Zema é denunciado por tentar transferir hospitais públicos para gestão privada

Para membro do Conselho Estadual de Saúde, governo do estado está desrespeitando o SUS e seus trabalhadores Uma carta aberta à população de Minas Gerais, divulgada na semana passada, chama a atenção para as tentativas da gestão de Romeu Zema (Novo) de entregar para a iniciativa privada a gestão de unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG). Segundo o documento, ainda que três anos atrás o Conselho Estadual de Saúde (CES) tenha aprovado uma resolução contrária à medida, nos últimos meses, o governo do estado tem empenhado esforços para implementar o modelo de organizações sociais (OS) na rede da FHEMIG. A primeira secretária da mesa diretora do conselho Gláucia de Fátima Batista avalia que a postura do governador é de desrespeito com o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus trabalhadores. “Há violações de direitos humanos pelo  governo mineiro, quando privatiza as políticas públicas, principalmente o SUS, com propostas de terceirização dos serviços públicos. A Constituição Federal brasileira é clara quanto à saúde como dever do Estado”, destaca a assistente social, ao Brasil de Fato MG. Na carta, assinada por fóruns, sindicatos e movimentos apoiadores da luta em defesa da saúde pública, os signatários enfatizam que, nos municípios e estados onde o modelo de OS já foi implementado, existe uma série de relatos de corrupção e má gestão do serviço público. “Atendimento precário, falta de medicamentos e equipamentos para exame, ausência de pagamento de profissionais e fornecedores gerando interrupção nos serviços, contratação de profissionais de forma irregular, superfaturamento na aquisição de materiais e contratação de serviços, acúmulo de cargo e funções, além da precarização dos serviços e terceirização de servidores”, afirma o documento, ao apontar as consequências do modelo. Além de sensibilizar e chamar atenção da população para a situação, as organizações esperam que, com a carta, as pessoas se mobilizem em defesa SUS. Leia o documento na íntegra Modelo de Organizações Sociais não é solução e significa o desmonte da Saúde Pública Uma das propostas do governador Romeu Zema que tem gerado preocupações em Minas Gerais é a tentativa de transferir para a iniciativa privada a gestão hospitalar de unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerias (FHEMIG). A FHEMIG é um dos maiores complexos da América Latina e exemplo de gestão 100% pública.  Nos últimos meses, o governador Romeu Zema intensificou as investidas para implementar as chamadas Organizações Sociais (OS) mesmo com a posição contrária do Conselho Estadual de Saúde (CES/MG), de sindicatos, entidades da sociedade civil e parlamentares. Há três anos, no dia 14 de outubro de 2019, o CES/MG aprovou a Resolução nº 064, contrária a implementação de Organizações Sociais (OS) na rede FHEMIG. Na mesma época, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também impetrou ação civil pública com pedido de tutela de urgência para impedir a FHEMIG de entregar o Hospital Regional Antônio Dias (HRAD).  A Fundação já havia publicado o edital, mas o MPMG constatou inúmeros irregularidades na licitação. A Justiça concedeu liminar suspendendo o trâmite e que a deliberação do CES-MG fosse acatada. De lá para cá, o governo buscou o mesmo processo de cessão de outras unidades, como o Hospital Regional João Penido (HRJP) e recentemente o Hospital Cristiano Machado (HCM). Estados e municípios que implementaram as OS acumulam problemas relacionados à corrupção e má gestão dos recursos públicos. Foram noticiadas irregularidades em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Amazonas, e em cidades como São Paulo, Paraíba, Tocantins, Florianópolis e Goiás. As irregularidades são na maioria das vezes semelhantes nesses locais: atendimento precário, falta de medicamentos e equipamentos para exame, ausência de pagamento de profissionais e fornecedores gerando interrupção nos serviços, contratação de profissionais de forma irregular, superfaturamento na aquisição de materiais e contratação de serviços, acúmulo de cargo e funções, além da precarização dos serviços e terceirização de servidores. Para mais, o não enfrentamento do estado na solução dos problemas leva ao sucateamento ainda maior dos serviços para justificar a terceirização e privatização dos serviços. O cenário de falta de recursos e desfalque de escalas que o governo estadual deliberadamente não enfrenta adequadamente, com instrumentos que já possui, para pressionar a terceirização. As principais críticas ao modelo das OS são a inexistência de controle social, privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) e transferência de recursos de unidades geridas pela administração direta. Esses fatores se constituem como retrocessos à gestão do SUS. As OS é uma das formas que o governo possui para transferir recursos públicos para os empresários do setor privado da saúde. O SUS é patrimônio do povo mineiro e patrimônio imaterial do povo brasileiro! As entidades abaixo assinadas se uniram para denunciar e impedir a destruição do SUS em Minas Gerais: ABEn-MG (Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais ); Sindpros/Asthemg (Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais); CTB-Minas (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); CUT-MG (Central Única de Trabalhadores); Coletivo BIL (Coletivo de Mulheres Bissexuais e Lésbicas Trans e Cis); CRF-MG (Conselho Regional de Farmacêuticos de Minas Gerais); CRP-MG (Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais); CRESS-MG (Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais) CSP Conlutas; FAP/MG (Federação das Entidades dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais); Frente Brasil Popular; Intersindical – Central da Classe Trabalhadora; Marcha Mundial de Mulheres; MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens); Movimento Nacional de Direitos Humanos de Minas Gerais (MNDHMG); SEEMG (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais); Sinfarmig (Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais); Sinmed (Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais); Sinpro-Minas (Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais); Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Auxiliar de Apoio à Saúde, Técnico Operacional de Saúde, Analista de Gestão e Assistência à Saúde; Psind-MG (Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais); SIND SERB – Betim (Sindicato dos Servidores Municipais de Betim); Sindeess (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Belo Horizonte e Região); Sintsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social, Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social em Minas Gerais); Sindsep-MG (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais);

