Governo de MG irá punir servidores que participaram de atos terroristas

Segundo a Controladoria-Geral do Estado, o governo irá adotar medidas legais e administrativas caso fique comprovado a participação de servidores nos atos – Vândalos depredaram bens públicos em Brasília, no domingo (8) — Foto: TON MOLINA / AFP A Controladoria-Geral de Minas Gerais afirmou, nesta segunda-feira (9/1), que irá penalizar os servidores do Estado que tiverem participado dos atos terroristas em Brasília. Segundo o governo de Minas, caso seja comprovado o envolvimento de servidores na invasão e na depredação de prédios públicos no último domingo (8/1), o Estado irá adotar medidas legais e administrativas. “Em caso de comprovação de envolvimento de servidor público estadual, o Estado adotará todas as medidas legais e administrativas possíveis, como a instauração de investigação preliminar para verificar a possibilidade de responsabilização na esfera disciplinar, sem prejuízo da adoção das demais medidas na esfera civil e criminal”, informou a CGE em nota. Até o início da noite desta segunda-feira, 1.500 bolsonaristas foram presos por participarem dos atos terroristas em Brasília. Segundo a polícia, 1.200 manifestantes estavam no acampamento montado em frente ao QG do Exército. Os outros 300 começaram a ser presos em flagrante desde ontem e já estavam na sede da Polícia Civil do Distrito Federal.

Criminosos espancam jornalistas na cara da PM, que nada faz. E aí, Zema?

Repórteres da Band Minas e do jornal O Tempo foram violentados por bolsonaristas nessa sexta-feira (6/1) (foto: Jair Amaral/EM/DA Press) Por Ricardo Kertzman – EM O comandante da Polícia Militar e, no limite, seu chefe, Governador Zema, devem, além da detenção dos selvagens, desculpas aos agredidos e à sociedade Eu não vou cobrar de um chimpanzé que se comporte como uma gazela, nem vou exigir de um selvagem a civilização que a mãe não lhe deu, mas a partir do momento em que um animal descontrolado avança sobre a multidão, caberá ao domador do bicho retorná-lo sob vara e chicote à jaula de onde jamais deveria ter saído. Essa digressão zoológica acima ilustra cabalmente o comportamento da seita bolsonarista, em sua maioria idosos e barrigudos e barrigudas de média idade, todos brancos, ricos ou de classe média, ninguém que precise, portanto, trabalhar para ganhar a vida, que tomou conta da Avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte. Sim, eu sei que o fenômeno não é exclusivo da capital mineira e que o perfil dos velhos adolescentes se repete por todo o País. Sei também que a maioria ali é de gente imperfeita como eu e você, leitor amigo, leitora amiga, que faz besteira, comete indelicadezas e até mesmo pequenas transgressões. A diferença é que não somos hipócritas. Se você é, digamos normal, não irá para a porta de quartel pedir golpe em nome da… democracia! Não se dirá patriota pretendendo segregar nordestinos. Não dirá que é “cidadão de bem” corrompendo agentes públicos. Não falará que é “cristão” enquanto espanca um trabalhador. Não enaltecerá a família pagando prostitutas às escondidas. Mas aquele bando de desocupados hipócritas fazem tudo isso e muito mais, ao mesmo tempo em que juram amor à pátria e fidelidade a Deus, bando de cretinos. E aproveitam a frouxidão moral e o “cagaço” de policiais para bater, sem dó nem piedade, na cara de jornalistas, causando ferimentos e estragos irreversíveis em equipamentos caríssimos. A PMMG, em especial, cumpriu um papelão institucional digno de vexame histórico. Ao menos dois policiais assistiram, impassíveis, a três ou quatro bolsonaristas selvagens agredirem impiedosamente dois jornalistas nesta sexta-feira, dia 6 de janeiro, defronte às suas fardas e suas fuças. No mínimo, prevaricaram. Na realidade, se acovardaram. Minha mais do que querida e competente colega de Rádio Itataia, Edilene Lopes, em excelente trabalho de reportagem e apuração, mostrou que, desde o início dos atos golpistas, cerca de 80 profissionais da imprensa foram agredidos por vândalos bolsonaristas que se dizem manifestantes pacíficos. Uma ova que são! Historicamente, jornalistas e veículos de imprensa são atacados, no Brasil e no mundo, por gente autoritária, obscurantista, sem argumentos e sem modos. Porém, em países decentes, quem age assim é punido com o máximo rigor. No Brasil, leis rígidas existem para garantir a liberdade de imprensa, mas não são aplicadas, para não variar. Nos últimos anos, então, a coisa degringolou de vez. Sob o bolsonarismo, autoridades policiais se renderam ao crime e permitiram, como ainda permitem, não apenas a violência contra trabalhadores e o impedimento do direito de ir e vir de cidadãos comuns, mas também a pregação golpista contra o Estado de Direito, crime previsto no código penal. A maioria dos eleitores, gostemos ou não (e eu não gosto!), escolheu Lula da Silva o presidente da República Federativa do Brasil. Aos agentes e autoridade públicos cabe, pois, de acordo com a Constituição, garantir não apenas o cumprimento da vontade popular, mas a paz e ordem sociais, e estes senhores andam falhando miseravelmente nesta missão. A responsabilidade pela agressão aos jornalistas é dos agressores, mas a prevenção é do Poder Público. Assim como, uma vez consumada, a identificação e prisão dos criminosos também. O comandante da Polícia Militar de Minas Gerais e, no limite, seu chefe, Governador Romeu Zema, devem, além da detenção dos selvagens, desculpas veementes e sinceras aos agredidos e à sociedade. Chega de conivência e omissão

