Meio Ambiente: França anuncia guerra contra agrotóxico da Monsanto

O ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, lidera os protestos contra o glifosato. O presidente Macron promete erradicar o produto até 2021 A condenação da Monsanto a pagar uma multa milionária a um americano que desenvolveu um câncer devido ao glifosato reacendeu o debate na França contra esse agrotóxico. O ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, evocou “o começo de uma guerra” contra a substância, que poderá ser utilizada até 2021 nas plantações francesas, segundo anúncio pelo atual governo. A decisão do júri de São Francisco, que condenou a Monsanto a pagar quase 290 milhões de dólares ao jardineiro californiano Dewayne Johnson – que desenvolveu um câncer devido ao contato com o pesticida Roundup – entusiasmou os ecologistas europeus. Em novembro do ano passado, a União Europeia renovou por mais cinco anos a prolongação da licença do herbicida no bloco, provocando a ira dos ambientalistas. Segundo a OMS, o glifosato é um “provável cancerígeno”, de periculosidade 4, em uma escala de 1 a 5. Na França, o combate é liderado pelo ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot. A principal batalha dele acontece dentro do próprio governo. O ecologista trava um braço de ferro com o Ministério da Agricultura, mais precisamente contra o ministro Stéphane Travert , contrário à inserir a proibição do glifosato na lei francesa até 2021. Por outro lado, o presidente Macron se comprometeu, em maio, a banir a substância dentro desse prazo de três anos, segundo ele, “logo que alternativas forem encontradas”. Assim, na Assembleia francesa, um grupo de trabalho tem a complicada tarefa de discutir soluções para o rápido fim da utilização do glifosato na França. “Tomamos uma primeira decisão na França, mas ela é apenas o começo de uma guerra que vamos realizar juntos para reduzir massivamente as moléculas mais perigosas”, afirmou Nicolas Hulot no sábado 11 à BFMTV sobre o compromisso firmado por Macron. Para ele, não são mais necessárias demonstrações sobre o perigo do glifosato “porque, enquanto esperamos, esses venenos farão efeito e a quantidade de vítimas será excessiva”, advertiu. Uma declaração considerada exagerada por Franck Garnier, presidente da filial francesa do grupo Bayer, proprietário da Monsanto. Em entrevista à rádio Europe 1 no domingo 12, ele ratificou o discurso da gigante alemã que “o uso correto” do Roundup não representa risco à saúde. “O termo ‘guerra’ é forte e eu considero inapropriado. Eu falaria muito mais do trabalho que devemos fazer em cooperação. Diria também que nós somos parte da solução” declarou, em referência às “medidas alternativas” à agricultura sem o glifosato, sobre as quais diz que a Bayer trabalha “intensamente”. A eurodeputada Karima Delli, do partido Europa Ecologia Os Verdes, acredita que o ministro francês da Transição Ecológica deve ser mais categórico sobre o fim do uso do glifosato na França. “Sugiro que Nicolas Hulot diga concretamente: ‘agora é preciso probir’. Isso quer dizer que necessitamos definir uma data e um plano de ajuda que convença os agricultores que há alternativas para substituir o glifosato. Mas para isso é preciso que o ministro bata o martelo e que se aja rapidamente contra essa substância”, declarou em entrevista à rádio France Inter nesta segunda-feira 13. Segundo ela, é preciso conscientizar os trabalhadores rurais que há soluções não-químicas para suas plantações. “O problema é que aprisionamos nossos agricultores em um sistema que depende do glifosato há cerca de 30 anos, convencendo-os de que essa substância era eficaz, fácil e barata, em detrimento de nossa saúde e nosso futuro. Por isso é preciso ajudá-los a encontrarem novas técnicas e materiais para alternativas menos químicas”, salienta. Contra o glifosato na França Dezenas de casos similares àquele do jardineiro americano Dewayne Johnson existem na França. Entre os mais conhecidos estão o da família Grataloup, de Vienne, no sudeste. O casal Sabine e Thomas acusa a Monsanto de ser a responsável pelas malformações