Zema perde prazo, e municípios podem ficar sem R$ 1,1 bilhão do Fundeb

Estado não regulamentou critérios de distribuição do fundo, alterado pelo Congresso em 2020. AMM enviou ofício cobrando do governo e acusa gestão do Novo de omissão O governo de Minas Gerais perdeu o prazo de dois anos para atualizar a legislação estadual conforme as regras do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), aprovado pelo Congresso em agosto de 2020. A Associação Mineira de Municípios (AMM) estima que as 853 cidades deixem de receber cerca de R$ 1,1 bilhão no ano que vem porque o governo não alterou a legislação. A Emenda Constitucional 108/2020, que criou o novo Fundeb, instituiu o chamado ICMS Educacional. O percentual do “critério educação” para repasse aos municípios subiu de 2% para, no mínimo, 10%, e o parâmetro passou a ser a melhoria dos indicadores de aprendizagem dos estudantes. Na prática, a mudança faz com que as prefeituras com melhores índices de ensino recebam uma fatia maior do ICMS, o que funciona como um mecanismo de incentivo para que os municípios melhorem a qualidade da educação ofertada. Como Minas não aprovou o aumento do ICMS Educacional para 10% nem a mudança do critério para a melhoria da aprendizagem, os municípios mineiros não poderão disputar o recurso do governo federal da complementação do Valor Aluno Ano por Resultados (VAAR) com as prefeituras de outros Estados. Dos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal, apenas Minas e o Rio de Janeiro não aprovaram as mudanças necessárias. Atualmente, o governo mineiro repassa 25% do que arrecada com o ICMS para os municípios. O cálculo de quanto cada prefeitura recebe leva em conta uma série de fatores, mas 2% devem ser transferidos com base no “critério educação”, que considera o número de matrículas em relação à capacidade de atendimento da rede municipal de ensino de cada cidade. Além de não aumentar o incentivo para que as prefeituras melhorem o aprendizado dos alunos da educação básica – educação infantil, ensino fundamental e ensino médio –, a ausência de uma nova lei estadual fará com que os municípios mineiros deixem de receber parte da complementação do Fundeb. O presidente da AMM e prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius Bizarro (sem partido), enviou ofício à Secretaria do Estado de Educação (SEE) cobrando a aprovação do aumento do ICMS Educacional para 10% e a mudança do critério para melhoria do aprendizado. O ofício também acusa o governo de Minas de improbidade administrativa. “Além do descumprimento do dispositivo constitucional pelo Estado, há evidente ocorrência de improbidade administrativa por omissão do agente público, deixando de praticar o ato, causando danos à administração pública e à população dos municípios”, argumenta o presidente da AMM no documento. Para Bizarro, “a situação preocupa os municípios, pois, com essa insegurança jurídica, fica imprevisível a forma correta de aplicação dos recursos do ICMS, o que pode inviabilizar juridicamente as administrações”. A preocupação do presidente da AMM é com os “severos índices de evasão” e o déficit de aprendizagem causado pela pandemia. Bizarro lembrou que o Ministério da Educação deu um ultimato até 30 de novembro para que Minas apresentasse a legislação do ICMS. Apesar do prazo, duas propostas na ALMG sobre o assunto sequer passaram por comissões temáticas. Votação de projetos só no ano que vem O prazo para aprovação do novo Fundeb venceu e as adequações necessárias ainda não foram votadas pela Assembleia Legislativa. Dois projetos, propostos pelos deputados Zé Guilherme (PP) e Beatriz Cerqueira (PT), aguardam para serem analisados nas comissões temáticas. No último dia 20, as propostas foram anexadas, mas ainda não começaram a tramitar nas comissões. Agora, só a partir de fevereiro, na nova legislatura, já que, na sexta-feira, foi realizada a última sessão do ano na Casa. O governo de Minas, por meio de nota, informou que apoia o PL 3.903/2022, do deputado Zé Guilherme (PP). “O Executivo acompanha a tramitação do projeto, já está em contato com o Tribunal de Contas do Estado e, assim que for aprovado, o assunto será deliberado com os municípios”, diz a nota. A promotora de Justiça Ana Carolina Coelho, que coordena o grupo de Defesa da Educação do Ministério Público de Minas Gerais, afirma que diversos municípios estão se movimentando para atender às exigências para concorrer à complementação do Valor Aluno Ano por Resultados (VAAR). Porém, ela pontua que a não atualização da lei estadual pode desestimular as prefeituras, já que esta também é uma das condições para receber o recurso. “Temos que pensar o ICMS Educacional como uma oportunidade porque é uma discussão de receita (para os municípios). Não podemos abrir mão dessa oportunidade principalmente no momento em que nós vivemos, um pós-pandemia de déficit severo de aprendizagem e índices alarmantes de evasão escolar”, disse. Via Jornal O Tempo

