Alexandre de Moraes rejeita pedido de Nikolas Ferreira para prender Dino

No texto, Nikolas pedia ainda que a Justiça decretasse a prisão preventiva de Dino pela omissões durante a invasão aos Três Poderes O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta sexta-feira (13/1), o arquivamento da representação feita pelo deputado eleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que alegava omissão intencional do ministro da Justiça, Flávio Dino, nos atos golpistas feito por bolsonaristas em Brasília, no último domingo (8/1). No texto, Nikolas pedia ainda que a Justiça decretasse a prisão preventiva de Dino. De acordo com a decisão de Moraes, não existem índicios de atividade ilegal por parte de Dino. Na decisão, o ministro cita que Nikolas “sabia dos riscos e fora informado de mudanças nas estratégias de segurança antecipadamente, porém se omitiu em determinar as necessárias precauções que estavam ao alcance de seu cargo”. “Diante do exposto, em razão da ausência de indícios mínimos da ocorrência de ilícito penal, determino o arquivamento imediato desta representação”, diz decisão de Moraes. Conta derrubada Mais cedo, antes de Moraes arquivar a queixa-crime, Nikolas Ferreira teve a conta no Instagram derrubada mais uma vez. O deputado eleito disse não saber o motivo da decisão, mas relacionou o caso, justamente, ao pedido de prisão de Dino. “Basicamente, sou um parlamentar que não posso falar ou me comunicar com as pessoas. Por que querem me calar dessa forma?”, queixou-se, no Twitter. A queixa-crime apresentada contra o Ministro da Justiça tinha moldes similares à petição que culminou no pedido de prisão preventiva de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. “(A queda do Instagram ocorreu) coincidentemente, logo após eu ter mostrado algumas evidências, inclusive através da mídia, com relação à responsabilização de Flávio Dino nos atos de vandalismo de 8 de janeiro, e pedir que o ministro Alexandre de Moraes averiguasse”, protestou o parlamentar. Invasão aos Três Poderes Vestidos de verde e amarelo, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) nesse domingo (8/1). Estima-se que 4 mil pessoas participaram da ação em Brasília. Até ontem (10/1), cerca de 1.200 estavam detidas no QG do Exército. Inconformados com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os bolsonaristas ocuparam os Três Poderes para pedir um golpe militar. Foram quebrados objetos históricos, obras de arte, móveis e vidraças. Houve invasão a gabinetes e roubo de documentos e armas. Após o ataque, o presidente Lula decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. Horas depois, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar Ibaneis Rocha do governo do DF por 90 dias. Na segunda-feira (9/1), Lula e representantes de todos os estados fizeram reunião pela democracia. Depois, caminharam juntos do Planalto ao STF. Também na segunda, os acampamentos de bolsonaristas golpistas foram enfim desmontados após ordem do STF. Mais de 1,2 mil foram detidos em Brasília. Concentrações também foram desfeitas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outras capitais. Na maioria dos casos, sem confrontos. Até o momento, as investigações avançam e miram os financiadores dos ataques. O governo diz que pessoas de ao menos 10 estados bancaram ataques.

