Semana da Família e o Grito dos Excluídos em Montes Claros

 Os católicos de Montes Claros saem às ruas hoje de manhã, em mais uma edição da Semana da Família, quando a caminhada da família cristã chamará a atenção da sociedade para a importância de preservação desse segmento social. O ato começa às 8h30, na Catedral Metropolitana, com missa em ação de graças celebrada pelo arcebispo Dom José Alberto Moura. O evento arquidiocesano contará com a participação de vários seguimentos: as famílias, a fanfarra e coral dos Arautos do Evangelho, Banda de Música da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, pastorais, movimentos, organismos, serviços, grupos, dentre outros, fazendo o percurso com faixas e cartazes, acompanhados de carros de som. A animação será feita por um grupo que, ao som de música e à luz da Palavra, estarão em defesa das famílias e da vida. O objetivo maior é fomentar a participação da sociedade para a reflexão do tema deste ano da Semana da Família: “O Evangelho da família: alegria para o mundo”. Desde 2013 a Pastoral Familiar realiza a caminhada que abre oficialmente a Semana Nacional da Família. Geralmente no sábado de manhã, véspera do dia dos pais por considerar este período, propício o centro comercial de Montes Claros por agregar uma quantidade maior de pessoas, devido à data festiva do “Dia dos Pais”. O percurso inicia na Praça da Catedral, logo depois da missa e segue pelas ruas centrais até a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José. Como gesto concreto, a equipe solicita que seja levado 1 Kg de alimento não perecível e produtos de higiene pessoal, para serem doados a famílias carentes da cidade que vivem em situação extrema de pobreza. Por se tratar da sexta edição, a Caminhada da Família Cristã já se tornou uma tradição na abertura das programações em prol das famílias na cidade de Montes Claros. Posteriormente, acontecerão diversos eventos, todos planejados e organizados nas respectivas paróquias da Arquidiocese de Montes Claros. A Pastoral Familiar Arquidiocesana completa este ano 30 anos de evangelização. Por estar em seu ano jubilar traz muitos elementos a serem discutidos durante essa semana nacional. Um dos objetivos da caminhada é despertar a sociedade para a necessidade de defender a família e a vida, visto que nestes tempos pós-modernos os meios de comunicação, sobretudo as redes sociais, vem tentando difundir a ideia de que a família é algo desnecessário e que atrapalha a liberdade do ser humano. GRITO DOS EXCLUIDOS Aconteceu quarta-feira na Casa de Pastoral Comunitária, a reunião preparatória do 25º Grito dos Excluídos em Montes Claros, que ocorrerá no dia 7 de setembro. O tema deste ano é “Vida em primeiro lugar” e o lema destaca “Desigualdade gera violência: Basta de privilégios!”. A novidade deste ano é a descentralização das atividades com promoção ao mesmo tempo de protestos localizados em vários municípios do Norte de Minas, como em Januária, para reivindicar a revitalização do Velho Chico, que sofre as consequências da monocultura do eucalipto, da ação predatória da mineração e de outras devastações. Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Livro que conta a trajetória de Nilmário Miranda será lançado em Montes Claros

