Justiça manda Copasa pagar R$ 9,3 milhões à prefeitura de Montes Claros

A Copasa terá de pagar aproximadamente R$14 milhões de Imposto Sobre Serviços à Prefeitura de Montes Claros, conforme decisão da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, de 16 de abril 2019 e publicada agora, ao analisar recurso movido pela estatal mineira com pedido de imunidade tributária. O valor real da ação é de R$9,3 milhões e, corrigido, chega aos R$14 milhões. O curioso é que no mês passado a Copasa aproveitou uma audiência pública para cobrar uma dívida de R$900 mil da Prefeitura, por contas atrasadas de água. O pagamento foi realizado imediatamente. Agora, Montes Claros está executando a divida de R$14 milhões. O desembargador Belizário Lacerda, em seu parecer, salienta que a Carta Magna estendeu a imunidade recíproca às autarquias e fundações mantidas pelo Poder Público, no que concerne aos respectivos patrimônios, e excluiu, expressamente, as prestadoras de serviço público, como as sociedades de economia mista. “Vale lembrar, por oportuno, que a imunidade tributária é regra constitucional de exceção e que deve ser interpretada de forma restritiva. Com efeito, por opção do legislador, as empresas públicas e sociedades de economia mista – tal como a ora apelante – ficaram excluídas da mencionada imunidade recíproca, ou seja, delas não se beneficiam”. Ele alega que a imunidade tributária não beneficia os prestadores de serviços públicos e que a Copasa é uma sociedade de economia mista e estaria fora do alcance da imunidade por explorar atividade econômica, remunerada pelo consumidor, que paga preço ou tarifa pelo uso. O GAZETA solicitou informações à Copasa sobre o assunto, pelo qual a estatal esclarece que não foi formalmente intimada sobre medidas e valores adotados pelo município de Montes Claros destinados à execução da decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e adotará as medidas judiciais cabíveis ao caso. No ano passado, a Copasa pagou R$34 milhões à Prefeitura de Montes Claros, pela prorrogação por 30 anos da concessão de água e esgoto, e ainda terá que pagar mais R$26 milhões. Outra polêmica é de que o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente está cobrando R$65 milhões da empresa estatal, pelo uso das águas do Parque Estadual da Lapa Grande para abastecer a população nos últimos 13 anos. A alegação é de que a Copasa deveria repassar R$5 milhões por ano para manter o parque, pela compensação do uso da água. Via Jornal Gazeta
Montes Claros credencia artistas para eventos da Secretaria de Cultura

A Prefeitura de Montes Claros está realizando um processo de chamamento público com o objeto de credenciar, para eventual e futura contratação, artistas para apresentações em eventos promovidos pela Secretaria Municipal de Cultura. Poderão se credenciar artistas, bandas, grupos musicais, teatrais, artistas gráficos, artistas plásticos, circenses, artistas de rua, grupos de cultura tradicional, grupos parafolclóricos, facilitadores e palestrantes de renome local e regional. Os interessados deverão comparecer no dia 15 de julho, às 15 horas, à sala da Comissão Permanente de Licitações e Julgamento, na sede da Prefeitura, mas a documentação deverá ser apresentada no mesmo dia, até as 9 horas. O proponente deverá se inscrever para apenas uma das cinco faixas de remuneração, que variam entre R$ 500,00 e R$ 2.500,00. O artista ainda deverá comprovar experiência de um ano em apresentações e ser maior de 18 anos, ou menor emancipado. Os artistas serão credenciados pelo prazo de 12 meses, contados a partir da publicação do resultado do edital no Diário Oficial Eletrônico do Município, prazo que poderá ser prorrogado pela necessidade da Administração Pública. O edital do processo está disponível aqui Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Wi-Fi nas praças e parques – Prefeitura vai fornecer internet gratuita à população