Liberdade econômica: Minas está entre os melhores estados para se investir

Nos últimos anos o estado recebeu mais de R$271 bilhões em investimentos, que geraram cerca de 675 mil vagas de emprego entre janeiro de 2019 e novembro de 2022 Inovação, eficiência e desburocratização. Essa combinação está deixando Minas Gerais cada vez mais atraente para os investidores e fazendo a economia mineira bater recordes em diversos setores. “A combinação parece óbvia, mas, quando o assunto é crescimento econômico, não existe receita de bolo. Existe planejamento, gestão e muito trabalho para fazer tudo dar certo. E nós sempre tivemos todo o apoio para fazer isso acontecer” – afirma Rodrigo Melo, superintendente de Desenvolvimento de Potencialidades Regionais, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Esse planejamento fica ainda mais claro quando vemos que as iniciativas e programas são muitos, mas estão conectados como engrenagens de uma máquina que está colocando em movimento a economia do Estado e trazendo mais qualidade de vida para a população. Liberdade que atrai investimentos Logo após a aprovação da Lei Federal de Liberdade Econômica de 2019, Minas foi um dos primeiros Estados a regulamentar essa lei e lançar uma série de iniciativas para que ela fosse cumprida na prática. Entre elas, se destaca o Minas Livre para Crescer, programa que levou as diretrizes pró-liberdade econômica a 307 municípios do Estado. Também foram criadas iniciativas importantes, como a liberação de alvarás para centenas de atividades de baixo risco, a capacitação de empreendedores e de jovens que querem entrar no mercado de trabalho e a implantação de plataformas digitais que conectam produtores, investidores e o mercado externo. O resultado foi um recorde na atração de investimentos, com mais de R$271 bilhões, que geraram cerca de 675 mil vagas de emprego entre janeiro de 2019 e novembro de 2022, em todas as regiões do Estado. O que significa mais oportunidades, dignidade e qualidade de vida para os mineiros. Liderança na corrida energética Mais produtividade pede mais energia. Para atender a essa demanda, Minas está pensando à frente e descobriu uma nova vocação: a energia fotovoltaica. Com a implementação de uma estratégia efetiva na busca por uma matriz energética mais limpa, o Estado deu incentivos como a simplificação de licenciamentos e benefícios fiscais para a geração solar. As vantagens foram claras como o sol. Em 2022, o Estado tornou-se o primeiro lugar do país em capacidade instalada desse tipo de geração, batendo a marca de 3,96 GW. Com tantas iniciativas, Minas Gerais está atraindo investimentos de setores tão diversos quanto e-commerce, embalagens, fármacos, centro de distribuição e logística e ferrovias. Tanto que, entre 2020 e 2021, a participação do Estado no total da economia brasileira passou de 8,99% para 9,28%. E cresceu mais que a média do Brasil no período. Os números mostram que o Estado está no caminho certo. E que, quando o assunto é economia, Minas também pode se orgulhar de ser a terra da liberdade. Acompanhe as principais conquistas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais em desenvolvimento.mg.gov.br  

