Lontra cria programa para ajudar pessoas em vulnerabilidade social e agricultores familiares

VAMOS À FEIRA A Prefeitura de Lontra, no norte de Minas Gerais,criou o programa “Vamos à Feira” para beneficiar os feirantes da agricultora familiar, que expõem seus produtos semanalmente na feirinha daquela cidade, e as pessoas em vulnerabilidade social. “Este programa contempla 200 famílias que estão em situação de fragilidade no nosso município. Cada família recebe R$ 50,00 através de cartão magnético do Sicoob/Credinor para comprar alimentos junto aos feirantes, que também receberão desta instituição financeira as maquininhas para receberem o pagamento das famílias cadastradas, bem como de todos os consumidores que usam cartões magnéticos”, explicou o prefeito Dernival Mendes dos Reis. Para ele, o Sicoob/Credinor é mais do que um banco, se colocando hoje como uma cooperativa que vem ajudando a fomentar a economia local. Segundo o prefeito, a cidade de Lontra está sendo a maior referência da região pelo zelo administrativo que vem sendo adotando no trato com a coisa pública, o que acabou alavancando a economia local. “Mesmo neste momento conturbado que estamos atravessando, causado por esta pandemia do coronavírus e pela recessão que assola o nosso país, Lontra vem superando e sendo exemplo como uma das cidades mais pujantes da região”, considerou. “Isso, porque a nossa maior preocupação é com o bem-estar da nossa população, especialmente a mais necessitada. Prova disso, criamos três programas com recursos próprios: o bolsa aluguel, o bolsa renda e agora o vale feira”, pontuou, argumentando que isso só é possível porque a administração economiza cada centavo para fazer face a esses investimentos. “Até um parafuso eu quero saber onde está”, exemplificou Dernirval, revelando uma conversa que teve com um dos seus filhos. “Um dia meu menino mais velho me falou: pai, o senhor quer fazer da Prefeitura igual a loja nossa. E eu disse que não. Tenho que ser melhor meu filho, porque aquilo lá não é nosso e temos que administrar com zelo para que esse dinheiro volte de retorno para seu verdadeiro dono, que é a população”, observou. Emendas parlamentares O prefeito recordou que a parceria com o legislativo municipal e com alguns deputados, além de órgãos públicos, entidades e associações, tem sido imprescindível para o progresso de Lontra. “A nossa Câmara Municipal foi fundamental para o desenvolvimento de Lontra, bem como a Emater, as associações etc., e o Sicoob/Credinor, além dos nossos deputados que estão sempre injetando dinheiro em nossa cidade, através de emendas parlamentares. Ele citou de modo especial o deputado Gil Pereira, considerado fiel parceiro da administração desde o início do primeiro mandato do atual prefeito. Fim do êxodo rural Dernival lembrou ainda que a cidade de Lontra vem sendo uma grande geradora de oportunidades, tanto no campo quanto na cidade, fato que está possibilitando o fim do êxodo rural, quando era comum a chegada de ônibus para encher de trabalhadores com destino a outros centros urbanos. “Fico recompensado quando vejo o ônibus, contratado pela Prefeitura, chegando diariamente cheio de pessoas da nossa zona rural para trabalharem em nossa cidade, além de outros lontrenses que acabaram voltando para a nossa terra devido às várias oportunidades de emprego que foram criadas aqui nos últimos 5 anos. Sinceramente, eu fico até emocionado, pois jamais imaginaria que esse dia iria chegar com tanta rapidez”, conclui.