do filho Théo, de 11 anos, que nasceu com graves problemas no esôfago e na laringe. Sem saber que estava grávida, Sabine matava as ervas daninhas do espaço de equitação da família com o produto Glyper, da mesma gama do Roundup da Monsanto. Nove meses depois, Théo nascia e ia direto para a mesa de operação para que os médicos separassem seu sistema respiratório do digestivo. Com apenas 11 anos, o garoto passou por 53 cirurgias, tem dificuldade para se alimentar e falar. Glifosato no Brasil O glifosato é o agrotóxico mais utilizado no Brasil, principalmente nas plantações de soja. No início deste mês, a 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal deu o prazo de 30 dias para a suspensão do registro de produtos que utilizem três substâncias presentes em agroquímicos: o glifosato, abamectina e tiram. Segundo a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, “está mais que suficientemente demonstrada a toxidade desses produtos para a saúde humana”. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem o prazo até o fim do ano para realizar uma nova avaliação dessas substâncias. A Advocacia-Geral da União tenta, no entanto, derrubar a decisão. O próprio ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou que o governo vai tentar revertê-la antes da próxima colheita porque, segundo ele, “todo o sistema de plantio direto é baseado no glifosato” e suspendê-lo seria “um retrocesso ambiental gigantesco”. Via Carta Capital
Montes Claros ganhará esculturas e jardins para borboletas

Jardins para Borboletas – Prefeitura homenageia mulheres que fizeram a diferença em Montes Claros Com a finalidade de embelezar a cidade, a Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o Ministério Público Estadual, irá viabilizar o projeto Jardim para Borboletas, instalando jardins e esculturas de borboletas pelo município. Para o prefeito Humberto Souto, este projeto vem contemplar uma importante parceria que vem sendo firmada com o Ministério Público. “O meio ambiente nunca teve o amparo que vem tendo atualmente. Criamos e revitalizamos praças e parques, inclusive com pistas de caminhadas, e embelezamos a cidade com obras de arte, dando uma melhor qualidade de vida para a população. E o Ministério Público vem sendo um importante parceiro, sensível com as questões ambientais do município”, informou. Segundo ele, o projeto “Para Além das Prisões” é o maior exemplo desta parceria entre a Prefeitura e o Ministério Público Estadual. “A ressocialização e prestação de serviços de pessoas privadas de liberdade em Montes Claros é um projeto pioneiro que vem utilizando mão de obra dos reeducandos, principalmente na ajuda na construção e instalação das esculturas e dos jardins, além de ser uma oportunidade de qualificação profissional”, enalteceu Souto.Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros, Paulo Ribeiro, as borboletas serão confeccionadas com vergalhões e sucata, e receberão ao seu redor tratamento paisagístico para ressaltar a obra de arte e atrair borboletas. “A obra de material reciclável é assinada pelo artista Gu Ferreira, e será executada em parceria com egressos do sistema prisional que participam do projeto Para Além das Prisões. E o jardim será projetado pelo professor Cristiano Coimbra”, explicou Ribeiro, informando que grande parte do material utilizado para as obras foi doada pela empresa ArcelorMittal, sendo que o material complementar, especialmente o de acabamento, ficará sob a responsabilidade do Conselho da Comunidade na Execução Penal da Comarca de Montes Claros, que também é parceiro deste projeto. “A primeira escultura com um jardim para borboletas será inaugurada no próximo dia 23, em homenagem à promotora Ana Eloísa Marcondes da Silveira, pelos seus relevantes serviços prestados em Montes Claros, especialmente ao meio ambiente. E, posteriormente, este projeto será estendido para outros espaços em homenagem a outras mulheres que contribuíram para o desenvolvimento da cidade”, informou a diretora de Meio Ambiente, Anildes Evangelista.“A inauguração desta escultura, juntamente com o jardim para borboletas, na ocasião do Congresso Mineiro das Promotorias de Justiça, que acontecerá em Montes Claros, será uma justa homenagem para nossa colega Ana Eloísa Marcondes da Silveira, em reconhecimento ao seu trabalho realizado no Norte de Minas em defesa do meio ambiente e pela sua luta por uma sociedade socioambientalmente mais justa”, exaltou o promotor de Justiça, Paulo César Vicente de Lima, Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Dodge e juízes do TRF4 agiram ilegalmente para impedir libertação de Lula

