Centenário de Darcy Ribeiro é celebrado com Colóquio na Unimontes

Nessa semana é comemorado o centenário de nascimento do educador, antropólogo, político e escritor Darcy Ribeiro, natural de Montes Claros-MG. O centenário de nascimento do montes-clarense ilustre é celebrado na Unimontes com a realização do colóquio “Darcy Ribeiro Libertário”, que discute a obra do educador e intelectual. Aberto na terça-feira (25), o evento encerrou nesta quarta, no auditório do Centro Ciências Humanas (CCH), prédio 2 do campus-sede. O colóquio é aberto foi aberto e gratuito, sendo voltado para professores/pesquisadores, acadêmicos e integrantes da comunidade em geral. Na terça-feira, o colóquio “Darcy Ribeiro Libertário” contou com os conferencistas Vera Nobre, Elise de Oliveira, Amelina Chaves e Geraldo Ferreira. Na quarta-feira (segundo e último dia do evento), foram apresentadas novas conferências pelos professores Edi de Freitas Cardoso Junior, do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Gy Reis Gomes de Brito, Antônio Wagner Veloso Rocha e pelo mestrando da Unimontes, Hugo Barbosa de Paulo. Trajetória de Darcy Ribeiro – Nascido em Montes Claros, em 26 de outubro de 1922, e falecido no Rio de Janeiro (em 17 de fevereiro de 1997), Darcy graduou-se em Antropologia em São Paulo, destacando-se como educador e como um dos mais influentes pensadores da sua geração. Notabilizou-se pelo seu incansável ativismo relacionado à busca de identidade do povo brasileiro e da América Latina, por meio dos seus estudos e pesquisas criteriosas. Para compreender de maneira profunda a questão dos índios brasileiros, Darcy viveu no meio deles. Dentre os seus inúmeros feitos, destacam-se o Museu do Índio e a Universidade de Brasília (UnB). Eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), Darcy foi ministro da Educação e senador da República (1991/1997), entre outros cargos públicos que exerceu. No conjunto da sua vasta produção bibliográfica, podem ser destacados os títulos: “O processo civilizatório: etapas da evolução sociocultural” “América Latina: pátria grande”, “O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil”, “A universidade necessária”, “O Brasil como problema”, “Diários índios”, “Maíra”, “O mulo”, “Utopia selvagem”, “Migo” e “Confissões”.
Papa Francisco apoia Lula sem dizer o nome em oração pelo Brasil

“Rogo a Nossa Senhora Aparecida para proteger e curar o povo brasileiro, para libertá-lo do ódio, da intolerância e da violência” Frase, dita após referência à beatificação da Menina Benigna, foi interpretada como um claro aceno à candidatura de Lula O Papa Francisco fez um aceno nesta quarta-feira (26), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Audiência Geral no Vatiano. Sem citar o nome, Francisco afirmou rogar “a Nossa Senhora Aparecida para proteger e curar o povo brasileiro, para libertá-lo do ódio, da intolerância e da violência”. Veja a transcrição do Vatican aqui. Papa Francisco apoia Lula sem dizer o nome em oração pelo Brasil pic.twitter.com/00IG7XEhKC — Julinho Bittencourt (@JotaBittencourt) October 26, 2022 O Papa se referiu ao Brasil após falar sobre a beatificação de Benigna Cardoso da Silva, mais conhecida como Menina Benigna, jovem católica brasileira, assassinada aos treze anos de idade, ao defender-se do assédio sexual. “Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, especialmente os de São Salvador da Bahia, Anicuns, Taubaté e São Paulo. Caros irmãos e irmãs, anteontem, no Crato, no estado brasileiro do Ceará, foi beatificada Benigna Cardoso da Silva, jovem mártir que, observando a palavra de Deus, manteve sua vida pura, defendendo sua dignidade. Que o seu exemplo nos ajude a ser generosos discípulos de Cristo. A vida do mundo depende do nosso testemunho consistente e alegre do Evangelho. Uma salva de palmas para o novo Beato!”, disse Francisco sob aplausos. “Rogo a Nossa Senhora Aparecida para proteger e curar o povo brasileiro, para libertá-lo do ódio, da intolerância e da violência”, encerrou.
80 anos de Milton Nascimento – O que importa é ouvir a voz que vem do coração

Milton Nascimento, o Bituca, que já foi chamado de ‘voz de Deus’ por Elis Regina, chega aos 80 anos como um ícone da música brasileira Artista está em turnê de despedida – “Última Sessão de Música” -, que será encerrada em seu estado natal, Minas Gerais, no dia 13 de novembro O cantor e compositor Milton Nascimento, que comemora 80 anos nesta quarta-feira (26) – 60 deles dedicados à música -, é um dos ícones da música no Brasil. Autor de canções inesquecíveis como “Maria, Maria”, que segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) foi a canção de artista mais tocada no Brasil nos últimos dez anos nos principais segmentos de execução pública, além de ser a música do cantor mais regravada, com 144 versões, e de álbuns que entraram para a história, como “Clube da Esquina”, Milton deu vazão a versos escritos por letristas como Fernando Brant (1946 – 2015), Marcio Borges e Ronaldo Bastos, que elevaram as peças ao status de arte. Marcada por uma forte temática social, as obras de Milton Nascimento também são uma espécie de posicionamento a favor do povo brasileiro. Dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), segundo a revista Exame, apontam que o artista possui 401 obras musicais e 1.191 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva da música no Brasil. O artista, que em 1992 foi chamado de “voz de Deus” por Elis Regina [“Se Deus cantasse, ele cantaria com a voz de Milton Nascimento”, disse Elis em uma entrevista], está percorrendo o país em sua turnê de despedida dos palcos. A turnê “Última Sessão de Música” será encerrada em seu estado natal, Minas Gerais, no dia 13 de novembro, mais especificamente no Mineirão, em Belo Horizonte. Milton Nascimento nasceu no Rio de Janeiro, em 1942, e sempre declarou o seu carinho por Minas Gerais, onde cresceu. Na infância, ganhou o apelido de “Bituca” dos amigos, e a música faz parte da sua vida desde a adolescência. Ao longo da carreira, recebeu prêmios, como Grammy Awards, e foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa em música pela Universidade de Berklee, de Boston. O artista tem 401 obras musicais e 1.191 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva da música no Brasil. Nos últimos 10 anos, ele teve mais de 90% de seus rendimentos em direitos autorais de execução pública provenientes dos segmentos de TVs, Shows e Rádio. Relembre composições de sucesso de Bituca Ranking das músicas mais tocadas de autoria de Milton Nascimento no Brasil nos últimos 10 anos Maria Maria – Fernando Brant / Milton Nascimento Clube da esquina N. 2 – Marcio Borges / Lo Borges / Milton Nascimento Encontros e despedidas – Fernando Brant / Milton Nascimento Canção da América – Fernando Brant / Milton Nascimento Travessia – Fernando Brant / Milton Nascimento Nos bailes da vida – Fernando Brant / Milton Nascimento Bola de meia, bola de gude – Fernando Brant / Milton Nascimento Nada será como antes – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Coração de estudante – Wagner Tiso / Milton Nascimento O cio da terra – Chico Buarque / Milton Nascimento Cuitelinho – Paulo Vanzolini / Antonio Xando / Wagner Tiso / Milton Nascimento Fé cega, faca amolada – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Paula e Bebeto – Caetano Veloso / Milton Nascimento Cravo e canela – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Ponta de areia – Fernando Brant / Milton Nascimento Canções e momentos – Fernando Brant / Milton Nascimento Clube da esquina – Marcio Borges / Milton Nascimento / Lo Borges Certas canções – Tunai / Milton Nascimento Vera cruz – Milton Nascimento / Marcio Borges Cais – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Ranking das músicas mais regravadas de autoria de Milton Nascimento Maria Maria – Fernando Brant / Milton Nascimento Travessia – Fernando Brant / Milton Nascimento Cais – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento O cio da terra – Chico Buarque / Milton Nascimento Canção da América – Fernando Brant / Milton Nascimento Fé cega, faca amolada – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Nada será como antes – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Cravo e canela – Ronaldo Bastos / Milton Nascimento Ponta de areia – Fernando Brant / Milton Nascimento Clube da esquina n. 2 – Marcio Borges / Lo Borges / Milton Nascimento Encontros e despedidas – Fernando Brant / Milton Nascimento Bola de meia, bola de gude – Fernando Brant / Milton Nascimento Paula e Bebeto – Caetano Veloso / Milton Nascimento Vera cruz – Milton Nascimento / Marcio Borges San Vicente – Fernando Brant / Milton Nascimento Coração de estudante – Wagner Tiso / Milton Nascimento Nos bailes da vida – Fernando Brant / Milton Nascimento Morro velho – Milton Nascimento Raça – Fernando Brant / Milton Nascimento Canções e momentos – Fernando Brant / Milton Nascimento
Codanorte realiza o 1° encontro de seretários de educação do Norte de Minas

Evento discutiu as novas tecnologias e desafios no processo educacional O Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário Para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas – Codanorte promoveu nesta terça-feira, 25 de outubro, o primeiro Encontro de Secretários Municipais de educação do Norte de Minas, no Auditório da AMAMS. Cerca de 150 representantes de mais de 60 municípios da região participaram das atividades. Na pauta, foram apresentados os desafios no processo educacional e como as tecnologias podem ser utilizadas para a melhor aprendizagem dos alunos, principalmente em um período pós-pandemia. “O objetivo foi propor e discutir soluções eficazes para o desenvolvimento da educação nos municípios do norte de Minas de Gerais. Durante a manhã, por meio de três oficinas, apresentamos teorias e experiências que possuem o potencial de impactar positivamente nos processos educacionais, abrindo espaço para o diálogo entre os participantes e proporcionando a interação entre o meio acadêmico e os gestores municipais”, comentou Eduardo Rabelo, presidente do Codanorte e prefeito de Francisco Dumont. “Aqui, não só apontar os desafios relacionados à educação que são enfrentados pelos municípios, mas discutimos, de forma coletivam, ações e pensamentos que contribuem nessa busca diária por um Norte de Minas melhor para se viver, com uma educação reconhecida no estado de Minas Gerais e em todo o país”, disse o professor Guaracy Silva, que ministrou a oficina com o tema “A Sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, junto com a Profa. Nídia Miriam Rocha Félix. Também foram ministradas as seguintes oficinas: “Transformações na educação: tecnologia, indicadores e políticas públicas”, pela Profa. Dra. Nídia Miriam Rocha Felix – Doutora (UNIMEP); e “Tecnologia no processo educacional”, ministrada pela contadora Bárbara de Souza Otoni Silveira. Os resultados, segundo os secretários participantes, foram satisfatórios. Rejane Veloso, secretária municipal de educação de Montes Claros, participou do encontro representando o município sede do Consórcio. “Quero parabenizar o Codanorte que olhou esse lado dos desafios no processo de enino e que quer discutir esse momento. É bom termo essas parcerias, poder compartilhar com o outro o que passamos e o que vivenciamos enquanto secretários. Agora, o trabalho triplicou, mas temos aqui na pauta, algo que nos instiga, que é a questão da tecnologia. Saímos daqui com novas possibilidades, novas alternativas e com divisão conhecimentos”, destacou a professora Rejane Veloso, secretária de Montes Claros, município sede do consórcio. “Essas parcerias tem nos ajudado grandemente a enfrentar os desafios. Vivemos em um momento pós-pandemia cheio de desafios. E a tecnologia tem sido a peça-chave para desenvolver o ensino e a aprendizagem. Por isso é importante discutir a educação em um âmbito regional, para trocarmos ideias e agregar qualidade no processo educacional”, completou Ivonete Neres, secretária de educação de Lagoa dos Patos. O evento teve o apoio da Associação da Área Mineira da Sudene (AMAMS). No discurso, o secretário executivo da AMAMS, Ronaldo Dias, enfatizou a necessidade da promoção de encontros enriquecedores. “Todo curso de capacitação serve de aprendizado, serve para levar uma benfeitoria aos nossos municípios que estão lá na ponta e precisa da ajuda das associações e consórcios que detenham capacidade de promover esse conhecimento a todos”. Ainda no evento, foram apresentadas soluções para a formação dos profissionais da educação dos municípios participantes. Na oportunidade, o diretor comercial da Uniasselvi, Eduardo Albuquerque esclareceu sobre a parceria público-privada, entre o Codanorte e a Instituição de Ensino para proporcionar cursos especializados para o corpo docente.
Escola quilombola em Januária é referência em ensino público de inclusão social

Instituição se destaca por implementar projetos pedagógicos interdisciplinares Agência Minas – Na comunidade quilombola de Alegre, distrito de Riacho da Cruz, em Januária, no Norte de Minas, a Escola Estadual Antônio Corrêa e Silva é referência em qualidade de ensino público de inclusão social, pela diretriz da educação escolar quilombola que oferece à comunidade local, pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). Na unidade, diversas ações e projetos implementados têm permitido aos alunos melhorias contínuas no aprendizado e resultados positivos no ensino. O diretor da escola, Odair Nunes de Almeida, comenta que essa conquista é fruto de muito trabalho e comprometimento da equipe educacional que prepara desde cedo os alunos, com projetos como “Lendo, Escrevendo e Cantando no Quilombo”. “Os professores trabalham as competências para desenvolver as habilidades nas crianças por meio da leitura, escrita, interpretação, criando contos, causos e poesias da história quilombola, valorizando as tradições dos antepassados que deram origem ao povo quilombola, durante o ano letivo”, destacou Odair. Uma das ações deste projeto é a dança folclórica maculelê, de raiz afro-brasileira, que simula uma luta com bastões de madeira, ao som de atabaques e cânticos. A dança foi apresentada pelos alunos para recepcionar o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, a subsecretária de Educação Básica, Izabella Cavalcante, e a equipe da SEE/MG que esteve, na última sexta-feira (21/10), em visita à escola. O grupo de apresentação é formado por alunos do ensino médio e ex-alunos, como a estudante de Direito Júlia Vasconcelos, que também é um exemplo da qualidade de ensino da escola quilombola. Ela foi premiada como aluna nota 11 no Programa “Como Será”, da TV Globo, em 2018, em São Paulo. Júlia falou como a escola a ajudou a alcançar suas metas na vida. “Os professores, o diretor Odair e os servidores de modo geral acolhem, incentivam, acreditam no potencial de seus alunos e trabalham para que possam alcançar seus objetivos. Isso faz toda a diferença e torna a escola um espaço que nos prepara não só para o mundo acadêmico, mas também para a vida, é isso que me permitiu chegar onde estou”, explicou a aluna. Outra referência do resultado positivo da qualidade do ensino da escola que trouxe conquistas importantes para a educação na região, é a ex-aluna Marileide Moreira Costa, filha de pai pescador e mãe doméstica, que atualmente mora fora do Brasil. “Me orgulho muito de ter chegado onde estou. Sou pesquisadora no Westerdijk Fungal Biodiversity Institute (Instituto Científico de Pesquisa), em Utrecht, na Holanda. E se cheguei até aqui, é porque sempre fui incentivada a lutar para conquistar meus objetivos. Esse incentivo veio principalmente por parte dos professores, do diretor Odair Nunes e da estrutura de ensino que a escola me oferecia”, destacou Marileide. De acordo com Odair, ela fez intercâmbio na Itália, pelo curso de doutorado, realizado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), na área de agronomia, e que agora, está em outro intercâmbio. Segundo o diretor, outros jovens que também foram alunos da escola já ingressaram em diversos cursos superiores. “É uma grande conquista para o ensino público da rede estadual mineira. Isso nos mostra que projetos pedagógicos assertivos e incentivos aos estudos, transforma a vida dos alunos e muda a realidade social”, relatou o diretor. Educação quilombola A assessora da Subsecretaria de Educação Básica, Iara Viana, destacou, durante a visita, a importância de garantir e preservar essa modalidade de ensino que apresenta resultados cada vez mais satisfatórios para a educação pública estadual, como os exemplos citados acima. “A Educação Quilombola em Minas Gerais tem sentido e significado, diz respeito à riqueza intelectual e científica dos povos tradicionais. São os mais de 392 quilombos sendo vistos a partir da potência empreendedora do que entregam, são estudantes quilombolas protagonizando sua história”, pontuou Iara. A Escola Estadual Antônio Corrêa e Silva atende cerca de 300 alunos do ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA), além do curso técnico em Administração. A escola foi criada em 11 de março de 1983 para preservar as origens do povo quilombola na região do Norte de Minas Gerais. A unidade de ensino conquistou duas premiações na 3ª edição do Prêmio Escola Transformação 2021. Mais projetos Mas as ideias inovadoras da Escola Estadual Antônio Corrêa e Silva não param por aí. Há ainda mais projetos que convergem com a qualidade de ensino que a instituição apresenta a cada ano. A Web TV Quilombola, uma das ações do projeto Jovem de Futuro, promove o protagonismo juvenil, aprimorando técnicas importantes no aperfeiçoamento da escrita e da interpretação, além de fomentar e divulgar as ações da escola. Investimentos O Governo de Minas já investiu, desde o início desta gestão, mais de R$ 2 milhões na melhoria da infraestrutura dessa escola. Os recursos foram para a realização de obras de reforma geral na unidade, que contemplam ampliação de sala multimeios, banheiros, depósito, arquivo e varanda, construção de quadra poliesportiva coberta, além da renovação dos computadores e aquisição de mobiliários e equipamentos diversos para a escola.
A grandeza de Tebet e Marina versus a pequenez de Ciro Gomes. Por Nathalí

Não é preciso muito para perceber que o governo Bolsonaro é um projeto misógino. Isso, por si só, deve bastar para que uma mulher – qualquer mulher – se oponha a este projeto, que sequer, a esta altura, pode ser chamado um projeto político. Mas não é bem assim que o jogo político funciona. Como verdadeiras tias – esposas, no caso de dona Micheque – de “The Handmaid’s Tail”, mulheres têm sido usadas a rodo, chegando a serem enviadas para tentarem calar as venezuelanas vítimas do discurso pedófilo – e sabe-se mais lá do quê – de Bolsonaro, sem sucesso. Felizmente outras mulheres – como Simone Tebet e Marina Silva – uniram-se ao único capaz de salvar o país desse pesadelo. A agenda de Tebet é completamente diferente da de Lula. Historicamente uma liberal, auxiliar do golpe de Dilma Housseff (também uma mulher, é bom lembrar, embora tantos digam que não é hora), é agora sensatíssima ao defender a democracia e o Estado de Direito. Marina, evangélica fervorosa, certamente enxerga em Bolsonaro o anticristo. Foi lúcida o suficiente para não ceder às pressões de evangélicos e escolheu o lado da verdade. Duas grandes mulheres. É certo que, diferentemente de Marina, Simone lançou mão das pautas feministas na campanha sem dó nem piedade, como se fosse a maior feministona da história da p*rra toda, e devemos estar atentas a isso em uma próxima empreitada: mas, por ora, as mulheres seguem sendo as donas da sensatez, como sempre foi na história do mundo – que me desculpem os apoiadores homens, também nossos companheiros. Abrir mão – ainda que temporariamente – do próprio ego em nome de um bem maior é uma virtude das grandes almas. Nathalí Macedo http://facebook.com/escritosnathalimacedo Escritora, roteirista, militante feminista, mestranda em Cultura e Arte. Canta blues nas horas vagas.
Capetinha duzinfernos! * Por Manoel Gusmão

Ele passou a mão nas vestes da verdade e sai por aí contando mentiras vestido delas. E o que é tenebroso é que ele amedronta o povo, dizendo que sua adversária, a verdade, vai fazer as coisas que ele já está fazendo. E as pessoas estão morrendo de medo do que vai ser feito, sem temer o mal que já é feito por ele. E o traste fica lá dusinfernos dando gargalhadas. Mas o seu sucesso se realiza por meio de auxiliares endiabrados, que conquistam auxiliares enganados. E aí se forma a corrente do cão. E se não pisarmos na cabeça da serpente agora, ela se alastrará para todos os poderes da República, com muito mais força e poder. E aí, tchau República, tchau democracia, tchau liberdade. Pior ainda, tudo como se fosse em nome de Deus Por favor! Aos olhos da mente aberta, da alma, do coração, de espírito livre para a voz de Deus, busquem a verdade onde ela se encontra. Esse Satanás nasceu de encomenda. Tendo a tapeação até no nome: “messias”. O mito, para os maís chegados. Mas, só se engana quem se permite enganar. Pois, da boca e das ações do diabólico só saem coisas imprestáveis. Muita feiúra, maldade e podridão. * Contador
Motoristas terão que apresentar registro de licenciamento do veículo em novembro

Proprietários de veículos registrados em Minas Gerais devem ficar atentos para o prazo de exigência do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). A partir de 21/11, o CRLV referente ao ano de 2022, no formato digital ou impresso, será considerado o documento válido para comprovar a regularidade do veículo em circulação. Conforme determinado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o documento é disponibilizado na versão digital com acesso por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), e para impressão em folha de papel comum no site www.detran.mg.gov.br e portal de serviços do Senatran. Assim, não há mais a impressão do CRLV em papel moeda e o certificado deixou de ser entregue nos domicílios dos proprietários pelos Correios. Para fins de fiscalização, o documento poderá ser apresentado impresso em papel comum ou no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), disponível para aparelhos com sistemas Android e iOS. O porte do CRLV poderá ser dispensado, caso o agente possa consultar o sistema do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) para verificar se o veículo está licenciado. De acordo com o diretor do Detran-MG, delegado Eurico da Cunha Neto, “durante as abordagens ao condutor, a fiscalização de trânsito observa os documentos de porte obrigatório, que são o CRLV e habilitação, sendo desnecessário apresentar comprovantes de pagamento das taxas e tributos”. Os proprietários de veículos que ainda não possuem o CRLV de 2022 devem acessar o site www.detran.mg.gov.br para verificar se há débitos do IPVA, seguro obrigatório, Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo e eventuais multas. Para mais tranquilidade dos proprietários de veículos automotores, registrados no Estado de Minas Gerais, o Detran-MG comunicou a todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, inclusive de outros estados, por meio do Senatran, sobre o licenciamento de 2022.
Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Montes Claros acontece em novembro

Montes Claros recebe, no dia 5 de novembro, a 17ª edição da Parada LGBTQIA+. O evento será retomado de forma presencial, após dois anos sem ser realizado em função da pandemia. A Parada será promovida pelo Movimento Gay dos Gerais (MGG), com o apoio da Prefeitura. Neste ano, as atividades acontecem na avenida Deputado Esteves Rodrigues (Sanitária). A estimativa é que cerca de 20 mil pessoas participem do evento, que terá como tema “O amor vence o ódio”. As atrações serão gratuitas e abertas a toda a população. Quem for ao local vai poder assistir a “performances drags” com Lucian Freitas, Ayescka Ferraro, Sandrinha Terremoto, Ronetty Nardjara e Fanta Fantástica. O evento também terá os shows de Swingueira com Gleisson Rodrigues, Joseph, Roney Huds, Phillip, Lu Maciel e Banda, e Sebá e Banda. No local ainda se apresentam os DJ’s Saad, Mary, Dani, Cryst, Lindo e Alice Tibães. A apresentação da parada LGBTQIA+ será por conta de Madame X, Ronety Nardjara, Sandrinha Terremoto e do MGG. As apresentações serão iniciadas a partir das 15 horas, devendo se estender noite a dentro. Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Bolsonaro, o pedófilo presidente, é apelidado de “Tio Sukita”

“Parei na esquina, tirei o capacete e olhei umas meninas, 3 ou 4, bonitas. De 14 ou 15 anos arrumadinhas em pleno sábado em uma comunidade. Pintou um clima, voltei e perguntei ‘posso entrar na sua casa?’” Jair M. Bolsonaro, presidente do Brasil O apelido de Bolsonaro no comitê de campanha, depois do ‘pintou um clima’ Ninguém, no comitê bolsonarista, teve coragem de dizer na frente do presidente, claro, mas muita gente ficou insatisfeita com a postura do presidente nesse episódio das meninas venezuelanas. Com todo mundo trabalhando pesado para conquistar votos a Jair Bolsonaro, ele, como de costume, acabou fazendo gol contra ao criar problemas sua língua sem freios. Entre aliados frustrados com seu erro na desastrosa fala sobre as venezuelanas, o “pintou um clima”, Bolsonaro ganhou um apelido: “Tio Sukita” (Radar Revista Veja) Quem é o Tio Sukita? No anos 1990, o refrigerante Sukita lançou um comercial que ficou famoso graças ao cinquentão sem noção, conhecido como o tio da Sukita. Na década de 1990, uma campanha lançada para o refrigerante da marca Sukita ficou muito famosa na TV, isso, graças ao tio da Sukita. Tebet para Bolsonaro: ‘Lugar de pedófilo é na cadeia!’ A senadora Simone Tebet (MDB) chamou nesta sexta-feira (21) o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, de pedófilo e afirmou que “lugar de pedófilo é na cadeira”. Terceira colocada na disputa presidencial no primeiro turno das eleições deste ano, Tebet falou sobre a declaração de Bolsonaro de que “pintou um clima” com adolescentes venezuelanas. “Eu quero dizer que a Claudilene [Costa, é professora do Vale do Jequitinhonha] foi muito delicada quando ela disse que ‘pintou um clima’ é crime. É mais do que isso, isso é pedofilia, e lugar de pedófilo é na cadeia. Eu não tenho medo, eu já chamei o presidente de covarde, e não tenho medo de dizer que ele cometeu um crime”, afirmou ela. A declaração da senadora aconteceu durante ato político do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Teófilo Otoni, Minas Gerais. De acordo com registro do portal Metrópoles, o ex-presidente e apoiadores seguravam uma flor amarela, símbolo da campanha Faça Bonito, movimento que combate a violência sexual contra crianças e adolescentes. “Quando tirarem a faixa dele [de Jair Bolsonaro], e o povo vai tirar, nós veremos as rachadinhas, veremos a compra de mansões com dinheiro vivo, veremos os escândalos de corrupção desse governo”.