Vereadores de Lontra devolvem R$ 80 mil para a Prefeitura utilizar na aquisição de cestas básicas

Pela primeira vez na história do município de Lontra(emancipado em 1992), no norte de Minas Gerais, a Câmara Municipal devolveu para os cofres da Prefeitura a sobra do orçamento do Legislativo. O valor, de R$ 80 mil, será utilizado na aquisição de cestas básicas para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Temos uma importante parceria com o nosso Legislativo, que não refutou em ajudar a nossa cidade, aprovando projetos importantes em benefício de toda população, especialmente a mais necessitada. E agora, graças a contenção de gastos tão necessária neste momento de recessão, a Câmara devolve para o erário esses recursos,que decidimos conjuntamente usá-los na aquisição de cestas básicas para quem precisa“, comentou o prefeito Dermeval Mendes dos Reis, o Macarrão. Para o presidente da Câmara Municipal, Daniel da Socorrinha, essa devolução tem a intenção de contribuir com a administração pública em questões importantes para o município. “Não estamos fazendo nada mais além da nossa obrigação, em devolver o dinheiro que não foi usado pela Câmara para a Prefeitura aplicar em prol da nossa população”, disse. A atual legislatura é formada pelos seguintes vereadores: Murilo Rodrigues, Edemilson do Noé, Zé da Lêda, Valdeir Andrade, Maria do Leôncio, Jean do Mazim, Daniel da Socorrinha, Guito Oliva e Jaime da Guilherme Tur.

Omissão da ECO-135 sobrecarrega Samu-192

Vereador Rodrigo Cadeirante disse que necessidade de deslocamento à rodovia implica na dificuldade de atendimento das ocorrências em Montes Claros pelos socorristas * Por Waldo Ferreira A concessionária Ecorodovias, que administra a BR-135, não conta com equipe especializada em prestar socorro às vítimas em caso de acidente, o que faz com que equipes do Samu-192 tenham que se deslocar de Montes Claros até a estrada para prestar o socorro. A denúncia é do vereador Rodrigo Cadeirante, que já protagonizou vários embates com a direção da empresa na tentativa de fazer com que seja cumprido o contrato de concessão celebrado com o governo do Estado. Ele cobra investimentos da Eco-135 no sentido de desafogar os atendimentos às ocorrências de trânsito no perímetro urbano de Montes Claros. Rodrigo revelou que é comum o atendimento dos socorristas do Samu-192 na cidade ficar comprometido porque as equipes precisam se deslocar até a BR-135 para fazer o serviço que é obrigação de quem detém a concessão. “A Eco-135 assumiu uma estrada que foi construída e é mantida com o dinheiro do povo, sendo que a empresa não faz investimentos em segurança”, protestou. Recentemente, Rodrigo Cadeirante manifestou essa preocupação durante audiência pública proposta pela vereadora Maria Helena Lopes para debater e buscar soluções no sentido de reduzir o elevado número de acidentes ocorridos em vários trechos de Montes Claros. Na ocasião, a reunião realizada na Câmara Municipal expôs os “gargalos” do trânsito, pontos com predominância de ocorrências, várias delas com óbitos. Rodrigo propôs à colega a elaboração de uma pauta conjunta com os demais vereadores, para pressionar as autoridades a resolver o problema. *  Jornalista

Parte da torre da Matriz de São Sebastião, em Espinosa, desaba após chuva

Em Espinosa, parte da torre da Igreja matriz de São Sebastião desabou. Segundo a Polícia Militar, uma forte chuva atingiu a cidade durante a madrugada da última quarta-feira (8). O local foi sinalizado com cones para evitar a aproximação dos moradores. Ninguém ficou ferido. De acordo com a Diocese de Janaúba, o padre Rogério Bispo de Jesus, responsável pela Paróquia São Sebastião, informou que a necessidade de restauração da torre já havia sido constatada, por isso, uma reforma estava prevista para ser iniciada assim que as chuvas diminuíssem. Inclusive, alguns andaimes já haviam sido montados e as portas próximas da torre permaneciam isoladas. Ainda de acordo com o pároco, até que a obra seja concluída, as missas e batizados serão realizados no Salão Paroquial, que fica na mesma Praça da Matriz. Os casamentos foram transferidos para a igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro Santos Dumont.