CONFESSIONÁRIO Em entrevista ao Estadão, chefe da PF revela pressões que sofreu para desobedecer decisão judicial que concedeu habeas corpus ao ex-presidente O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, revelou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (12) que sofreu e aceitou pressões da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer decisão judicial de soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomada pelo desembargador Rogério Favreto há pouco mais de um mês. O diretor da PF relata que informou ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, – a quem a PF é subordinada – que cumpriria a decisão de Favreto de libertar Lula por conta da concessão de um habeas corpus. “Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura. ‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.” Às revelações de Galloro, soma-se também nota da revista Veja afirmando que o desembargador João Gebran Neto, relator do processo contra Lula no TRF-4, teria assumido a amigos que “que ignorou a letra fria da lei ao dar decisão contrária à soltura de Lula, desconsiderando a competência do juiz de plantão”, para impedir a libertação do ex-presidente. Em nota, o PT afirma que a sequência de ações narradas por Galloro expõe “as entranhas do abuso de autoridade, da violência jurídica, da desfaçatez de quem tem de observar leis e regras e age por conveniência política”. A presidenta da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (RS), declarou que vai apresentar pedido de convocação para que Raquel Dodge se explique ao Senado sobre a intromissão indevida. Ela cobrou também medidas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a respeito do que chamou de “ativismo judicial administrativo” dos desembargadores Flores e Gebran. “O Brasil não pode mais conviver com a exceção, a ilegalidade e a injustiça. Não vamos aceitar passivamente a perseguição política e injusta ao presidente Lula, que envergonha o país aos olhos da comunidade internacional. Vamos exigir de todas as formas que seja respeitado o direito do povo votar em quem melhor o representa”, diz a nota do PT, assinada por Gleisi, e pelos líderes do partido no Senado – Lindbergh Farias – e na Câmara – deputado Paulo Pimento. Para o professor de Direito Processual Penal da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Afrânio Silva Jardim, um dos mais renomados juristas do país, diz que o caso precisa ser devidamente apurado, via inquérito policial e também através da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional. “Se tudo isso for verídico, será uma desmoralização total para os magistrados envolvidos e (para) a procuradora-geral da República”, afirmou o jurista pelas redes sociais. Via Rede Brasil Atual
OU LULA VENCE, OU HADDAD PASSA EM PRIMEIRO LUGAR

O cientista político Marcos Coimbra, da Vox Populi, avalia que a perseguição escancarada da mídia e de setores do Judiciário contra o ex-presidente Lula produziu efeito inverso; segundo ele, a simpatia por Lula só cresce, enquanto decresce o sentimento antipetista. “Com Lula, a esquerda tem tudo para vencer a eleição no primeiro turno. Caso seja impedido, a candidatura de Fernando Haddad e Manuela d’Ávila, em uma coligação do PT com o PCdoB e partidos menores, sem a divisão que Ciro significaria, é favorita a terminar o primeiro turno na frente”, diz Coimbra, que ainda aponta Jair Bolsonaro como o adversário mais provável da esquerda Por Marcos Coimbra, na Carta Capital – As peças principais foram colocadas no tabuleiro e daqui a dois meses saberemos quem foi mais