A população de Montes Claros poderá, em breve, usufruir de internet de graça nos parques e em várias praças da cidade. O serviço será oferecido pela Prefeitura, através das secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Planejamento e Gestão. Os pontos de conexão entrarão em funcionamento nos próximos meses, como parte do programa Rede Verde, que disponibilizará sinal de Wi-Fi gratuito em diferentes regiões da cidade, para que o cidadão possa utilizar a internet a qualquer hora nos pontos, através de smartphones. O edital será publicado no Diário Oficial do Município nesta semana, ocasião em que o município comemora seus 162 anos de elevação à categoria de cidade. De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação (TI) da Prefeitura, Reinan Oliveira Brito, para utilizar o serviço será preciso fazer um cadastro com dados básicos. “A proposta é que seja disponibilizado gratuitamente aos usuários acesso à internet nas áreas verdes, e para isso a permissionária terá que assumir o compromisso de providenciar e manter alguns pré-requisitos mínimos: 512 kbps de download por usuário (para o número previsto de usuários simultâneos por localidade, em média, 150), podendo reconectar quantas vezes quiser, após o tempo limite de conexão definido em edital, sendo que, durante esse tempo para reconexão, serão exibidas propagandas definidas pela permissionária”, explicou Brito. Para o secretário de Planejamento e Gestão, Cláudio Rodrigues de Jesus, o objetivo do projeto é “garantir a inclusão digital da população, em todas as praças e parques da cidade, atendendo determinação do prefeito Humberto Souto, para que todos tenham acesso à internet nas áreas verdes”. Segundo o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, este programa tem como objetivo disponibilizar internet gratuita e de qualidade, além de encorajar a cidadania por meio da inclusão digital. “Esperamos que o Wi-Fi também seja a porta de comunicação da Prefeitura para propagar suas campanhas, compartilhar os resultados e divulgar todas as suas ações, que não são poucas. Esperamos ainda que a Internet livre venha fortalecer as ações de estímulo à cultura digital na cidade e promova uma ocupação cada vez maior dos nossos espaços públicos, não somente para a proteção, mas principalmente para a fiscalização de nossas áreas verdes, para que não sejam depredadas”, disse. Confira abaixo os endereços dos parques e praças que serão beneficiados, nesta primeira etapa: PARQUES 1) Parque da Sapucaia, no bairro Morada do Sol 2) Parque Milton Prates, no bairro Morada do Parque 3) Parque Cândido Canela, no bairro Canelas 4) Parque Sagarana, no bairro Ibituruna 5) Parque Professor Antônio Jorge (Mangues), no Conjunto Habitacional José Correa Machado 6) Parque Lagoa dos Portugueses, no bairro Belvedere 7) Parque Nilson Dias da Silva (Mangueiras), no bairro João Botelho PRAÇAS Praça Dr. Carlos Versiane (Centro) Praça Dr. Chaves (Centro) Praça João Batista (Vila Sion) Praça Rosa Mística (Jardim São Luís) Praça Vila Brasília (Vila Brasília) Praça Flamarion Vanderley (São José) Praça Joel Cardoso (Vila Oliveira) Praça Duque de Caxias (Santa Rita) Praça das Tilápias (Santa Rita II) Praça Padre Henrique Munhoz (Cintra) Praça Evangelista Batista (Major Prates) Praça Dr. João Alves (Dr. João Alves) Praça Madre Olímpia Lacerda (Delfino Magalhães) Praça Vanderley Fagundes (Todos os Santos) Praça Honorato Alves (Centro) Praça Apóstolo Santiago (Carmelo) Praça Beato Francisco Coll (Maracanã) Praça Altino Miranda (Esplanada) Lagoa Interlagos (Interlagos) Praça JK (JK) Praça Rodoviária (Rodoviária) Praça Rotary (Jardim São Luís) Praça Renascença (Renascença) Praça Seis de Janeiro (Santos Reis) Praça São Vicente de Paula (Santos Reis) Praça São José Operário (Eldorado) Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Reitoria da Unimontes segue agenda Zema e ataca professores

