Conservatório Estadual de Música de Montes Claros celebra 60 anos de existência

Fundado pela professora Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva, o Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez (Celf), celebra seis décadas de existência. Diretora da instituição há dois anos, Sandra Soares dos Santos fala sobre o trabalho voltado para a formação de novos artistas e preservação da cultura. Sandra Soares é graduada em Educação Artística (Licenciatura Plena), com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), onde também fez pós-graduação em História da Arte, e bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte). Por Adriana Queiroz – O Norte O que vocês prepararam para comemorar esses 60 anos? Antes de começar a pandemia estávamos alinhando como faríamos as comemorações, definindo apresentações. Porém, não contávamos que ela se prolongasse tanto. Como não podemos realizar eventos abertos, decidimos que todas as apresentações deste ano seriam para comemorar os 60 anos, uma vez que no remoto fica muito mais difícil a organização e realização de qualquer evento. Em novembro, na semana da cultura, em que comemoramos o aniversário de Lorenzo Fernândez, vamos celebrar de fato. Infelizmente, não será como idealizamos, mas faremos como o momento nos permitir. Nestes 60 anos, são já muitos os músicos formados na instituição. Muitos reconhecidos nacionalmente, não é? Sim, grandes nomes trazem no currículo o início no Conservatório. Para nós é motivo de muito orgulho. Temos em todas as áreas do conhecimento – música, teatro, artes visuais – representantes que se destacaram e ainda se destacam no cenário artístico regional, brasileiro e até internacional, e com isso, difundimos o nome de nossa escola e da nossa cidade a outros centros. Não vou citar nomes, pois corro o risco de esquecer alguém e ser injusta. O Conservatório busca atender todo tipo de aluno, dos mais leigos até os que já possuem conhecimento e querem aperfeiçoar a técnica. Atualmente são quantos alunos matriculados em quais cursos? Quantos professores? Possuímos alunos com os desejos e interesses mais variados. Uns vêm em busca de aperfeiçoar o que sabem, outros em aprender desde o início, o que importa é à vontade em aprender. Atendemos alunos dos seis anos em diante no conservatório em Montes Claros e no anexo na cidade em Bocaiúva, possuímos aproximadamente 4.500 alunos, 130 professores e 20 colaboradores. Qual a importância de uma formação musical iniciada mais cedo? É de grande importância, pois desenvolverá na criança várias habilidades que a auxiliarão na formação de sua personalidade. É um complemento à educação formal. Um indivíduo que tenha essas vivências artísticas, seja na linguagem musical, linguagem cênica e linguagem visual iniciada mais cedo, está comprovado, desenvolverá as várias inteligências, tais como, a emocional, a afetiva, o raciocínio lógico, contribuirá para ser uma pessoa mais autoconfiante, com maior facilidade de interação no meio em que vive. Como está funcionando atualmente com a pandemia? Ainda estamos atendendo de forma online, pois temos especificidades que não nos permitem o atendimento presencial. Atendemos com aulas por meio dos PETs (Planos de Estudos tutorados) todos elaborados pelos nossos professores e videoconferências. Quais os desafios da sua gestão? São muitos os desafios que perpassam uma gestão, seja ela qual for, a meu ver o mais desafiador para um gestor, é a gestão de pessoas, manter uma comunicação eficaz com a equipe e realização das metas que a nossa chapa propôs no plano de ação. Quais os desafios enfrentados durante a pandemia? Essa época de pandemia tem sido muito desafiadora para qualquer um, para o gestor principalmente, pois trouxe à tona inúmeras situações que até então não existiam no presencial e você tem de estar atento a todas elas para resolvê-las à medida que vão apresentando no dia a dia. A resolução de demandas em tempo hábil, manter a coesão, a união e a motivação da equipe. Quais as principais conquistas, marcas nestes 60 anos? Ao falar em conquista não podemos esquecer de Dona Marina. Se existiram e ainda existem, foi graças a ela que deu início a isso tudo. A comemoração de 60 anos é uma delas: você criar uma escola de música em uma cidade aonde não havia perspectiva alguma, para mim isso é uma grande conquista. E essas conquistas vieram aos poucos, resultado do empenho das gestoras, colaboradores e apoiadores que me antecederam. Creio que cada uma em sua época te conquistas em vários âmbitos que