Dom João Justino é nomeado arcebispo da Arquidiocese de Goiânia (GO)

O Papa Francisco nomeou nesta manhã de quinta-feira, 09 de dezembro, Dom João Justino de Medeiros Silva, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros para a Arquidiocese de Goiânia (GO). Dom João Justino de Medeiros Silva é doutor e mestre em Teologia, pela Universidade Gregoriana de Roma. Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio em 1984 onde cursou Filosofia e Teologia. Gradou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). Dom João Justino foi perito da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB. Na Arquidiocese de Juiz de Fora, foi Vigário Episcopal para a Cultura, Educação e Juventude e secretário do Colégio de Consultores. Dom João Justino foi professor e coordenador do curso de Teologia do CES/JF. Em 2004, tornou-se reitor do Seminário Arquidiocesano de Juiz de Fora (MG). Na cidade mineira, também foi pároco-solidário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica e Paróquia do Bom Pastor. Também foi Vigário Paroquial na Paróquia de São Pedro. Filho do casal Justino Emílio de Medeiros Silva e Maria de Lourdes Medeiros Silva, dom João Justino nasceu no dia 22 de dezembro de 1966 em Juiz de Fora (MG). Foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1992. O Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte no dia 21 de dezembro de 2011. Dom João Justino recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de fevereiro de 2012, na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora (MG) Ministério na Arquidiocese de Belo Horizonte: Dom João Justino de Medeiros Silva foi o bispo referencial da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade (Rensp), que abrange oito municípios, coordenando a ação evangelizadora e pastoral, o funcionamento e a infraestrutura da Cúria Regional. Esteve em permanente contato com os padres, religiosos e comunidades de fiéis desta Região para escuta, orientações e avaliações. Presidiu os Conselhos Pastoral Regional, Presbiteral Regional, Pastoral de Forania, Pastoral Paroquial, Paroquial de Administração e Pastoral de Comunidade na Região Episcopal. A Rensp é formada pelos municípios de Caeté, Nova Lima, Rio Acima, Raposos, Sabará, Taquaraçu de Minas, Nova União e parte de Belo Horizonte. O bispo trabalhou na articulação do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) nessas cidades. Também realizou acompanhamento pastoral das unidades da PUC Minas, do Colégio Santa Maria (CSM) e demais instituições vinculadas presentes nessa Região. Discutiu e definiu com as instâncias competentes provisões e transferências. Dom João Justino supervisionou e orientou trabalhos no Tribunal Eclesiástico, na Secretaria Geral de Relações Sociais (SGRS) e na Secretaria Geral de Relações Eclesiais (SGRE). Acompanhou a vida, a administração e a ação evangelizadora dos santuários da Arquidiocese, coordenando o Conselho Arquidiocesano de Reitores. Coordenou a administração da Mitra nos respectivos santuários, incentivando projetos evangelizadores e de infraestrutura. Acompanhou o Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus (SACEJ). No Serviço de Animação Vocacional, orientou a equipe de coordenação, articulando o Conselho Arquidiocesano de Movimentos e Novas Comunidades (Camenc), além de outras instâncias para a promoção e animação das vocações. Orientou o desenvolvimento dos trabalhos do Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral. Supervisionou o andamento, participou de reuniões, orientou as coordenações, concede pareceres, incentivou promoções e novos projetos na Mitra Arquidiocesana e no Fundo de Solidariedade. No Comitê Gestor da Presidência (CGP), participou de reuniões, informa-se, faz indicações e responsabiliza-se pelas questões envolvendo orçamentos, metas, e auxiliando nas orientações. Em 2015, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro do Conselho Episcopal Pastoral (Consep). Também foi eleito presidente da Comissão Episcopal para a Educação, do Regional Leste 2 da CNBB (Minas e Espírito Santo). Dom João Justino foi nomeado, em março de 2016, membro da Comissão de Cultura e Educação do Setor Universidades do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), e responsável pelas pastorais de Educação e Cultura no Cone Sul. SIMBOLOGIA DO BRASÃO DE ARMAS: O fundo azul indica as virtudes que conduzem ao céu. A pomba representa o Espírito Santo; a estrela de ouro simboliza Maria, Estrela da Evangelização. Estes elementos sinalizam a formação teológica de dom João Justino, cuja tese de doutorado teve como pesquisa o Espírito Santo e Maria. A faixa ondulada e prateada representam a Igreja de Juiz de Fora, origem do prelado. O livro aberto refere-se às Sagradas Escrituras e recorda o ministério do teólogo, que encontra na Palavra de Deus a alma da teologia. As letras gregas “alfa” e “ômega” apontam para Jesus Cristo, o princípio e o fim de todas as coisas (Ap 1,8). O lema “Para dar testemunho da luz” (In testimonium de lumine) baseia-se no Prólogo do Evangelho de João (1,1-18) e refere-se a São João Batista. O ouro da cruz aponta para a inesgotável riqueza do mistério da cruz e da ressurreição. O escudo é coberto com o chapéu prelatício e franja de cor verde. As figuras indicam a dignidade episcopal. Nascimento: 22/12/1966- em Juiz de Fora -MG Ordenação Presbiteral: 13/12/1992 – em Juiz de Fora -MG Ordenado Bispo em 11/02/2012 – em Juiz de Fora –MG Nomeado Bispo Auxiliar de Belo Horizonte pelo Papa Bento VXI – 21/12/2011 Nomeado Arcebispo Coadjutor de Montes Claros pelo Francisco – 22/02/2017 Apresentação de Início do Ministério Episcopal em Montes Claros – 13/05/2017

