Montes Claros determina a aplicação da 4ª dose anticovid

O município de Montes Claros começou a aplicar a quarta dose, a segunda de reforço, contra a Covid-19. O prefeito Humberto Souto, através do Decreto nº 4378, publicado nesta quinta-feira (07) explica que considerando que o Município tem seguido os critérios definidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 e a autonomia constitucional do Município para estabelecer regras complementares sobre o sistema de vacinação e considerando as peculiaridades locais, fica determinado à Secretaria Municipal de Saúde, a aplicação da 4ª dose (2ª dose de reforço) do esquema vacinal contra a Covid-19, com as doses disponíveis, aos idosos acima de 70 anos de idade, que tenham tomado a 1ª dose de reforço há mais de quatro meses. A Secretaria Municipal de Saúde poderá iniciar, com as doses disponíveis, a aplicação da 4ª dose (2ª dose de reforço) do esquema vacinal em outras faixas etárias, de acordo com determinação do Estado de Minas Gerais. Desde o dia 23 de março que o Ministério da Saude determinou a aplicação da 4ª dose (2ª dose de reforço) do esquema vacinal contra a Covid-19, com as doses disponíveis, aos idosos acima de 70 (setenta) anos de idade, que tenham tomado a 1ª dose de reforço há mais de quatro meses. O Ministério da Saúde passou a recomendar a aplicação da quarta dose (ou segunda dose de reforço) da vacina contra a Covid-19 em idosos acima de 80 anos. A orientação é que a aplicação seja feita, preferencialmente, com o imunizante da Pfizer. As vacinas da Janssen e da AstraZeneca também podem ser utilizadas no novo reforço de idosos. De acordo com o ministério, parte dos estados têm esses imunizantes em estoque. A aplicação da quarta dose em outras faixas etárias não está prevista nos planos do governo, mas essas recomendações “podem ser revistas a qualquer momento”, segundo a pasta.

Montes Claros retira obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre

A melhora nos índices epidemiológicos da Covid-19 em Montes Claros, bem como a redução dos casos que exigem internações hospitalares, fizeram com que a Prefeitura de Montes Claros dispensasse à obrigatoriedade do uso de máscaras, após a cidade atingir o índice de vacinação com a terceira dose de 40% das pessoas com idade acima de 18 anos, conforme recomendado pelo Estado de Minas Gerais. De acordo com o decreto, assinado na noite desta sexta-feira (8/4) pelo prefeito Humberto Souto, o uso da proteção continua obrigatório dentro dos veículos de transporte coletivo, nos estabelecimentos de saúde, nos serviços de teleatendimento (telemarketing), cinemas e teatros para “pessoas que estiverem trabalhando com preparo e distribuição de alimentos”. A publicação também diz que é “recomendada a utilização de máscaras” por moradores acima de 65 anos e pessoas do “grupo de risco” da COVID-19 (com comorbidades).

MGG aciona justiça contra mulher que chamou jovem de “gayzinho” e ”viadinho”

Giselda Ferreira Moreira foi presa acusada de cometer crime de homofobia  O Movimento Gay dos Gerais (MGG) ajuizou ação por crimes de homofobia contra Giselda Ferreira Moreira, que chamou Juneo Andrade Rodrigues de “gayzinho” e ”viadinho”, conforme Boletim de Ocorrência da Polícia Militar. Ela foi presa em flagrante. O fato aconteceu no domingo, 3, por volta das 21h, no bairro Jaraguá, próximo a rotatória do aeroporto. Juneo Andrade Rodrigues, ao lado de Candinho, assinando procuração para o advogado Antônio Cordeiro Júnior “Qualquer pessoa agredida, física ou verbalmente, deve exigir seus direitos e registrar um boletim de ocorrência, além de buscar a ajuda de possíveis testemunhas do ocorrido. E o MGG está à disposição das vítimas para ajudá-las no combate ao preconceito, apoiando no que for possível, para acabar de vez com crimes homofóbicos”, disse o presidente do Movimento Gay dos Gerais, José Cândido Filho, o Candinho. O Brasil é o país onde mais se comete crimes homofóbicos no mundo. Uma das razões, na avaliação de Candinho, é o sentimento de impunidade, pois muitas vítimas, segundo ele, têm medo de denunciar os agressores. A mulher, acometida de uma crise de ciúmes, apedrejou o carro da atual esposa do seu ex-marido e, na sequência, voltou-se contra o irmão dela, chamando-o de“gayzinho” e “viadinho”. O crime de homofobia foi presenciado pelos policiais. É crime “praticar, induzir, ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da qualquer pessoa. As condutas LGBTIfóbicas, previstas no artigo 2º da Lei 7.716/1989, foram reconhecidas como criminosas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2019. A pena prevista é de 1 a 3 anos, mais multa, e pode subir de 2 a 5 anos se houver divulgação do ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social. Fotos: MGG e redes sociais

