se recusaram a receber equipe de psicólogos e assistentes sociais, a chamada autonegligência. Proporcionalmente à população, a violência contra os idosos em Montes Claros atesta dados aferidos em 2017 pelo Ministério dos Direitos Humano, que revelaram mais de 33 mil denúncias de abusos e agressões contra essas pessoas. A assistente social Cibele Freire Diniz Oliveira, há nove anos na presidência da Coordenadoria do Idoso e do Conselho Municipal do Idoso de Montes Claros, disse que “a maioria das denúncias decorrem de problemas familiares, de abandono dos filhos que não querem cuidar dos pais”. “Em grande parte dos casos a gente traz a família, conversa e resolve por aqui mesmo”. “O nosso papel é averiguar se existem maus-tratos, não apenas em relação à violência física, porque a pior violência é a psicológica, e, a partir daí, acionamos o Centro de Atendimento Especializado ao Assistente Social (Creas)”, explica Cibele, lembrando que, se não for possível resolver as denúncias, o passo seguinte é acionar o Ministério Público. DRAMASA também assistente social Ireni Pereira de Aguiar, que atua desde 2011 no Núcleo de Atendimento à Violência contra o Idoso, afirma que a equipe frequentemente se emociona com o drama, sobretudo das mulheres com mais de 60 anos, as principais vítimas em Montes Claros. Como exemplo, revelou que na semana passada chegou à Casa da Cidadania “um caso chocante, muito grave, que culminou com o acionamento da PM”. Nessa ocorrência, segundo Ireni, foram constatadas várias violações – abandono, negligência e maus-tratos. Idosa de 80 anos ouvida pelo O NORTE e que pediu para que fosse identificada apenas como “vovó”, disse que, nessa idade, a maior preocupação é com a violência. “A gente vai ficando velho e fica igual bicho do mato, com medo de certas coisas”. Ela conta que só sai na companhia de familiares. Para M.A.S., de 70 anos, a violência contra idosos é muito maior do que a contabilizada pelos órgãos públicos, argumentando que ela é refletida não apenas em maus-tratos ou abandono, “mas inclusive no trânsito, onde os idosos em Montes Claros sofrem cada dia mais com agressões verbais”. Depois de décadas dirigindo o próprio veículo, pensa em optar pelo transporte alternativo porque os motoristas não respeitam os condutores da terceira idade. “Do jeito que está, a gente não tem saída”, desabafa.

Violência contra idoso faz uma vítima por dia em Montes Claros

Idosos gritam por socorroMontes Claros registra 438 casos de violência contra idosos em 2018 – média de 1 por diaPor Manoel Freitas O Norte Mais de uma denúncia de violação ao direito das pessoas com mais de 60 anos chega diariamente ao Núcleo de Atendimento à Violência contra o Idoso, em Montes Claros. De janeiro a 5 de dezembro, foram 438 registros. No topo do ranking estão o abandono (69 casos) e a negligência (67). O abuso financeiro aparece logo em seguida, com 66 denúncias. Para que esses casos cheguem ao Núcleo, as vítimas têm que criar coragem para superar abusos, intimidações e tantas outras violências sofridas dentro ou fora de casa. Mas dados do Ministério dos Direitos Humanos, elaborados a partir das queixas recebidas pelo Disque 100, mostram que os idosos têm quebrado o silêncio. Só no primeiro semestre de 2018 foram 2.380 gritos por socorro em Minas – o dobro do registrado há cinco anos. Em Montes Claro não há dados de anos anteriores para comparar se houve crescimento, mas no período chamou atenção 55 registros de maus-tratos, 51 de agressão psicológica, 42 de agressão verbal e 37 de violência intrafamiliar. As agressões físicas, que normalmente culminam no acionamento da Polícia Militar e do próprio Ministério Público por parte da Coordenadoria do Idoso, totalizou 24 registros. E, curiosamente, 27 idosos, mesmo vítimas de violações, se recusaram a receber equipe de psicólogos e assistentes sociais, a chamada autonegligência. Proporcionalmente à população, a violência contra os idosos em Montes Claros atesta dados aferidos em 2017 pelo Ministério dos Direitos Humano, que revelaram mais de 33 mil denúncias de abusos e agressões contra essas pessoas. A assistente social Cibele Freire Diniz Oliveira, há nove anos na presidência da Coordenadoria do Idoso e do Conselho Municipal do Idoso de Montes Claros, disse que “a maioria das denúncias decorrem de problemas familiares, de abandono dos filhos que não querem cuidar dos pais”. “Em grande parte dos casos a gente traz a família, conversa e resolve por aqui mesmo”. “O nosso papel é averiguar se existem maus-tratos, não apenas em relação à violência física, porque a pior violência é a psicológica, e, a partir daí, acionamos o Centro de Atendimento Especializado ao Assistente Social (Creas)”, explica Cibele, lembrando que, se não for possível resolver as denúncias, o passo seguinte é acionar o Ministério Público. DRAMASA também assistente social Ireni Pereira de Aguiar, que atua desde 2011 no Núcleo de Atendimento à Violência contra o Idoso, afirma que a equipe frequentemente se emociona com o drama, sobretudo das mulheres com mais de 60 anos, as principais vítimas em Montes Claros. Como exemplo, revelou que na semana passada chegou à Casa da Cidadania “um caso chocante, muito grave, que culminou com o acionamento da PM”. Nessa ocorrência, segundo Ireni, foram constatadas várias violações – abandono, negligência e maus-tratos. Idosa de 80 anos ouvida pelo O NORTE e que pediu para que fosse identificada apenas como “vovó”, disse que, nessa idade, a maior preocupação é com a violência. “A gente vai ficando velho e fica igual bicho do mato, com medo de certas coisas”. Ela conta que só sai na companhia de familiares. Para M.A.S., de 70 anos, a violência contra idosos é muito maior do que a contabilizada pelos órgãos públicos, argumentando que ela é refletida não apenas em maus-tratos ou abandono, “mas inclusive no trânsito, onde os idosos em Montes Claros sofrem cada dia mais com agressões verbais”. Depois de décadas dirigindo o próprio veículo, pensa em optar pelo transporte alternativo porque os motoristas não respeitam os condutores da terceira idade. “Do jeito que está, a gente não tem saída”, desabafa.