fizeram o nosso conservatório se tornar o que é hoje. Posso citar algumas que para mim são importantes: a construção da sede nova; criação do anexo de Bocaiúva; aumento do número de cursos disponibilizados à comunidade; aquisição do piano de cauda e outros instrumentos, construção da sala de bateria e agora a reforma do tão sonhado bloco que está interditado desde 2014. Quantos cursos atualmente? Ofertamos cursos na educação musical: musicalização – para crianças de 6 a 10 anos; curso de canto, instrumento (acordeon, bateria, cavaquinho, contrabaixo acústico, contrabaixo elétrico, clarinete, flauta doce, flauta transversa, guitarra, piano, saxofone, teclado, trompete, viola caipira, viola de orquestra, violão, violino, violoncelo e ukulelê). Há também opções na área técnica: canto, design de interiores e em instrumento (clarinete, flauta doce, flauta transversa, piano, saxofone, teclado, trompete, violão, violino, violoncelo). Qual a importância do Celf para a cultura de Montes Claros e região? Além de ser um difusor da cultura montes-clarense e regional, o Conservatório é um descobridor e incentivador de talentos, pois sabemos que a região é um celeiro de arte e de cultura. E o Conservatório trabalha as potencialidades, transforma vidas, favorece processos criativos e inventivos através dessas artes, abre a mente e corações para o novo, explora o conhecido e permite outras descobertas e releituras do mundo em que vivemos. Na realidade esse é o verdadeiro papel de uma escola de arte, potencializar o que temos de melhor. “Você criar uma escola de música em uma cidade aonde não havia perspectiva alguma, para mim isso é uma grande conquista” – Sandra Soares dos Santos, diretora do celf
FAZEDORES DE CULTURA – Artistas de Montes Claros se unem por políticas públicas

““Se de um lado ajudamos os movimentos no fortalecimento de sua identidade cultural, de outro estamos aprendendo a nos mobilizar, a nos engajar, a nos organizarmos melhor” – Reprodução/MST Articulação, iniciada com a Lei Aldir Blanc, despertou a necessidade de lutar para construir outro cenário no município Por Larissa Costa| Brasil de Fato MG | “Somos um coletivo em construção, um agrupamento de trabalhadores e trabalhadoras da música, do teatro, da literatura, da poesia, do audiovisual, da fotografia, da dança, além de professores, artesãs, grafiteiros, tatuadores, produtoras culturais, rappers… Enfim, somos fazedores de cultura que não abrem mão da luta por justiça social”. É assim que o escritor Mércio Antunes descreve a articulação inédita do setor cultural de Montes Claros, cidade do Norte de Minas Gerais. Pós-pandemia vai exigir do setor cultural muita luta A experiência, que surge em 2020 no auge das medidas de isolamento impostas pela pandemia de covid-19, tem se consolidado na cidade como uma estratégia coletiva que envolve a resistência do setor artístico e o fortalecimento da identidade cultural de movimentos e coletivos da cidade. O que no início era uma articulação específica para a execução da Lei Aldir Blanc – aprovada em junho do ano passado e que financiou ações emergenciais para cultura -, hoje é uma iniciativa de luta por uma política cultural no município. “O chamado pós-pandemia vai exigir de nós muita luta. Quem faz cultura e não sabe lutar por emancipação popular, vai ter que aprender”, afirma Mércio. “A perspectiva futura não é otimista, pelo menos enquanto estivermos sob a égide de governos bolsonaristas ou de mentalidade bolsonarista. E desse modo, não adianta a classe cultural achar que, com a liberação dos protocolos sanitários, a movimentação cultural será facilitada. Não vai”, avalia. Lei Aldir Blanc teve impacto potencializador da classe artística Para ele, enfrentar o desmanche da cultura promovido pelo governo federal exige a organização popular e a integração entre o setor artístico e os movimentos populares. E em Montes Claros, o grupo Fazedores de Cultura tem assumido ações em parceria com o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), com o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com o Levante Popular da Juventude. “Se de um lado ajudamos os movimentos no fortalecimento de sua identidade cultural, de outro estamos aprendendo a nos mobilizar, a nos engajar, a nos organizarmos melhor, fazendo da solidariedade um potente instrumento de luta”, aponta. História Tainá Bulhões, que é produtora cultural de Montes Claros, explica que a articulação dos Fazedores de Cultura surge no processo de luta pela aprovação da Lei Aldir Blanc e frente à realidade