Movimentos pró-golpe querem o povo na rua pelo fim das aposentadorias

Os movimentos de direita, inclusive os manipulados coxinhas, também conhecidos como pobres de direita, que organizaram protestos pelo golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff têm agora uma missão mais difícil: colocar gente nas ruas pelo fim das aposentadorias públicas. “Os movimentos Nas Ruas e Vem Pra Rua se reuniram com integrantes da equipe do ministro Paulo Guedes na quinta (4). Disseram que pretendem ajudar na mobilização para a aprovação da reforma da Previdência. A pasta está abastecendo as lideranças com informações que as ajudem a defender as teses do governo. Os movimentos lideraram algumas das maiores manifestações de rua na época em que se discutia o impeachment de Dilma Rousseff. Os grupos pretendem fazer corpo a corpo com parlamentares e divulgar nas redes o Mapa da Previdência, ferramenta que mostrará a posição de cada parlamentar em relação às propostas”, informa a jornalista Mônica Bergamo.
Bolsonaro declara que não serve para ser presidente, e que só presta para ser milico

O ainda presidente Jair Bolsonaro admitiu seu despreparo, afirmando que não nasceu para ser presidente, nasceu para ser militar “Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar, mas no momento estou nessa condição de presidente e, junto com vocês, nós podemos mudar o destino do Brasil. Sozinho não vou chegar a lugar nenhum”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro durante um evento com servidores do Palácio do Planalto nesta sexta-feira (5). Ele ainda reclamou das dificuldades de ocupar o cargo e usou a idade para justificar seu cansaço. Essa não foi a única reclamação de Bolsonaro sobre o exercício da presidência. “Eu me pergunto, olho pra Deus e pergunto: Meu Deus, o que eu fiz para merecer isso? É só problema”, disparou. A declaração foi dada durante uma cerimônia de inauguração do Espaço Integridade da Ouvidoria da Presidência da República. Ele disse que a sua eleição foi um “milagre” e lembrou do atentado que sofreu durante a campanha. “Confesso que nunca esperava chegar na situação que me encontro. Primeiro porque sobrevivi a um atentado, um milagre. Depois, o outro milagre foi a eleição. A gente tava contra tudo, né? Imprensa, fakenews, tempo de televisão, recuso de campanha, mas respeito quem não tenha religião, mas eu tinha do nosso lado Deus”, afirmou. Em seguida, citou mais uma vez uma passagem bíblica repetida a exaustão durante a campanha: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
Em nova pesquisa, aprovação do Governo dos coxinhas cai ainda mais e vai a 35%

