Pimentel decreta ponto facultativo nesta sexta por crise do combustível

As atividades essenciais devem permanecer, incluindo consultas e procedimentos agendados em toda a rede estadual de saúde O governador Fernando Pimentel decreta ponto facultativo em todas as secretarias e órgãos do governo de Minas Gerais nesta sexta (25). O motivo é o desabastecimento de combustível em virtude do movimento de paralisação dos caminhoneiros. Em nota oficial, o governo justifica a ação como um plano de contingência. “A medida visa otimizar o uso de combustível para garantir o atendimento dos serviços de segurança pública e saúde em todo o Estado”, destaca. Agenda reprogramada “A recomendação do governador também prevê o cancelamento de agendas e eventos de secretarias e outros órgãos de Estado que demandem deslocamentos”, completa. As agendas do governador previstas para serem realizadas em outras cidades também serão reprogramadas com o mesmo intuito. Serviços essenciais As atividades essenciais devem permanecer, incluindo consultas e procedimentos agendados em toda a rede estadual de saúde, rede do IPSM e Hospital Militar, Ipsemg e Perícia Médica.

STF continua protegendo a dupla Dengo e Mineirinho, do PSDB de Minas

GILMAR DÁ MAIS 60 DIAS PARA PF INVESTIGAR AÉCIO, O MINEIRINHO E ANASTASIA, O DENGO  – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações contra os senadores Aécio Neves e Antônio Anastasia, ambos do PSDB. Aécio foi identificado como “Mineirinho” na planilha apresentada de contribuições ilegais na delação da Odebrecht, é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e fraude a licitações. E Anastasia, foi identificado pelo apelido de “Dengo”, e responde a inquérito por corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O inquérito em questão tem como base as delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht e trata do suposto pagamento de R$ 1,8 milhão sob o pretexto de doação eleitoral à campanha de Anastasia ao governo mineiro. O pedido dos recursos teria sido feito por Aécio. De acordo com o delegado da Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos, existem ‘pendências de diligências investigatórias’, como a tomada de depoimentos e analises e perícias feitas nos sistemas de propina da Odebtecht.

Tribunal de Justiça de Minas Gerais manda prender Eduardo Azeredo

 O ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), teve o último recurso negado nesta terça (22) pelo Tribunal de Justiça. Condenado a 20 e 1 mês por peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro no mensalão tucano, Azeredo poderá ser preso nas próximas horas. Por unanimidade, cinco desembargados da Quinta Turma Criminal do TJMG confirmaram a sentença contra o ex-presidente nacional do PSDB. A decisão de segunda instância enseja a antecipação do cumprimento da pena, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal. No último dia 24 de abril, por 3 votos a 2, a corte mineira mostrou divergência sobre a condenação de Azeredo. Por isso ele foi submetido a um novo julgamento em colegiado ampliado, que confirmou hoje a condenação. Segundo o Ministério Público, Eduardo Azeredo era o principal articular de um esquema criminoso que desviou recursos de estatais como o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para a sua campanha de reeleição em 1998. Naquela disputa, o tucano perdeu para o ex-presidente Itamar Franco. Não há o que comemorar O precedimento do TJMG, ao mandar prender Azeredo, apenas legitima o ataque continuado à Constituição Federal. A exemplo do ex-presidente Lula, mantido preso político, o tucano tem o direito à presunção da inocência — o esgotamento de todos os recursos antes de cumprir a pena. Via Blog do Esmael