de inexistência do Conselho Municipal de Cultura ou de outro espaço que representasse o setor cultural na cidade. A necessidade, segundo ela, era de reunir o máximo de trabalhadores, das mais diferentes linguagens artísticas e culturais, para a busca de informações sobre o recurso e de trâmites burocráticos exigidos pelo governo federal. “Achamos que era importante a gente estar ciente, de forma ativa e participativa no processo de execução dessa lei, porque esse recurso estava vindo para socorrer a classe cultural e ninguém melhor do que nós para indicar a melhor forma de aplicá-lo, de modo que fosse democraticamente distribuído”, relata. No entanto, Tainá afirma que a iniciativa levou os artistas a um entendimento muito mais amplo sobre legislação municipal de cultura e sobre outras possibilidades de políticas públicas, além de ter como consequência uma reflexão sobre a ausência de uma política efetiva desenvolvida pelo município para o setor. “Hoje a gente busca a ativação do nosso Conselho Municipal de Cultura, a confecção e atualização constante de planos municipais de cultura e a realização de conferências. A proposta é manter a articulação e ampliar para que a gente consiga construir um novo cenário de políticas públicas e de fomento à cultura de Montes Claros”, aponta. A Lei Aldir Blanc, apesar dos impasses dos estados em sua execução – a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), por exemplo, muito por causa de seu sucateamento, atrasou pagamentos e teve dificuldades com as burocracias -, foi extremamente necessária e essencial, na opinião de Tainá. Os prazos curtos e a ausência de gestores capacitados foram algumas dificuldades sentidas na pele pelos artistas. Na mesma linha, a compositora e cantora Carol Boaventura acredita que o processo de articulação do setor cultural tem sido fundamental, desde o início da pandemia. Ela relembra festivais online e ações de distribuição de cestas básicas e kits de higiene pessoal para profissionais da cultura. A Lei Aldir Blanc apareceu como um respiro em meio ao sufoco, além de se mostrar como uma possibilidade concreta de organização popular. “A lei fez com que muitos artistas entendessem mais sobre os seus direitos, sobre as carências que a gente vive na cidade de Montes Claros em relação à falta de fomento à cultura. Eu diria que foi um impacto potencializador para a realização de projetos dentro da classe artística. Um passo importante a ser dado”, aponta Edição: Elis Almeida
Gasolina chega a R$ 6,54 em Montes Claros e provoca corre-corre por combustível

A gasolina chegou a R$ 6,54 desde ontem (11), em Montes Claros, em novo aumento que assustou os consumidores, depois que a Petrobrás anunciou aumento de R$ 0,20 no litro. O empresário Gustavo Xavier explica que na sexta-feira ocorreu uma correria, com os consumidores procurando abastecer o veículo, para fugir do aumento. O preço médio na cidade ficou em R$ 6,49. Para aliviar a situação dos consumidores, os postos de uma rede dividiu o aumento em duas parcelas de R$ 0,10 cada. A primeira no sábado e com isso, a gasolina ficou em R$ 6,44. Os outros R$ 0,10 deverão ser acrescidos a partir de segunda. Os donos de postos reclamam que o setor está sendo impactado pelo continuo aumento dos preços e o consequente sumiço dos consumidores. Isso pode ser evidenciado na semana passada, quando um dos postos da área central ficou sem gasolina e criou um clima de risco de colapso do combustível na cidade. Porém depois ficou constatado que ocorreu uma falha de planejamento. Outros dois postos da cidade suspenderam a sua atividade. Na área central o antigo Posto Barreto fechou. Ele estaca arrendado para a rede Cunha e o valor mensal de R$ 20 mil inviabilizou a atividade, com a queda da margem de lucro. O posto barral, no major Prates, foi vendido para abrigar uma rede de supermercado. O empresário Gideon Durães, diretor regional do Sindicato dos Postos, afirma que nesse setor a situação é muito dinâmica e sofre as consequências da lei de mercado Fonte: Jornal Gazeta
Professor montes-clarense, Jonatas Braga, ganha R$100 mil no ‘Domingão com Huck’