STF e TSE são acionados contra posse de deputados que apoiaram ataques

Entre os citados por ação de juristas, advogados e defensores públicos estão os deputados mineiros Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sargento Rodrigues (PL-MG) (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press) O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberam nessa quarta-feira (11) petições para que ao menos seis deputados federais eleitos tenham a sua diplomação suspensa e sejam impedidos de tomar posse em 1º de fevereiro. A iniciativa é dos advogados Marco Aurélio de Carvalho, Fabiano Silva dos Santos e Pedro Serrano, do grupo Prerrogativas. A articulação, integrada por juristas, advogados e defensores públicos, cita publicações e manifestações de autoria de Carlos Jordy (PL-RJ), Silvia Waiãpi (PL-AP), André Fernandes (PL-CE), Nikolas Ferreira (PL-MG), Sargento Rodrigues (PL-MG) e Walber Virgolino (PL-PB) em que os parlamentares eleitos supostamente endossam os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. “Não é aceitável ou imaginável que pessoas que tenham sido eleitas como representantes do povo em um regime democrático, por meio de eleição livre, possam apoiar, incentivar e mesmo participar de atos que atentem contra o Estado democrático de Direito”, afirmam os advogados ao TSE. “O apoio público a atos atentatórios ao regime democrático configura, de maneira clara e direta, comportamento incompatível com o decoro parlamentar”, dizem ainda. Os signatários da petição destacam uma decisão do presidente da corte eleitoral, Alexandre de Moraes, em que o ministro afirma que todos os envolvidos nos ataques golpistas serão responsabilizados. Eles ainda citam como exemplo o caso do juiz de primeira instância Wauner Batista Ferreira Machado, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, que foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça por autorizar a realização de um ato golpista em frente a quartel do Exército na capital mineira. “Trata-se de paralelo perfeitamente aplicável à hipótese dos autos”, afirmam os advogados do Prerrogativas, sugerindo que os parlamentares eleitos também podem ser responsabilizados por ações relacionadas aos ataques ocorridos no domingo (8). A ofensiva do Prerrogativas se soma a medidas tomadas pelas bancada do PT na Câmara e pelo PSOL, que entraram com representações junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo que parlamentares que participaram ou incentivaram atos antidemocráticos sejam investigados. O PT pede que alguns deles sejam impedidos de assumir o cargo na próxima Legislatura e tenham acesso barrado a redes sociais. “A única saída é responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis por essas manifestações. Essas ameaças são ainda mais graves quando sustentadas por parlamentares que se elegeram com o voto popular e atentam contra a democracia, regime que os alçou à condição de representantes e mandatários do povo”, afirma o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas. “A gente não pode ter nenhum comportamento condescendente com golpistas, com fascistas, com terroristas e muito menos com parlamentares que se elegem no regime democrático e que atentam contra a democracia e contra as instituições. Temos que reagir de forma contundente e pedagógica”, completa. Como mostrou a Folha de S.Paulo na quarta-feira, partidos com filiados suspeitos de participação nos ataques em Brasília variam do silêncio sobre providências à decisão de expulsar sumariamente membros com envolvimento no atentado antidemocrático. O PL, que tem deputados eleitos entre os suspeitos de comparecerem ou darem apoio à invasão, não anunciou se tomará medidas contra os filiados. A assessoria disse estar esperando uma posição do partido para se manifestar.

Atos terroristas – Corregedoria do MP enquadra promotor de Minas Gerais

CAC e instrutor de tiro, Flávio Cesar de Almeida, que é promotor de Justiça de Minas Gerais, tem mais de 17 mil seguidores no Instagram (Foto: Reprodução)  A Corregedoria Nacional do Ministério Público mandou o promotor de Justiça de Minas Gerais, Flávio Cesar de Almeida Santos, excluir, de suas redes sociais, postagens que incitam a subversão do Estado Democrático de Direito e apoiam os ataques terroristas em Brasília, no domingo (8). Flávio Cesar é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e Instrutor de Armamento e Tiro (IAT). A decisão foi tomada cautelarmente pelo corregedor nacional do órgão, Oswaldo D’Albuquerque. O promotor, que tem 17 mil seguidores no Instagram, é lotado na Comarca de Ribeirão das Neves do Ministério Público de MG. Nos últimos dias, ele compartilhou publicações nas quais faz críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de atacar o ministro Alexandre de Moraes, questionar a honestidade das eleições e apoiar os atos golpistas de Brasília, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. “A fraude eleitoral foi a fagulha que fez a maioria dos brasileiros explodir de raiva hoje se manifestando contra o sistema brasileiro que sempre coloca os habituais… Este vídeo deve ser compartilhado com força”, publicou Flávio Cesar, postando junto fotos da invasão às sedes dos três poderes. “Entreguem o código-fonte das urnas eletrônicas”, destacou, em publicação, disseminando fake news bolsonarista que prega, sem qualquer fundamento, a ausência de transparência no processo eleitoral. Além da exclusão dos conteúdos ofensivos e mentirosos, a corregedoria, vinculada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), determinou a instauração de uma reclamação disciplinar contra o promotor “para apurar os fatos relatados”. Postagens ultrapassam o limite da liberdade de expressão O corregedor nacional considerou que as mensagens nas redes do promotor mineiro extrapolam os limites da liberdade de opinião e atentam contra o Estado Democrático de Direito. “O episódio de exceção ocorrido na capital da República no último dia 8 de janeiro merece ser repudiado e censurado por todos os ângulos, não se coadunando com a ordem constitucional a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito”, ressaltou D’Albuquerque. “As postagens do integrante do Ministério Público do estado de Minas Gerais na sua rede social estão sendo veiculadas diariamente no seu feed e stories, cujo perfil conta com mais de 17 mil seguidores e no qual se identifica o reclamado como ‘Promotor de Justiça’, colocando em xeque a própria Instituição ministerial a que serve perante a sociedade”, acrescentou. Segundo a decisão, as publicações teriam afrontado recomendações do regimento do órgão para que seus integrantes “mantenham conduta ilibada na seara profissional e pessoal” e ajam “com reserva, cautela e a discrição” ao fazer postagens nas redes sociais.