A Unimontes em boas mãos! Por Marcos Fred de Oliveira

Em breve o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT) deve nomear através de uma lista tríplice, o novo reitor da Universidade Estadual de Montes Claros, a Unimontes. Entre os candidatos mais bem votados, está o Doutor em Sociologia, Professor Rômulo Barbosa. Após o pleito e seus pesos, muito tem se falado a respeito dos candidatos da lista tríplice, no entanto, entre os principais argumentos levados em consideração antes de uma escolha de tamanha importância, o governador busca pelo nome que tem boa articulação com as classes profissionais e políticas e conhecimento acadêmico da universidade , com a capacidade de manter saudável interlocução com o Governo de Estado e também Federal; estar disposto a não perseguir aqueles que em sua opção democrática durante pleito, não tenha escolhido seu nome para apoiar e dar seu voto; e buscar de todas as formas a união acadêmica por uma universidade forte e pacificadora. O professor Rômulo Barbosa reúne, reconhecidamente, tais requisitos. Egresso da graduação em Ciências Sociais da Unimontes, fez mestrado e doutorado em Sociologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. É professor da Unimontes há 16 anos. Foi coordenador do curso de graduação em Ciências Sociais, coordenador do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social (nível de mestrado e doutorado) e fundador dos mestrados em Geografia e em Sociedade, Ambiente e Território. Foi membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEx) e também Pró-Reitor de Pesquisa da Unimontes. Já publicou cerca de 35 artigos em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de 22 capítulos de livro. Integrante de redes nacionais e internacionais de pesquisa e extensão, já ministrou palestras e participou de eventos acadêmicos em universidades da Alemanha, Canadá, México e Portugal. Outro aspecto importante que deve ser destacado é a composição das candidaturas à reitoria. Há 17 anos como professor da Unimontes, o professor Ildenilson Meireles compõe a lista tríplice como vice-reitor de Rômulo Barbosa. Engajado em defesa da Universidade Pública de qualidade, Ildenilson Meireles sempre participou ativamente da vida acadêmica representando seu departamento nos conselhos superiores da universidade, além de se dedicar a projetos de ensino, pesquisa e extensão na área das ciências humanas. Sempre pronto ao diálogo, ele demonstra ao longo da sua trajetória acadêmica a capacidade de inserção nas demandas da universidade, sejam elas estudantis, docentes ou do corpo técnico. Formado em Filosofia pela Unimontes, com mestrado em Filosofia pela UFPR, doutorado pela UFSCar também em Filosofia e pós-doutorado pela UFPR, o professor Ildenilson Meireles é pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Gênero e Violência, coordenador do Mestrado Profissional em Filosofia e coordenador adjunto do Programa de Pós-graduação em História. Além disso, ele também coordena o Grupo de Pesquisa Pensamento Contemporâneo, tem livro e vários artigos publicados em periódicos nacionais. Os dois reúnem os requisitos para que a Unimontes esteja em boas mãos! *Marcos Fred é diretor da editora Coletiva

FERNANDO BRITO: A DOR DOS POBRES NÃO SAI NOS JORNAIS

 – O editor do site Tijolaço, Fernando Brito, em artigo, comenta os números apontando queda nos indicadores sociais; “Os números oficiais do IBGE, dando conta do aumento da pobreza e da pobreza extrema no país não mereceram neles, sequer, uma chamada de capa. Ou, para ser rigoroso, apenas uma linha – ‘somada à alta da pobreza extrema’ – que orna uma pequena nota da Folha, destacando a carência nos serviços básicos”. “Nem mesmo com o relatório da Síntese de Indicadores Sociais, oficial, produzida pelo IBGE, revelando dados dramáticos – ou, como se dizia no jargão jornalístico importado dos EUA, ‘histórias de interesse humano’ – como o fato de metade das crianças e adolescentes brasileiros sobreviverem com renda inferior a R$ 400 mensais foi capaz de comover os editores, certamente porque não comoveriam seus leitores”. Brito afirma que “a invisibilidade dos pobres na mídia e no olhar das elites dirigentes – exceto quando viram índices de violência ou mulambos dormindo nas calçadas ricas, buscando esmolas e restos – acaba, por isso, sendo mais expressiva que as tabelas e números do IBGE” “Acaba sendo um retrato mais aterrorizante de um país que é ensinado a ver a pobreza como um inimigo e não um potencial que é desperdiçado e a uma indignidade a que submetemos seres humanos”. “E onde a indiferença passa a ser o estado natural: o médico que não se importa com os desvalidos, o economista que se lixa para o trabalhador, o engenheiro e arquiteto que nos raros projetos de habitação projeta cubículos, o jornalismo que considera ‘celebridades’ e ‘fait divers’ mais importantes que a realidade com que tropeça nas ruas”, conclui.