Dessert. A palavra da língua inglesa, que significa “sobremesa”, foi a primeira barreira para o prêmio de R$1 milhão que o professor Jonatas Braga poderia alcançar no quadro ‘Quem quer ser um milionário’, do Domingão com Huck, no último dia 10. Com a ajuda da plateia do Domingão, o participante conseguiu avançar no jogo, e chegou à marca de R$100 mil. * Por Vanessa Araújo Aos 29 anos, Jonatas Braga já acumula mais de uma década de experiência como professor. A paixão pela educação começou ainda durante o período escolar, e só aumentou ao longo do tempo. A participação em um cursinho popular, que o ajudou a conseguir aprovação no vestibular da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, despertou nele um objetivo: ajudar outros jovens, principalmente os mais carentes, a entrarem na universidade. Clique para assistir o programa https://globoplay.globo.com/v/9935579/ “A educação transformou a minha vida, e é através dela que quero ajudar a transformar a vida de outras pessoas”, afirma ele, que se inscreveu no ‘Quem quer ser um milionário’ por incentivo da namorada, Isadora Diniz. “O incentivo das pessoas que amamos é muito importante para que consigamos realizar nossos sonhos. É por isso que o apoio da família, dos amigos e alunos é tão importante pra mim. Receber o carinho de tantas pessoas, ver a galera na torcida por mim durante o programa, me deu ainda mais forças para continuar”, diz Jonatas. Uma das ajudas utilizadas pelo professor durante o programa foi a ligação para um amigo. O escolhido foi o cunhado, Vitorio, que respondeu corretamente o ano em que o ídolo da Fórmula 1 Ayrton Senna conquistou o primeiro título mundial. A última pergunta, no entanto, sobre os novos bondes de Santa Teresa, acabou encerrando a participação de Jonatas no programa. “Foi um momento muito tenso. Eu não conheço os bondes, apesar de serem uma atração turística do Rio de Janeiro, e infelizmente não tinha como pedir nenhuma ajuda”, lamenta. Durante o programa, mais de mil seguidores chegaram no instagram do professor, que também mantém um canal no YouTube, onde oferece conteúdo gratuito sobre filosofia e sociologia, com aulas ao vivo semanalmente, aos sábados. Além disso, Jonatas Braga também mantém um site, o Ágora, onde oferece cursos que auxiliam o aluno, por meio das reflexões filosóficas, a desenvolver o pensamento crítico, aprimorando, assim, sua clareza e racionalidade sobre diversas situações do dia a dia. * Jornalista
Uber – Lady Driver: de mulher para mulher chega a MOC

Lady Driver é um aplicativo de transporte criado por uma mulher para uso exclusivo de mulheres. Isso significa que apenas mulheres podem se cadastrar como motoristas e/ou solicitar uma corrida como passageira MAIS SEGURANÇA – Pesquisa revela que 97% das mulheres já passaram por alguma situação de assédio no transporte por aplicativo, o que fortalece a oferta do serviço por motoristas do sexo feminino Montes Claros conta com um novo serviço de transporte de passageiros: o Lady Driver. O aplicativo é voltado exclusivamente para o público feminino, tanto na direção como no banco de passageiro. De acordo com Letícia Lauton, uma das embaixadoras do Lady Driver em Montes Claros, o cadastro para trabalhar no app já pode ser feito. “Tanto motoristas quanto passageiras já podem baixar o aplicativo. Já temos um número expressivo de mulheres cadastradas em Montes Claros, mas o momento é de cadastro para as motoristas”, explica. Em breve, o aplicativo será liberado para o cadastro das passageiras. A expectativa é a de que o serviço comece a ser prestado em dezembro. Uma pesquisa de mercado está sendo feito pela empresa para elaboração da tarifa. “Um dos quesitos que temos observado ao entrevistar mulheres que já são motoristas profissionais e que dirigem por outro aplicativo de transporte é a questão de serem tarifadas a partir do deslocamento e não do embarque da passageira”, afirma Letícia. Isso será um diferencial do Lady Driver. “Haverá também a possibilidade de fazer saques e receber o valor no mesmo dia”, explica Letícia. CRITÉRIOS Para ser motorista no app, é preciso ser habilitada, ter na carteira de habilitação o EAR (Exerce Atividade Remunerada) e o carro não pode ter mais de oito anos de uso. A proposta da empresa Lady Driver, responsável pelo aplicativo, é de atender ao universo feminino que, muitas vezes, já passou por situações inconvenientes ao usar outros apps de transporte, além de ser o único que gera independência financeira para a motorista com total segurança. O serviço foi criado em 2017 por Gabryella Corrêa, hoje CEO da plataforma. A ideia surgiu de uma experiência desagradável que a executiva teve em uma viagem convencional. ASSÉDIO Segundo pesquisa conjunta do Instituto Locomotiva e do Instituto Patrícia Galvão, realizada em 2019, 97% das mulheres já passaram por alguma situação de assédio no transporte por aplicativo. Outra estatística: 69% das motoristas mulheres já afirmaram ter