Prefeitura destina quase R$ 7 milhões para a educação especial – Por Waldo Ferreira

Vereador Rodrigo Cadeirante foi responsável pela articulação entre o Município e as entidades conveniadas, para repasse dos recursos  A liberação de recursos para escolas conveniadas com o Município, aprovada pela Câmara Municipal, teve a participação direta do vereador Rodrigo Cadeirante, que fez a articulação entre as entidades beneficiadas e a Prefeitura, para que o repasse fosse viabilizado e em menor espaço de tempo. O projeto de lei foi aprovado em regime de urgência, a pedido do vereador, que alegou a necessidade de regularizar essas verbas. Ele lembrou que elas estão em atraso e comprometem o trabalho que as escolas realizam em benefício de pessoas com necessidades especiais. No total, são R$ 6,8 milhões direcionados para as instituições parceiras. O desfecho foi comemorado por Rodrigo Cadeirante. “Essas entidades prestam importante papel na educação inclusiva. Por isso, é fundamental a parceria como o Município”, justificou. Durante o trâmite do processo, ele esteve em constante contato com as entidades, orientando sobre como elas deveriam se adequar para fazerem jus aos recursos Nove instituições de educação especial serão atendidas, incluindo, além dos recursos financeiros, kits de material escolar, gêneros alimentícios e gás de cozinha. A Casa da Juventude São Luiz Gonzaga receberá R$ 305.764,52; o Centro Comunitário de Vivência Educacional Professor Luiz Flávio Pereira, R$ 435.336,62; o Centro de Recuperação Renascer do Município de Montes Claros, R$ 935.603,50; o Projeto Comunitário Betel, R$ 594.429,09; o Projeto Comunitário Nova Canaã, R$ 553.064,72; o Círculo de Trabalhadores Cristãos, R$ 335.578,61; a Apae, R$ 1.414.100,84; a Fundação Clarice Albuquerque, R$ 950.598,49; e a Associação Sociedade Educacional Mendonça e Silva, R$ 1.306.968,09. * Jornalista

Vacimóvel – Montes Claros cria posto de vacinação volante para imunizar população

Cidade avança mais uma vez no propósito de levar as vacinas para mais perto da comunidade Além de ampliar de 18 para 40 as salas de vacinação, que estão espalhadas por toda a cidade, a Prefeitura conta agora com o Vacimóvel, uma sala de vacina sobre rodas totalmente equipada e com profissionais habilitados para vacinar a população com segurança, em escolas, praças, empresas e onde mais houver necessidade. O Vacimóvel irá ofertar todas as vacinas disponibilizadas pelo SUS, para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos. Prefeitura de Montes Claros

FLAM! – Festival Literário do Autor Montes-Clarense começa nesta sexta

A Prefeitura de Montes Claros divulgou a programação do primeiro “Festival Literário do Autor Montes-Clarense”. O evento, que será realizado no Centro Cultural Hermes de Paula entre os dias 1 e 10 de abril, é promovido pela Academia Montes-Clarense de Letras e pela Academia Feminina de Letras de Montes Claros, com apoio da Prefeitura. Na oportunidade, serão feitos os lançamentos de 20 livros inéditos de autores nascidos em Montes Claros. Na abertura do festival, sexta-feira, dia 1º, serão lançados dois livros: “Léxicos Catrumanos”, de Teo Azevedo; e “João Chaves Alfinetadas”, obra organizada por Lola Chaves. Já no sábado, dia 2 de abril, será a vez dos autores Jarbas Oliveira e Maria Verônica Vasconcelos Leite terem seus títulos lançados na atração: ‘A sinhazinha e o Plebeu” e “Caminhos por onde andei – Diário de Bordo”. No domingo, dia 3, o FRAM promove três lançamentos: : “Poesia ainda que à tardinha” de Georgino Neto; “Sensações sem sim”, de Danilo Barcelos; e “Obra Prima & Interações”, de Edras José da Costa Azevedo. Dia 4, segunda-feira, mais dois lançamentos: “Montes-claridade”, de Wanderlino Arruda; e “A Arte Rupestre na Pré-história do médio São Francisco”, de Dário Teixeira Cotrim. Na terça-feira, dia 5, “A arte do encontro”, de Felicidade Patrocínio; e “Travessias”, de Décio Fonte e Leila Silveira, serão lançadas na atração. Para o dia 6, quarta-feira, estão programados os lançamentos de “Pequenas Histórias de Amor e de Morte”, de Osmar Oliva; e “Vozes na Escuridão do Trem”, de Edson Andrade. Quinta-feira, dia 7, é a vez das obras “Segurando a Hiperatividade”, de Mara Narciso; “Minha Luta Contra o Câncer”, de Glorinha Mameluque; e “A Princesinha Surda”, de Cristina Mameluque. No dia 8, sexta-feira, serão lançadas duas obras: “A Poética do Olhar”, de Dóris Araújo; e “Dourado e Rubro”, de Renilson Durães. No dia 9, a atração faz uma homenagem ao autor Marcelo Lélis. Nessa data, será lançado o livro “Filó e Carijó”, de Marismar Borém. No encerramento, dia 10, serão lançados quatro títulos infantis: “Minha Cidade Meu Futuro”, de Éllen Santa Rosa; “A Lua Quebrada”, de Terezinha Campos; “O menino que tinha medo da chuva”, de Amelina Chaves; e “Verdade, fantasia e lorota”, de Terezinha Escobar. Os livros lançados serão vendidos a preços populares, a partir de R$ 10. Durante a atração haverá também exibição de curtas, shows de cordéis e performances poéticas. O festival oferecerá ainda oficinas artísticas, no valor de R$ 20 cada módulo, com a ministração de cursos de escrita criativa, jogos teatrais, escrita poética e interpretação de texto literário. Prefeitura de Montes Claros