habilidoso na montagem de sua estratégia. Na etapa que terminou, há pouca dúvida de que o grande vencedor foi Lula. Ganhou ao fazer com que o sentimento de esquerda, definido de forma ampla, tenha uma representação unificada, apesar de permanecerem as candidaturas de Guilherme Boulos, pelo PSOL, e do PSTU. As pesquisas mostram que a vasta maioria de seus eleitores não hesitaria em apoiar esse representante, mesmo ainda no primeiro turno, se percebesse que era preciso Quem mais torcia pela candidatura de Ciro Gomes eram aqueles que desejavam que a esquerda chegasse à eleição do mesmo modo que a direita: fragmentada, mais que dividida. Ninguém questiona os méritos do pedetista, mas, em retrospecto, o que se percebe é sua incapacidade de reconhecer a força do enraizamento popular da liderança de Lula e a densidade social do PT. Achou que havia à disposição um espólio sem herdeiro e que suas qualidades pessoais o habilitavam a reivindicá-lo. Errou, apesar da simpatia com que foi visto por muitos progressistas, apreensivos com o que poderia vir a ser o “PT sem Lula”. O que verificamos é que Lula permanece vivíssimo, apesar da prisão. Continua a ser avaliado como o melhor presidente de nossa história e aquele em cujo governo a vida mais melhorou. É o politico mais querido e com atributos mais admirados na atualidade, muito à frente de qualquer outro. A maioria das pessoas gosta dele por motivos pragmáticos (“o bolso”) e emocionais (“o coração”). A constatação de que alguém assim está preso, por motivos fúteis, ao cabo de um processo que a grande maioria considera “político e não jurídico”, é de tal forma estranha que as pessoas supõem que o descalabro será consertado “assim que terminar a eleição”. Imaginam, com certa razão, que, se a única motivação da prisão foi tirá-lo da urna, tão logo acabe, o despropósito se solucionará. Os sucessivos atos vistos como injustos e persecutórios de magistrados de todos os níveis, promotores e policiais, só reforçaram, desde o início do ano, a ligação entre a maioria da população e o ex-presidente. Ao contrário do que temia a esquerda, desejava a direita (e calculava Ciro Gomes), a caçada e a prisão não prejudicaram a imagem de Lula. No que se refere ao PT, a consequência disso é um inédito crescimento das simpatias e identidades. Nunca, a não ser no auge do segundo governo Lula, foi tão expressiva a parcela “petista” na sociedade e a propensão a votar no PT está no nível de 2010, quando Dilma Rousseff venceu. Parece que de nada adiantou o tiroteio dirigido pela imprensa conservadora, em especial pelas empresas do Grupo Globo, contra o partido. Do lado inverso, nunca foi tão pequeno o antipetismo, hoje na casa de 25% da opinião pública, depois de haver alcançado 40%. É tentador dizer que, de tanto querer exterminar o PT, a aliança conservadora acabou por fortalecê-lo. Com Lula, a esquerda tem tudo para vencer a eleição no primeiro turno. Caso seja impedido, a candidatura de Fernando Haddad e Manuela d’Ávila, em uma coligação do PT com o PCdoB e partidos menores, sem a divisão que Ciro significaria, é favorita a terminar o primeiro turno na frente. No segundo, seu adversário mais provável continua a ser Jair Bolsonaro. Chegam a ser cômicas as contas que os marqueteiros tucanos andam fazendo, de que Geraldo Alckmin tem votos a buscar no eleitorado bolsonarista, pois seria a “segunda opção” de um terço dele. Ainda que conseguisse a proeza de conquistar quem já o conhece e o descartou ao compará-lo a um direitista mais autêntico e combativo, continuaria atrás do capitão. Ele e o ex-governador resolveram disputar o campeonato de ultradireitismo, procurando companheiros de chapa ainda mais conservadores. O que fizeram foi criar complicadores para o antipetismo menos furioso, obrigando-o a votar em anacronismos como os que inventaram. Bolsonaro, tão à frente de Alckmin como está, pode ignorar a necessidade de crescer agora e manter sua aposta de que receberá o voto antipetista no segundo turno. A seu modo, foi mais hábil que o paulista na montagem do jogo. Léguas adiante de todos, o grande mestre foi Lula.