BOLSONARO DESPENCA NO POVÃO, NA CLASSE MÉDIA E ENTRE BANQUEIROS – Pesquisa “oficial” do mercado, constituído pelos bancos e rentistas e paga pela maior corretora do país, a XP, com controle indireto do Itaú, confirma que a popularidade de Bolsonaro está despencando. Segundo o levantamento as avaliações negativas do governo subiram de 20% para 26% e as positivas caíram de 40% para 35% de janeiro para cá . Outra pesquisa, do instituto Big Data, mostra o mesmo movimento: entre janeiro e março, a parcela das brasileiros que avaliavam o governo como ótimo ou bom encolheu de 50% para 38%. As duas pesquisas foram divulgadas nesta sexta-feira (5), um dia depois da realizada pelo Atlas Político, que apontou que o percentual dos brasileiros insatisfeitos com o governo Jair Bolsonaro é superior à aprovação dele: 31,2% de ruim/péssimo contra 30,5% de bom/excelente. A menos de uma semana de completar 100 dias de governo, Bolsonaro carrega números piores do que seus quatro antecessores imediatos eleitos (Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor de Melo) no mesmo momento de seus respectivos mandatos. A sexta edição da pesquisa mensal XP/Ipespe, realizada entre os dias 1º e 3 de abril indicou que as avaliações positivas (“ótimo” e “bom”) atribuídas pelos entrevistados ao governo caíram de 40% para 35% de janeiro para cá. No mesmo período, o nível “regular” oscilou de 29% para 32%, ao passo que as avaliações negativas subiram de 20% para 26%. Leia mais no site InfoMoney. A pesquisa do Big Data apontou um cenário similar, com números um pouco diferentes: entre janeiro e março, a parcela das brasileiros que avaliavam o governo como ótimo ou bom encolheu de 50% para 38% -de 40% para 35% na pesquisa Ipespe. O Big Data estima que cerca de 15 milhões de pessoas que votaram em Bolsonaro deixaram de avaliar seu governo de maneira positiva. Segundo o instituto, “a maioria dos desiludidos está na classe média” (leia aqui). Metodologias A pesquisa XP/Ipespe foi feita por telefone e ouviu 1.000 entrevistados em todas as regiões do país. Os questionários foram aplicados por entrevistados e submetidos a fiscalização posterior. O nível de confiança é de 95,45%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob as mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem máxima de erro, estabelecida em 3,2 pontos percentuais. A amostra representa a totalidade dos eleitores brasileiros com acesso à rede telefônica fixa e a telefone celular, sob critérios de estratificação por sexo, idade, nível de escolaridade, renda familiar etc. A revista Veja, que contratou a pesquisa do Big Data, não indicou a metodologia utilizada. Entre janeiro e março, a parcela das brasileiros que avaliavam o governo como ótimo ou bom encolheu de 50% para 38%.
Bolsonaro e Doria elogiam ação policial que matou 11 após assalto em SP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se manifestaram nesta quinta-feira, 4, sobre a ação policial que resultou na morte de onze suspeitos após o assalto de duas agências bancárias em Guararema, na região metropolitana da cidade de São Paulo. Ambos comentaram o ocorrido nas redes sociais. Bolsonaro classificou a ação como “rápida e eficiente” e destacou o fato de que “nenhum inocente saiu ferido”. Ele ressaltou que a ação foi realizada pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), divisão de elite da Polícia Militar de São Paulo. “Parabéns aos policiais da Rota (PM-SP) pela rápida e eficiente ação contra 25 bandidos fortemente armados e equipados que tentaram assaltar dois bancos na cidade de Guararema e ainda fizeram uma família refém. Onze bandidos foram mortos e nenhum inocente saiu ferido. Bom trabalho!”, escreveu o presidente. O governador João Doria, por sua vez, parabenizou os policiais e publicou um vídeo em que classifica os agentes como heróis e diz que “quem tem que ter vergonha do que faz são os bandidos”. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública também elogiou a “rápida ação” dos agentes. A orientação padrão da Polícia Militar é de evitar, sempre que possível, a letalidade policial. “A intervenção policial evitou que qualquer morador do município ficasse ferido, inclusive uma família que foi feita refém em uma residência nas proximidades”, afirmou. Por volta das 3h da manhã, um grupo de cerca de trinta criminosos invadiu as agências do Banco do Brasil e do Santander de Guararema. Os criminosos explodiram os caixas eletrônicos do Banco do Brasil e atacaram a outra agência, mas não conseguiram levar o dinheiro. O bando já era monitorado pelo Ministério Público Estadual e a Polícia Militar conseguiu cercar os criminosos ainda durante a ação. O grupo foi atacado na estrada que liga Guararema à cidade de Santa Branca.
Lava jato, em fim de feira, recebe parecer contrário da Advocacia-Geral da União

A fome da lava jato por recursos e, consequentemente pelo poder, levou a força-tarefa de Deltan Dallagnol ao isolamento político entre os operadores do direito. Nesta quarta (3), em Brasília, o ato em desagravo ao Supremo Tribunal Federal (STF) culminou com a entrega de manifesto ao ministro Dias Toffoli subscrito por 200 entidades da sociedade civil. No caso o agravado era Deltan, que, semanas atrás, açulou milícias virtuais (bolsominios) contra ministros da corte. Dito isto, a lava jato experimentou hoje (4) a primeira consequência do isolamento com a AGU (Advocacia-Geral da União) exigindo “os valores objeto das sanções impostas pelos Estados Unidos no caso revertam, em sua integralidade, à União”. O parecer do órgão foi enviado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da nulidade do acordo de R$ 2,5 bilhões da lava jato com a Petrobrás.
Reforma da previdência faz Tigrão e Tchutchuca voltarem a trabalhar

