Área verde: Montes Claros ganhará em breve, mais um Parque
Uma comissão formada por empresários dos bairros Canelas e São Judas, além de vereadores, reuniu com o prefeito Humberto Souto, para discutir criação de parque no bairro Canelas. O prefeito, acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, ouviu os moradores, que pedem a criação de um parque em uma área de preservação ambiental localizada no bairro Canelas I, próxima ao Montes Claros Shopping.A justificativa é que, além de oferecer uma área para o lazer e para a prática de atividades físicas dos moradores, a criação do parque também irá garantir a preservação da área verde, que está ameaçada pelo vandalismo.O prefeito explicou aos presentes a difícil situação econômica vivida pelo Município, que está em processo de recuperação econômica e ajustamento das contas, e por isso existe a necessidade de estabelecer parcerias para que obras importantes como essa possam sair do papel e beneficiar a população. Assim, ficou acertado que será elaborado um projeto de parceria público-privada para que, com apoio dos empresários da região, o parque possa se tornar uma realidade. Com Ascom/Prefeitura Montes Claros – Fotos: Fábio Maçal
Câmara de Vereadores de Montes Claros exonera Hélio Machado
O jornalista é acusado de estuprar colega de trabalho Por Juliana Gorayeb, do G1 Grande Minas A Câmara de Vereadores de Montes Claros divulgou nesta terça-feira (8) a exoneração do ex-chefe do setor de comunicação do órgão, Hélio Machado, após a conclusão de um processo administrativo aberto contra ele. Hélio é acusado de ter cometido estupro contra uma assessora de comunicação, ex-colega de trabalho do acusado, dentro da Câmara. Em nota enviada pela assessoria, a casa legislativa diz que uma Comissão Especial foi instaurada para apurar os fatos e que “pela existência de conduta administrativa inadequada no setor decidiu-se pela exoneração do servidor Hélio Machado”. Os abusos pelos quais o servidor, que era contratado, foi acusado de ter cometido ocorreram no último dia sete de fevereiro. Desde a denúncia, Hélio havia sido afastado do cargo e aguardava o resultado do processo administrativo. O caso também foi investigado pela Delegacia da Mulher e um inquérito foi finalizado no dia 19 de abril. No documento, encaminhado à Justiça, a Polícia Civil afirma que o acusado teria “agarrado à vítima de 24 anos, por trás, passando as mãos por sua barriga e seios, e ainda teria dado uma leve ‘chupada’ em seu pescoço”. O jornalista foi indiciado pela PC por crime de estupro. A exoneração do servidor ainda não foi publicada no Diário Oficial do município. O que dizem os envolvidosApós nota de esclarecimento da Câmara de Montes Claros informando decisão da exoneração, Hélio Machado falou com o G1 ao telefone. O jornalista foi servidor contratado por 23 anos e nega ter cometido o crime. “Me causa estranheza, tanto o teor do inquérito policial quanto o relatório da Câmara. Eu não fiz nada, nunca agrediria ninguém dessa forma. A decisão de me exonerar é injusta, porque nunca tive problemas com ninguém na casa durante todo o tempo em que trabalhei lá”, afirma. Hélio conta não ter tido acesso à conclusão do processo instaurado pela Câmara oficialmente, e que não esperava ser exonerado. “Pelo que sei, a apuração nem chegou ao resultado concreto. Não conseguiram concluir o que houve, então por que me exonerar?”, questiona. O ex-servidor