Ato golpista – Membros de instituições públicas de MG serão investigados

Vidros estilhaçados e obras de arte desmanteladas são algumas das cenas de horror criadas pelos bolsonaristas – Pedro França/Agência Senado Demissão é uma das punições previstas. Denúncias estão sendo acolhidas nos canais de ouvidoria dos órgãos Por Amélia Gomes / Brasil de Fato A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está recolhendo denúncias de servidores, estudantes e demais pessoas vinculadas à instituição que tenham participado dos atos golpistas do último domingo (8), em Brasília. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo e-mail ouvidoria@ufmg.br De acordo com a universidade, no caso dos servidores, será instaurado um processo administrativo para apuração do fato. Caso seja comprovada a participação, os servidores poderão sofrer sanções, como demissão por lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. Já os demais membros, serão investigados pelo Ministério da Justiça. Nesta terça-feira (10), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) exonerou o funcionário comissionado e servidor público Valério Cypriano Gomes de Oliveira. A suspeita é que Valério estaria envolvido nos atos em Brasília. No entanto, a PBH não confirmou a informação. Em nota, a prefeitura informou apenas que o funcionário foi exonerado e está sendo investigado pela Controladoria Geral do município. A PBH informou também que denúncias de servidores que participaram dos atos golpistas devem ser feitas pelo canal 156 ou neste link. Juiz, que passou por cima de decisão do STF, também é punido Na segunda (9), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão decretou o afastamento cautelar do juiz Wauner Batista Machado, da 3° Vara de Fazenda Pública de Belo Horizonte. Wauner autorizou um empresário a armar uma barraca na avenida Raja Gabaglia, mesmo após o ministro Alexandre de Moraes ter decretado a proibição da interdição da vida. Na decisão, o ministro pediu urgência na avaliação do caso de Wauner. “É possível concluir que sua atividade jurisdicional tem sido deturpada pela tentativa de impor seus propósitos e simpatias por determinado grupo organizado que vem – em atuação crescente – praticando atos que configuram verdadeiro ataque ao regime democraticamente estabelecido. Não se trata de atividade jurisdicional, mas de atuação que claramente ofende aos ditames constitucionais e aos deveres inerentes ao exercício da magistratura”, afirmou. Deputada celebra desfecho das investigações Autora de um requerimento que solicitou ao Ministério Público e à Polícia Civil de Minas Gerais a investigação da participação de mineiros nos atos golpistas, a deputada Andréia de Jesus (PT) celebra os rumos que a situação tem tomado. “Além do nosso mandato, o próprio Partido dos Trabalhadores (PT), e também o Socialismo e Liberdade (PSOL), além de outros parlamentares, endossaram o pedido e já vemos resultados com a exoneração desses servidores. É uma vitória muito importante”, comemora.