Fiel à lógica neoliberal do atual governo, reitor Antônio Alvimar compromete condições de trabalho e ameaça empregos dos designados O reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Antônio Alvimar, assinou portarias que impactam negativamente a atuação dos professores, como o aumento do número de aulas dos efetivos, que terão dobrada a carga horária didática necessária para a jornada estendida. A medida provocou reação imediata da Associação dos Docentes (Adunimontes). A avaliação é de que os professores designados perderão aulas já a partir do segundo semestre, quando os efeitos das portarias começarão a ser sentidos. Para o vice-presidente da entidade, Rafael Baioni, saem perdendo os efetivos, que continuarão recebendo o mesmo que no primeiro semestre; e os designados, que perderão o emprego. “Sem contar que os salários dos professores estão congelados há tempos”, lembra. Ao seguir determinação do governador Romeu Zema, cujo projeto de estado mínimo já impôs cortes de 30% no custeio e orçamento da Unimontes, o reitor está assumindo o ônus do desmonte dos programas de pós-graduação, essenciais na busca pela condição de excelência da instituição. Faz parte do pacote de achaque ao exercício da profissão na universidade o fim do transporte para os professores que lecionam nos campi localizados em outros municípios da região. “Nós não podemos aceitar medidas como essas, que exigem mais trabalho sem a devida compensação financeira, produzindo intensificação do trabalho docente e comprometendo a qualidade do ensino e a saúde dos trabalhadores da educação. E os designados? Para muitos será o fim de seus empregos e para todos os efetivos uma quebra do funcionamento democrático e autônomo da universidade”, diz a nota divulgada pela Associação. Os professores criticam a passividade da reitoria frente à agenda de cortes do governo Zema. “Pelo seu papel e sua importância regional, a Unimontes precisa de mais investimentos e não de cortes”, defende Baioni, para quem as medidas de enfraquecimento da instituição têm como objetivo final a privatização da universidade, que é pública e, portanto, de todos. Efeitos das portarias 090 e 093 assinadas pelo reitor 1. Ferem a Lei Estadual 15.463/2005, artigo 9-A ao permitir a vinculação de horas didáticas aos encargos da jornada estendida, procedimento absolutamente vedado no parágrafo 2: “as aulas atribuídas por exigência curricular não serão consideradas no cálculo percentual”; 2. Criam prerrogativa/privilégio especial para quem ocupa cargo de gestão ferindo o princípio da impessoalidade da administração pública e da isonomia. O próprio Regimento Geral da Unimontes em seu artigo 72, parágrafo 1º, define como conteúdo curricular atividades de ensino, pesquisa e extensão, portanto, excluindo a atividades de gestão que são regidas por outro dispositivo, a dedicação exclusiva (DE); 3. Condicionam a sua concessão ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, no entanto, ignora o fato de que os encargos da jornada não são criados, mas apenas assumidos e já previstos pelo orçamento; 4. Criam mais um dispositivo de avaliação a partir de um barema, conquanto a Lei Estadual 15.463/2005 prevê exclusivamente a avaliação de desempenho individual para esse fim. Além disso, os professores da pós-graduação já são avaliados regularmente pela CAPES; 5. Ignoram um conjunto enorme de atribuições específicas da pós-graduação – emissão de pareceres, participação em bancas, organização de eventos etc. – enquanto, simultaneamente, aumenta os encargos didáticos, na contramão do fomento à pesquisa; 6. No âmbito da graduação, dobram a carga horária didática necessária para a jornada estendida, fazendo com que os professores efetivos precisem trabalhar mais a partir do 2º. Semestre de 2019 para continuar recebendo o mesmo que recebiam no 1º. Semestre. Ou seja, implementa grande retrocesso trabalhista, tendo em vista que os salários dos professores estão há muito tempo congelados e, com isso, portanto, indiretamente diminuem; 7. Ainda no âmbito da graduação, a intensificação do trabalho dos professores efetivos acarretará na perda de emprego para grande contingente de professores designados.