BH inicia desmonte de acampamento golpista na Raja Gabaglia

Agentes da Guarda Municipal e da BHTrans chegaram ao local nesta sexta (6/1) pela manhã para retirar os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro acampados na avenida desde o fim das eleições presidenciais (Manifestantes são tirados da Raja — Foto: Reprodução) A prefeitura de Belo Horizonte iniciou, na manhã desta sexta-feira (6/1), a operação para desmontar o acampamento dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na avenida Raja Gabaglia, em frente à Companhia de Comando da 4ª Região Militar, no bairro Gutierrez, região Oeste da capital. Os manifestantes, que protestam contra o resultado das eleições presidenciais, estão acampados na avenida há mais de dois meses. Agentes da Guarda Municipal e da BHTrans, fiscais da subsecretária municipal de Fiscalização e servidores da procuradoria da prefeitura de Belo Horizonte estão no local. Fonte: O Tempo

Zema confessa falta de autonomia na nomeação de reitor da Unimontes

Governador foi pressionado para nomear primo do deputado Arlen Santiago, que é desafeto do PT, partido ligado ao reitor preterido Em trapalhada do governo, Zema parabeniza reitor que ele não reconduziu Por Pedro Augusto Figueiredo – O Tempo O governador Romeu Zema (Novo) mudou sua escolha para reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para conseguir apoio de um deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), mostram áudio e mensagem enviados pelo governador e obtidos por O TEMPO. Em nota (confira a íntegra no final do texto), o Palácio Tiradentes lamentou que mensagens privadas tenham sido usadas como forma de ataque e afirmou que o reitor nomeado por Zema “possui currículo impecável e inquestionável capacidade técnica para assumir o cargo”. Conforme o Diário Oficial de Minas Gerais do último sábado (31), Zema escolheu o professor Wagner de Paulo Santiago para comandar a Unimontes pelos próximos quatro anos. Com 34,28% dos votos, ele foi o segundo colocado na lista tríplice elaborada após eleição realizada pela comunidade acadêmica da universidade. Wagner é primo do deputado estadual Arlen de Paulo Santiago Filho (Avante). O primeiro colocado na eleição foi o professor Antônio Alvimar, que era o reitor da universidade até o fim de 2022. Em áudio obtido pela reportagem, Zema parabeniza Alvimar, que obteve 50,07% dos votos, e diz que irá reconduzi-lo ao cargo. Ouça o áudio: “Professor Alvimar, boa tarde. Espero que tudo bem aí com o senhor. Estou aqui para comemorar a sua recondução ao cargo. Fico muito satisfeito e isso mostra claramente que estamos amadurecendo, que todos estão vendo os frutos do seu trabalho, do seu esforço. Continue contando com o nosso governo aqui, comigo. Estamos aqui para fazer tudo que estiver ao nosso alcance em prol da Unimontes. Parabéns”, disse Zema ao reitor. Diante da nomeação de Wagner Santiago, o governador enviou uma segunda mensagem a Alvimar, essa em texto, em que diz que foi pego de surpresa pois não sabia que a discussão sobre a nomeação ainda estava aberta.