Zema, Cleitinho e deputados são diplomados para próximo mandato

O Executivo, o senador, 53 deputados federais eleitos e 77 deputados estaduais federais foram diplomados nesta segunda-feira (19) em Minas O governador Romeu Zema (Novo) e seu vice Mateus Simões (Novo) foram diplomados, nesta segunda-feira (19), em solenidade organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), na Sala Minas Gerais, região Centro Sul de BH. Na cerimônia, também foram entregues os diplomas do senador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e seus suplentes – Alex Diniz e Wander de Sousa – e dos 53 deputados federais eleitos e dos 77 deputados estaduais federais. Os primeiros a receberem o diploma foram o governador Romeu Zema e Mateus Simões. Depois foram chamados para serem diplomados o senador Cleitinho Azevedo e os suplentes. Em discurso comedido, o chefe do Executivo defendeu a liberdade de expressão e o resultado das urnas. O governador reeleito Romeu Zema (Novo), disse, durante o ato de diplomação dos eleitos, em solenidade realizada pelo TRE-MG, que recebe o diploma com gratidão “pelo reconhecimento do trabalho que realizamos”. A diplomação acontece nesta segunda-feira (19). pic.twitter.com/yMH8XJlgfD — O Tempo (@otempo) December 19, 2022 Durante a cerimônia de diplomação, nesta segunda (19), Romeu Zema (Novo), governador reeleito por Minas Gerais, defendeu o reconhecimento dos resultados das urnas, mas, também, ressaltou que deve ser garantido o direito às liberdades individuais. pic.twitter.com/melqFcmgMp — O Tempo (@otempo) December 19, 2022 O governador reeleito Romeu Zema (Novo) encerrou o discurso na cerimônia de diplomação, nesta segunda (19), exaltando, mais uma vez, a liberdade de expressão. “Todo e qualquer controle sobre a liberdade de expressão deve ser precedido de debate coletivo e condições de igualdade". pic.twitter.com/dOEzZEZ7uE — O Tempo (@otempo) December 19, 2022 Após a diplomação dos cargos majoritários, foi a vez dos deputados federais receberem o documento que marca o fim do processo eleitoral. Um a um foi chamado ao palco para receber o diploma. Alguns foram receberam manifestações mais calorosas da plateia, como o caso do deputado Nikolas Ferreira (PL), deputado mais votado do Brasil, e a deputada Duda Salabert (PDT), terceira mais votada em Minas. Ainda, Sargento Rodrigues (PL) quebrou o protocolo e apareceu com um cartaz no palco. Diplomados os 53 parlamentares mineiros que vão compor a bancada mineira na Câmara dos Deputados em Brasília, foi a vez dos deputados estaduais receberem o diploma. Alguns parlamentares não compareceram ao evento. Entre os federais, o segundo deputado mais votado do Estado, André Janones (Avante) faltou ao evento. Faltaram também os deputados: Aécio Neves (PSDB), Luis Tibé (Avante) e Ana Pimentel (PT), que justificou a falta por estar com suspeita de Covid-19. Já entre os nomes que vão ocupar cadeiras na ALMG, não estavam presentes os deputados: João Vitor Xavier (Cidadania) e Mário Henrique Caixa (PV), por estarem no Catar para a cobertura da Copa do Mundo, além do deputado Gustavo Santana (PL). Protesto contra privatização do metrô Na porta da Sala Minas Gerais, antes do evento, o sindicato dos metroviários realizou uma manifestação contra a privatização do metrô de Belo Horizonte, que tem leilão marcado para esta quinta-feira (22). Em um grupo pequeno, manifestantes carregavam faixas e gritavam palavras de ordem contra a privatização e o governador Romeu Zema, um dos principais defensores da entrega da CBTU Minas para o setor privado. “A nossa greve é em defesa do nosso emprego e é também em defesa do direito da população de ter um metrô acessível com tarifa social”, pontuou o diretor do Sidimetro, Pedro Vieira. Jornal O Tempo