Jardim para borboletas: homenagem a Marina Fernândez foi marcada pela emoção

A Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais, inaugurou uma escultura gigante de borboleta em homenagem à educadora Marina Helena Lorenzo Fernândez nesta terça-feira, dia 25, como parte do programa “Jardim para Borboletas”. A obra de arte, de cor vermelha, foi afixada na Praça da Igreja Nossa Senhora Rosa Mística, no bairro Jardim São Luiz, numa solenidade que atraiu centenas de pessoas e foi marcada pela emoção da homenageada e de seus familiares, bem como de autoridades e convidados. Integrantes do grupo Zabelê, professores e alunos do Conservatório Lorenzo Fernândez, fundado pela homenageada, embalados pela cantoria do servidor público aposentado e músico Wanderdaick, fizeram homenagens à professora que, emocionada, agradeceu a todos e se declarou “montes-clarense de coração”. Para ela, que nasceu no estado do Rio de Janeiro, a cidade de Montes Claros muito representa na sua vida, já que foi “onde consegui realizar sonhos e me tornar uma apaixonada pelo sertão”. A homenageada ainda recebeu flores do prefeito Humberto Souto e do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro. Tanto o promotor Paulo César Vicente quanto o presidente da Pastoral Carcerária, Dílson Marques, frisaram a importância do Programa Jardim para Borboletas que, inclusive, concorre ao Prêmio Anual do Conselho Nacional de Ministérios Públicos, cujos vencedores serão conhecidos em agosto deste ano. O neto do homenageada, o promotor Guilherme Fernândez, disse que o programa rompe com a barreira dos preconceitos, ao devolver dignidade a reeducandos e a moradores em situação de rua e lembrou a trajetória de vida de sua avó: “só temos a agradecer a homenagem e quero, de público, dizer o quanto adoro a minha avó Marina”. A diretora do Conservatório, Silvana Oliveira Rameta, falou em nome dos alunos, professores e demais funcionários do estabelecimento. Disse que todos estão honrados pela homenagem e citou o orgulho de poder conduzir os trabalhos da instituição que “muito fez e continua agindo em prol da cultura regional e nacional”. O secretário Paulo Ribeiro aproveitou a solenidade para frisar a importância da homenageada para o desenvolvimento cultural do Norte de Minas. Disse que Marina Fernândez propagou, com eficiência, a cidade e a região em todo o país e no exterior “com magnitude, educação e elegância”. Paulo citou as diversas qualidades da educadora e sua importância para a região, como uma das mulheres mais destemidas e que se destaca até hoje em meio à sociedade. O prefeito Humberto Souto disse que a homenagem é mais que justa. “Dentre todas as qualidades já citadas, creio que nossa homenageada desta noite tem a humildade como marca de sua trajetória”, afirmou o prefeito, otimista com os resultados positivos alcançados pelo programa, que é vinculado ao projeto “Para Além das Prisões”.
Montes Claros inicia implantação de coleta de lixo na zona rural

A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Serviços Urbanos (SSU) e em parceria com o Consórcio de Desenvolvimento Ambiental do norte de Minas (CODANORTE), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) e a Associação de Moradores da comunidade rural de Tabuas, realizou na manhã desta terça-feira, 25, no auditório da Casa da Cidadania, um evento sobre sobre reciclagem de lixo na zona rural. A reunião contou com a participação de diversos representantes de comunidades rurais do município. De acordo com Vinicius Versiani, secretário municipal de Serviços Urbanos, a Prefeitura já iniciou, em caráter experimental, a coleta de lixo nos distritos e comunidades rurais de Montes Claros, atendendo, pela primeira vez na história da cidade, a uma reivindicação de décadas da população. O secretário falou também sobre o projeto “Para Colher, Basta Reciclar”, desenvolvido pela Associação de Moradores de Tabuas e financiado pelo FAMMA (Fundo Municipal do Meio Ambiente), que envolve a coleta, separação, acondicionamento e destinação final dos resíduos sólidos, bem como a conscientização da população dos distritos rurais sobre a importância do descarte adequado. Soraya Ottoni, coordenadora educacional ambiental do Codanorte, destacou durante a palestra que a instituição realiza diversas oficinas, debates e seminários para atender os 56 municípios que compõem o