Amor roxo, pois sim… Aécio Neves e Anastasia juntos e misturados

JN DESTACA ESCÂNDALO SOBRE ANASTASIA E AÉCIO – O senador Antônio Anastasia, candidato do PSDB e outras 11 legendas ao governo de Minas, recebeu neste sábado o que não queria: cinco minutos cravados no Jornal Nacional e outro tanto no Jornal Hoje, da Rede Globo, ligando-o ao senador Aécio Neves e a um novo escândalo revelado pela Operação Lava-Jato. Nas duas matérias, a Rede Globo mostra, em dois momentos, Aécio falando ao ouvido de Anastasia, ao que se deduz já no Congresso Nacional, e numa outra o candidato ao governo de Minas em close. Nas duas matérias, na verdade uma repetindo a outra, Anastasia é apontado pelo repórter Wladimir Neto como participante de um esquema em que o marqueteiro de Aécio na sua candidatura à presidência da República, Paulo Vasconcelos, forja um contrato de assessoramento à Odebrecht para desviar dinheiro para a campanha de Anastasia ao governo do Estado, em 2010, quando derrotou o candidato do PMDB, Hélio Costa. Segundo Wladimir Neto, baseando-se em dois delatores da Odebrecht, um deles, Sérgio Leite Neves, autor do contrato, Paulo Vasconcelos não prestou os serviços pelos quais cobrou, em 12 parcelas de R$150.00,00, exatos R$1.800 mil, preço sete vezes maior do que o cobrado por uma outra empresa que já havia feito o projeto, com o adendo de que o serviço contratado não foi prestado. A matéria divulgada tanto pelo jornal Hoje como pelo Jornal Nacional é uma daquelas notícias que faziam com que Anastasia rezasse para que o ainda senador Aécio Neves deixasse de disputar a eleição este ano e que, meses atrás, o candidato tucano à presidência da República, Geraldo Alckmin, sugeriu publicamente que o ex-governador de Minas, Aécio, desistisse de concorrer a qualquer cargo em outubro. As duas matérias não só apresentam imagens de Anastasia assentindo com a cabeça à fala de pé de ouvido de Aécio, transformado em opróbrio em Minas Gerais, dadas as denúncias que pesam contra ele no Supremo Tribunal Federal, como ligam o candidato do PSDB, segundo o repórter Wladimir Neto, a um escândalo que está sendo apurado pela Polícia Federal, quando ninguém desconhece em Minas que feito novamente candidato agora, Anastasia é cria de Aécio, de quem foi vice-governador e ocupante de várias secretarias durante o seu governo. Anastasia, aliás, é citado por um outro delator da Lava jato, um policial federal de apelido Careca, que o teria identificado como o personagem a quem ele teria entregue um pacote de dinheiro com um milhão de reais, nessa mesma época em que ele disputava contra Hélio Costa o governo de Minas. Na época, em 2015, Anastasia disse desconhecer o policial ou o doleiro Alberto Yousseff, que teria mandado o dinheiro, e se mostrou indignado pelo envolvimento de seu nome no propinoduto da Odebrecht. Na época, o STF não homologou a delação premiada contra Anastasia. Ontem, também, tanto Aécio Neves como Paulo Vasconcelos, assim como Anastasia, todos negaram qualquer envolvimento no esquema financeiro da Odebrecht. Anastasia disse que nunca tratou de assuntos ilícitos com quem quer seja. O fato é que as imagens de Anastasia com Aécio serão inevitavelmente exibidas pelos adversários do candidato da coligação “Reconstruindo Minas”, que, por sinal, fez na sexta-feira o registro de sua chapa no TRE mineiro, com o deputado da bancada ruralista Marcos Montes de vice, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Dinis Pinheiro, como senador e como seu companheiro de disputa o deputado Rodrigo Pacheco, que até a semana passada se colocava como candidato ao governo do Estado, até ser demovido pelo deputado Rodrigo Maia a aderir à chapa de Anastasia. A matéria do Jornal Nacional de sábado tem tudo para causar estragos na imagem do senador e agora candidato ao governo de Minas, não só pela sua relação com Aécio, mas sobretudo por que o cita como beneficiário de uma propina de R$1.800 mil.