Governador Romeu Zema restringe acesso à cidadania em Minas Gerais

RETROCESSO – Após portaria de Zema, mais de 1 milhão de mineiros perdem gratuidade de 2ª via de identidade – Assim que o governador tomou posse, em 2019, taxa subiu de R$ 32,51 para R$ 65,03. Em 2022 chegou a R$ 95,41 – Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil Uma portaria do governo Zema, publicada em dezembro do ano passado, modifica as regras que garantem a gratuidade na emissão de segunda e demais vias da carteira de identidade para pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao todo, quase 1,5 milhão de mineiros devem ser impactados. Antes da medida, o benefício era garantido a quem possui renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar total de até três salários. Com a mudança, o direito passa a ser concedido a apenas quem possui renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo. Ao mesmo tempo, a população de Minas já iniciou o ano de 2023 sendo informada de um novo aumento na taxa para emissão do documento, que chegou a R$ 100. Ao longo do primeiro governo Zema, o valor passou por sucessivos reajustes. Para se ter uma ideia, logo no primeiro mês de 2019, assim que o governador tomou posse no primeiro mandato, a taxa subiu de R$ 32,51 para R$ 65,03. Poucos dias depois, um novo reajuste a elevou para R$ 71,06. Ao final de 2022, o valor cobrado já era de R$ 95,41. A emissão da primeira via do documento continua sendo gratuita. Na avaliação do analista de políticas públicas Clessio Cunha Mendes, a nova regra ignora indicadores de vulnerabilidade e restringe o acesso ao direito de pessoas que necessitam. “Se você tem uma pessoa que mora sozinha e consegue ter uma renda um pouco maior que meio salário mínimo, essa pessoa ainda pode estar numa situação de vulnerabilidade geral. É um critério muito baixo e muito frio, que não abarca todas as vulnerabilidades”, afirma. Efeito cascata Como consequência direta dessa política, Clessio argumenta que parte das pessoas que ficaram fora do novo critério podem ter seu direito ao acesso à cidadania restringido. Isso porque, para usufruir da maioria dos serviços públicos, é necessária a apresentação de documento de identificação. Entre as políticas públicas cujo documento é solicitado, o analista cita o sistema de saúde, os restaurantes populares, a educação e outros. “Qualquer serviço público que você vai acessar, você precisa se identificar de alguma forma. Quando se tem que arcar com esse custo, o acesso é dificultado”, complementa. Histórico Antes das gestões do Partido Novo, os órgãos de assistência social tinham a opção de encaminhar, de acordo com a necessidade, pessoas em situação de vulnerabilidade para ter acesso à gratuidade, considerando outros critérios para além da renda. Com o governo Zema, para ter acesso ao direito, começou a ser exigido o registro no Cadastro Único (CadÚnico), o que, na avaliação de Clessio, tornou o processo mais burocrático. “Exige que a pessoa muitas vezes entre para uma fila, aguarde a disponibilidade de um entrevistador. Isso cria dificuldades. Às vezes, a pessoa precisa do documento com urgência para, por exemplo, ir ao banco sacar o dinheiro da aposentadoria”, comenta. Fonte: Brasil de Fato

Sobe para 20 o número de mortes causadas pelas chuvas em Minas Gerais

Sobe para vinte o número de mortes em decorrência das chuvas em Minas Gerais, conforme boletim divulgado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG), nesta terça-feira (10). Os dois casos mais recentes foram registrados em Santana de Caldas, na Zona Rural de Caldas, no Sul de Minas. De acordo com o levantamento, os dois óbitos foram registrados nesta madrugada após o desabamento de talude matar um casal de idosos, de 66 e 70 anos. As vítimas foram soterradas e resgatadas já sem vida. Um neto das vítimas também estava no imóvel e foi socorrido com ferimentos leves. Em Antônio Dias, Bombeiros seguem à procura de um homem de 25 anos que desapareceu após o temporal que atingiu a cidade, na região do Rio Doce, no último domingo (8). As equipes deram início ao terceiro dia de buscas aos trabalhos por volta das 6h30 desta terça-feira (10). Desde 21 de setembro, quando iniciou o período chuvoso, 131 municípios mineiros já decretaram situação de emergência. Conforme o balanço, Minas tem vinte óbitos reconhecidos pelo governo como decorrentes das chuvas, além de 1.974 desabrigados e 10.816 desalojados. Os óbitos foram registrados nos municípios de de Bertópolis, Bom Jesus do Galho, Governador Valadares, Inhapim, Piraúba, Presidente Bernardes, Santa Luzia, Vespasiano, Grão Mogol (2) e Antonio Dias (4), Resende Costa, Caratinga, Barbacena e Caldas (2).