consórcio. “Esse programa mostra a fundamental importância da reciclagem, com o reaproveitamento e reutilização do que nós estamos descartando no lixo. A coleta seletiva é a melhor saída para um ambiente sustentável, com resultados positivos na vida da população”, reconhece. O trabalho de conscientização ambiental nas comunidades rurais de Montes Claros conta também com o apoio da Emater. Cleide Neves da Silva, extensionista da empresa, enfatiza que “os trabalhos e palestras são um despertar para que exista uma reversão com o objetivo de as comunidades voltarem a consumir produtos produzidos pelas próprias”. Para a presidente da Associação Comunitária de Tabuas, Luiza Maria de Jesus Nunes, o “Para Colher, Basta Reciclar” preserva a natureza com geração de renda. “Mais de quatro mil toneladas de material reciclável já foram retiradas dos quintais e do entorno da Estrada da Produção. O material está sendo vendido para uma empresa de reciclagem para aquisição de pintinhos e mudas de plantas frutíferas, para ajudar a nossa comunidade”, conta. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Dom João Justino receberá o pálio das mãos do Papa Francisco

Na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Francisco preside à tradicional missa durante a qual entrega o pálio aos novos arcebispos metropolitanos. Dentre eles, o Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, Dom João Justino de Medeiros Silva. Além de Dom Justino, outros dois brasileiros serão contemplados com o símbolo de união dos pastores com o Pontífice: Dom Dario Campos, da Arquidiocese de Vitória (ES) e Dom João Inácio Muller, da Arquidiocese de Campinas (SP). A cerimônia será transmitida ao vivo, com comentários em português, a partir das 09h30 locais (04h30 no horário de Brasília). Após a celebração, o Pontífice conduz a oração mariana do Angelus aos meio-dia – sempre com transmissão ao vivo da Rádio Vaticano/Vatican News. Delegação ortodoxa: Outra tradição nesta Solenidade é a presença de uma delegação do Patriarcado ecumênico de Constantinopla. E desta vez não será diferente. Os ortodoxos serão guiados pelo Arcebispo Telmissos Job, representante do Patriarcado junto ao Conselho Mundial de Igrejas e co-presidente da Comissão mista internacional para o Diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. O Arcebispo Job estará acompanhado pelo Bispo de Melitene Maximos e pelo Diácono Bosphorios Mangafas. Eles chegarão a Roma na quinta-feira, 27. No dia seguinte, a delegação será recebida em audiência pelo Papa Francisco e manterá encontros com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. No sábado, eles assistem à solene celebração eucarística presidida pelo Santo Padre. A Santa Sé retribui a presença dos ortodoxos enviando, por sua vez, uma delegação a Istambul para a Festa de Santo André apostólico, padroeiro do Patriarcado, no dia 30 de novembro. Pálio: o que é, como é feito e para que serve. A cada ano o Papa entrega aos novos Arcebispos o pálio. A cerimônia de entrega realiza-se no dia 29 de junho, Festa de São Pedro e São Paulo. O Vatican News deseja explicar um pouco o significado desta importante vestimenta litúrgica. Por Padre Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano Esta entrega do pálio está ligada ao juramento de lealdade ao Papa e seus sucessores pelos metropolita. Tendo em vista esta celebração que se aproxima, é interessante saber o que significa a celebração e, principalmente o que significa esta vestimenta litúrgica chamada “Pálio”. Pálio O pálio – derivado do latim pallium, manto de lã – é uma vestimenta litúrgica usada na Igreja Católica, consistindo de uma faixa de pano de lã branca que é colocada sobre ombros dos Arcebispos. Este pano representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros, assim como fez Cristo com a ovelha perdida. Desta forma podemos dizer que o palio é o símbolo da missão pastoral do bispo. O pálio é também a prerrogativa dos arcebispos metropolitanos, como símbolo de jurisdição em comunhão com a Santa Sé. História Originalmente o pálio era o manto usado pelos filósofos e na arte paleocristã, eram pintados neste “manto” Jesus e os apóstolos . Esta prática foi posteriormente adotada também pela Igreja Cristã, com um uso semelhante ao do omoforion (uma tira de pano), muito mais larga que o pálio, atualmente usada pelos bispos ortodoxos e