Carlos Siqueira, presidente do PSB, recusa encontro com Márcio Lacerda

“Ele resolveu judicializar e, então, vamos esperar que a Justiça dê a palavra final. Não posso mudar uma decisão da convenção nacional do partido” Neste domingo o pretendente ao Palácio da Liberdade pelo PSB, ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, teve mais uma negativa de seu partido ao desejo de disputar o governo do Estado. Vetado pelo PSB, por força de acordo nacional com o PT, ao Palácio da Liberdade, Márcio judicializou a sua pretensão, depois de uma convenção estadual tumultuada em que tentou forçar, há uma semana, registrar sua candidatura, impedida anteriormente pela dissolução da comissão provisória nomeada por ele. Enquanto espera a decisão do TSE, que deve resolver a questão nesta segunda feita, Márcio tentou convencer a cúpula do PSB para uma reunião da Executiva do partido neste domingo, dia 12. Ontem, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, recusou o encontro e passou a bola para a Justiça. “Ele resolveu judicializar e, então, vamos esperar que a Justiça dê a palavra final. Não posso mudar uma decisão da convenção nacional do partido”, diz Carlos Siqueira. A convenção decidiu que Márcio, que fez uma coligação sem autorização do seu partido com o MDB, deveria retirar sua postulação e apoiar Fernando Pimentel ou ficar neutro, como parte do acordo pelo qual Marília Câmara retirou sua candidatura ao governo em Pernambuco para apoiar o candidato do PSB à reeleição, Paulo Câmara. O PT cumpriu em Pernambuco o que Márcio quer desconhecer em Minas. Essa coligação com o MDB por sinal tem sido a razão pela qual o governador Fernando Pimentel ainda não registrou sua chapa completa no TRE-MG, só o fazendo proforma na expectativa de que o acordo Márcio-MDB se frustre na justiça eleitoral e ele possa recompor a coligação com o MDB que o apoiou na Assembleia Legislativa nesses três anos e meio – o que não impede também que o MDB rejeite a coligação trabalhada por Pimentel e resolva sair com um candidato próprio, neste caso com o presidente da Assembleia, Adalcléver Lopes, na cabeça de chapa.
Semana da Família e o Grito dos Excluídos em Montes Claros

Os católicos de Montes Claros saem às ruas hoje de manhã, em mais uma edição da Semana da Família, quando a caminhada da família cristã chamará a atenção da sociedade para a importância de preservação desse segmento social. O ato começa às 8h30, na Catedral Metropolitana, com missa em ação de graças celebrada pelo arcebispo Dom José Alberto Moura. O evento arquidiocesano contará com a participação de vários seguimentos: as famílias, a fanfarra e coral dos Arautos do Evangelho, Banda de Música da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, pastorais, movimentos, organismos, serviços, grupos, dentre outros, fazendo o percurso com faixas e cartazes, acompanhados de carros de som. A animação será feita por um grupo que, ao som de música e à luz da Palavra, estarão em defesa das famílias e da vida. O objetivo maior é fomentar a participação da sociedade para a reflexão do tema deste ano da Semana da Família: “O Evangelho da família: alegria para o mundo”. Desde 2013 a Pastoral Familiar realiza a caminhada que abre oficialmente a Semana Nacional da Família. Geralmente no sábado de manhã, véspera do dia dos pais por considerar este período, propício o centro comercial de Montes Claros por agregar uma quantidade maior de pessoas, devido à data festiva do “Dia dos Pais”. O percurso inicia na Praça da Catedral, logo depois da missa e segue pelas ruas centrais até a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José. Como gesto concreto, a equipe solicita que seja levado 1 Kg de alimento não perecível e produtos de higiene pessoal, para serem doados a famílias carentes da cidade que vivem em situação extrema de pobreza. Por se tratar da sexta edição, a Caminhada da Família Cristã já se tornou uma tradição na abertura das programações em prol das famílias na cidade de Montes Claros. Posteriormente, acontecerão diversos eventos, todos planejados e organizados nas respectivas paróquias da Arquidiocese de Montes Claros. A Pastoral Familiar Arquidiocesana completa este