Sucesso do passado, o Bonde do Tigrão teve que voltar ao trabalho por causa da reforma da previdência. A tchuchuca voltou à labuta para completar a idade mínima necessária. O grupo fez sucesso no início dos anos 2000, quando Bolsonaro era só um político folclórico cheio de ideias loucas. Ou seja, nada mudou. O grupo foi lembrado pelo deputado Zeca do PT, que mandou um proibidão para o ministro Paulo Guedes. Inconformado com o déficit do nível, Guedes chamou a avó de Zeca de tchuchuca. Logo ela, que ainda tem mais 30 anos de trabalho para se aposentar. O embate entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e deputados da oposição levou ao encerramento, na noite desta quarta-feira (3), da audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados destinada à apresentação da reforma da Previdência. A audiência foi encerrada depois de uma confusão que se formou quando o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro Zé Dirceu, afirmou que Paulo Guedes é tigrão com os pobres e tchutchuca com os ricos. “O senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidades. O senhor é tigrão quando é com os agricultores, os professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país”, disse Dirceu. O ministro reagiu, xingou a mãe e a avó do deputado paranaense. “Eu não vim aqui para ser desrespeitado, não. Tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas. Isso é ofensa. Eu respeito quem me respeita. Se você não me respeita, não merece meu respeito”, disse Guedes. Veja o vídeo aqui
Toffoli quer que Lula morra na cadeia e tira de pauta ações sobre prisão após 2ª instância

Atendendo a um pedido da OAB, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, retirou de pauta o julgamento das ações que tratam da prisão após condenação em segunda instância, que estava marcado para o dia 10 de abril; um dos prejudicados é o ex-presidente Lula, preso após condenação no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, enquanto, segundo a legislação, ninguém é considerado culpado sem o trânsito em julgado de um determinado processo – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, retirou de pauta o julgamento das ações que tratam da prisão após condenação em segunda instância, que estava marcado para o dia 10 de abril. Um dos prejudicados é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após condenação no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, enquanto, segundo a legislação, ninguém é considerado culpado sem o trânsito em julgado de um determinado processo. De acordo com a assessoria do tribunal, o presidente atendeu o pedido de adiamento feito pelo Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) a Toffoli nesta segunda-feira. A OAB, autora de uma das ações sobre o tema, afirmou que a nova diretoria do Conselho precisa se “inteirar” do processo. Nele, a entidade é contra a prisão após condenação em segunda instância. Ainda não há informações sobre uma nova data de julgamento.
Folha de S. Paulo: Bolsonaro já cometeu mais crimes de responsabilidade do que Dilma

A coluna de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo diz que em três meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro já cometeu mais de crimes de responsabilidade do que seus antecessores. Jair Bolsonaro já cometeu mais de crimes de responsabilidade do que seus antecessores Para o colunista Reinaldo Azevedo, da Folha, “há um desânimo evidente em setores da elite que apostaram literalmente num milagre”. “Cometeu crime de responsabilidade, diz a lei, quando agrediu o decoro e propagou um filminho pornô”, diz o colunista. “O impeachment por crime de responsabilidade tem como condição necessária uma agressão à ordem legal —uma motivação, pois, de feição jurídica—, mas só se realiza se estiver dada a condição suficiente, que é a política”. Reinaldo Azevedo também cita a destituição do fiscal do Ibama e diz que é crime de responsabilidade “servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua”. “Se continuar a fazer bobagem e se perder as condições políticas de governar, hoje precárias, cai, sim! Os crimes de responsabilidade já foram cometidos. Por si, não derrubam ninguém. Associados à crise política aguda, tem-se a combinação letal”, conclui.
Câmara dos Deputados recebe 3º pedido de impeachment contra Bolsonaro