pelos bispos católicos orientais de rito bizantino. O pálio era originalmente uma única tira de pano enrolada nos ombros e caída no peito na altura do ombro esquerdo; nos primeiros séculos do cristianismo foi trazido por todos os bispos. Podemos ver nas iconografias que representam os primeiros bispos e santos, como Santo Ambrósio, Santo Atanásio, São João Crisóstomo, Santo Inácio de Antioquia, São Hilário e outros. O primeiro caso conhecido de imposição do pálio a um bispo remonta a 513, quando o Papa Simmaco concedeu o pálio a São Cesário, bispo de Arles. A partir do século IX reduziu-se ao formato atual de “Y”, com as duas extremidades descendo abaixo do pescoço até o meio do peito e nas costas e se tornando a marca registrada dos arcebispos metropolitanos que o obtiveram pelo papa. O Papa João Paulo II, por ocasião da noite de Natal de 1999, abertura do Jubileu de 2000, usava um omoforion com cruzes vermelhas. Confecção do pálio Dois cordeiros cuja lã é destinada, no ano anterior, são criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma. E desde 1644, são abençoados pelo Abade Geral dos Cônegos Lateranenses em Basílica, na Via Nomentana Complexo Monumental de Santa Inês, fora dos muros, no dia em que se faz memória da Santa, em 21 de janeiro. Depois são levados ao Papa no Palácio Apostólico. O pálio é tecido e costurado pelas freiras de clausura do convento romano de Santa Cecília em Trastevere. Os pálios são armazenados na Basílica de San Pietro, em Roma, aos pé do altar de confissão (altar central), muito próximo ao túmulo do Apóstolo Pedro. Como é pálio O pálio, em sua forma atual, é uma faixa estreita de tecido, com cerca de cinco centímetros de largura, tecida em lã branca, curvada no meio para poder repousar sobre os ombros acima da casula e com duas abas pretas penduradas na frente e atrás, de modo que – visto tanto na frente quanto atrás – a vestimenta lembra a letra “Y”. É decorado com seis cruzes negras de seda (que lembram as feridas de Cristo), uma em cada cauda e quatro na curvatura, e é cortado na frente e atrás, com três alfinetes de gema aciculada em forma de alfinete. Essas duas últimas características parecem ser uma lembrança dos momentos em que o pálio era um simples lenço duplo dobrado e pregado com um alfinete no ombro esquerdo. Piero Marini para o Papa Bento XVI restaurou o uso do longo e cruzado pálio no ombro esquerdo usado até o século IX, deixando inalterada a forma do pálio concedido aos arcebispos, com as duas abas penduradas no alto centro do peito e no meio das costas. Por ocasião da Missa de 29 de Junho de 2008 (Solenidade dos Santos Pedro e Paulo), o Papa voltou a usar um pálio em formato de “Y”, similar ao usado comumente pelos metropolitas, mas
Sônia Gomes é a nova presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil

Acontece de 20 a 23 de junho de 2019, em Cuiabá, Mato Grosso, o 7º Encontro Nacional do Laicato com o tema “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade: um novo olhar e um novo agir”. Na sexta-feira (21/06), houve a eleição para a nova diretoria do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Três representantes do Regional Leste II (Minas Gerais e Espírito Santo) do CNLB compõem agora a direção da entidade. São eles: Sônia Gomes de Oliveira, presidente; Luiz Everaldo, tesoureiro; e Adriano Massariol, titular no Conselho Fiscal. O CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL (CNLB), fundado em 1975 como Conselho Nacional de Leigos (CNL), é um organismo de articulação, organização e representação dos cristãos leigos e leigas, “que busca integrar os leigos e leigas dos movimentos, das pastorais, daqueles que vivem sua vida comunitária numa paróquia ou comunidade, e dos que vivem sua fé cristã inseridos nas atividades da sociedade” (Caderno do CNLB, nº 2) Ao longo da história, foi se estruturando em conselhos regionais, diocesanos e locais. O CNLB está presente em 17 regionais e conta com 18 organizações filiadas. Além de ser um organismo de comunhão com os demais organismos da Igreja, o CNLB tem por objetivo criar e apoiar mecanismos de formação e capacitação que ajudem o laicato a descobrir sua identidade, vocação, espiritualidade e missão, com vistas à construção de uma sociedade justa e fraterna, sinal do Reino de Deus. Sônia Nascida em 28 de abril de 1969 em Montes Claros, Norte de Minas Gerais, Sônia Gomes de Oliveira é filha de Maria Eva Gomes de Oliveira (Dona Tiú) e Sebastião Rodrigues de Oliveira, casal que teve seis filhos. É a caçula da família. Mora no Bairro Nossa Senhora de Fátima, Região do Grande Cintra, desde que nasceu. É formada em Assistência Social pelas Faculdades Santo Agostinho. Atua na Arquidiocese de Montes Claros pelo Projeto de Desenvolvimento Rural e Urbano (Proderur). * Com Viviane Carvalho – Ascom/Arquimoc