O ex-ministro do governo Lula, Nilmario Miranda irá lançar seu livro “Histórias que Vivi na História” em Montes Claros no próximo dia 13, às 20 horas, na Casa de Augusta – Travessa José de Alencar, 252 – Centro. O livro retrata sua trajetória de militância desde o combate a ditadura até os tempos atuais de golpe de 2016 que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff. Atualmente, Nilmário é Secretário de Estado de Direitos Humanos. “Histórias que Vivi na História” é um registro autobiográfico que resgata importantes passagens da história do País, nas quais Nilmário sempre esteve envolvido, como militante político, parlamentar ou ocupando postos no Executivo. O jornalista, político e militante dos direitos humanos Nilmário Miranda, que é candidato a deputado federal pelo PT nestas eleições, foi deputado estadual (1987-1990), deputado federal (1991-2003) e secretário dos Direitos Humanos no governo de Luís Inácio Lula da Silva. Foi candidato ao governo de Minas Gerais em 2002 e 2006. É autor de várias publicações sobre direitos humanos, como o livro “Dos filhos deste solo”, obra de 650 páginas, lançada em agosto de 1999, juntamente com o jornalista Carlos Tibúrcio em coedição da Editora Fundação Perseu Abramo e Boitempo Editorial. Sua gestão como secretário de Direitos Humanos do governo Lula ficou marcada pela controversa publicação da cartilha Politicamente Correto & Direitos Humanos. A obra apresenta o testemunho de quem sentiu na pele o golpe civil-militar de 1964, a instauração do terror de Estado e lutou pelo restabelecimento da democracia. O relato começa pela formação política em Teófilo Otoni, passa pelo período de clandestinidade e prisão política, até chegar ao atual panorama do Brasil, com destaque para Minas Gerais. Nilmário faz um balanço dos avanços e retrocessos das conquistas sociais no Brasil, sobretudo a partir da Constituição “Cidadã” de 1988. Destaca a contribuição do PT e de outros partidos de esquerda na redução das desigualdades e da injustiça, mas não deixa de reconhecer erros políticos desses grupos, o que contribuiu para “o golpe parlamentar de 2016”. Aponta, ainda, os estragos do “governo ilegítimo”, como “a erosão do Estado Democrático de Direito” e o “desmanche das conquistas sociais”. O jornalista revela que a conjuntura política do país impulsionou o processo de escrita. “Decidi escrever Histórias que vivi na História depois do golpe de 2016, que liberou tanta intolerância, violência e ódio. Nossa geração não esperava que fôssemos viver de novo tanto retrocesso. Cada um tem o dever e a obrigação de fazer o que sempre fazemos: lutar, e, não havendo o que fazer, lutar”, conta o Nilmário na introdução do livro. Primeiro ministro dos Direitos Humanos do Brasil, no governo Lula da Silva e secretário da mesma pasta no governo de Minas Gerais, Nilmário nos dá a visão de um Brasil que muito já caminhou, mas ainda tem um longo percurso a cumprir para se tornar de fato um Estado Democrático em toda a plenitude.

Igreja orienta leigos para voto consciente, mas fica em cima do muro

 Mensagem dos arcebispos de Montes Claros sobre as eleições 2018 foram lidas neste final de semana em todas as celebrações da Arquidiocese Os Arcebispos de Montes Claros, Dom José Alberto Moura e Dom João Justino de Medeiros Silva, escreveram aos Padres e Diáconos da Arquidiocese orientando a leitura da Carta dos bispos do Regional Leste 2 sobre as eleições 2018 que foi lida, logo após da oração pós-comunhão, nos dias 04 e 05 (sábado e domingo) de agosto em todas as celebrações. A ideia era para motivar as pessoas para levarem o texto da mensagem e que a divulguem em suas famílias e ambientes de trabalho. Foram impressas 100 mil cópias e distribuídas para todas as paróquias e comunidades. No texto, os arcebispos dizem que contribuirão com o processo de participação do povo, publicando subsídios, em diferentes mídias. O conteúdo disponibilizado, conforme explica a mensagem, respeitará a autonomia dos fiéis na escolha de seus candidatos.Como de costume, a líder da Igreja Católica vai ficar em cima do muro. ACESSE AQUI AS CARTAS ENVIADAS AOS PADRES E DIÁCONOS: Carta Clero_ Folheto eleições.pdf_2018Carta Bispos Leste 2 sobre Eleições 2018