ano 30 anos de evangelização. Por estar em seu ano jubilar traz muitos elementos a serem discutidos durante essa semana nacional. Um dos objetivos da caminhada é despertar a sociedade para a necessidade de defender a família e a vida, visto que nestes tempos pós-modernos os meios de comunicação, sobretudo as redes sociais, vem tentando difundir a ideia de que a família é algo desnecessário e que atrapalha a liberdade do ser humano. GRITO DOS EXCLUIDOS Aconteceu quarta-feira na Casa de Pastoral Comunitária, a reunião preparatória do 25º Grito dos Excluídos em Montes Claros, que ocorrerá no dia 7 de setembro. O tema deste ano é “Vida em primeiro lugar” e o lema destaca “Desigualdade gera violência: Basta de privilégios!”. A novidade deste ano é a descentralização das atividades com promoção ao mesmo tempo de protestos localizados em vários municípios do Norte de Minas, como em Januária, para reivindicar a revitalização do Velho Chico, que sofre as consequências da monocultura do eucalipto, da ação predatória da mineração e de outras devastações. Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Livro que conta a trajetória de Nilmário Miranda será lançado em Montes Claros

O ex-ministro do governo Lula, Nilmario Miranda irá lançar seu livro “Histórias que Vivi na História” em Montes Claros no próximo dia 13, às 20 horas, na Casa de Augusta – Travessa José de Alencar, 252 – Centro. O livro retrata sua trajetória de militância desde o combate a ditadura até os tempos atuais de golpe de 2016 que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff. Atualmente, Nilmário é Secretário de Estado de Direitos Humanos. “Histórias que Vivi na História” é um registro autobiográfico que resgata importantes passagens da história do País, nas quais Nilmário sempre esteve envolvido, como militante político, parlamentar ou ocupando postos no Executivo. O jornalista, político e militante dos direitos humanos Nilmário Miranda, que é candidato a deputado federal pelo PT nestas eleições, foi deputado estadual (1987-1990), deputado federal (1991-2003) e secretário dos Direitos Humanos no governo de Luís Inácio Lula da Silva. Foi candidato ao governo de Minas Gerais em 2002 e 2006. É autor de várias publicações sobre direitos humanos, como o livro “Dos filhos deste solo”, obra de 650 páginas, lançada em agosto de 1999, juntamente com o jornalista Carlos Tibúrcio em coedição da Editora Fundação Perseu Abramo e Boitempo Editorial. Sua gestão como secretário de Direitos Humanos do governo Lula ficou marcada pela controversa publicação da cartilha Politicamente Correto & Direitos Humanos. A obra apresenta o testemunho de quem sentiu na pele o golpe civil-militar de 1964, a instauração do terror de Estado e lutou pelo restabelecimento da democracia. O relato começa pela formação política em Teófilo Otoni, passa pelo período de clandestinidade e prisão política, até chegar ao atual panorama do Brasil, com destaque para Minas Gerais. Nilmário faz um balanço dos avanços e retrocessos das conquistas sociais no Brasil, sobretudo a partir da Constituição “Cidadã” de 1988. Destaca a contribuição do PT e de outros partidos de esquerda na redução das desigualdades e da injustiça, mas não deixa de reconhecer erros políticos desses grupos, o que contribuiu para “o golpe parlamentar de 2016”. Aponta, ainda, os estragos do “governo ilegítimo”, como “a erosão do Estado Democrático de Direito” e o “desmanche das conquistas sociais”. O jornalista revela que a conjuntura política do país impulsionou o processo de escrita. “Decidi escrever Histórias que vivi na História depois do golpe de 2016, que liberou tanta intolerância, violência e ódio. Nossa geração não esperava que fôssemos viver de novo tanto retrocesso. Cada um tem o dever e a obrigação de fazer o que sempre fazemos: lutar, e, não havendo o que fazer, lutar”, conta o Nilmário na introdução do livro. Primeiro ministro dos Direitos Humanos do Brasil, no governo Lula da Silva e secretário da mesma pasta no governo de Minas Gerais, Nilmário nos dá a visão de um Brasil que muito já caminhou, mas ainda tem um longo percurso a cumprir para se tornar de fato um Estado Democrático em toda a plenitude.