Anastasia, o Dengo, recebeu mais de 8 milhões de propinas da Odebrecht

 Identificado como “Dengo” na lista da Odebrecht, Antônio Anastasia teria sido o principal beneficiário, com recebimento de R$ 5,47 milhões em 2010, quando era candidato a governador do Estado. Ele também teria recebido R$ 3 milhões em uma dobradinha com o então candidato ao governo de Minas, Pimenta da Veiga (PSDB), o “Gordo”, em 2014. Na época, Anastasia era candidato ao Senado.  Ninguém fala mais nada sobre os mais de R$ 22 milhões que foram destinados a 41 políticos mineiros como pagamento de caixa 2 em campanhas eleitorais pela Odebrecht, segundo planilha do delator Benedicto da Silva Júnior, o BJ, entregue ao Ministério Público Federal (MPF). Os repasses beneficiaram políticos de todas as esferas do poder, de vereadores e prefeitos a senadores e deputados. O montante representa 9% do total de R$ 246 milhões registrados na lista e repassados a políticos brasileiros, conforme o documento. Os senadores e ex-governadores de Minas Gerais Antonio Anastasia e Aécio Neves, ambos do PSBD, encabeçam o “listão”. Juntos, “Dengo” e “Mineirinho”, como são identificados na planilha, teriam recebido R$ 10,72 milhões. Anastasia teria sido o principal beneficiário, com recebimento de R$ 5,47 milhões em 2010, quando era candidato a governador do Estado. Ele também teria recebido R$ 3 milhões em uma dobradinha com o então candidato ao governo de Minas, Pimenta da Veiga (PSDB), o “Gordo”, em 2014. Na época, Anastasia era candidato ao Senado. O deputado federal Dimas Fabiano Toledo Júnior (PP), o “Filhinho”, aparece em terceiro lugar entre os mineiros que mais teriam sido beneficiados, com R$ 3,25 milhões. Como resposta ao pagamento, segundo o relator, o deputado representaria emendas e defenderia projetos do interesse da Odebrecht. Uma doação irregular de R$ 1 milhão teria sido feita ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), codinome “Poste”. O repasse teria sido realizado em 2012, quando o político foi reeleito para o comando da capital, diz o documento. ‘Da Casa’Integrante da base de apoio de Aécio, o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP), vice de Anastasia, teria recebido R$ 825 mil. No detalhamento, o pagamento foi feito para que “Da Casa” trabalhasse no “desenvolvimento de projetos de infraestrutura de interesse da empresa”. Ex-presidente do PPS, diretor de habitação da Urbel no governo Lacerda e ex-diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Juarez Amorim teria recebido R$ 300 mil para ser repartido entre candidatos do PPS em Minas. O pagamento ao “Doutor” teria sido feito em 2014. O vice-governador Antônio Andrade (PMDB), o “Wanda”, é o oitavo político na lista dos mineiros. Em 2010, quando era candidato a deputado federal, ele teria recebido R$ 275 mil. A justificativa é que Toninho teria disposição para apresentar emendas e defender projetos de interesse da companhia. Já o atual governador, Fernando Pimentel (PT), teria recebido R$ 250 mil sob o codinome “Do Reino”. O mesmo valor foi pago ao deputado estadual Gil Pereira (PP), o “Lagarto”, em 2010. Ele teria, conforme o delator, disposição para apresentar projetos de interesse da Odebrecht. Ao também tucano Rodrigo de Castro teriam sidos repassados R$ 250 mil, divididos entre os anos de 2010 e em 2012. Em 2010, ano em que era candidato a deputado federal, o pagamento foi realizado com a justificativa de que o político teria disposição para apresentar e defender projetos de interesse da Odebrecht. Em 2012, ano de eleições municipais, o recurso supostamente foi usado para apoio às bases políticas de Rodrigo. ‘Navalha’ Vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de BH, Wellington Magalhães (PTN) teria recebido R$ 155 mil para defesa dos interesses da empresa. O pagamento ao “Navalha” teria sido feito em 2012. Magalhães também é identificado com “Aço”. Citados negam ilegalidade nas doações de campanha Os políticos mineiros citados na reportagem negam envolvimento em esquemas de corrupção. Segundo Anastasia (PSDB), ele “nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”. Por nota, a assessoria de Aécio Neves (PSDB) afirmou que os ex-executivos da Odebrecht não apresentaram provas documentais que apontem ato ilícito por parte do senador. “As doações feitas às campanhas do senador não envolveram nenhum tipo de contrapartida, de propina ou qualquer tipo de compromisso com a empresa, como atestou o próprio Marcelo Odebrecht no depoimento prestado”, diz o texto. Conforme Pimenta da Veiga (PSDB), o nome dele já foi excluído da lista pelo relator do processo. Dimas Fabiano (PP) reafirma que jamais manteve contato com qualquer executivo da Odebrecht, “não tendo sido destinatário de recursos alegadamente doados ou disponibilizados”. A assessoria de Marcio Lacerda (PSB) destacou que nos depoimentos não há acusação de corrupção contra o ex-prefeito. “Todos os recursos recebidos pela campanha foram oficialmente declarados e não houve caixa 2. Em nenhuma obra da gestão de Marcio Lacerda houve qualquer tipo de contrapartida, propina ou troca de favores”, diz a nota. Alberto Pinto Coelho (PP) informou, por meio da assessoria, que desconhece totalmente o teor da delação, bem como a motivação que originou tais menções. Juarez Amorim (PPS) se disse surpreso com o fato de ser citado pelo delator. Ele negou o envolvimento e disse que vai contratar um advogado para acompanhar o caso. O vice-governador Antônio Andrade (PDMB) afirmou que não recebeu nenhum valor da Odebrecht na campanha de 2010 e que todas as doações e despesas foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Andrade disse, ainda, que o diretório estadual do PMDB, que é por ele presidido, recebeu recursos da empresa naquelas eleições, mas que os valores também foram devidamente declarados. Segundo o advogado de Fernando Pimentel (PT), Eugênio Pacelli, a planilha não tem credibilidade. “Não há nesta planilha nada que aponte um único dado concreto a ser respondido”, disse. O deputado estadual Gil Pereira afirmou que desconhece e repudia toda e qualquer ilação ou impropérios que envolvam sua conduta parlamentar. Wellington Magalhães (PTN) também negou as acusações. Segundo ele, a sua irmã, Arlete Magalhães (PV), também não está envolvida. A assessoria do deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB) foi procurada, mas não se posicionou.