Lista tríplice: eleição para o novo reitor movimenta Unimontes

 COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA LANÇA ANTôNIO ALVIMAR E ILVA RUAS PRÉ-CANDIDATOS A REITOR E A VICE-REITORA DA UNIMONTES Os professores Antônio Alvimar (atual vice-reitor) e Ilva Ruas se movimentam no sentido de envolver a comunidade acadêmica para as eleições para reitor e vice-reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). As discussões em torno das candidaturas desses professores estão sendo suscitadas por um número considerável de docentes, alunos e servidores técnico-administrativos que entendem serem esses professores, no momento, os mais preparados em termos de visão acadêmica e administrativa para comandarem a Unimontes nos próximos quatro anos.O grupo que defende suas candidaturas também entende que os professores Antônio Alvimar e Ilva Ruas, por possuírem um longo tempo de trabalho dedicado à instituição, conhecem profundamente os seus problemas e as suas reais necessidades.“Trata-se de duas candidaturas oriundas de um projeto coletivo, aspiradas por grande parte dos membros da comunidade acadêmica”, diz o professor Antônio Wagner, do departamento de Filosofia. Com vasta experiência nos campos do ensino e da pesquisa, ambos os professores atuam em cursos de graduação e pós-graduação stricto-sensu da Unimontes. O professor Antônio Alvimar pertence ao Departamento de Filosofia. Doutor em Ciências Humanas – História Social pela Universidade de São Paulo (USP) -, também possui mestrado e graduação em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).Além de professor, ele é padre da Arquidiocese de Montes Claros, participante ativo dos movimentos pastorais e sociais. Já a professora Ilva Ruas Abreu, membro do Departamento de Ciências Econômicas, é doutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e graduação em Ciências Econômicas pela Fundação Norte-mineira de Ensino Superior (FUNM), hoje Unimontes.Defensores de uma educação pública e inclusiva, os professores têm como um dos seus objetivos de campanha a luta por uma Unimontes cada vez mais presente no contexto da realidade social do norte de Minas, do Estado e do Brasil como um todo, contribuindo sobremaneira para a formação humana e profissional de inúmeras pessoas. O professor Alvimar pretende fazer uma campanha que enalteça a cultura da paz e do respeito dentro da universidade. Se eleito, quer ser o porta-voz dos professores nas instâncias de poder. De acordo com o pré-candidato, seu modelo de gestão incluirá o oferecimento de oportunidades de acordo com as escolhas das pessoas que forem ingressar na Unimontes.

Saúde Pública municipal faz 13 repasses milionários aos hospitais

 A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros publicou ontem, no Diário Oficial do Município, 13 extratos de repasse de recursos aos hospitais de Montes Claros, de recursos federais liberados e que totalizam R$ 24.470.520,00. A secretária de saúde Dulce Pimenta esclarece que são repasses de incentivos financeiros para os hospitais e que a função da Prefeitura é de apenas receber e repassar os recursos, por ter a Gestão Plena de Saúde, desde julho passado. De julho de 2015 junho de 2018 essa gestão plena foi tomada de Montes Claros e entregue ao Estado, por causa da recusa do então prefeito Ruy Muniz em repassar aos hospitais os recursos liberados pelo Ministério da Saúde. Isso gerou a prisão do então prefeito, em abril de 2016. No primeiro extrato, o Hospital Aroldo Tourinho recebeu R$3.177.847,68, do repasse de incentivo financeiro federal para custeio diferenciado do componente hospitalar – leitos de retaguarda da rede de atenção às urgências e emergências. Também recebeu R$1.084.714,07 do repasse do recurso estadual de incentivo do programa de fortalecimento e melhoria da qualidade dos hospitais do SUS/MG (componente pró-hosp). O Hospital Universitário recebeu R$1.526.026,25 do repasse do recurso estadual de incentivo do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS (componente Pró-Hosp) e mais R$1.253.853,84 do repasse de recurso federal previsto na Programação Pactuada Integrada da Rede Cegonha. Também foram liberados R$748.980,00 do Termo de Compromisso Nº 499/3526 da Rede Cegonha e mais R$633.242,88 na programação pactuada integrada – PPI – para rede de urgência e emergência. A Santa Casa recebeu R$8.018.847,68 do incentivo financeiro para custeio diferenciado do componente hospitalar – leitos de retaguarda da rede de atenção às urgências e emergências da região ampliada à saúde. Mais R$2.811.767,93 do repasse do recurso estadual de incentivo do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos hospitais do SUS/MG (componente pró-hosp); outros R$1.918.066,24 do repasse de recurso federal previsto na Programação Pactuada Integrada destinado a Rede Cegonha, para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao perpério, bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. Outros R$1.151.940,00 referente ao recurso estadual previsto no termo de compromisso nº 499/3526 celebrado entre o estado e o município. O Hospital Dilson Godinho recebeu R$774.875,47 do recurso estadual de incentivo do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos hospitais do SUS/MG (componente pró-hosp) e mais R$1.253.742,88 do repasse de incentivo financeiro federal para custeio diferenciado do componente hospitalar – leitos de retaguarda da rede de atenção a urgências e Emergências. O Prontosocor recebeu R$316.621,44, do incentivo ao custeio diferenciado do componente hospitalar – leitos de retaguarda da rede de atenção de urgências e emergências da região ampliada a saúde. Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Ciclo de palestras no Observatório Empoderamento do Feminino