Covid-19: Norte de Minas tem 160 mil sem 2ª dose e estoque de vacina

A queda nos números de casos e mortes por Covid-19 tem levado muitos norte-mineiros a deixarem de procurar os postos de vacinação para receberem a segunda dose contra a doença. Levantamento da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros revela que cerca de 160 mil pessoas estão com o complemento da imunização em atraso na região. Por causa da baixa procura, há 18 mil doses de vacinas estocadas na SRS, de um total de 48 mil disponibilizadas no dia 12 de novembro. O volume está parado porque 25 municípios, dos 54 que compõem a regional, não buscaram as remessas porque ainda possuem doses sobrando. Para evitar que a região deixe de receber mais imunizantes, prejudicando o complemento da vacinação e a aplicação das doses de reforço, a Superintendência Regional de Saúde tem orientado os municípios a acelerarem a vacinação contra a Covid-19. “Constatamos uma média de 160 mil pessoas na região Norte com vacina em atraso. Estamos trabalhando junto aos municípios para que eles organizem uma estratégia de busca ativa, utilizando principalmente a atenção primária, que tem o cadastro dessas pessoas e todo seu histórico vacinal”, afirma a coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS, Agna Menezes. Ela diz que os municípios estão com dificuldade de dar vazão às vacinas que estão recebendo. “Há pouco tempo tínhamos grande demanda de pedidos para a entrega de vacinas. Atualmente, temos imunizantes disponíveis”, lamenta Agna. Ela ressalta que é imprescindível que os norte-mineiros complementem o ciclo vacinal para que a imunização seja completa. “Só está imunizada contra a Covid-19 a pessoa que tomou as duas doses de uma das vacinas”, frisa a coordenadora. RISCO DE PERDA Há ainda o risco de a região perder doses já disponíveis. A vacina da Pfizer, por exemplo, tem um período de validade de 30 dias a partir do momento do descongelamento. Segundo Agna, a regional tem feito o monitoramento constante do estoque dos municípios para evitar perdas. “Estamos nesse momento com duas remessas da vacinas da Pfizer em Belo Horizonte e não buscamos ainda porque os nossos municípios não estão dando conta de utilizar as vacinas que estão recebendo. A partir do momento que a gente traz de Belo Horizonte, ela é descongelada e começa a contar o tempo para utilização”, explica a coordenadora. A orientação, segundo Agna Menezes, é para que os municípios implementem as estratégias tanto para completar o esquema vacinal com a segunda dose como acelerar a vacinação daqueles profissionais de saúde, pessoas acima de 60 anos, indígenas e toda a população que está no momento de receber a dose de reforço. Agna lembra que o Estado publicou a autorização para redução do prazo de seis para cinco meses da aplicação da dose de reforço. Além disso, o Ministério da Saúde determinou a aplicação de uma segunda dose da Janssen e a aplicação da terceira dose em todos os maiores de 18 anos. ASTRAZENECA A SRS acredita que grande parte desse atraso na aplicação da segunda dose se deva também à demora na entrega do imunizante da AstraZeneca. “Desde o início da semana a Secretaria de Estado da Saúde está fazendo um levantamento da necessidade dos municípios e quantas doses de AstraZeneca estão precisando para concluir o esquema vacinal destas pessoas. A nova remessa chega a Montes Claros nesta sexta-feira”, afirma Agna. Cidades criam pontos específicos para imunização e agentes fazem busca ativa Em Coração de Jesus, a busca ativa por moradores que estão com a segunda dose atrasada já está acontecendo por meio dos agentes de saúde que fazem visitas casa a casa. Para esta sexta-feira está programada uma ação na praça central da cidade voltada para a vacinação. “Desenvolvemos todas essas ações no município para termos um maior percentual de vacinados, especialmente com relação à segunda dose. O Estado tem sido bem organizado na distribuição e não está faltando vacina. Observamos uma dificuldade de adesão à dose de reforço, por isso trabalhamos também com a informação para conscientizar a população da importância da imunização e conhecimento sobre o que é essa dose de reforço”, explica Guilherme Leal, secretário de Saúde de Coração de Jesus. Em Francisco Sá, a prefeitura abriu um ponto central exclusivo para vacinação contra a Covid e investe na comunicação para atrair os fujões. O objetivo, de acordo com a assessoria do município, é otimizar a vacinação sem comprometer as demais imunizações nas unidades de saúde. A redução do intervalo de seis para cinco meses já foi colocada em prática no município. A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros e a Assessoria de Comunicação da Prefeitura foram procuradas pela reportagem, mas não se pronunciaram sobre a vacinação até o fechamento da edição.