Documento com pedido abertura de processo de impeachment do presidente foi protocolado pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs Câmara dos Deputados recebe 3º pedido de impeachment contra BolsonaroFoto Reprodução Câmara dos Deputados recebeu o terceiro pedido de abertura de processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro e não tem prazo para ser analisado. Por meio da assessoria, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM), informou que não tomou conhecimento do pedido. Cabe a ele decidir se o pedido vai adiante ou não. O advogado paulista Carlos Alexandre Klomfahs alega que o presidente cometeu crime de responsabilidade quando autorizou a divulgação de um vídeo sobre o golpe militar de 31 de março de 1964. Klomfahs alega que o presidente Jair Bolsonaro provou animosidade entre as forças armadas e as instituições civis no país. Pedidos de impeachment Desde que tomou posse em 1º de janeiro deste ano, Jair Bolsonaro já foi alvo de três pedidos de impeachment. O primeiro foi arquivado. Foi apresentado por Antônio Jucélio da Rocha, mas não foi levado adiante por falta de documentação que pudesse valer como prova. O segundo pedido é de Diva Maria dos Santos. Ela alega uso de recursos não informados à Justiça Eleitoral que ajudaram a impulsionar as redes sociais durante a campanha de 2018.
Michel Temer se torna réu por corrupção no caso da Eletronuclear

Ex-presidente é acusado ainda por lavagem de dinheiro e peculato; outros doze envolvidos, incluindo Moreira Franco, também foram implicados A força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro tornou o ex-presidente Michel Temer réu. Nesta terça 2, o juiz Marcelo Bretas acatou duas denúncias do MPF contra o ex-presidente por corrupção, lavagem de dinheiro e peculato no caso da Eletronuclear. Outros doze envolvidos, incluindo Moreira Franco, também foram implicados. Esta é a segunda vez que Michel Temer é implicado na Justiça desde que foi preso, no dia 21 de março. No dia 28, a justiça de Brasília o tornou réu por corrupção passiva no caso da mala de 500 mil reais da JBS. A denúncia existe desde 2017, mas só se tornou ação penal depois que ele perdeu o foro especial ao deixar a Presidência. Temer passou quatro dias na cadeia, e foi solto por um habeas corpus concedido pelo desembargador Ivan Athié. Na decisão, Athié considerou que eram frágeis as alegações da força-tarefa da Lava Jato para mantê-lo preso, e que a prisão preventiva havia se convertido em antecipação de pena. Ontem, o MPF pediu que o emedebista e outros sete beneficiados pela decisão voltassem para o xadrez. Denúncia do MPF paulista Também nesta terça-feira, o Ministério Público Federal em São Paulo apresentou denúncia contra o ex-presidente e Maristela, sua filha, por lavagem de dinheiro, agravado por associação criminosa. O caso tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi remetido para São Paulo em janeiro, quando Temer perdeu o foro especial. A denúncia está no bojo da Operação Descontaminação, que investiga desvios na Eletronuclear, e motivou a prisão de Temer há doze dias. De acordo com os procuradores, o apartamento de Maristela, que fica em São Paulo, teve uma reforma paga com dinheiro de propina da Engevix. A empresa teria se beneficiado de contratos com Angra III, em obras há 35 anos. O Coronel Lima e sua esposa, Maria Rita Fratezi, também foram denunciados. Segundo a PF, documentos indicam que o casal cuidou pessoalmente da reforma. O criminalista Eduardo Carnelós, advogado de Temer, afirmou em nota que o emedebista jamais recebeu vantagem indevida e, por isso, não poderia ter lavado dinheiro ilícito. Carnelós questionou que, enquanto estava no STF, dizia-se que a verba usada na reforma teria sido paga por um delator sem relação com a Eletronuclear, mas que agora aparece relacionado a um delator associado à empresa. “Apesar disso, nenhuma das denúncias oferecidas depois pelo MPF/RJ imputou esses fatos, que, agora, surgem na acusação formulada pelo MPF/SP. Via Carta Capital