foi questionado pelo G1 sobre os motivos que levaram uma colega de trabalho a denunciá-lo. Ele acusa os assessores da Câmara de Montes Claros de terem interesse no cargo que ocupava e alega sofrer perseguição política por parte da presidência da Câmara, ocupada pelo vereador Cláudio Prates (PTB). “Essa história é mais um capítulo da perseguição política que venho sofrendo. Como a jornalista dava as cartas antes que eu fosse nomeado chefe, depois que eu assumi ela tentava fazer escalas de trabalho sem meu consentimento, e talvez até tivesse interesse em ocupar meu cargo. Outras pessoas que estão lá também tinham este interesse, de ocupar a chefia. A intenção de me atingir começa pelo fato de eu ser presidente de um partido político”, alega o ex-servidor. Sobre a tentativa de estupro, em si, Hélio Machado afirma nunca ter tocado na jornalista sem o consentimento dela e que beijá-la como cumprimento era uma prática recorrente. “No dia em que ela alega ter sido abusada, eu apenas fiz um cumprimento, como fazíamos todos os dias, com um beijo e um abraço. Ela me cobrava que a cumprimentasse, inclusive, se em algum dia eu não o fizesse. Tanto não houve nada anormal, que na data do possível estupro ela não me disse nada, só depois eu soube que estava sendo acusado de estupro. Minha ascensão profissional a incomodou”, declara. Hélio Machado disse não saber se vai recorrer da decisão tomada pela Câmara Municipal de Montes Claros e que vai aguardar decisão da Justiça. Em resposta, a jornalista envolvida no caso enviou nota ao G1. Ela informa que jamais se exporia a uma situação constrangedora em vão e que a delegada responsável pelo caso relatou a situação de maneira sensata. “A verdade está clara, prova disso foram as decisões da Polícia Civil e da Câmara. Essa luta não é minha e sim coletiva. A denúncia é importante para que os agressores saibam que existe justiça”, diz. O que diz o presidente da CâmaraO vereador Cláudio Prates, presidente da Câmara de Montes Claros, acusado por Hélio Machado de perseguição política, diz que as declarações do ex-servidor não são verdadeiras. A assessoria do parlamentar respondeu, através de nota, que o servidor demitido foi ouvido pela gerência e presidência da Casa Legislativa. “Jamais haveria perseguição política até porque o jornalista ocupava um cargo de chefia na gestão, indicado pelo presidente. A argumentação dele é para justificar o injustificável. A decisão foi colegiada com base no relatório da comissão especial instaurada para apurar o caso”, diz a nota. Entenda o casoUma assessora de comunicação da Câmara de Vereadores de Montes Claros acusou o ex-chefe de comunicação do órgão, agora demitido, de tentativa de estupro ocorrida no dia sete de fevereiro deste ano. A partir do registro do boletim de ocorrência, a Delegacia da Mulher instaurou um inquérito para investigar o então chefe de comunicação da Câmara de Montes Claros, no dia 2 de março. O inquérito que investigava o caso foi concluído no dia 19 de abril e entregue à Justiça. A Polícia Civil diz que o acusado teria “agarrado a vítima de 24 anos, por trás, passando as mãos por sua barriga e seios, e ainda teria dado uma leve ‘chupada’ em seu pescoço”, relatou a Polícia Civil, em nota. O caso segue em trâmite na Justiça. A Câmara Municipal, que também instaurou processo administrativo para investigar o caso, decidiu nesta terça-feira (8) exonerar Hélio Machado.