Vereador põe dedo na ferida e aponta omissões de concessionária da BR-135

Rodrigo Cadeirante contestou informações da Eco 135 e fez cobranças, durante encontro de representantes da empresa com vereadores Por Waldo Ferreira* A reunião dos vereadores de Montes Claros com representantes da Eco 135, que administra a BR-135, na tarde de terça-feira (16), foi marcada por questionamentos do vereador Rodrigo Cadeirante sobre as omissões da concessionária no cumprimento do contrato firmado com o governo do Estado. A Ecorodovias pretendeu apresentar aos parlamentares um plano de melhorias exigidas pelo contrato de concessão, mas não convenceu o vereador, crítico da forma como a empresa vem atuando na rodovia, principal ligação do Norte de Minas com Belo Horizonte. Desde que começou a cobrar pedágio, em 1º de abril de 2019, a concessionária vem sendo alvo de inúmeras críticas de caminhoneiros, motoristas e moradores de comunidades rurais com acesso pela estrada. Os valores cobrados para transpor as plataformas – R$ 8 para automóvel, R$ 4 para moto e montantes que vão de R$ 12 a R$ 80, dependendo do porte do veículo – representam um dos pedágios mais caros praticados em Minas Gerais e no Brasil. O atraso no cronograma para a construção de passarelas e rotatórias, bem como para a duplicação da pista, foi abordado durante a reunião, que contou ainda com a presença do secretário municipal de Serviços Urbanos e vice-prefeito Guilherme Guimarães. Os moradores das comunidades rurais são uma das partes mais prejudicadas, obrigados a pagar pedágio para acesso às suas propriedades e escoarem suas pequenas produções agrícolas. Na sua manifestação Rodrigo Cadeirante defendeu que o encontro deveria ter caráter de audiência pública e não ser realizado em recinto fechado, visto que o assunto é de interesse da população. O vereador contestou algumas informações dadas pelo diretor superintendente da Eco 135, Marcelo Bevilaqua, entre as quais o suposto desafogo de 6.000 atendimentos médicos que o Samu-192 teria deixado de fazer pelo fato de a concessionária ter assumido essa demanda. Rodrigo rebateu, afirmando que foi informado que o atendimento efetivo em caso de acidente é realizado em sua grande maioria exatamente pelo Samu-192. Outra discordância dele diz respeito à postura da concessionária frente à pandemia do coronavírus. Ele revelou que passou no local várias vezes e que, apesar de gastar até R$ 80 de pedágio, não presenciou esse cuidado da concessionária com o usuário, muito menos a distribuição e frutas, como foi dito pelo representante da empresa. “Não me lembro de distribuição de máscara nem das frutas. Álcool em gel, sim, mas isso é disponibilizado em qualquer lugar”, argumentou. “Isso é muito pouco para quem está há 960 dias arrecadando na rodovia”, acrescentou. Na sua fala, Rodrigo Cadeirante avaliou que a população é espoliada, pois pagou para construir a rodovia e agora paga caro para poder utilizá-la, sem ter a contrapartida que deveria. Aproveitamento político – O vereador criticou o fato de a empresa ter montado palanque para o governador Romeu Zema (NOVO) fazer festa em Bocaiuva, no lançamento das obras de duplicação, com a cumplicidade de deputados votados no Norte de Minas. “Fazer a obra é uma obrigação já prevista em contrato. Não é nenhum favor da concessionária e nem deveria ser motivo de confraternização”, avaliou Rodrigo. De acordo com ele, criou-se uma situação esdrúxula, em que quem deu a concessão vem confraternizar com quem recebeu, quando o papel do primeiro é justamente fiscalizar. O vereador lembrou que o fato ocorre justamente no ano anterior às eleições Rodrigo Cadeirante também desafiou a concessionária a cumprir os prazos anunciados pelo superintendente e previstos no contrato de concessão para as melhorias ao longo da estrada. “Sugiro uma aposta: quem perder faz a doação de cestas básicas para famílias desassistidas”, provocou. Rampa de acesso – Rodrigo também cobrou da concessionária a construção de rampas de acesso às margens da rodovia. Caixas de areia ou de brita, elas servem para caminhões e ônibus que não conseguem frear durante a descida. A medida simples pode aumentar a segurança nas rodovias e foi motivo de requerimento dele, ainda não atendido, a Eco 135. * Jornalista