ONU confirma Bachelet como nova alta comissária para os Direitos Humanos

Agência EFE – Por aclamação, a Assembleia Geral confirmou Michelle Bachelet, que tinha sido nomeada nesta semana pelo chefe da organização, António Guterres, após consultas com grupos regionais. A ex-presidente chilena assumirá o cargo a partir do dia 1º de setembro por um período de quatro anos no lugar do jordaniano Zeid Ra’ad al Hussein, que elogiou a confirmação de sua sucessora. “Estou verdadeiramente satisfeito com a nomeação de Michelle Bachelet como próxima alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos”, afirmou Zeid em comunicado. Todos os grupos regionais da ONU comemoraram hoje a nomeação e destacaram a grande experiência internacional de Bachelet e seu compromisso com os direitos humanos, especialmente a defesa das mulheres. Ex-presidenta do Chile e outras 42 personalidades da esquerda do país assinaram documento em “defesa da democracia” no Brasil. A ex-presidente chilena comandará a ampla estrutura de direitos humanos das Nações Unidas, com sede principal na cidade suíça de Genebra. De lá, Bachelet será a principal responsável por denunciar os abusos mais graves e de trabalhar com os governos para melhorar a proteção dos direitos humanos ao redor do mundo. O cargo é considerado um dos mais complexos dentro da ONU e seus titulares foram frequentemente alvo das críticas e pressões de líderes internacionais. Com esta nomeação, Bachelet retorna às Nações Unidas, onde foi entre 2010 e 2013 a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres. A nova alta comissária da ONU foi presidente do Chile em dois períodos, entre 2006 e 2010 e entre 2014 e março deste ano.
Ou Lula ou Haddad vai para o 2º turno, diz pesquisa XP/Ipespe

A pesquisa XP/Ipespe, ligada ao banco Itaú, traz duas notícias ruins aos golpistas: ou Lula ou Haddad vai para o segundo turno nas eleições de outubro. A sondagem ainda não captou o lançamento do tríplex Lula-Haddad-Manuela. De acordo com o levantamento divulgada nesta sexta (10), o ex-presidente lidera a corrida com 31%, seguido de Jair Bolsonaro, que tem 19%. Caso Lula não concorra, seu substituto Fernando Haddad saltaria de 3% para 13% e garantiria presença no 2º turno. Neste cenário, Bolsonaro teria 21%, Marina Silva 10%, Geraldo Alckmin 9%, Ciro Gomes 7%, Alvaro Dias 5%, Manuela D’Ávila 3% e Henrique Meirelles 2%. Resumo da ópera: o PT praticamente aguarda o adversário para o segundo turno, pode ser Bolsonaro, Marina, Alckmin… A pesquisa XP/Ipespe entrevistou 1.000 pessoas entre os dias 6 e 8 de agosto. A margem de erro é de 3,2% para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-08988/2018.