Aécio teve três overdose no Palácio das Mangabeiras, quando era governador

O jornalista Geraldo Elísio, vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo em 1977, acusa o ainda senador Aécio Neves (PSDB) de ter tido overdoses no Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador de Minas, quando governador do estado. “O público ficou sabendo que ele teve de ser transportado de helicóptero para o hospital Mater Dei, também em Belo Horizonte”, diz Elísio no livro “Diálogo com ratos – censura e perseguição no jornalismo digital”; Elísio era editor do Novojornal, responsável por muito do que se sabe hoje de Aécio Do DCM – Capítulo Ligações Perigosas, do livro “Diálogo com ratos – censura e perseguição no jornalismo digital” Na medida em que ia subindo o numero de views do Novojornal, aumentavam as preocupações de Andrea Neves. Já não era apenas o Mensalão Tucano Mineiro, a Lista de Furnas e a Gang dos Castos ou o temor do depoimento do advogado Joaquim Engler. Principalmente a partir do instante em que foram noticiadas crises de overdose de Aécio Neves, no Palácio das Mangabeiras, residência oficial dos governadores de Minas Gerais. f. Além do mais, a irmã do governador sabia da existência de provas concretas sujeitas à apreciação judicial da exceção da verdade em caso de abertura de processo criminal. Como o Novojornal poderia obter tais documentos tão sigilosos? Qualquer agente policial ou um jornalista investigativo, ainda inexperiente, pode afirmar, mas irá supor ser alguém ligado à PM-2, órgão encarregado da segurança pessoal dos governadores mineiros. No meu caso, não ficarei em suposições. Digo ter sido mesmo informação obtida mediante compromisso firmado que, por razões ligadas à segurança da família de quem informou, nem após ele falecer, eu direi. É visando casos assim que, em países verdadeiramente democráticos, a Constituição garante o sigilo das fontes dos jornalistas. “Garganta Profunda” era o codinome de Marck Felt, ex-diretor-assistente do FBI, o homem que revelou a Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, os dados que os possibilitaram produzir a série de matérias que culminaram com a renúncia do ex-presidente norte-americano Richard Nixon quando do episódio envolvendo o escândalo Watergate. Em momento algum, eles disseram ou foram forçados a dizer quem era a fonte, tendo o próprio Felt, quase ao final da vida, feito a revelação de ser ele o Deep Throat. Tais overdoses, em número de três, foram publicadas a primeira vez em 2013, gerando pânico entre os formuladores da Teoria da Falsidade (como o autor chama a operação para fazer os eleitores desacreditarem de fatos divulgados que contrariavam interesses dos governantes à época). Intensificaram-se também os contatos sigilosos entre Marco Aurélio Carone* e Andrea Neves, como se fora, na história moderna, outra Agripina e cuidar de Nero. Diante do agravamento da crise, o Novojornal enviou um e-mail a Aécio, que não foi respondido, abordando tal questão. O site enviou também outro documento, de igual teor, à direção do Hospital Mater Dei, que respondeu somente poder divulgar assuntos relativos às perguntas formuladas mediante ordem judicial ou com expressa autorização do paciente. Não disse sim, evitou a colocação do não, mas o teor da resposta, para quem sabe ler e entende que um pingo é letra, desfaz muitas dúvidas. Em suma: assuntos de tal natureza só podem ser divulgados com expressa autorização do paciente ou ordem judicial. Então? Houve um paciente. Quem era ele? A indagação feita pelo site deixa sinais claros. Documentos citados na matéria: e-mail encaminhado ao Hospital Mater Dei em 9 de janeiro de 2013. Reenvio do e-mail ao Hospital Mater Dei em 17 de janeiro de 2013. E-mail encaminhado ao ex-governador e atual senador Aécio neves em 9 de janeiro de 2013. E-mail encaminhado ao procurador André Estevão Ubaldino Pereira em 18 de novembro de 2013. É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador de Minas, guarnecido pela Polícia Militar, 24 horas por dia. Corporação militar que cumpriu sua obrigação, entregando, através de seu serviço reservado, um detalhado relato do ocorrido à Coordenadoria Antidrogas, inclusive sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