Produtores de Lontra conhecem versatilidade do bambu – Por Ricardo Guimarães

Em busca de capacitação da mão de obra e da diversificação das fontes de renda, produtores rurais da cidade de Lontra participaram do curso de Móveis em Bambu, oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES em parceria com Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros. Os alunos aprenderam desde a fase de coleta do bambu até as técnicas de produção, que podem ser usadas na fabricação de diversos objetos, como cadeiras, bancos, mesas e peças de decoração. “Mostramos qual a época certa e como coletar o bambu, o tratamento necessário para curar, aumentando a vida útil do material e evitando ataque de bichos, e as técnicas na confecção dos materiais. Todos saem do curso com uma peça pronta, que neste caso foi um banco, mas eles estão preparados para produzir diversos tipos de móveis”, explicou o ecólogo e instrutor do curso, Ricardo Oliveira Latini. Versatilidade Material versátil e com diversas aplicabilidades, o bambu é muito usado ao redor do mundo, em especial nos países asiáticos. No Brasil, as técnicas de construção, inclusive para a engenharia civil, começam a se abrir para o uso do material. “O país começa a dar passos maiores com o bambu, o que traz benefícios ambientais grandes. O bambu tem grande capacidade de absorver CO2 da atmosfera, substitui bem a madeira e o aço, e a planta renova rapidamente. É uma matéria prima extraída que brota anualmente”, lembrou o instrutor. O tema despertou o interesse do pequeno produtor rural Maikon Douglas Gonçalves. Ele, que produz hortaliças, banana e cana, também faz serviços como montador de móveis na cidade. A expectativa é aliar os conhecimentos para investir no ramo, como mais uma fonte de renda na propriedade. “Já estou me organizando e pretendo aproveitar a propriedade para o plantio de algumas mudas de bambu. Foi a primeira vez que usei este tipo de material, e o resultado foi muito bom. Todos em casa gostaram e por onde fui passando, o pessoal perguntava se eu queria vender o banco. Vou aproveitar o conhecimento que já tenho para construir novos materiais, agora com bambu, além de ensinar meus familiares”. União que faz a força No decorrer do curso, os alunos já demonstraram interesse em se unir para conseguirem produzir de forma conjunta peças em bambu. O instrutor aproveitou o ânimo dos participantes para traçar noções de empreendedorismo e alternativas de uso e comercialização dos materiais. “Quando penso no pessoal do campo, de modo geral muitos têm bambuzais e a aplicabilidade dele na propriedade pode ser muito grande. Além disso, tem a questão ambiental e o fato de ser uma fonte de renda paralela. Eles podem, inclusive, plantar para vender ao mercado, que está em crescimento no uso do bambu na produção de diversos materiais. O primeiro passo é ter conhecimento e, a partir daí, visualizar possibilidades, que é exatamente o que eles estão fazendo”, finalizou Ricardo Oliveira Latini. * Ricardo Guimarães é jornalista e assessor de comunicação do Escritório Regional do SENAR