Pacheco avisa Lira: Senado não dará mandato vitalício a Bolsonaro

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), avisou a Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, que não será aprovada a proposta de dar cargos de senador vitalício a ex-presidentes da República. A informação é do blog do Bernardo Mello Franco do jornal O Globo. A ideia por trás de tal proposta era garantir foro privilegiado a Jair Bolsonaro (PL) após este deixar a presidência. Como foi derrotado na eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual chefe do Executivo não terá mandato a partir de 2023 e poderá ser julgado por juízes de primeira instância. Quem costurava a proposta silenciosamente era o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes. No entanto, neste domingo (11), em conversa entre Pacheco e Lira, o presidente do Senado já alertou que a proposta “não tem chance de ser aprovada na Casa que comanda.”

125 anos de Belo Horizonte: veja quais foram os primeiros territórios ocupados

Além dos quilombos que já existiam, uma das primeiras ocupações urbanas foi na Rua Sapucaí, no Centro da cidade Por Amélia Gomes – Brasil de Fato Nesta segunda, 12 de dezembro, Belo Horizonte completa 125 anos. A capital mineira foi planejada e construída para ser a sede do estado e também um símbolo do regime republicano. Mas, o que havia nestas terras antes da capital? Quem ocupava o território? A historiadora e pesquisadora do tema Michele Arroyo explica que a cidade, antes uma vila conhecida como Freguesia do Curral Del Rey, funcionava como um ponto de passagem, apoio e pouso para os que transitavam entre as regiões mineradoras do estado, como Nova Lima, Mariana, Ouro Preto, Congonhas e Sabará, que era a comarca a qual o Curral Del Rey estava vinculado. Também por causa da vocação mineradora, Minas Gerais recebeu parte significativa dos trabalhadores negros escravizados enviados ao Sudeste do Brasil. A maioria dessa população era remanejada para as minas ou lavouras do estado. Belo Horizonte era um dos territórios responsáveis pelo fornecimento de alimentos na região e, por isso, destino de muitos desses trabalhadores. Reflexo disso é que em 1872, 77% da população do Curral Del Rey, era negra ou mestiça, o que representava um contingente de 5 mil habitantes. Estima-se que entre esses, 400 eram pessoas escravizadas. “Vale lembrar que a partir de 1888 houve um fluxo muito grande para Belo Horizonte de trabalhadores, antes escravizados, que vieram à procura de emprego, sobretudo para ajudar na construção da cidade”, ressalta a pesquisadora. Os que aqui já estavam Um dos locais mais antigos de Belo Horizonte é a Pedreira Prado Lopes. Há indícios, de que nos tempos do Curral Del Rey, a comunidade era um quilombo que foi se constituindo, sobretudo por causa de sua localização estratégica na rota de circulação do vilarejo. Com a construção da capital, os moradores foram expulsos para que fosse feita a extração de pedras na região, matéria-prima na fundação da cidade. Apesar disso, muitos resistiram e reocuparam o território e, por isso, a comunidade é nomeada dessa forma e é também uma das periferias mais antigas da cidade. Além da Pedreira, outros dois quilombos também já existiam antes mesmo da construção da cidade: Mangueiras e Luízes. O primeiro é localizado na divisa de Belo Horizonte com Santa Luzia e foi fundado na segunda metade do século 19 por um casal de lavradores. O segundo, fica onde hoje é uma das regiões centrais de capital, o bairro Grajaú. O Luízes foi fundado pelos descendentes do casal Nicolau Nunes Moreira e Felicíssima Angélica de Jesus, que adquiriram a antiga fazenda de Piteiras. Com a expansão da cidade, o terreno do quilombo foi invadido por construtoras e órgãos municipais. A quilombola Miriam Aprígio, afirma que hoje resta apenas 10% do território conquistado por seus antepassados. “A urbanização e a especulação imobiliária dizimaram quase que a totalidade do nosso território, levando também as possibilidades de manutenção das nossas tradições, de preservação do nosso legado e da nossa cultura”, se revolta Miriam, que também é historiadora. Os dois quilombos são reconhecidos como patrimônio imaterial de Belo Horizonte, no entanto, os ainda lutam pela proteção nacional. Primeiras ocupações Além dos quilombos, uma das primeiras ocupações urbanas da nova capital, aconteceu na Rua Sapucaí, no Centro. Por sua proximidade com a Praça da Estação, principal ponto de trânsito na cidade, muitas pessoas, que migravam para Belo Horizonte, na esperança de conseguir um emprego e melhorar de vida, começaram a se aglomerar nesse logradouro, formando posteriormente uma espécie de ocupação urbana, denominada como “Alto da Estação”, fenômeno que também aconteceu em outros pontos da cidade, como na parte de trás do Palácio da Liberdade. Essas comunidades posteriormente também foram expulsas da região central. Revisitando a história Um importante passo contra o apagamento estrutural da população negra fundadora de Belo Horizonte tem sido a revisitação da história da cidade, utilizando não só os registros oficiais. Atualmente, pesquisas arqueológicas, registros orais e outros tipos de documentação são peças importantes na reconstrução da história da cidade. Uma das conquistas já alcançadas com isso foi o reconhecimento do Largo do Rosário, território sagrado da comunidade negra, que guardava a Capela de Nossa Senhora do Rosário e o Cemitério da Irmandade dos Homens Pretos.