Empreendimento chinês na região deve ter contrapartida, defende vereador

Rodrigo Cadeirante sugere que haja investimento na segurança das estradas, com obras de duplicação, como na BR-251   * Por Waldo Ferreira Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, o vereador Rodrigo Cadeirante propôs que lideranças políticas e entidades representativas do Norte de Minas se unam para exigir uma contrapartida à empresa Sul Americana de Metais (SAM), subsidiária da chinesa Honbridge Holdings, que pretende investir US$ 2,1 bilhões de dólares em empreendimento de exploração de minério de ferro no Norte de Minas, mais precisamente na região que abrange Grão Mogol, Padre Carvalho, Fruta de Leite e Josenópolis. O vereador entende que o interesse dos chineses é uma oportunidade para que os representantes da região reivindiquem dos investidores, por exemplo, a execução de obras de duplicação da BR-251, utilizando as Parcerias Público Privadas (PPP). A estrada foi novamente palco, no final de semana, de grave acidente em que morreram seis pessoas. Ele lembrou o histórico trágico do local. Rodrigo Cadeirante disse que a vinda da mineradora para a região deve ser comemorada, mas ressaltou a necessidade de haver rigor nas tratativas com o grupo chinês no sentido de se evitar danos ambientais e tragédias como as ocorridas em Brumadinho. A empresa planeja a construção de um complexo de mineração com um mineroduto, duas barragens de rejeitos e dois reservatórios de água na região de abrangência dos quatro municípios. A meta é extrair 27,5 milhões de toneladas anuais de minério, tratadas por processo tecnológico capaz de elevar o teor baixo de 20% de ferro – como o material é encontrado na natureza – para 66,5%, concentrado de alta qualidade e demanda no mercado internacional. Unidade chinesa prevê investimento de cerca de 2,1 bilhões de dólares até 2025 e geração de mais de 6 mil empregos com extração de minério de ferro no Norte de Minas – Foto: Jerusia Arruda O projeto prevê o uso da água para levar o minério de ferro por meio do mineroduto até o porto. Para isso, a empreendedora pretende construir uma barragem no Rio Vacaria, entre os municípios de Grão Mogol e Fruta de Leite. Por recomendação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semad) suspendeu duas audiências públicas que seriam realizadas em Grão Mogol e Fruta de Leite, para discutir o empreendimento. As reuniões ocorreriam terça-feira (29) e quarta-feira (30), respectivamente. * Jornalista

Carnaval temporão de Montes Claros deverá ter 11 blocos

 O Carnaval temporão de Montes Claros, a ser realizado de 21 a 25 de abril, deverá reunir 11 blocos carnavalescos de Montes Claros, segundo estimativas do secretário municipal de Cultura, João Rodrigues. Ele explica que a festa carnavalesca está condicionada ao aumento da vacinação contra a Covid-19 em Montes Claros, para que seja dispensada o uso de máscaras e com isso, os possibilite a realização eventos. Ele salienta que foram iniciados os contatos com os blocos carnavalescos, que receberão a ajuda do município para a folia, como banheiros, grades, liberação do espaço público para a festa e ainda, limpeza pública a segurança, nos moldes do que vem ocorrendo desde 2018. Está descartada a realização do Encontro dos Blocos, como ocorreu nos anos anteriores, onde os blocos se apresentavam na avenida José Correa Machado, para evitar a aglomeração, que propague a doença. Os blocos sondados até agora são Maracangalha, Raparigas do Bonfim, Gia, Pardini, Los Fuleros, Arco Iris, Maria Bonita e Popó Dendê no Tren. Fonte: Gazeta