AMMESF fortalece Turismo Regional com o grande sucesso do 1º Press Trip

Na última sexta-feira (29/10), o Turismo regional deu um importante passo, para o seu resgate e fortalecimento, com a realização da 1ª Edição do Press Trip, promovida pela Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) em parceria com o Circuito Turístico Guimarães Rosa. * Por Hebert Vinicius O evento, realizado na pousada Sertão Veredas em Buritizeiro, contou com a participação do secretário de Cultura e Turismo do Estado (Secult), Leônidas Oliveira e com a presença do subsecretário Bernardo Brandão. O presidente da AMMESF e prefeito de Buritizeiro, Pedro Braga também recepcionou o prefeito de Pirapora, Alex César, o vice-presidente da Instância de Governança Regional Guimarães Rosa, Rômulo de Melo e Marco André Malaquias, gestor do Circuito Guimarães Rosa. Demais prefeitos, secretários, vereadores e gestores das cidades da região e representantes de outras instâncias de governança estiveram na plateia. Políticas públicas para o turismo, disponibilizadas pelo Ministério do Turismo e pela Secult, foram apresentadas e discutidas, assim como as dezenas de participantes puderam conhecer os potenciais turísticos de Buritizeiro e Pirapora. O evento foi finalizado com a visita técnica ao Parque aquático Pirapark, onde os artistas buritizeirenses fizeram apresentações culturais. Anfitrião do evento, o presidente da AMMESF e prefeito de Buritizeiro, Pedro Braga, destacou para todos sobre o ideal do evento. “Precisamos mobilizar os prefeitos, secretários e diretores de turismo, sobre a importância do fomento deste segmento para o desenvolvimento regional. As nossas cidades têm riquezas naturais, culturais e patrimoniais, mas ainda não estão devidamente preparadas para atender toda a demanda do turismo e explorar de forma sustentável esta fonte tão rica que temos. Promovemos essa pioneira vinda da Secretaria Estadual de Cultura e Turismo, para demonstrarmos todo o nosso potencial e a necessidade de uma atenção especial para todas as questões que precisamos de soluções e melhorias”. Gestor do Circuito Guimarães Rosa há 12 anos, Marco André Malaquias elogiou o evento e descreveu a grande alegria em ver tamanha mobilização pelo Turismo regional, que para ele é algo raro. “Foi um grande sucesso. As temáticas que foram abordadas agradaram aos prefeitos, gestores, secretários e todos que participaram. Esta foi uma das grandes oportunidades de reforçarmos o quanto este segmento econômico precisa ser priorizado, por todo o desenvolvimento que pode gerar para a região. A AMMESF está de parabéns pelo empenho nesta causa. É disso que precisamos”. Salientou Marco André. * Jornalista

Profissionais de saúde do Norte de Minas fazem capacitação sobre dengue e febre amarela