Fernando Pimentel nomeia César Emílio para comandar a Sedinor

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, fez uma nova mudança em sua equipe nomeando César Emílio Lopes Oliveira, ex-prefeito de Capitão Enéas (Norte do estado), para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor). O ato de nomeação foi publicado no Diário Oficial Minas Gerais nesta sexta-feira. Ele substitui a Epaminondas Pires de Miranda, ex-prefeito do Serro (Vale do Jequitinhonha), que deverá ser deslocado para outra função no estado. César Emílio é ex-presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). Também já foi coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Minas Gerais.Continua depois da publicidade O novo secretário anuncia que vai priorizar os investimentos no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, a fim de conviver com a seca e amenizar os efeitos do problema da falta de chuvas, que, historicamente, castiga esta parte do estado. “Vamos estabelecer metas de convivência com a seca e colocar o Norte de Minas, o Jequitinhonha e o Mucuri no mesmo cenário de desenvolvimento do restante do estado. O objetivo é divulgar as potencialidades das regiões para que as Gerais possam crescer igual as Minas”, assegura César Emilio. Via Jornal Estado de Minas

Professores da Unimontes encerram greve depois de 102 dias

 Reunidos em assembleia na manhã desta quinta-feira 10, os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) deliberaram pelo encerramento da greve, depois de 102 dias de paralisação. A categoria aprovou o acordo com o governo, definido na última terça-feira, em Belo Horizonte. Ao contrário do ocorrido em 2016, dessa vez o documento final foi assinado pelo secretário de Estado de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães, exigência do comando de greve. Uma das razões para a deflagração do movimento, iniciado no dia 30 de janeiro, foi justamente o não cumprimento, pelo governo, do acordo celebrado na época, que precipitou o fim daquela greve.A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) informou que o calendário para a retomada das aulas está sendo discutido e será divulgado o mais rapidamente possível. Faz parte do acordo, entre outros pontos, a garantia das nomeações e continuidade dos concursos, com a colocação à disposição das 128 vagas remanescentes e a nomeação de 31 professores aprovados no concurso realizado em 2014.Sobre a nova carreira dos professores, o governo se comprometeu a resgatar as bases da proposta apresentada em agosto de 2015 e a cumprir o acordo de greve de 30 de agosto de 2016. Será garantido o aporte adicional de R$ 85 milhões nas carreiras de educação superior da Unimontes e Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), garantindo as incorporações das gratificacões de Desempenho da Carreira de Professor de Educação Superior (Gdpes) e de Incentivo à Docência (GID)/Pó de Giz ao vencimento básico, em parcela única, na tabela da carreira atual, conforme o acordado em 2016.Ficou acertado, ainda, que não haverá corte de ponto e punição aos participantes do movimento. Foi assegurado também o direito às férias regulamentares de janeiro, além de garantida a realização de contratos anuais de designação de professores. Durante a paralisação os professores chegaram a ocupar a reitoria, por 17 dias, como instrumento de pressão para reverter a medida de corte do ponto tomada pela universidade, o que foi alcançado.  Texto e fotos: Waldo Ferreira