Morre Ricardo Athayde, condenado por homofobia pelo assassinato de Igor Xavier

O fazendeiro Ricardo Athayde Vasconcelos, de 66 anos,  condenado por homofobia pela morte do bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier, morreu nesta segunda-feira (21), em Belo Horizonte, de causa natural. O crime, ocorrido em 1º de março de 2002, em Montes Claros, ganhou repercussão nacional por ter sido o primeiro caso de homofobia que foi à júri popular. Ricardo Athayde foi condenado a 12 anos de prisão, mas ficou trancafiado por apenas dois anos e dois meses, devido à demora no trâmite do processo judicial e aos recursos apresentados pela sua defesa. O assassino de Igor Xavier se encontrava em regime semiaberto domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por motivo de saúde. Entenda o caso Em Março de 2002, o ator, coreógrafo e bailarino Igor Xavier, assumidamente gay, foi morto com 5 tiros em Montes Claros-MG. No dia 27 de agosto de 2013, mais de 11 anos depois, o fazendeiro Ricardo Athayde Vasconcelos, assassino confesso de Igor, foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado: motivo fútil e sem chance de defesa à vítima. O seu filho, Diego Rodrigues, foi absolvido. Ricardo Athayde Vasconcelos é de uma influente família em Minas Gerais , o que garantiu aos réus o habeas corpus e atrasou o julgamento por tantos anos. Esse julgamento foi histórico porque foi a primeira vez que um caso de homofobia foi à júri popular. A versão dos réus sustentava que, após se encontrarem em um bar, Igor teria ido à casa de Ricardo para pegar alguns livros emprestados. Ricardo teria flagrado Igor “assediando” seu filho Diego. Por isso, ele pegou uma pistola e um revólver e disparou cinco vezes contra Igor. Ricardo chegou a afirmar em depoimento que matou Igor porque tem “horror a homossexuais”. Durante o julgamento, o promotor Gustavo Fantini revelou contradições nas versões dadas pelos réus. Segundo as provas periciais, Igor foi morto à queima-roupa e, de acordo com as testemunhas, Igor e Ricardo já se conheciam e tinham um caso. Ricardo teria executado Igor para tentar esconder seu relacionamento. O fato de Ricardo ter assumido matar por homofobia teve um objetivo claro: evitar uma condenação por “motivo fútil” (quando o motivo é considerado “exagerado”), já que homofobia não é crime. Isso ficou claro na argumentação do advogado dos réus, o ex-secretário de Defesa Social Maurício Campos. O advogado disse que um “assédio sexual” a um filho não pode ser considerado motivo fútil, que “a atitude do acusado expressa o valor moral, não só dele, ou de Montes Claros, mas de toda a sociedade”. Ou seja, o advogado tenta convencer os jurados que os valores morais (homofóbicos) de Ricardo são os mesmos de toda a sociedade. Longe de ser um agravante, homofobia é quase um atenuante para um assassinato ou agressão. Não são poucos os casos em que agressores e assassinos tentam justificar como “motivo” do crime o fato da vítima ser gay, lésbica, travesti ou transexual. Em 2011, o assassino do modelo Murilo Rezende da Silva e do analista de sistemas Eugênio Bozola chegou a postar no Twitter: “ainda bem que homofobia não é crime”. Esse caso ilustra a urgência de criminalizar a homofobia. Não é possível que um crime de ódio possa ser usado como justificativa e até mesmo para tentar amenizar a pena de um assassino homofóbico confesso. Lutar pela criminalização da homofobia é lutar para que tenhamos uma lei que ajude a lutar contra a homofobia em melhores condições – nas ruas e nos tribunais, e para evitar que a homofobia seja usada como “escudo” para proteger os agressores. Infelizmente, o julgamento do assassino de Igor é uma exceção em uma realidade na qual os crimes homofóbicos seguem, na sua esmagadora maioria, impunes. Igor Xavier teve sua vida interrompida por ser gay. Lutar pela criminalização da homofobia é lutar para que milhões de LGBTs possam usufruir doe um dos direitos democráticos mais básicos, o direito à vida. Igor Xavier, presente!