Será aberto nesta quarta-feira (03), em Montes Claros, o encontro com municípios para atualização de profissionais de saúde sobre o controle das arboviroses. Trata-se do último encontro com agentes de controle de endemias e coordenadores de vigilância epidemiológica e de saúde das microrregiões onde a SRS atua. Na oportunidade, são avaliadas as estratégias para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre Chikungunya, Zika vírus e da febre amarela. “Nosso objetivo é avaliar com os municípios as questões relativas às arboviroses, a fim de que, com o início do período das chuvas, neste final de ano, até o encerramento em abril de 2022, a região tenha condições de manter sob controle a proliferação do Aedes aegypti e, com isso, evitar o aumento das notificações de doenças”, pontua o coordenador de vigilância epidemiológica da SRS, Valdemar Rodrigues dos Anjos. O encontro acontecerá, às 8h30, no auditório do Consórcio intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene – (Cimans), sediado à Rua Tapajós, 441, bairro Melo. Após abertura conduzida por Valdemar Rodrigues, a médica, Carolina Lamac, ministrará palestra sobre os aspectos mais importantes que os profissionais de saúde devem observar com relação à dengue, febre Chikungunya, Zika vírus e a febre amarela. A situação epidemiológica das arboviroses no Norte de Minas será abordada pela coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes. Em seguida, a elaboração ou atualização dos planos de contingência para enfrentamento das arboviroses; a instalação dos comitês municipais; a mobilização e educação em saúde serão temas de palestras ministradas pelo coordenador de vigilância epidemiológica da SRS, Valdemar Rodrigues e pela referência técnica, Cássia Nely. Na parte da tarde, o encontro terá continuidade abordando vários temas, entre eles, a segurança e higiene no trabalho; a atuação integrada dos serviços de vigilância em saúde com a atenção primária em saúde no atendimento das demandas da população em relação às arboviroses. Quinta-feira, dia 5, as referências técnicas da Superintendência Regional de Saúde, Ronildo Barbosa e Ildenir Meireles vão falar sobre o reconhecimento geográfico dos municípios nas ações de controle das arboviroses; a realização dos levantamentos dos índices de amostragem de focos do Aedes aegypti; controle vetorial e supervisão das ações realizadas. Sexta-feira, dia 6, o encontro será encerrado com a realização de treinamento prático para agentes de controle de endemias na utilização dos equipamentos de Ultra Baixo Volume – (UBV) para eliminação de focos do Aedes aegypti em áreas abertas e do aerosystem que é utilizado para aplicação de inseticida piretróide no interior de domicílios. O equipamento possibilita maior segurança tanto para os profissionais de saúde como, também, para as pessoas que utilizam os imóveis nos quais são identificados a existência de focos do Aedes. O Plano Estadual de Contingência – (PEC) para o enfrentamento das arboviroses urbanas e a febre amarela tem o objetivo de intensificar as medidas de prevenção, monitoramento, controle e resposta durante seu período sazonal. “Para isso, o Plano estabelece ações integradas em quatro eixos: vigilância (epidemiológica, entomológica, controle vetorial e laboratorial); comunicação em saúde e mobilização social; assistência (atenção primária, secundária, terciária e assistência farmacêutica); gestão: articulação intersetorial, logística de insumos e pactuação intergestora”, frisa a coordenadora de vigilância em saúde, Agna Menezes. Para a elaboração do Plano de Contingência e implementação de ações estratégicas relativas às arboviroses, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG) está disponibilizando R$ 3 milhões 673 mil para os 86 municípios da macrorregião de saúde do Norte de Minas. O repasse dos recursos está previsto na Resolução 7.733, publicada dia 22 de setembro. O valor a ser repassado em parcela única aos municípios considera o mínimo fixo de R$ 25 mil, mais R$ 0,90 per capita de acordo com o porte populacional de cada localidade. O cálculo segue a população estimada em 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – (IBGE) e pelo Tribunal de Contas da União – (TCU). Os municípios do Norte de Minas que receberão maiores aportes são: Montes Claros (R$ 397,1 mil); Janaúba (R$ 89,8 mil); Januária (R$ 86 mil); Pirapora (R$ 75,9 mil); São Francisco (R$ 75,8 mil); Bocaiúva (R$ 70,2 mil); Salinas (R$ 62,5 mil); Várzea da Palma (R$ 60,8 mil); Jaíba (R$ 60,4 mil); Porteirinha (R$ 59 mil); Brasília de Minas (R$ 54,1 mil) e Espinosa (R$ 53,4 mil).