Minas Gerais assume o terceiro lugar como maior exportador de cachaça no país

Programa “Cachaça Mineira Legal e de Qualidade” ajuda na ampliação de mercados O aumento das exportações da cachaça produzida em Minas elevou o patamar do estado no ranking nacional. De janeiro a novembro de 2022, os embarques renderam ao estado US$ 2,069 milhões em divisas, alta de 135%. Com isso, Minas Gerais saltou da quinta para terceira posição, ficando atrás de São Paulo e Pernambuco. No período, foram embarcados 378 mil litros, volume 86% superior ao registrado em igual intervalo de 2021. Os dados são do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Assumindo a terceira colocação, o estado passou a responder por 11,2% do valor exportado pelo Brasil. No mesmo período de 2021, o volume direcionado ao mercado externo representou 4,4% do país e manteve o estado em quinto lugar, atrás de São Paulo, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro. No Brasil, mantendo-se a base comparativa com janeiro a novembro de 2021, os embarques da cachaça apresentaram crescimento de 54,74% em valor, que chegaram a US$ 18,47 milhões. Ao todo, foram 8,6 milhões de litros, ou 30,38% a mais. “Cachaça Mineira Legal e de Qualidade” Para manter a qualidade da bebida, considerando ampliação de mercados, melhora da produção e segurança sanitária, o Governo de Minas, por meio Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), autarquia vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), criou projeto “Cachaça Mineira Legal e de Qualidade”. A iniciativa envolve toda a cadeia produtiva da cachaça para os próximos cinco anos. Dentre os objetivos específicos destacam-se ações educativas estratégicas em regiões do estado onde há elevado número de estabelecimentos clandestinos. Desde 2020, o instituto executa operações de denúncia em conjunto com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), verificando a falsificação do destilado pelo uso de álcool combustível. A fiscalização no estabelecimento comercial ou no alambique busca garantir a oferta de bebidas no padrão da legislação de bebidas. Para isso, também são feitas análises para avaliação de conformidade dos parâmetros estabelecidos para que a cachaça seja comercializada dentro dos padrões oficiais de identidade e de qualidade. A regularização melhora a estrutura da produção e incentiva o processo de aprimoramento contínuo, podendo ampliar vendas e conquistar novos mercados. Artesanal Minas Gerais é o maior produtor de cachaça artesanal do país. O processo tradicional de fabricação da bebida em alambique é declarado como patrimônio cultural pela lei estadual Nº 16.688, de 11 de janeiro de 2007. Já são mais de 1,7 mil marcas registradas em Minas Gerais, cerca de mil a mais do que São Paulo, segundo lugar no ranking. Salinas, no Norte do estado, é considerado o município com mais estabelecimentos registrados, seguido de cidades como Alto Rio Doce, Córrego Fundo, Bonfim, Rio Espera, Divinésia, Lamim e Perdões.

Zema faz “exoneraço” de servidores no início de seu segundo mandato

Repetindo 2019, as exonerações se deram para cargos comissionados de secretarias de Estado, órgãos autônomos, autarquias e fundações  O governador Romeu Zema (Novo) exonerou, nesta segunda-feira (2/1), servidores comissionados que ocupam cargos de direção e assessoramento da administração direta do poder executivo, inclusive os de chefia ou direção de unidade administrativa da estrutura básica das secretarias de Estado e de órgãos autonômos, autarquias e fundações. Em nota, o governo de Minas explicou que “as exonerações dos servidores de Recrutamento Amplo levam em consideração a necessidade de reorganização e reestruturação administrativa, com vista à racionalização do uso dos recursos públicos e promoção do aumento da produtividade dos servidores que integram o Grupo de Direção e Assessoramento da Administração direta e indireta do Poder Executivo”. Ainda de acordo com a nota do governo do Estado, os cargos serão ocupados pelos mesmos servidores, ou por novos, após análise das secretarias responsáveis pelas respectivas vagas. O governo de Minas ressaltou que os servidores que “respondem por unidades indispensáveis ao funcionamento mínimo da máquina pública” não foram exonerados a fim de assegurar a “prestação dos serviços essenciais à população”. Não foram dispensadas servidoras gestantes, ocupantes de cargo em comissão para os quais a legislação preveja mandato e aos servidores que estão em exercício na Advocacia-Geral do Estado (AGE), Corpo de Bombeiros; Gabinete Militar do Governador; polícias Civil e Militar, Consultoria Técnico-Legislativa; Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig); Fundação Ezequiel Dias (Funed); Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas); Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM); Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Além desses, não foram exonerados os servidores da Assessoria de Comunicação do Governador e Secretaria Executiva, ambas da Secretaria-Geral e unidades subordinadas e da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, Subsecretaria de Gestão de Pessoas, Centro de Serviços Compartilhados e Coordenadoria Especial da Cidade Administrativa, todos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e unidades subordinadas; Diretoria Central de Atendimento Presencial da Subsecretaria de Governança Eletrônica e Serviços da Seplag e Superintendência Central de Atos e Superintendência de Imprensa Oficial, ambas da Secretaria de Estado de Governo, e unidades subordinadas; Subsecretaria da Receita Estadual e Subsecretaria do Tesouro Estadual, ambas da Secretaria de Estado de Fazenda, e unidades subordinadas; Diretoria de Contabilidade, Orçamento e Finanças e Superintendência de Planejamento e Finanças, ambas da Subsecretaria de Administração da Secretaria de Estado de Educação (SEE); Diretoria de Gestão de Contratos e Convênios e Superintendência de Aquisições, Patrimônio e Alimentação Escolar, ambas da Subsecretaria de Administração da SEE; Superintendência de Infraestrutura e Logística da Subsecretaria de Administração da SEE e unidades subordinadas; Subsecretaria de Gestão de Recursos Humanos da SEE e unidades subordinadas; Diretorias de Pessoal, Diretorias Administrativas e Financeiras e Superintendências Regionais de Ensino de Porte I e II, todas da Subsecretaria de Articulação Educacional da SEE; Superintendência de Políticas Pedagógicas da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE e unidades subordinadas; Diretoria de Avaliação dos Sistemas Educacionais, Superintendência de Avaliação Educacional, Coordenadoria de Ensino, Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores, todas da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE; Hospital Universitário Clemente de Faria da Universidade Estadual de Montes Claros; Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e unidades subordinadas; Superintendência de Apoio à Gestão Alimentar e Superintendência de Infraestrutura e Logística, ambas da Subsecretaria de Gestão Administrativa, Logística e Tecnologia da Sejusp, e unidades subordinadas; Departamento Penitenciário de Minas Gerais da Sejusp; Subsecretaria de Regulação do Acesso a Serviços e Insumos de Saúde e Subsecretaria de Vigilância em Saúde, ambas da Secretaria de Estado de Saúde, e unidades subordinadas; Superintendência de Proteção Social Especial da Subsecretaria de Assistência Social da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e unidades subordinadas; unidades de recursos humanos das secretarias de Estado, dos órgãos autônomos, das autarquias e das fundações do Poder Executivo; aos servidores nomeados ou designados para responder pela chefia das seguintes unidades administrativas: subsecretarias das secretarias de Estado; gabinetes das secretarias de Estado, dos órgãos autônomos, das autarquias e das fundações do Poder Executivo; diretorias e secretarias de escolas da SEE; unidades regionais dos órgãos da Administração Pública direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo. O Tempo

Zema toma posse para segundo mandato como governador de Minas Gerais

Governador de Minas Gerais foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022, em outubro, ao receber 56,18% dos votos válidos – Zema fez o juramento antes de ser empossado para o segundo mandato como governador (foto: Jair Amaral/EM/DA Press) Romeu Zema (Novo) tomou posse neste domingo (1) para o segundo mandato consecutivo como governador de Minas Gerais. Em cerimônia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, Zema fez o juramento e assinou o termo de posse, sendo assim oficializado como chefe do Executivo estadual até 2026. Ao lado de Zema, esteve o vice-governador eleito Professor Mateus (Novo). Neste ponto, há mudança em relação ao primeiro mandato: Mateus Simões ocupará a vaga de Paulo Brant (PSDB), que deixa o posto. Em discurso de posse com duração de 20 minutos, Zema pontuou que o trabalho continua e que o segundo mandato é de sequência das ações já tomadas. “Após arrumar a casa e colocar o trem de Minas de novo nos trilhos, estamos prontos para fazer essa locomotiva acelerar. Com a experiência adquirida, agora em um cenário mais positivo de equilíbrio fiscal, meu compromisso é o de fazer nesses próximos quatro anos um governo muito melhor que o primeiro”, disse. Ele também relembrou quando assumiu em 2019. “Com a mesma humildade que subi na tribuna desta Casa há quatro anos, aqui retorno para demonstrar que com trabalho, respeito ao dinheiro público, cortes de mordomias e escolhas de profissionais com competência técnica é possível, sim, fazer um governo diferente com o objetivo de transformar o Estado de maneira eficiente”. Entre citações aos atos do primeiro mandato, abordando, Zema disse que Minas Gerais está no “meio do caminho” de um “protagonismo político”. Outro ponto foi o trabalho em conjunto com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ponto de embates num primeiro mandato. “É agora, percorrendo esse caminho, que podemos influenciar o futuro que deixaremos para os mineiros. A saída já ficou pra trás, é parte do passado. A chegada é uma meta. Mas a nossa travessia está em curso e ela será bem mais rápida e bem-sucedida se estivermos todos juntos, no mesmo barco, remando na mesma direção. Muitos dos desafios que enfrentaremos nesse novo governo só serão superados com o apoio desta Casa legislativa”, completou. No evento, estavam presentes diversas personalidades políticas, como Fuad Noman, prefeito de BH, e Gabriel (sem partido), vereador belo-horizontino e presidente da Câmara Municipal da capital mineira. Chamou atenção que o deputado estadual reeleito Antonio Carlos Arantes (PL) – vice-presidente da ALMG – conduziu os trabalhos, não o presidente Agostinho Patrus (PSD). Agostinho e Zema foram tidos como rivais no primeiro mandato, de 2019 a 2022. O deputado estadual não seguirá no posto para a legislatura de 2023 a 2026 e vai integrar o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Governador de Minas Gerais, Zema foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022, em outubro, ao ter 56,18% dos votos válidos. Logo após a cerimônia de posse, ele foi reconduzido ao cargo em nova solenidade no Palácio das Artes, também na capital mineira. EM

Esplanada sem ministro do PT de Minas frustra diretório estadual

Para Cristiano Silveira (PT), a ausência de um petista mineiro entre os ministro traz “um sentimento de frustração, sem dúvida alguma” — Foto: Clarissa Barçante/ALMG Pela primeira vez, um presidente eleito pelo partido não terá um mineiro petista à frente de uma das pastas do primeiro escalão A formação de um gabinete sem um petista de Minas Gerais frustrou o diretório estadual do PT. Até então, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) iniciaram o mandato com pelo menos um ministro das hostes do PT de Minas Gerais. Agora, o único entre os 37 ministros do terceiro mandato de Lula à frente da presidência da República será o senador Alexandre Silveira (PSD), cuja cota é para acomodar os pessedistas na base do governo no Congresso Nacional. A O TEMPO, o presidente do PT de Minas Gerais, Cristiano Silveira, embora diga que tem muita esperança no governo Lula, admite a frustração. Questionado a que atribui a ausência, Cristiano afirma que todos querem saber as respostas. “São Paulo tem oito ministros. Outros estados em que Lula nem foi vitorioso, como o Rio de Janeiro, vão ter ministros. Por que o PT de Minas Gerais, o único estado do Sudeste onde (Lula) venceu em 1º e 2º turno, não foi lembrado?”, indaga o deputado estadual. Cristiano questiona se a decisão foi de Lula ou de “outros atores trabalhando contra Minas”. “Todos diziam que Minas é a síntese do Brasil. Se o candidato (à presidência) vencesse em Minas, venceria no Brasil. Nós trabalhamos muito para que isso acontecesse e, por fim, Minas Gerais não está lá? É isso o que a gente quer entender”, afirma, lembrando que, “há mais de um ano antes da eleição”, o diretório já havia decidido que o principal compromisso seria eleger Lula. O presidente do PT de Minas ainda observa que, durante o 2º turno, quando o governador Romeu Zema (Novo), já reeleito, explicitou o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Minas, a campanha foi “muito dura”. “Mesmo assim, nós seguramos, Minas segurou. O deputado Reginaldo Lopes, que foi o coordenador da campanha, fez um grande trabalho. Claro, junto aos aliados. Então, assim, tem um sentimento de frustração, sem dúvida alguma”, acrescenta. No fim, Lula ficou à frente de Bolsonaro em Minas por apenas 49.650 votos. O deputado federal Reginaldo Lopes, líder do PT na Câmara, era justamente o mais cotado para a Esplanada dos Ministérios. Interlocutores trataram a indicação de Reginaldo para o o Desenvolvimento Agrário como “bem encaminhada”, mas, no final das contas, o deputado federal foi rifado por Lula para acomodar o União Brasil. Inicialmente apontado para assumir o Ministério das Comunicações, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) foi levado para o Desenvolvimento Agrário, já que Juscelino Filho (União) ficou com as Comunicações. Antes, Reginaldo já havia sido escanteado em meio à disputa pelo Ministério da Educação. Mesmo apoiado pelo ex-ministro do Turismo e da Secretaria de Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o líder do PT na Câmara dos Deputados foi preterido por Lula, que optou por indicar o ex-governador do Ceará e senador eleito Camilo Santana (PT) para a pasta. Conforme Cristiano, a frustração permanecerá mesmo caso quadros do PT em Minas integrem o segundo escalão. “Sempre, em quatro governos do Partido dos Trabalhadores no Brasil, o PT mineiro teve os seus quadros participando do primeiro escalão. Podemos ter companheiros participando de outros espaços – não tenho dúvida que teremos -, mas a fotografia que fica não é uma boa imagem, não é um bom reconhecimento de Minas Gerais”, aponta. Como já mostrou O TEMPO, o ex-deputado federal Nilmário Miranda (PT) retornará ao Ministério dos Direitos Humanos. Secretário especial durante o primeiro mandato de Lula, Nilmário irá assessorar o futuro ministro Silvio Almeida como chefe da Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade. Além disso, o deputado estadual André Quintão (PT), candidato a vice-governador de Alexandre Kalil (PSD), é cotado para o segundo escalão do Ministério do Desenvolvimento Social. Via O Tempo

PT mineiro fica “chupando o dedo” no Ministério de Lula

* Por Waldo Ferreira Foi por um triz, mas o voto dos mineiros, notadamente daqueles mais vulneráveis, deu a Lula a vitória em Minas. E esses votos, que também foram decisivos em nível nacional, vieram do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Por isso, o estado ter ficado praticamente de fora do primeiro escalão do governo que se inicia em 1º de janeiro de 2023 causou frustração, especialmente de lideranças petistas. De resto, apenas o senador Alexandre Silveira (PSD) foi contemplado. Ele, que é pupilo de Aécio Neves, vai chefiar o Ministério de Minas e Energia. Ou seja, nenhum filiado do PT em Minas foi nomeado para a equipe ministerial de Lula. É como se o presidente eleito tivesse quebrado a tradição da “política do café com leite”, como ficaram conhecidos os arranjos políticos entre São Paulo e Minas, no período de 1898 a 1930. Sai o leite e fica apenas o café. Isso, porque não coube a Minas nem o “pingado”, que é a porção do leite misturado ao café. Assim, considerados 37 ministérios, a nomeação de apenas um mineiro mal chega a representar uma gota. E de um leite não tão consistente, visto que o escolhido não é das hostes do PT, partido de Lula e que carregou sua candidatura nas costas pelos rincões do estado. Pior fica o quadro quando lembramos que a política levada a cabo durante a República Oligárquica pressupunha a igualdade. Na canetada de Lula, entretanto, São Paulo terá 10 ministros, enquanto Minas apenas um. Lideranças petistas avaliam que ficamos “a ver navios” num ambiente em que nem mar há. A expectativa era de participação efetiva no novo governo. Lembram que o estado teve muita representatividade nos governos Lula e Dilma, com sete ministros em cada um deles, com primazia para o PT. O deputado federal Reginaldo Lopes, líder do partido na Câmara dos Deputados, e o deputado estadual André Quintão, líder da oposição a Romeu Zema (Novo) na Assembleia, ficaram de fora. Reginaldo, inclusive, abriu mão de sua candidatura ao Senado em favor de Alexandre Silveira, a pedido de Lula. Para aumentar a decepção ainda há o fato de que Minas Gerais foi o único estado do Sudeste onde Lula ganhou, o que torna a ausência de representantes, especialmente petistas, no Ministério, ainda mais frustrante. A vitória de Lula por aqui foi um feito, especialmente quando se sabe que a grande maioria dos prefeitos se alinhou ao governador Romeu Zema no apoio a Bolsonaro nos dois turnos da eleição presidencial. Nos últimos 133 anos, desde a proclamação da República em 1889, o Estado sempre teve protagonismo político, seja pelos presidentes, vice-presidentes ou ministros. * Jornalista

Alexandre Silveira é o único representante de Minas nos ministérios de Lula

Lula e Alexandre Silveira — Foto: Manuel Marçal/OTEMPO O senador mineiro Alexandre Silveira  (PSD) foi confirmado, nesta quinta-feira (29), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como futuro ministro de Minas e Energia. Nascido em Belo Horizonte, o senador foi o relator da PEC da Transição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e foi um dos coordenadores da campanha de Lula em Minas Gerais ao lado do deputado federal Reginaldo Lopes (PT). “É uma alegria muito grande e uma imensa responsabilidade dirigir uma pasta da maior importância para o Brasil e o mundo. É um momento onde se discute transição energética, utilização de biocombustíveis na composição dos combustíveis para diminuir o custo e, cada vez mais, melhorar a qualidade da energia e fazer a transição para uma energia mais limpa. O Brasil já é líder em energia limpa no mundo e nós, nestes próximos quatro anos, vamos nos tornar ainda mais referência neste setor”, comemorou o senador em comunicado enviado à imprensa. A nomeação de Silveira, segundo aliados, é um reconhecimento do apoio do PSD a Lula no Estado. No segundo turno das eleições presidencias, o senador, apesar de ter sido derrotado pelo deputado estadual Cleitinho Azevedo (Republicanos) no senado, articulou uma contraofensiva de prefeitos em apoio à eleição do ex-presidente em resposta ao governador reeleito Romeu Zema (Novo). O senador teve ainda papel fundamental nas negociações da Proposta de Emenda à Constituição, que pretende liberar o pagamento de R$ 600 aos beneficiários do Bolsa Família no próximo ano. No senado, a proposta foi aprovada rapidamente sem grandes embates. Trajetória Já ao fim de mandato como senador, Silveira assumiu o posto no dia 3 de fevereiro de 2022, após a saída de Antonio Anastasia do Senado. Antes, foi deputado federal entre 2007 e 2015. Na carreira, o mineiro já foi também advogado e delegado de polícia. Em 2003, assumiu um cargo no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). No ano seguinte, foi nomeado por Lula como diretor-geral da pasta. Como deputado federal, entre 2007 e 2014, Silveira foi vice-presidente da Comissão de Infraestrutura na Câmara Federal. Em 2014, foi o primeiro suplente do senador Antonio Anastasia e assumiu, em 2022, como senador após a saída do titular, que se tornou ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Fora da lista O deputado Reginaldo Lopes (PT), que até então foi cotado para assumir o Ministério da Educação e a pasta de Desenvolvimento Agrário, ficou sem espaço no próximo governo. A não indicação do parlamentar para algum ministério frustrou a expectativa de alguns colegas de partido. O PT de Minas Gerais passou a considerar o deputado como possível ministro ainda na pré-campanha, quando Reginaldo Lopes abriu mão de se candidatar ao Senado para que Lula fechasse aliança com o PSD e tivesse Alexandre Kalil (PSD) como palanque no Estado. O deputado foi também o coordenador da campanha de Lula em Minas. “Lula venceu em Minas nos dois turnos (único estado do Sudeste). Mas pela primeira vez em cinco governos, o Estado não estará representado com nenhuma liderança petista na Esplanada dos Ministérios. Isso não diminui minha confiança no sucesso do novo governo, mas confesso a frustração”, desabafou o presidente do PT no Estado, Cristiano Silveira. Via Jornal O Tempo