Prefeitura homenageia Marina Fernândez com jardim e escultura de borboleta

A Prefeitura de Montes Claros, através do programa Jardim para Borboletas, vinculado ao projeto Para Além das Prisões (uma parceria da Prefeitura com o Ministério Público – MP), irá homenagear nesta terça-feira, 25 de junho, a educadora Marina Helena Lorenzo Fernândez com uma escultura de borboleta, que será afixada na praça da Igreja Rosa Mística, no bairro São Luiz, e cercada por um jardim. O Jardim para Borboletas tem a finalidade de homenagear mulheres que são ou que foram influentes na nossa sociedade através da criação de esculturas de borboletas feitas de aço e sucata pelo artista Gu Ferreira (com o apoio de reeducandos do sistema penitenciário) e de jardins, que são cuidados por pessoas em situação de rua. A proposta do programa é homenagear 13 mulheres ainda este ano, destacando aquelas que possuem uma trajetória de vida de envolvimento com questões sociais, culturais, ambientais e educacionais. Até agora, já foram homenageadas a promotora Ana Heloísa Marcondes Silveira (Praça da Rodoviária), a enfermeira Antônia Colares, a popular “Tonha da Santa Casa” (avenida Deputado Esteves Rodrigues), e a doméstica Maria da Conceição Silva, a “Maria de Custodinha” (Trevo da Sion). Além de dona Marina Fernândez e da Irmã Veerle, outras 8 mulheres já foram escolhidas pela comissão de parceiros que coordena o projeto: Yvvone Silveira, Josefina Mendonça, Heloísa Sarmento, Dona Tirburtina, Zezé Colares, Yara Tupynambá, Dra. Príscila e Iara Souto. Quem é Marina Lorenzo Fernândez A Prof. Dona Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva é fundadora do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez e da Faculdade de Educação Artística (FACEART) – atual Departamento de Artes da UNIMONTES. À frente do Conservatório, com pulso forte e com ajuda das fundadoras, Dona Marina realizou trabalhos maravilhosos e de grande valor para cidade, incentivando a inovação e a motivação através da arte. Mulher dinâmica, à frente do seu tempo, vê perspectivas de mudanças no ser humano através das realizações artísticas. Após contribuir com o enriquecimento artístico-cultural da cidade e região, aposentou-se em 1987, indo fixar residência no Rio de Janeiro, para assim tomar conta do Conservatório Brasileiro de Música, fundado pelo seu pai, mas sem esquecer os laços artísticos e familiares com Montes Claros. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros A importância de Dona Marina em prol do desenvolvimento artístico de Montes Claros É da lavra do jornalista Felipe Gabrich a bela crônica sobre a educadora Marina Helena Lorenzo Fernandez e Silva e sua importância como figura do mais alto patamar no desenvolvimento artístico de Montes Claros. Com a categoria que lhe é peculiar, Gabrich cobra da sociedade montes-clarense uma merecida homenagem a Dona Marina, em vida. Para quem não sabe, ela é a maior responsável pela presença, em nossos rincões, do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez, um celeiro de cultura fincado no tórrido Norte de Minas que se tornou um dos maiores patrimônios culturais do país. Leia, abaixo, a crônica de Gabrich. Quem foi? Mirem-se no exemplo da educadora Marina Helena Lorenzo Fernandez e Silva, que ainda se encontra entre nós, felizmente. Pode ser até que ela tenha sido, numa outra vida, uma das guerreiras de Atenas. Mulher da fina flor da elite musical carioca dos anos cinquenta, filha nada menos do que do respeitadíssimo maestro Oscar Lorenzo Fernandez, abdicou-se dos sedutores encantamentos das praias, dos palcos e das noites da cidade maravilhosa e armou barraca no abrupto e indômito sertão mineiro destes Montes Claros. Fincou raízes com o marido, o pranteado Quinzinho da Ford. De mala e cuia. O que essa refinada e valente mulher aprontou no setor artístico-cultural da província dos anos sessenta não foi escrito nos gibis da época. O