Governo de MG irá punir servidores que participaram de atos terroristas

Segundo a Controladoria-Geral do Estado, o governo irá adotar medidas legais e administrativas caso fique comprovado a participação de servidores nos atos – Vândalos depredaram bens públicos em Brasília, no domingo (8) — Foto: TON MOLINA / AFP A Controladoria-Geral de Minas Gerais afirmou, nesta segunda-feira (9/1), que irá penalizar os servidores do Estado que tiverem participado dos atos terroristas em Brasília. Segundo o governo de Minas, caso seja comprovado o envolvimento de servidores na invasão e na depredação de prédios públicos no último domingo (8/1), o Estado irá adotar medidas legais e administrativas. “Em caso de comprovação de envolvimento de servidor público estadual, o Estado adotará todas as medidas legais e administrativas possíveis, como a instauração de investigação preliminar para verificar a possibilidade de responsabilização na esfera disciplinar, sem prejuízo da adoção das demais medidas na esfera civil e criminal”, informou a CGE em nota. Até o início da noite desta segunda-feira, 1.500 bolsonaristas foram presos por participarem dos atos terroristas em Brasília. Segundo a polícia, 1.200 manifestantes estavam no acampamento montado em frente ao QG do Exército. Os outros 300 começaram a ser presos em flagrante desde ontem e já estavam na sede da Polícia Civil do Distrito Federal.

Criminosos espancam jornalistas na cara da PM, que nada faz. E aí, Zema?

Repórteres da Band Minas e do jornal O Tempo foram violentados por bolsonaristas nessa sexta-feira (6/1) (foto: Jair Amaral/EM/DA Press) Por Ricardo Kertzman – EM O comandante da Polícia Militar e, no limite, seu chefe, Governador Zema, devem, além da detenção dos selvagens, desculpas aos agredidos e à sociedade Eu não vou cobrar de um chimpanzé que se comporte como uma gazela, nem vou exigir de um selvagem a civilização que a mãe não lhe deu, mas a partir do momento em que um animal descontrolado avança sobre a multidão, caberá ao domador do bicho retorná-lo sob vara e chicote à jaula de onde jamais deveria ter saído. Essa digressão zoológica acima ilustra cabalmente o comportamento da seita bolsonarista, em sua maioria idosos e barrigudos e barrigudas de média idade, todos brancos, ricos ou de classe média, ninguém que precise, portanto, trabalhar para ganhar a vida, que tomou conta da Avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte. Sim, eu sei que o fenômeno não é exclusivo da capital mineira e que o perfil dos velhos adolescentes se repete por todo o País. Sei também que a maioria ali é de gente imperfeita como eu e você, leitor amigo, leitora amiga, que faz besteira, comete indelicadezas e até mesmo pequenas transgressões. A diferença é que não somos hipócritas. Se você é, digamos normal, não irá para a porta de quartel pedir golpe em nome da… democracia! Não se dirá patriota pretendendo segregar nordestinos. Não dirá que é “cidadão de bem” corrompendo agentes públicos. Não falará que é “cristão” enquanto espanca um trabalhador. Não enaltecerá a família pagando prostitutas às escondidas. Mas aquele bando de desocupados hipócritas fazem tudo isso e muito mais, ao mesmo tempo em que juram amor à pátria e fidelidade a Deus, bando de cretinos. E aproveitam a frouxidão moral e o “cagaço” de policiais para bater, sem dó nem piedade, na cara de jornalistas, causando ferimentos e estragos irreversíveis em equipamentos caríssimos. A PMMG, em especial, cumpriu um papelão institucional digno de vexame histórico. Ao menos dois policiais assistiram, impassíveis, a três ou quatro bolsonaristas selvagens agredirem impiedosamente dois jornalistas nesta sexta-feira, dia 6 de janeiro, defronte às suas fardas e suas fuças. No mínimo, prevaricaram. Na realidade, se acovardaram. Minha mais do que querida e competente colega de Rádio Itataia, Edilene Lopes, em excelente trabalho de reportagem e apuração, mostrou que, desde o início dos atos golpistas, cerca de 80 profissionais da imprensa foram agredidos por vândalos bolsonaristas que se dizem manifestantes pacíficos. Uma ova que são! Historicamente, jornalistas e veículos de imprensa são atacados, no Brasil e no mundo, por gente autoritária, obscurantista, sem argumentos e sem modos. Porém, em países decentes, quem age assim é punido com o máximo rigor. No Brasil, leis rígidas existem para garantir a liberdade de imprensa, mas não são aplicadas, para não variar. Nos últimos anos, então, a coisa degringolou de vez. Sob o bolsonarismo, autoridades policiais se renderam ao crime e permitiram, como ainda permitem, não apenas a violência contra trabalhadores e o impedimento do direito de ir e vir de cidadãos comuns, mas também a pregação golpista contra o Estado de Direito, crime previsto no código penal. A maioria dos eleitores, gostemos ou não (e eu não gosto!), escolheu Lula da Silva o presidente da República Federativa do Brasil. Aos agentes e autoridade públicos cabe, pois, de acordo com a Constituição, garantir não apenas o cumprimento da vontade popular, mas a paz e ordem sociais, e estes senhores andam falhando miseravelmente nesta missão. A responsabilidade pela agressão aos jornalistas é dos agressores, mas a prevenção é do Poder Público. Assim como, uma vez consumada, a identificação e prisão dos criminosos também. O comandante da Polícia Militar de Minas Gerais e, no limite, seu chefe, Governador Romeu Zema, devem, além da detenção dos selvagens, desculpas veementes e sinceras aos agredidos e à sociedade. Chega de conivência e omissão