STF manda processo contra Aécio começar do zero, em Minas Gerais

 O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou processos contra políticos do PSDB começar do zero na primeira instância. Dentre os beneficiados pela medida estão o senador mineiro Aécio Neves e os deputados paranaenses Valdir Rossoni e Luís Nishimori. Os processos foram remetidos às justiças de Minas Gerais e do Paraná, haja vista o novo entendimento acerca do ‘foro por prerrogativa de função’ que prevê permanência no STF apenas as ações cujos crimes ocorreram durante o mandato do parlamentar e estejam ligados às funções do cargo. Quando é acionada contra políticos do PSDB, a Justiça costuma demorar bastante para decidir. Vide o caso do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, que recentemente obteve o benefício de um novo julgamento. Sua ação penal demorou mais de 12 anos para ser apreciada, mesmo assim não foram esgotados os recursos na segunda instância. (A ação contra Lula demorou seis meses). No caso de Aécio, a bronca dele é de quando era governador de Minas. O tucano teria fraudado licitações para construir a Cidade Administrativa. Já Valdir Rossoni responde por prevaricação e é investigado na Operação Quadro Negro. Luís Nishimori respondia no STF pelo emprego de nove “funcionários fantasmas” quando era deputado estadual no Paraná, entre os anos de 2003 e 2010, implicando desvio do total de R$ 2,8 milhões. Além do trio — Aécio, Rossoni e Nishimori –, a decisão do ministro Alexandre de Moraes também beneficiou mais cinco parlamentares: Roberto Rodrigues Goes, César Hallum, Carlos Henrique Amorim, Lamarck Gomes e Ricardo Cavalcanti. Aécio vai para “juízes amigos de Minas”. Viram, bobinhos do foro privilegiado? Por Fernando Brito Na hipocrisia brasileira, as coisas são o contrário do que parecem. O fim do foro privilegiado, disseram a você, agilizaria o julgamento dos políticos acusados de crimes. Celeridade, celeridade, celeridade, bradavam os colunistas dos grandes jornais. E hoje, na Folha, lê-se que Alexandre de Moraes, mandado diretamente do PSDB para o Supremo, acaba de remeter para a Justiça de Minas Gerais o inquérito sobre as propinas supostamente pagas a Aécio Neves pela construção do Centro Administrativo do Estado. Aquela mesma justiça estadual onde, por anos arrastou-se o processo do “mensalão mineiro”, novela que ainda não terminou e que corre o risco de ter como epílogo a prescrição da pena dada a Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, já perdido nas brumas da memória pública. Embora vá ser muito difícil Aécio Neves livrar-se , de imediato, do outro processo que se lhe move, o da mala da JBS, ficam maiores as possibilidades de que, findo seu mandato, também este tenha o mesmo destino. E em Minas, como se sabe, até um aeroporto privado, para uso de lazer, vira uma obra de infraestrutura, essencial para escoar a produção da indústria da pequena cidade de Cláudio. Que, como se sabe, é conhecida pelo grande número de fundições de ferro, um material levíssimo, adequado para transporte aéreo.

Greve da Unimontes deverá ser encerrada nos próximos dias

 PROFESSORES DA UNIMONTES ACEITAM PROPOSTA DO GOVERNO E SE REÚNEM NESTA SEMANA PARA DELIBERAR SOBRE FIM DA GREVE Em assembleia realizada na manhã da última sexta-feira 4, no campus da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), os professores aceitaram a proposta do Estado. Na próxima terça-feira a comissão de negociação se reúne com representantes do governo para definir os termos do acordo. Na quinta será realizada nova assembleia, para deliberar pelo encerramento da greve. A proposta aprovada consiste em incorporar gratificações ao vencimento básico e aplicar o recurso que seria destinado ao aumento da Dedicação Exclusiva (DE) nas tabelas da carreira. Na assembleia de hoje também foi aprovada a inclusão no acordo de ponto que garante o gozo das férias regulamentares para os professores, no mês de janeiro. O comando de greve informou que a categoria está sem férias há quase 3 anos. A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) sempre defendeu a necessidade de reservar esse período para isso.A greve já dura quase 100 dias e foi a forma encontrada pelos professores para fazer valer o acordo celebrado com o governo em 2016, que pôs fim ao movimento daquele ano. Fotos e Texto: Waldo Ferreira

Aécio Neves, o mentor do golpe, está saindo pela porta do fundo

 – Senador tucano, um dos mentores do golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff, que culminou em uma das maiores crises política e econômica do País, está sendo escorraçado da política e deve renunciar, em breve, seu mandato de Senador Os advogados do senador Aécio Neves o aconselharam a renunciar o quanto antes ao mandato. A informação é da jornalista Lydia Medeiros do jornal O Globo. Se aceitar a sugestão, Aécio irá repetir a façanha de seu colega de partido Eduardo Azeredo, processado pela criação do mensalão quando governou o estado de Minas Gerais. Azeredo foi denunciado em 2005 e, às vésperas do julgamento pelo STF em 2014, renunciou ao gargo de deputado, levando o processo para a primeira instância e conseguindo somar 11 anos de protelação judicial. Por pouco, os crimes de peculato e lavagem de dinheiro referentes ao ex-governador Eduardo Azeredo não prescreveram. Ontem, durante a votação do STF sobre o foro privilegiado, houve preocupação generalizada de parlamentares. Miro Teixeira, do Rede-RJ, pediu a publicação de um acórdão que deixasse claro todas as mudanças em jogo.