conservatório estadual de música que homenageia o seu saudoso pai, não nos deixa mentir. Uma pena que ela tenha retornado ao Rio de Janeiro, onde dirigiu o Conservatório Brasileiro de Música. A exortação ao nome da pianista e professora Marina Lorenzo Fernandez e Silva não é apenas fruto da adoração pessoal do cronista às suas virtudes e qualidades intelectuais. Antes, o seu nome é um paradigma para o descaso histórico que o município de Montes Claros tem cometido, ao longo de sua existência, com as pessoas que, em determinada época, mais do que as outras de seu tempo, escreveram as páginas da modernidade urbanística do presente com a visão futurista dos sonhadores do progresso. A elite predominante na cidade, aqui incluídos os intelectuais, os políticos, os líderes classistas e comunitários, sempre achou que imortalizar seus ídolos era apenas uma questão de agraciá-los com diplomas ou medalhas de honra ao mérito oficiais. E o fez e o tem feito como se a pirotécnica e efêmera homenagem fosse o ideal, o necessário e o tudo à eternização da gratidão pública da população aos seus mitos. Mas, perguntem a qualquer adolescente ou colegial urbano da cidade deste limiar de terceiro milênio sobre qualquer personalidade de vulto – nos mais diversos setores da atividade humana – que ajudou a construir o alicerce e as paredes da cidade de Gonçalves Figueira, ao longo de seus 161 anos de emancipação político-administrativa, a serem comemorados em 3 de julho próximo. Indaguem a esses jovens, por exemplo, quem foi o inesquecível o médico e historiador Hermes de Paula ou o saudoso bardo João Chaves, para citar apenas duas referências mais populares dos grandes nomes que integraram a constelação privilegiada da inteligência inventiva e construtiva da cidade de todos os tempos. E não os culpem pelo desconhecimento histórico de sua memória. Há muita indagação fatual não respondida. Há um rosário de curiosidade cultural não satisfeita. Há versões e controvérsias do ouvi dizer das recordações. Há saudade da simplicidade do tropeiro, do ranger dos carros de bois, da dolência dos violões em serestas nas noites de lua cheia. Quem teria sido Tião Medonho, o tomador de bolinhas de gude das crianças de rua? Que ventos e para onde teriam levado a voz de Benedito Maciel cortando o vazio do silêncio das madrugadas de acanhadas ruas desabitadas de preocupação? João Chaves é nome de praça, Hermes de Paula emprestou o seu
PTB debate impactos do fim das coligações para vereador

O PTB realiza encontro nessa segunda-feira (17), em Montes Claros, para discutir as eleições de 2020, com ênfase nos impactos gerados com a mudança da legislação nessa área, como o fim das coligações para vereadores. O professor José Miranda Marques ficará responsável pela palestra com o tema “Reforma Política – o que mudou para as eleições de 2020”. O evento será às 19 horas no auditório da Câmara Municipal e aberto a todos interessados, independente da filiação partidária. O PTB elegeu dois vereadores em 2016, que foram Claudio Prates e Valcir Soares. Porém o primeiro renunciou no início desse ano e sua vaga foi ocupada pelo médico João Paulo Bispo, que é do PSB. Nesse ano, o PTB discute a possibilidade de lançar um candidato a prefeito em Montes Claros, como forma de garantir maior visibilidade a seus candidatos a vereadores. O nome mais cotado é do deputado Arlen Santiago, que em 1996 foi eleito vice-prefeito na chapa de Jairo Ataíde. Outro nome cogitado é do presidente da Comissão Provisória, Cristian Kiko Canela, que foi vereador de 2001 a 2004 e depois mudou para a cidade de São Francisco, onde tem seu nome cogitado para ser candidato a prefeito na eleição desse ano, apesar de estar filiado em Montes Claros. Sobre o encontro, de hoje, o deputado estadual Arlen Santiago afirma que a presença dos vereadores e possíveis candidatos é muito importante, não só para entender um pouco mais sobre o novo modelo eleitoral, mas também para possibilitar uma melhor ambientação com o pleito do ano que vem. “A participação dos candidatos na reunião e na palestra do professor é fundamental. O fato de poder tirar as dúvidas e entrar em 2020 ciente do que precisa ser feito é um grande passo para sair à frente na corrida para as câmaras municipais mineiras, além disso garante um certificado, que enriquece o currículo”, comenta o deputado. Via Jornal Gazeta