BH inicia desmonte de acampamento golpista na Raja Gabaglia

Agentes da Guarda Municipal e da BHTrans chegaram ao local nesta sexta (6/1) pela manhã para retirar os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro acampados na avenida desde o fim das eleições presidenciais (Manifestantes são tirados da Raja — Foto: Reprodução) A prefeitura de Belo Horizonte iniciou, na manhã desta sexta-feira (6/1), a operação para desmontar o acampamento dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na avenida Raja Gabaglia, em frente à Companhia de Comando da 4ª Região Militar, no bairro Gutierrez, região Oeste da capital. Os manifestantes, que protestam contra o resultado das eleições presidenciais, estão acampados na avenida há mais de dois meses. Agentes da Guarda Municipal e da BHTrans, fiscais da subsecretária municipal de Fiscalização e servidores da procuradoria da prefeitura de Belo Horizonte estão no local. Fonte: O Tempo

Zema confessa falta de autonomia na nomeação de reitor da Unimontes

Governador foi pressionado para nomear primo do deputado Arlen Santiago, que é desafeto do PT, partido ligado ao reitor preterido Em trapalhada do governo, Zema parabeniza reitor que ele não reconduziu Por Pedro Augusto Figueiredo – O Tempo O governador Romeu Zema (Novo) mudou sua escolha para reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para conseguir apoio de um deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), mostram áudio e mensagem enviados pelo governador e obtidos por O TEMPO. Em nota (confira a íntegra no final do texto), o Palácio Tiradentes lamentou que mensagens privadas tenham sido usadas como forma de ataque e afirmou que o reitor nomeado por Zema “possui currículo impecável e inquestionável capacidade técnica para assumir o cargo”. Conforme o Diário Oficial de Minas Gerais do último sábado (31), Zema escolheu o professor Wagner de Paulo Santiago para comandar a Unimontes pelos próximos quatro anos. Com 34,28% dos votos, ele foi o segundo colocado na lista tríplice elaborada após eleição realizada pela comunidade acadêmica da universidade. Wagner é primo do deputado estadual Arlen de Paulo Santiago Filho (Avante). O primeiro colocado na eleição foi o professor Antônio Alvimar, que era o reitor da universidade até o fim de 2022. Em áudio obtido pela reportagem, Zema parabeniza Alvimar, que obteve 50,07% dos votos, e diz que irá reconduzi-lo ao cargo. Ouça o áudio: “Professor Alvimar, boa tarde. Espero que tudo bem aí com o senhor. Estou aqui para comemorar a sua recondução ao cargo. Fico muito satisfeito e isso mostra claramente que estamos amadurecendo, que todos estão vendo os frutos do seu trabalho, do seu esforço. Continue contando com o nosso governo aqui, comigo. Estamos aqui para fazer tudo que estiver ao nosso alcance em prol da Unimontes. Parabéns”, disse Zema ao reitor. Diante da nomeação de Wagner Santiago, o governador enviou uma segunda mensagem a Alvimar, essa em texto, em que diz que foi pego de surpresa pois não sabia que a discussão sobre a nomeação ainda estava aberta.