Vício golpista empurra FIESP para o caos – Por Fernando Brito

Patos, gado … Para empresários que já foram chamados de “capitães da indústria”, temos de convir que andam deprimentes os novos apelidos dados aos integrantes da outrora poderosa Federação das Indústrias de São Paulo. Afinal, a instituição que foi criada pelo “Conde” Francisco Matarazzo, que se consolidou sob as mãos de Roberto Simonsen (líder da criação do Sistema Ses-Senai) e tantos outros empresários de peso, como Luís Eulálio Bueno Vidigal e Mario Amato, parecia que ia tomar novos rumos com a ascensão de Josué Gomes da Silva, dono de uma das raras tecelagens que ainda sobrevive no país e, como filho do ex-vice de Lula nos seus dois primeiros mandatos (José Gomes da Silva) teria condições privilegiadíssimas de diálogo com o novo governo. Parecia…Porque o bolsonarismo reinante no empresariado paulista está tratando de derrubar o presidente da Fiesp pelo gravíssimo crime de não ser hostil ao presidente que o povo escolheu. Sim, porque não há nenhuma outra “acusação” da Josué, muito menos aquelas de malversação de recursos, violações estatutárias ou abandono do cargo, únicas que o regimento da Fiesp prevê para justificar uma destituição. Portanto, um golpe meramente político, para colocar à testa da Fiesp alguém que faça oposição sistemática ao governo recém-eleito. É o estranho método que Paulo Skaf inaugurou ao fazer do “pato” o mascote da quebra da normalidade institucional. A mais poderosa entidade empresarial brasileira vai, portanto, ter o seu comando indo parar numa decisão judicial, enfraquecendo-a justo no momento em que o país enfrenta o desafio de reindustrializar-se e realizar, afinal, uma reforma tributária… Portanto, algo que merece incluir-se, ao lado do pato e do gado, também um burro… Publicado originalmente em Tijolaço 

Expominas recebe a 33ª Feira Nacional de Artesanato, com expansão ao mundo virtual

O Expominas recebe a partir desta terça-feira (6) a 33ª Feira Nacional de Artesanato. O tema deste ano são os 200 Anos da Revolução Industrial. A exposição estará disponível até o próximo domingo (11). Neste ano, o tema será contado na exposição “A arte do Ofício”, com apoio do Senai e do Sebrae. A exposição será exibida na entrada principal do Expominas e mostrará a história da produção artesanal desde os anos 6.000 antes de Cristo até os dias atuais em espaços interativos e participativos, onde o visitante terá a oportunidade de viver a jornada dos nossos antepassados até os dias de hoje. Nesta 33ª edição, serão cerca de 900 estandes com apresentação de produtos de todo o país e de representantes de outros países da América Latina, África e da Europa e de mais de 30 etnias indígenas. As exposições terão oficinas artesanais gratuitas, apresentações culturais com manifestações artísticas do folclore e do cancioneiro nacional, cortejos e shows musicais. O evento contará ainda com três praças de alimentação, lanchonetes e restaurantes. Interação virtual Uma novidade é que o evento acontecerá também no modo virtual. Uma plataforma realizará a gravação 360 graus de todos os estandes e os internautas de qualquer parte do Brasil e do mundo poderão “passear” por eles, se comunicar com os expositores e fazer as suas compras. Ela ficará no ar até novembro de 2023, transformando a Feira Nacional de Artesanato em um evento 365 dias. Ingressos A feira é destinada ao público em geral e a lojistas, e os ingressos deverão ser retirados com antecedência pelo Sympla, ao preço de R$ 17,50. Maiores de 60 anos, menores de 12 anos e PCDs (pessoas com deficiência) não pagam, entretanto, devem retirar a entrada na plataforma virtual. Na portaria, os ingressos serão vendidos a R$ 20 e o estacionamento, que é terceirizado, tem diária de R$ 60. Endereço e horário: O Expominas fica na avenida Amazonas, 6.200, no bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte. Terça a sexta-feira – de 14h às 21h; Sábado – de 10h às 21h; Domingo – de 10h às 20h. Evento inclusivo De acordo com Tânia Machado, organizadora da feira, a FNA é estruturada para ser um evento responsável e inclusivo. “Nos tempos atuais, não tem como não atendermos às necessidades de todas as pessoas e do meio ambiente. É com muita consciência e orgulho que fazemos isso”, enfatiza, ao enumerar as iniciativas. “Incentivamos a visita tátil para o deficiente visual, tradução em libras para o deficiente auditivo nas oficinas, acesso adequado para os deficientes físicos e acolhimento para crianças autistas, além de espaço indígena com mais de 30 etnias de diversas regiões brasileiras”, informa. Feira Nacional de Artesanato A feira teve início em 1989, com apenas 60 estandes e 200 expositores, hoje é a maior da América Latina. Em 2019, 5 mil expositores de todos os estados do Brasil e outros 12 países da América Latina, África e Europa ocuparam 1 mil estandes do Expominas. Em 2020, para adaptar-se aos protocolos sanitários, em função da pandemia da Covid, diminuiu o número de estandes para 497, teve 2 mil expositores, com quase 30 mil visitantes. Em 2021, manteve o formato de 2020, ainda por causa da Covid, mas registrou um aumento de expositores e visitantes para 2.500 e 80 mil, respectivamente. BHAZ

Cinco mineiros estão cotados para o primeiro escalão do governo Lula

Reginaldo Lopes, Alexandre Silveira, Luiz Dulci, Josué Gomes da Silva e Alexandre Kalil são apontados como futuros ministros Minas Gerais pode ter uma presença marcante no ministério do terceiro governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme apurou a reportagem do Estado de Minas com fontes da equipe de transição do futuro governo, do PT e de aliados, o estado já têm vários nomes colocados como “ministeriáveis”. Entre eles, o senador Alexandre Silveira (PSD), cotado para o Ministério da Infraestrutura. Outros mineiros que entraram na lista dos prováveis integrantes do primeiro escalão do futuro governo são o ex-deputado e ex-ministro Luiz Dulci e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT). Nesta semana, também começou a ser especulado como “ministeriável” o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar (falecido em 2011), diretor do Coteminas (gigante da área têxtil) e atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No segundo turno, Lula saiu vitorioso em Minas Gerais com 6.190.815 votos (50,20%) enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 6.141.161 votos (49,8%) no estado. Apesar de Lula ter ficado na frente por uma diferença pequena – de 49.654 votos (0,4%), o estado teve uma grande importância na vitória do petista, sendo que Minas (segundo maior colégio eleitoral do país) é considerado o espelho da disputa nacional. Além disso, durante a campanha, Lula sugeriu que, se eleito, iria “prestigiar” com a escolha de representantes mineiros para compor a sua equipe de ministros. Conforme uma fonte ligada ao PT e à equipe do presidente eleito, o senador Alexandre Silveira está “muito cotado” para assumir o Ministério da Infraestrutura por ter várias credenciais para ocupar a pasta. Nomeado para equipe de transição de Lula, ele foi diretor-geral do Departamento Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na gestão anterior do petista. Silveira – que foi candidato à reeleição ao Senado apoiado por Lula e não conseguiu vitória nas urnas – tem ainda como grande trunfo o fato de ser “apadrinhado” pelo atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (seu correligionário no PSD) e pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Proximidade Outro mineiro cotado para a futura equipe ministerial, na cota pessoal de Lula, é o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que teve o apoio do petista na disputa pelo governo do estado. Durante a campanha eleitoral, Kalil ficou próximo de Lula e em vários momentos sua gestão à frente da Prefeitura de BH foi elogiada pelo então candidato à Presidência. “Kalil é um cara muito sincero, muito digno, corajoso, e que faz um excelente trabalho como prefeito de Belo Horizonte. É um cara com muita disposição de botar a mão na massa, de fazer acontecer”, disse Lula em uma entrevista que deu ao EM em agosto. Assim como Kalil, há uma proximidade de Lula também com Luiz Dulci, que foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante os oito anos das duas gestões anteriores do petista. A partir de janeiro de 2023, ele poderá retornar ao posto. Outra possibilidade é assumir Secretaria da Articulação Política caso Gillberto Carvalho seja nomeado para a Secretaria-Geral da Presidência. Dulci disputa com Carvalho o papel de “fiel escudeiro” de Lula e os dois estarão próximos do presidente eleito no futuro governo. O deputado Reginaldo Lopes, líder do PT na Câmara Federal, “corre por fora” como candidato ao Ministério da Educação, pasta que está sendo muito disputada pela sua relevância e pela projeção dada ao seu comandante. Lopes pode ter um “apoio extra” de peso: o ex-ministro Walfrido Mares Guia, que também é mineiro. Conselheiro e uma das pessoas mais próximas de Lula, Walfrido chegou acompanhar Lula na campanha eleitoral em Minas, como ocorreu em comício realizado em Montes Claros, no Norte de Minas, no dia 15 de setembro, no primeiro turno. Nesta semana, outro mineiro que apareceu no radar foi o empresário Josué Gomes da Silva, segundo noticiou um site. Ele estaria disposto a comandar algum ministério do próximo governo “caso seja convidado” pelo presidente eleito. O filho do ex-presidente José Alencar é cotado para chefiar os ministérios da Fazenda ou Comércio e Indústria. Josué Gomes da Silva não manifestou publicamente sobre o assunto. * Com informação do EM

Máscaras são obrigatórias em serviços de saúde e transporte de BH até 2023

A obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte coletivo e em unidades de saúde de Belo Horizonte foi prorrogada até 3 de janeiro de 2023. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (2/12) pela secretária municipal de Saúde, Cláudia Navarro, que justificou a decisão com o aumento na positividade dos testes para COVID-19 na capital. O equipamento já estava sendo exigido desde 18 de novembro, quando a secretária apontou um aumento de 15% na positividade dos testes em uma semana. A medida valeria por apenas 15 dias, mas teve de ser prorrogada diante da escalada de novos casos. “Para que Belo Horizonte não volte a apresentar problemas assistenciais como falta de leitos, aumento de casos mais graves e até mesmo óbitos, prorrogamos o uso obrigatório das máscaras. Em novembro, percebemos um aumento de 5% para 33% da positividade dos testes para detecção de Covid-19 realizados nas unidades próprias do município”, justificou Cláudia Navarro. Antes da primeira medida, BH ficou cerca de três meses sem que o equipamento fosse exigido em qualquer circunstância, ainda que seu uso fosse recomendado, em especial para públicos de alto risco. Dados publicados no boletim epidemiológico da prefeitura na quinta-feira (1/12) mostram que o número de casos de COVID registrados na cidade na segunda quinzena de novembro foi mais de sete vezes superior ao computado na primeira metade do mês. Entre 1º e 16 de novembro, a cidade teve 636 novos casos da doença, ao passo que, entre 17 de novembro e 1º de dezembro, foram 4.907 casos positivos para coronavírus registrados em BH. Enquanto isso, os números da vacinação na cidade estão estagnados. Na quinta-feira, a prefeitura se manifestou dizendo que não tem doses para ampliar a cobertura da quarta dose, ou segunda dose de reforço, na cidade. Desde o fim de junho, o público-alvo se restringe a moradores com mais de 40 anos e, mesmo dentro dessa faixa etária, a cobertura é deficitária, só 38,9% completou o esquema vacinal, o que indica que mais de 700 mil pessoas já poderiam estar em dia com o calendário de proteções, mas não o fizeram. Onde as máscaras são obrigatórias A recomendação é que as máscaras sigam sendo usadas, especialmente por pessoas no grupo de risco e com sintomas gripais. Segundo o decreto, é necessário usar máscaras nos seguintes espaços: Hospitais Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Unidades Básicas e Secundárias de saúde Serviços móveis de urgência Consultórios médicos Clínicas especializadas (odontologia, quimioterapia, radioterapia, hemoterapia, litotripsia, bancos de células e tecidos humanos, reprodução humana assistida, diálise e nefrologia) Serviços de vacinação e imunização humana Serviços de diagnósticos abertos ao público (laboratórios de análises clínicas, exames por imagem, por registros gráficos e métodos ópticos) Pontos de ônibus Ônibus Metrô Transporte por aplicativo Táxis Transporte escolar EM