 Mulheres discutiram empoderamento em Montes Claros A contribuição da mulher em Montes Claros marcou as discussões realizadas, na última sexta-feira a noite, no espaço livre do Museu Regional, organizado pelo Observatório Empoderamento do Feminino, projeto de extensão da Universidade Estadual de Montes Claros, que foi realizado para marcar o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha e também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data é 25 de julho, mas os coordenadores preferiram realizar no dia 27, por questões de logística. Essa data tem o propósito de dar visibilidade às resistências construídas pelas mulheres negras, ampliando os debates acerca do enfrentamento às discriminações de gênero e de raça, que produzem desigualdades e exclusões de mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Em uma série de depoimentos, várias mulheres debateram o tema ‘Terezas de Benguela do séc. XXI: lutas e resistências ao racismo e ao sexismo’, como Amanda Souza, cantora e professora licenciada em música pela Unimontes; Eloyá Amorim, cabeleireira, estilista e historiadora; Rosana Santos, professora doutora do Instituto Federal do Norte de Minas (INFMG), que defendeu a tese ‘Entre a Casa Grande e o Borralho: As representações sociais sobre as trabalhadoras domésticas na novela Cheias de Charme’; e Luciana Axé, professora e capoeirista. A professora Cristina Borges, doutora do curso de Ciências da Religião da Unimontes, doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), trabalhou a tese intitulada ‘Tambores do Sertão. Diferença Colonial e interculturalidade, entrelaçamentos entre umbanda e candomblé no Norte de Minas Gerais’. A atividade teve o apoio da Coordenadoria da Igualdade Racial (COPPIR), Coordenadoria da Mulher, Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB), Grupo de Estudos e Pesquisa Gênero e Violência (GV), (In)Serto, Grupo de Estudos Organizacionais: sociedade e feminismos (GEOSOF), Estudos Negros (Grupo de Estudos sobre Culturas de Matriz Africana e Indígena) e Filhas de Frida. Em 2014, por meio da Lei nº 12.987, foi criado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, com o intuito de resgatar e reconhecer a luta de Tereza e das mulheres que, por sua condição de gênero e raça, foram e permanecem sendo marginalizadas e excluídas no decorrer do processo histórico brasileiro e mundial. Tereza de Benguela, também conhecida como ‘Rainha Tereza’, comandou, por 20 anos, o quilombo de Quariterê, no séc. XVII, a maior comunidade de resistência negra da capitania do Mato Grosso. Fonte: Girleno Alencar – Jornal Gazeta

Dia dos avós resgata músicas e brincadeiras antigas em Montes Claros

 Em comemoração ao Dia dos avós, lembrado na quinta (26), será realizado o Primeiro Encontro dos ‘Vovós Babões’ de Montes Claros nesta sexta (27). A expectativa da organização é que cerca de 150 avós participem das atividades realizadas na praça central do Bairro Morada do Parque, entre as 18h e 21h. Leonora Barbosa, presidente da Associação dos Moradores, comenta que a ideia é valorizar o grupo e resgatar as brincadeiras antigas. “Sempre vemos dia dos pais, das mães, e nunca tem o dia dos avós com a mesma intensidade. De uns tempos para cá que ele começou a ser mais reconhecido. Quando o bairro foi criado, há 36 anos, vieram muitos casais jovens para cá e hoje vemos que a maioria dos moradores são avós. Por isso resolvemos homenageá-los”, comenta Leonora. A programação conta com várias atrações para toda a família, tudo para garantir a interação entre as gerações.“Pensamos em comemorar o dia deles com o resgate de brincadeiras antigas, de cantigas de rodas, vamos fazer bingos, que os vovós gostam, os shows contam com repertório de músicas que os vovós curtem, eles podem até participar do karaokê. O momento é de interação para eles e toda a família. Isso é interessante no sentido das pessoas verem a importância dos avós na vida da criança. Além disso, terá o concurso das vovós, em que elas e os netos vão se divertir e ainda ganhar prêmios”, diz. Maria Walda conta que o neto, de 1 ano, é alegria da casa (Foto: Arquivo Pessoal)Maria Walda de Freitas, de 57 anos, vai participar do encontro com o netinho de um ano. Ela conta que a chegada do bebê foi a realização de um sonho. “Fui avó um pouco tarde. Eu vivia dizendo para as minhas amigas que tinha inveja de quem aposenta e de quem é avó, e consegui as duas coisas ao mesmo ano: fui avó em julho e me aposentei em setembro. Estou realizada, muito feliz. O bom é que tenho essa disponibilidade de cuidar, estar perto. Ele é motivo de muito alegria, preenche a vida da gente, toda vez que ele chega, ilumina a casa. Paralelo a isso, também na praça central do bairro, será realizada a ‘Feira Namorada’, projeto que reúne produtores todas as sextas-feiras, onde são comercializados produtos de hortifruti, laticínios, artesanato, além das comidas típicas. Via G1 Grande Minas