Violência Invisível leva Tadeu Leite e seus comparsas para o banco dos réus
Os envolvidos serão julgados por formação de quadrilha, fraude em licitações e crimes de peculato.O Juiz Bruno Sena Carmona, da 2ª Vara Criminal de Montes Claros designou para a próxima sexta-feira, 11, às 13:15 horas, a audiência do Processo 0433 130285086, para interrogar o ex-prefeito de Montes Claros Luiz Tadeu Leite e o ex-secretário de administração Elias Siuf, além do ex-procurador do município Sebastião José Vieira Filho e do ex-presidente da comissão se licitação Noélio Francisco Oliveira, que foram denunciados a justiça após as investigações desencadeadas pela Operação Violência Invisível. Eles são suspeitos de desviar mais de R$ 8 milhões com compras de créditos precatórios falsos.O proprietário da empresa Digicorp, Mateus Roberte Carias, e sua esposa, Rosilene Trindade Rodrigues Carias, e os dois funcionários da Digicorp, Marcos Vinícius da Silva e Ademilson Emídio de Abreu, também foram denunciados.O ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, que já teve prisão preventiva decretada pela juíza da comarca de Pirapora, Arlete Aparecida da Silva Coura, tentou ser ouvido através de carta precatória, na cidade de Nova Lima, Região Metropolitana da capital mineira, onde reside atualmente, mas o Juiz Bruno Sena Carmona indeferiu e exigiu a presença de Tadeu Leite, juntamente com os demais investigados. Entenda o casoO Ministério Público de Minas Gerais divulgou, em setembro de 2014, a denúncia contra Luiz Tadeu Leite, Elias Siuf, Sebastião José Vieira Filho, Noélio Francisco Oliveira, Mateus Roberte Carias, Rosilene Trindade Rodrigues Carias, Marcos Vinícius da Silva e Ademilson Emídio de Abreu.De acordo com o MP, Luiz Tadeu Leite “tomou conhecimento da atuação dos ‘empresários’ do Espírito Santo em outros municípios da região e viu uma oportunidade de desviar recursos do município”. O ex-prefeito é considerado pelo MP como o líder do grupo criminoso na cidade, pois ele era “único que tinha o poder de decidir quanto à efetiva contratação e realização dos milionários pagamentos direcionados à DIGICORP”.As fraudes, de acordo com a denúncia ocorreram entre 2011 e 2012. Neste período foram realizadas 25 transferências bancárias com diversos valores. “Foi apurado que o dinheiro foi depositado em uma única conta, do Mateus Carias. Descobrimos ainda que vários saques foram realizados após os depósitos”, afirma o procurador Guilherme Roedell.Ainda segundo o MP, o prejuízo total aos cofres públicos pode chegar aos R$ 30 milhões. “Quando a Receita Estadual percebe que houve uma movimentação financeira sem a devida declaração, ela aplica uma multa e este valor não declarado muitas vezes é triplicado”, explicou o promotor. Luiz Tadeu Leite, Sebastião José Vieira Filho, Elias Siuf e Noélio Francisco Oliveira
Município de Montes Claros recupera a Gestão Plena da Saúde

O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, esteve reunido na manhã desta quinta-feira, 3, com representantes de todos os hospitais da cidade, para discutir o retorno da Gestão Plena da Saúde (Média e Alta Complexidade) para o município, que começou a valer nesse mês de maio. Durante a reunião, o prefeito deixou claro que, com o retorno da Gestão Plena para a Administração Municipal, os hospitais não deixarão de receber as verbas repassadas pelos governos estadual e federal. “Não vamos reter recursos. Cada centavo que for destinado à saúde pública será repassado aos hospitais assim que comprovados os serviços. Tenho absoluta convicção que os hospitais, assim como a administração, querem o melhor para Montes Claros”, destacou. Mas ele salientou que, caso a cidade não receba as verbas dos governos federal e estadual, o município não arcará com essa despesa: “só iremos repassar o que a Prefeitura receber”. O prefeito também afirmou que, com a volta da Gestão Plena, a Administração Municipal irá fiscalizar de perto a correta aplicação dos recursos na saúde da população. “Vamos ser muito rigorosos na regulação, ser cogestores da Central de Leitos. Vamos solicitar a presença de técnicos nossos nas emergências”, disse, acrescentando que a Prefeitura vai trabalhar para garantir a lisura nos atendimentos de saúde, o que o município já começou a fazer na Atenção Primária. “Hoje não tem mais fura-fila na Saúde Básica. Contratamos uma empresa para informatizar a Saúde e controlar tudo o que sai, até comprimido. Vamos colocar ponto eletrônico nas unidades de Saúde”, concluiu.