Montes Claros terá testes rápidos para diagnóstico de hanseníase

A cidade está entre os 78 primeiros municípios que farão testes rápidos para diagnóstico da doença Por Pedro Ricardo – SES/MG Montes Claros está entre os 78 primeiros municípios do país que, a partir do segundo semestre deste ano, passarão a realizar testes rápidos para o diagnóstico da hanseníase. O assunto foi tema de videoconferência realizada na tarde desta quarta-feira, 16 de março, envolvendo profissionais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde; referências técnicas das secretarias de saúde de Montes Claros, Governador Valadares e de outros dez municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Pernambuco e Piauí. Videoconferência sobre hanseníase A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi representada por coordenadores e referências técnicas de Vigilância em Saúde e de Atenção à Saúde das Superintendências Regionais de Saúde (SRS) de Montes Claros e de Governador Valadares. Com previsão de investimento de R$ 3,7 milhões para este ano, a utilização dos testes rápidos para diagnóstico da hanseníase será difundida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nesta sexta-feira, 18, termina o prazo para os municípios selecionados formalizarem a adesão à realização dos testes rápidos. Até 25 de março os municípios deverão informar ao Ministério da Saúde a relação dos agentes comunitários de saúde que participarão de capacitação, por meio de videoconferência, quanto à busca ativa de pessoas acometidas pela hanseníase. Inicialmente serão priorizadas as unidades de saúde onde os municípios contabilizam maior quantidade de casos notificados da doença. Para os municípios da região Sudeste a previsão é de que a capacitação seja realizada dia 5 de abril. Em junho, os municípios vão sediar a realização de capacitação com a participação de especialistas do Ministério da Saúde. O treinamento será teórico e prático, oportunidade em que os profissionais de saúde vão atender pacientes e aplicar o teste rápido. O Ministério da Saúde orienta que as secretarias de saúde deverão apresentar aos conselhos municipais de saúde a proposta de utilização dos testes rápidos para o diagnóstico da hanseníase. ESTRATÉGIA O Brasil é o primeiro país a ofertar testes rápidos para o diagnóstico da hanseníase. Em janeiro deste ano o Ministério da Saúde publicou a Portaria 84, que tornou pública a decisão do Governo de incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) os testes para diagnóstico da hanseníase: teste rápido Bioclin ML Flow para determinação qualitativa de anticorpos IgM anti-Mycobacterim leprae; kit NAT Hanseníase que utiliza a técnica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em tempo real e o GenoType LepraeDR, que é um teste que identifica a resistência aos fármacos da hanseníase. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS Montes Claros, Agna Menezes explica que a inserção dos testes rápidos para diagnóstico da hanseníase constitui estratégia que visa ampliar a detecção da doença em municípios prioritários que apresentaram maior redução de casos notificados da doença entre 2019 e 2021. No caso específico de Montes Claros, dados do Ministério da Saúde apontam que em 2019 foram notificados 78 casos de hanseníase. Em 2020 foram notificados 60 casos da doença e, neste ano, dois casos. Em Governador Valadares, em 2019 também foram notificados 78 casos de hanseníase, número que no ano passado caiu para 33. Já neste ano, Governador Valadares tem cinco casos de hanseníase notificados, segundo o Ministério da Saúde. A DOENÇA Conhecida antigamente como lepra, a hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação e investigação obrigatória em todo o país. A doença tem cura. O tratamento é garantido pelo SUS e pode ser concluído em até nove meses, devendo o paciente seguir o esquema terapêutico. Dados da SES-MG revelam que entre os anos 2000 e 2021 foram notificados no Estado 43.086 casos de hanseníase. Desse total, 35.894 pacientes evoluíram para a cura da doença. A macrorregião de saúde do Norte de Minas ocupa a sexta posição no Estado em número de casos notificados de hanseníase entre 2000 e 2021. Ao todo são 3.981 casos registrados da doença, tendo 3.248 pacientes evoluído para a cura. A hanseníase possui como agente etiológico o (Mycobacterium leprae), bacilo que tem a capacidade de infectar grande número de pessoas e atinge, principalmente, a pele e nervos periféricos. A doença é transmitida pela tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente, sem tratamento. Os principais sintomas da doença são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração da sensibilidade ao calor ou frio, ao tato e à dor que podem afetar principalmente as extremidades das mãos e dos pés, rosto, orelhas, pernas, nádegas e o tronco. Também são sintomas da doença áreas com diminuição de pelos e suor; dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; inchaço de mãos e pés; caroços no corpo; febre, edemas e dor nas juntas.