Corrupção deixa bens bloqueados da ainda deputada Raquel Muniz

 TRF publica acordão que bloqueia bens de Ruy e Raquel Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta O Tribunal Regional Federal da 1ª Região publica hoje, no Diário Oficial, o acórdão que determina o bloqueio dos imóveis e veículos da deputada Raquel Muniz, do ex-prefeito Ruy Muniz, e de Ariadna Muniz, Leonardo Andrade, espolio de João Luiz de Almeida e da Soebras. O desembargador Néviton Guedes, da 4ª Turma, tinha acatado parcialmente em 25 de abril o agravo de instrumento movido pelo acusados, tendo proibido bloquear os recursos financeiros de origem alimentar. O bloqueio é do valor de R$1.197.057,13, referente a 19 de agosto de 2013, depois que a Soebras recebeu recursos de R$500 mil do Ministério da Saúde e não cumpriu o contrato. O valor corrigido aproxima-se dos R$3 milhões. No seu despacho, o desembargador federal explica que no agravo de instrumento interposto por Ruy Adriano Borges Muniz e Raquel Muniz contra a decisão do juiz federal Jefferson Rodrigues, da Vara Federal de Montes Claros, na ação civil pública de improbidade administrativa ajuizada pela União, que são acusados da prática de possíveis atos ímprobos, consubstanciados em irregularidades no cumprimento do Convênio 5.342/2005, firmado entre o Ministério da Saúde e a SOEBRAS, tendo por objeto a concessão de apoio financeiro para a aquisição de equipamento e material permanente, visando ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS em Montes Claros/MG. Na defesa, Ruy e Raquel Muniz sustentam que não estão presentes os requisitos para o deferimento da medida de indisponibilidade, quais sejam periculum in mora e fumus boni iuris; que Ruy Muniz jamais foi eleito para a função de chefia ou direção na Soebras, exercendo apenas a participação como associado, e, ainda, nem enquanto esteve como vereador em Montes Claros, nem como deputado estadual, tampouco agora como prefeito, em momento algum, cumulou funções diretivas na instituição; inexistem provas de que a SOEBRAS, na qualidade de conveniada, não possui recursos suficientes para garantir a demanda; e ocorreu a prescrição, isto porque o suposto ato ímprobo apontado pela agravada quanto ao primeiro recorrente teria ocorrido em 24 de janeiro de 2007, ou seja, há mais de sete anos do pedido formulado. No seu voto, o relator cita no tocante à prescrição, de acordo com a lei, o prazo prescricional para a propositura das ações de improbidade administrativa é de cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. Ele cita que consta consignado na petição de emenda à inicial da União que “a conduta de Ruy Adriano Borges Muniz revela-se ainda mais grave, uma vez que, apresentando-se como diretor da Soebras e valendo-se da condição de vereador em exercício por Montes Claros e de deputado estadual eleito e diplomado nas eleições de 2006, usou da influência dos mandatos que lhe foram conferidos para pleitear recursos públicos do SUS à entidade por ele dirigida. O que diz o desembargador? O desembargador cita que, desta forma, o então vereador em – exercício e deputado estadual eleito e diplomado não apenas incorreu nos atos de improbidade apontados na inicial, como, também, infringiu as vedações e incompatibilidades inerentes ao estatuto, constitucional do congressista, extensivas aos vereadores em exercício e deputados estaduais diplomados. Na sua concepção, não há como falar em ocorrência da prescrição quinquenal para a propositura da demanda originária. A União mostrou na ação judicial que o cumprimento do objeto do convênio não se deu nos termos pactuados, porquanto as vistorias realizadas pelo Ministério da Saúde detectaram diversas irregularidades, conforme indicam os Relatórios de Verificação in loco; que o fortalecimento do SUS visado pelo convênio foi frustrado, uma vez que a SOEBRAS nem sequer obteve credenciamento, perante a autoridade pública competente, para a prestação de serviços aos usuários do SUS; que a SOEBRAS locupletou-se à custa da União, porque incorporou, ao seu patrimônio, bens públicos ao tempo em que deixou de executar sua contrapartida firmada no convênio. Cita ainda que alguns dos equipamentos adquiridos através do convênio foram instalados em lugar diverso do pactuado, em Belo Horizonte; que houve aquisição de equipamentos médicos em valor manifestamente superior àqueles previstos no Plano de Trabalho do convênio, o que gerou superfaturamento total de R$52.135,48, o que caracteriza enriquecimento ilícito dos requeridos e dano ao erário; e que não houve a devolução integral do saldo remanescente do convênio, o que representa o montante de R$31.895,82. Sustenta que os acusados intercederam diretamente junto ao Conselho Municipal de Saúde com a finalidade de obterem credenciamento da SOEBRAS para atendimento pelo SUS e serviços de oftalmologia, por intermédio da Clínica do Olhar, pertencente à associação, apresentando-se como diretores ou representantes desta. 