Prefeitura de Montes Claros fecha o cerco contra o barulho

Som volante é responsável pela maioria das reclamações na Secretaria do Meio Ambiente A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, coibirá o barulho excessivo provocado principalmente por carros de som que fazem propaganda pelas ruas da cidade. Agentes municipais foram treinados para operar o decibelímetro, aparelho medidor do nível de pressão do som. Inicialmente, serão feitas orientações e, em caso de reincidência, os infratores serão multados, conforme determina a lei. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, atribuiu as reclamações por parte da população à poluição sonora, que é a “inimiga”, muitas vezes invisível, mas que pode causar estresse, insônia e outros problemas de saúde. Segundo ele, as reclamações referentes ao barulho, feitas junto ao setor de fiscalização, representam a maioria das queixas que chegam à Prefeitura. A restrição abrange ruas, veículos, espaços privados de livre acesso ao público, inclusive locais onde ocorrem festas e eventos com música eletrônica, como chácaras, sítios ou galpões. Quem descumprir a regra fica sujeito a uma multa, além de haver risco de apreensão do aparelho de som ou veículo. Para o proprietário da empresa Bike Som, Sueldo Gonçalves Figueira, a atitude da Secretaria municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de primeiro conversar com os proprietários dos veículos, antes de autuar, depois fazer o cadastramento de todos os proprietários de carros de som, foi a melhor alternativa. “Fomos convocados para participar de uma reunião, muito proveitosa, e que serviu para nos esclarecer sobre a importância do cumprimento da Lei, sem prejuízos aos profissionais que prestam este serviço. Além do mais, o cadastro servirá para identificar quem infringir a lei”, disse Figueira. A população pode fazer denúncias na Secretaria do Meio Ambiente, pessoalmente, na avenida José Corrêa Machado, 900, Bairro Ibituruna, ou através do telefone (38) 2211-3338. A Polícia Militar também pode ser acionada, através do telefone 190. Fonte: Ascom / Prefeitura de Montes Claros
A triste geração que virou escrava da própria carreira – Por Ruth Manus

– E a juventude vai escoando entre os dedos – Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa. Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior. Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente. Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim. Frequentou as melhores escolas. Entrou nas melhores faculdades. Passou no processo seletivo dos melhores estágios. Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão. E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes. Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar. Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita. O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo. O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício. O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto. Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir. Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo. Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent. Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir. Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim. Mas para a vida, costumava ser não: Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito. Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa. Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório. Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado. Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia. Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido. Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”. Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro. Só não tinha controle do próprio tempo. Só não via que os dias estavam passando. Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta. * Ruth Manus é advogada e professora universitária. Via Estadão
Pelotão Ambiental – Invasão em Montes Claros está com os dias contados

A prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente implantou um Pelotão Ambiental para atuar na fiscalização e preservação das leis ambientais em Montes Claros. Foram realizados, durante essa semana, uma série de treinamentos para os agentes da Guarda Municipal que irão integrar o Pelotão Ambiental de Montes Claros. Os agentes foram capacitados em técnicas de abordagem, combate a incêndio, escalada e primeiros socorros, em parceria com o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Foram capacitados 29 guardas municipais, que poderão atuar em eventos promovidos pelo Município, na proteção do patrimônio municipal e nas ações que envolvam danos ambientais. O aprimoramento faz parte da política de valorização da categoria implementada pelo prefeito Humberto Souto. É importante lembrar que recentemente a Guarda Municipal teve uma demanda histórica atendida pela Administração através da equiparação salarial de acordo com a escolaridade, o que resultou em um reajuste de 30% nos vencimentos. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, o pelotão ficará responsável por cuidar de casos como invasão de áreas verdes, poluição sonora causada por bares e som automotivo, entre outras situações de competência da secretaria. “O Pelotão Ambiental é formado por 29 guardas municipais, que já estão em treinamento em parceria com a Polícia Militar de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros para em breve estar atuando em toda a cidade”, destacou o secretário. Segundo Ribeiro o principal foco do pelotão é inibir as invasões em áreas verdes, situação que tem sido muito comum na cidade. “Para esses casos, contaremos também com a ajuda da polícia, já que se trata de desocupação”, informou. O pelotão também como responsabilidade fazer a segurança dos parques municipais e outros pontos turísticos da cidade. “Temos percebido que muitas vezes as famílias deixam de ir a esses espaços porque falta segurança. Com a presença do pelotão, esperamos um maior movimento nesses pontos de visitação”, enfatizou o secretário. Além de exercer o papel de zelar pelo patrimônio público, os novos agentes darão apoio aos fiscais de meio ambiente nas patrulhas e abordagens. Denúncias de perturbação sonora serão acompanhadas pelos guardas do pelotão. Os guardas escolhidos para integrar o Pelotão Ambiental receberam uniformes específicos e após o treinamento começam a atuar na proteção do Meio Ambiente. Ainda de acordo com Paulo Ribeiro, as denúncias relativas à pasta podem ser feitas por meio dos telefones 2211-3321 e 2211-3324. “A grande novidade que também será disponibilizada nos próximos dias é um aplicativo onde a população poderá denunciar crimes ambientais de forma mais rápida. A plataforma já está pronta e faltam pequenos detalhes para que a ferramenta possa ser disponibilizada para download”, finalizou. Com informação da Ascom/Prefeitura de Montes Claros e Gazeta
Professores denunciam processo de esvaziamento da Unimontes

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) vive um processo de enfraquecimento e precarização, ao longo dos anos, para ser entregue à iniciativa privada. A denúncia de desmonte da universidade está sendo uma tônica da categoria em greve há 3 três meses. E foi tema de uma roda de debates, no final da tarde de quarta-feira 25, coordenada pelos professores Ildenilson Meireles e Márcia Bicalho. Ao se aprofundar nessa questão, o movimento ganha um caráter muito mais abrangente, não se restringindo à reivindicação por salários e plano de carreira. A paralisação atual cobra do governo do Estado o cumprimento do acordo judicial feito em 2016, que pôs fim à greve de 4 meses naquele ano. “Precisamos repensar a universidade. O que ocorre na Unimontes segue a mesma tendência do resto do país, que é de desmonte de tudo que é público”, disse Meireles. De acordo com ele, setores considerados estratégicos, como a Rádio Universitária, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento e Pesquisa (Fadenor), a Comissão Técnica de Concursos da Universidade (Cotec) e a Imprensa Universitária estão sendo privatizados.Segundo os debatedores, a Rádio, por exemplo, que é uma conquista dos professores, não serve à comunidade universitária, estando a serviço da reitoria. Assim, os professores não conseguem utilizar esse canal para divulgar seus trabalhos de pesquisa, eventos e outros assuntos de interesse geral da comunidade. “Estão nos privando de acesso aos bens públicos. A emissora serve tão somente para a divulgação de cunho ideológico deles e até, pasmem, para o estímulo do ensino privado”, denunciaram. De acordo com os relatos, até para fazer um processo seletivo é preciso pagar à Cotec. Ildenilson Meireles denunciou, ainda, que os prédios estão sem manutenção porque a universidade não paga aos fornecedores, comprometendo o funcionamento de diversos cursos. Por isso, há situações em que salas de aula do Centro de Ciências Humanas (CCH) estão às escuras, com buracos no chão e até faltando quadros. Em outros locais, portas estão empenadas, ar-condicionados e computadores funcionam de forma precária, por falta de empresa para fazer os reparos. “A situação da Unimontes é de `insuportabilidade´”, disse Meireles, para quem os problemas estão tão escancarados que não há mais como esconder.
Professores da Unimontes mantêm greve por cumprimento de acordo

Os professores em greve da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) aguardam a efetivação do pagamento dos salários de março, previsto para a quinta-feira 26, para voltarem o foco à negociação dos pontos que motivaram o movimento, que já dura 87 dias. Na sexta-feira eles se reúnem em assembleia, quando será discutirá a proposta do governo. Semana passada a Justiça decidiu de forma monocrática que o acordo celebrado em 2016 entre governo e categoria – que pôs fim à greve naquele ano – foi cumprido apenas parcialmente. A decisão foi em resposta à ação que a Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) impetrou em 2017, pedindo que o Estado cumpra o acordo na íntegra. O comando de greve divulgou nota esclarecendo que a ação judicial do ano passado não diz respeito à greve atual, pois é relativa ao acordo da greve de 2016, “não tendo, portanto, repercussão no movimento em curso”. A nota de esclarecimento informa que a paralisação atual vai além de reivindicar o cumprimento integral do acordo. “Apresenta clara proposição de implementação de uma nova carreira, tendo inclusive proposta de negociação em mesa”, lembra.O comando de greve reitera ainda que a decisão da semana passada foi monocrática, ou seja, está sujeita a pedido de embargos e de análise pela turma. Além disso, também reforça a necessidade do cumprimento da sentença. “Se por um lado desonera o estado do cumprimento imediato do acordo, por outro referenda a necessidade do cumprimento imediato pelo estado tão logo as vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal sejam superadas”, entende o comando do movimento paredista.A nota finaliza conclamando a comunidade acadêmica a se manter unida na luta pela valorização da carreira, que é o ponto-chave da greve da categoria. Texto e fotos: Waldo Ferreira
Descartes irregulares estão com os dias contados com a ampliação dos Cascos

Carroceiros de Montes Claros terão mais opções para descartar entulhos através dos Centros de Apoio Simplificados para Carroceiros – CASCOS Na manhã desta sexta-feira, 20, em reunião na Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Montes Claros, foi formada uma comissão de trabalho para encontrar soluções para os principais problemas relacionados ao descarte irregular de entulhos e materiais inservíveis. O grupo é composto por membros de várias secretarias municipais, ESURB, MCTrans, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação dos Carroceiros. Dentre as medidas já definidas está a criação de, pelo menos, mais 10 Centros de Apoio Simplificados para Carroceiros (CASCOS) em Montes Claros. Atualmente, o descarte está sendo permitido nas regiões do Renascença, Ibituruna, Vila dos Militares, Jardim Liberdade, Canelas, Cristo Rey e Maracanã. A ampliação dos terrenos é justificada por causa do crescimento vertiginoso da população e do setor de construção civil. Nos últimos anos, as administrações anteriores acabaram com diversos CASCOS, situação que causou o aumento de descarte irregular em todas as regiões da cidade. A busca de uma solução para o problema foi determinada pelo prefeito Humberto Souto, que considera a categoria como importante para o desenvolvimento social e ambiental de Montes Claros. O presidente da Associação dos Carroceiros, José Aparecido Oliveira, lembrou a importância de se encontrar soluções para os problemas enfrentados pela categoria. Destacou que a Administração atual quer encontrar soluções consensuais, ao contrário de gestões anteriores que “perseguiram os carroceiros e queriam extinguir a categoria na cidade”. Frisou que as atividades devem ser organizadas, com direitos e deveres, e defendeu que sejam realizados programas para capacitar os profissionais nos setores educacional e social, visando a melhoria da qualidade de vida. Durante a reunião foi citada a elaboração de novas leis de Resíduos Sólidos e de Uso e Ocupação do Solo. Foi apresentado também o Programa “Carroceiros Conscientes – Entraves e Perspectivas”, elaborado pelo professor Délcio César Rocha, do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que visa instituir ações para a organização dos trabalhos, capacitação e melhoria de vida para os envolvidos, e proteção da saúde dos animais. Texto: Pedro Neto / Fotos: Paula Silveira