recusado corridas de aplicativos por se sentirem inseguras. Disposta a fazer algo diferente, Gabryella lançou o app, atitude que inspirou as empresárias Letícia Lauton e Renata Bicalho a investirem e trazerem esta novidade para Montes Claros. Elas sabem que as mulheres se sentem mais seguras fazendo viagens por aplicativos com motoristas do mesmo sexo. Cidade feminina Um dos fatores preponderantes para a chegada da Lady Driver a Montes Claros é que, segundo o IBGE, quase 52% da população da cidade é feminina. “A base do relacionamento entre nossas motoristas e passageiras é o grande diferencial. Nosso objetivo é proporcionar independência financeira feminina e, ao mesmo tempo, gerar confiança e acolhimento para todas as mulheres. Apostamos no empreendedorismo feminino, no empoderamento e na união das mulheres pelo bem comum”, destacam as embaixadoras do Lady Drive em Montes Claros, Renata Bicalho e Letícia Lauton. O contato da Central de Cadastro de Motoristas é o WhatsApp: (11) 98998-0166. Mais informações pelos telefones: (38) 99892-7738/ 99977-1107. ECN, com informação de Leonardo Queiroz – O Norte
Estudo de Montes Claros serve de base em negócios internacionais

Pesquisa: Estudo da Unimontes subsidia medida do Governo sobre direito antidumping nas importações de magnésio da China O Governo brasileiro prorrogou a aplicação do direito antidumping às importações brasileiras do magnésio metálico originárias da China por mais cinco anos. Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) serviu de base para a decisão governamental. O dumping caracteriza-se pela venda de um bem ao exterior por um valor abaixo do valor de venda em seu mercado de origem em iguais condições. O grupo de pesquisa da Unimontes elaborou o “ Relatório Técnico O Mercado internacional de Matérias-Primas Minerais Críticas, como o Magnésio, e o impacto da China”, a pedido do Grupo Rima, que tem unidade industrial de magnésio em Bocaiuva, no Norte de Minas, a 47 km de Montes Claros. O relatório técnico foi um dos documentos que sustentou a petição do Grupo Rima encaminhado à Subsecretaria de Defesa Comercial e Interesse Público (SDCOM), da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, do Ministério da Economia. A petição foi julgada procedente por meio resolução do Comitê executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior/Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União, prorrogando a aplicação do direito antidumping às importações brasileiras de magnésio metálico oriundas da China. A equipe responsável pelo estudo contou com a participação dos professores Geraldo Antônio dos Reis e Diogo Albuquerque, vinculados ao Departamento de Ciências Econômicas, Marcos Esdras Leite e Luiz Andrei Pereira, vinculados ao Departamento de Geociências e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Geografia (PPGEO) e do Economista Aleff Ferreira, egresso do Curso de Ciências Econômicas da Unimontes e mestrando em Economia no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo foi viabilizado a partir de uma parceria entre o Grupo Rima e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior do Norte de Minas (Fadenor). O trabalho contou ainda com a atuação advogado Gilvan Brogini (especialista em direito internacional) como consultor externo. O direito antidumping definitivo aplicado corresponde a uma sobretaxa, justificada pela comprovação da continuidade da prática de dumping nas exportações de magnésio metálico, da China para o Brasil. O objetivo é evitar prejuízos à indústria nacional. A medida antidumping no setor começou a ser adotada pelo Governo brasileiro em dezembro de 2019, também atendendo a pedido formulado pelo Grupo Rima, que teve como subsídio estudo da Unimontes. Conforme o professor Geraldo Reis, o Relatório Técnico “O Mercado internacional de Matérias-Primas Minerais Críticas, como o Magnésio, e o impacto da China” envolveu análise profunda do mercado mundial de commodities minerais críticas. Ele destaca que a questão avaliada em primeiro lugar é a segurança do suprimento de minerais, que tem ocupado a atenção das nações desenvolvidas, sobretudo Estados Unidos e os países da União Européia. “Se, por um lado, a acelerada inovação tecnológica combinada à elevação sem precedentes dos níveis de bem-estar da população impulsiona a demanda por minerais, por outro, o nacionalismo de recursos que está na origem dos conflitos comerciais internacionais, pode comprometer tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a transição para um padrão produtivo de baixo carbono”, afirma o professor da Unimontes. “O nacionalismo de recursos implica que critérios de mercado são substituídos por objetivos políticos na condução da extração, beneficiamento e comercialização de commodities minerais. A China constitui um caso extremo de nacionalismo de recursos. Mesmo após a política de reformas e os compromissos assumidos com a sua entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC), o país continua a submeter o setor mineral ao controle quase absoluto do Estado”, relata Geraldo Reis. Em segundo lugar, informa o professor e economista, “o Relatório técnico mostrou que dois dos produtos produzidos pelo Grupo Rima, magnésio e silício metálico, estão listados entre as matérias-primas minerais críticas pelo Governo dos Estados Unidos e pela União Europeia (dentre outras, como o estanho, gálio, Germânio, Grafite, Lítio, Nióbio, Metais do Grupo da Platina, Terras Raras, titânio e tungstênio), em virtude da importância econômica e dos riscos ao fornecimento – principalmente por causa da dependência em relação à China, que tem concentrado parcela crescente da produção destas matérias-primas”. Em terceiro lugar, explica, tendo em vista os precedentes dos EUA e da União Europeia, o relatório apresentou, de forma inédita, uma proposta de metodologia para avaliar o nível de criticidade dos minerais para o Brasil. “Os resultados obtidos indicam que, apesar do Brasil possuir capacidade instalada para suprir as necessidades domésticas, o magnésio é uma matéria-prima crítica para a economia brasileira, com nível de criticidade de 0,62. Infelizmente, o referido índice reflete uma ambiguidade: o fato do magnésio contar com produção nacional e, ainda, se situar como mineral crítico, em decorrência das facilidades encontradas pelos produtores estrangeiros para vender o produto no mercado brasileiro praticando preços aviltantes”. Geraldo Reis lembra ainda que os preços praticados no mercado nacional que são condicionados pelo preço chinês mais a sobretaxa antidumping atualmente em vigor no Brasil, são, inclusive, inferiores aos praticados nas exportações para os Estados Unidos. “Vale reiterar que, se a agressiva estratégia chinesa provocar o fechamento das plantas dos competidores remanescentes no exterior – como o Brasil – há sérios riscos do magnésio se tornar tão crítico quanto as terras raras, enfrentando, no futuro, intensas oscilações no preço e ameaças de suprimento do mineral. Existe, ainda, o risco de o país perder a oportunidade de continuar desenvolvendo tecnologias eficientes e limpas na produção e aplicação de um mineral estratégico, cujo uso tem se propagado por diversificados segmentos da indústria”. Produto estratégico para a indústria química O magnésio é um produto estratégico para o atendimento de demandas das indústrias químicas, metalúrgicas, eletroeletrônicas (computadores e celulares), aeroespaciais, bélicas, automotivas, dentre outras. O mineral atende os setores de ponta, que utilizam insumos e processos avançados na produção de produtos de elevado conteúdo tecnológico, em diversas cadeias produtivas com grande agregação de valor para a economia nacional. Desta forma, o magnésio tornou-se um produto estratégico, que de forma gradativa vem substituindo o alumínio
Montes Claros inicia vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades

A Prefeitura de Montes Claros ampliou a faixa etária do público que pode receber a vacina contra Covid-19 e a partir desta quinta-feira (07/10), jovens de 12 a 17 anos, com ou sem comorbidades. A Prefeitura esclarece algumas dúvidas surgiram: 1. Quais são os documentos obrigatórios no ato da vacinação? É necessário apresentar documento com foto ou certidão de nascimento original, cartão SUS e comprovante de endereço em nome do responsável legal pelo adolescente. 2. Onde faço meu cartão SUS? Em uma unidade de saúde mais próxima da sua residência! Necessário levar identidade e comprovante de residência para o cadastro. 3. É obrigatória a presença dos pais na vacinação? Não, o adolescente poderá comparecer sozinho, desde que esteja com os documentos completos. Mas, os pais que queiram acompanhar seus filhos serão mais que bem-vindos também! 4. Qual a vacina disponível para a faixa etária? Até o presente momento, a vacina autorizada pela Anvisa para vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos é a Pfizer. 5. Quais os locais de vacinação? Todas as salas de vacina do Munícipio! O Walk-thru da Praça de Esportes e unidades de saúde com funcionamento de segunda a sexta-feira de 8h às 15h, salas de vacina do Montes Claros Shopping e Shopping Ibituruna com funcionamento todos os dias da semana (incluindo sábado e domingo) de 10h às 20h e o Drive-thru do Montes Claros Shopping com funcionamento de 10h às 21h. O cartão de vacina é um documento muito importante. Se você tiver o seu, lembre-se de levá-lo! Para mais informações acesse nossas mídias oficiais no Instagram: @saude_moc e @prefeituramontesclaros
Pista de caminhada Caminhos da Cé já completou mais de três quilômetros da obra

Depois de concluir o primeiro trecho da pista de caminhada Caminhos da Cé, às margens da linha férrea no bairro São Judas, a Prefeitura de Montes Claros avança na construção do seu segundo trecho. Já foram completados mais de três quilômetros da obra, e a implantação das luminárias para melhorar a segurança da via está avançando. O segundo trecho vai da Nossa Senhora de Fátima até a Ponte Branca, na Vila Telma. A ampliação da pista de caminhada fará com que o espaço, que vinha sendo utilizado, já há muito tempo, para o descarte irregular de entulho e lixo, sirva de fato à população, oferecendo um local adequado para a prática de atividades físicas e promoção da saúde. Além dos moradores do São Judas, serão beneficiados aqueles que residem nos bairros Maria Cândida, José Carlos de Lina, Santo Inácio e Vila Telma. Caminhos da Cé Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros do dia 29/06, os vereadores aprovaram um projeto de lei de autoria do presidente da Casa, vereador Cláudio Rodrigues, o Claudinmho da Prefeitura, dando nome de ‘Caminhos da Cé’ à pista de caminhada construída às margens da linha férrea, no bairro São Judas. A LEI 5.347, denominando a pista de caminhada Caminhos da Cé foi sancionada pelo Prefeito Humberto Souto no dia 01/06/2021. A denominação é uma homenagem póstuma à Celecina Rodrigues Madureira, Dona Cé, professora efetiva da Rede Municipal de Ensino e integrante do Programa Trilha da Leitura, realizado pela Prefeitura Municipal de Montes Claros. “É uma justa homenagem a essa militante ativa na Igreja católica e exemplo de luta nas pastorais sociais e comunidades eclesiais de base. Dona Cé esteve presente em todos os atos e marchas por lutas de direitos, deixando seu legado, sua força e sua história”, explica Cláudio Rodrigues, estendendo a homenagem ao ex-vereador Eduardo Madureira e à professora Jaqueline Madureira, filhos da Dona Cé. Celecina Rodrigues Madureira nasceu em 30/06/1952 e faleceu em 02/02/2020, e residiu no bairro Santo Inácio durante 35 anos. Foi casada com José Décio, com quem teve 5 filhos: Jacqueline, Heli Carlos, Eduardo, Júnior e Fernando; e 4 netos: Julia, Carlos Daniel, João e Maria Fernanda. Com informação da Ascom/Prefeitura de Montes Claros e da Ascom/Câmara Municipal de Montes Claros
Vereador quer reduzir custo da Medalha de Ouro Ivan José Lopes – Por Waldo Ferreira

A Câmara Municipal analisa projeto de lei do vereador Rodrigo Cadeirante que propõe reduzir o custo aos cofres públicos da Medalha de Ouro concedida anualmente a personalidades que se destacam por serviços prestados a Montes Claros. Ao invés de ouro maciço, como é atualmente e que eleva o valor da comenda para algo entre R$ 20 mil a R$ 40 mil, o parlamentar sugere que a peça seja apenas banhada, o que reduziria seu custo para no máximo R$ 400. “Considero justa a homenagem e apoio o reconhecimento a essas pessoas que tão bem fazem à nossa cidade. Mas, questiono o valor, que é bancado pela população”, argumentou Rodrigo. Ele observa que o homenageado não está preocupado com o fato de a medalha ser de ouro, mas sim fica orgulhoso e envaidecido pelo reconhecimento ao seu trabalho. “Minha proposta é tão somente retirar o ouro da medalha, mas ela jamais perderá o brilho, nem ela nem o homenageado”, reiterou. Dessa forma, segundo Rodrigo Cadeirante, seu recebimento tem caráter simbólico, se constituindo numa honraria de valor sentimental e inestimável. Citou a si próprio como exemplo, lembrando sua satisfação de já ter sido agraciado com a medalha de melhor vereador de Minas Gerais, que não tem valor monetário. A Medalha de ouro de Montes Claros é a maior comenda do legislativo. É proposta pela Mesa Diretora e entregue ao homenageado em solenidade realizada em 3 de julho, aniversário da cidade. Quando foi criada a comenda levava o nome de Medalha de Honra de Montes Claros, mudando posteriormente para Medalha de Ouro Ivan José Lopes, em homenagem póstuma ao médico e vereador que por duas vezes presidiu o Legislativo. Jornalista e colaborador do ECN