Cadê os manifestoches? Gasolina passa dos R$5,00 em Montes Claros

 A gasolina passou a ser vendida, desde ontem, a R$5,06 em Montes Claros, no maior preço de toda história do município, para pânico dos motoristas e motociclistas. Com isso, o produto poderá ser encontrado de R$4,59 a R$5,06 na cidade, com uma oscilação de R$0,47 pelo litro. Um motorista que abastecer 50 litros em seu veículo pagará R$229,50 no menor preço e R$253,00 no maior preço, ou seja, com diferença de R$23,50. O curioso é que antes da greve dos caminhoneiros, os postos estavam vendendo a gasolina a R$3,91 na cidade, enquanto o maior preço era de R$4,66. A falta do produto provocou a corrida aos postos e aumento do preço, que nunca mais voltou. O preço de R$5,06 esta sendo vendido para quem comprar no cartão de crédito. O mesmo posto vende o produto a R$4,60 para quem comprar no cartão de débito e a dinheiro. O Código do Consumidor permite que essa venda com valores diferenciados seja realizada. A diferença do produto no mesmo posto é de R$0,46. A fila para quem compra com o menor preço é considerável, enquanto para quem compra no cartão de crédito, aparece um carro a cada meia hora. O motorista José Paulo Silva explica que foi abastecer o carro e ficou espantado com a diferença de preço de uma bomba para outra. Tinha que viajar para Brasília e mandou encher o tanque com o preço a vista. Gastou mais de R$260,00. Ele lembra que abasteceu seu carro ali, atraído pelo preço a vista, pois nos outros postos, tanto faz a vista ou a prazo, o valor está de R$4,68 em média. “Dá para assustar o valor da gasolina acima de R$5,00. Isso inviabiliza sair de carro”, explica. Via Jornal Gazeta

18ª Mostra de Teatro de Montes Claros vai até o dia 5 de agosto

 Evento oferece atividades e espetáculos para os amantes das artes cênicas Começou no último dia 9 de julho e vai até 5 de agosto a 18ª edição da Mostra de Teatro de Montes Claros. A atração, que é promovida por artistas de Montes Claros e da região com o apoio da Prefeitura, é uma opção importante para quem é amante do universo teatral. Estão sendo realizados workshops, palestras, oficinas e rodas de discussão, ministrados por profissionais gabaritados em artes cênicas. Os espetáculos teatrais estão sendo encenados no Centro Cultural Hermes de Paula, com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira), com as sessões acontecendo às 19 e às 21 horas. A Mostra de Teatro de Montes Claros é hoje o maior evento de teatro da região, e ao longo de suas edições já apresentou mais de quatrocentos espetáculos diferentes. O evento é considerado um espaço democrático para o fazer teatral. Nessa jornada, novas categorias teatrais foram se incorporando à Mostra, tais como Stand-Up, shows de mágica e humor, contação de histórias, tudo isso colaborando ainda mais para o crescimento do evento. Com a premissa de crescer mais a cada ano, a Mostra de Teatro procura sempre se aprimorar e ampliar suas atividades, incluindo em sua programação não só apresentações teatrais, mas também oficinas variadas, palestras, workshops e debates que visam conciliar a prática e a teoria em benefício de seus artistas e do público. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros