Zema, de extrema-direita, é ameaça aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

“Como Bolsonaro, Zema tira dos pobres para dar para os ricos” – “A fala do governador demonstra a sua falta de conhecimento da região” – Créditos da foto: Nilmar Lage/Agência Pública No dia 17 de outubro de 2017, o então candidato a governador de Minas Gerais, Romeu Zema foi questionado sobre ter dito que no Vale do Mucuri e no Vale do Jequitinhonha há mão de obra disponível e que bastaria pagar um salário mínimo e haveria filas de pessoas, e que nessas regiões é possível encontrar empregadas domésticas que aceitam receber R$ 300 por mês. Ainda completou: “se vier uma empresa de informática para os vales do Jequitinhonha e Mucuri, ela não vai absorver um contingente tão grande de pessoas, porque são poucas pessoas que estão preparadas para essa área”. Aqui no Vale o que importa para o Zema são as suas lojas, mais de duas dúzias Em outras palavras, não é intenção desse governador qualificar a mão de obra dos vales e sim mantê-las ainda mais no subdesenvolvimento. Quanto mais subdesenvolvido, maior e melhor são as explorações. E isso se deu na prática. A fala do governador também demonstra a sua falta de conhecimento da região, onde há bons cursos superiores na área de tecnologia, tanto em faculdades particulares quanto públicas. Lítio: do Vale para Zona da Mata Em 22 de maio de 2020, já como governador por mais de um ano, Romeu Zema mostrou mais uma vez para quem ele governa. Por meio de sua conta oficial no Twitter e também na página da CODEMGE, foi anunciado oficialmente que a “Primeira fábrica de células de bateria de lítio-enxofre do mundo será instalada em Juiz de Fora”. O lítio extraído das terras do Vale do Jequitinhonha (cidades de Araçuaí e Itinga) agora será levado para quase 800 km de distância para ser beneficiado na Zona da Mata Mineira. Todos aqueles sonhos de prosperidade que tinham nessas cidades foram dados à Juiz de Fora para beneficiar ainda mais o eixo Rio-Minas-São Paulo. Ao vale do Jequitinhonha sobram apenas os resíduos e os impactos ambientais. O que expõe o caráter exploratório e discriminatório do governador Romeu Zema e o seu desprezo pelo Vale do Jequitinhonha. Aqui no Vale o que importa para o Zema são as suas lojas, mais de duas dúzias, com seus empréstimos aos trabalhadores com juros que chegam a 123% ao ano, não importa como, se é moral ou não, tem que explorar os trabalhadores de qualquer forma. Em 2018, Zema declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 69 milhões, já em 2022 o seu patrimônio era superior a R$129 milhões. Fome: Yanomamis e Vales Uma reportagem do Fantástico (Rede Globo), em 22 de janeiro de 2022, apresentou o Brasil que voltou ao mapa da fome, com um destaque à cidade de Araçuaí (a mesma que tem seu lítio explorado). Onde há 20 anos uma mulher morreu de fome e hoje, na mesma comunidade, há moradores que anseiam pela morte para assim acabar o sofrimento e a miséria social em que vivem. Em 20 anos pouco ou nada mudou. As recentes declarações do governador Romeu Zema não surpreendem quem vem acompanhando o cenário político estadual e nacional, ao afirmar que as suas ideias e as do ex-presidente da extrema-direita Jair Bolsonaro tem 99,5% do mesmo DNA. Paralelo a catástrofe humanitária com os índios Yanomamis e a volta da fome nas regiões mais pobres de Minas Gerais, percebemos que o DNA do governador realmente é de extrema direita. Diante de declarações do governador, percebe-se de fato que ele e Bolsonaro comungam da mesma ideia de governo em relação às minorias. São Robin Hood às avessas, tiram dos pobres para dar para os ricos, o caso do lítio de Araçuaí é um ótimo exemplo disso. Se o destino dos habitantes mais vulneráveis dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri ficar nas mãos de Zema já sabemos o destino. Ediel Vieira Rangel é mestre em tecnologia e pesquisador sobre tecnologia e alienação da classe trabalhadora. Também atua como voluntário na Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais (CPT) e, desde 2016, documenta a luta no campo e comunidades quilombolas. Fonte: Brasil de Fato MG

Nikolas Ferreira e Sargento Rodrigues podem ter a posse suspensa

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre um pedido em que o grupo de advogados Prerrogativas pede a suspensão da posse de deputados federais bolsonaristas, marcada para 1º de fevereiro. Entre os parlamentares encaminhados à PGR estão os mineiros Nikolas Ferreira (PL), eleito deputado federal, e Sargento Rodrigues (PL), reeleito deputado estadual. Confira a lista de deputados e deputadas que podem ter suas posses suspensas Luiz Ovando (PP-MS) Marcos Pollon (PL-MS) Rodolfo Nogueira (PL-MS) João Henrique Catan (PL-MS) Rafael Tavares (PRTB-MS) Carlos Jordy (PL-RJ) Silvia Waiãpi (PL-AP) André Fernandes (PL-CE) Nikolas Ferreira (PL-MG) Sargento Rodrigues (PL-MG) Walber Virgolino (PL-PB) O grupo de juristas argumenta que os congressistas eleitos e reeleitos endossaram os atos terroristas realizados em 8 de janeiro, em Brasília. Os advogados solicitaram ainda a instauração de inquérito policial apuração da responsabilidade penal dos deputados em relação às manifestações. “Ora, não é aceitável ou imaginável que pessoas que tenham sido eleitas como representantes do povo em um regime democrático, por meio de eleição livre, possam apoiar, incentivar e mesmo participar de atos que atentem contra o Estado Democrático de Direito”, diz o grupo Prerrogativas em ação enviada ao STF. Caberá à PGR pedir a suspensão da posse dos deputados ou solicitar o arquivamento da ação no STF. A tendência, segundo interlocutores do MPF (ministério Público Federal), consultados pelo UOL é que o órgão discorde do pedido de suspensão, mas concorde com a instauração de processo para investigar a conduta dos políticos.

Berizal e Jequitaí estão entre as demandas que Zema pediu para Lula

O governador Romeu Zema participou do encontro de governadores com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Foto: Renato Alves / Agência Brasília  A conclusão das obras das barragens de Berizal e Jequitaí, no Norte de Minas, foram apresentadas pelo governador Romeu Zema (Novo) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como algumas das prioridades para o desenvolvimento do Estado. Zema participou, na manhã desta sexta-feira (27), da reunião dos governadores com o presidente recém-empossado em Brasília. O convite foi feito pelo próprio Lula para dar andamento ao planejamento e negociações com os entes federativos. O ofício entregue à presidência elencou a necessidade de investimentos na região do semiárido mineiro que, segundo Zema, precisa ser atendida com relação a obras que estão há décadas paralisadas. “Por exemplo, Berizal e Jequitaí, que são duas represas fundamentais para o progresso do Norte de Minas e não foram concluídas”, apontou o gestor mineiro. As duas represas são demanda antiga do Norte de Minas, mas as obras começam e não têm continuidade por falta de recursos, revisão de projetos e pela dificuldade na desapropriação de áreas. Iniciado em 2013, o Projeto Jequitaí tem o objetivo de permitir o aproveitamento do potencial do rio Jequitaí. A regularização da oferta de água vai reduzir os riscos de enchentes e, no outro extremo, a falta de água, em razão da seca, além de dinamizar o polo agroindustrial existente na região. A expectativa é a de que, durante a fase de obras, sejam criados 35 mil empregos diretos e 70 mil indiretos. Além disso, a instalação da barragem vai permitir a geração de energia instalada de 20,6 megawatts, garantindo uma série de melhorias aos meios urbano e rural da área. BERIZAL As obras da barragem Berizal foram iniciadas em 1997 no rio Pardo, no trecho entre os municípios de Taiobeiras e Berizal. Em 2 de julho de 2002, o Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais embargou as obras, sob alegação de que o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) deixou de requerer o licenciamento estadual. Em 2004, o TCU colocou a obra na lista negra das que ficariam impedidas de receber verbas públicas federais por falta desse licenciamento. Em 2008 e 2009, o empreendimento perdeu os recursos destinados a ele. Nesse período, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu a barragem Berizal nas obras que seriam executadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No entanto, apenas em 2020 as obras de Berizal foram retiradas da lista de investimentos irregulares pelo TCU, mas está à espera de recursos federais para ser realizada. OUTRAS DEMANDAS  Na reunião com Lula, Zema entregou um ofício com outras demandas do Estaco, como o andamento da concessão do metrô de Belo Horizonte, recuperação das BRs 381, 262 e 040 e adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). “A infraestrutura das rodovias federais que cruzam o Estado deixa muito a desejar e elas estão em situação ruim. Queremos que essas estradas sejam recuperadas o quanto antes”, afirmou o governador. Diálogo A reunião foi o segundo compromisso do governador ao longo de dois dias de agenda de trabalho em Brasília. Na quinta-feira (26/1), ele participou do Fórum  Nacional de Governadores, que também contou com os chefes do executivo e representantes dos 27 estados brasileiros e do Distrito Federal. Os governadores debateram questões fiscais e econômicas dos estados e, também, sobre as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Xandão rasga a Constituição e mantém posse da filha de Eros Biondini

Chiara Biondini tem apenas 20 anos e a idade mínima para assumir o cargo de deputada, de acordo com a Constituição Federal, é de 21 anos – (Eros e Chiara Biondini – Foto: Reprodução/Redes Sociais)  O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes negou liminar de tutela antecipada que requisitava que a deputada estadual eleita Chiara Biondini (PP), filha de Eros Biondini (PL), não tomasse posse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) por não ter a idade mínima, de 21 anos, para assumir o cargo. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (26), e não julgou o mérito da ação, que ainda será analisado. Chiara tem, atualmente, 20 anos, e não completará a idade mínima prevista na data da posse, 1º de fevereiro, mas apenas 22 de fevereiro. O suplente da deputada eleita, Heleno do Hospital (PP), ingressou com uma ação solicitando que a posse e a diplomação dela fosse impedida. O regimento interno da Assembleia prevê que a posse de parlamentares eleitos pode ocorrer até 30 dias após a cerimônia oficial. Heleno argumenta que a regra é inconstitucional. O advogado de Heleno, Renato Galuppo, informou ao jornal O Tempo que a decisão do TSE analisou apenas questões ligadas ao regimento interno da ação. “Não analisaram, por exemplo, diversos pontos da ação como a questão da condição de elegibilidade aferida na data da posse. Eu particularmente não concordo com o entendimento dele (Moraes). Teremos uma situação inusitada, a ALMG vai ficar 22 dias trabalhando com um deputado a menos, que até quando ela [Chiara] poderá tomar posse. Essa questão ao meu ver contraria uma jurisprudência do TSE de 30 anos, desde a década de 90, que entende que a data da posse é aferida de acordo com a Constituição e não com o regimento interno. Estamos confiantes que a nossa ação será acolhida”, defendeu. Ação “O Regimento Interno abre a possibilidade de, em violação evidente da Constituição Estadual, ser estendida a posse após a primeira reunião preparatória, possibilitando a manipulação das datas para, como no caso concreto, manipular a aferição da condição de elegibilidade da idade mínima”, justifica a defesa do candidato na ação. Eleita a parlamentar mais jovem do Brasil, Chiara tomará posse após o dia 22 de fevereiro, data em que completará 21 anos, idade mínima para se tornar parlamentar. ALMG informa que ainda não foi marcada oficialmente a data da posse da parlamentar, mas confirmou que a cerimônia irá acontecer após o aniversário da jovem. O que diz a Constituição? Elegibilidade São condições de elegibilidade, na forma da lei: I – a nacionalidade brasileira; II – o pleno exercício dos direitos políticos; III – o alistamento eleitoral; IV – o domicílio eleitoral na circunscrição; V – a filiação partidária; VI – a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para presidente e vice-presidente da República e senador; b) trinta anos para governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para deputado federal, deputado estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para vereador. * Com Jornal O Tempo

A cada dois dias uma mulher morre vítima de violência doméstica em Minas

Governo lança campanha de combate ao feminicídio e convoca a população a denunciar casos de agressão; canal 181 garante anonimato Em Minas Gerais, a cada dois dias uma mulher morre vítima de violência doméstica. Em 50% dos casos, as mortes foram causadas por facas, tesouras ou canivetes. São crimes cometidos por maridos, namorados, ex-companheiros, entre outros. A partir desses números, uma campanha lançada pelo Governo de Minas nesta quinta-feira (25/1) convoca a população a “botar tudo em pratos limpos” e reforça que “em briga de marido e mulher” se mete a colher sim. As peças publicitárias estão sendo exibidas em emissoras de rádios e TVs e nas redes sociais. Em todo o Brasil, somente em 2021, 3.878 mulheres foram vítimas de homicídio. Os casos registrados como feminicídio, que é quando a vítima é assassinada pelo fato de ser mulher, chegaram a 1.341, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com um relatório da Polícia Civil de Minas Gerais, 155 mulheres foram vítimas de feminicídio naquele ano. Em 2022, foram 163, além de outras 195 tentativas de feminicídio. Para coibir a violência contra a mulher, impedir que essas mortes ocorram e garantir que os agressores sejam presos, a campanha do Governo de Minas reforça que é possível denunciar pelo telefone 181. O Disque Denúncia é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e completou 15 anos em 2022. Nesse período, mais de 1 milhão de denúncias foram apuradas pela Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. Mais de 263 mil criminosos foram presos e apreendidos. O canal garante o anonimato e sigilo da pessoa que faz a denúncia e garante a participação da sociedade no combate à criminalidade. Canais de ajuda Em situações de emergência, as denúncias também podem ser feitas pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 197 (Polícia Civil). Na página da Delegacia Virtual é possível registrar ocorrências de ameaça, lesão corporal, agressão e descumprimento de medida protetiva. As vítimas também podem utilizar o aplicativo MG Mulher, disponível gratuitamente para Android ou iOs, que conta com endereços e telefones de delegacias, unidades policiais e instituições de ajuda mais próximas, vídeos, áudios e textos para orientar as vítimas, além da possibilidade de criar uma rede de contato com pessoas de confiança que podem ser acionadas em uma emergência com um só clique. Acolhimento O Governo de Minas Gerais disponibiliza espaços de acolhimento e ajuda às vítimas de violência doméstica e também aos filhos. Em Belo Horizonte, existe a Casa da Mulher Mineira, uma unidade da Polícia Civil na Avenida Augusto de Lima, 1.845, no Barro Preto. Inaugurada no ano passado, ela atendeu mais de 500 mulheres somente nos dois primeiros meses de funcionamento. Cerca de 450 medidas protetivas foram solicitadas. Na unidade, as mulheres podem solicitar Medidas Protetivas de Urgência, acompanhamento até a residência para retirada de pertences em segurança, receber a guia de exame de corpo de delito, realizar a representação criminal para a devida responsabilização do agressor, além de ser encaminhada para casas abrigo, para serviços de atendimento psicossocial e para orientação jurídica na Defensoria Pública. O ambiente favorece a privacidade e a escuta qualificada durante atendimento. As vítimas de violência doméstica ou familiar também podem buscar ajuda por meio do Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher (Cerna). A ferramenta, vinculada ao Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação em Direitos Humanos (Sima-Mulher) do Governo de Minas, registra casos de violação e fornece mecanismos para promoção do atendimento à vítima em rede. O primeiro atendimento é feito por agendamento direto ao serviço, por meio dos telefones (31) 3270-3235 ou (31) 3270-3296. Fonte: Agência Minas

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte ganhará seis novas rotas

O Governo de Minas lançou uma política para impulsionar conexões aéreas regionais, nacionais e internacionais por meio do fortalecimento do hub aéreo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Hub aéreo é um termo usado para definir um aeroporto que serve como centro de distribuição de passageiros para outros destinos, por meio de uma rede extensa de voos. O programa estabelece condições para empresas aéreas obterem redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), ou mesmo isenção, para abastecimento com querosene de aviação, que pode representar cerca de 45% dos custos operacionais de uma companhia aérea. Atualmente, as operações internas com querosene de aviação possuem carga efetiva de 11%, podendo chegar ao mínimo de 4%. Abatimento tributário Nesta quinta-feira (26/1), o governador Romeu Zema assinou o decreto que estabelece o abatimento tributário para o abastecimento de querosene para aeronaves, de acordo com o Convênio ICMS 188/2017, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele enfatizou os ganhos que a decisão trará para o ambiente de negócios e do turismo em Minas Gerais. “Estar conectado representa mais facilidade para fazer negócios. Ninguém vai em um congresso, em uma feira ou exposição se a dificuldade logística for grande”, disse o governador, ao parabenizar a BH Airport, concessionária responsável pela gestão do Aeroporto Internacional, por propiciar essas oportunidades de desenvolvimento. O trabalho conjunto inclui a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG) e a Invest Minas, agência vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). “Trabalhamos muito durante os últimos dois anos para conquistar e recuperar tudo que perdemos, em um setor que sofreu demais durante a pandemia, chegando a quase parar as operações”, disse o diretor de Operações e Infraestrutura da BH Airport, Herlischy Bastos. Voos diretos A Azul Linhas Aéreas é a primeira companhia a aderir à nova política estadual, e com isso passará a fazer voos diretos para duas cidades do estado americano da Flórida: três voos por semana do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte para Fort Lauderdale, a partir de junho, e dois voos por semana para Orlando, a partir de setembro. A Azul também se tornará a primeira companhia aérea brasileira a ter um voo direto para a ilha caribenha de Curaçao, também a partir de junho. “É um voo histórico para gerar muito turismo entre esses dois destinos. E além de criar mais opções de voos diretos, cria muitas opções de conexão que esse hub vai proporcionar”, frisou Fábio Campos, vice-presidente de Relações Institucionais, Aeroportuárias e Comunicação da Azul. O gerente latino americano de Curaçao, Andre Rojer, apresentou a ilha e os atrativos para os interessados em embarcar nessa nova rota turística para os mineiros. “Somos holandeses, com um misto de cultura afro-caribenha e europeia em um lugar de somente 150 mil pessoas, com 40 praias, 60 locais de mergulho, e encontramos um parceiro sério que tem planos grandes para o futuro para seguir aumentando a frequência desse fluxo”, afirmou. Conexão com o interior A Azul Linhas Aéreas também iniciará a operação de viagens diárias do Aeroporto de Belo Horizonte para Araxá, na região do Alto Paranaíba, além de dois voos semanais para São João del Rei, na região Central de Minas Gerais. Já a cidade de Divinópolis, na região Centro-Oeste, ganhará voos diretos para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Além de acelerar novos negócios, consolidando Minas Gerais como protagonista na atração de investimentos, a expectativa é a de que essa política pública leve as empresas aéreas a abrirem novas rotas no estado e potencializem o acesso de turistas, nacionais e internacionais, às cidades mineiras. “Conexão é fundamental para a dinamização do turismo. Os aviões virão com as conexões de seus países de origem, consolidando essa força que Minas tem nos últimos anos. Somos o segundo destino mais procurado do Brasil”, pontuou o secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. Essa política de hub aéreo possui um potencial transformador, observa o diretor-presidente da Invest Minas, João Paulo Braga. “Estudos em que nos amparamos, feitos na implantação da política de hub aéreo no Nordeste, especialmente no aeroporto de Fortaleza (CE), indicam um incremento de 45% a 50% do fluxo de passageiros internacionais, e cada valor investido pela companhia aérea tende a multiplicar os retornos em 500%, e no intervalo de 4 anos foram gerados 250 milhões de dólares em novos investimentos na cadeia do turismo, que é uma pauta que nos é muita cara, e cerca de 1.500 empregos diretos gerados”. Benefício Para obter o benefício, a empresa precisa ter centro de manutenção de aeronaves em operação em Minas Gerais, operar, no mínimo, 80 decolagens diárias do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte com interligação nacional, instituir ao menos três destinos internacionais semanais até 31 de dezembro – em duas aeronaves de corredor duplo e uma de corredor simples -, operar, no mínimo, cinco voos internacionais semanais até 31 de dezembro – em aeronaves de corredor duplo – e ter voos regulares em pelo menos 14 cidades de Minas Gerais, a serem implantados até 31 de dezembro. “Essa medida permite a isenção de ICMS para as companhias aéreas que instituem um Hub no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Se você dá um benefício para as companhias aéreas, por outro lado você traz um benefício enorme para a população mineira, com um conjunto de iniciativas importantes que trazem bastante desenvolvimento econômico e social para Minas Gerais”, assegura o subsecretário de Receita Estadual da SEF/MG, Osvaldo Scavazza. Azul Linhas Aéreas Fundada em 2008, a Azul é a maior companhia aérea do Brasil em número de voos e cidades atendidas, com mais de 900 voos diários para mais de 150 destinos, com mais de 300 rotas diretas em voo regionais, domésticos e internacionais e uma frota operacional de mais de 160 aeronaves, além de contar com mais de 14 mil tripulantes. A Azul já opera com voos internacionais nos seguintes aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), Belém (PA), Manaus (AM), Recife (PE), Foz

Empresário mineiro: ‘Americanas me levou à falência’

Com recuperação judicial da varejista, Moacir de Almeida Reis é um dos pequenos e médios empresários brasileiros que temem nunca receber o que avaliam que Americanas lhes deve. Americanas nega dívida com a transportadora Forte Minas (foto: Arquivo pessoal) notícia da entrada em recuperação judicial da Americanas na quinta-feira (19/1) foi recebida com pesar num sítio em Bonfim, cidade mineira a cerca de duas horas de Belo Horizonte. Ali mora Moacir de Almeida Reis, de 62 anos, casado e pai de três filhos. Moacir mudou para o sítio por não conseguir mais se manter em Belo Horizonte. Ele atualmente dirige um carro emprestado do filho, vende queijos e leite que compra dos sítios vizinhos e tenta administrar com a esposa uma pequena lanchonete na capital mineira. No local, não há funcionários, pois não há dinheiro para contratar ninguém. Para fechar as contas do mês, Moacir e sua esposa contam com a ajuda dos filhos. Mas nem sempre a vida de Moacir foi assim. Até 2021, ele era o dono, com outros dois sócios, da Forte Minas Logística e Transporte, empresa responsável pelas entregas da Americanas no interior de Minas Gerais. Diversas vezes no topo do ranking de excelência da Direct — braço logístico da Americanas, adquirida em 2014 da Tegma Gestão e Logística —, a Forte Minas chegou a ter 29 filiais em Minas Gerais e expandiu sua atuação também para o Espírito Santo. No auge, a empresa faturava cerca de R$ 50 milhões por ano, segundo os sócios, e empregava diretamente 350 funcionários em Minas e outros 200 no Estado vizinho, contando ainda com uma rede de 700 a 800 “agregados”, como eram chamados na companhia os trabalhadores terceirizados proprietários dos veículos e prestadores do serviço de entrega. Moacir e seus sócios João Wanderlay de Oliveira Júnior e Carlos Henrique de Souza viram tudo isso ruir de um dia para o outro, após, de acordo com eles, a Americanas romper repentinamente o contrato com a Forte Minas. Segundo os sócios, o rompimento foi feito de forma unilateral e sem aviso prévio pela Americanas, embora o contrato entre as empresas — ao qual a BBC News Brasil teve acesso — estabelecesse um prazo de 30 dias de aviso. Com 85% de sua receita então dependente do grupo Americanas e, segundo o relato dos sócios, R$ 7 milhões em serviços prestados e não pagos pela empresa de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, a Forte Minas entrou numa espiral de dívidas que já chegam a R$ 18 milhões, de acordo com os empresários. A Americanas nega dívida com a transportadora Forte Minas. Sem dinheiro sequer para pagar os direitos trabalhistas dos ex-funcionários ou processar a Americanas pelos valores aos quais avaliam ter direito, os sócios se veem atualmente afundados em cobranças e processos judiciais. Perderam o sustento de suas famílias, bens pessoais e a saúde — Moacir sofreu um infarto, Carlos enfrenta uma depressão severa. Agora, com a entrada da Americanas em recuperação judicial após a revelação de uma inconsistência de R$ 20 bilhões no balanço da empresa, eles temem talvez nunca reaver o dinheiro que acreditam que a varejista lhes deve. As famílias de Moacir, João e Carlos são três de milhares de famílias brasileiras afetadas pelo colapso financeiro da rede de lojas e e-commerce. Criada em 1929 como uma lojinha de rua, a Americanas hoje emprega 44 mil funcionários e vende produtos de 150 mil lojistas em seu market place virtual, contando com uma rede de milhares de fornecedores, como foi um dia a Forte Minas. Questionada pela BBC News Brasil, a Americanas afirma que se considera um credor do Grupo Forte Minas/Forte Vix, e não devedor, como alegado. “A companhia instaurou, em 2021, processo para cobrar os valores que entende devidos pela empresa de transporte”, informou a Americanas em nota. A Americanas optou ainda por não comentar a alegação de que teria desrespeitado o contrato com a Forte Minas, ao supostamente rompê-lo de forma unilateral e sem o aviso prévio de 30 dias estabelecido em cláusula contratual. ‘Acabou’ “Eu lembro no dia que ele me contou da falência. A gente estava junto e ele falou: ‘Acabou’ e começou a chorar”, lembra Bernardo Garcia, de 31 anos e filho de Moacir. “Eu não entendi na hora como que do nada [uma empresa acaba] — no dia anterior estava tudo bem.” Bernardo lembra que seu pai ficou muito abatido nos meses posteriores à falência, perdeu 30 quilos e infartou cerca de 3 ou 4 meses depois desse dia fatídico, durante uma viagem de trabalho para fechar uma das filiais, após a ruína financeira da empresa. “O susto foi muito grande. Na UTI, com ele muito fragilizado mentalmente e o sócio dele em condição ainda pior, com crises de pânico, eu dizia para o meu pai: ‘Pai, a gente vai fazer alguma coisa, vamos conseguir alguma justiça para isso’”, lembra Bernardo. Mas, por dois anos, Bernardo ouviu do pai que era melhor deixar para lá, que tentar tomar alguma ação contra a Americanas seria “mexer com cachorro grande” e não daria em nada. “Para você ter uma noção da gravidade da situação da nossa família e como aquilo me doía, teve um dia que minha mãe comprou um amendoim de R$ 6 e ela chorou porque naquele dia ela teve dinheiro para comprar isso”, afirma. “Mas o ponto de virada para mim foi que meus pais já não tinham carro próprio, nem casa própria, e eles usavam uma picapezinha que era da empresa para fazer o caminho entre a roça e BH, trajeto que ele faz agora vendendo leite e queijo. E aí nesse trajeto, o carro parou na blitz e foi apreendido, por conta de processo trabalhista. Eles ficaram na estrada, chorando muito e se sentindo completamente humilhados”, relata o filho do casal. “Minha mãe pegou o telefone, chorando, e falou para mim: ‘Olha onde a gente está, olha o que essa empresa fez com a gente’. Aquilo me doeu demais e foi quando eu decidi que

Bolsonarista que quebrou o Relógio de D. João VI é preso em Minas Gerais

TERROR EM BRASÍLIA – O suspeito Antônio Cláudio Alves Ferreira trabalha em oficina de veículos no município de Catalão, Goiás, distante cerca de 300 quilômetros de Brasília – Créditos: Reprodução / TV Globo / Divulgação  O bolsonarista Antônio Cláudio Alves Ferreira, de 30 anos, foi preso nesta segunda-feira (23) em Uberlândia (MG). Suspeito de ser o autor da destruição do histórico Relógio de Baltazar Martinot durante a invasão das sedes dos três poderes de 8 de janeiro, o acusado foi reconhecido após imagens do quebra-quebra serem divulgadas. Ele é mecânico de automóveis no município de Catalão (GO), onde reside, e duas denúncias anônimas ajudaram na sua identificação. De acordo com as investigações, o vândalo chegou a Brasília na madrugada do dia 8 de janeiro, quando estacionou seu carro no Eixo Monumental. Ele deixou a capital na mesma data, perto das 20h, e voltou a Catalão onde chegou na madrugada do dia seguinte (9). Foi visto circulando pela cidade goiana antes de sumir e ser preso em Uberlândia, a cerca de 100 quilômetros de distância. Ele foi filmado utilizando um extintor de incêndio para destruir câmeras e vidros do Palácio do Planalto. Em dado momento, as imagens mostram quando Antônio Cláudio encontra o Relógio de Baltazar Martinot e o atira ao chão. As imagens foram transmitidas para todo o Brasil pela TV Globo em 15 de janeiro, uma semana após os ataques. O relógio de pêndulo é datado do século XVII e foi presenteado a Dom João VI em 1808. O autor da obra era o relojeiro oficial do então Rei da França, Luís XIV. Só existiam, no mundo, dois relógios feitos por Martinot: um está no Palácio de Versalhes, na França, e o outro acabou sendo completamente destruído por fascistas em Brasília. Antônio Cláudio tem antecedentes criminais. Em 2014 foi autuado como receptador de produtos de roubo. Apenas três anos depois, em 2017, foi autuado durante abordagem policial de rotina por portar uma pequena quantidade de maconha. Os dois episódios ocorreram em Catalão (GO) e já foram arquivados pela Justiça local. *Com informações do Metrópoles.

Josué Gomes é destituído da presidência da Fiesp

Maioria dos sindicatos ligados à indústria votou pela saída do presidente – Josué Gomes da Silva (Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG) O empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, foi destituído nesta segunda-feira (16) do cargo de presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Em audiência realizada no prédio da instituição, na Avenida Paulista, representantes de 47 sindicatos votaram por sua destituição do cargo. Foram duas abstenções e um voto contra. Josué ele deixou a assembleia depois que a maioria dos presentes considerou que suas respostas aos questionamentos apresentados pela oposição não eram satisfatórias. O placar ficou em 24 votos a favor dos argumentos dele, e 62, contra, segundo a Folha de S. Paulo. Josué Gomes da Silva assumiu a presidência da Fiesp em janeiro de 2022, após uma eleição vista como uma espécie de saída negociada de seu antecessor, Paulo Skaf, que ficou no cargo por 17 anos.

Atos terroristas – Para livrar a cara dos bolsonaristas, Zema culpa Lula

Bobo da corte – O governador de Minas Gerais continua falando pelos cotovelos. Ele afirmou que o governo federal fez ‘vista grossa’ em relação aos atos terroristas do Distrito Federal para que pudesse sair como ‘vítima’. Recentemente, em outra trapalhada, Zema parabeniza reitor que ele não reconduziu Em entrevista à Rádio Gaúcha, o mandatário mineiro disse que em sua opinião “o governo Lula deixou os ataques em Brasília acontecerem para posar de vítima”, sugerindo que a administração federal teria cometido o crime de prevaricação. Trata-se de uma fake news, já que, na véspera do levante golpista, já com informações sobre o planejamento dos bolsonaristas, o ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou o uso da Força Nacional e pediu reforço no policiamento ao governo do Distrito Federal, que ignorou.  ATAQUES TERRORISTAS – Boulos sobre fala de Zema: ‘Bolsonarista irresponsável’ O deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP) repudiou, nesta segunda-feira (16/1), as acusações feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), contra o governo Lula. ERA O QUE FALTAVA: Romeu Zema acusou o governo Lula pelo golpismo do dia 8, dizendo que houve omissão pra "se fazer de vítima"! É lamentável ver esse bolsonarista irresponsável governando um estado tão importante como Minas Gerais… — Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) January 16, 2023 TEORIA DA CONSPIRAÇÃO Ministro rebate insinuação de Zema de que governo Lula teria cometido crime nos atos terroristas. Paulo Pimenta, da Secom, se pronunciou após declaração absurda do governador de Minas Gerais “Não contribui o governador de um estado importante como MG fazer insinuações sem base, tentando culpar a vítima, com a teoria da conspiração que levou muitos golpistas a ventilar fake news sobre ‘infiltrados’ e coisas desse tipo. Queremos diálogo sério pela reconstrução do Brasil”, declarou Pimenta no Twitter, sem citar o nome de Zema. “Você confundir um cidadão de bem com um depredador é erro gravíssimo. Que se puna essas pessoas que fizeram o vandalismo. Agora, estender isso a esses que estão se manifestando de forma ordeira, é uma situação muito distinta”, complementou o governador, incorrendo no mesmo erro de tratar de forma branda os defensores de um golpe militar — erro, aliás, que levou Ibaneis Rocha a ser afastado do poder pelo STF. O mineiro, por sinal, criticou o afastamento do colega, dizendo que a decisão do STF foi “prematura, desnecessária e injusta”. Reitor Unimontes Em outra trapalhada do governador Romeu Zema (Novo), recentemente ele parabenizou o reitor da Universidade Estadual de Montes Claros que ele não reconduziu. Zema mudou a escolha do reitor da Unimontes para conseguir apoio de um deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ouça o áudio: “Professor Alvimar, boa tarde. Espero que tudo bem aí com o senhor. Estou aqui para comemorar a sua recondução ao cargo. Fico muito satisfeito e isso mostra claramente que estamos amadurecendo, que todos estão vendo os frutos do seu trabalho, do seu esforço. Continue contando com o nosso governo aqui, comigo. Estamos aqui para fazer tudo que estiver ao nosso alcance em prol da Unimontes. Parabéns”, disse Zema ao reitor.