Fenics começa hoje (5) em versão on-line, pelo segundo ano consecutivo

A Feira Nacional da Indústria Comércio e de Serviços – FENICS – tem início hoje, com o tema “Conecta as potencialidades de nossa região!”. A feira possui mais de duas décadas de credibilidade, fortalece marcas e lança empreendimentos de áreas diversas. Com 26 edições ininterruptas, desde 2020, em razão da pandemia, a ACI ousou na versão digital. Até quinta-feira, 7 de outubro, espera-se um grande número de visitantes no site fenics.com.br. A Fenics é uma feira de negócios, realizada anualmente pela Associação Comercial, Industrial e Serviços de Montes Claros, e com co-realização da FIEMG. “A FENICS traz o propósito de conectar potencialidades da região norte-mineira a várias partes do mundo, a fim de viabilizar oportunidades de crescimento proporcionadas pelo digital. A feira virtual terá ainda conteúdo especialmente para o empresariado, promovendo o desenvolvimento de segmentos, como o de energia renovável, comércio e varejo, organizações de fomento, tecnologia, prestação de serviços etc.”, explica Leonardo Vasconcelos, presidente da ACI. A abertura será no site fenics.com.br, a partir das 17h, com a participação de lideranças como o governador de Minas Gerais e parceiros. “Este ano, a segunda edição on-line da FENICS trouxe um desafio a mais: conectar todo o Norte de Minas com o mesmo propósito, o desenvolvimento socioeconômico regional”, destaca Adauto Marques, vice-presidente da Fiemg – regional Norte. Na programação do site da FENICS, após a solenidade de abertura, às 17h45, os parceiros vão apresentar linhas de crédito diferenciadas para os empresários. Com mini-palestras de 15 minutos, na sequência: “Oportunidades de crédito do Banco do Nordeste ao empreendedorismo do Norte de Minas Gerais”, com Wesley Maciel; “Soluções de consórcio para energia renovável”, com Bruno Lessa, do BB Consórcios; “Conhecendo o Sistema FAEMG, com Dirceu Martins, Luiz Ronilson Araújo, Sérgio Coelho e Márcio Luiz Silva; “FAEMG Digital”, com Adriano Cunha; “Projetos e Estratégias para o Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais”, com Nilson Borges; “Educação como ferramenta para transformação da sociedade”, pelo Colégio Adventista. Para fechar o primeiro dia, com o apoio do SEBRAE, Eduardo Shinyashiki, palestrante internacional, mentor, escritor, consultor organizacional, especialista em comunicação verbal e não verbal e no desenvolvimento das competências socioemocionais e de liderança, falará sobre “Motivação que gera resultados”, às 19h30, cujas inscrições devem ser feitas somente pelo www.sympla.com.br/fenics-2021. “Conecta Conhecimento” é o destaque do segundo dia de feira A programação está bem robusta: na quarta-feira acontece o “Conecta Conhecimento”, uma iniciativa com o apoio da FUNDETEC. As palestras ocorrerão durante toda a feira, a fim de abranger a diversos segmentos, visto que a FENICS é multissetorial. O “Fala Município”, com o apoio da AMAMS, também tem o objetivo de conectar os gestores a autarquias de caráter federal e estadual. Com uma agenda exclusiva, cada cidade participante poderá resolver gargalos que antes não poderiam, pela falta de acesso a essas empresas. Elas são Governo do Estado; Idene; Secretaria de Desenvolvimento Econômico; Secretaria de Educação; Secretaria de Meio Ambiente; Secretaria de Turismo; Secretaria de Saúde; Cemig; Copasa; Funasa; Ministério Desenvolvimento Regional; Caixa Econômica Federal; Banco do Nordeste; e Banco do Brasil. Para fechar o segundo dia, a 26ª FENICS traz a palestra “Ferramentas de Vendas para E-commerce”, às 19h30, com Niury Martins, especialista indicado pelo SEBRAE. As inscrições desta palestra devem ser feitas pelo Sympla. ‘II Webnar de Energia Fotovoltaica’ será realizado na quinta-feira Na quinta-feira, o II Webnar de Energia Fotovoltaica, com o apoio da ADENOR, é outro diferencial, pois ajuda a levantar uma bandeira de suma importância para a economia local, a energia fotovoltaica. A discussão deste tema terá um dia especial, a quinta, envolvendo profissionais que estão de ponta a ponta na cadeia da geração distribuída. A abordagem vai desde a legislação, as oportunidades de negócios, os gargalos, até as inovações e vantagens da energia solar. Na versão on-line, além dos estandes virtuais, um ambiente de Marketplace terá a venda de produtos variados. A 26ª FENICS também terá podcasts de empresários e diretores na Rádio ACI; e o espaço “Moc é o lugar”, a fim de promover as potencialidades de Montes Claros.